03/03/2002

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JORNAL DO BRASIL

- TSE consolida grandes partidos

- A chiadeira do primeiro momento pode se transformar em suspiro coletivo de alívio. Quando o PT de Luiz Inácio Lula da Silva, o PFL de Roseana Sarney e o PSDB de José Serra examinarem os votos obtidos em cada cidade e região do País nas eleições municipais de 2000, chegarão a uma conclusão singela: nenhum deles tem motivos reais para lamentar a resolução do TSE que engessou as coligações.

Mais do que nunca, estão no jogo. Para o PT, a reviravolta foi particularmente providencial: livrou-o da trapalhada em que se transformara a parceria com o PL. Coligações estaduais seriam impossíveis, tal a variação de matizes apresentada pelo aliado.

Os dados preliminares do "Atlas das Eleições Municipais" evidenciam que Lula, Roseana e Serra dispõem de máquinas de votos. Nessa categoria estaria o PMDB, mas essa confederação de caciques regionais é incapaz de entender-se nacionalmente. (pág. 1 e 8)

- Enquanto crescem os índices de desemprego em outros setores, a indústria naval do Rio procura técnicos e engenheiros para cumprir prazos de entrega de encomendas.

Impulsionados pela demanda do setor petrolífero, os estaleiros limpam áreas tomadas pelo mato, dragam canais e estimam quadruplicar a mão-de-obra em quatro anos. (pág. 1 e 19)

- "Quando identificamos o tipo 3 do vírus da dengue, comunicamos a todos os órgãos de saúde, mas essa informação não foi usada". A revelação é do virologista Hermann Schatzmayr, da Fiocruz, para quem nada substitui a visita de casa em casa no combate ao 'Aedes aegypti'. "As autoridades preferem fazer obras com visibilidade e não cuidam do combate ao mosquito, de saneamento", lastima. (pág. 13)

- As razões do apoio dos EUA à Colômbia - US$ 1,6 bilhão em armas - vão além da decisão de esmagar guerrilheiros e narcotraficantes que suprem 90% do mercado americano de cocaína e 65% de heroína. A Casa Branca quer garantir o petróleo colombiano. (...) (pág. 14)

- Quando o presídio de Ilha Grande foi desativado, em 1994, fichas de presos políticos encheram 400 caixas de papel. Dada como pedidas, foram localizadas por pesquisadores do Arquivo Público no Complexo Penitenciário de Bangu. (pág. 2)

- O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, e o deputado federal petista Nilmário Miranda (MG) não puderam embarcar ontem num vôo para o exterior depois que agentes da Polícia Federal consultaram o cadastro consolidado de criminosos do Ministério da Justiça, o Infoseg.

O senador e candidato tucano à Presidência José Serra, que também embarcaria no avião, ficou retido no aeroporto pelo mesmo motivo. Um quarto passageiro, o professor de música e ouvidor da Secretaria do Trabalho do estado do Rio, Carlos Eugênio Coelho Sarmento da Paz, tampouco pôde ocupar sua poltrona.

Lula e Serra foram liberados depois de algum tempo, mas perderam o vôo. Nilmário e Carlos Eugênio acabaram presos. (pág. 4)

- Quando se pensa no destino do PSB de Anthony Garotinho e do PPS de Ciro Gomes, depois da decisão do Tribunal Superior Eleitoral, o Atlas das Eleições Municipais de 2000 mostra uma realidade cruel: os dois partidos são mal implantados, sem estrutura, distribuição espacial homogênea e votos suficientes para manter os candidatos com chances na competição. As novas regras do jogo os deixaram irremediavelmente órfãos. (...)

- (Brasília) - O céu tucano, como o dos católicos, é regido por uma santíssima trindade. Ao centro, André Franco Montoro (1916-1999), eterno presidente de honra da costela do PMDB que deu origem ao PSDB em 1989. À direita de Montoro, Mário Covas (1930-2001) em bom lugar. Completando a trinca, Sérgio Motta, o Serjão (1940-1998).

A memória de Covas será cultuada na terça-feira em rede nacional de rádio e televisão. Estará presente no programa gravado pelo PSDB para lançar - de vez - a candidatura do ex-ministro da Saúde José Serra ao Planalto.

A morte de Covas completa um ano exatamente no dia seguinte, quarta-feira. Ninguém duvida da unanimidade 'post-mortem' do ex-governador de São Paulo. Tanto que o seu funeral atraiu até Paulo Maluf. (pág. 6)

EDITORIAL

"Lei Dura, Lei Fraca" - A iniciativa do Governo federal, de propor leis mais duras para combater a criminalidade, vai contra o próprio espírito das leis em vigor que tudo fazem para amenizar a vida da bandidagem. O caso do chamado Maníaco do Cassino, da cidade gaúcha de Rio Grande, condenado a 171 anos por ter assassinado sete pessoas, é o exemplo por excelência da atual situação penal brasileira.

Ninguém fica mais de 30 anos detido. Por bom comportamento, pode ser solto ao cumprir um terço da pena. Mas como foi considerado semi-inimputável (algo assim por ter um parafuso frouxo) em 10 anos um advogado razoável o põe na rua, pronto para outra.

Afinal, no Brasil, quantas mortes, roubos ou fraudes são necessários para manter um criminoso na cadeia para que ele purgue seus crimes? As leis para coibir a criminalidade são em princípio fracas.

O Código Penal de 1941, carcomido pela velhice, vela como ave de mau agouro sobre a insegurança coletiva. Do arcabouço constitucional à ronda policial (inexistente) nas ruas, tudo ainda está por ser feito e sobretudo discutido nos debates eleitorais que se avizinham. Não mais pretexto para adiar a discussão. (...) (pág. 10)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - A despeito das bravatas antidemocráticas da bancada do PMDB no Senado, que defende a tese do confronto de poderes para tornar sem efeito a manifestação da Justiça sobre as coligações partidárias, esta é uma decisão sem volta.

Entre outros motivos porque não há unanimidade de posições nos partidos e nenhum deles está efetivamente disposto a provocar ainda mais confusão, criando crise institucional.

Essa realidade até o deputado José Genoíno, um dos mais aguerridos combatentes da resolução do TSE entre aqueles que têm essa opinião por convicção e não por conveniência, reconhece. O debate sobre o tema, no entanto, está longe de arrefecer. Por isso é importante a análise dos mais variados aspectos da questão, independentemente do fato de ser inquestionável o caráter moralizador da obrigatoriedade de os partidos adotarem uma única lógica para fazer alianças nacionais e estaduais. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Ricardo Boechat) - A Secretaria Nacional Antidrogas encomendará à UFRJ, amanhã, uma pesquisa sobre as ONGs que atendem dependentes químicos no País.

Imaginava-se que eram cerca de 1.300, mas um levantamento preliminar reduziu-as a menos de 250.

O estudo apontará as que fazem jus às verbas oficiais. (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Roseana quer PFL fora do governo

* Cúpula do partido ainda estuda como reagir à ação contra Murad

* Garotinho, Ciro e PT apontam tentativa de beneficiar José Serra

- A presidenciável Roseana Sarney defende que seu partido, o PFL, deixe o Governo em resposta à ação da Polícia Federal no escritório de seu marido, Jorge Murad. Na sexta, em cumprimento a decisão judicial, a PF apreendeu documentos na sede da empresa Lunus, em São Luís (MA), em investigação sobre projetos fraudados da extinta Sudam.

"Isso ultrapassou todos os limites, temos que entregar todos os cargos", disse ontem a governadora do Maranhão a um ministro de seu partido.

Apesar da pressão de Roseana, a cúpula do PFL ainda não fala em rompimento.

"Parece que querem empurrar o Serra goela abaixo", afirmou Ciro Gomes (PPS). Anthony Garotinho (PSB) disse que "é melhor acabar com a eleição direta e decidir logo que José Serra é presidente".

"Os tucanos estão fazendo de tudo para ganhar", afirmou o deputado federal José Genoino (PT). "Não vamos admitir que nos imputem responsabilidade", disse o deputado José Aníbal (PSDB). (pág. 1 e A4)

- O juiz federal do Maranhão José Carlos Madeira afirmou ter recebido anteontem ligações de Roseana Sarney pedindo para que interviesse na operação da PF no escritório da Lunus. A assessoria de imprensa da governadora confirmou as ligações.

O propósito seria obter esclarecimentos sobre o que teria motivado a ação da PF.

Ainda não foi divulgado o que foi apreendido na Lunus, além de dinheiro. Segundo o juiz Madeira, outras empresas em São Luís estariam sendo vistoriadas. (pág. 1 e A7)

- Levantamento da "Folha" em seis capitais e no Distrito Federal revela que as mortes por atropelamento dispararam nos locais que reduziram a luz pública durante o racionamento. Inverteu-se a tendência de queda das mortes desde a implantação do Código Brasileiro de Trânsito, em 1998.

Em Salvador, as mortes caíram 29% de janeiro a maio de 2001, antes do racionamento, sobre igual período de 2000. De junho a dezembro, os óbitos subiram 37,5%. No Rio, as mortes cresceram 41% a partir de julho. (pág. 1 e C1)

- Os dois principais candidatos a presidente da Colômbia admitem retomar as negociações de paz com os rebeldes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Em entrevistas à "Folha", Horacio Serpa Uribe, 59, e Álvaro Uribe Vélez, 49, cobraram demonstrações de vontade de dialogar por parte das Farc.

O líder Álvaro Uribe cresceu nas pesquisas com discurso antiguerrilha. (pág. 1 e A23)

EDITORIAL

"Tutela indevida" - Na discussão do conteúdo da "reforma política" realizada por cinco ministros do Tribunal Superior Eleitoral, geralmente o ponto fulcral é o de que o ideal seria que os partidos tivessem um comportamento nacionalmente uniforme. Acessoriamente, os defensores da harmonização das lanças recorrem a termos genéricos e pretensamente auto-evidentes como o da necessidade de "fortalecer os partidos".

No primeiro caso, cabe argüir se o melhor meio de chegar a esse perfil ideal dos partidos é cerceando ainda mais a sua liberdade de coligar-se. No segundo, cabe examinar os números.

Fortalecer o que já é bastante robusto não faz muito sentido. Pois no Brasil há um número relativamente grande, para os padrões internacionais, de agremiações partidárias que já são nacionalmente fortes.

Nas eleições de 1998, disputadas por 30 partidos, 18 conseguiram eleger ao menos um representante para a Câmara dos Deputados. Cinco deles (PFL, PSDB, PMDB, PPB e PT) amealharam 79% das cadeiras. (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - A cúpula do PFL considera que José Serra e o PSDB não trabalham para obter o apoio de Roseana Sarney na eleição presidencial. Interpretaram a operação da Polícia Federal no escritório do marido da governadora do MA como uma tentativa de destruir o clã dos Sarney.

* Tucanos estão preocupados com a reação dos Sarney e do PFL. Acham que o jogo eleitoral está ficando muito pesado e que José Serra (PSDB) pode estar criando arestas em demasia e corre o risco de acabar se inviabilizando na sucessão. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Há espaço para reduzir mais os juros, diz Fraga

- O presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, garante que o País está na trajetória certa no que se refere à inflação. Portanto, diz, "há espaço para reduzir juros", o que ajudaria a aquecer a economia.

Em entrevista ao "Estado", ele afirma serem erradas as interpretações de analistas de mercado que viram na decisão de cortar 0,25 ponto porcentual da taxa de juros básica uma mudança de atitude do BC.

"Não mudamos a estratégia, o que mudou foi o grau maior de transparência na comunicação do Comitê de Política Monetária e passamos a olhar um prazo mais longo da trajetória da inflação."

Esse prazo se alonga até o fim de 2003, para quando a inflação projetada está abaixo da meta de 3,25%. Fraga não chega a considerar a hipótese de adoção de uma moratória na dívida pública pelo futuro governo.

Mas ele alerta que o próximo presidente estará cometendo "suicídio" se reduzir o superávit primário (das contas públicas, sem contabilizar pagamento de juros) abaixo de 3,5% do PIB, como o que está previsto no acordo com o FMI. É isso que, na sua avaliação, iria "potencializar o medo do mercado". (pág. 1 e B5)

- Preocupado com a voracidade do Estado, o economista e sociólogo Eduardo Giannetti da Fonseca vê o Brasil como 'Ingana': "Um Estado que arrecada como a Inglaterra e tem problemas como Gana." Ele acha que o próximo presidente tem o desafio de acabar com o déficit público, até mesmo extinguindo municípios. (pág. 1 e A10)

- O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen, pediu ontem calma aos seus líderes na tentativa de evitar o rompimento com o PSDB. A invasão pela Polícia Federal da empresa do marido da governadora e pré-candidata Roseana Sarney, anteontem, abriu uma crise na base aliada e parte do PFL já fala em deixar o Governo. (pág. 1 e A6)

- Iniciativas como a da arquiteta Liana Muller Borges, que há 14 anos criou a Associação Criança Brasil em São Paulo, mostram que o investimento em educação e oportunidades para jovens podem garantir um futuro com mais exercício da cidadania e menos criminalidade. (pág. 1, C4 e C6)

- Assassino, seqüestrador, Assaltante... Com longa ficha criminal iniciada quando ainda tinha 10 anos, Wanderson Newton de Paula Lima, o Andinho, tem admiradores entre os amigos de infância em Campinas. Mas a maior parte dos ex-vizinhos teme falar sobre ele. (pág. 1 e C1)

- A iniciativa do pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva de buscar aliança do PT com o PL escandaliza militantes históricos e faz o partido adiar a decisão. Para o metalúrgico aposentado Waldemar Rossi, que em 1980 saudou o papa João Paulo II em nome dos trabalhadores no Morumbi, a coligação seria um "profundo equívoco". (pág. 1 e A6)

- Os EUA poderão provocar caos no mercado mundial de aço quarta-feira, quando anunciarem medidas de proteção à sua siderurgia. Donas de 40% do mercado americano de semi-acabados, as siderúrgicas brasileiras se preparam para reagir na OMC e garantem que o conflito pode interferir na gestação da Alca. (pág. 1 e B7)

- Todos os colombianos sabem que o guerrilheiro é apenas um empresário no ramo do narcotráfico e dos seqüestros. Enquanto isso, na Europa e nos EUA essa transformação da guerrilha em uma empresa transnacional de assassinatos passa despercebida. (pág. 1 e A26)

- O Bradesco deve se tornar este ano a instituição que mais empresta dinheiro no País, superando o Banco do Brasil. Somados os créditos de 2001 feitos por sua rede com os das instituições financeiras que adquiriu este ano, são R$ 50,567 bilhões em empréstimos, ante R$ 49,893 bilhões do BB. (pág. 1 e B10)

EDITORIAL

"Os super-heróis e a Argentina" - Por enquanto, a idéia do governo é fazer com que os argentinos, afundados em terrível crise econômica e social, sofram mais, para que sirvam de exemplo ao mundo. Se depender dos EUA, um acordo com a nova missão do FMI não será fácil. (pág. A3)

O GLOBO

- Estado diz que dengue dá primeiro sinais de queda

- O secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino, diz que o pior da epidemia de dengue no Rio já passou. Segundo ele, a tendência é de queda no número de casos e o pico da doença teria sido em janeiro.

O último balanço do estado mostra que em janeiro foram notificados 32.684 casos (média diária de 1.054) contra 19.279 (média de 714) em fevereiro.

A previsão é compartilhada pelo infectologista Edmilson Migowski e pelo epidemiologista Roberto Medronho, ambos da UFRJ. Eles dizem que o fato de muita gente já ter sido infectada pelo vírus 3 faz o número de doentes cair. É a chamada barreira imunológica, que protege quem ainda não teve a doença. (pág. 1)

- O ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, disse ontem que a Polícia Federal cumpriu o seu papel e seguiu ordens da Justiça Federal ao promover, na sexta-feira, uma ação de busca e apreensão no escritório de Jorge Murad, marido da governadora do Maranhão e pré-candidata do PFL à Presidência, Roseana Sarney. Murad é acusado de envolvimento de fraudes contra a Sudam.

O presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen, divulgou nota considerando a operação uma "invasão armada ocorrida com evidente intuito político de prejudicar a imagem da governadora". A acusação foi rebatida pelo ministro da Justiça: "na minha gestão, a PF não serve de instrumento de perseguição e nem de favor político. Doa a quem doer", disse Aloysio.

O ministro admitiu ainda que foi informado previamente da operação, mas que a considerou irrelevante, tanto que nem avisou o presidente Fernando Henrique Cardoso. A PF encontrou R$ 1,5 milhão em espécie na busca feita no escritório de Murad. O dinheiro estava guardado em gavetas, segundo revela a revista "Época" na edição que chegou sábado às bancas. (pág. 1 e 3 a 5)

- Documentos publicados pela revista "Época" mostram que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, pré-candidata do PFL à Presidência da República, é sócia de seu marido, Jorge Murad, no Escritório Lunus, Serviços e Participações, onde a Polícia Federal fez operação de busca e apreensão durante cerca de nove horas, anteontem, em São Luís.

No registro da nona alteração contratual da empresa, feito em 1999 na Junta Comercial, constam como sócios Roseana Sarney Murad, Jorge Francisco Murad Júnior e Severino Francisco Cabral, sendo que este último sócio possuía apenas 0,23% das cotas da Lunus. (pág. 4)

- A queda dos juros básicos, a indicação do Banco Central de que aceitará uma inflação acima de 3,5% em 2002 e a situação mundial mais favorável melhoraram as estimativas de crescimento da economia brasileira para este ano.

Analistas dizem que o Produto Interno Bruto deve crescer 3%. Se confirmada a taxa, poderão ser criados 450 mil novos postos de trabalho no País, principalmente no comércio e no setor de serviços. (pág. 1 e 35)

- Estudo do economista Ricardo Paes de Barros, do Ipea, mostra que a redistribuição de renda dentro das regiões tem um resultado superior à transferência de renda das regiões mais ricas do País para as mais pobres.

Igualando-se a renda das regiões mais pobres ao nível de desigualdade das mais ricas, a pobreza baixa dos atuais 15% para 11% da população. (pág. 2 e 36)

- Andar com todos os documentos depende cada vez mais do quanto se tem no bolso. O valor de taxas cobradas por CPF, passaporte, carteira de motorista e registro de casamento pode chegar a R$ 368,80, fora fotografias e cópias autenticadas. De graça, só as primeiras vias da carteira de identidade, de trabalho e os registros de nascimento e de óbito. (pág. 2 e 37)

- "A penitenciária é a hemodiálise do crime. É onde ele se refaz." A frase da secretária nacional de Justiça, Elizabeth Sussekind, resume o estado do sistema: obras atrasadas, projetos equivocados, super-lotação (233.859 presos e déficit de 62 mil vagas) e falta de pessoal capacitado para controlar esse barril de pólvora sempre prestes a explodir. (pág. 2 e 14)

- A situação é dramática. Os principais clubes do Rio, assim como de outros estados, estão afundados em dívidas e com a queda de receita prevista para o segundo semestre correm o risco de falir. Flamengo e Vasco têm dívidas próximas de R$ 200 milhões e estão sem patrocinadores, depois dos problemas com a ISL e o Bank of América. (pág. 2, 50 e 51)

- A prefeitura vai mapear e cercar as nascentes de água da cidade. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente começa a sinalizar já na próxima semana 73 mananciais na Tijuca, a maioria deles degradada. Uma licitação vai escolher uma empresa para identificar e proteger outras nascentes nos maciços da Tijuca, da Pedra Branca e do Mendanha. (pág. 33)

- Os empresários do setor hoteleiro estão investindo pesado em estabelecimentos de luxo no Rio. O edital do leilão do Hotel Nacional será publicado esta semana; o designer francês Phillippe Starck pretende construir um hotel na cidade; e representantes das redes Four Seasons e Hyatt estão de olho em espaços cariocas para fincar suas bandeiras. (pág. 32)

- Não é à toa que nasce, das bases da oposição, um movimento pela união nacional dos partidos de esquerda desde já, numa antecipação do segundo turno da disputa presidencial. Mantidas suas três atuais candidaturas - as de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Anthony Garotinho (PSB) e Ciro Gomes (PPS) - a oposição corre o sério risco de entrar numa autofagia nessas eleições. E sair dela bem menor do que hoje.

Agora, por força da última decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o confronto entre os partidos de esquerda já está armado em 17 estados. Em sete deles, estão montados, desde já, três palanques diferentes de oposição. E são justamente os lugares onde esses partidos poderiam ganhar maior fôlego eleitoral: São Paulo, Rio, Minas, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. (pág. 8)

EDITORIAL

"Dever de casa" - O desempenho da economia brasileira em 2001 foi aquém do necessário para um aumento da renda média nacional. No entanto, considerando-se os diversos constrangimentos, internos e externos, que o País precisou enfrentar ao longo de 2001, a expansão de 1,651% no Produto Interno Bruto (PIB) não foi um mau resultado, pois ao menos não se deu passos para trás. (...)

O Brasil ainda está em uma fase de transição, com reformas estruturais em andamento e outras por fazer. A médio e longo prazos, poderemos ter uma economia mais forte e competitiva. Depende de nós. (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Com seus movimentos eleitorais paralisados, os partidos aguardam a resolução que o TSE publicará na terça-feira, esclarecendo as dúvidas suscitadas pela exigência de simetria entre as coligações nacionais e as estaduais. Mais do que tudo, querem saber o que acontece com partido que não lançar ou apoiar candidato a presidente.

Pode coligar-se com quem quiser no pleito estadual ou não pode coligar-se com ninguém, como entende o ministro Sepúlveda Pertence? A primeira hipótese nega o fundamento da decisão principal, a de impor coerência aos partidos. A segunda seria de uma violência inconcebível. (...) (pág. 2)

(Ancelmo Gois) - Acredite. Estão paradas quatro termoelétricas, novinhas em folha, que juntas representam um investimento de US$ 1 bilhão.

Entre elas, duas grandonas: a Macaé Merchant, de 512 MW, que pertence a El Paso, e a Eletrobold, da Enron, capaz de gerar 360 MW.

Elas não têm a quem vender a energia que produzem.

O mercado de energia só está disposto a pagar R$ 8 por MWh, uma mixaria que não cobre os custos de geração.

No ápice da crise de energia, a cotação no mercado livre chegou a R$ 336.

* As notas de R$ 10 de plástico foram rejeitadas pela turma que manuseia dinheiro o tempo todo (caixa de banco e de lojas). Uma pesquisa do Ibope, feita a pedido do Banco Central, mostra que 52% desse público específico prefere a cédula de papel.

A alegação principal é de que a cédula de polímero gruda uma na outra. Mas junto ao povão o dinheiro plástico é melhor para 77%: a voz do povo diz que elas não rasgam fácil, se molhar não estragam e são mais resistentes. Apesar disso o BC não pensa em voltar a fabricar dinheiro de plástico. Tanto que a cédula de R$ 20, que sairá em maio, será de papel. (pág. 14)

CORREIO BRAZILIENSE

- PFL na oposição

- O partido de Roseana Sarney reage a ação policial contra ela e vai sair do Governo

- Amanhã o presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen, fará uma reunião de emergência com a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, para decretar o fim da aliança do partido com o Governo federal. Roseana quer ter a legenda fora do Governo, denunciando-o.

Ela quer o PFL, apontando erros e mazelas federais. O ministro do Meio Ambiente, Zequinha Sarney, irmão de Roseana deixará o cargo segunda-feira. Roberto Brant, ministro da Previdência, pretende seguir o colega no mesmo dia, José Jorge, de Minas e Energia, e Carlos Muller, dos Esportes, ainda resistem à medida - mas deverão ser obrigados a abandonar os cargos. Deixar o Governo faz a maneira que o PFL encontrou para reagir à devassa que a Polícia Federal promoveu numa empresa da governadora e do seu marido, Jorge Murad. (pág. 1, 18, 20 e 21)

- A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), criada em 1999 para ser o órgão central do sistema nacional de informações, passa por uma crise de identidade. Uma recente pesquisa interna detectou a desmotivação dos arapongas com a instituição e a falta de perspectivas na carreira.

Os agentes vêem um esvaziamento da entidade pelo Governo federal e têm dificuldade de entender o papel do serviço secreto e suas limitações no regime democrático. É grande a preocupação com deslizes que possam aranhar a imagem da agência, ainda vinculada à imagem do estigmatizado antecessor Serviço Nacional de Informações (SNI). (...) (pág. 17)

ZERO HORA

- A última esperança dos partidos interessados na liberação das coligações regionais deve ficar nas mãos dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Diante do provável recurso, já anunciado pelo PMDB, caberá ao Supremo confirmar a padronização determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou suspender, por meio de liminar, a decisão. O julgamento do mérito só ocorrerá depois do pleito de outubro e não anulará o resultado da eleição. (pág. 14)

- A troca de gentilezas registrada no debate de quarta-feira na Assembléia Legislativa entre o governador Olívio Dutra e o prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, não passou de fachada.

Por trás da cordialidade diante das câmeras há uma disputa que ultrapassa o tom pesado da prévia de 1998 para definição do candidato do partido ao governo do estado.

A tentativa dos dirigentes petistas de manter elevado o nível da campanha à prévia do dia 17 não tem surtido efeito entre os dois grupos adversários. Na sexta-feira, as correntes que dão sustentação à candidatura de Tarso divulgaram nota em resposta ao manifesto distribuído no final de semana anterior pelas correntes pró-Olívio, publicado por "Zero Hora" na edição do dia 25. (pág. 6)

- A guerra travada há 17 anos em torno da propriedade das ações da Petroquímica Triunfo tem uma batalha decisiva terça-feira, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A 4ª Turma apreciará a liminar que concedeu ao empresário Boris Gorenztvaig o controle provisório da empresa.

O caso envolve desde o futuro do setor petroquímico aos brios do Judiciário, com direito a lances rocambolescos que envolvem disputas familiares, registros policiais e mútuas acusações de negócios ilícitos.

A Triunfo, indústria de segunda geração petroquímica - produz polietileno, resina transformada pelas empresas de terceira geração em utensílios, embalagens ou insumos plásticos - já recebeu vários prêmios Excelência Empresarial, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). (pág. 26 e 27)

MANCHETES

CORREIO DA BAHIA

- ACM defende o rompimento do PFL com o governo FHC

O DIA (RJ)

- Policiais terão de voltar a estudar

ZERO HORA (RS)

- Supremo dará palavra final sobre coligações

REVISTAS

VEJA

TÍTULOS DE CAPA

- Os exageros da plástica - Os avanços da cirurgia estética são incríveis, mas é preciso evitar excessos

- PF faz devassa em empresa da governadora Roseana

A bomba 55 - Por 5 votos a 2, o TSE resolve mudar as regras sobre as alianças eleitorais. Com isso, implode, na mesa do jogo, todas as negociações feitas até agora e colhe uma inédita e violenta cascata de críticas. (pág. 34 a 37)

O inimigo de cada um... - O crescimento de Roseana mostra que ela suga votos de todos os outros candidatos. (pág. 38 a 41)

Um mosquito bicentenário - A incrível história do 'Aedes aegypti', que desde o século XIX atormenta o Brasil. (pág. 48 a 49)

O avesso da reforma - "É espantoso como os que querem mudar a política brasileira o fazem sempre atropelando o fato real e concreto de que o Brasil é uma federação". (pág. 102)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- A nossa santa - O Papa anuncia a canonização de madre Paulina, que o Brasil, maior País católico do mundo, comemora a força da fé.

A lei de Angra - Discutida na casa de praia de Miro Teixeira, mudança das regras eleitorais embola o jogo. (pág. 24 a 28)

Obra condenada - Ex-funcionário de empreiteira denuncia esquema de superfaturamento na gestão de Paulo Maluf. (pág. 30 a 32)

A conta de Andinho - Para o PT, prisão de seqüestrador não esclarece morte do prefeito de Campinas. (pág. 42)

Muito além do DNA - Procurador não vai parar no exame investigações de violência contra Gloria Trevi. (pág. 43)

A força da fé - Após quase 37 anos, o papa João Paulo II anuncia a canonização de madre Paulina, e o Brasil, o maior País católico do mundo, ganha a sua primeira santa, que dedicou a vida aos doentes, em especial os de origem escrava. (pág. 48 a 51)

Sob a luz da lua - Fenômeno astronômico coincide com safra de boas notícias: a recessão nos EUA está no fim, os juros no Brasil vão cair... (pág. 64 e 65)

O ataque dos bichos - Na eterna luta contra o ser humano, 20 bactérias resistem aos antibióticos, e os vírus mutantes orientam o estudo de novas drogas. (pág. 78 a 82)

ÉPOCA

TÍTULOS DE CAPA

- Marido-problema - Contas em paraíso fiscal e outras provas da polícia contra o marido de Roseana Sarney.

- Madre Paulina - A maior nação católica em festa.

- Henry Kissinger - As pressões que cancelaram a visita.

- Entrevista: Romário fala - Da Seleção, de si próprio, e até revela seu nome atual para presidente.

O voto do craque - Preferido por 69% dos torcedores, o atacante agradece o apoio de Fernando Henrique e declara simpatia por Roseana.

As regras mudam o jogo - Decisão do TSE pode ajudar José Serra, mas cria ambiente favorável à construção de partidos melhores. (pág. 26 e 27)

A devassa contra Murad - Após um ano de investigação, a polícia fecha o cerco sobre negócios do marido de Roseana Sarney. (pág. 28 a 33)

O desafio da pioneira - Cultuada por uma ordem religiosa e símbolo da colonização italiana, Santa Paulina ainda precisa ser descoberta pelo Brasil. (pág. 36 e 37)

DINHEIRO

TÍTULOS DE CAPA

- Dose letal nos remédios - Como o Brasil virou uma zona franca dos medicamentos, dominada por importados. A falta de uma política industrial aniquilou laboratórios nacionais, criou um rombo de US$ 2,5 bilhões na balança comercial e eliminou empregos e investimentos.

- Cade investiga concorrência desleal na Ambev

"Vamos perder US$ 14 bilhões com a Argentina - O presidente da Anfavea diz que a crise no país vizinho impede que o Brasil feche acordos internacionais bilionários com outros blocos comerciais. (pág. 22 a 24)

As lições de Armínio Fraga - A queda do dólar e a redução dos juros, somadas à melhoria do cenário externo, lançam o presidente do BC numa escalada de otimismo. Ele acredita que o Brasil vai volta a crescer forte, exportando como na década de 70. (pág. 28 a 31)

FHC conquista o Leste - Na antiga Europa comunista, Presidente lidera empresários e amplia mercados para exportação. (pág. 28 a 31)

Saco sem fundo - Previdência governo volta a socorrer entidades de pensão estatais e diz que é a última vez. Será? (pág. 32 a 33)

Jogo de ministros - A missão é superar crises sem inflação nem recessão. Quem falha é demitido. Mas, ao contrário de Malan e Armínio, neste game os jogadores têm segunda chance. (pág. 40 a 41)

O cerco à Ambev - A cervejaria volta a ser alvo do Cade e enfrenta denúncias de todos os lados. (pág. 46 a 48)

Bula contra os remédios - Abertura sem controle fez do País uma zona franca e jogou a indústria na lona. Eis o resultado: em dez anos, a importação saltou de US$ 50 milhões para US$ 2,5 bilhões. (pág. 52 a 55)

* A participação dos estrangeiros pulou de 1% para 30% no mercado nacional.

* Genéricos viram porta de entrada de componentes com alíquotas zero.

* Laboratórios nacionais são aniquilados pela concorrência.

* Dos 19 projetos de investimento no País, 12 foram cancelados.

Negócios de David - Ex-genro do presidente Fernando Henrique monta a consultoria DZ de olho no bilionário mercado de energia. (pág. 56 a 57)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br