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04/01/2002
JORNAL DO BRASIL - Argentina cria dois tipos de dólar - O presidente Eduardo Duhalde apresenta hoje ao Congresso um plano econômico concebido para encerrar a ficção monetária imposta ao país por dez anos, segundo a qual um peso vale um dólar. Como fez o Brasil no início de 1999, a Argentina vai abandonar o sistema cambial fixo. Mas a rota é diferente: optou pela adoção do câmbio duplo, como adiantou o governador de Córdoba, José Manuel de la Sota. Enviado por Duhalde a Brasília, De la Sota apresentou ontem detalhes do programa ao presidente Fernando Henrique Cardoso. A partir de hoje, haverá dois tipos de dólar na Argentina. Um, cotado a 1,40 pesos, valerá para salários, preços internos e negócios de exportação. Outro, de valor ainda igual ao peso, será aplicável às dívidas e aos depósitos bancários dolarizados, para evitar a bancarrota de 80% da população. O Congresso deverá examinar cada medida, cujo conjunto compõe o redesenho da economia e do Mercosul. O caminho escolhido por Duhalde para resgatar a Argentina da crise é tortuoso. O regime de câmbio duplo, por exemplo, favorece a fraude. E também está sujeito a contestação por empresas do Mercosul que o vêem como subsídio camuflado às exportações argentinas. (pág. 1, 11 e 12) - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) resolveu monitorar, diariamente, o preço dos combustíveis em mais de 800 postos nas principais cidades brasileiras. A medida pretende estimular a competição, sobretudo nos grandes centros. Os números aparecerão na página da agência na Internet. Ontem, fiscais constataram reduções do preço da gasolina em quatro de cinco postos visitados no Rio. O desconto máximo foi de 10,53%, bem inferior aos 20% previstos pelo Governo. A gasolina, mais barata, deverá diminuir a arrecadação do ICMS dos estados. (pág. 1 e 10) - O Governo reteve verbas do Orçamento em 2001 e só em dezembro abriu a porta do cofre. Mas conseguiu guardar dinheiro suficiente para investir em obras e programas sociais que, neste início de ano, vão apressar a decolagem do candidato do presidente Fernando Henrique Cardoso à sucessão de 2002. Ontem, em reunião com o Ministério, FHC determinou a liberação dos recursos prometidos aos estados para aprovar o Orçamento. Em Goiás Velho, cidade histórica devastada pela chuva, repassou R$ 2 milhões para obras de reconstrução. (pág. 1 e 4) - O apresentador Silvio Santos decidiu entrar no ramo imobiliário. Planeja usar a força de audiência dos programas "Casa dos Artistas" e "Show do Milhão" para lançar um consórcio de financiamento de imóveis de R$ 15 mil a R$ 100 mil. (pág. 1 e 10) - Pelo menos um dos três alpinistas brasileiros mortos no Monte Aconcágua, em 1998, poderia ter sido salvo, segundo a irmã da vítima. Um grupo de resgate teria exigido US$ 40 mil do cônsul Guillermo Cuervo. (pág. 1 e 3) - No dia 30 de agosto de 2001, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin, garantiu pessoalmente a segurança física do seqüestrador Fernando Dutra Pinto, para que ele se entregasse à polícia. Ontem, o advogado da família do bandido informou que a promessa pode sustentar um processo destinado a responsabilizar o estado pela morte de Fernando na cadeia. A ação judicial será aberta caso se confirme a suspeita de que houve assassinato por envenenamento. (pág. 1 e 3) EDITORIAL "Pacto Inútil" - Fernando Dutra Pinto, um rapaz deslumbrado de 22 anos, teve os seus 15 minutos de fama quando seqüestrou a filha do empresário Sílvio Santos, recebeu o dinheiro do resgate, envolveu-se na morte de dois policiais e seqüestrou enfim o próprio empresário para exigir garantia de vida ao se entregar. No fundo, já suspeitava que não sairia inpune depois da morte dos dois policiais, mas arriscou um tudo ou nada sob promessa do próprio governador paulista Geraldo Alckmin de que sua vida seria preservada, a fim de que a Justiça seguisse seu curso. Sua morte, tão repentina quanto suspeita, no trajeto do Centro de Detenção Provisória ao hospital, põe em cheque a credibilidade do sistema penitenciário, da polícia, de todas as autoridades de segurança de São Paulo e enfim do governador que entrou na história como fiador de um pacto inútil. (...) (pág. 8) COLUNA (Informe JB - Ricardo Boechat) - Presidente do Instituto de Terras do Pará - estado recordista em mortes por conflitos agrários -, o advogado Ronaldo Barata sabe trabalhar em equipe. Candidato a deputado, ele incluiu o filho, a filha, a cunhada, um sobrinho, o ex-marido da mulher e também está na folha de pagamentos do órgão. Não lhe faltarão votos. (pág. 6) FOLHA DE SÃO PAULO - Plano argentino prevê câmbio duplo - O plano econômico que será anunciado hoje pelo novo governo argentino deve estabelecer um regime de câmbio duplo, dando fim a dez anos de paridade entre o dólar e o peso. As medidas preparadas pelo ministro da Economia, Jorge Remes Lenicov, prevêem a adoção, a médio prazo, de um sistema de câmbio flutuante. Até lá, conviverão uma taxa fixa, estipulada pelo governo, para transações de comércio exterior com bens de primeira necessidade (remédios, por exemplo), e outra livre. A taxa fixa deve levar o valor do dólar a cerca de 1,40 peso. O país abandonará o regime de conversibilidade, pelo qual as duas moedas eram intercambiáveis no sistema financeiro. Segundo o governador da província de Córdoba, José Manuel de la Sota, ainda está em estudo a possibilidade de converter as dívidas efetuadas em dólar, mais de 80% das obrigações do país, para peso. De la Sota esteve em Brasília para expor ao presidente Fernando Henrique Cardoso as linhas gerais do plano. (pág. 1 e A7) - Em mais um dia de otimismo, o mercado brasileiro baixou o dólar a R$ 2,294, menor cotação desde maio de 2001, e elevou o Ibovespa a 14.265 pontos (alta de 2,83%), indicando o maior valor das ações desde agosto do ano passado. A queda do dólar reduz pressões inflacionárias e, conseqüentemente, dá maior espaço para queda de juros. Houve negócios na BM&F com taxa abaixo da fixada pelo Banco Central (19% anuais). (pág. 1 e B4) - O Governo brasileiro vai enviar nos próximos dias insulina e medicamentos contra Aids e câncer para a Argentina, para aliviar o problema de desabastecimento de remédios. Segundo o governador da província de Córdoba, José Manuel de la Sota, o país está com problemas para conseguir insumos no exterior. (pág. 1 e A8) - A primeira declaração do novo ministro das Relações Exteriores da Argentina, Carlos Ruckauf, foi um ataque ao Mercosul. O chanceler disse que o bloco econômico tem "gravíssimos inconvenientes". Segundo Fernando Henrique Cardoso, a Argentina assegurou que os acordos do Mercosul serão retomados. (pág. 1 e A8) - O governador do Rio, Anthony Garotinho (PSB), deve obter hoje liminar do Supremo Tribunal Federal autorizando o estado a suspender o pagamento de parcelas mensais da dívida com o Governo federal. No pedido entregue ao STF, o governador do Rio argumenta que o estado teve prejuízos com o racionamento de energia e está à beira de uma moratória em razão disso. (pág. 1 e A4) - O diretor do Instituto Médico Legal, José Jarjura Júnior, afirmou que o laudo da morte de Fernando Dutra Pinto pode não ser conclusivo sobre a hipótese de envenenamento, em razão da medicação dada ao seqüestrador de Sílvio Santos. O secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, disse que Dutra Pinto apanhou de agentes dentro da prisão no dia 10 de dezembro. Segundo o médico que o atendeu, ele sofreu "ferimentos de natureza leve". (pág. 1 e C1) EDITORIAL "Sabor dos anos 80" - A geração de um superávit na balança comercial em 2001 de US$ 2,6 bilhões é um marco na política econômica posterior ao abandono da âncora cambial no Brasil. Havia sete anos a balança não registrava saldo positivo no acumulado do ano. O consenso de mercado, nas últimas semanas, era de que haveria um superávit da ordem de US$ 2 bilhões. É um esforço que lembra os mega-superávits alcançados nos anos 80. Naquela época, em plena crise da dívida, a receita para gerar saldos que assegurassem o pagamento aos credores externos foi conter as importações, sobretudo por meio de políticas econômicas recessivas. Hoje a receita é semelhante. Houve alguma substituição de importações por conta da desvalorização cambial (que encarece insumos e máquinas produzidos no exterior), mas os juros elevadíssimos têm prejudicado a produção e o consumo domésticos. (...) Resta saber se e quando a equipe econômica estará disposta a reduzir os juros e testar a compatibilidade de seu modelo com o crescimento. Este é um ano eleitoral. O aumento do salário mínimo e o alívio no Imposto de Renda tendem a estimular o consumo nos estratos mais pobres e na classe média. Mas a continuidade da política de arrocho age com muito mais força, em sentido contrário. Da resolução desse conflito, dentre outros fatores, dependem as pretensões continuístas da aliança política que elegeu e sustenta FHC. (pág. A2) COLUNA (Painel) - FHC deverá ir à Argentina na semana que vem, se for confirmada a reunião da cúpula do Mercosul (mais Chile e Bolívia). O encontro, que deveria ter ocorrido em dezembro no Uruguai, foi adiado em razão da renúncia do argentino De la Rúa. * Um grupo de 70 deputados federais do PFL irá ao Maranhão encontrar-se com Roseana Sarney no próximo dia 14. Na viagem, organizada por Inocêncio Oliveira, a bancada quer demonstrar a coesão do partido em torno da candidatura presidencial da governadora. * Tasso Jereissati decidiu que Martus Tavares não será o candidato do PSDB à sua sucessão no Ceará. O governador alimentava as especulações em torno do ministro para agradar a FHC. Mas, depois de desistir da Presidência, o tucano não tem mais motivo para evitar desagradá-lo. (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO - Argentina anuncia hoje adoção do câmbio duplo - O novo governo argentino anuncia hoje o fim da equivalência entre o peso e o dólar. Será adotado um sistema cambial com duas cotações: uma fixa, para operações de comércio exterior, com o peso desvalorizado; a outra terá variação livre. Espera-se que no futuro o câmbio seja unificado. O pacote foi apresentado ontem ao presidente Fernando Henrique Cardoso por José Manuel de la Sota, enviado do presidente Eduardo Duhalde. "Nosso principal parceiro merece conhecer as medidas antes", afirmou De la Sota. Ele não disse qual será a desvalorização, estimada por analistas em 40%. (pág. 1 e B1) * O dólar fechou em R$ 2,295, menor cotação desde junho. (pág. 1 e B9) - O novo governo argentino vai tentar conseguir mais dinheiro do FMI. Diversos integrantes do novo governo já declararam publicamente que esperam obter US$ 15 bilhões de ajuda financeira. O país entrou oficialmente ontem em "default" ao deixar de pagar US$ 28 milhões de uma dívida em liras. (pág. 1 e B1) - A desvalorização do peso pode prejudicar as vendas brasileiras pela redução do poder de compra dos argentinos. Mas, mesmo que os produtos do país vizinho se tornem mais baratos no mercado internacional, isso pouco representará como concorrência à exportação brasileira, que é complementar à argentina. (pág. 1 e B3) - O presidente Fernando Henrique Cardoso lamentou ontem o desequilíbrio do Orçamento deste ano, durante reunião com cinco ministros no Palácio da Alvorada. "Há mais despesas que receitas", disse, ao informar que pediu ao ministro do Planejamento, Martus Tavares, que reexamine os valores. O ministro está otimista. Ele acredita que a arrecadação será maior que a prevista, em razão da melhoria do cenário econômico. No encontro, o Presidente começou a checar o cumprimento da lista de obras e ações prioritárias de cada ministério. Foi acertada a liberação de R$ 2,8 bilhões já empenhados do Orçamento de 2001. (pág. 1 e A4) Técnicos da área de combustíveis afirmam que os principais culpados pela demora na queda do preço da gasolina nas bombas são os governos estaduais. Segundo eles, alguns estados aumentaram a estimativa da margem de lucro dos postos, sobre a qual é calculado o ICMS. Com isso, o espaço para baixar o preço ao consumidor ficou reduzido. (pág. 1 e B12) - Os preços dos remédios devem ser reajustados este mês. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), o aumento ficará em torno de 7%. Depois disso, os preços permanecerão congelados até dezembro. O índice de correção será definido pela Câmara Setorial de Medicamentos, formada pelos ministérios da Casa Civil, Fazenda, Justiça e Saúde. (pág. 1 e A6) - O novo governo afegão libertou ontem 269 prisioneiros taleban, quase todos capturados há cinco anos pela Aliança do Norte. Eles receberam o equivalente a US$ 20 cada um, dados pela Cruz Vermelha, para voltar às suas cidades de origem. O novo governo está anistiando combatentes taleban sem patente, mas prometeu julgar os líderes da milícia fundamentalista. (pág. 1 e A8) - A morte de Fernando Dutra Pinto, seqüestrador de Sílvio Santos e Patrícia Abravanel, encerra boa parte das investigações sobre um dos crimes de maior repercussão no País. Ficará sem esclarecimento a morte de dois policiais durante tentativa de prisão de Dutra. Já havia sido apurado que houve falha na abordagem e há suspeita de corrupção. Dutra apanhou na prisão. (pág. 1 e C1) EDITORIAL "O difícil está por vir" - O currículo do presidente argentino não é, exatamente, o ideal para um administrador que terá de tirar o país de uma profunda e longa recessão. Compreendem-se, portanto, as preocupações de alguns analistas econômicos internacionais. (pág. 1 e A3) O GLOBO - Argentina pede aval do Brasil e fixa câmbio duplo - A saída do governo argentino para acabar com a conversibilidade, que vigorou por quase 11 anos, será a adoção do sistema de câmbio duplo: uma cotação comercial fixa e outra flutuante. A idéia foi discutida ontem com o presidente Fernando Henrique. O governador da província de Córdoba, José Manuel de la Sota, veio ao Brasil apresentar o programa econômico que o presidente argentino, Eduardo Duhalde, enviará hoje ao Congresso. Segundo fontes do governo, o câmbio fixo ficará entre 1,30 e 1,40 peso por dólar, que representa uma desvalorização de 23% a 28,57%, e será usado no comércio exterior. Já o câmbio flutuante servirá para operações financeiras e será determinado por uma cesta de moedas, composta de dólar, euro e real. Pelas cotações das três moedas ontem, o dólar financeiro ficaria em 1,45 peso, o equivalente a uma desvalorização de 31%. (pág. 1 e 17 a 19) - A cotação do dólar voltou a cair, ficando abaixo de R$ 2,30 pela primeira vez desde 11 de maio de 2001. A moeda americana fechou cotada a R$ 2,294, com uma queda de 0,30% em relação ao preço de quarta-feira. O otimismo também foi refletido na Bovespa, que teve alta de 2,83%. Os analistas comemoraram ainda a alta do C-Bonds, título brasileiro mais negociado no exterior, que tinha ontem a melhor cotação desde março do ano passado. (pág. 1 e 19) - Postos e distribuidoras estão adiando a redução do preço da gasolina para aumentar suas margens de lucro. Essa é a explicação da Agência Nacional de Petróleo para a queda de preços no Rio estar em 10% em média, bem abaixo dos 20% previstos. (pág. 1 e 22) - O Ministério da Justiça vai investigar a morte de 27 internos numa briga entre grupos rivais no presídio de Urso Branco, em Porto Velho (RO). O arcebispo da cidade, dom Moacyr Grechi, denunciou que os presos eram tratados como "feras enjauladas". (pág. 1 e 8) - O seqüestrador Fernando Dutra Pinto foi agredido por três carcereiros em 10 de dezembro, 23 dias antes de morrer. A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo soube, mas não tomou providências para apurar o caso. Poucos dias antes de morrer, Dutra Pinto ditou uma carta em que dizia: "Minha saúde está péssima. Não consigo nem andar". (pág. 1 e 3) - O Presidente quer que seus ministros cumpram integralmente os acordos firmados com a base na liberação de recursos do Orçamento. O Governo, que busca a união de seus aliados, autorizara gasto de R$ 2,8 bilhões com as emendas parlamentares. (pág. 1 e 4) - O presidente Fernando Henrique Cardoso visitou ontem a cidade de Goiás Velho, que teve parte de seu acervo histórico destruída por um temporal. Ele pediu aos turistas que continuem visitando a cidade e anunciou que assinará uma medida provisória para acelerar a liberação de recursos para a recuperação de seus casarões. (pág. 2 e 4) EDITORIAL "Talibã financeiro" - A explosão da crise argentina voltou a colocar em destaque o Fundo Monetário Internacional (FMI). Nunca essa instituição, criada pelo acordo de Bretton Woods, em 1944, deu tantos motivos para ser criticada. A atuação do Fundo no caso argentino amplia uma polêmica iniciada em 1997 e 98, quando a Ásia entrou em pane financeira e produziu, num efeito dominó, grande crise mundial. (...) (pág. 6) COLUNAS (Panorama Político - Diana Fernandes) - O presidente Fernando Henrique poderia ter evitado essa. Dizer que a reforma tributária deve ser uma das prioridades do Congresso este ano, como disse ontem, soa mais como provocação. Nem o mais governista dos parlamentares acredita que esse Governo quer a reforma. Parece mais uma tentativa de afirmar que ele, FH, quis e defendeu até o último ano, mas o Congresso não aprovou. (...) (pág. 2) (Ancelmo Gois) - O ministro Francisco Dornelles é favorável à criação do cargo de senador vitalício para FH. Diz que logo após eleito, em 1985, Tancredo Neves procurou o então presidente João Figueiredo para dizer que uma das primeiras medidas a serem adotadas pelo novo governo civil seria a criação da função para ex-presidentes. O estudo chegou a ser feito na época pelo jurista Cesar Saldanha. (pág. 14) GAZETA MERCANTIL - Duhalde muda o foco e apóia o Mercosul - (Buenos Aires e Brasília) - O Mercosul - bloco que reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - recebeu novo impulso ontem. A Argentina quer "continuar fortalecendo o Mercosul", disse o novo chanceler argentino, Carlos Ruckauf", acrescentando que a coordenação macroeconômica entre os sócios fica mais fácil de ser feita "se as políticas econômicas dos dois países forem mais parecidas. (...) (pág. 1 A-3, A-9 e A-10) - (São Paulo) - O início da circulação do euro vai estimular a criação no Brasil de fundos atrelados à moeda única de 12 países da União Européia (UE). Os administradores que já têm carteiras desse tipo apostam no aumento da captação. (...) (pág. 1 e B-1) - A agenda deste ano do Planalto para o Congresso Nacional prevê temas polêmicos. O Governo vai voltar à carga e tentar aprovar a emenda constitucional sobre o sistema financeiro proposta pelo ministro José Serra quando ainda era senador. Na prática, o projeto significa a independência do Banco Central, tirando a política monetária da esfera do Planalto. O projeto enfrenta resistências entre alguns aliados que o consideram muito polêmico para um ano eleitoral. O PT é radicalmente contra porque interpreta como manobra para tirar o poder de Lula caso este venha a vencer a eleição. (...) (pág. 1 e A-8) CORREIO BRAZILIENSE - Termina hoje a paridade do peso argentino com o dólar - O novo presidente argentino, Eduardo Duhalde, anuncia hoje os detalhes do pacote econômico com que pretende salvar o país. Ele acabará com a paridade de um para um entre o peso e o dólar. Tentará desvalorizar a moeda local em 28,5%, criar duas taxas de câmbio - a comercial e a paralela - e promete realizar um duro ajuste fiscal. O governador da província de Córdoba, José Manual de La Sota, visitou o presidente Fernando Henrique Cardoso, confidenciou os planos e arrancou o apoio almejado. No próximo dia 11, os presidentes do Brasil, do Uruguai, do Paraguai e do Chile farão uma visita conjunta a Buenos Aires. Querem que o encontro seja o marco de ressurreição do Mercosul. Os argentinos dizem temer as milícias ligadas ao Partido Justicialista de Duhalde. (pág. 1 e 6 a 9) - Goiás Velho parou para ouvir o presidente Fernando Henrique Cardoso prometer dinheiro para a reconstrução da cidade, destruída pelas enchentes do rio Vermelho. Serão liberados R$ 2 milhões. É pouco para o tamanho do estrago causado pelas águas. Especialistas em restauração estimam que seria necessário no mínimo R$ 15 milhões para as obras. (pág. 1 e 20) - O Procon do Distrito Federal vai à Justiça contra a cobrança do PIS e da Cofins nas contas telefônicas pagas pelos consumidores. (...) (pág. 1 e 19) - Uma das sete maravilhas do mundo, o Taj Mahal, está ameaçado pelo terrorismo. Quem garante é a polícia nacional da Índia. As medidas de segurança foram reforçadas depois que as autoridades do estado de Uttar Pradesh receberam um e-mail, atribuído ao grupo islâmico Lashkar-e-Taiba, ameaçando explodir o complexo - formado por um mausoléu (o palácio de mármore), uma mesquita, uma casa de oração e um jardim. (...) (pág. 11) - O presidente nacional do Partido Liberal (PL), deputado federal Waldemar Costa Neto (SP), vem a Brasília no próximo dia 15 com uma missão especial: definir quem ficará à frente do diretório regional do partido no Distrito Federal. O PL está em fase de transição desde a expulsão do presidente regional do partido, Renato Rainha, que renunciou ao mandato de deputado distrital para se tornar conselheiro do Tribunal de Contas do DF (TCDF). (...) (pág. 17) - Depois de ter sido beneficiado com a aprovação da emenda da reeleição, o presidente Fernando Henrique Cardoso poderá ganha de presente mais uma mudança na Constituição. Em fevereiro, começa a tramitar no Congresso Nacional uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que outorga aos ex-presidentes da República o cargo de senadores vitalícios. Se a emenda for aprovada, Fernando Henrique pode se tornar o primeiro senador vitalício da República, cargo extinto no Império. (...) (pág. 18) JORNAL DE BRASÍLIA - Telefônicas podem devolver dinheiro - Procon quer que as companhias sejam obrigadas a dar créditos aos consumidores por cobrança indevida do PIS e do Cofins. (pág. 1 e 9) - O gás está mais caro desde o dia 2. Os botijões tiveram um aumento entre 15% e 20%. Famílias carentes cadastradas têm direito a um bônus de R$ 7. Impostos e tarifas públicas também subiram de preço. (pág. 1 e 9) - Os donos dos postos de combustíveis resolveram, ontem, baixar imediatamente o preço da gasolina, sem esperar que os estoques acabem. Com isso, a gasolina custa R$ 1,57 em todo o DF, uma queda de 11%. (pág. 1 e 14) ZERO HORA - Uma Argentina com a economia paralisada e a população tensa e angustiada espera hoje o anúncio do fim da paridade entre o peso e o dólar, vigente desde 1991. Serão adotadas duas taxas de câmbio: uma fixa - para importação e exportação - com o dólar cotado em torno de 1,40 peso, e uma flutuante, para o restante do mercado. As duas cotações vão convergir ao longo de um período ainda indefinido. O pacote a ser anunciado hoje pelo ministro Jorge Remes Lenicov, da Economia, deverá entrar em vigor na próxima segunda-feira. (pág. 4, 5, 18, 19 e 20) - Um novo impasse empurrou para o dia 30 a definição da nova mesa diretora da Câmara Municipal de Porto Alegre. Numa sessão polêmica, líderes das 13 bancadas que compõem a Câmara firmaram um acordo em que se definiu a continuidade de Fernando Záchia (PMDB) no comando da Casa até esta data. (pág. 8) - Na cidade de Paso de los Livres, na fronteira com Uruguaiana, a circulação de seis tipos de moedas transformou o dia dos empresários em um tormento. Além de pesos, reais e dólares, lojistas também lidam com os certificados públicos Lecop (bônus federal), Cecacor (título da província de Corrientes) e Patacones (bônus da província de Buenos Aires), que tomaram conta da economia local. (pág. 20) - Um ano de noites mal dormidas. É assim que os calçadistas gaúchos, responsáveis por 80% das exportações do sapato brasileiro, definiram 2001. A estimativa da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) era do salto de 15% a 20% nas vendas para o mercado externo. O aumento ficou em 5%. Mas, apesar dos sobressaltos com a recessão nos dois maiores mercados compradores, Estados Unidos e Argentina, o dos efeitos dos atentados de 11 de setembro, a indústria calçadista é novamente a que mais contrata mão-de-obra no Rio Grande do Sul e a que mais fatura no comércio com outros países. (pág. 27) - Os refugiados afegãos que serão instalados em Porto Alegre devem desembarcar no estado na primeira semana de fevereiro. A previsão é da organização não-governamental Sociedade de Defesa da Cidadania (SDC), responsável pela acomodação dos refugiados na capital. Ao todo, 23 afegãos - divididos em cinco famílias -, provenientes de campos de refugiados da Índia, virão para Porto Alegre, como parte de um programa de reassentamento do Conselho Nacional de Refugiados (Conare) em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). (pág. 30) MANCHETES ESTADO DE MINAS - Argentina vai arriscar tudo com dois câmbios O DIA (RJ) - Governo paga militar mas deixa servidor sem os 28% ZERO HORA (RS) - Argentina aguarda com tensão anúncio da desvalorização do peso

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
Fazenda.
Consulte a homepage
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
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é www.brasil.gov.br
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