03/02/2002

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JORNAL DO BRASIL

- Em um ano, calote cresce 45% no País

- Os brasileiros estão devendo cada vez mais, informa o Banco Central. Em 2001, o índice de inadimplência cresceu 45% em relação a 2000.

Para cada R$ 100 que os bancos emprestaram no ano passado, R$ 13,80 foram pagos com pelo menos 15 dias de atraso.

A Serasa, empresa que trabalha com cadastros de dívidas vencidas, catalogou 1,2 milhão de indivíduos com títulos protestados no ano passado.

Uma das razões do salto está na alta taxa de juros no País, que leva muitos cidadãos a arquejarem frente a compromissos financeiros. Outro motivo é o reajuste das tarifas administradas pelo Governo.

"Como os salários não aumentam na mesma proporção, alguns entram no cheque especial ou abusam dos cartões de crédito", diz o consultor Louis Frakenberg.

Há também os oneômanos, figuras que, por distúrbios psicológicos, têm a compulsão de comprar indiscriminadamente. (pág. 1 e 17)

- A entrada em funcionamento dos Tribunais Especiais Federais, ocorrida há 15 dias, apressará o ritmo das ações contra a União. Eles adotam o modelo dos Juizados de Pequenas Causas.

Têm o processo simplificado - duram, no máximo, seis meses -, serviço gratuito e o valor das ações é limitado a 60 salários mínimos, ou R$ 10.800. (pág. 1 e 22)

- Vinte por cento das eleitoras não entregariam o Governo federal, estadual ou municipal a uma mulher. A constatação é da pesquisa Cultura Política, promovida pela fundação Perseu Abramo, de São Paulo.

Embora a maioria das brasileiras veja importância na política, pouco mais da metade crê que tal atividade influencie a vida pessoal. (pág. 1 e 3)

- As interrogações do caso Celso Daniel intrigam o músico e escritor de livros policiais Tony Belotto. Ele aciona seu detetive Bellini para investigá-lo.

Mas preferiria "um mundo em que esses crimes só acontecessem no silêncio das folhas de papel". (pág. 1 e 6)

- O presidente PT, deputado José Dirceu (SP), passeia por salas de embarque e desembarque de aeroportos desde o início do ano. Chorou a morte de amigo e companheiro Celso Daniel, prefeito de Santo André, executado por seqüestradores no dia 20.

Encontrou-se com Itamar Franco, o mercurial governador de Minas Gerais, um dia antes do assassinato do promotor mineiro Francisco José Lins do Rego Santos. Andou por Porto Alegre nestes últimos dias, atento observador do Fórum Social Mundial.

Vive com o celular no ouvido em conversas com dirigentes de outros partidos, negociando alianças que possam ampliar os palanques do candidato do partido à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva.

E, além de tudo, tem de se conter para evitar anunciar tal fato, até porque, como presidente da legenda, vai comandar a prévia que indicará, oficialmente o concorrente petista ao Planalto.

O senador Eduardo Suplicy disputa a indicação com Lula. Em meio ao burburinho de estrangeiros e brasileiros presentes ao Fórum, Dirceu falou ao "Jornal do Brasil". (pág. 2)

EDITORIAL

"União contra o Crime" - Policiais são acusados no Rio de seqüestrar um traficante, receber o resgate e matá-lo. Traficantes lideram moradores de duas favelas que incendeiam ônibus e carros e entram em choque com a polícia.

Uma máfia de donos de postos de gasolina que adulteram combustível manda matar um procurador em pleno centro de Belo Horizonte. O prefeito de Santo André é seqüestrado e morto com sete tiros.

Três empresários são seqüestrados em São Paulo e aparecem mortos na mala de seus carros. (...)

Inexiste polícia técnica. No Rio não há sequer uma câmara adequada para testes de balística, como a que existia na Rua Santa Luzia há mais de 30 anos.

O IML é um acinte à boa técnica da medicina legal e aos direitos do cidadão, e pífio arremedo de polícia científica.

As delegacias, mesmo as legais, não têm qualquer cadastro informatizado da bandidagem local.

Um registro nacional da criminalidade por computador é ainda sonho de uma noite de verão. As celas superlotadas acabaram nas novas delegacias mas continuam a existir na periferia. São dezenas de homens "ensardinhados" em cubículos, em condições que fazem os prisioneiros talibãs de Guantánamo (que indignaram os aliados dos americanos) parecerem hóspedes de um hotel cinco estrelas. (...) (pág. 8)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Pelo menos dois governadores, o de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o de Mato Grosso, Dante de Oliveira, ambos do PSDB, estão pleiteando junto ao Governo federal que se defina um papel claro, objetivo e funcional para as Forças Armadas, notadamente o Exército.

Nenhum dos dois defende a tese de que os militares façam papel de polícia. Ao contrário, compartilham do entendimento de que são formações profissionais diferentes e, por isso, acreditam que a contribuição de soldados e oficiais possa ser dada nas áreas de fronteiras. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Ricardo Boechat) - A Argentina será o foco da 43ª Reunião Anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento, de 7 a 13 de março, em Fortaleza.

O BID quer saber aonde foram parar os 213 empréstimos concedidos ao país.

Só para apoio ao equilíbrio fiscal foram-se, US$ 400 milhões. (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Indústria começa a retornar expansão

- A indústria brasileira começa a retornar projetos de expansão da capacidade produtiva, após quase uma década contraída. A área de infra-estrutura, uma das mais importantes da economia, lidera o processo, que não é generalizado.

Os fabricantes de equipamentos de geração, transmissão e distribuição de energia e de exploração de petróleo e de gás vão investir R$ 1,2 bilhão neste ano para aumentar em 10% a capacidade produtiva.

Na área de papel e celulose a direção é a mesma - as fábricas investirão R$ 5,7 bilhões entre 2001 e 2003 para elevar a capacidade de 7,5 milhões para 9 milhões de toneladas anuais. Outros setores também estudam a retomada da expansão.

Segundo empresários, os investimentos não devem gerar um aumento expressivo do número de empregos - a indústria paulista tem 1,5 milhão de funcionários, 520 mil a menos que em 1994. (pág. 1, B1 e B3)

- (Buenos Aires) - Premido pela decisão da Suprema Corte argentina, que declarou inconstitucional o bloqueio dos depósitos bancários, o governo começou uma reunião de emergência ontem.

O presidente Eduardo Duhalde avisou que ninguém sairia da reunião até que houvesse sido decidido o que o governo faria para contornar a situação. O temor é que o afã dos argentinos em recuperar seus depósitos crie uma "segunda-feira negra". (pág. 1 e A15)

- Em local batizado de Cidade Carlo Giuliani, em homenagem a ativista morto no ano passado, um homem que diz ter viajado a pé do México a Porto Alegre para o 2º Fórum Social Mundial afirma: "As máquinas trazem a morte, vim até aqui a pé para pedir paz".

Além do espaço onde estão as barracas, há galpões que funcionam como um shoping center hippie. (pág. 1 e A12)

- O primeiro ato contra o Fórum Econômico Mundial ocorreu em frente à principal loja da Gap em Nova York, em dia de chuva, com hora marcada, local demarcado pela polícia e frio de 3° C.

Num palanque, os manifestantes faziam discursos, alguns em espanhol, com tradução.

Havia cerca de mil pessoas, contados ativistas, jornalistas e o público, minoria. (pág. 1 e A11)

- A Colômbia adotou na última semana nova lei que endurece as penas para o crime de seqüestro. A pena mínima passa a ser de 20 anos de prisão. A iniciativa é vista com ceticismo por organizações de vítimas e de direitos humanos.

Em 2001, houve 3.041 seqüestros no País. Há atualmente cerca de 950 pessoas em cativeiro. (pág. 1 e A22)

- O deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), que acompanha as investigações sobre o assassinato do prefeito Celso Daniel, disse que os seis presos sob a suspeita de participação no caso afirmaram à polícia que conhecem os autores do crime, mas negaram ter algum envolvimento.

Eles foram presos nos últimos dois dias na favela Jardim Pantanal, na zona sul. (pág. 1 e C5)

EDITORIAL

"Aritmética da crise" - O horizonte da era pós-FHC continua nublado, porque o próprio Governo FHC preserva numa política de acumulação de problemas para os seus sucessores.

A aritmética da crise é relativamente simples: a taxa de juros básica da economia fica em 19% ao ano. Descontada a meta inflacionária de 3,5%, o resultado é uma taxa de juros real de 14,98% ao ano.

O detalhe crucial do modelo é o indicador usado para apurar a meta: é o Índice de Preços no Atacado, ou seja, o indicador que mais rápida e claramente reflete as ondas de desvalorização cambial. Em outras palavras, os juros continuam altos para segurar a taxa de câmbio. (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - O Governo federal lançará após o carnaval uma campanha publicitária estimada em R$ 30 milhões para tentar melhorar a imagem do Governo FHC e, de quebra, dar um empurrão na candidatura José Serra (PSDB).

* O lema da campanha publicitária federal, a ser veiculada na TV, no rádio e na mídia impressa, será "Governo federal - 8 anos que mudaram o Brasil". Não haverá menção à questão da segurança pública. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Duhalde estuda novo decreto limitando saques

- O presidente argentino, Eduardo Duhalde, reuniu-se ontem com o gabinete para discutir saídas à decisão da Corte Suprema, que declarou inconstitucional o limite para saques, conhecido como "corralito".

Entre as alternativas em estudo está a edição de um novo decreto mantendo o limite aos saques, ainda de forma mais flexível. As duas outras possibilidades seriam a emissão de pesos ou de bônus para cobrir a diferença, da ordem de US$ 55 bilhões, entre o valor nominal dos depósitos e o dinheiro de que os bancos dispõem.

O chefe de gabinete da Presidência, Jorge Capitanich, disse que o pacote econômico seria conhecido "em breve" e o feriado bancário de segunda e terça-feira poderia ser revogado.

Capitanich acrescentou que o governo dever apressar também as reformas "judicial e política". (pág. 1, B1 e B3)

- O ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, foi ao Fórum Econômico Mundial preparado para defender o apoio à Argentina. Ele e o ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, trataram da questão em Washington. (pág. 1 e B6)

- O governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), criticou a tese de que o cabeça-de-chapa da candidatura à Presidência tem de ser tucano: "É inaceitável a idéia de que uma aliança só é possível com os outros nos apoiando." (pág. 1 e A7)

- Estudo da Fundação Perseu Abramo mostra que 59% das brasileiras acham que alguém de seu sexo está em condições de governar. Mas 36% duvidam da capacidade das mulheres de assumir o poder nas três esferas. (pág. 1 e A6)

- Levantamento do BNDES aponta que 25,3% dos 28 milhões de emprego formais em todo o País estão na administração pública federal, estadual, municipal ou em empresas estatais. São 7,2 milhões de pessoas. (pág. 1 e A4)

- A indústria quer aproveitar as boas vendas do começo do ano para aumentar os preços, mas o varejo afirma que vai resistir. A FGV confirma que os estoques das indústrias estão baixos, sinal de recuperação da economia. (pág. 1 e B7)

- Em meio à repercussão do escândalo da falência da Enron, descobre-se que funcionários de empresas de mídia dos EUA fizeram 'bicos' para a companhia e que jornalistas foram pouco críticos em relação à empresa. (pág. 1 e B8)

- Por todo a Europa, partidos de centro-direita estão voltando ao poder. Nos próximos meses serão tomadas decisões no continente que poderão lhe dar um novo curso. E serão tomadas por protagonistas muito diferentes dos atuais. (pág. 1 e A16)

EDITORIAL

"Introversão e belicosidade" - A advertência de Bush de que as "armas sofisticadas" do eixo Teerã - Bagdá-Piongiang "podem ser apontadas para todos tão facilmente quanto estão apontadas por nós" não abrandou as críticas aos Estados Unidos no mundo inteiro. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Ex-militares do Exército treinam traficantes no Rio

- Ex-cabos e ex-soldados da Brigada Pára-Quedista do Exército estão treinando traficantes das favelas do Rio, principalmente as dominadas pelo Comando Vermelho.

Só num morro da Zona Oeste, por exemplo, há cinco ex-pára-quedistas responsáveis pelos cursos.

Em toda a cidade, pelo menos 15 ex-militares dão aulas a 265 bandidos, reunidos em turmas de até 20 alunos, sobre táticas de guerrilha urbana, sobrevivência na selva e manuseio de armas pesadas.

Usando fardas e granadas desviadas do Exército, os instrutores recebem pagamentos que podem chegar a R$ 3 mil por aula ou R$ 8 mil por mês.

O Comando Militar do Leste alega que o Exército precisa renovar seus quadros e não pode se responsabilizar pelos atos de reservistas.

Já o delegado Álvaro Lins, chefe de Polícia Civil, afirma que os ex-pára-quedistas são máquinas de guerra e dificultam o combate ao crime. (pág. 1 e 14)

- O assassinato do promotor Francisco José Lins do Rego Santos, há pouco mais de uma semana, em Belo Horizonte, foi o sinal de alerta.

Em todos os 27 estados brasileiros há promotores e procuradores ameaçados de morte. Só no Rio, são 11. Os casos de violência são tantos que a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público está criando um cadastro para enviar ao Governo federal.

Procuradores de Justiça de todo o País decidiram adotar medidas em conjunto para protegerem-se e pedir uma audiência com o presidente Fernando Henrique Cardoso.

O MP tem quatro mil integrantes atuando nas áreas criminais e de defesa dos direitos do consumidor, as mais atingidas por ameaças. (pág. 1, 3 e 4)

- Os apagões das últimas duas semanas mostraram que a manutenção das linhas de transmissão no País está longe do ideal.

A constatação é de técnicos da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que, nos últimos meses, visitaram 300 subestações e concluíram que as empresas precisam investir mais na conservação do sistema.

Em alguns casos, a Aneel poderá multar as companhias em até 2% do seu faturamento. (pág. 1 e 32)

- Está aberta a temporada de caça aos vices. Os aspirantes ao cargo do presidente Fernando Henrique Cardoso ainda são candidatos a candidato, mas já começaram a cortejar aqueles que gostariam de ter em suas chapas.

E verdade que, em grande parte, de olho nos dividendos eleitorais que esse vice poderá render ou por causa das alianças com os partidos ou ainda do tempo que poderão garantir no horário eleitoral gratuito.

Nessa busca, uma fórmula tem de ser atendida: a nordestina Roseana Sarney, do PFL, procura um vice que tenha uma boa base política no Sul e no Sudeste. Já o paulista José Serra, do PSDB, tem de se acertar com um vice nordestino, que lhe dê os votos que não tem na região. (pág. 11)

- A união no primeiro turno, sonho da oposição, está longe de virar realidade. O PT está perdendo seus principais parceiros: o PSB, que tem no governador Anthohy Garotinho um candidato próprio em ascensão; o PDT, que está disposto a fechar o apoio a Ciro Gomes (PPS). Isolado, contando apenas com o PC do B, Luiz Inácio Lula da Silva terá de disputar o voto dos descontentes. (pág. 2 e 13)

- O Brasil chega aos Jogos Olímpicos de Inverno, que começam na sexta-feira, em Salt Lake City, nos Estados Unidos, com a maior delegação da sua história. Mesmo sem nenhuma chance de medalhas, onze brasileiros, em sua maioria residentes no exterior, estarão disputando provas em quatro modalidades: bobsled, luge, cross country e esqui alpino. (pág. 2 e 39)

- Os pré-candidatos a presidente da República ainda terão que enfrentar prévias e convenções, mas já começam a disputar vices no mercado político. (...) (pág. 2 e 11)

- Às vésperas do fim do racionamento e sofrendo com um calor de quase 40 graus, o carioca está se rendendo ao conforto. As vendas nas redes de eletrodomésticos já cresceram 30% nas duas últimas semanas em relação a dezembro e a vedete do consumo são os novos modelos de aparelhos de ar-condicionado que consomem até 42% menos energia. (pág. 2 e 33)

- Para compensar a perda de parceiros na esquerda, a direção do PT está tentando ampliar os apoios mais ao centro. O presidente de honra do partido, José Dirceu (SP), está negociando alianças com líderes regionais do PMDB, como os senadores Maguido Vilela (GO), Roberto Requião (PR) e Carlos Bezerra (MT), além do ex-governador Orestes Quércia (SP) e do governador Itamar Franco (MG).

Os petistas também estabeleceram como prioridade nesta fase manter as conversas com o PL. Na última segunda-feira, Dirceu reuniu-se com o líder do PL, deputado Valdemar Costa Neto (SP), e recebeu notícias pouco animadoras: a maioria dos parlamentares do Partido Liberal, onde há forte influência da Igreja Universal, está mais inclinada a apoiar o candidato do PSB, que é evangélico. Mesmo assim os petistas não perdem a fé de ter o PL, o PSB e o governador Anthony Garotinho no apoio a Lula.

"Ainda podemos nos entender. O Garotinho não tem palanques fortes nos estados e correrá um risco político grande se deixar o governo do estado em 5 de abril para disputar a eleição presidencial", afirma o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), referindo-se ao fato de que quem assumirá o governo será a petista Benedita da Silva. (pág. 12)

- Os partidos de oposição fazem o discurso da unidade para enfrentar o candidato do Governo, mas, na verdade, eles caminham para disputar divididos a sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso.

O maior partido de oposição, o PT, está perdendo seus principais parceiros, o PSB e o PDT. Isolado, contando, por enquanto, apenas com o PC do B, Luiz Inácio Lula da Silva, terá de disputar o voto dos descontentes com o ex-ministro Ciro Gomes (PPS) e com o governador do Rio, Anthony Garotinho (PSB). (pág. 13)

EDITORIAL

"Território livre" - (...) Enquanto os famosos ventos moralizantes convertem-se no máximo em leve brisa, a máquina de escândalos do futebol continua a girar. O mais novo episódio envolve o grosseiro desvio de rendas em jogos do campeonato carioca. Nele estaria implicada a alta cartolagem fluminense - à frente, o presidente da federação, Eduardo Viana, vulgo Caixa D'água.

Como não há, ainda, nenhum instrumento legal para permitir uma intervenção eficaz do poder público no setor, os clubes, federações e a CBF equiparam-se às favelas cariocas controladas pelo Comando Vermelho e outros grupos do gênero.

Nelas, a polícia e o poder Judiciário também não entram. (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Aberta a fase de composição de alianças para a sucessão, fica mais uma vez claro que, salvo uma e outra exceção, nossos partidos políticos não passam de ajuntamentos de interesses.

As negociações para a disputa federal tropeçam em realidades e contradições locais, sugerindo que não só o PMDB se partirá em estilhaços.

Passada a eleição fica tudo por isso mesmo, restando ao eleito apelar para o fisiologismo em busca de maioria e governabilidade. (...) (pág. 2)

(Ancelmo Gois) - O presidente FH escreveu ao primeiro-ministro Zhu Rongji manifestando a simpatia do Governo brasileiro a um projeto da Embraer de instalar uma fábrica na China, em parceria com um grupo local.

O que está em jogo é talvez a mãe de todas as batalhas da história da Embraer, numa disputa com a canadense Bombardier (sempre ela) e a americana Fair Child.

* A Agência Nacional de Vigilância Sanitária está analisando 15 pedidos de entrada no Brasil de grandes empresas do setor farmacêutico internacional (Espanha, Índia e Alemanha). Tudo por causa dos genéricos. (pág. 18)

CORREIO BRAZILIENSE

- Encurralado, Duhalde busca apoio popular

- Surpreendido pela decisão da Suprema Corte de pôr fim ao confisco de contas bancárias, o presidente argentino, Eduardo Duhalde, acusa o Judiciário de chantagear o governo e o Congresso, que quer julgar politicamente os nove juízes do tribunal.

Foi apoiado pelo FMI, mas continua enfrentando a insatisfação popular. Novo panelaço na Praça de Maio, na madrugada de sábado, reuniu argentinos que exigem a renovação dos três Poderes.

Já se começa a duvidar que Duhalde tenha condições de manter-se no poder até o final de seu mandato, em 2003. Novo pacote econômico pode ser anunciado ainda hoje. (pág. 1 e 22)

- O governador do Rio, Anthony Garotinho, tenta dar conteúdo a sua campanha, engajando propostas de governo com soluções econômicas como forma de assegurar bom desempenho nas pesquisas de intenções de votos. Ele está em terceiro lugar. (pág. 1, 14 e 15)

- Dez homens armados entraram na madrugada de ontem no prédio da Central Única dos Trabalhadores, e levaram cofres, computadores, impressoras, talões de cheque e vales-transporte. Dois ladrões usavam coletes da Polícia Civil. (pág. 1 e 10)

- Adultos e crianças. Homens e mulheres. Todos unidos por mesmo ideal. Um grupo de 150 militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e do movimento negro percorreu às principais ruas de Brazlândia, na manhã de ontem.

Munidos com faixas, cartazes, bandeiras e muita disposição, eles saíram de casa para protestar contra a atitude do governador Joaquim Roriz. Na noite de quinta-feira durante discurso na Vila São José, Roriz chamou o aposentado Marinaldo Marcelino do Nascimento, 53 anos, de "crioulo petista" e pediu que as pessoas o vaiassem.

Com gritos de "governo inoperante, racismo atuante" e "negro na rua, Roriz é culpa sua", os manifestantes iniciaram o protesto ao lado da Praça do Laço, no centro da cidade, às 10h40. Depois de distribuir 600 rosas amarelas aos motoristas e pedestres, o grupo organizou uma passeata pelas pistas principais de Brazlândia - cidade distante 50 quilômetros do Plano Piloto. (...) (1 e 12)

ZERO HORA

- Na véspera do anúncio de mais um pacote econômico em que adotaria medidas consideradas inevitáveis como a flutuação do dólar e a pesificação de dívidas e depósitos, uma decisão da Suprema Corte que considerou inconstitucionais as restrições bancárias obrigou o governo argentino a decretar feriado bancário segunda e terça-feiras, temendo pela sobrevivência do sistema financeiro do país. Durante a madrugada deste sábado, novas manifestações agitaram Buenos Aires. (pág. 22 a 24)

- Depois de ter a credibilidade questionada por cinco panelaços realizados às suas portas, a Corte Suprema da Argentina dá mostras de estar reagindo ao controle do governo, com a decisão de julgar ilegal o bloqueio do dinheiro da população nos bancos.

Reunidos em Porto Alegre, em atividades do Fórum Social Mundial, magistrados e juristas de vários países consideram a submissão ao poder político o maior dos pecados do Judiciário e a principal causa de seu descrédito. (pág. 12)

- Se pesquisas feitas oito meses antes da eleição fossem decisivas para o resultado, o ministro José Serra tiraria o time de campo. A experiência brasileira recente mostra que oito meses é tempo suficiente para construir um candidato a partir de um embrião quase desconhecido.

Serra é conhecido como ministro da Saúde, as pesquisas de avaliação do Governo dizem que entre 45% e 50% consideram seu trabalho ótimo ou bom, mas a maioria dos brasileiros não sabe nem que ele é economista. Acha que é médico.

Na sexta-feira, véspera de sua primeira viagem ao Rio Grande do Sul depois de ter sido lançado candidato, Serra confirmou que deixará o ministério até o final do mês. (pág. 14)

MANCHETES

CORREIO DA BAHIA

- Carestia e taxa de juros causam aumento do calote

O DIA (RJ)

- Supermercado dá desconto de até 15% para servidores

ZERO HORA (RS)

- Novo impasse lança Argentina na incerteza

REVISTAS

VEJA

TÍTULOS DE CAPA

- Novas armas contra a dor

* Seis em cada dez brasileiros sofrem de dor crônica na cabeça, nas

costas, articulações, nos músculos

* Nos últimos anos, a medicina desenvolveu remédios e tratamento

muito mais eficientes para aliviar o sofrimento

- Banco Nacional - As lições de um escândalo

Duelo de estilos - Num início precoce de campanha. Serra sai em busca de apoio político e Roseana aposta no apoio popular. (pág. 40 a 42)

O ocaso do ex-banqueiro - Condenação dos responsáveis pela fraude do Nacional mostra que o Brasil mudou. (pág. 44 a 45)

A síndrome da casa da sogra - A investigação da morte do prefeito de Santo André mostra que o combate à impunidade só terá efeito se as polícias forem reorganizadas. (pág. 46 e 47)

Escândalo tamanho gigante - Outro tremor na queda da Enron: vice de Bush é intimado a dar informações. (pág. 50 a 57)

A ordem é crescer - O Fórum Mundial realizado em Nova York constata o fim da recessão americana e vê sinais globais de recuperação. (pág. 58 e 59)

ISTOÉ

TÍTULOS DE CAPA

- Separação: Quem fica com os filhos?

* A cada ano, mais de 100 mil crianças são obrigadas a encarar o

desafio da divisão

* Juízes começam a dar mais ouvidos às crianças e a discutir a

guarda compartilhada

* A tendência da tutela materna vem se revertendo

* Mães como Vera Fischer e Giulia Gam voltam à Justiça para reaver

seus filhos

- Exclusivo - Nossos repórteres mostram a guerra entre traficantes na

fronteira do Brasil com o Paraguai

A ameaça do secão - Degradação expõe o País à falta d'água e o especialista Mendes Thame defende punição pelo mau uso do combustível que move a humanidade. (pág. 7 a 11)

O mundo daqui e de lá - A escalada da violência é o único ponto em comum nos fóruns Social e Econômico que acontecem, simultaneamente, em Porto Alegre e Manhattan. (pág. 24 a 26)

Carnaval de vices - PMDB é cortejado por todos os candidatos à Presidência, mas decisão do partido só sai em junho. (pág. 28 e 29)

Versões, só versões - A polícia não descarta nada, corre atrás de toda denúncia, prende suspeitos, questiona as testemunhas, estoura cativeiros e ainda não tem pistas dos assassinos de Celso Daniel. (pág. 32 a 34)

Coração Agitado - Conclusão de que Cássia Eller morreu de infarto ainda gera polêmica. (pág. 59)

ÉPOCA

TÍTULOS DE CAPA

- Exclusivo - Patrícia Pillar - Câncer de mama

"Quando acabou a cirurgia, o médico disse que tinha sido mais ou menos. Percebi que o resultado era ruim".

"As pessoas olham diferente para você, isso dói um pouquinho".

"Chorei quando meu pai disse: 'Por que não comigo'? Isso me destruiu".

"Falar sobre a doença ajuda a derrubar o medo. O fantasma é maior que o monstro real"

- Celso Daniel - A polícia mais perto

Maioridade de Garotinho - Com forte apoio popular no Rio, o governador é a novidade que pode atrapalhar os planos de Lula. (pág. 26 a 29)

"Chegou na veia" - Depois de duas semanas de pistas desencontradas, a polícia parece ter achado um rumo nas investigações da morte de Celso Daniel. (pág. 34)

O sobrevivente - Empresário paulista passa 120 dias acorrentado no terceiro mais longo seqüestro da história do País. (pág. 35 e 36)

Agonia em praça pública - A Transbrasil ganha o terceiro presidente em dez dias, mas o Governo prefere assistir de camarote à dança das cadeiras. (pág. 38 e 39)

Ligações perigosas - O escândalo da Enron mostra como é tênue a fronteira que separa as atividades de consultoria financeira e de auditoria nas empresas. (pág. 40 e 41)

Globalização: Estado de guerra - Enquanto Nova York e Porto Alegre discutem os dilemas da economia, Bush diz que a prioridade é combater o "Eixo do Mal". (pág. 57 a 59)

O mal da mulher moderna - O drama de Patrícia Pillar ilustra o avanço do câncer de mama no Brasil. (pág. 62 a 65)

DINHEIRO

TÍTULOS DE CAPA

- Bomba relógio na telefonia

* O espetacular fiasco da TIW acende o sinal de alerta no mercado de

telecomunicações brasileiro, mostra erro nas apostas dos investidores

e expõe briga nos fundos de pensão

* Bruno Ducharme, presidente da TIW - acusado de fraudar credores,

tem 15 dias para saldar dívidas

- O inferno de Magalhães - O ex-banqueiro arma nova estratégia de

defesa após ser condenado a 28 anos de prisão

"Não vai faltar mais energia no Brasil" - Ministro garante que racionamento acaba em março e que os empresários podem retomar seus projetos de investimento. (pág. 16 a 18)

A plataforma da Paulista - Eleições: Fiesp lança programa econômico com meta ousada de crescimento e ênfase no social. (pág. 22 e 23)

Do Brasil - Governo envia ministros ao Fórum Econômico Mundial em NY para brigar pela Alca, pelo aço e mais exportações. (pág. 26 a 30)

A resposta do Congresso - Deputados e senadores promovem blitz por mais verbas para enfrentar poder paralelo do crime. (pág. 24)

Pimenta briga por bilhões - Fundo da telefonia esbarra na Justiça. (pág. 34)

Fiasco da TIW na telefonia - Situação pré-falimentar da operadora canadense, que corre contra o tempo para não quebrar, põe em xeque atuação dos fundos de pensão brasileiros. (pág. 49 a 55)

Escândalo: Inferno sem fim dos Magalhães - Prisão do ex-dono do Nacional mobiliza a família para a defesa de seu patriarca. (pág. 69 a 75)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br