12/01/2002

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JORNAL DO BRASIL

- Argentina abre mercado ao Brasil

- A Argentina resolveu impulsionar seus negócios com os parceiros do Mercosul decidida a reativar, rapidamente, a produção e o comércio interno. O presidente Eduardo Duhalde abriu as portas do mercado ao vizinho do norte. Uma centena de produtos brasileiros - como aparelhos eletroeletrônicos, laticínios, papel e celulose, entre outros - vão ganhar vantagens tarifárias extras dentro do mercado argentino em relação aos concorrentes do resto do mundo, principalmente dos Estados Unidos e da Europa.

A contrapartida do Governo brasileiro deverá ser simétrica, com o anúncio de rebaixamento de tarifas sobre produtos argentinos, previsto para os próximos dias. No Ministério da Fazenda, em Brasília, já se examina a possibilidade de o País vir a participar de um pacote financeiro de socorro à Argentina, com outras nações interessadas como Espanha e Itália, independentemente da concessão de créditos do Fundo Monetário Internacional. (pág. 1 e 12)

- Cada um em seu canto no sofá, o governador do Rio, Anthony Garotinho, e a vice Benedita da Silva protagonizaram ontem o constrangedor encontro acertado para combinar-se a passagem do bastão estadual, em abril. Os petistas garantem que Bené herdará uma dívida pesada. Garotinho nega. No fim da reunião, os dois evangélicos se abençoaram. (pág. 1 e 3)

- No primeiro discurso como candidato, o ministro da Saúde, José Serra, vai criticar na próxima quarta-feira a política econômica executada pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan. Atacará o aumento de impostos registrado nos últimos anos e dirá que tributo não é receita. Defenderá, embora com ressalvas, a manutenção da aliança com o PFL e o PMDB. Serra deverá deixar o cargo em março. O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, não sabe ainda o que vai fazer.

Hesita entre disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, concorrer ao Senado ou subir como vice ao barco do governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição. (...) (pág. 1 e 4)

- O Ministério da Justiça sustenta que os acusados pelo assassinato do navegador neozelandês Peter Blake, no dia 6 de dezembro, foram torturados por policiais do Amapá. A denúncia se baseia em exames feitos nos prisioneiros, que ainda hoje exibem marcas de espancamentos. A secretária nacional de Justiça, Elizabeth Sussekind, viajará na próxima semana para o Amapá com o objetivo de investigar a acusação.

O ministro Aloysio Nunes Ferreira ficou particulamente irritado porque, segundo os presos, os policiais torturadores diziam agir com autorização direta do presidente Fernando Henrique Cardoso. (pág. 1 e 6)

- No primeiro discurso como pré-candidato à Presidência da República, o ministro da Saúde, José Serra, defenderá a manutenção da estabilidade econômica e do Plano Real e o fim dos entraves que impedem o crescimento da economia brasileira. O tucano vai desancar com o aumento dos impostos.

Nos últimos 12 anos, a carga tributária aumentou de 24% para 33%. E defenderá a manutenção da aliança com o PFL e o PMDB. (...) (pág. 4)

- Os presidentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Costa Leite, e do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Almir Pazzianotto, estão propensos a pendurar as togas e disputar as eleições de outubro. O primeiro, gaúcho, quer ocupar uma vaga de deputado federal pelo PSB. O segundo, paulista, tem convites do PSB, do PDT e do PTB para concorrer à Câmara ou ao Senado. (...) (pág. 4)

- Há seis meses, ele constava da lista de presidenciáveis do PSDB. Hoje, depois de amargar o desgaste de uma arrastada greve de professores universitários, o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, não tem destino político certo. Sempre no campo das hipóteses, carrega títulos de "possível". Possível vice do governador Geraldo Alckmin que vai tentar a reeleição, possível candidato ao Senado, possível candidato a deputado federal. (...) (pág. 4)

- O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu ontem sua primeira licitação com 20% das vagas reservadas para negros. A concorrência vai contratar 17 profissionais para prestação de serviços na área de comunicação. (...) (pág. 4)

- Ao ver contestados os números que apresentou quarta-feira, em cadeia nacional de rádio e TV, sobre assentamentos de sem-terra feitos pelo Governo, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, reagiu: "Quem não deve não teme. O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) poderia ter pedido auditoria nos números da reforma agrária. Não pediu porque estão corretos".

Pelo menos no que se refere ao estado do Rio, o ministro errou: apesar do esforço, o MST não conseguiu informações do Incra sequer sobre o número de famílias assentadas e os locais em que estariam - informações que, em tese, são públicas. (...) (pág. 5)

EDITORIAL

"Ilusão Perdida" - É compreensível a irritação dos argentinos com o novo pacote econômico. Mas que não haja dúvida: a Argentina não vai sair do buraco com panelaços e quebra-quebras nos arredores do Congresso e da Casa Rosada. A baderna na Avenida Mayo só contribui para deteriorar ainda mais o quadro econômico, político e social. Aumenta a instabilidade. (...)

Muitos erros foram cometidos, mas é hora de os argentinos entenderem que não existe solução indolor. Há que entregar os anéis (e a poupança) para salvar os dedos. Por enquanto, pois o quadro é gravíssimo e imprevisível. (...) (pág. 8)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Se a gente olhar com bastante atenção, vamos ver que a tal crise no tucanato tem certo método. Ao mesmo tempo em que um ministro (Raul Jungmann) e um prefeito (Luiz Paulo Veloso Lucas, de Vitória) afinadíssimos com o presidente da República partem para o ataque contra Roseana Sarney, o técnico do time (Fernando Henrique) escala o presidente da Câmara, Aécio Neves, para dizer que esses ataques estão proibidos.

Ora, se estivessem mesmo isso equivaleria a dizer que os tucanos não estão se entendendo e que está tudo uma bagunça na seara governista, onde cada um diz e faz o que bem entende. Considerando que o que está em jogo é a manutenção do poder e que no comando do processo está um homem que venceu duas eleições em primeiro turno, lícito concluir que não estamos diante de um bando de tolos batendo cabeça. Não obstante o tucanato ser especialista em matéria de trombadas internas. Fizeram isso o tempo inteiro nos dois mandatos de FH.

A diferença agora é que o momento requer frieza, pois trata-se de manter nas mãos uma conquista de oito anos ou entregar o ouro ao adversário. Pertença ele ao PT e ao PFL. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Ricardo Boechat) - Um terço das 184 leis federais aprovadas em 2001 incluía a expressão "Abre o orçamento...".

Ela indica a liberação de verbas superiores às previstas no Orçamento da União.

Segundo levantamento do advogado Paulo Haus, as cortesias somaram R$ 12,7 bilhões.

Em tempo: para o IPEA, bastariam R$ 5 bilhões para eliminar toda indigência brasileira.

* O aumento da adição do álcool à gasolina, de 22% para 24%, vai doer no consumidor.

Hoje mais caro do que o de petróleo, o combustível de cana encarecerá a gasolina, nos postos, em R$ 0,02 o litro. (pág. 5)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Duhalde enfrenta 1º protesto; dólar chega a 1,80 peso

- O presidente argentino, Eduardo Duhalde, enfrentou a primeira onda de protestos contra seu governo na madrugada do dia em que voltou a vigorar o câmbio livre no país.

Moradores de Buenos Aires foram às ruas para "panelaços" contra o congelamento das contas bancárias e as restrições à retirada do dinheiro.

Bancos e lojas foram apedrejados, e houve confronto com a polícia. Quatro pessoas foram detidas, e dez manifestantes sofreram ferimentos.

Cerca de 6.000 pessoas foram à praça de Maio. Um grupo superou a grade da Casa Rosada e lançou objetos contra o prédio. A polícia reagiu com balas de borracha e bombas de gás.

Em dia de poucos negócios, o dólar fechou a 1,80 peso na maioria das casas de câmbio, após quase 11 anos de paridade. Apesar das longas filas, cada cliente vendia só US$ 500 em média.

A cotação começou em 1,70 e chegou a recuar para 1,65, devido à quantidade de pessoas que venderam dólares para obter pesos. (pág. 1, A8 e A9)

- O governador do Ceará, Tasso Jereissati, desautorizou qualquer dúvida quanto ao seu apoio à candidatura presidencial do ministro da Saúde, José Serra: "Vou apoiar o Serra".

Tasso afirmou ser "homem de partido" e jamais ter dito que não apoiaria o ministro, mas avisou que não irá ao lançamento de Serra, na quarta: "Não fui convidado". (pág. 1 e A6)

- A Justiça condenou as principais emissoras privadas de TV a devolver a verba arrecadada com sorteios pelo 0900 ente 96 e 98. Cabe recurso da sentença, de primeira instância.

Segundo relatório da CPI da Assembléia Legislativa de São Paulo, os recursos somam R$ 1 bilhão. Parte do dinheiro está depositada em juízo. Os sorteios foram suspensos em 98.

As emissoras afirmam que seguiram a lei e devem recorrer da decisão. (pág. 1 e A7)

- A Ford anunciou que demitirá 35 mil empregados no mundo e fechará cinco fábricas na América do Norte. O Escort e mais três modelos deixarão de ser produzidos. As medidas integram plano para aumentar o lucro em US$ 9 bilhões até a metade da década. (pág. 1 e B7)

- A Embraer vai contratar neste ano 1.600 trabalhadores. (pág. 1 e B3)

- Os estados atenderam ao pedido do Governo e decidiram reduzir o ICMS sobre a gasolina. O imposto era apontado pelo Planalto como um dos fatores que impediam a queda dos preços mesmo após a redução de 25% nas refinarias.

O Governo não sabe quando o consumidor sentirá nos postos o efeito da queda. (pág. 1 e B3)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso vetou o direito a indulto e a possibilidade de regime semi-aberto para traficantes de drogas ao sancionar a nova Lei Antitóxicos.

Ao todo, o Presidente derrubou 35 artigos da legislação antidrogas - seis deles parcialmente - de um total de 59.

As penas alternativas para usuários foram vetadas, porque a lei não definia prazos. Projeto tratará do tema e de assuntos pendentes. (pág. 1 e C1)

EDITORIAL

"Jogo Bruto" - Na transição para um novo modelo cambial e econômico na Argentina, com insatisfação social que dificilmente declinará no curto prazo, o presidente Duhalde veio a público declarar que não cogita renunciar. Mau sinal. Nos últimos dias, o debate sobre o futuro da Argentina ganhou novos ingredientes: o retorno das propostas de dolarização e o papel do Mercosul. (...)

A violência mesma da crise argentina recolocaria o Brasil como principal parceiro estratégico do país, jogando por terra a tese das "relações carnais" entre a Argentina e os EUA.

Mas ganhou força também a visão ultraliberal, característica do "establisment" norte-americano, que repudia o Mercosul como um modelo que apenas "desviaria" o comércio. (...)

Para o Brasil, o desafio é recolocar o Mercosul em andamento no curto intervalo que ainda resta até 2005, prazo para o início da própria Alca.

Num contexto de agressividade na diplomacia econômica norte-americana e irritação na comunidade internacional, o papel do Mercosul como linha de resistência continua uma promessa difícil de realizar, mas que faz todo sentido recuperar. (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - A Justiça determinou o bloqueio de todos os bens de Fernando Collor de Mello. O motivo foi o não-pagamento, por parte do ex-presidente, de uma dívida de R$ 8,414 milhões com a empresa Lewiston Incorporadora S/A de São Paulo.

* A presença de Luiz Carlos Mendonça de Barros na equipe que fará o plano de governo de Raul Jungmann reforça a suspeita de que José Serra esteja por trás do lançamento da natimorta pré-candidatura do ministro do Desenvolvimento Agrário. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Estados reduzem ICMS e preço da gasolina cairá mais

- Todos os secretários estaduais da Fazenda concordaram ontem em reduzir a base de cálculo do ICMS sobre a gasolina. Se as distribuidoras de combustível e os postos não tentarem aumentar a margem de lucro, a redução deverá chegar às bombas, em taxa estimada entre 10% e 13%. Segunda-feira, integrantes do Governo reúnem-se com representantes de distribuidoras e de postos para tratar desse assunto.

Nas bombas, a gasolina estava ontem em média 9,03% mais barata do que em dezembro, segundo o levantamento diário da Agência Nacional do Petróleo - o presidente Fernando Henrique Cardoso havia anunciado redução de 20%. (pág. 1 e B5)

- No primeiro dia de câmbio flutuante na Argentina após mais de dez anos, o peso caiu 39% e fechou a 1,65 por dólar. O volume negociado foi muito pequeno, por causa das restrições aos saques bancários. O presidente Eduardo Duhalde tem apenas 20% de imagem positiva. Ontem de madrugada, milhares de pessoas foram às ruas em várias cidades, batendo panelas e pedindo sua renúncia. (pág. 1, B1, B3 e B4)

- A inflação superou as expectativas e fechou 2001 em 7,67%, segundo o IPCA. O índice está acima dos 4% (com variação de 2% para cima ou para baixo) estipulados inicialmente, mas próximo da última meta fixada com o FMI, de 7,8%. (pág. 1 e B7)

- O presidente do Federal Reserve (o BC americano), Alan Greenspan, disse que a economia dos EUA ainda enfrenta "riscos significativos" a curto prazo, apesar dos sinais positivos. Ele alerta que a melhora nos últimos indicadores pode ser temporária. (pág. 1 e B12)

- A Ford anunciou ontem que vai fechar nos próximos anos 5 fábricas a demitir 35 mil funcionários, cerca de 10% do seu efetivo. Nos EUA, Canadá e México, ocorrerão 22 mil cortes. Na América do Sul (Brasil, Argentina e Venezuela), serão 1.600 demissões. (pág. 1 e B12)

- O presidente FHC sancionou ontem o projeto da nova Lei Antidrogas, com vetos a 35 dos 59 artigos aprovados pelo Congresso. A lei entrará em vigor em 45 dias. O elevado número de vetos obrigou o Governo a manter em vigor a atual Lei de Entorpecentes. (pág. 1 e C3)

EDITORIAL

"Duhalde passa no primeiro teste" - Ao presidente argentino resta resistir às pressões e organizar a casa o mais depressa possível, para então com um programa consistente, buscar apoio externo. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Acordo pode reduzir ainda mais o preço da gasolina

- Um dia após a determinação do presidente Fernando Henrique de baixar o preço da gasolina para o consumidor, o Governo federal fechou um acordo com todos os estados para mudar a base de cálculo do ICMS um dos fatores que impedem uma queda maior nos combustíveis. No caso do Rio, não haverá alteração pelo menos até o fim do mês, porque o estado já havia reduzido a sua base do ICMS para gasolina.

O presidente do Confaz e secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, admitiu que o desconto para o consumidor pode não chegar aos 20% prometidos pelo presidente Fernando Henrique, porque a redução depende ainda de postos e distribuidoras.

Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a média de redução dos preços nas principais capitais é de 12%. No Rio, a redução é de 9,12% em relação aos valores cobrados em dezembro. (pág. 1 e 25)

- O presidente Fernando Henrique vetou ontem mais da metade dos artigos da nova lei antidrogas, que o Congresso levou dez anos para aprovar. A decisão causou polêmica porque, na prática, volta a valer a Lei de Entorpecentes, de 1976, que prevê cadeia para usuários de drogas.

O Governo mandará novo projeto ao Congresso propondo penas alternativas para viciados. Autor do texto original, Elias Murad não quer mais batizar a lei. (pág. 1 e 3)

- Traficantes voltaram a desafiar a polícia do Rio, destruindo seis ônibus ontem em Senador Camará, na Zona Oeste. Segundo a PM, a ação foi um protesto contra a morte do gerente do tráfico na Favela do Rebu, de madrugada, em confronto com policiais.

Eram 5h30 quando bandidos com granadas, fuzis e pistolas pararam quatro ônibus na Avenida Santa Cruz, incendiando três e depredando um. Três horas depois, mais dois ônibus foram incendiados na Praça Iguatama.

Passageiros foram saqueados e espancados. O comandante da PM, Wilton Ribeiro, criticou o 14º BPM (Bangu) por não ter ocupado a favela. (pág. 1 e 13)

- Filas, tumulto e falta de informação marcaram ontem a reabertura dos bancos na Argentina. Nas casas de câmbio, o dólar subiu 42,9%, chegando a 1,75 peso no câmbio flutuante. Durante a madrugada, os argentinos voltaram às ruas para protestar e o governo já admite mudar as regras para saques. (pág. 21 a 23)

- O Governo avisou ontem que só reduz de 27,5% para 25% a alíquota do Imposto de Renda de quem ganha mais de R$ 2.115 se forem criados impostos ou cortadas despesas. Os parlamentares ameaçam alterar a MP que corrige a tabela, excluindo a chance de perpetuar a alíquota de 27,5% e derrubando o reajuste da Contribuição Social sobre Lucro Líquido. (pág. 2 e 8)

- Os índices de violência atingem patamares nunca vistos em Campinas, onde Rosana Rangel Melotti foi assassinada anteontem por seus seqüestradores na porta de casa. Em 2000 foram 20 seqüestros e em 2001, 39. O número de homicídios chegou a 612 no ano passado. Nova York, que tem população oito vezes maior, registrou 640 assassinatos no mesmo período. (pág. 10)

- Profissionais de comunicação aprovados em concurso para o Senado em 1997 vão à Justiça garantir seus empregos, atualmente ocupados por mão-de-obra terceirizada. O Senado gasta R$ 550 mil anuais com a contratação indireta de jornalistas. Entre eles, parentes de senadores que foram reprovados no concurso, mas admitidos por indicação política. (pág. 8)

- A alta do dólar fez o IPCA, índice que serve de parâmetro para o sistema de metas de inflação, subir 7,67% no ano passado. O resultado ficou acima da meta interna proposta pelo Banco Central, que poderia chegar a 6%, e quase no limite acertado com o Fundo Monetário Internacional (7,8%). Em dezembro, o IPCA foi de 0,65%, contra 0,71% no ano anterior. (pág. 2 e 25)

- Um telefonema do ministro da Saúde e pré-candidato do PSDB a presidente, José Serra, para o governador de Minas e presidenciável do PMDB, Itamar Franco, provocou ontem especulações sobre uma possível chapa entre os dois, com o tucano na cabeça e o peemedebista de vice.

A hipótese foi descartada por aliados dos dois, mas Itamar não confirmou nem desmentiu as especulações, aumentadas pela defesa que o empresário Antônio Ermírio de Moraes fez da chapa com os dois.

Itamar confirmou que conversou por telefone com o ministro, mas disse que o contato foi rápido e tratou apenas de questões administrativas.

"Não vou fazer comentários. Mas registro a convivência respeitosa que sempre mantive com o doutor Antônio Ermírio", disse o governador, sem fazer referências a Serra. (pág. 4)

- Para tentar conseguir o apoio de entidades da sociedade civil e neutralizar a rejeição ao partido, a cúpula do PFL está articulando o lançamento de um movimento liderado por vários setores da sociedade para apoiar a candidatura da governadora Roseana Sarney. Em segundo lugar nas pesquisas, Roseana parte agora para o corpo-a-corpo pré-eleitoral.

Até o fim do mês será lançado o Movimento Brasil com Roseana - Move BR - para levar o nome da governadora às ruas com a distribuição em larga escala de broches, adesivos e faixas apenas com o nome da candidata.

A idéia é organizar uma militância própria de Roseana, sem vinculação com o partido. Amparada em pesquisas quantitativas e qualitativas, a cúpula do partido percebeu que a sigla PFL inibe o engajamento de muitos setores da sociedade que simpatiza com a governadora.

Com o Move BR, os estrategistas pretendem conquistar apoio de figuras de expressão popular que, em geral, não gostariam de ter seus nomes vinculados ao PFL. (pág. 4)

EDITORIAL

"Tarefa urgente" - O que aconteceu na Polícia Militar baiana, em Salvador, no início da semana, deveria servir de alerta ao Governo federal. As quarteladas coibidas em meio a tiroteios na própria tropa indicam a urgência com que o tema da reformulação das polícias militares, e também a civil, precisa ser retomado pelos governadores e por Brasília. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Diana Fernandes) - O presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu ontem à noite no Palácio da Alvorada um grupo de dez empresários e executivos de empresas estrangeiras no Brasil. O encontro foi pedido pelo próprio Presidente, que queria ouvir impressões sobre o cenário de investimentos estrangeiros no Brasil este ano. E também uma avaliação de fora do Governo sobre o efeito Argentina. (...) (pág. 2)

(Ancelmo Gois) - O juiz Alfredo Jara Moura, da 6ª Vara Criminal Federal, vai interrogar, terça-feira, os dirigentes do Banco Vega, que foi liquidado pelo Banco Central, em 1997.

Por precaução, ele avisou à Polícia Federal que está proibido de deixar o País o trio de ex-dirigentes da instituição: José Carlos Fragoso Pires, Antonio Carlos Coelho e Bernardo Mascarenhas.

* Ano passado, o Banco do Brasil abocanhou 12% do mercado de crédito de pessoas físicas.

Subiu 10,43% em relação a 2000. (pág. 14)

CORREIO BRAZILIENSE

- Argentinos reagem a confisco

- Dólar explode tanto lá quanto aqui - Empresas e bancos estrangeiros abandonam o país. (pág. 1 e 6 a 10)

- R$ 0,05

- O valor acima é quanto o preço da gasolina cairá a partir de terça-feira - Governos estaduais e do Distrito Federal aceitaram perder um pouco na cobrança do ICMS sobre combustíveis. O litro da gasolina comum deve passar a valer, em média, R$ 1,52 em Brasília. (pág. 1 e 24)

- Aumentou para 90 o número de municípios em situação de emergência devido à estiagem que já dura mais de um mês no oeste de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Ontem eram 73 cidades nesta situação. O Instituto de Planejamento em Economia Agrícola de Santa Catarina (Icepa) calcula em R$ 77 milhões os prejuízos causados pela estiagem nas lavouras de feijão e milho. Nos dois estados os prejuízos ultrapassam os R$ 80 milhões. (...) (pág. 15)

JORNAL DE BRASÍLIA

- Gasolina vai custar no DF abaixo de R$ 1,50

- GDF e estados vão diminuir a cobrança do ICMS sobre o combustível. (pág. 1 e 13)

- A Al-Qaeda, organização comandada por Osama bin Laden, teria conseguido abrir campos de treinamentos para terroristas na Indonésia. O serviço secreto norte-americano teme novos atentados a curto prazo. (pág. 1 e 15)

- A Argentina criou, ontem, uma moeda virtual e luta para evitar novas manifestações, como as ocorridas na madrugada, pedindo eleições diretas. (pág. 1 e 14)

- O DF é o 3º maior ponto de venda ilegal de animais silvestres do País, como papagaios e micos. Mas tem uma das primeiras lojas a ganhar permissão do Ibama para vender esses animais. (...) (pág. e 8)

ZERO HORA

- O Rio Grande do Sul deve divulgar na segunda-feira a nova margem de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) da gasolina.

A decisão de promover mudanças na fórmula de cobrança do imposto foi tomada por todos os estados ontem, na reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em Brasília. A medida pode significar redução no preço do litro de gasolina cobrado ao consumidor. (pág. 17)

- A falta de chuvas está agravando os problemas em lavouras, pastagens e reservatórios de água nas regiões norte, central e fronteiras oeste e noroeste.

Até ontem, 32 municípios já haviam decretado situação de emergência devido à estiagem. Duas equipes da Defesa Civil estão avaliando os estragos. Na terça-feira, a Federação das Associações dos Municípios (Famurs) vai promover uma reunião com os prefeitos que decretaram emergência. (pág. 20)

MANCHETES

CORREIO DA BAHIA

- Gasolina deve baixar 15,5% em Salvador

A TARDE (BA)

- Acordo sobre ICMS forçará queda no preço da gasolina

ESTADO DE MINAS

- Crise argentina se agrava

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Estados vão reduzir ICMS sobre gasolina

O DIA (RJ)

- Liquidação de verão tem descontos de até 70%

ZERO HORA (RS)

- Dólar livre flutua entre 1,60 e 1,70 peso

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br