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07/02/2002
JORNAL DO BRASIL - FH reforça o caixa de 2002 - "Ainda há muito a fazer", disse o presidente Fernando Henrique Cardoso durante balanço dos sete anos de Governo que apresentou aos seus ministros, no Palácio do Planalto. Verba não faltará. Só em sobras do orçamento de 2001 o Governo terá R$ 13,7 bilhões extras para gastar este ano, quando se disputa a sucessão presidencial. Daquele total, R$ 5 bilhões resultaram de convênios não executados e R$ 8,7 bilhões de projetos adiados. Só o Ministério da Saúde, do candidato José Serra, contribuiu para o bolo com R$ 1,9 bilhão, que deixou de aplicar ano passado para fazê-lo a partir de agora. (pág. 1, 3 e 4) - O Presidente conclamou o Congresso a uma "ação parlamentar vigorosa". Listou projetos como a prorrogação da CPMF que, se não votada, causaria prejuízo de R$ 400 milhões semanais. Com 11 ministros, 90% dos deputados federais e dois terços dos senadores em campanha, ele não deve ser ouvido. (pág. 1 e 4) - O crime de adulteração de combustíveis virou moda no País devido à ausência de fiscalização, problema que se agravou a despeito da criação da Agência Nacional do Petróleo, em 1998. Só no ano passado a ANP começou a enfrentar a máfia que atua no setor, aparelhando 18 laboratórios para coleta e análise anual de 150 mil amostras de gasolina. Ainda assim, apesar das fraudes crescentes, as autuações têm sido poucas. Mesmo com R$ 439 milhões em caixa para executar suas missões ano passado, a ANP gastou apenas R$ 108 milhões. Seu diretor de Fiscalização, Luiz Augusto Horta, alega que a Agência está impedida de contratar funcionários por decisão da Justiça, que acatou pedido do PT contra o uso de pessoal fora do regime jurídico aplicado aos servidores públicos. (pág. 1 e 5) - Em 2001, os bancos lucraram no Brasil, em média, o equivalente a 17% de seu patrimônio. Entre as empresas industriais e comerciais de melhor desempenho o resultado chegou, no máximo, a 5%. Nas pequenas e médias, vítimas da alta de juros e da crise de energia, o balanço fechou no vermelho. Quem tinha dívidas em dólar ou investiu pesado perdeu mais. (pág. 1 e 10) - Durante 53 dias, o guerrilheiro chileno Mauricio Hernández Norambuena manteve o publicitário Washington Olivetto espremido em um cubículo com menos de três metros quadrados. Uma bacia d'água era o máximo de higiene e o ar só entrava por um sistema de duto. Quando foi preso, o seqüestrador sentiu a pimenta nos próprios olhos e viu que não era refresco. Na carceragem do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic), o hóspede reclamou de tudo. Pediu roupas de cama, criticou a falta de janelas e exigiu banho de sol. Queria o tratamento vip que não deu ao refém. (...) (pág. 2) EDITORIAL "Não ao Disfarce" - A farsa vai recomeçar. Mal foi preso, Maurício Hernandez Norambuena já conta com a presença da irmã, Cecilia Hernandez, que trabalha para o governo chileno. Ela vem acompanhada por um advogado e um representante da Comissão de Direitos Humanos do Chile. O bandido é chamado de "revolucionário internacional" pela irmã. Esse filme já passou aqui e o final foi vergonhoso para o Brasil. (...) (pág. 8) COLUNAS (Coisas da Política - Dora Kramer) - Um bater de cabeças geral. Este está sendo, no momento, o preço pago pela afoiteza com que os partidos se lançaram não apenas ao debate, mas às providências eleitorais com imprudente antecedência e surpreendente desvio do foco na análise sobre as demandas do eleitorado. É uma das razões pelas quais se dá essa verdadeira obsessão por pontos percentuais em pesquisas e uma exagerada importância ao fator marketing, a ponto de se confundir - deliberadamente - candidato com mercadoria, eleitor com consumidor. Sinais inequívocos de que se presta atenção ao adjetivo em detrimento do substantivo. (...) (pág. 2) (Informe JB - Ricardo Boechat) - O Ministério do Trabalho baixa portaria semana que vem obrigando os transatlânticos estrangeiros que operam na costa do País a compor com brasileiros 30% de suas tripulações. A medida entrará em vigor no próximo verão, quando mão-de-obra local já terá sido treinada. (pág. 6) FOLHA DE SÃO PAULO - Indústria desacelera e cresce 1,5% - A produção industrial brasileira cresceu 1,5% no ano passado, segundo o IBGE. Em 2000, o setor se expandiu 6,6%. "É um crescimento abaixo do potencial, mas significativo se olharmos os problemas enfrentados", disse Mariana Rebouças, economista do IBGE, referindo-se a fatores como a crise argentina, o racionamento de energia e a alta dos juros. Em dezembro, no entanto, a indústria apresentou retração de 6,1% em relação ao mesmo mês de 2000, maior queda desde outubro de 98. Para o IBGE, a razão foi a elevada base de comparação, já que, em dezembro de 2000, a indústria estava em ritmo acelerado. Dos 20 ramos pesquisados pelo IBGE apenas 7 tiveram crescimento no ano passado. O agronegócio foi o principal responsável pela expansão em 2001. Sob sua influência, a indústria alimentar cresceu 5,1% e foi o ramo que mais contribuiu para a taxa geral do ano. A produção de automóveis caiu 3,5% em janeiro em relação ao mesmo mês de 2001. A venda de veículos da fábrica para as revendas reduziu-se 9,8% no período. (pág. 1, B1 e B3) - Na presença dos ministros, o presidente Fernando Henrique Cardoso fez um balanço de seus sete anos no Governo. Ele definiu o resultado como importante, mas inconcluso. FHC declarou que seu trabalho deveria ser levado adiante, sem citar um pré-candidato de sua preferência. Presente, o ministro da Saúde, José Serra, teve a sua gestão destacada. Ao sair com o ministro Pedro Malan, Serra foi indagado se, caso fosse eleito, manteria o colega na Fazenda. Malan aconselhou: "Serra, não aceite provocação". (pág. 1 e A4) - O ministro do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, disse a Guilherme Barros que o Brasil vai eliminar todas as barreiras que ainda existem às importações de produtos argentinos. Segundo ele, o objetivo é dar um sinal à comunidade internacional da necessidade de ajudar a Argentina. Segundo Amaral, a decisão brasileira inclui o setor automotivo. O desemprego na Argentina chegou ao recorde de 22%. O governo prorrogou novamente o feriado bancário, adiando a estréia do regime de câmbio livre para segunda. (pág. 1 e B6) - Os vigias do cativeiro do publicitário Washington Olivetto destruíram disquetes de computadores antes de fugir. Em busca de pistas, os peritos tentam reconstituir o material. Os computadores apreendidos em Serra Negra continham apenas mensagens, aparentemente de amor, misturando português e espanhol. Vindas do Chile, duas irmãs de dois seqüestradores chegaram a São Paulo para ver as condições dos detidos. (pág. 1 e C1) - A polícia paulista busca um homem identificado como Itamar, suspeito de ser o chefe da quadrilha que seqüestrou e assassinou Celso Daniel (PT), prefeito de Santo André, em janeiro. Policiais fizeram um retrato falado do suspeito. Enquanto procurava Itamar, a polícia estourou um cativeiro em Ibiúna (SP). Francisco Faria Machado, dono de um posto em Itapecerica da Serra, que foi seqüestrado em 25 de janeiro, foi libertado. (pág. 1 e C3) EDITORIAL "Câmbio no feriado" - A travessia da Argentina rumo a um outro modelo econômico não cessa de encontrar obstáculos. Diante de um embate institucional entre a Corte Suprema e o Executivo em torno do bloqueio de depósitos, o governo de Eduardo Duhalde decidiu estender o feriado cambial até segunda-feira. É bastante grave a situação social no país vizinho. Ontem foi anunciada a taxa de desemprego aberto, que já atinge o patamar dos 22% da população economicamente ativa. (...) (pág. A2) COLUNA (Painel) - Dante de Oliveira (MT) foi escalado pelo PSDB para convencer Tasso Jereissati (CE) a parar de atacar a candidatura de José Serra. O governador deverá ir ao Ceará após o carnaval para pregar a união do partido em torno do ministro, ainda que formal. * Dante reclama da conduta de Tasso: "Ele abriu mão da disputa e agora fica cobrando o Serra. Isso é ruim para ele e para o partido. Dá a impressão de que torce para que o PSDB não decole. A unidade é fundamental para negociarmos alianças". * O assassinato de Celso Daniel, que seria o coordenador do programa de governo de Lula, provocou uma segunda mudança no comando da campanha do petista. Gilberto Carvalho não será mais o chefe de gabinete do petista na eleição. Ficará em Santo André, auxiliando o novo prefeito, João Avamileno. * O Instituto de Criminalística concluiu os exames em nove cartas com ameaças enviadas pela tal Farb a líderes e prefeitos do PT. Não foi encontrada impressão digital do autor. Os peritos confirmaram apenas que os envelopes foram preenchidos por uma mesma pessoa. (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO - Apesar das crises, indústria nacional cresceu em 2001 - A produção industrial brasileira cresceu 1,5% no ano passado, índice bem inferior aos 6,6% registrados em 2000. Mas, para o IBGE, o resultado foi bom diante do cenário adverso enfrentado pelas empresas e provocado por fatores como a crise argentina, o racionamento de energia, os atentados nos EUA e a desaceleração da economia mundial. A expansão foi impulsionada especialmente pelos resultados do primeiro trimestre, antes do agravamento da crise argentina. Os índices trimestrais, comparados aos de 2000, apontam claramente desaceleração a partir do segundo trimestre. Nos primeiros três meses, houve expansão de 7,3% e, no segundo trimestre, de 3,2%, recuando para 2% no terceiro e chegando a 3,6% no último. (pág. 1 e B1) - O presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu ontem todos os ministros no Palácio do Planalto e insistiu na necessidade de evitar que o último ano de mandato seja esvaziado pela campanha eleitoral. "Nós vamos governar até o fim do mandato como se ele estivesse no início", disse FHC em discurso, mostrando gráficos e tabelas dos sete anos de gestão. (pág. 1 e A4) - O ministro argentino da Economia, Jorge Remes Lenicov, prorrogou até segunda-feira o feriado cambial que deveria terminar hoje. Ele também reclamou da falta de manifestação de apoio do FMI ao pacote econômico anunciado domingo, que era exigido pela instituição. (pág. 1 e B4) - O Senado dos EUA arquivou ontem as duas propostas de pacote de estímulo econômico, uma do presidente George W. Bush e outra da oposição democrata. Nenhuma das versões obteve os votos necessários e agora é quase impossível que sejam reaproveitadas. (pág. 1 e B16) - Cerca de 18 milhões de litros de gasolina adulterada são vendidos por mês na Grande São Paulo, causando uma perda anual de receita de R$ 1,7 bilhão ao estado. A estimativa é da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e consta da CPI dos Combustíveis da Assembléia paulista, que deve ser encerrada em abril. A 10ª Vara Criminal de Goiânia decretou ontem a prisão preventiva do presidente e de um diretor do sindicato dos donos de postos de Goiás. (pág. 1 e C4) EDITORIAL "Argentina, um fio de esperança" - O último plano do governo argentino foi recebido com um pouco mais de esperança, ou um pouco menos de ceticismo, porque tomou direção clara: a pesificação integral da economia ou a desdolarização radical. (pág. 1 e A3) O GLOBO - Rio deixou de usar verba de R$ 11 milhões contra dengue - A Fundação Nacional de Saúde afirma que o estado do Rio tem pelo menos R$ 11 milhões, repassados pela União, parados numa conta em vez de serem usados no combate a endemias, como a dengue. "Acho isso incompreensível diante da situação caótica do Rio", disse o ministro José Serra. O secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino, garantiu que a acusação é inconsistente: "O ministério está fazendo guerra de informação". A superintendente de Saúde Coletiva, Yolanda Bravin, informou que o dinheiro pagará produtos e serviços ainda em fase de licitação: "Precisamos seguir os trâmites burocráticos". Visitando Belo Horizonte no mesmo dia que o ministro da Saúde, o governador Anthony Garotinho fez ironia com ele, afirmando que "Serra vem espalhando a dengue por onde passa". A doença já contaminou 18.009 pessoas no estado do Rio e ontem foi confirmada a sétima morte, em São Gonçalo. (pág. 1 e 12) - A crise de energia, que levou ao racionamento, acabou melhorando o desempenho da indústria no País. No ano passado, segundo o IBGE, a produção industrial registrou crescimento de 1,5%, quando se esperava até retração. Em 2000, a expansão tinha sido de 6,6%. A fabricação de equipamentos de energia, como geradores, cresceu 42,5% em 2001 e a de materiais de construção e infra-estrutura (inclusive para termoelétricas), 23,7%. (pág. 1 e 23) - O anúncio da oferta das ações da Vale do Rio Doce em poder do Governo fez com que investidores vendessem ações para puxar para baixo as cotações do papel. A idéia é manter a cotação baixa e influenciar na hora em que o Governo for fixar o preço da oferta. As ações ordinárias da Vale fecharam ontem em baixa de 1,82%. (pág. 1 e 27) - Em discurso no qual fez o balanço de seus sete anos de Governo, o presidente Fernando Henrique Cardoso assumiu ontem a parcela de responsabilidade do Governo federal no combate à violência. "Quero declarar em alto e bom som: todos somos responsáveis", disse. O Presidente afirmou que é preciso coragem na guerra contra a criminalidade e cobrou do Congresso pressa na aprovação de projetos para a área de segurança pública. "Não fugiremos da luta. Vamos guerrear. O Brasil precisa de paz". (pág. 1 e 3) - A inadimplência fez com que a Embratel tivesse prejuízo de R$ 554 milhões em 2001. Para não perder mais dinheiro, a Embratel fechou contrato com as operadoras fixas para cobrar as ligações à distância. * A Embratel está negociando com a China a fabricação de jatos com transferência de tecnologia. (pág. 1 e 28) - A população que mora nas favelas cariocas cresceu nos anos 90 quase quatro vezes mais do que a do resto da cidade, segundo estudo da prefeitura baseado em dados do IBGE. Hoje, ela já soma quase 1,1 milhão de pessoas. (pág. 1 e 13) - O Consulado dos Estados Unidos mandou um grupo de quatro representantes para inspecionar o camarote da Brahma, que vai receber Barbara Bush, mãe do presidente americano, no Sambódromo. Brooke Vangeertruy, assessora da Fundação Barbara Bush, disse em Nova York que a ex-primeiro-dama "está muito animada para ver o carnaval". O serviço de 0800 criado pela Embratur para auxiliar os turistas que estão no Rio não funciona bem e não informa os números corretos de telefones úteis. (pág. 1 e 16 a 19) - A polícia de São Paulo disse ontem que entre 13 e 15 pessoas participaram do seqüestro do publicitário Washington Olivetto. Deste total, 12 suspeitos já estão identificados. No apartamento do chileno Mauricio Hernández Norambuena, chefe da quadrilha, a polícia encontrou fotografias de outros três supostos seqüestradores. Ainda segundo a polícia, o bando tinha dois chilenos, um colombiano, uma argentina, uma espanhola e, possivelmente, uma brasileira. Nos bilhetes exibidos pela polícia, Olivetto tentou assumir a negociação. Várias vezes, ele se disse desesperado. "Sinto que vou explodir a qualquer momento", escreveu. (pág. 1, 8 e 9) EDITORIAL "Falsas soluções" - O papel que as Forças Armadas podem ou não desempenhar numa nova política de segurança pública é tema constante nas discussões sobre o assunto. Até hoje é lembrada a queda nas ocorrências policiais verificada quando tropas do Exército foram às ruas na Rio-92 - a conferência mundial de meio ambiente. Para alguns, seria simples. Bastaria deslocar soldados para morros e bairros perigosos. Mas há riscos evidentes quando tropas preparadas para ações de guerra são obrigadas a agir como polícia. O treinamento não é o adequado, e tampouco as armas. (...) A questão da segurança, já se sabe, vai exigir mais verbas. E quando se fala em segurança, não se pode pensar apenas no ponto de chegada. Especialistas já advertiram que fronteiras imensas como as da Amazônia estão - por falta de presença do Estado - escancaradas para a penetração do banditismo. Não seria este, entre outros, um ponto crucial onde aplicar as forças não empregadas no confronto direto com o crime? (pág. 6) COLUNAS (Panorama Político - Tereza Cruvinel) - A reunião ministerial que o presidente FH produziu ontem foi um palanque para si mesmo, não para seu candidato, pelo menos diretamente. O balanço ufanista de seu Governo foi um tiro arriscado, pela profusão de números, pela reiteração de promessas de curto prazo e a prematuridade, o que propiciou ao líder do PT, Walter Pinheiro, a ironia da pergunta: "E o Governo já acabou?". (...) (pág. 2) (Ancelmo Gois) - O ministro Gilmar Mendes vai pedir ao STF que confirme a constitucionalidade da legislação tributária sobre combustíveis. É mais uma tentativa - depois do assassinato do promotor mineiro Francisco José Lins do Rego - de acabar com o crime organizado nos postos de gasolina que, através de liminares, consegue sonegar o meu, o seu, o nosso dinheirinho. (pág. 14) GAZETA MERCANTIL - Brasil negocia o fim das barreiras com a Argentina - O Brasil e a Argentina negociam meios para acabar com os entraves existentes no comércio entre os dois países, disse a este jornal o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Sérgio Amaral. O objetivo é concluir em breve um acordo bilateral que elimine cotas e outras restrições e que pode chegar a ponto de baixar para zero o imposto de importação sobre produtos que compõem a lista de produtos mantidos sob proteção no âmbito do Mercosul. Só não entram no acordo produtos sujeitos a restrições fitossanitárias. O acordo começou a ser costurado durante a visita do chanceler argentino Carlos Ruckauf ao Brasil em janeiro, quando já fora revogado o regime de paridade cambial do peso com o dólar. Segundo o ministro Sérgio Amaral, está sendo feito um levantamento de todas as barreiras no comércio entre os dois países criadas nos últimos anos. (...) (pág. 1 e A-4) - O governo argentino prevê que os prejuízos de bancos e correntistas com a "pesificação" deverão custar ao país US$ 5 bilhões, ou 4% do Produto Interno Bruto previsto para este ano, de US$ 130 bilhões. A estimativa é do ministro da Economia, Jorge Remes Lenicov. (pág. 1 e A-20) - (Buenos Aires e São Paulo) - As negociações sobre o acordo automotivo bilateral foram retomadas ontem entre Brasil e Argentina a pedido do governo de Eduardo Duhalde, que quer maior flexibilidade no comércio. A proposta argentina prevê que se estabeleça a proporção de 3 para 1, ou seja, US$ 3 exportados para cada US$ 1 importado. Atualmente, a exportação de um país a outro não pode superar 10% sobre o importado. Quem ultrapassar, hoje, paga multa. (pág. 1 e A-4) - Com referências diretas ao ex-presidente Itamar Franco, do qual foi ministro da Fazenda, o presidente FHC fez ontem um balanço dos seus sete anos de Governo. O Presidente pediu esforço dos aliados na votação de algumas propostas e defendeu a continuidade de seu programa. O Presidente destacou a estabilidade econômica e reconheceu alguns erros como o da gestão da energia. (pág. 1 e A-11) CORREIO BRAZILIENSE - Brasília tem medo - Número de seqüestros relâmpagos no DF aumentou 119% em 2001. Lagos Sul e Norte têm mais casos de roubo em residência - Em casa ou na rua, o brasiliense corre perigo. A cada 20 horas uma pessoa é refém de bandidos dentro do próprio lar. Nas ruas, o aumento do número de seqüestros relâmpagos obrigou os comerciantes a ampliar a segurança nas proximidades dos shoppings. O medo provocou um crescimento de 40% na procura por sistemas de segurança em casa. A tecnologia não diminuiu o trauma da violência. (...) (pág. 1, 12 e 13) - O presidente Fernando Henrique chamou seus 22 ministros ao Palácio do Planalto para mostrar as realizações de seus sete anos de Governo. Nas entrelinhas, pediu empenho de todos para garantir como seu sucessor o ministro da Saúde, José Serra. (pág. 1 e 17) ZERO HORA - A gaúcha conhecida como Maria Ivone e identificada como sendo uma das pessoas que participaram do seqüestro do publicitário Washington Olivetto, em São Paulo, é a principal suspeita de ter providenciado os documentos falsos para os responsáveis pelo crime. Ela teria desempenhado a mesma função no grupo que seqüestrou o empresário Abílio Diniz, em 1989. Em ambos os casos, os criminosos eram integrantes de organizações políticas de guerrilha. (pág. 4 e 5) - O governador Olívio Dutra assumiu pessoalmente ontem o comando da operação para neutralizar o movimento pela candidatura do prefeito Tarso Genro ao governo do estado. Em reunião no início da noite, no Palácio Piratini, o governador e candidato a reeleição propôs um entendimento a líderes do PT Amplo - principal sustentáculo da candidatura de Tarso - e da Rede, grupo do prefeito. (pág. 6) - Nem só de militantes esquerdistas, hippies, adeptos de religiões exóticas e intelectuais críticos do capitalismo foi feito o 2º Fórum Social Mundial, realizado em Porto Alegre. Através deles vieram, colados como sombras, espiões de diferentes nacionalidades. (pág. 6) - Na reunião que fez ontem, em Brasília, com seus ministros para apresentar um balanço dos sete anos de Governo, o presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu a articulação de ações para o combate à violência no País. Segundo FH, todos os governos - federal, estaduais e municipais - são responsáveis pela segurança pública, e é preciso um esforço conjunto como o que foi feito na crise de energia e no combate à inflação. (pág. 8) - Os produtores de leite do estado trabalharam com prejuízo médio de R$ 0,02 por litro no ano passado. A constatação faz parte de um levantamento realizado pela Federação da Agricultura (Farsul) e entregue ontem à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa que investiga o preço do leite no Rio Grande do Sul. (pág. 24) MANCHETES A TARDE (BA) - Brasil é desigual e inseguro, alerta FHC CORREIO DA BAHIA - Chuvas castigam o interior da Bahia JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Jarbas quer tornar jogo do bicho legal O DIA (RJ) - Último dia para comprar remédio antes do aumento ZERO HORA (RS) - Planalto define segurança como prioridade em 2002 DIÁRIO DE S. PAULO - Receita Federal ameaça anular 10 milhões de CPFs

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
Fazenda.
Consulte a homepage
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
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