
12/01/2002
JORNAL DO BRASIL
- Argentina abre mercado ao Brasil
- A Argentina resolveu impulsionar seus negócios com os parceiros do
Mercosul decidida a reativar, rapidamente, a produção e o comércio interno. O
presidente Eduardo Duhalde abriu as portas do mercado ao vizinho do norte. Uma centena de
produtos brasileiros - como aparelhos eletroeletrônicos, laticínios, papel e celulose,
entre outros - vão ganhar vantagens tarifárias extras dentro do mercado argentino em
relação aos concorrentes do resto do mundo, principalmente dos Estados Unidos e da
Europa.
A contrapartida do Governo brasileiro deverá ser simétrica, com o
anúncio de rebaixamento de tarifas sobre produtos argentinos, previsto para os próximos
dias. No Ministério da Fazenda, em Brasília, já se examina a possibilidade de o País
vir a participar de um pacote financeiro de socorro à Argentina, com outras nações
interessadas como Espanha e Itália, independentemente da concessão de créditos do Fundo
Monetário Internacional. (pág. 1 e 12)
- Cada um em seu canto no sofá, o governador do Rio, Anthony
Garotinho, e a vice Benedita da Silva protagonizaram ontem o constrangedor encontro
acertado para combinar-se a passagem do bastão estadual, em abril. Os petistas garantem
que Bené herdará uma dívida pesada. Garotinho nega. No fim da reunião, os dois
evangélicos se abençoaram. (pág. 1 e 3)
- No primeiro discurso como candidato, o ministro da Saúde, José
Serra, vai criticar na próxima quarta-feira a política econômica executada pelo
ministro da Fazenda, Pedro Malan. Atacará o aumento de impostos registrado nos últimos
anos e dirá que tributo não é receita. Defenderá, embora com ressalvas, a manutenção
da aliança com o PFL e o PMDB. Serra deverá deixar o cargo em março. O ministro da
Educação, Paulo Renato Souza, não sabe ainda o que vai fazer.
Hesita entre disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, concorrer ao
Senado ou subir como vice ao barco do governador Geraldo Alckmin, candidato à
reeleição. (...) (pág. 1 e 4)
- O Ministério da Justiça sustenta que os acusados pelo assassinato
do navegador neozelandês Peter Blake, no dia 6 de dezembro, foram torturados por
policiais do Amapá. A denúncia se baseia em exames feitos nos prisioneiros, que ainda
hoje exibem marcas de espancamentos. A secretária nacional de Justiça, Elizabeth
Sussekind, viajará na próxima semana para o Amapá com o objetivo de investigar a
acusação.
O ministro Aloysio Nunes Ferreira ficou particulamente irritado porque,
segundo os presos, os policiais torturadores diziam agir com autorização direta do
presidente Fernando Henrique Cardoso. (pág. 1 e 6)
- No primeiro discurso como pré-candidato à Presidência da
República, o ministro da Saúde, José Serra, defenderá a manutenção da estabilidade
econômica e do Plano Real e o fim dos entraves que impedem o crescimento da economia
brasileira. O tucano vai desancar com o aumento dos impostos.
Nos últimos 12 anos, a carga tributária aumentou de 24% para 33%. E
defenderá a manutenção da aliança com o PFL e o PMDB. (...) (pág. 4)
- Os presidentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Costa
Leite, e do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Almir Pazzianotto, estão propensos a
pendurar as togas e disputar as eleições de outubro. O primeiro, gaúcho, quer ocupar
uma vaga de deputado federal pelo PSB. O segundo, paulista, tem convites do PSB, do PDT e
do PTB para concorrer à Câmara ou ao Senado. (...) (pág. 4)
- Há seis meses, ele constava da lista de presidenciáveis do PSDB.
Hoje, depois de amargar o desgaste de uma arrastada greve de professores universitários,
o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, não tem destino político certo. Sempre no
campo das hipóteses, carrega títulos de "possível". Possível vice do
governador Geraldo Alckmin que vai tentar a reeleição, possível candidato ao Senado,
possível candidato a deputado federal. (...) (pág. 4)
- O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu ontem sua primeira licitação
com 20% das vagas reservadas para negros. A concorrência vai contratar 17 profissionais
para prestação de serviços na área de comunicação. (...) (pág. 4)
- Ao ver contestados os números que apresentou quarta-feira, em cadeia
nacional de rádio e TV, sobre assentamentos de sem-terra feitos pelo Governo, o ministro
do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, reagiu: "Quem não deve não teme. O MST
(Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) poderia ter pedido auditoria nos números
da reforma agrária. Não pediu porque estão corretos".
Pelo menos no que se refere ao estado do Rio, o ministro errou: apesar
do esforço, o MST não conseguiu informações do Incra sequer sobre o número de
famílias assentadas e os locais em que estariam - informações que, em tese, são
públicas. (...) (pág. 5)
EDITORIAL
"Ilusão Perdida" - É compreensível a irritação dos
argentinos com o novo pacote econômico. Mas que não haja dúvida: a Argentina não vai
sair do buraco com panelaços e quebra-quebras nos arredores do Congresso e da Casa
Rosada. A baderna na Avenida Mayo só contribui para deteriorar ainda mais o quadro
econômico, político e social. Aumenta a instabilidade. (...)
Muitos erros foram cometidos, mas é hora de os argentinos entenderem
que não existe solução indolor. Há que entregar os anéis (e a poupança) para salvar
os dedos. Por enquanto, pois o quadro é gravíssimo e imprevisível. (...) (pág. 8)
COLUNAS
(Coisas da Política - Dora Kramer) - Se a gente olhar com bastante
atenção, vamos ver que a tal crise no tucanato tem certo método. Ao mesmo tempo em que
um ministro (Raul Jungmann) e um prefeito (Luiz Paulo Veloso Lucas, de Vitória)
afinadíssimos com o presidente da República partem para o ataque contra Roseana Sarney,
o técnico do time (Fernando Henrique) escala o presidente da Câmara, Aécio Neves, para
dizer que esses ataques estão proibidos.
Ora, se estivessem mesmo isso equivaleria a dizer que os tucanos não
estão se entendendo e que está tudo uma bagunça na seara governista, onde cada um diz e
faz o que bem entende. Considerando que o que está em jogo é a manutenção do poder e
que no comando do processo está um homem que venceu duas eleições em primeiro turno,
lícito concluir que não estamos diante de um bando de tolos batendo cabeça. Não
obstante o tucanato ser especialista em matéria de trombadas internas. Fizeram isso o
tempo inteiro nos dois mandatos de FH.
A diferença agora é que o momento requer frieza, pois trata-se de
manter nas mãos uma conquista de oito anos ou entregar o ouro ao adversário. Pertença
ele ao PT e ao PFL. (...) (pág. 2)
(Informe JB - Ricardo Boechat) - Um terço das 184 leis federais
aprovadas em 2001 incluía a expressão "Abre o orçamento...".
Ela indica a liberação de verbas superiores às previstas no
Orçamento da União.
Segundo levantamento do advogado Paulo Haus, as cortesias somaram R$
12,7 bilhões.
Em tempo: para o IPEA, bastariam R$ 5 bilhões para eliminar toda
indigência brasileira.
* O aumento da adição do álcool à gasolina, de 22% para 24%, vai
doer no consumidor.
Hoje mais caro do que o de petróleo, o combustível de cana
encarecerá a gasolina, nos postos, em R$ 0,02 o litro. (pág. 5)
FOLHA DE SÃO PAULO
- Duhalde enfrenta 1º protesto; dólar chega a 1,80 peso
- O presidente argentino, Eduardo Duhalde, enfrentou a primeira onda de
protestos contra seu governo na madrugada do dia em que voltou a vigorar o câmbio livre
no país.
Moradores de Buenos Aires foram às ruas para "panelaços"
contra o congelamento das contas bancárias e as restrições à retirada do dinheiro.
Bancos e lojas foram apedrejados, e houve confronto com a polícia.
Quatro pessoas foram detidas, e dez manifestantes sofreram ferimentos.
Cerca de 6.000 pessoas foram à praça de Maio. Um grupo superou a
grade da Casa Rosada e lançou objetos contra o prédio. A polícia reagiu com balas de
borracha e bombas de gás.
Em dia de poucos negócios, o dólar fechou a 1,80 peso na maioria das
casas de câmbio, após quase 11 anos de paridade. Apesar das longas filas, cada cliente
vendia só US$ 500 em média.
A cotação começou em 1,70 e chegou a recuar para 1,65, devido à
quantidade de pessoas que venderam dólares para obter pesos. (pág. 1, A8 e A9)
- O governador do Ceará, Tasso Jereissati, desautorizou qualquer
dúvida quanto ao seu apoio à candidatura presidencial do ministro da Saúde, José
Serra: "Vou apoiar o Serra".
Tasso afirmou ser "homem de partido" e jamais ter dito que
não apoiaria o ministro, mas avisou que não irá ao lançamento de Serra, na quarta:
"Não fui convidado". (pág. 1 e A6)
- A Justiça condenou as principais emissoras privadas de TV a devolver
a verba arrecadada com sorteios pelo 0900 ente 96 e 98. Cabe recurso da sentença, de
primeira instância.
Segundo relatório da CPI da Assembléia Legislativa de São Paulo, os
recursos somam R$ 1 bilhão. Parte do dinheiro está depositada em juízo. Os sorteios
foram suspensos em 98.
As emissoras afirmam que seguiram a lei e devem recorrer da decisão.
(pág. 1 e A7)
- A Ford anunciou que demitirá 35 mil empregados no mundo e fechará
cinco fábricas na América do Norte. O Escort e mais três modelos deixarão de ser
produzidos. As medidas integram plano para aumentar o lucro em US$ 9 bilhões até a
metade da década. (pág. 1 e B7)
- A Embraer vai contratar neste ano 1.600 trabalhadores. (pág. 1 e B3)
- Os estados atenderam ao pedido do Governo e decidiram reduzir o ICMS
sobre a gasolina. O imposto era apontado pelo Planalto como um dos fatores que impediam a
queda dos preços mesmo após a redução de 25% nas refinarias.
O Governo não sabe quando o consumidor sentirá nos postos o efeito da
queda. (pág. 1 e B3)
- O presidente Fernando Henrique Cardoso vetou o direito a indulto e a
possibilidade de regime semi-aberto para traficantes de drogas ao sancionar a nova Lei
Antitóxicos.
Ao todo, o Presidente derrubou 35 artigos da legislação antidrogas -
seis deles parcialmente - de um total de 59.
As penas alternativas para usuários foram vetadas, porque a lei não
definia prazos. Projeto tratará do tema e de assuntos pendentes. (pág. 1 e C1)
EDITORIAL
"Jogo Bruto" - Na transição para um novo modelo cambial e
econômico na Argentina, com insatisfação social que dificilmente declinará no curto
prazo, o presidente Duhalde veio a público declarar que não cogita renunciar. Mau sinal.
Nos últimos dias, o debate sobre o futuro da Argentina ganhou novos ingredientes: o
retorno das propostas de dolarização e o papel do Mercosul. (...)
A violência mesma da crise argentina recolocaria o Brasil como
principal parceiro estratégico do país, jogando por terra a tese das "relações
carnais" entre a Argentina e os EUA.
Mas ganhou força também a visão ultraliberal, característica do
"establisment" norte-americano, que repudia o Mercosul como um modelo que apenas
"desviaria" o comércio. (...)
Para o Brasil, o desafio é recolocar o Mercosul em andamento no curto
intervalo que ainda resta até 2005, prazo para o início da própria Alca.
Num contexto de agressividade na diplomacia econômica norte-americana
e irritação na comunidade internacional, o papel do Mercosul como linha de resistência
continua uma promessa difícil de realizar, mas que faz todo sentido recuperar. (pág. A2)
COLUNA
(Painel) - A Justiça determinou o bloqueio de todos os bens de
Fernando Collor de Mello. O motivo foi o não-pagamento, por parte do ex-presidente, de
uma dívida de R$ 8,414 milhões com a empresa Lewiston Incorporadora S/A de São Paulo.
* A presença de Luiz Carlos Mendonça de Barros na equipe que fará o
plano de governo de Raul Jungmann reforça a suspeita de que José Serra esteja por trás
do lançamento da natimorta pré-candidatura do ministro do Desenvolvimento Agrário.
(pág. A4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
- Estados reduzem ICMS e preço da gasolina cairá mais
- Todos os secretários estaduais da Fazenda concordaram ontem em
reduzir a base de cálculo do ICMS sobre a gasolina. Se as distribuidoras de combustível
e os postos não tentarem aumentar a margem de lucro, a redução deverá chegar às
bombas, em taxa estimada entre 10% e 13%. Segunda-feira, integrantes do Governo reúnem-se
com representantes de distribuidoras e de postos para tratar desse assunto.
Nas bombas, a gasolina estava ontem em média 9,03% mais barata do que
em dezembro, segundo o levantamento diário da Agência Nacional do Petróleo - o
presidente Fernando Henrique Cardoso havia anunciado redução de 20%. (pág. 1 e B5)
- No primeiro dia de câmbio flutuante na Argentina após mais de dez
anos, o peso caiu 39% e fechou a 1,65 por dólar. O volume negociado foi muito pequeno,
por causa das restrições aos saques bancários. O presidente Eduardo Duhalde tem apenas
20% de imagem positiva. Ontem de madrugada, milhares de pessoas foram às ruas em várias
cidades, batendo panelas e pedindo sua renúncia. (pág. 1, B1, B3 e B4)
- A inflação superou as expectativas e fechou 2001 em 7,67%, segundo
o IPCA. O índice está acima dos 4% (com variação de 2% para cima ou para baixo)
estipulados inicialmente, mas próximo da última meta fixada com o FMI, de 7,8%. (pág. 1
e B7)
- O presidente do Federal Reserve (o BC americano), Alan Greenspan,
disse que a economia dos EUA ainda enfrenta "riscos significativos" a curto
prazo, apesar dos sinais positivos. Ele alerta que a melhora nos últimos indicadores pode
ser temporária. (pág. 1 e B12)
- A Ford anunciou ontem que vai fechar nos próximos anos 5 fábricas a
demitir 35 mil funcionários, cerca de 10% do seu efetivo. Nos EUA, Canadá e México,
ocorrerão 22 mil cortes. Na América do Sul (Brasil, Argentina e Venezuela), serão 1.600
demissões. (pág. 1 e B12)
- O presidente FHC sancionou ontem o projeto da nova Lei Antidrogas,
com vetos a 35 dos 59 artigos aprovados pelo Congresso. A lei entrará em vigor em 45
dias. O elevado número de vetos obrigou o Governo a manter em vigor a atual Lei de
Entorpecentes. (pág. 1 e C3)
EDITORIAL
"Duhalde passa no primeiro teste" - Ao presidente argentino
resta resistir às pressões e organizar a casa o mais depressa possível, para então com
um programa consistente, buscar apoio externo. (pág. 1 e A3)
O GLOBO
- Acordo pode reduzir ainda mais o preço da gasolina
- Um dia após a determinação do presidente Fernando Henrique de
baixar o preço da gasolina para o consumidor, o Governo federal fechou um acordo com
todos os estados para mudar a base de cálculo do ICMS um dos fatores que impedem uma
queda maior nos combustíveis. No caso do Rio, não haverá alteração pelo menos até o
fim do mês, porque o estado já havia reduzido a sua base do ICMS para gasolina.
O presidente do Confaz e secretário-executivo do Ministério da
Fazenda, Amaury Bier, admitiu que o desconto para o consumidor pode não chegar aos 20%
prometidos pelo presidente Fernando Henrique, porque a redução depende ainda de postos e
distribuidoras.
Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a média
de redução dos preços nas principais capitais é de 12%. No Rio, a redução é de
9,12% em relação aos valores cobrados em dezembro. (pág. 1 e 25)
- O presidente Fernando Henrique vetou ontem mais da metade dos artigos
da nova lei antidrogas, que o Congresso levou dez anos para aprovar. A decisão causou
polêmica porque, na prática, volta a valer a Lei de Entorpecentes, de 1976, que prevê
cadeia para usuários de drogas.
O Governo mandará novo projeto ao Congresso propondo penas
alternativas para viciados. Autor do texto original, Elias Murad não quer mais batizar a
lei. (pág. 1 e 3)
- Traficantes voltaram a desafiar a polícia do Rio, destruindo seis
ônibus ontem em Senador Camará, na Zona Oeste. Segundo a PM, a ação foi um protesto
contra a morte do gerente do tráfico na Favela do Rebu, de madrugada, em confronto com
policiais.
Eram 5h30 quando bandidos com granadas, fuzis e pistolas pararam quatro
ônibus na Avenida Santa Cruz, incendiando três e depredando um. Três horas depois, mais
dois ônibus foram incendiados na Praça Iguatama.
Passageiros foram saqueados e espancados. O comandante da PM, Wilton
Ribeiro, criticou o 14º BPM (Bangu) por não ter ocupado a favela. (pág. 1 e 13)
- Filas, tumulto e falta de informação marcaram ontem a reabertura
dos bancos na Argentina. Nas casas de câmbio, o dólar subiu 42,9%, chegando a 1,75 peso
no câmbio flutuante. Durante a madrugada, os argentinos voltaram às ruas para protestar
e o governo já admite mudar as regras para saques. (pág. 21 a 23)
- O Governo avisou ontem que só reduz de 27,5% para 25% a alíquota do
Imposto de Renda de quem ganha mais de R$ 2.115 se forem criados impostos ou cortadas
despesas. Os parlamentares ameaçam alterar a MP que corrige a tabela, excluindo a chance
de perpetuar a alíquota de 27,5% e derrubando o reajuste da Contribuição Social sobre
Lucro Líquido. (pág. 2 e 8)
- Os índices de violência atingem patamares nunca vistos em Campinas,
onde Rosana Rangel Melotti foi assassinada anteontem por seus seqüestradores na porta de
casa. Em 2000 foram 20 seqüestros e em 2001, 39. O número de homicídios chegou a 612 no
ano passado. Nova York, que tem população oito vezes maior, registrou 640 assassinatos
no mesmo período. (pág. 10)
- Profissionais de comunicação aprovados em concurso para o Senado em
1997 vão à Justiça garantir seus empregos, atualmente ocupados por mão-de-obra
terceirizada. O Senado gasta R$ 550 mil anuais com a contratação indireta de
jornalistas. Entre eles, parentes de senadores que foram reprovados no concurso, mas
admitidos por indicação política. (pág. 8)
- A alta do dólar fez o IPCA, índice que serve de parâmetro para o
sistema de metas de inflação, subir 7,67% no ano passado. O resultado ficou acima da
meta interna proposta pelo Banco Central, que poderia chegar a 6%, e quase no limite
acertado com o Fundo Monetário Internacional (7,8%). Em dezembro, o IPCA foi de 0,65%,
contra 0,71% no ano anterior. (pág. 2 e 25)
- Um telefonema do ministro da Saúde e pré-candidato do PSDB a
presidente, José Serra, para o governador de Minas e presidenciável do PMDB, Itamar
Franco, provocou ontem especulações sobre uma possível chapa entre os dois, com o
tucano na cabeça e o peemedebista de vice.
A hipótese foi descartada por aliados dos dois, mas Itamar não
confirmou nem desmentiu as especulações, aumentadas pela defesa que o empresário
Antônio Ermírio de Moraes fez da chapa com os dois.
Itamar confirmou que conversou por telefone com o ministro, mas disse
que o contato foi rápido e tratou apenas de questões administrativas.
"Não vou fazer comentários. Mas registro a convivência
respeitosa que sempre mantive com o doutor Antônio Ermírio", disse o governador,
sem fazer referências a Serra. (pág. 4)
- Para tentar conseguir o apoio de entidades da sociedade civil e
neutralizar a rejeição ao partido, a cúpula do PFL está articulando o lançamento de
um movimento liderado por vários setores da sociedade para apoiar a candidatura da
governadora Roseana Sarney. Em segundo lugar nas pesquisas, Roseana parte agora para o
corpo-a-corpo pré-eleitoral.
Até o fim do mês será lançado o Movimento Brasil com Roseana - Move
BR - para levar o nome da governadora às ruas com a distribuição em larga escala de
broches, adesivos e faixas apenas com o nome da candidata.
A idéia é organizar uma militância própria de Roseana, sem
vinculação com o partido. Amparada em pesquisas quantitativas e qualitativas, a cúpula
do partido percebeu que a sigla PFL inibe o engajamento de muitos setores da sociedade que
simpatiza com a governadora.
Com o Move BR, os estrategistas pretendem conquistar apoio de figuras
de expressão popular que, em geral, não gostariam de ter seus nomes vinculados ao PFL.
(pág. 4)
EDITORIAL
"Tarefa urgente" - O que aconteceu na Polícia Militar
baiana, em Salvador, no início da semana, deveria servir de alerta ao Governo federal. As
quarteladas coibidas em meio a tiroteios na própria tropa indicam a urgência com que o
tema da reformulação das polícias militares, e também a civil, precisa ser retomado
pelos governadores e por Brasília. (...) (pág. 6)
COLUNAS
(Panorama Político - Diana Fernandes) - O presidente Fernando Henrique
Cardoso recebeu ontem à noite no Palácio da Alvorada um grupo de dez empresários e
executivos de empresas estrangeiras no Brasil. O encontro foi pedido pelo próprio
Presidente, que queria ouvir impressões sobre o cenário de investimentos estrangeiros no
Brasil este ano. E também uma avaliação de fora do Governo sobre o efeito Argentina.
(...) (pág. 2)
(Ancelmo Gois) - O juiz Alfredo Jara Moura, da 6ª Vara Criminal
Federal, vai interrogar, terça-feira, os dirigentes do Banco Vega, que foi liquidado pelo
Banco Central, em 1997.
Por precaução, ele avisou à Polícia Federal que está proibido de
deixar o País o trio de ex-dirigentes da instituição: José Carlos Fragoso Pires,
Antonio Carlos Coelho e Bernardo Mascarenhas.
* Ano passado, o Banco do Brasil abocanhou 12% do mercado de crédito
de pessoas físicas.
Subiu 10,43% em relação a 2000. (pág. 14)
CORREIO BRAZILIENSE
- Argentinos reagem a confisco
- Dólar explode tanto lá quanto aqui - Empresas e bancos estrangeiros
abandonam o país. (pág. 1 e 6 a 10)
- R$ 0,05
- O valor acima é quanto o preço da gasolina cairá a partir de
terça-feira - Governos estaduais e do Distrito Federal aceitaram perder um pouco na
cobrança do ICMS sobre combustíveis. O litro da gasolina comum deve passar a valer, em
média, R$ 1,52 em Brasília. (pág. 1 e 24)
- Aumentou para 90 o número de municípios em situação de
emergência devido à estiagem que já dura mais de um mês no oeste de Santa Catarina e
no Rio Grande do Sul. Ontem eram 73 cidades nesta situação. O Instituto de Planejamento
em Economia Agrícola de Santa Catarina (Icepa) calcula em R$ 77 milhões os prejuízos
causados pela estiagem nas lavouras de feijão e milho. Nos dois estados os prejuízos
ultrapassam os R$ 80 milhões. (...) (pág. 15)
JORNAL DE BRASÍLIA
- Gasolina vai custar no DF abaixo de R$ 1,50
- GDF e estados vão diminuir a cobrança do ICMS sobre o combustível.
(pág. 1 e 13)
- A Al-Qaeda, organização comandada por Osama bin Laden, teria
conseguido abrir campos de treinamentos para terroristas na Indonésia. O serviço secreto
norte-americano teme novos atentados a curto prazo. (pág. 1 e 15)
- A Argentina criou, ontem, uma moeda virtual e luta para evitar novas
manifestações, como as ocorridas na madrugada, pedindo eleições diretas. (pág. 1 e
14)
- O DF é o 3º maior ponto de venda ilegal de animais silvestres do
País, como papagaios e micos. Mas tem uma das primeiras lojas a ganhar permissão do
Ibama para vender esses animais. (...) (pág. e 8)
ZERO HORA
- O Rio Grande do Sul deve divulgar na segunda-feira a nova margem de
cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) da gasolina.
A decisão de promover mudanças na fórmula de cobrança do imposto
foi tomada por todos os estados ontem, na reunião do Conselho Nacional de Política
Fazendária (Confaz), em Brasília. A medida pode significar redução no preço do litro
de gasolina cobrado ao consumidor. (pág. 17)
- A falta de chuvas está agravando os problemas em lavouras, pastagens
e reservatórios de água nas regiões norte, central e fronteiras oeste e noroeste.
Até ontem, 32 municípios já haviam decretado situação de
emergência devido à estiagem. Duas equipes da Defesa Civil estão avaliando os estragos.
Na terça-feira, a Federação das Associações dos Municípios (Famurs) vai promover uma
reunião com os prefeitos que decretaram emergência. (pág. 20)
MANCHETES
CORREIO DA BAHIA
- Gasolina deve baixar 15,5% em Salvador
A TARDE (BA)
- Acordo sobre ICMS forçará queda no preço da gasolina
ESTADO DE MINAS
- Crise argentina se agrava
JORNAL DO COMMERCIO
(PE)
- Estados vão reduzir ICMS sobre gasolina
O DIA (RJ)
- Liquidação de verão tem descontos de até 70%
ZERO HORA (RS)
- Dólar livre flutua entre 1,60 e 1,70 peso

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico
da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura
econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança
comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na
INTERNET www.fazenda.gov.br, na área
específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive
sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês,
na página eletrônica do Ministério da Fazenda.
Consulte a homepage da Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação de
publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria de Comunicação
Social é:secom@planalto.gov.br |