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08/01/2002
JORNAL DO BRASIL - Tarifa bancária morde mais que Leão - Os brasileiros gastam mais nos serviços cobrados pelos bancos que com o Imposto de Renda. Quem ganha R$ 1,5 mil por mês, tem cheque especial e cartão de crédito despende em média R$ 201 em tarifas e juros bancários e do cartão, segundo pesquisa da Associação dos Direitos do Consumidor (Proconsumer), de Brasília. Esse mesmo brasileiro paga R$ 201 em Imposto de Renda sobre o salário mensal. "As instituições financeiras estão extrapolando", diz Fernando Scalzilli, vice-presidente da Proconsumer. (pág. 1 e 12) - Roseana Sarney, ocupada em gravações na TV, e Tasso Jereissati, magoado com o anfitrião, não participarão do encontro convocado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para discutir racionamento de energia no Nordeste. (pág. 1 e 3) - O capitão do navio Karine A, apreendido quinta-feira no Mar Vermelho com 50 toneladas de armamentos, confirmou que a carga, avaliada em US$ 15 milhões, foi encomendada por Adel Awadallah, alto oficial da Autoridade Nacional Palestina. Omar Akkawi, de 44 anos, funcionário do Ministério dos Transportes palestino, não crê que o líder da ANP, Yasser Arafat, soubesse da ação. Oficiais israelenses afirmaram que o grupo libanês Hisbolá resgataria a carga, depois de lançada em caixotes ao mar. (pág. 1 e 5) - O mais recente plano econômico da Argentina fez estragos do outro lado do Atlântico. As grandes empresas espanholas que investiram fortemente no país sul-americano viram seu valor de mercado recuar US$ 8,5 bilhões na Bolsa de Madri. Só com a conversão para pesos dos empréstimos feitos em dólar, os bancos Santander e BBVA deverão perder cerca de 40% do valor de suas carteiras de créditos, que alcançam juntas, US$ 13 bilhões. A desvalorização do peso em quase 29% provavelmente resultará, de imediato, em prejuízos de US$ 3 bilhões para as empresas espanholas, que investiram, nos últimos dez anos, uma quantia calculada em US$ 25 bilhões. (pág. 1 e 10) - (Porto Alegre) - Uma paisagem de Saara cobre o verde do pampa no sudoeste do Rio Grande do Sul. Dunas e manchas de areia se espalham numa área de 5.270 hectares, equivalente a mais de 7 mil campos de futebol. Abrange dez municípios gaúchos e invade o Departamento de Artigas, no Uruguai. Pela primeira vez, o pampa de areia foi mapeado e quantificado com o lançamento do 'Atlas de Arenização do Sudoeste do RS", resultado de 15 anos de pesquisa de professores do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. (...) (pág. 2) - O presidente Fernando Henrique Cardoso se reúne hoje com governadores do Nordeste para tratar do racionamento de energia na região. Mas a cadeira do governador tucano Tasso Jereissati, do Ceará, vai fica vazia. O ex-pré-candidato do PSDB à sucessão presidencial ignorou o convite do Palácio do Planalto e vai passar o dia em Fortaleza. Tasso nem cogitou procurar um espaço na agenda para embarcar para Brasília e se encontrar com o Presidente. Fiel aliado do governador, o senador Lúcio Alcântara (PSDB-CE) diz que Tasso lhe informou que não iria, assim que soube da reunião. "Houve momentos tensos entre eles (governador e Presidente)", diz o senador. (...) (pág. 3) - (Porto Alegre) - O secretário de Justiça e de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, José Paulo Bisol, revelou ontem que foi dele a decisão de usar a família do seqüestrador João Sérgio Santos Pereira nas negociações para libertar os reféns do microônibus, em Porto Alegre, no último sábado. Segundo Bisol, a participação do irmão de João foi fundamental para o bom desfecho do caso. (...) (pág. 4) - (Londres) - Os sinais de que a Grã-Bretanha é um dos principais vértices do terrorismo islâmico na Europa aumentaram ontem, não só com o chamado de um extremista para que se cometam atentados no país, mas também com a notícia de que o governo, preocupado com a complexidade das redes muçulmanas radicais, enviou mais agentes secretos ao Afeganistão para interrogar britânicos descobertos entre os talibãs. (...) (pág. 6) - (Washington) - Retirando recursos de diversas fontes, usando verbas de maneira disciplinada e plantando pistas falsas pelo caminho, os seqüestradores dos quatro aviões dos atentados de 11 de setembro gastaram US$ 500 mil para planejar e executar o pior ato terrorista da História. Só agora, quase quatro meses depois, o FBI, o Tesouro e o Departamento de Justiça conseguiram puxar parte dos fios da extensa teia que financiou os ataques e determinar o trajeto do dinheiro nos EUA, segundo informou o jornal "Washington Post". (...) (pág. 7) - A partir de março, 51 prefeitos em todo o País terão que lidar com uma amarga novidade: suas receitas vão encolher em pleno ano eleitoral. Outros 108, no entanto, têm motivos para comemorar. Ganharam de presente mais dinheiro, sem fazer o menor esforço de arrecadação. Isso porque está em vigor, desde o primeiro dia do ano, uma portaria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que alterou os critérios de distribuição do dinheiro da produção petrolífera para localidades onde há refinarias, terminais de embarque e desembarque de petróleo e gás natural (portos, estações coletoras) ou que estão na área de influência dessas instalações. (...) (pág. 11) - A burocracia está atrapalhando o trabalho do Corpo de Bombeiros do Rio. Como antecipou o "Jornal do Brasil", em 19 de dezembro, a chegada do avião projetado para o combate a incêndios florestais, que deveria ter acontecido no sábado, ainda está sendo aguardada. O dinheiro utilizado para a compra da aeronave - R$ 4,5 milhões - foi garantido por um convênio assinado em 29 de dezembro de 2000. No entanto, o prazo para o repasse da verba à corporação terminou em maio de 2001. (...) (pág. 14) EDITORIAL "Destino: Rússia" - A viagem que o presidente Fernando Henrique realizará a partir de domingo à Rússia e à Ucrânia (quatro dias ao todo, nos dois países) se insere na sua linha de "ação global", que inaugurou desde que, há sete anos, assumiu a Presidência, e que consiste na chamada diplomacia presidencial. Isto é: ele próprio desenvolve a diplomacia brasileira por meio de viagens com as quais entra pessoalmente em contato com outros chefes de Estado, aumentando assim a presença internacional do Brasil. (...) Apesar de pouco divulgada, a viagem à Rússia e à Ucrânia vai fortalecer relações sobretudo econômicas com grandes possibilidades no presente e no futuro. (...) (pág. 8) COLUNAS (Coisas da Política - Dora Kramer) - Além de denotar certo mau gosto, soam equivocadas as análises que buscam atribuir a fatores externos o rumo da campanha presidencial no Brasil e seu resultado. Aparentemente, ainda fazem sentido algumas comparações com a Argentina, segundo as quais a crise do vizinho será excelente cabo eleitoral da candidatura governista. (...) No caso de eleições, não adianta, o Havaí é aqui: o que valerá para o eleitor brasileiro é o que se passa - e o que poderá a vir acontecer - em seu País. (...) (pág. 2) (Informe JB - Ricardo Boechat) - José Serra anuncia semana que vem sua condição de postulante ao Planalto. A notícia correu ontem no PSDB. Segundo o deputado Márcio Fortes, mesmo como candidato Serra continuará ministro por mais um mês. Ele reassumirá o Senado dia 19 de fevereiro, com um discurso de campanha. (pág. 6) FOLHA DE SÃO PAULO - Argentina quer até US$ 20 bi do FMI - Uma missão de técnicos do Fundo Monetário Internacional chegou ontem à Argentina para analisar o plano traçado pela nova equipe econômica. O governo do país quer definir uma estratégia de ação para apresentar à direção da instituição, com o objetivo de obter uma nova linha de crédito - a Argentina e o Fundo haviam rompido o contrato no final do ano passado, após o bloqueio dos repasses ao país. O ministro da Economia argentino, Jorge Remes Lenicov, busca um empréstimo do FMI entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões - ele deve viajar a Washington em 15 a 20 dias. Seguindo o vice-ministro da Economia, o governo ainda espera receber ao menos os US$ 9 bilhões do acordo acertado com o FMI em agosto passado. O diretor-gerente da instituição, Horst Köhler, disse que o Fundo está pronto para trabalhar com a Argentina, mas ressalvou que as dificuldades do país "têm origem interna". O número um do FMI - organismo que por mais de dez anos apoiou a política econômica argentina - afirmou que o país precisa crescer, mas admitiu que não há um caminho fácil: "Precisamos reconhecer que, sem dor, ninguém sairá dessa crise". (pág. 1 e A8) - O Pentágono pretende elevar em US$ 20 bilhões seu orçamento de 2003, fixado em US$ 329 bilhões - aumento de 6%. O órgão acredita que a guerra contra o terrorismo tenha fortalecido o apoio do Congresso e do eleitorado ao reaparelhamento das Forças Armadas. Apesar de o Legislativo norte-americano projetar déficit nas contas públicas em 2003, o Pentágono diz que precisará de verba maior. (pág. 1 e A10) - O presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu vetar a correção da tabela do Imposto de Renda de pessoa física aprovada no Congresso e fazer a diminuição do IR por meio de uma medida provisória. Nessa mesma MP, vai aumentar a taxação de empresas para compensar as perdas. O aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das empresas prestadoras de serviço - de cerca de 1% da receita bruta para quase 3% - renderá R$ 740 milhões. FHC decidiu corrigir a tabela em 17,5% por meio de MP porque a Receita encontrou falhas no texto do Congresso. (pág. 1 e B1) - A inflação em São Paulo em 2001 ficou em 7,13%, segundo a medição da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica). A previsão inicial era a de que a taxa fosse ser de 3,5%. Os principais responsáveis pela diferença foram a crise energética, a instabilidade na Argentina e a subida do dólar. Para este ano, com um cenário mais favorável, a estimativa é a de que o índice recue para um patamar próximo a 4% - o dólar caiu e a safra agrícola vai ser maior que a de 2001. "Ela só sairá do controle se o Governo fizer muita besteira", afirma Heron do Carmo, economista da Fipe. (pág. 1 e B3) - A notícia de que o Banco Central vai emitir US$ 1,25 bilhão em títulos públicos no exterior evitou a alta do dólar, que chegou a atingir ontem R$ 2,362 (valorização de 1,33%). Após o anúncio do BC, a moeda norte-americana recuou e fechou cotada a R$ 2,329 (queda de 0,08%). Com a nova emissão de títulos em dólares, o que não ocorria desde maio passado, o Brasil garante recursos para honrar os US$ 3,28 bilhões em compromissos externos que vencem neste ano sem ameaçar o piso de US$ 20 bilhões para as reservas cambiais acertado com o FMI. (pág. 1, B3 e B6) - O presidente Fernando Henrique Cardoso deverá sancionar a Lei Antitóxicos até a próxima sexta-feira com pelo menos três vetos ao texto. Será vetada a progressão de regime para traficantes. Os outros vetos atingirão o dispositivo pelo qual o réu que se negasse a cumprir penas alternativas poderia ser preso e o que manteria a permissão para que a Justiça estadual julgasse traficantes internacionais. (pág. 1 e C1) - O irmão do seqüestrador Fernando Dutra Pinto, Esdra, e Marcelo Batista dos Santos - presos por participar do seqüestro da filha de Sílvio Santos - foram transferidos de presídio, após a acusação de que agentes os teriam ameaçado. Os dois estavam presos na mesma unidade em que Fernando foi espancado por agentes penitenciários e teve parada cardiorrespiratória - depois, morreu no hospital. (pág. 1 e C3) EDITORIAL "Distribuição de perdas" - Além dos assalariados, cujo poder de compra é imediatamente afetado pela desvalorização cambial, outros perdedores começam a ser definidos na Argentina. As empresas privatizadas e as petroleiras sofrem duro golpe com a pesificação das tarifas dos serviços públicos. Mais que pesificar, trata-se rigorosamente de desdolarizar. Pois o dogmatismo ultraliberal chegou a tal extremo no país vizinho que concessionárias de serviços públicos tinham o privilégio de corrigir suas tarifas pela inflação dos EUA. (...) A distribuição de perdas e sacrifícios, no entanto, está apenas começando. O tamanho dos prejuízos ficará claro apenas na medida em que os mercados de câmbio sejam gradualmente liberados, processo previsto para iniciar-se amanhã com o fim do feriado bancário. (...) (pág. A2) COLUNA (Painel) - Raul Jungmann (Desenvolvimento Agrário) irá inscrever-se nesta semana nas prévias do PMDB para a Presidência. O ministro terá todo o apoio do Planalto e da cúpula do PMDB para tentar derrotar as pré-candidaturas de Itamar Franco (MG) e de Pedro Simon (RS). * Articulada há quatro meses, a candidatura de Raul Jungmann não passa de um lance para retirar Itamar, inimigo de FHC, do páreo. Já está tudo combinado: se vencer as prévias, Jungmann esperará alguns meses para não dar na cara e renunciar à sua candidatura para apoiar Serra. * Serra deve reunir-se hoje com José Aníbal, presidente do PSDB, para definir como será feito o anúncio público de sua candidatura. Em 94, FH assumiu que disputaria a eleição após ouvir um "apelo" de Tasso Jereissati, então presidente da sigla, em cerimônia na Fazenda. (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO - Argentina pedirá até US$ 20 bilhões de ajuda ao FMI - O ministro argentino da Economia, Jorge Remes Lenicov, disse que deverá pedir ao Fundo Monetário Internacional (FMI) ajuda de US$ 15 bilhões a US$ 20 bilhões. "Vamos pedir um número que nos permita sair rapidamente do poço em que nos encontramos", afirmou. Uma equipe do FMI chegou ontem a Buenos Aires para avaliar as novas medidas econômicas, que desvalorizaram o peso. O pacote foi recebido com descrédito por analistas em Wall Street, que não viram nele nenhuma reforma estrutural. Segundo o presidente do Banco Central da Inglaterra e porta-voz dos dez maiores bancos centrais do mundo (G-10), Eddie George, os países latino-americanos, "principalmente o Brasil", não deverão ser contagiados pela situação na Argentina. Para ele, ao adotar políticas macroeconômicas sólidas, o Brasil conseguiu diminuir sua vulnerabilidade. (pág. 1, B1 e B3 a B6) - O Brasil captou ontem US$ 1,25 bilhão no mercado internacional de capitais emitindo títulos globais de dez anos. A operação, realizada um dia após o anúncio da desvalorização do peso argentino, foi considerada bem-sucedida pelos analistas. (pág. 1 e B6) * A percepção do mercado de que o Brasil continua "descolado" da Argentina fez o dólar fechar em R$ 2,33, com ligeira alta de 0,13%. (pág. 1 e B11) - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, afirmou ontem que a queda das taxas de juros já está sendo preparada pelo Governo em razão do equilíbrio fiscal e do aumento das exportações. A balança comercial começou 2002 com saldo positivo de US$ 20 milhões. Segundo Amaral, é possível acreditar num saldo de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões este ano. (pág. 1 e B9) - Segundo políticos ligados aos governadores do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), e do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), estaria em discussão a abertura de uma dissidência no PSDB, pela qual Tasso apoiaria Roseana para a Presidência. A especulação aumentou com a informação de que os dois não deverão participar de reunião marcada para hoje pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. (pág. 1 e A6) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, anunciou ontem que o Governo vetará o projeto que corrige a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física em 17,5% e editará medida provisória com o mesmo efeito. O argumento é que o texto aprovado pelo Congresso deixava margem para ações na Justiça. Para compensar a queda na arrecadação, a carga tributária de empresas prestadoras de serviço vai ser elevada. (pág. 1 e A4) - A liminar que permite ao governo do Rio reduzir em até 80% o pagamento mensal da dívida com a União deve ser derrubada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em novembro, eles negaram pedido semelhante de Anthony Garotinho. A liminar foi concedida pelo presidente do STF, Marco Aurélio Mello, para compensar queda na arrecadação do ICMS por causa do racionamento de energia. (pág. 1 e A5) EDITORIAL "O fim da conversibilidade" - A desvalorização do peso é o começo de qualquer programa consistente de recuperação da economia argentina, mas não é a panacéia universal. Não apenas não resolverá alguns dos principais problemas da economia como poderá criar outros. (pág. 1 e A3) O GLOBO - Desconto de IR na fonte já será menor este mês - Os contribuintes passarão a pagar menos Imposto de Renda a partir deste mês, com a correção de 17,5% na tabela do imposto retido na fonte de pessoas físicas. Passa a ser isento do pagamento de Imposto de Renda quem ganha até R$ 1.057,50 mensais. O presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu fazer a correção por medida provisória, depois de vetar projeto de lei aprovado pelo Congresso. O ministro da Fazenda, Pedro Malan, explicou que o veto se deveu a dubiedades que havia no texto do Congresso, que permitiriam a empresas também ser beneficiadas pelo reajuste. A tabela reajustada não vale, no entanto, para as declarações de renda que serão entregues em abril deste ano, com base nos rendimentos de 2001. O Governo anunciou ainda o aumento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido paga por autônomos, como profissionais liberais. (pág. 1, 3 e 4) - O presidente Fernando Henrique vai vetar integralmente o artigo 42 da lei antidrogas aprovada mês passado pelo Congresso, que prevê a prisão para o usuário de drogas que se recusar a cumprir penas alternativas. Fernando Henrique vetará também parte do artigo 24, que permite a traficantes cumprirem apenas um terço da pena em regime fechado. Pela lei em vigor, eles são obrigados a ficar mais tempo na cadeia. (pág. 1 e 10) - O presidente Eduardo Duhalde se dedicou ontem à costura de um pacto nacional para apoiar o novo pacote econômico e evitar a inflação. O mercado continuou otimista em relação ao Brasil: o dólar comercial caiu para R$ 2,329, depois que o país captou US$ 1,25 bilhão no exterior. (pág. 1 e 17 a 22 ) - O presidente do Museu Guggenheim, Thomas Krens, e sua equipe chagam ao Rio este fim de semana, depois que a prefeitura fez o depósito em Nova York de US$ 2 milhões para execução do estudo de viabilidade da filiar carioca do museu. O arquiteto francês Jean Nouvel será o responsável pelo projeto arquitetônico preliminar. (pág. 1 e 16) - A limpeza da área em que ficava o World Trade Center em Nova York está em ritmo acelerado e deve acabar em junho. A primeira das novas torres de escritórios começa a ser erguida no fim do ano. O premier britânico, Tony Blair, se tornou ontem o primeiro líder ocidental a visitar o Afeganistão depois do início da guerra ao terror. (pág. 1, 26 e 27) - Os caciques do PFL e PSDB continuam a se tratar publicamente como aliados, mas, nos bastidores, travam uma disputa por profissionais capazes de esquentar a campanha da pefelista Roseana Sarney e do tucano José Serra. O primeiro alvo da guerra é o marqueteiro Nizan Guanaes. Responsável pela campanha de televisão do PFL que alçou o nome da governadora ao segundo lugar nas pesquisas, Nizan vem sendo assediado para mudar de lado. Na semana passada, recebeu um telefonema do próprio Serra, que estava na França. (...) (pág. 8) - O PMDB reabre hoje em São Paulo o debate interno sobre a sucessão presidencial. Na reunião da coordenação nacional do partido serão discutidos o lançamento de uma candidatura própria à Presidência e um provável apoio ao candidato da base governista que estiver mais bem colocado nas pesquisas de intenção de voto. Além disso, o encontro servirá para preparar a pauta da reunião de quinta-feira entre os presidentes nacionais dos maiores partidos da aliança governista: PMDB, PFL e PSDB. (...) (pág. 8) - A bancada do PT na Assembléia Legislativa entra hoje com representação no Ministério Público Eleitoral pedindo a investigação das denúncias de uso político de programas sociais do governo do estado. Em reportagem publicada pelo "Globo" domingo, jovens que participam de programas sociais do governo denunciaram que são levados a participar de atos políticos de apoio ao governador Anthony Garotinho e até a se filiarem ao PSB. (...) (pág. 8) EDITORIAL "Oportunidade" - (...) O desabastecimento seria o maior obstáculo para o êxito das medidas recentemente anunciadas pelo governo argentino. E o problema é que o país está sem crédito e não terá condições de importar maciçamente, pelas vias convencionais, para regularizar seu mercado. É nessa hora que o Mercosul deve se comportar efetivamente como um bloco econômico. Em outras palavras, os países do Cone Sul não podem fechar suas portas para a Argentina. (...) Se o risco de desabastecimento for neutralizado, mais rapidamente os impactos da desvalorização do peso serão absorvidos pela economia argentina, e, em conseqüência, também pelo Mercosul, ajudando a restabelecer a normalidade. (pág. 6) COLUNAS (Panorama Político - Diana Fernandes) - O ministro de Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, vai inscrever-se nas prévias do PMDB, que serão realizadas dia 17 de março, para a escolha do candidato do partido a presidente. A gestação desse projeto teve início no Palácio do Planalto há mais de quatro meses, com participação direta do presidente Fernando Henrique. Jungmann será o candidato governista do PMDB. (...) (pág. 2) (Ancelmo Gois) - A Polícia Federal, no Rio, abrirá novo inquérito contra o Banco Fonte-Cidam, que junto com o Banco Marka recebeu ajuda de US$ 1,6 bilhão do BC, em janeiro de 1999. O processo por sonegação fiscal envolve cifras da ordem de R$ 51 milhões. O desvio ocorreu nas trocas de dólares por reais e vice-versa, segundo processo feito no Ministério Público Federal. (pág. 12) GAZETA MERCANTIL - Exportação para Argentina pode cair US$ 1,3 bi - (São Paulo) - O Brasil pode perder cerca de US$ 1,3 bilhão com a queda de exportações para a Argentina em 2002, mas o efeito sobre o valor das exportações será pequeno, de US$ 500 milhões, segundo economistas. Até novembro de 2001 somava US$ 4,747 bilhões. Mais do que nas contas do comércio exterior, o impacto da crise será sentido mesmo é na contabilidade de algumas empresas. (...) (pág. 1, A6 e A7) - (São Paulo e Brasília) - Oferta de energia elétrica, praticamente garantida em 2002, ainda é uma incógnita para 2003 - primeiro ano do mandato do próximo presidente da República. Isto porque é muito difícil que, nos próximos meses, os reservatórios das hidrelétricas, responsáveis por cerca de 90% do abastecimento, recuperem o volume histórico de água - ou "estoque de energia" - capaz de garantir o atendimento mesmo em ocasiões de secas fortes e prolongadas. Ainda assim, o Governo estuda abrandar e suspender o racionamento no Sudeste, a partir de março ou abril. Ontem, o ministro de Minas e Energia, José Jorge, admitiu que as metas de consumo para a indústria podem ser flexibilizadas a partir de fevereiro, medida que seria estendida também à iluminação pública. (...) (pág. 1 e A5) - (São Paulo e Brasília) - Em um só dia, com a colocação de um bônus global de dez anos de prazo, o Governo brasileiro levantou ontem US$ 1,25 bilhão no mercado internacional ou 25% da meta de US$ 5 bilhões estimada para todo este ano. O diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Daniel Gleizer, relatou que havia demanda para US$ 2,1 bilhões e comemorou que o novo título tenha sido colocado à taxa de 12,60% abaixo dos 12,62% em que o bônus Brasil 09, lançado em 1999, tendo hoje sete anos para o vencimento, estava sendo negociado ontem. "Conseguimos colocar um papel mais longo com taxa menor", salientou. (...) (pág. 1 e B1) CORREIO BRAZILIENSE - Aumenta o Imposto de Renda para empresas - Governo respeita a decisão do Congresso de corrigir em 17,5% a tabela do IR de pessoas físicas. Na declaração, isso só vale em 2003. A contribuição empresarial aumenta para compensar perdas de receita. (pág. 1 e 3) - Barraco no Alvorada - Um bate-boca ocorrido no Palácio da Alvorada revela a alta temperatura que incinera as candidaturas presidenciais do PSDB. "Molecagem", "canalhice" e "sujeira" foram palavras empregadas por Tasso Jereissati para classificar as tramas contra si. O presidente Fernando Henrique Cardoso, que a tudo ouvia, ficou calado. (pág. 1 e 12) - O governo do Distrito Federal adiou para o segundo semestre a cobrança de IPTU para moradores de 87 condomínios em fase de regularização. A Secretaria de Fazenda não teve tempo de concluir o cadastro residencial dos 50 mil contribuintes. Os carnês de IPTU e IPVA serão distribuídos na próxima semana em Brasília e nas cidades do Entorno. O pagamento dos tributos começa em fevereiro. (pág. 1 e 8) - O pacote econômico do presidente Eduardo Duhalde, que desvalorizou o peso em relação ao dólar em quase 30%, não causou sobressaltos no Brasil. O dólar permaneceu estável - ontem fechou sob a cotação de R$ 2,332 - e a Bolsa de Valores de São Paulo registrou pequena alta, de 0,32%. A retenção dos depósitos bancários tranqüilizou os investidores. Eles temem a falência de bancos caso seja decretado o fim do "corralito." (pág. 1 e 16) ZERO HORA - A estiagem castiga o meio rural gaúcho numa faixa que vai da Fronteira Oeste ao norte do estado. Em municípios como Maximiliano de Almeida, que decretou ontem situação de emergência, as perdas ultrapassam 60% nas lavouras de feijão. Há mais de 40 dias a região nordeste está sem chuvas, o que determinou perdas nas culturas de feijão, milho e soja. Segundo Luiz Antônio Busatta, da Emater Regional, a região precisa de 50 milímetros de chuva para impedir uma perda total. (pág. 21) - Começou ontem a vacinação do rebanho gaúcho. Até 28 de fevereiro, serão imunizadas 13,5 milhões de cabeças. Nem bem as lojas veterinárias de Bajé tinham aberto, às 8h30, e o produtor Mário Antônio Castro garantiu as 550 doses para os animais da Estância Santa Floriana, a quatro quilômetros do Uruguai. Proprietário também no país vizinho, Castro passou ileso pela aftosa em ambos os lados da fronteira. Acredita que não teve os animais contaminados porque é responsável por toda parte sanitária e veterinária das duas propriedades. (pág. 21) MANCHETES CORREIO DA BAHIA - Veto de FHC não impede a correção do IR A TARDE (BA) - Chuva causa morte de garoto em Ilhéus ESTADO DE MINAS - Reajuste do IR só em 2003 ZERO HORA (RS) - Planalto corrige tabela do IR e aumenta tributo de prestador de serviço DIÁRIO DE S. PAULO - Governo derruba projeto e impõe mudanças no IR

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
Fazenda.
Consulte a homepage
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet
é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação
de publicações é:061-411.4892.
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de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br
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