
02/01/2002
JORNAL DO BRASIL
- Argentina faz Brasil perder US$ 1,7 bilhão
- O custo da crise argentina para o Brasil já supera US$ 1,7 bilhão.
As exportações para o país vizinho caíram 24% em 2001. Desde maio passado, quando
agravaram-se a recessão e a confusão política, as vendas brasileiras caíram à média
mensal de 8%, até à paralisação quase total, em novembro.
Nas últimas duas semanas, os exportadores que consultaram a Secretaria
de Comércio Exterior (Secex) receberam a orientação de só aceitar cartas de fiança de
importadores argentinos quando garantidas por bancos brasileiros, europeus ou americanos.
Com novos protestos nas ruas, o Congresso argentino começou a discutir, ontem, a
formação de um novo governo.
A eleição presidencial de 3 de março foi cancelada, para que o
mandato do novo presidente se prolongue até dezembro de 2003. O senador peronista Eduardo
Duhalde continua sendo apontado como provável escolhido. Oito dos 15 partidos que
decidirão a questão já divulgaram seus votos. Apenas um negou apoio à indicação de
Duhalde. (pág. 1, 10 e 11)
- A Agência Nacional do Petróleo mudou as regras do próximo leilão
de áreas petrolíferas, em junho. As alterações pretendem estimular a busca por óleo e
gás em regiões ainda inexploradas. O embaxiador Sebastião do Rego Barros assume hoje a
direção geral da ANP. (pág. 1 e 11)
- São Paulo começa a liquidar este mês o maior precatório do País.
A dívida de R$ 1,4 bilhão, pela área que hoje abriga o Parque Villa Lobos, na capital,
será paga em dez parcelas a um empresário do setor imobiliário. (pág. 1 e 4)
- O Ministério da Justiça quer retirar do Código Penal Militar o
artigo que prevê pena de até um ano de reclusão para a prática de homossexualismo nas
Forças Armadas. Desde 1969 tais atos passaram a ser considerados crime entre os
militares. (pág. 1 e 3)
- O Governo brasileiro quer estimular a procura por petróleo e gás
nas novas fronteiras do País, lugares onde até hoje ninguém fez descobertas, mas que
exibem indícios suficientes para atrair interesse num mercado acostumado ao risco. Na
próxima rodada de licitações de áreas para exploração e produção de petróleo,
marcada para junho de 2002, as empresas que se interessarem por blocos nas novas
fronteiras pagarão menos pelo aluguel das áreas. (...) (pág. 7)
EDITORIAL
"Missão Diplomática" - A gestão do engenheiro David
Zylberstajn à frente da Agência Nacional do Petróleo foi irretocável. Entre seus
muitos méritos, cabe ressaltar a coragem com que enfrentou as reações da Petrobras às
medidas que se destinavam a alargar o espectro empresarial do mercado de energia.
Acostumada ao cachimbo do monopólio, a estatal entortou a boca e bateu de frente com a
ANP em várias oportunidades, sempre que considerou seus interesses atingidos.
Zylberstajn, porém, não arredou pé do objetivo de abrir o setor à
concorrência, inclusive de grupos estrangeiros. E saiu-se com êxito na missão que lhe
foi atribuída: o número de operadoras na exploração de petróleo saltou de uma para
43. Também foi notável a mudança qualitativa nos transportes e na revenda de
combustíveis, áreas que passaram a trabalhar em regime de mercado. (...) (pág. 8)
COLUNA
(Informe JB - Ricardo Boechat) - Ao contrário da versão de chefes da
polícia paulista, parentes de Washington Olivetto asseguram que os seqüestradores do
publicitário, desaparecido há 22 dias, ainda não fizeram qualquer contato.
Um respeitado criminalista carioca foi convocado para conduzir as
negociações.
Ele prevê que o processo durará meses. (pág. 6)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Duhalde deve assumir na Argentina
- O senador Eduardo Duhalde, 60, do Partido Justicialista (peronista),
deve tornar-se hoje o quinto presidente da Argentina em 11 dias, após garantir o apoio
dos principais partidos na Assembléia Legislativa.
Duhalde obteve apoio inclusive da União Cívica Radical, partido de
Fernando de la Rúa, para completar os dois anos restantes do mandato do ex-presidente,
que o derrotou na eleição presidencial de 99 e renunciou em 21 de dezembro.
A maior dificuldade de Duhalde foi dentro de seu próprio partido, já
que os governadores peronistas de algumas províncias demoraram para aceitar a proposta de
elegê-lo. Houve protesto perto do Congresso.
A eleição de Duhalde estava prevista para ontem à noite. Com sua
provável escolha, seria suspensa a eleição direta prevista para 3 de março.
Entre outras medidas, Duhalde pretende criar o Ministério da
Produção. (pág. 1 e A6)
- O plano econômico de Eduardo Duhalde, provável novo presidente
argentino, deve incluir a pesificação da economia, medida que converteria em pesos
dívidas, contratos e depósitos, hoje em dólar.
A idéia é defendida por Jorge Rames Lenicov, principal assessor de
Duhalde e cotado para dirigir a equipe econômica.
Contrário à dolarização, Lenicov também propõe a emissão de
títulos públicos para injetar mais recursos na economia e tentar reaquecê-la.
Dá-se como certo o abandono da lei de conversibilidade, uma
desvalorização do preso em cerca de 40% e a adoção de um regime de câmbio flutuante,
similar ao brasileiro. (pág. 1 e A7)
- O Brasil poderia ter ido para o mesmo ralo da Argentina. Quem viu
Cavallo em Davos, em 99, zombando do Brasil, feliz na condição de quindim da banca, sabe
o preço pago por FFHH e Malan por fazerem quase tudo o que a mesma banca lhes pedia.
Cavallo fazia exatamente tudo. Deve-se a Malan o mérito de ter
recusado o papel de salvador da pátria. Cavallo aceitou. (Elio Gaspari) (pág. 1 e A8)
- Para os americanos, o que se vê na Argentina é mais um desastre num
país distante, mas, boa parte do mundo, a política econômica argentina era "Made
in Washington". Quando a crise piorou, o FMI, visto, justificadamente, como filial do
Departamento do Tesouro dos EUA, não foi prestativo. Havia meses, sabia ser inviável
manter a paridade entre dólar e peso. (Paul Krugman) (pág. 1 e A8)
- Bancada pela Câmara com dinheiro do contribuinte, a Associação
Interparlamentar de Turismo gastou no ano passado R$ 401,2 mil para levar deputados e
senadores a seis países. Em 2002, o turismo parlamentar contará com mais R$ 357 mil dos
cofres públicos.
O presidente da associação, deputado Robson Tuma (PFL-SP), impediu a
divulgação de informações sobre as viagens. Ele disse que a entidade é filiada à
Organização Mundial do Turismo, da ONU. (pág. 1 e A5)
- Grandes filas se formaram nos caixas eletrônicos dos 12 países
europeus onde o euro começou a circular ontem. Na Bélgica, foram feitas 600 retiradas de
euro por minuto nas primeiras horas do dia. Em Berlim, ocorreram 200 mil retiradas na
primeira meia hora.
A operação deu certo em todos os países, apesar dos temores de
colapso no sistema eletrônico dos bancos. Os comerciantes das 12 nações também
começaram a devolver o troco na nova moeda. (pág. 1, B1 e B2)
- Centenas de soldados americanos lançaram ofensiva em busca de
informações perto de Candahar (sul afegão), no que pareceu uma intensificação da
caçada a Osama bin Laden e ao mulá Omar, líder do Talibã. O chefe do serviço de
informação anti-Talibã em Candahar disse que suas forças estavam encurralando Omar.
(pág. 1 e A9)
EDITORIAL
"Tripé argentino" - A superação da crise financeira
depende de uma solução política. E a definição de rumos políticos depende de um
consenso sobre o futuro da moeda. É um círculo vicioso que deixa o país à deriva, sem
governo nem moeda.
Antes mesmo de sua renúncia, o presidente Rodriguéz Saá já fora
obrigado a destituir o presidente do banco central, em boa medida abalado pela péssima
repercussão nos mercados de sua previsão de emissão desenfreada de
"argentinos", a moeda que substituiria o peso.
Uma nova moeda emitida sem qualquer programa de ajuste estrutural nada
resolveria. Os mercados reagiram, contra a falta de programa aliada a um populismo
escancarado.
A nova moeda precisa nascer com um mínimo de sustentabilidade. E as
"âncoras" para que se crie um novo regime cambial na Argentina são a fiscal, a
financeira e a social. (...) (pág. A4)
COLUNA
(Painel) - Roseana Sarney (PFL) preocupa muito mais a Ciro Gomes do que
o tucano José Serra na corrida pela sucessão de FHC. O presidenciável do PPS considera
que o ministro da Saúde tem conteúdo, mas lhe falta carisma.
* Ciro Gomes avalia que Roseana, ao contrário do ministro, já mostrou
que tem carisma. A dificuldade dela seria provar que realmente tem algo a acrescentar ao
debate político. Ciro pretende mostrar que não.
* José Serra, por sua vez, deverá atacar Lula e Roseana na campanha,
apesar dos pedidos de FHC para que ele evite criticar a pefelista. O Presidente teme que
os ataques provoquem uma reação do PFL no Congresso, prejudicando a governabilidade em
seu último ano de mandato. (pág. A2)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Disputa peronista retarda escolha do novo presidente
- As divergências internas do Partido Peronista retardaram a
designação do senador Eduardo Duhalde para ocupar interinamente a presidência
argentina. A sessão conjunta da Câmara de Deputados e do Senado, marcada para a tarde de
ontem, sofreu várias horas de atraso por causa das negociações entre peronistas,
transferindo a decisão para a madrugada de hoje.
Alguns dos colegas de partido de Duhalde não concordam com sua
escolha. Outros discordam da tendência dominante de cancelar a eleição presidencial
marcada para março, o que deixaria o senador no comado do país até dezembro de 2003.
Duhalde tem o apoio dos partidos oposicionistas União Cívica Radical
e Frepaso. Enquanto os políticos discutiam, do lado de fora do Congresso militantes
esquerdistas e simpatizantes do senador se enfrentavam em violentos choques. (pág. 1, B1,
B3 e B4)
- Com saúde e programas sociais, a prefeitura de São Paulo gastou de
janeiro a setembro menos do que a do Rio, como mostram as contas das duas cidades. Em
compensação, a gestão de Marta Suplicy (PT) empenhou mais verbas com transporte,
habitação e educação do que a de César Maia (PTB).
No período, o Rio teve receita per capita superior, mas em impostos
municipais o carioca pagou menos (R$ 259,45 por habitante) que o paulistano (R$ 275,26).
(pág. 1 e C1)
- A Fundação Oswaldo Cruz da Bahia testará, pela primeira vez no
mundo, um novo método para tratar vítimas da doença de Chagas. Em março, os médicos
vão realizar o implante de células-tronco no coração de 20 paciente.
O objetivo é tentar regenerar os músculos cardíacos destruídos pelo
parasita de Chagas. A experiência tentará reproduzir em seres humanos os resultados
animadores obtidos em estudos com ratos. (pág. 1 e A6)
- A tensão entre a Índia e o Paquistão aumentou, com a intensa troca
de disparos de artilharia ao longo da linha que divide os territórios da Caxemira
controlados pelos dois países. Dois soldados indianos morreram e três ficaram feridos.
A concentração de tropas na fronteira é a maior desde a guerra de
1971. Um alto funcionário do governo indiano descartou a possibilidade de um encontro
entre o primeiro-ministro Atal Behari Vajpayec e o presidente Pervez Musharraf, enquanto o
Paquistão não cumprir a exigência da Índia de conter a ação dos terroristas. (pág.
1 e A8)
- O quartel-general do mulá Mohammad Omar, líder supremo do Talibã,
em Kandahar, tinha dois tetos, reforçados com aço e uma camada de 3 metros de terra e
pneus para absorver impacto. Mesmo assim, as bombas americanas o atravessaram. Omar pode
estar sob a proteção de chefes tribais no sul do Afeganistão. (pág. 1 e A9)
- Os italianos começaram a dar adeus à velha lira, com seus zeros
extravagantes, assim como os cidadãos de outros 11 países europeus, onde o euro passou a
substituir as moedas locais.
A troca transcorreu sem problemas no feriado de ontem. Mas o teste real
está previsto para hoje. A França, por exemplo, enfrenta greve dos bancários e dos
correios. (pág. 1 e B8)
- O líder do Governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), quer
pressa, no primeiro semestre, para votar projetos importantes para o Planalto, como o que
prorroga a CPMF.
Madeira admite que a partir de julho o Congresso ficará vazio, por
causa das eleições. (pág. 1 e A4)
- Pesquisa aponta o Brasil como o segundo país em número de
incubadoras de empresas, só perdendo para os EUA. Pelo menos 15 novas instituições
entraram em operação no País em 2001. As empresas ficam, em média, três anos na
incubação. (pág. 1 e B6)
EDITORIAL
"Em vigor, finalmente, a política de informática" - O
Governo aprovou os primeiros investimentos beneficiados pela Lei de Informática. O
assunto ficou muito tempo parado por causa do provincianismo de alguns políticos. (pág.
1 e A3)
O GLOBO
- Novo presidente argentino deve desvalorizar o peso
- O Congresso argentino decidiu ontem anular a convocação das
eleições presidenciais previstas para 3 de março e fez uma longa negociação para
nomear Eduardo Duhalde como presidente do país. O senador peronista já avisou que
pretende acabar com a paridade entre o dólar e o peso, que deverá sofrer uma
desvalorização de 17% a 28,5%.
Apesar de ser a preferência dos peronistas, maioria no Congresso,
Duhalde precisou submeter detalhadamente o seu plano de governo antes de ser confirmado,
na quinta troca de presidente em duas semanas.
Os peronistas temem a repetição das turbulências causadas pela
indicação de Adolfo Rodríguez Saá, presidente interino que renunciou no domingo e que
não teria cumprido o acordo feito antes da sua nomeação. À tarde, a polícia voltou
às ruas para conter a troca de pedradas entre simpatizantes de Duhalde e a oposição,
que queria nova eleição imediatamente. (pág. 1, 19 e 20)
- A partir de hoje à tarde, o preço da gasolina pode cair, quando os
postos começam a receber nova remessa de combustíveis das distribuidoras.
Segundo revendedores do Rio, se as distribuidoras repassarem a queda de
preços das refinarias, a redução no valor cobrado ao consumidor ficará entre 13% e
20%, no caso da gasolina, e de 6% no óleo diesel.
O embaixador Sebastião do Rego Barros e Francisco Gros assumem hoje,
respectivamente, a presidência da ANP e a da Petrobras. (pág. 1 e 21)
- O governador do Rio, Anthony Garotinho, que teve o pior desempenho
entre os políticos que participaram do "Show do Milhão", acusou a produção
do programa do SBT de ter errado na formulação de uma das questões a que respondeu. Ele
alega que as opções de resposta estavam incompletas, razão pela qual teve dificuldades
de apontar a fórmula da água. (pág. 1 e 4)
- O governo Fernando Henrique Cardoso vai marcar 2002 pelas ações na
área social. Em ano eleitoral, o Presidente quer ser lembrado não só pela estabilidade
da moeda, mas por avanços sociais.
* FH pode ganhar uma cadeira de senador vitalício ao final do mandato.
(pág. 1 e 3)
- O prefeito César Maia quer processar o meteorologista Luiz Carlos
Austim, que previra chuva forte na noite do réveillon, informa Ancelmo Gois. O Instituto
Nacional de Meteorologia divulgou ontem alerta sobre novas tempestades para as próximas
24 horas. (pág. 1, 10, 11 e 18)
- Depois da reeleição, uma vaga de senador vitalício. Esse é o
presente que o presidente Fernando Henrique Cardoso espera ganhar do Congresso ao deixar o
Governo.
Mas, ao contrário da emenda da reeleição que tomou conta do debate
político no primeiro mandato de Fernando Henrique, a articulação em torno da emenda que
cria o cargo de senador vitalício para ex-presidente está sendo conduzida nos bastidores
políticos do Planalto e Congresso com muito mais cautela. (...) (pág. 3)
EDITORIAL
"Teste de aço" - A competição pelo mercado americano de
aço é feroz. Principalmente com as próprias siderúrgicas dos Estados Unidos. Outrora
organizações poderosas, essas usinas perderam a capacidade de se atualizar e ficaram
para trás na corrida pela eficiência. Assim, as exportações de países da Europa
Ocidental, da Rússia, da Ásia e do Brasil foram aos poucos ocupando espaço nesse
mercado. (...)
Está em jogo a capacidade do Brasil de manter e ampliar seus
superávits comerciais, a melhor maneira de afastar o risco de crises cambiais. Por
ironia, o esforço brasileiro é saudado com aplausos pelo Fundo Monetário Internacional
(FMI), do qual os Estados Unidos são o maior acionista. (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Diana Fernandes) - Mais um capítulo da novela
sobre o afastamento de Mão Santa do governo do Piauí terá desfecho hoje. O presidente
do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio de Mello, anunciará se concede ou não
liminar ao governador afastado que pediu anulação da decisão do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE). Partidários de Mão Santa já comemoravam ontem, com foguetório e
barulho, que seriam vitoriosos. (...) (pág. 2)
(Ancelmo Gois) - O Governo anuncia em breve a criação de novas
estações ecológicas, reservas biológicas, florestais nacionais e parques ambientais no
Acre, Amazonas, Pará e Amapá. A área soma seis milhões de hectares e foi tomada das
mãos de grileiros. (pág. 10)
CORREIO BRAZILIENSE
- Goiás Velho debaixo d´água
- Fortes chuvas na virada do ano destruíram grande parte do acervo da
cidade, declarada patrimônio histórico da humanidade em dezembro pela Unesco. (pág. 1,
3, 12 e 13)
- O senador Eduardo Duhalde foi escolhido para governar a Argentina,
mas a sessão do Congresso que iria confirmá-lo entrou pela madrugada. No discurso que
preparou para aceitar a indicação, ele diz que a paridade entre o peso e dólar
esgotou-se. (pág. 1, 6, 7 e 8)
- Gasolina fica mais barata a partir de hoje - O Governo federal aposta
em queda de 20% no preço na bomba, mas donos de postos não sabem se o litro realmente
vai cair de R$ 1,76 para R$ 1,40 por causa dos custos das distribuidoras. Mudanças na
tributação de combustíveis fazem o botijão de gás de 13 quilos ficar R$ 2,30 mais
caro. (pág. 1 e 11)
- (Buenos Aires) - Enquanto os deputados e senadores se digladiavam
ontem à tarde no Congresso para definir se Eduardo Duhalde assumiria a Presidência da
Argentina e até quando, centenas de militantes do Partido Justicialista (PJ ou peronista)
e de movimentos de esquerda se enfrentavam nas proximidades do Legislativo.
A rua Bartolomé Mitre virou um campo de batalha. O confronto deixou
muitos feridos e as calçadas destruídas. Só acabou quando a polícia interveio com
bombas de gás lacrimogêneo. (...) (pág. 8)
- A passagem do ano foi tensa na fronteira entre a Índia e o
Paquistão. Houve bombardeios contínuos e troca de tiros em várias localidades ao longo
da linha de controle que divide a Caxemira, região disputada há 54 anos pelos dois
países. Em Nova Délhi, enquanto isso, o governo indiano mantém a posição de não
dialogar com o vizinho. (...) (pág. 9)
- Na passagem do ano, 305 milhões de europeus deram adeus às suas
antigas moedas. À meia-noite de ontem, o euro começou a circular em clima de festa nos
12 países que aderiram ao novo padrão monetário (Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha,
Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo e Portugal). (...)
(pág. 10)
JORNAL DE BRASÍLIA
- IPVA pode ser pago até hoje
- Secretaria da Fazenda prorrogou prazo para pagamento de impostos por
causa de feriado bancário. (pág. 1 e 11)
- Não há razão para a economia do Brasil iniciar o ano apostando no
pior. Mas economistas recomendam cautela para que o País não cometa novos erros. (pág.
1 e 14)
ZERO HORA
- A Assembléia Legislativa continuava reunida até as 23h de ontem,
discutindo a indicação do peronista Eduardo Duhalde para governar o país.
Depois de quatro horas de atraso no começo da sessão, senadores e
deputados argentinos se sucederam em pronunciamentos que deixaram claras as divergências
políticas que levaram ao agravamento da crise econômica que já dura 43 meses. (pág. 4
e 5)
- Para eleger o vereador Estilac Xavier como presidente da Câmara
Municipal de Porto Alegre, o PT ofereceu ao PDT a possibilidade de indicar o
vice-presidente neste ano e presidir a Casa em 2003 e 2004.
A proposta, que o PDT não considera oficial, foi confirmada ontem pelo
próprio Estilac. (pág. 8)
- O intercâmbio de produtos agropecuários entre o Brasil e a
Argentina - historicamente complicado, pois os dois países são concorrentes em segmentos
como carnes e grãos - pode enfrentar alguma turbulência nas próximas semanas. A
inadimplência de empresas importadoras argentinas é um fator de risco.
Mas o que os produtores brasileiros mais temem é uma
megadesvalorização do peso ante o dólar. A medida, descartada por enquanto, estimularia
uma torrente de importações de lácteos, frutas, vinhos, carnes e arroz do país
vizinho, já que esses produtos ficariam com preços inferiores aos dos similares
brasileiros. (pág. 22)
MANCHETES
ZERO HORA (RS)
- Em duas semanas, Argentina tem cinco presidentes diferentes

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico
da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura
econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança
comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na
INTERNET www.fazenda.gov.br, na área
específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive
sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês,
na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de
publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação
Social é:secom@planalto.gov.br |