06/01/2002

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Gazeta Mercantil
Correio Braziliense
Jornal de Brasília
Zero Hora
Correio do Povo
Manchetes
Revistas

JORNAL DO BRASIL

- Bancos preferem clientes indefesos

- Os bancos, financeiras e administradoras de cartões de crédito do País não querem mais submeter-se às normas do Código de Defesa do Consumidor. Para escapar das milhares de indenizações impostas pela Justiça em favor de clientes insatisfeitos, e para livrar-se da fiscalização das entidades de defesa dos consumidores, a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) recorreu ao Supremo Tribunal Federal.

A ação pretende anular o artigo 3º do código e provar que o vínculo entre bancos e clientes não é uma relação do consumo. Se a tese for aceita, consumidores lesados por instituições financeiras perderão o principal argumento na hora de reclamar.

Os bancos alegam que a regulamentação do Sistema Financeiro exige uma lei complementar - e que o código é uma lei ordinária. "Um programa como o Proer, que custou R$ 27 bilhões, não precisou de lei complementar", lembra o procurador Herman Benjamin, do Ministério Público de São Paulo. "Para proteger a parte fraca, o consumidor, aí sim quer lei complementar." (pág. 1 e 18)

- A Aracruz Celulose, maior exportadora de insumos para fabricação de papel, assinou com o governo do Rio acordo para o plantio de uma floresta eucaliptos no Norte Fluminense.

A empresa foi proibida de ampliar a área plantada no Espírito Santo, acusada de degradar áreas agricultáveis e reduzir a leitos secos dezenas de riachos do nordeste Capixaba.

O polêmico projeto da Aracruz para o Rio prevê investimento de R$ 86 milhões e a semeadura de eucaliptos em 49 mil hectares. Foi aprovado pelo secretário de Meio Ambiente, André Correia, pré-candidato à sucessão estadual. (pág. 1 e 17)

- Para a maioria dos brasileiros, o Brasil está ficando cada vez mais longe do cotidiano. Mas, em Curitiba, as crianças podem visitá-lo, desde dezembro, numa antiga estação ferroviária, onde os campos do Sul ficam a poucos passos da Amazônia, as cheias do Pantanal podem ser reguladas pelo toque de um botão, e uma alavanca transforma a caatinga nordestina, de deserto crestado pela seca, num jardim que floresce com a primeira chuva. Lá dentro, as queimadas cheiram a fumaça, e a floresta, a mato verde. (pág. 1 e 6)

- Das habilidades diplomáticas assimiladas no Instituto Rio Branco, o secretário-geral da Presidência da República, Arthur Virgílio Neto, esqueceu-se. Do curso de Direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro, guardou o dom da oratória.

No gabinete no 4º andar do Planalto, um acima do ocupado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, concede diariamente mais de 15 audiências a parlamentares. Bom em frases de efeito, avisa: "Não queremos que confundam nossos defeitos com os da Argentina." E prega o voto no indicado pelo Governo FH - qualquer um.

Afinal, argumenta, a crise no país vizinho mostra "o risco que se corre caso outro candidato vença a disputa". (pág. 1 e 12)

- A duplicação da rodovia Fernão Dias - que já consumiu US$ 1,14 bilhão nos últimos oito anos - ainda não acabou, mas o dinheiro usado até agora na obra poderia pagar quatro duplicações de uma estrada do mesmo porte. A rodovia, que liga Belo Horizonte a São Paulo, está com 78,4% dos 563 quilômetros duplicados. Deveria ter sido entregue há quatro anos.

Mesmo se estivesse terminado, o quilômetro da duplicação teria saído por US$ 2,024, quatro vezes o preço de mercado calculado pela Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara e pelo Tribunal de Contas da União. Alvo de dez processos no TCU, a obra vai receber mais R$ 113 milhões do Governo federal em 2002. (...) (pág. 2)

- Aprovada na Holanda em 2000, a lei que regulamenta a eutanásia entrou em vigor na terça-feira e estimulou um novo debate. Muitos holandeses defendem a extensão da morte induzida por médicos aos "pacientes cansados de viver". (pág. 1 e 13)

- Sem conseguir lucros havia oito anos, afogada em dívidas que somavam US$ 19 bilhões, a montadora japonesa Nissan saiu do atoleiro graças ao executivo brasileiro Carlos Ghosn, de 47 anos. A façanha transformou-o em candidato a assumir, agora, o comando dos negócios da sociedade formada pela Nissan com a francesa Renault.

No Japão, Ghosn virou herói de histórias em quadrinhos e já foram vendidas 210 mil cópias do livro que conta seu desempenho na empresa. Ele promoveu 21 mil demissões e fechou cinco fábricas. "Mas preservei quase 100 mil empregos", informa. (pág. 16)

EDITORIAL

"Quem ganha perde" - (...) Os palestinos deixaram por enquanto de insistir na declaração unilateral de independência, mas em compensação setores da direita israelense começaram a falar numa separação física que sob todos os aspectos seria ruinosa para ambos os lados.

Nenhum dos sucessos palestinos até agora, entre os quais o próprio estabelecimento da Autoridade Palestina, pode ser tributado à ação dos fundamentalistas e sim à ação política de um povo que luta pelos seus direitos. Fora do diálogo não há solução. (pág. 10)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - O governador do Rio, Anthony Garotinho, além da certeza de que será eleito presidente da República no ano que vem, nutre outra convicção: "Abaixo de Deus, só meu casamento". Com isso, ele quer dizer que não incentiva as articulações do PSB para fazer de sua mulher, Rosângela (Rosinha) Mateus, candidata ao governo do Rio de Janeiro em 2002.

Na avaliação de Garotinho a hipótese - para ele certíssima - da eleição dos dois provocaria um separação do casal, indesejável tanto do ponto de vista familiar quanto religioso; seus companheiros de fé evangélica poderiam não gostar de ver o marido morando em Brasília e a mulher no Rio. Posto assim, o caso estaria resolvido, dado que abrir mão de sua candidatura à Presidência nem passa pela cabeça de Garotinho: "Até porque vou ganhar". (...) (pág. 2)

(Informe JB - Ricardo Boechat) - As companhias aéreas acham um jeito de aliviar seu prejuízo.

Na virada do ano, sem nenhuma divulgação, elas aumentaram em até 10% o preço das passagens para rotas nacionais.

A ação, típica de cartel, não provocou reações no Governo.

* A CUT não vai participar do Fórum Social Mundial, que começa dia 31, em Porto Alegre.

Em nota oficial em dez idiomas, inclusive servocroata, grego e bengali, diz que as ONGs que lá estarão são ligadas ao Banco Mundial, entidade da "santíssima trindade da globalização capitalista". (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- CPMF será prorrogada só até 2003

- O Congresso decidiu aprovar a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) só até o fim de 2003, primeiro ano de mandato do presidente que será eleito neste ano.

Pela regra atual, o tributo terminará em 17 de junho próximo, seis meses antes do término do mandato de Fernando Henrique Cardoso. O Presidente pretendia estendê-lo até 2004, mas, para não correr o risco de perder uma arrecadação de R$ 20 bilhões por ano, desistiu de se indispor com o Congresso e vai aceitar 2003.

O deputado Delfim Netto (PPB-SP), relator da emenda que prorroga a CPMF, diz que a extensão até 2003 "vai obrigar o próximo presidente, seja ele do atual campo governista ou da oposição, a apresentar uma reforma tributária".

O líder do PT na Câmara, Walter Pinheiro (BA), afirma que seria "mais confortável 2004", mas que a bancada preferiu 2003. "Se o Lula [provável candidato petista] ganhar, a prorrogação por um ano não nos deixará acomodados. Temos uma proposta de reforma tributária", diz. (pág. 1 e A4)

- O atraso no funcionamento do MAE (Mercado Atacadista de Energia Elétrica) e a crise de abastecimento de energia poderão custar ao Governo até R$ 500 milhões por mês.

Se o MAE já estivesse atuando, os geradores, distribuidores e consumidores acertariam compra e venda de energia entre si. Devido à necessidade de geração extra causada pela crise energética e aos impasses que emperraram a operação do MAE, o Governo decidiu ele próprio comprar energia e repassá-la ao sistema. (pág. 1 e B1)

- O Banco Central argentino ampliou o feriado cambial em vigor desde 21 de dezembro. Pelo menos até quarta-feira, os argentinos continuarão proibidos de comprar dólares.

A decisão deveu-se ao temor de que o projeto de lei que termina com a conversibilidade não seja aprovado até a noite de domingo, como esperado.

O projeto, na Câmara, está travado. Os deputados querem que a porcentagem da desvalorização seja especificado.

Com a suspensão do câmbio, os doleiros voltaram. (pág. 1 e A13)

- O Governo federal vai vender o apartamento do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto em Miami. O Brasil obteve a propriedade do apartamento em agosto do ano passado.

O processo de venda do imóvel, avaliado em US$ 1 milhão, será semelhante ao de uma privatização. O Governo descarta a hipótese de leilão. (pág. 1 e A5)

- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém-se na liderança da disputa da Presidência, com 30% das intenções de voto, segundo a primeira pesquisa do Datafolha deste ano. A governadora Roseana Sarney (PFL-MA) oscilou de 19% para 21% e vence Lula num eventual segundo turno: 46% ou 40%.

Em seguida vêm Anthony Garotinho (PSB), com 11%, Ciro Gomes (PPS), que tem 10%, e José Serra (PSDB), com 7%.

Colocado, por hipótese, no lugar de Roseana como candidato do PFL, o apresentador Silvio Santos ficou em segundo lugar, com 15% ou 16%, conforme o cenário. (pág. 1 e A11)

- O Brasil negro ficaria em 101º lugar no ranking de qualidade de vida medido pelo Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, e o branco, em 46º. A conclusão é do economista Marcelo Paixão (UFRJ), que usou a metodologia oficial, informa Fernanda da Escóssia.

O IDH dos negros é similar ao do Vietnã, onde o desenvolvimento humano é considerado de médio para baixo. Os brancos têm IDH análogo ao da Croácia (alto desenvolvimento). No ranking de 99 da ONU, o Brasil é o 69º colocado (médio desenvolvimento). (pág. 1 e C1)

- Depois de cerca de 27 horas, terminou ontem ao meio-dia o seqüestro do microônibus usado como lotação no centro de Porto Alegre. O seqüestrador João Sérgio dos Santos Pereira, 37, se rendeu, e nenhum dos nove reféns ficou ferido.

Após a rendição de Pereira - um auxiliar de cozinha que não tinha passagens pela polícia -, os últimos cinco reféns foram libertados. Em seguida, eles foram encaminhados para o Hospital de Pronto-Socorro para avaliação médica.

Segundo a polícia, Pereira foi levado para fazer exames médicos antes de depor. O seqüestrador já havia sido internado num hospital psiquiátrico. O secretário de Segurança, José Paulo Bisol, acompanhou no local o desfecho da ação.

Usando desde o início a tática de vencer pelo cansaço, o comandante da operação de resgate, coronel Luis Antonio Brener, disse que a presença dos familiares do seqüestrador foi fundamental para as negociações da rendição. (pág. 1 e A9)

EDITORIAL

"Lentidão mundial" - A recuperação da economia mundial continua distante. Nos Estados Unidos, houve nas últimas semanas um breve ciclo de otimismo, mas os sinais negativos ainda pesam, como revelam as solicitações de seguro-desemprego no final do ano passado, superiores às esperadas pelos mercados financeiros. (...)

A recessão nos Estados Unidos se combina à estagnação de mais de uma década da economia japonesa, onde o desemprego e as falências continuam superando recordes e pacotes de política econômica de todos os matizes falham a cada ano que passa. Os europeus, que acabam de colocar em circulação sua moeda única, também patinam. (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - Um acordo com Leonel Brizola é muito difícil, mas Roseana considera que não custa nada tentar. O PDT não tem candidato próprio e o cacique pedetista anda às turras com os demais líderes de oposição. O vice da chapa, segundo o PFL, seria o deputado Miro Teixeira (RJ). (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Pacote argentino atrasa por falta de apoio peronista

- Continua forte na Argentina a resistência ao plano de desvalorização do peso, que vem acompanhado da "pesificação" (troca de dólares por pesos) das tarifas de serviços públicos e das dívidas bancárias.

Anteontem, a Câmara de Deputados poderia ter debatido e votado o projeto, mas, além da pressão da União Cívica Radical, agora oposição, que se nega a dar a Duhalde poderes especiais para conduzir a economia, como está no projeto de lei, problemas ainda maiores surgiram dentro do próprio partido do presidente.

Há falta de apoio por parte dos chamados caciques de seu partido, o Justicialista (Peronista), que não se conformam com sua chegada à Casa Rosada. A crise é tamanha que muitos consideram uma vitória cumprir o mandato. (pág. 1 e B1)

- Analistas concordam: se as medidas do presidente Eduardo Duhalde não servirem para aplacar a fúria da população, o país mergulhará na convulsão social. (pág. 1 e B3)

- Que cataclismo, praga ou maldição divina caiu sobre a Argentina que, em apenas meio século, trocou um destino eminente e promissor pela imbróglio atual? (pág. 1 e B4)

- Após 27 horas, João Sérgio dos Santos Pereira, o seqüestrador de um microônibus, em Porto Alegre, entregou-se à polícia. O auxiliar de cozinha, de 27 anos, manteve até as 12h05 de ontem cinco reféns, que não sofreram ferimentos. Pereira não tinha explosivos. (pág. 1 e C1)

- De acordo com o general americano Vernon A. Walters, a guerra fria ainda não terminou. Ex-dirigente da CIA, suposto organizador dos golpes no Irã, em 52, no Brasil, em 64, e no Chile, em 73, ele continua achando que os EUA têm de agir em qualquer parte do mundo. (pág. 1 e A14)

- Lançado o euro, o BC europeu está mais preocupado em reforçar o papel internacional da nova moeda. A aposta é numa retomada econômica mundial, mas talvez não ainda no primeiro semestre. A Europa ainda depende da economia dos EUA. (pág. 1 e B6)

- Em encontro com o primeiro-ministro indiano Vajpayee, o presidente paquistanês Musharraf renovou o apelo por um diálogo para resolver o conflito entre os países. Mas a Índia exige que o Paquistão contenha o terrorismo antes de iniciar o diálogo. (pág. 1 e A13)

- É um fato pouco conhecido: os indianos dominam a produção de softwares (programas de computador), a ponto de a base de sistemas populares como o Windows 98 ter nascido lá. Há cientistas indianos trabalhando em laboratórios do mundo todo. (pág. 1 e B8)

- Uma proposta de emenda constitucional está sendo preparada no Congresso para retomar em fevereiro um dos principais pontos da reforma tributária, a cobrança do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

A idéia é aprovar até dezembro a incidência desses dois tributos sobre mercadorias importadas, permitindo que eles deixem gradualmente de ser aplicados sobre o faturamento das empresas em todas as etapas da cadeia produtiva - o chamado efeito cascata. (pág. 1 e A4)

EDITORIAL

"O Brasil aprendeu a produzir" - Tudo mostra que o otimismo do economista Antonio Barros de Castro quanto ao Brasil tem fundamento, se percebermos que nossa sociedade demonstra amadurecimento conjunto tanto em cultura industrial e conhecimento tecnológico como em consciência social. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Testes de qualidade da água do mar estão ultrapassados

- A prefeitura e o estado usam métodos ultrapassados e pouco seguros para analisar a qualidade da água do mar do Rio de Janeiro. Desde 1986, a Agência de Proteção ao Meio Ambiente dos EUA, de onde o modelo brasileiro foi importado, recomenda que sejam feitos exames para contagem da bactéria enterococo no mar, pois é ela que indica o risco de os banhistas contraírem doenças.

A Feema e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente medem apenas a quantidade de coliformes fecais no mar, embora reconheçam que o novo método é muito mais seguro. Os técnicos do estado e da prefeitura alegam que não fazem os exames mais sofisticados porque são caros a análise de cada amostra custa R$ 80, mais do que os R$ 50 gastos para medir coliformes.

Mas Feema e Secretaria Municipal de Meio Ambiente repetem, isoladamente, testes parecidos com resultados iguais, gastando o dobro do dinheiro necessário. O Rio nunca fez um estudo para analisar se a água poluída do mar provoca doenças.

"Quero fazê-lo, mas tenho medo do que vou achar", diz a técnica Carmen Lucariny, da Secretaria de Meio Ambiente. (pág. 1, 14 e 15)

- Os gastos da classe média vão aumentar até 145% este mês, com a concentração de pagamentos de impostos (IPTU e IPVA), taxas de matrícula e compra de material escolar. O cálculo é da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) e toma como base uma família com dois filhos na escola e um ou dois carros. Segundo a Anefac, para quem tem renda de até R$ 2 mil, o aumento de gastos previsto é de 145%.

Para quem ganha na faixa de R$ 5 mil, as despesas vão crescer 87%. Este ano, além dos gastos extras desta época, os consumidores também terão de enfrentar os reajustes nas tarifas de energia elétrica e gás de cozinha, já autorizados pelo Governo.

Os economistas recomendam que o melhor é optar pelo parcelamento dos pagamentos, mesmo para quem tem aplicação financeira. (pág. 1 e 34)

- Cidadãos recrutados para programas sociais do governo do Rio estão sendo levados a se filiar ao PSB, partido do governador. Eles dizem que têm de usar camisetas de apoio ao governo e atos políticos de Garotinho. (pág. 1, 3 e 4)

- A volta da hiperinflação e os efeitos da desvalorização do peso se transformaram na maior preocupação dos argentinos, que estão descrentes das mudanças econômicas propostas pelo presidente Eduardo Duhalde. (pág. 1, 29 e 30)

- Apesar de fotografado e esquadrinhado pelos cariocas apaixonados pela sua cidade, o Rio ainda tem paisagens surpreendentemente inéditas: vista de cima, a cidade desafia a imaginação.

O tradicional calçadão de Copacabana emoldurado por coqueiros, a fenda que divide ao meio a rocha do costão do Vidigal e um novo ângulo da Pedra da Gávea, com São Conrado ao fundo, são algumas das imagens captadas pelo "Globo", em sobrevôo de helicóptero, numa manhã de verão.

O ensaio fotográfico foi inspirado no livro "La tere vue du ciel" ("A terra vista do céu"), do fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand, que já vendeu mais de um milhão de cópias. (pág. 1 e 20)

- A Polícia Federal abriu inquérito para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro e utilização de documentos falsos pela Associação das Famílias para a Unificação e a Paz Mundial, entidade ligada ao reverendo Moon, com sede em Mato Grosso do Sul. O Exército acompanha os passos da entidade, que adquiriu grandes propriedades rurais na região. (pág. 2 e 13)

- Os cinco últimos passageiros que eram mantidos reféns no microônibus seqüestrado anteontem em Porto Alegre foram libertados ao meio-dia de ontem, depois de mais de 27 horas de tensão.

O seqüestrador João Sérgio Pereira se entregou. A negociação foi conduzida pela Brigada Militar e pelo secretário de Segurança, José Paulo Bisol, que deu garantia de vida a Pereira. (pág. 1 e 12)

EDITORIAL

"Salto no escuro" - O presidente Eduardo Duhalde, toda a classe política e todos os cidadãos argentinos preparam-se para o salto no escuro da desvalorização cambial. Já existem experiências suficientes no mundo, inclusive no Brasil (1999, a última), para se ter uma idéia do impacto do desengate de uma moeda da sua âncora forte, o dólar.

A crise argentina, alimentada pela política do câmbio fixo, cumpriu até agora o roteiro do gênero: a inflação desapareceu, iniciou-se um ciclo de bonança, mas a economia foi ficando engessada, sem poder exportar; começaram a escassear as divisas necessárias para financiar o déficit externo, veio a recessão, o desemprego aumentou e explodiu a crise política. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Diana Fernandes) - Vai exigir cautela e acuidade a feitura do programa eleitoral do PSDB em que o ministro da Saúde, José Serra, será a grande estrela, no dia 6 de março. Essa é uma preocupação dos próprios tucanos.

O desafio do grupo de apoio de Serra é encontrar o tom adequado para apresentá-lo como candidato do PSDB. Não apenas como o candidato do presidente Fernando Henrique. (...) (pág. 2)

(Ancelmo Gois) - Esta semana, Fernando Henrique Cardoso vai viajar para a Rússia para reabastecer o ego.

Depois de ter falado na Assembléia da França (da tribuna usada por Danton e Robespierre), o Presidente prepara-se para dormir, dias 13 e 14, dentro do Palácio do Kremlin, um local que respira História por todos os tijolos.

O Presidente irá rever uns parentes distantes que moram na Rússia.

* A Copene vem tendo dificuldade para captar R$ 625 milhões no mercado.

Os bancos estão achando muito alto o risco da petroquímica baiana, desde que o Grupo Odebrecht assumiu a empresa. (pág. 18)

CORREIO BRAZILIENSE

- Duhalde enfrenta empresários

- Presidente da Argentina decide impor estabilidade para empregos privados e mantém congelamento de tarifas públicas. (pág. 1 e 18 a 20)

- Muros, orelhões, caixas de correio, placas de trânsito, lâmpadas e até lápides. Nada escapa às gangues que buscam prazer com a depredação de bens públicos. Em 20 de dezembro, 5,3 mil linhas telefônicas de Águas Claras emudeceram durante todo o dia por causa da ação dos vândalos, que cortaram cabos de fibra ótica. (...) (pág. 1 e 10)

- Levantamento encomendado pela Associação Brasileira de Supermercados e realizados em cinco países da América Latina mostram como os brasileiros são exigentes: 96% dos entrevistados conhecem o Código de Defesa do Consumidor, 57% fazem questão de exigir o cumprimento da lei quando são mal atendidos e 85% deles sempre conferem a data de validade das mercadorias. (pág. 1 e 23)

ZERO HORA

- Ao encerrar seu terceiro ano de mandato, o governador Olívio Dutra recebeu nota média 5,49 dos eleitores gaúchos, em pesquisa realizada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Administração (Cepa) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ao final do primeiro ano de governo, a nota média foi de 4,64. Em dezembro de 2000 subiu para 5,59.

Na Região Metropolitana, a nota média foi de 5,54, e no Interior, 5,43. A melhores notas foram obtidas pelo governo entre as mulheres (5,53), os eleitores de nível superior (média 5,74) e na faixa etária de 30 a 44 anos (5,63). As piores entre os homens (5,43), os eleitores de nível médio de instrução (5,4) e idade acima de 60 anos (5,0). (pág. 12 e 14)

- O mesmo impasse une o Brasil de janeiro de 1999 e a Argentina de janeiro de 2002: como sair de um sistema de câmbio artificial sem perder o controle da economia. O resultado verde-amarelo foi relativamente bom, mas o prognóstico para os vizinhos é mais sombrio.

Os dias de angústia que vivem os argentinos à espera dos detalhes do fim da paridade representam uma inversão do Efeito Tango - as experiências argentinas costumavam preceder medidas similares adotadas no Brasil. (pág. 25)

- Uma pergunta que inquieta: por que a fome mata crianças indígenas gaúchas em reservas com terra fértil, cercadas de razoável cobertura médico-hospitalar e atendidas por programas sociais? No verão passado, foram 22 mortes só na Reserva da Guarita, uma das 27 estabelecidas em território gaúcho.

Em qualquer uma, é raro encontrar uma família isenta de ter um filho morto ou acometido por uma das inúmeras enfermidades trazidas pela desnutrição. Nesta época do ano, as mães índias estão em pânico, porque é justamente no verão que a desnutrição causa o maior número de mortes e internações hospitalares entre os seus filhos. A faixa etária de maior risco vai de zero a cinco anos. (pág. 39, 40 e 41)

- Após mais de 27 horas de pânico e terror, o seqüestrador do lotação 350, da linha Santana, em Porto Alegre, entregou-se à 12h05 de sábado depois de tomar nove pessoas como reféns. O auxiliar de cozinha do prédio da Receita Federal João Sérgio dos Santos Pereira, 27 anos, aceitou se render após ser convencido pela equipe de negociadores da Brigada Militar.

Um colete à prova de balas foi entregue ao criminoso ainda no interior do lotação pelo irmão dele e pelo secretário de Justiça e Segurança, José Paulo Bisol. As cinco pessoas que permaneciam como reféns no lotação foram libertadas sem ferimentos. (pág. 42 e 43)

MANCHETES

O DIA (RJ)

- Turismo cria 30 mil vagas em hotéis e restaurantes

DIÁRIO DE S. PAULO

- Novo sistema dificulta o crédito para casa própria

ZERO HORA (RS)

- O fim do seqüestro

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

- Cássia Eller (1962-2001) - Drogas - Mais uma vítima - A polícia suspeita que um coquetel de droga, álcool e remédios matou a cantora, que havia dois anos lutava para se livrar da dependência de cocaína.

O que vem depois do caos - No mundo globalizado, países de expressão sofrem mas não morrem e, se o caldeirão político não estourar, a Argentina pode se recuperar. (pág. 28 a 33)

O pavor da hiperinflação - A Argentina pode escapar da maldição que aniquila moedas e povos, mas o espectro da híper rondou o país na semana passada. (pág. 34 a 35)

O povo, a panela e o poder - Até para os padrões argentinos a crise atual é excepcional - e o esfarelamento das instituições alimenta o risco da vertigem total. (pág. 36 a 37)

Argentina, capital Brasília - A derrocada econômica e a desorientação política do vizinho reafirmam a posição de líder regional que o Brasil já assumira. (pág. 38 a 39)

Viagem ao cotidiano sombrio de Cuba - Repórter compartilha a vida difícil dos cubanos comuns. Aqui, seu relato. (pág. 46 a 53)

A partir de 25 milhões de reais - O Brasil entra no mercado náutico de luxo com a construção do primeiro megaiate nacional. (pág. 66 a 68)

Dinheiro novo no velho mundo - Com a troca da moeda, a União Européia festeja o sucesso do mais ambicioso projeto econômico e social já montado. (pág. 86 a 89)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- Perspectiva - 2002 - A hora da decisão - Em um ano de eleições presidenciais e Copa do Mundo, o Brasil, ainda influenciado pelo clima de recessão mundial, faz suas apostas em dias melhores.

Sob o peso da desvalorização - Quinto presidente em dez dias, o peronista Eduardo Duhalde tem até 2003 para vencer a maior crise das últimas décadas. Se não cair antes. (pág. 20 a 21)

A briga pela elite - Ringue - Serra tem a preferência. Roseana conta com Bornhausen e Lula sabe que é difícil ter o apoio empresarial. (pág. 34 a 35)

O Brasil dando certo - "A grandeza que aspiramos para o Brasil do século XXI será, sobretudo, a grandeza que vem da justiça". (pág. 36 a 38)

Genoma dos ovos de ouro - Brasil tem 18 pesquisas genéticas em andamento, fama internacional e o desafio de transformar conhecimento em riqueza. (pág. 72 a 74)

ÉPOCA

TÍTULO DE CAPA

- Seqüestro - Como funciona a máquina criminosa que cresceu 323% em São Paulo, assusta as famílias e humilha o País.

De frente para o medo - Crime que mais cresce em todo o País, o seqüestro triplicou em São Paulo. Relatos de vítimas e de um seqüestrador mostram a brutalidade do cativeiro. (pág. 34 a 49)

Outono político à beira-mar - Às vésperas dos 80 anos, Brizola respira política, mas não quer mais disputar eleições. (pág. 52 a 55)

Odisséia na selva - A louca jornada de médicos e enfermeiros no combate às doenças levadas pelos garimpeiros à floresta dos ianomâmis. (pág. 56 a 58)

Com nova freguesia - A China, a Rússia e o Oriente Médio compram mais do Brasil e salvam a balança comercial. (pág. 66 a 67)

Direto para a guerra - A diplomacia mudou e os fabricantes brasileiros de armamento já vendem para regiões de conflito. (pág. 68)

Gatos atacam o Leão - A Receita diz que o projeto de reajuste do Imposto de Renda acabaria beneficiando até grandes empresas. Vem aí mais uma MP. (pág. 69 a 70)

O último a ganhar - O consumidor continua pagando mais pela gasolina, apesar da queda de até 25% do preço na refinaria. (pág. 71)

Estréia sem traumas - Pequenos incidentes não tiraram o brilho do euro mas a nova moeda só está no começo. (pág. 71)

A vingança das panelas - A classe média aprendeu a dizer "não" - e a depor presidentes. (pág. 72 a 75)

DINHEIRO

TÍTULO DE CAPA

- Onde investir - Fundos, Seguros, Private Banking, Previdência, Imóveis, Arte, Mercados Globais e muito mais.

Lenicov vai à luta - Novo ministro da Economia argentino, acaba com a paridade, faz um pacote heterodoxo e espera a votação da rua. (pág. 8 a 9)

"Com câmbio certo, o País pode crescer 4,5% - Economista avalia que 2002 ainda será um ano de crescimento baixo, mas diz que a redução progressiva do déficit externo trará a volta do desenvolvimento. (pág. 18 a 20)

Globalização de cara nova - Para derrubar fronteiras, países ricos terão que exportar prosperidade. (pág. 58 a 59)

As engrenagens de 2002 - Com o mercado de olho na sucessão, ritmo da economia será ditado pelas pesquisas e pelas propostas dos candidatos. (pág. 60 a 61)

Malan - Últimos 12 meses - Ministro precisará de sorte para se sair bem. (pág. 62)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br