01/09/2002

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JORNAL DO BRASIL

- TCU constata falta de controle na verba do FAT

- Relatório de auditores do Tribunal de Contas da União denuncia a falta de controle e investigação do Ministério do Trabalho sobre as verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) liberadas para as centrais sindicais.

O documento identifica problemas em verbas aplicadas pela Força Sindical, CUT, CGT e Social Democracia Sindical. Mas o principal alvo é o ministério. "O quadro exposto é grave, dadas as evidências de negligência no controle", registram os auditores. (pág. 1 e A3)

- Os marqueteiros Nelson Biondi, do candidato José Serra (PSDB), e Duda Mendonça, de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fizeram um acordo para reduzir as agressões entre os candidatos no segundo debate de presidenciáveis em rede nacional.

O evento será amanhã, na TV Record. Assim como no primeiro debate, realizado na TV Bandeirantes, apenas os quatro candidatos mais bem posicionados na pesquisa - além de Lula e Serra, Ciro Gomes (PPS) e Anthony Garotinho (PSB) - vão participar. (...) (pág. 2)

- A queda de Ciro Gomes nas pesquisas bateu como uma bomba na coordenação da Frente Trabalhista. Não faltam explicações para a transferência de votos de Ciro para o tucano José Serra.

Outro efeito imediato foi a volta das intrigas dentro da cúpula, que estavam neutralizadas pelo bom desempenho do candidato até então.

Com a nova - e má fase - nas pesquisas, cada lado da Frente passou a querer emplacar seu estilo de campanha. O PPS quer a polarização com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). (pág. 2)

- O processo é tratado em total sigilo no TCU. Um dos investigados, o presidente licenciado da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, é candidato a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes. Na página 4 do relatório, os auditores deixam claro que o caso é delicado. "É oportuno mencionar que a Secretaria Federal de Controle (vinculada à Presidência da República) vem realizando auditoria na Força Sindical", registram. "O assunto vem sendo objeto de exploração política".

O relatório traz críticas à Força, mas não é mais duro com ela que com as outras centrais. Há falhas em todos os processos. "As prestações de contas examinadas não apresentam elementos que esclareçam como as entidades gastaram os recursos federais, nem mencionaram os locais onde foram realizados os treinamentos", diz o texto. (...) (pág. 3)

- Eles não contrariam o bordão "filho de peixe" e, para conquistar votos, recorrem ao parentesco com o pai e o avô famosos pela trajetória política consolidada. Polêmicos, o ex-presidente Fernando Collor de Mello e o ex-senador Antônio Carlos Magalhães fizeram escola mais cedo do que esperavam.

A nova geração tem nomes, e fortes indícios de que estará presente no Congresso ano que vem: Arnon de Mello (PRTB), em Alagoas, e ACM Neto (PFL), na Bahia, candidatos à Câmara, têm hoje tanto carisma quanto os padrinhos políticos em seus redutos eleitorais. (...) (pág. 5)

- Dois temas vão concentrar as atenções no 17º Congresso Mundial de Petróleo, a partir de hoje, no Riocentro. Um, o iminente bombardeio americano ao Iraque, um dos maiores exportadores mundiais do produto.

Outro, a intervenção do Governo brasileiro na política de preços da Petrobras. Fatos que, para a indústria do petróleo, se incluem na lista de riscos com os quais o setor está acostumado a lidar, como ressalta o ministro britânico da Energia, Brian Wilson, um dos principais convidados do evento, em entrevista ao "Jornal do Brasil".

Líderes da indústria petrolífera mundial e representantes de mais de 90 países estarão no Rio para debater a responsabilidade social do setor e prestigiar eventos como shows de MPB, festas com samba e capoeira e até um Fla x Flu especial. (pág. 1 e A15)

- O projeto de reduzir a participação do Governo na economia, vendendo estatais, não impediu que a dívida pública dobrasse durante os dois mandatos do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Para o economista Roberto Macedo, da USP e da Universidade Mackenzie, o Estado se tornou uma espécie de lagartixa. "Quando se corta o rabo, ele volta a crescer", compara o professor, crítico do modelo de desestatização adotado no Brasil. (...) (pág. 1 e A20)

- A Área de Livre Comércio das Américas (Alca), um bloco que reuniria 34 países com PIB somado de US$ 11 trilhões - sendo 83% dos EUA e Canadá e apenas 7% do Brasil -, é tema de plebiscito capitaneado por 54 entidades, a maioria ligada à CNBB e à Igreja Católica.

O objetivo é democratizar o debate sobre a adesão ou não do Brasil. A consulta não tem caráter oficial. (pág. 1 e A4)

- Os diferentes resultados apontados pelas últimas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República surpreenderam políticos e analistas. "Há algo de anormal. Não há explicação", avalia o cientista político Walter de Góes, diante dos números coletados entre os dias 24 e 26 de agosto pelos institutos Ibope, Sensus e Vox Populi.

Os três divergiram na amostragem em relação à disputa pelo segundo lugar. (...) (pág. 1 e A3)

EDITORIAL

"Ponto e Contraponto" - (...) Enquanto as reformas não saem do papel, a saída é apertar os cintos e adotar austeridade nas contas públicas. Só assim evita-se o pior, que seria a volta da inflação. A médio prazo, não existe alternativa senão o engessamento orçamentário. Todo cuidado é pouco.

As despesas com a Previdência consomem 12% do PIB e os gastos com funcionalismo sobem a 11% do que o país produz. Os termos do Orçamento da União de 2003 são pessimistas em relação à arrecadação. Melhor isso do que previsões irresponsáveis.

Já é tempo de os candidatos ao Planalto dizerem a verdade aos eleitores. As exportações ajudam mas não resolvem tudo. Vêm por aí dias de fortes ajustes. (pág. 18)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Roman é um americano que chegou há pouco ao Brasil a serviço do governo de seu país, e, pelo caráter diplomático do cargo, omite seu nome completo. Até porque isso não altera o fundamento da dúvida exposta por Roman: o voto obrigatório é o que levará às urnas o contingente de mais de 40% de eleitores ainda indecisos na eleição presidencial?

Cidadão de país onde o voto é facultativo, Roman estabelece linha direta entre a obrigatoriedade e o ato de votar. É lógico que alguma relação de causa e efeito há, mas nem tão forte nem tão direta quanto ele imagina. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Gustavo Krieger) - No dia 2 de outubro, vão se completar dez anos do massacre de 111 presos no Carandiru. A ONU prepara um documento muito pesado criticando a Justiça brasileira, que não puniu os responsáveis pela chacina, cometida pela Polícia Militar de São Paulo.

* Parceria entre o Departamento da Criança e do Adolescente do Ministério da Justiça e o governo de São Paulo vai permitir que cerca de 400 jovens egressos de Febens sejam inscritos no programa de serviço civil voluntário.

Depois de passar por cursos de capacitação, eles farão trabalho voluntário. Também vão ganhar bolsa de auxílio. (pág. 6)

(Boechat) - De todo o movimento financeiro do comércio de drogas no Brasil, não menos de 20% são destinados pelos traficantes a policiais corruptos.

O ministro da Justiça, Paulo de Tarso, aceita o percentual como realista.

Os serviços prestados em troca da propina incluem proteção, execução "oficial" de rivais ou desafetos, cobertura para operações diversas, fornecimento de armas e venda de informações, entre outras gentilezas.

Até que está barato... (pág. C2 )

FOLHA DE SÃO PAULO

- Ciro e Serra empatam em 2º lugar

- O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, subiu seis pontos percentuais e agora está tecnicamente empatado com Ciro Gomes (PPS), após dez dias de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV.

A pesquisa Datafolha aponta queda de sete pontos de Ciro, que está com 20%, contra 19% do tucano. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua líder isolado, com 37%. Anthony Garotinho (PSB) aparece com 10%.

O tempo de propaganda de Serra em rádio e TV é quase o dobro do espaço de Lula e Ciro. Além disso, o tucano tem cinco inserções de 30 segundos por dia na TV, contra três do petista e duas do pepessista.

Em um eventual segundo turno, Lula derrota Ciro (48% a 41%), Serra (51% a 39%) e Garotinho (54% a 3%). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais - para mais ou para menos.

Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes, Lula tem 26%, Ciro 13% - queda de cinco pontos, e Serra, 10% - subida de quatro pontos. Nesse caso, 41% se dizem indefinidos.

O percentual dos que não votariam em Ciro em hipótese nenhuma cresceu oito pontos, de 17% para 25%. A taxa de rejeição a Lula passou de 33% para 31%. A de Serra, de 28% para 27%. (pág. 1 e cad. Esp. pág. 1)

- Um relatório do Ministério Público de Mato Grosso do Sul pede à Procuradoria Geral da República que apure o suposto elo do governador Zeca do PT com quadrilha de policiais especializada em roubar carros.

Zeca é candidato à reeleição. Para o relatório, o principal indício contra ele é o relacionamento com Adão Leite, criminoso conhecido no estado, já morto. Zeca disse desconhecer o relatório. Assessoria do governador chamou o documento de "leviano" e de "terrorismo eleitoral". (pág. 1 e cad. Esp. pág. 8 e 9)

- Com a subida de José Serra (PSDB), que empatou no Datafolha com Ciro Gomes (PPS) em dez dias de horário eleitoral, volta a esquentar a disputa entre os publicitários dos três principais presidenciáveis.

Os marqueteiros Duda Mendonça (do petista Luiz Inácio Lula da Silva), Einhart Jacome da Paz (de Ciro) e Nizan Guanaes (de Serra) devem se render à campanha negativa, em que o mais importante é destruir o adversário. (pág. 1 e cad. Esp. pág. 5)

- As promessas dos candidatos à Presidência colidem de frente com o Orçamento enviado pelo Governo Fernando Henrique Cardoso ao Congresso, que prevê apenas R$ 7,2 bilhões para investimentos em 2003, informa Clóvis Rossi.

Economistas das campanhas dos quatro principais presidenciáveis admitem que não haverá margem para grandes programas, mas prevêem mudanças que podem alterar um pouco o cenário. (pág. 1 e cad. Esp. Pág. 7)

- (Johannesburgo) - Quando os 104 chefes de Estado se juntarem amanhã em Johannesburgo para bater o martelo sobre o futuro do Planeta, na Rio+10, provavelmente não terão muito a resolver.

A maior parte do que estará no texto principal da Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável é reprise de negociações antigas. (pág. 1 e A17)

- A queda de um avião da Rico Linhas Aéreas, anteontem, em Rio Branco (AC), deixou 23 mortos e oito feridos, um deles em estado grave. Entre os mortos estão o deputado federal Ildefonso Cordeiro (PSDB) e sua mulher. Vento pode ter provocado a queda.

Em Birigui (SP), onde um avião da TAM fez pouso forçado, peritos recolheram amostras de combustível para investigar se uma possível contaminação causou a pane. (pág. 1 e A6)

- (Johannesburgo) - A sensação que se tem ao comparar a Eco-92, do Rio de Janeiro, e a Rio+10, em Johannesburgo, é que a cruzada ambientalista andou para a frente e o mundo andou para trás.

Antes mesmo do início da conferência, já soava estranho o grito do ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho. Ele nem se iludia com avanços, só pensava em impedir retrocessos. E estava coberto de razão. É tudo o que se faz por aqui. (...)

A boa notícia é que a Rio+10 tem o fantástico poder de multiplicar idéias e de cutucar culpados. E a má é que, sem avançar na questão da economia, dos recursos, da tecnologia, nada feito. Só faltam quatro dias para o resultado, pois a festa acaba na quarta-feira. Depois, é esperar a Rio+20. Quem sobreviver verá. (Eliane Cantanhêde, pág. A2)

EDITORIAL

"Retrato da reviravolta" - Uma subida de José Serra nas pesquisas eleitorais era uma hipótese que não estava descartada do cenário sucessório que se avizinhava com a entrada da propaganda eleitoral no rádio e na TV.

A chapa tucano-peemedebista tem uma vantagem grande de exposição no horário eleitoral em relação às suas concorrentes e, afinal, conta com o peso político de ser a herdeira de oito anos de governismo.

A surpresa, confirmada pela pesquisa do Datafolha publicada hoje, foi a contundência da reação do tucano. A diferença entre José Serra e Ciro Gomes, que há duas semanas era de 14 pontos percentuais, diminuiu para apenas um. (...) (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - FHC disse a interlocutores considerar que a queda de Ciro Gomes nas pesquisas não tem mais volta. O programa de Serra, na avaliação do Presidente, acertou ao bater na tecla de que o candidato do PPS é "destemperado" e que "vende uma consistência que ele não tem".

* FHC diz que Serra tem de manter a linha de ataque a Ciro por mais alguns dias para "enterrar de uma vez a candidatura do PPS". Se, mesmo assim, Ciro sobreviver, o Presidente está disposto a se licenciar do cargo na reta final da eleição para viajar com o tucano em campanha. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- FHC exige dos ricos ajuda na preservação

- O presidente Fernando Henrique Cardoso usará seu discurso de hoje na Rio+10, em Johannesburgo, para insistir na necessidade de os países ricos ampliarem a ajuda financeira às nações em desenvolvimento que protegem o meio ambiente, caso do Brasil.

FHC dirá que o País cumpre os compromissos da Rio-92. Para ele, é preciso construir uma parceria global para materializar o conceito de desenvolvimento sustentável. Também defenderá a tese de uma liberalização efetiva do comércio no mundo. (pág. 1 e A11)

- Os quatro principais candidatos à Presidência destacam a reforma tributária em seus programas de governo, mas nenhum deles garante que vai reduzir a atual carga de impostos. Talvez mudem apenas siglas. (pág. 1 e A4)

- A elevação da meta de superávit primário (receitas menos despesas, sem incluir os juros), de 3,75% para 3,90%, até o fim do ano devem trazer a dívida pública para 59% do PIB, após bater 61,9% em julho. (pág. 1 e A8)

- Cerca de 3 mil militantes do mundo inteiro fizeram uma manifestação pacífica no bairro pobre de Alexandria, ao norte de Johannesburgo, sob um aparato de segurança sem precedentes. A agenda dos protestos ia da reforma agrária ao fim da globalização. (pág. 1 e A11)

- A iniciativa brasileira em favor de uma meta global para o uso de fontes renováveis de energia viveu momentos decisivos ontem. Negociadores tentavam conciliar os interesses dos parceiros do Brasil no G-77 com os dos europeus, dos americanos e dos países pobres. (pág. 1 e A11)

- Indústrias de vários setores alegam que já não têm fôlego para absorver o impacto da alta do dólar e algumas já reajustaram preços. Também existe risco de escassez, por causa do corte na produção. (pág. 1 e B1)

- Entusiasmado, o economista Fábio Giambiagi, do BNDES, afirma que a crise será superada em 2003, seja qual for o resultado das eleições. Para ele, a oposição já não atormenta tanto o mercado. (pág. 1 e B6)

- Ministros e executivos, do País e do exterior, participam esta semana do 17º Congresso Brasileiro de Petróleo, no Rio. Questões como oferta e preço em caso de conflito no Golfo devem ser discutidas. (pág. 1 e B8)

- Começaram as investigações dos acidentes aéreos ocorridos anteontem no País. Um no Acre, que deixou 23 mortos e 8 feridos, e dois em São Paulo, com o pouso forçado de dois aviões da TAM. (pág. 1 e C6)

EDITORIAL

"A marcha da insensatez" - Os EUA têm mostrado ao mundo uma paisagem política que beira a esquizofrenia: quanto mais se adensam no país as abjeções à pretendida invasão do Iraque, com mais obstinação a linha dura de Washington faz soar os tambores da guerra. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Famílias gastam mais com juros do que com comida

- De cada R$ 100 gastos mensalmente pelos brasileiros, R$ 29,83, em média, são usados para pagar os juros do cheque especial, do cartão de crédito ou do crediário das lojas, constatou pesquisa realizada pela Anefac, associação que reúne os executivos financeiros.

No orçamento das famílias, nada pesa mais do que as taxas de juros: os brasileiros gastam 29,8% do salário com juros, 24,6% com habitação (aluguel ou prestação da casa própria) e 22,8% com alimentação.

A pesquisa mostra que famílias com renda mais baixa gastam mais com juros e, na faixa de até cinco mínimos, as despesas financeiras chegam a consumir 35,5% dos salários.

As contas de luz, gás e telefone, que aumentaram por causa da alta do dólar, também estão pesando mais no bolso. Em 2001, as tarifas comprometiam 4,21% da renda das famílias. Este ano, consomem 4,53% do orçamento, uma alta de 7,6%. (pág. 1 e 33)

- Ao se preparar para uma nova rodada de conversas com bancos estrangeiros, agora na Europa e no Japão, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, diz que não há tempo a perder para tirar o País da crise. Mas, otimista, acredita que a pior incerteza sobre a eleição já passou. (pág. 1 e 36)

- Teste realizado pelo "Globo" revela que o velho clientelismo disfarçado de assistência social ainda serve de moeda nas eleições. Durante duas semanas, repórteres acompanharam a romaria de dois desempregados por comitês de campanha.

Foram flagrados casos de clientelismo em comitês de candidatos a deputado federal e estadual do PFL ao PT. No Rio, as promessas variaram de emprego futuro a matrículas na rede pública de ensino ou atendimento garantido em hospitais.

Na maioria dos casos, o desemprego teve de preencher uma ficha com o número de seu título de eleitor. Em Recife, há candidato que distribui caixões, sopas e anuncia o corte de cabelo de graça. O Código Eleitoral proíbe propaganda que ofereça promessa ou vantagem de qualquer natureza. (pág. 1 e 3)

- Economistas de variadas tendências concordam que o próximo presidente terá como principal desafio fazer o País voltar a crescer e incorporar ao mercado de consumo 92 milhões de brasileiros que vivem com menos de dois mínimos. No segundo caderno especial sobre eleições, "O Globo" publica um retrato econômico da era FH. (pág. 1)

- As companhias de aviação estão, aos poucos, cancelando os descontos dados sobre as tarifas normais. O fim das promoções, há dez dias, fez as passagens aéreas dos vôos domésticos subirem 10% em média.

Mas se forem levados em conta os aumentos este ano, os preços das passagens subiram até 75%, como na ponte aérea Rio-São Paulo. (pág. 2 e 39)

- Cientistas lançaram na Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, na África do Sul, um alerta para preservação da cultura de minorias étnicas, como a de povos do Tibete, do Afeganistão e de índios brasileiros.

Ontem, em Johannesburgo, milhares de pessoas participaram de uma passeata em que se protestou contra tudo: de Bush à falta d'água. (pág. 2 e 44)

- O Brasil faz as suas apostas numa geração de atletas para brilhar nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio. De Bruno Pacheco, campeão sul-americano juvenil dos 100m rasos e ex-soldado do tráfico de drogas recuperado pelo atletismo, a Keila Costa, terceira colocada do Mundial Juvenil no salto triplo, bons resultados já começam a surgir. (pág. 2 e 45)

- As obras de transposição das águas do Rio São Francisco não sairão do papel se depender do programa de governo do candidato do PSDB, José Serra.

O projeto é defendido por políticos do Ceará, do Rio Grande do Norte e da Paraíba, mas contestado por baianos e será citado na proposta tucana para a Região Nordeste como uma obra em estudos. Sua execução ficará condicionada à transposição das águas do Rio Tocantins.

A proposta foi batizada de "Operação novo Nordeste", inspirada na Operação Nordeste do ex-presidente Juscelino Kubitscheck, e será lançada em Recife, na próxima quarta-feira, em ato que terá a presença do governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB). (...) (pág. 5)

- (São Paulo) - A queda abrupta de Ciro Gomes (PPS) e a subida repentina de José Serra (PSDB) nas pesquisas pegaram de surpresa a cúpula da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no meio de uma delicada operação de aproximação do PT com os tucanos e, mais especificamente, com o presidente Fernando Henrique Cardoso com vistas ao segundo turno.

A negociação, suspensa até que as tendências apontadas pelas últimas pesquisas se cristalizem, pôde ser notada em detalhes sutis do discurso de Lula. "O Globo" reuniu nas últimas duas semanas uma série de declarações do petista favoráveis ao presidente tucano, ao qual o PT fez uma oposição sem trégua nos últimos oito anos. (...) (pág. 10)

EDITORIAL

"Título merecido" - O Rio é a partir de hoje - e ao longo de toda a semana - a capital mundial do petróleo, título merecido já que quase 85% da produção brasileira são extraídos do litoral fluminense.

A cada três anos, a indústria de petróleo promove um grande congresso internacional, no qual são debatidas todas as questões importantes que envolvem o setor e têm impacto ao redor.

(...) Brasil e Turquia se candidataram a sediar o congresso, e na disputa o Rio foi escolhido exatamente pelo interesse que o País passou a despertar junto às empresas depois da abertura do mercado brasileiro para novos investimentos.

Assim, durante uma semana três mil visitantes estrangeiros terão a oportunidade de fazer negócios e também de desfrutar do que o Rio tem de bom. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Quinta-feira, em sua coluna, Luiz Fernando Veríssimo nos falava dos "sinais mortíferos" que os gregos antigos viam na palavra escrita. Aprisionavam idéias, conferindo-lhes um poder maior do que o da palavra dita. Mas hoje, com o gravador e o vídeo, também esta pode ser fatal. (...) (pág. 2)

(Ancelmo Góis) - Garotinho foi intimado a depor às 9h30 de quinta-feira na comissão de inquérito da Receita que apura a denúncia de que teria dado propina a um fiscal para liberar sorteios num programa dele na TV em 1995.

* O procurador Daniel Sarmento entrou com uma ação contra a Light e a Aneel para proibir o corte de energia em serviços públicos, como ocorreu recentemente na UFRJ. (pág. 24)

CORREIO BRAZILIENSE

- Quem é a poderosa massa dos indecisos

- Pelo menos 40 milhões de eleitores ainda não sabem em quem votar para presidente da República. Ouvem amigos e parentes e são os que mais prestam atenção ao noticiário e aos programas eleitorais.

Prometem esperar até o último dia para escolher. Alguns, como o bancário Edílson Rodrigues, só decidirão dentro da cabine, frente a frente com a urna eletrônica. (pág. 1, 6 e 7)

- Passageiros sobreviventes da queda do avião Brasília, em Rio Branco, disseram que não perceberam que o aparelho estava caindo. Tripulação não deu nenhum aviso de emergência, sinal de que não houve falha mecânica. (pág. 1 e 21)

- Mais de 250 mil moradores de condomínios continuam vivendo na clandestinidade. Dos 197 parcelamentos passíveis de regularização, somente três alcançaram o penúltimo estágio do processo - o de registro do condomínio em cartório. (pág. 1 e 20)

ZERO HORA

- Metade da população está abaixo da linha de pobreza num país em que os miseráveis são manipulados pelas esmolas do Governo. A economia não cresce desde 1998 e vai encolher 11% este ano. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), 53% dos 36 milhões de argentinos estão abaixo da linha da pobreza. São as famílias com renda inferior a 420 pesos (cerca de R$ 357) mensais.

Destes, 5,8 milhões são enquadrados como indigentes, um contingente de 3 milhões de pessoas sem trabalho, ou 21,5% da população ativa. A economia não cresce desde 1998 e vai encolher mais 11% este ano. Os preços disparam, e a inflação de janeiro a julho é de 34%. Na província de Corrientes, 71% dos habitantes estão abaixo da linha que define o que possa ser um pobre. (pág. 6 a 8)

- Num ano marcado por fortes turbulências no mercado financeiro, o setor primário garantiu as boas notícias da economia até agora. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto de riquezas produzidos pelo País, cresceu apenas 0,14% no primeiro semestre. O cenário de estagnação seria maior não fosse a agropecuária, cuja expansão de 4,51% foi a maior entre os grandes setores.

Os serviços cresceram 1,55%, e a indústria teve queda de 1,78%. O economista Régis Alimandro, editor-chefe da Revista Agroanalysis, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), avalia os fatores que resultaram neste bom momento. Alimandro, que conversou com "ZH" por telefone, de seu escritório, no Rio, acredita que, se o próximo governo não fizer nada de muito errado e o clima colaborar, a safra deste ano, estimada em 98 milhões de toneladas de grãos, será apenas a primeira de um grande ano. (pág. 12)

- O Rio Grande do Sul terá a maior montanha-russa do mundo, um hotel de 40 andares em forma de garrafa de refrigerante, estúdio cinematográfico e dezenas de outras atrações de divertimento. É isso, pelo menos, que Charles Ralph Nizet, um norte-americano de 70 anos, vem anunciando para empresários da serra gaúcha. Nizet adquiriu uma área de 94 hectares, no município de São Sebastião do Caí, onde sonha erguer o Los Angeles Park, empreendimento orçado por ele em US$ 350 milhões.

O projeto será apresentado oficialmente na terça-feira, na 4ª Semana do Turismo, na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul, onde Nizet já montou escritório. (pág. 18)

- O mapa final das vendas de animais na Expointer 2002, que será apresentado neste domingo pelo secretário da Agricultura, Ângelo Menegat, deve confirmar a previsão de leiloeiros e de produtores. A expectativa é de que os negócios ultrapassem a casa dos R$ 3 milhões. No ano passado, a comercialização fechou em R$ 2,282 milhões.

Até o final da manhã de sábado, os mapas parciais de vendas dos principais leiloeiros da Expointer apontavam para negócios que alcançavam R$ 2,71 milhões. Otimista, o presidente do Sindicato dos Leiloeiros Rurais do Estado (Sindiler), Marcelo Silva, arrisca que o volume de vendas chegará a R$ 3,5 milhões - faturamento 53,4% superior ao desempenho do ano passado, mas ainda aquém do previsto inicialmente pelo leiloeiro, que esperava R$ 5 milhões. (pág. 23)

- Com seis pontos percentuais à frente de Tarso Genro (PT), o candidato do PPS, Antônio Britto, manteve a liderança na primeira pesquisa do Ibope depois do início do horário eleitoral. Na pesquisa estimulada, na qual o entrevistado recebem um disco com os nomes dos candidatos, Britto manteve o mesmo índice anterior, de 36%. Tarso oscilou de 29% para 30%.

A diferença entre os dois supera a margem de erro, de 2,8 pontos percentuais. A principal modificação captada pela pesquisa em relação ao levantamento anterior, feito de 29 de julho a 1º de agosto, é o crescimento do candidato do PMDB, Germano Rigotto. Ele avançou de 5% para 9% e ocupa o terceiro lugar, em empate técnico com Celso Bernardi (PPB), que tem 7%. (pág. Cad. Eleições)

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

- Reportagem Especial: Eles escolheram entre a vida e a morte - Os depoimentos de médicos e familiares que enfrentaram o dilema de desligar os aparelhos para deixar o doente morrer em paz.

Lula a mil por hora - Enquanto Serra e Ciro se engalfinham para sobreviver ao primeiro turno, Lula vai atrás de apoios que reforcem suas chances no segundo turno. (pág. 34 a 37)

Apertem os cintos: o Governo voltará - Todos os candidatos à Presidência têm viés intervencionista. As exportações serão o primeiro teste do planejamento econômico. (pág. 38 a 40)

Por que eles vão tão bem? - Mesmo enrolados com denúncias pesadas, três candidatos são líderes nas pesquisas. (pág. 42 e 43)

A força da garota - Garotinho está na frente. Pelo menos no Rio, com o nome de Rosa. (pág. 44 e 45)

Casa-grande e senzala - Relatório confirma: trabalhadores da fazenda de Inocêncio Oliveira viviam em condições análogas às da escravidão. (pág. 46 e 47)

Atenção, Brasil: o Acre pede socorro - Tribunal Eleitoral cassa candidatura de Jorge Viana e joga luz sobre as conexões do crime organizado no estado. (pág. 48 a 50)

Até onde prolongar a vida - Como médicos e familiares decidem se devem ou não suspender os chamados tratamentos fúteis, que apenas mantêm vivos doentes para os quais não há esperança de cura. (pág. 82 a 91)

ÉPOCA

TÍTULO DE CAPA

- Apocalipse

* 36 milhões de brasileiros acreditam que o fim está próximo

* O que as religiões e a ciência dizem sobre o assunto

Campanha em alta voltagem - Serra sai da UTI e fica próximo de Ciro Gomes. A disputa esquenta e pode dar espaço para o debate político. (pág. 28 a 30)

Primeiro-companheiro - Braço direito de Lula, José Dirceu sonha virar o número dois da República. (pág. 32 a 35)

A cartada de Aécio - Favorito nas pesquisas, o candidato tucano ao governo de Minas sonha com o Planalto. (pág. 36)

O fenômeno Rosinha - Por que pesquisas para o governo do Rio apontam a vitória da candidata do PSB já no primeiro turno. (pág. 37)

Todos amam Getúlio - Em tempo de desemprego, Vargas compete com JK como referência histórica. (pág. 38)

Eles roubaram o Governo - Quadrilha formada por funcionários públicos, lobistas e advogados tungou dinheiro de aposentados e cobrou propinas de empresas. (pág. 40 e 41)

Apocalipse - Como em outros tempos de crises e graves tensões internacionais, a crença de que o fim do mundo está próximo ganha força. Nos EUA, 170 milhões de pessoas acreditam nisso. No Brasil, 36 milhões vivem à espera do apocalipse. (pág. 60 a 66)

Pingou dinheiro - Correções do FGTS e aumento da renda agrícola jogam na economia R$ 21,5 bilhões, movimentando vendas no comércio. (pág. 68 e 69)

E segue a via-sacra - De volta dos EUA, a equipe econômica prepara encontros com banqueiros europeus e asiáticos. (pág. 69)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

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