13/01/2002

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JORNAL DO BRASIL

- Pobre perdeu mais com inflação

- Os aumentos concentrados dos preços de alimentos e das tarifas públicas fizeram a inflação de 2001 pesar mais no bolso da população de baixa renda do que no da classe média. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alta dos preços para famílias com renda de até oito salários mínimos (R$ 1.440) ficou em 10,5% no ano passado. Este índice é 41,8% superior ao registrado para famílias com renda de até 40 salários mínimos (R$ 7.200) - 7,47%.

O custo de vida mais alto para os mais pobres também foi constatado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), que costuma divergir em tudo do IBGE. O quadro promete repetir-se em 2002: somente as tarifas públicas deverão provocar metade da inflação projetada por especialistas para este ano.

A culpa, neste caso, é atribuída à forte variação do dólar no ano passado, que é repassada aos preços graças aos contratos de concessão assinados entre empresas e governos. (pág. 1 e 16)

- O serviço militar obrigatório, antigo pesadelo de multidões de jovens a caminho dos 18 anos, hoje virou um atalho percorrido animadamente por quem pretende fugir do desemprego. O salário de R$ 180 e vagas em cursos profissionalizantes fazem dos quartéis uma atração para adolescentes. (pág. 1 e 4)

- Um quarteto com sotaques nordestinos age para consolidar a candidatura presidencial de Roseana Sarney e esvaziar a de José Serra. O baiano Antonio Carlos Magalhães, o cearense Tasso Jereissati e o maranhense José Sarney, além da própria Roseana, movem-se nos bastidores para atrair outros governadores da região.

"Serra não tem a simpatia do Nordeste", repete Antonio Carlos. Tasso e Roseana se acham discriminados pelo Ministério da Saúde. (pág. 1 e 9)

- A entrada em operação, na sexta-feira, do Observatório Gemini Sul, nos Andes chilenos, oficializa a maioridade da astronomia nacional. Instalado a 2.270m de altitude, o laboratório, com equipamentos de observação ultramodernos, custou US$ 184 milhões a um consórcio de países.

O Brasil contribuiu com US$ 5 milhões para garantir aos cientistas 16 noites de estudos por ano. (pág. 1 e 13)

- A pequena Santa Maria Madalena, a 233 quilômetros do Rio de Janeiro, vem perdendo habitantes e sofre sérias carências econômicas e sociais. Mas se prepara para abrigar 25 famílias de refugiados, provavelmente originárias do Afeganistão, escolhidas em conjunto pela ONU e pelo Ministério da Justiça. (pág. 1 e 21)

EDITORIAL

"Fronteira Aberta" - Faltando apenas quatro meses para a eleição na Colômbia, o presidente Andrés Pastrana ameaçou lançar o Exército contra as Farc caso não se retirem da zona desmilitarizada que nos últimos anos serviu de sede às negociações de paz. (...)

As autoridades de defesa do Brasil, juntamente com as da Venezuela, Equador e Peru, já foram informadas da possibilidade de retomada das ações de combate na área de distensão.

Mas, à semelhança do Plano Colômbia, financiado pelos EUA para o combate ao tráfico de drogas, a possível retomada da luta aberta contra os guerrilheiros inevitavelmente provocará mais êxodo de plantadores e traficantes para os países vizinhos, entre os quais o Brasil e sua fronteira amazônica.

(...) Os EUA já declararam que apoiarão "qualquer decisão" de Pastrana. Mas sempre há uma brecha para o diálogo. E é aí que cresce o papel dos países vizinhos, principalmente do Brasil, interessados na delimitação - e também na solução - do conflito colombiano. (pág. 10)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Dois anúncios feitos pelos tucanos logo depois de uma reunião que tiveram em Brasília na quarta-feira - o de que a candidatura de José Serra será lançada na quarta-feira e que o ministro em breve tempo procurará Tasso Jereissati - podem sofrer revezes. O primeiro tem mais chance de se confirmar.

Tudo vai depender do exame da situação que seria feito neste fim de semana, levando em consideração três fatores: a conclusão do cronograma de saída do ministério, o preparo de um discurso que obtenha boa repercussão e a análise sobre a oportunidade do lançamento. Se tudo isso for bem equacionado, a data do dia 16 fica confirmada. Senão, será adiada, mas por pouco. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Ricardo Boechat) - Um relatório da Receita Federal informa que a fiscalização de empresas por sonegação de impostos, ano passado, ficou aquém da meta.

Foram autuadas apenas 11,8 mil, 21% abaixo do previsto.

Com as pessoas físicas a história foi outra.

Quase 9,5 mil caíram nas garras do Fisco, 12% acima do programado.

O Leão, no Brasil, gosta é de comer gente. (pág. 6)

-

FOLHA DE SÃO PAULO

- Emprego escasseia e piora em 10 anos

- Levantamento do IBGE feito a pedido da "Folha" mostra que a parcela inativa da força de trabalho - pessoas com 15 anos ou mais que não trabalham nem procuram emprego - subiu de 39% em 91 para 43,6% em novembro de 2001.

A taxa média de desempregados (pessoas à procura de trabalho) cresceu de 4,4% em 91 para 6,3% nos 11 primeiros meses de 2001. O tempo de procura por emprego pulou de 13,31 semanas em 91 para 20,55 em novembro de 2001.

Nas seis regiões metropolitanas incluídas no estudo (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), a renda média real das pessoas ocupadas caiu 3,5% de 91 a outubro de 2001.

O índice de empregados com carteira assinada diminuiu de 53,7% para 44,9%. (pág. 1, B1 e B3)

- O Programa Antártico Brasileiro, que completou 20 anos ontem, passa por um momento de mudanças. Um novo conjunto de diretrizes para a pesquisa do País no continente, em produção no Ministério da Ciência e Tecnologia, deve entrar em vigor neste ano. (pág. 1 e 4 a 11)

- O candidato do PT ao governo de São Paulo, José Genoíno, defende em entrevista a Fábio Zanini repressão mais dura à criminalidade e diz que "uma política de direitos humanos não pode impedir a Rota de agir com energia e força".

Genoíno afirma que deve haver endurecimento do Código Penal - há limite de 30 anos de prisão - e admite discutir a prisão perpétua. (pág. 1 e A10)

- Um dos maiores especialistas em macroeconomia e bancos centrais da atualidade, Alan S. Blinder avalia que a desvalorização é o melhor caminho para a Argentina - posição contrária à de ícones da economia internacional, como Jeffrey Sachs, professor de Harvard.

Para Blinder, de quem o presidente do BC brasileiro, Armínio Fraga, é admirador, não haverá hiperinflação. (pág. 1 e A13)

EDITORIAL

"O terror do seqüestro" - O assassinato de Rosana Rangel Melotti, na madrugada de quinta-feira em Campinas (SP), não foi apenas uma atrocidade. Tratou-se, provavelmente, de um ritual planejado pelos delinqüentes, que seis dias antes a haviam feito refém, para transmitir mensagem intimidadora a famílias de seqüestrados em particular e à sociedade em geral. (...)

Talvez esse tenha sido o exemplo mais assustador da absoluta falta de controle a que chegaram os seqüestros no território paulista. (...) (pág. A4)

COLUNA

(Painel) - Roseana aproveitará sua passagem por SP nos próximos dias 16, 17 e 18, quando gravará sua participação no programa de TV do PFL, para cumprir uma agenda cuidadosamente preparada pelo partido: reuniões com empresários do estado. (pág. A2)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Aproximação de Argentina e Brasil é criticada pelos EUA

- A reaproximação da Argentina com o Brasil não é bem-vinda pelos Estados Unidos. Numa conversa do ministro-conselheiro da Argentina em Washington, Ricardo Lagorio, com funcionários do Departamento de Estado dos EUA, noticiada pelo "Clarín", de novo ficou expressa a hostilidade entre setores da burocracia americana e o Brasil.

"Vocês acham que o Brasil negociará por vocês com o FMI? E quem vai lhes dar o dinheiro para sustentar seu programa econômico, o Brasil?", teriam perguntado. Ninguém desmente diretamente o publicado e ex-altos funcionários americanos não ficaram surpresos.

Dizem que há em alguns níveis insatisfação com certas posições do Brasil, por exemplo, em relação à Alca. (pág. 1 e B4)

- Negro é quem se considera e se define como negro. Esse é o critério que deverá ser adotado na seleção de pretendentes às vagas reservadas a negros em escolas, repartições públicas e até empresas privadas. Os afro-descendentes terão apenas de invocar essa condição. (pág. 1 e A12)

- Mais de 2 mil cientistas estrangeiros trabalham atualmente no Brasil. Alguns estão só de passagem, mas muitos chegaram para ficar um período e não saíram mais. É o caso de Andrew Simpson, inglês que revolucionou a pesquisa genômica no País. (pág. 1 e A14)

- "Precisamos conviver com a divergência". A frase é do governador Geraldo Alckmin em entrevista ao "Estado", referindo-se à relação do PSDB com o governador Tasso Jereissati. Ele diz que Tasso tem de ser prestigiado. (pág. 1 e A6)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso inicia amanhã visita de três dias à Rússia e à Ucrânia. A viagem é vista pelo Itamaraty como um importante movimento da diplomacia brasileira em direção ao Leste Europeu. (pág. 1, A8 e A9)

- O secretário do Tesouro americano, Paulo O'Neill, considerou desnecessária, em outubro, uma intervenção para resolver os problemas da Enron, megaempresa da área de energia. Pouco mais de um mês depois, ela faliu. (pág. 1 e B12)

- Os recursos que o INSS e a Receita Federal têm a receber de contribuintes inadimplentes somam R$ 245 bilhões, o que representa quase 20% do Produto Interno Bruto brasileiro. E uma dívida em grande parte incobrável, embora apontada todos os anos pelos parlamentares como fonte de receitas para aumentar gastos. (pág. 1 e A4)

- Visto pelo presidente da Companhia das Docas de São Paulo (Codesp), Fernando Lima Barbosa Vianna, o Porto de Santos é exemplo de um grave erro no processo de privatização. Segundo ele, a área para manuseio de carga foi reduzida em 15%, o que representa uma perda anual de 12 milhões de toneladas.

Vianna reclama ainda da ociosidade de terminais e armazéns que, por força de contrato, só podem operar com um tipo específico de carga - açúcar, por exemplo, mesmo que a safra tenha acabado. Os operadores, no entanto, não concordam com Vianna. (pág. 1, B6, B7 e B8)

EDITORIAL

"Ocasião, de fato, histórica" - O novo Código Civil traz alento pela perspectiva que abre, perante a sociedade brasileira, de se levar a termo ou completar outras importantes reformas do ordenamento jurídico, entre as quais já estão arroladas as relativas ao Judiciário e à legislação penal. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Lucro maior de postos impede queda no preço da gasolina

- Na virada do ano, com a liberação dos preços dos combustíveis, os postos e os distribuidores aproveitaram para aumentar suas margens de lucro, impedindo uma queda maior dos preços da gasolina para o consumidor.

Pesquisa feita pelo Governo federal em 25 postos no Rio mostra que, de fins de dezembro até a primeira semana deste mês, a margem dos distribuidores saiu de uma média de R$ 0,044 por litro de gasolina para R$ 0,120: aumento de 172%.

Nos postos, no mesmo período, a margem subiu de R$ 0,175 para R$ 0,293, ou seja, mais 67,42%. "Alguns postos e distribuidores estão realmente recompondo suas margens", diz o diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP) Luiz Augusto Horta. Simulações do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, um instituto de pesquisas sobre energia, no Rio, indicam que o preço da gasolina poderia ficar, em média, R$ 1,35 por litro, 14% a menos do que os R$ 1,57 cobrado dia 10 no Rio. (pág. 1, 33 e 35)

- Mulher de Garotinho, Rosinha Matheus passará por uma prévia familiar hoje. Seus nove filhos discutirão se deve ser ou não candidata a governadora. Se disputar e vencer, ela garante a Gorotinho a continuidade no estado. (pág. 1 e 10)

- Os tiroteios entre facções rivais do tráfico provocaram o fechamento de quatro seções eleitorais. O presidente do TRE, Álvaro Mayrink, vai pedir reforço do policiamento em áreas de risco nas próximas eleições. (pág. 1 e 19)

- Quarenta por cento dos imóveis do Rio são irregulares. A constatação foi feita pela prefeitura, que mapeou 830 mil domicílios construídos sem licença. São os barracos levantados nas favelas, os apartamentos que ganham varandas ou coberturas e os condomínios de classe média construídos sem autorização.

O secretário Alfredo Sirkis acredita que os imóveis sem licença cheguem a 50%, quando forem contados os sem habite-se. (pág. 1 e 15)

- Pela primeira vez, representantes indígenas estão pleiteando a adoção de mecanismos internacionais que permitam às tribos lucrarem com a exploração comercial de plantas medicinais nativas do Brasil. Os índios querem, por exemplo, receber direitos sobre a patente do curare, hoje em poder de laboratórios dos Estados Unidos. (pág. 2 e 45)

- Estudo da UFRJ, com base no Provão de Engenharia Civil, mediu a capacidade das universidades de aumentar os conhecimentos dos alunos. O resultado criou polêmica: entre as quatro melhores estão as faculdades estaduais de Alfenas (MG) e de Feira de Santana (BA), com conceito C no Provão. A UFF, com conceito A, sequer está entre as 20 primeiras. (pág. 2 e 14)

EDITORIAL

"A voz das ruas" - Nuvens negras estão de novo acumuladas sobre Buenos Aires e outros centros urbanos argentinos. Os motivos de tensão são abundantes, e tudo indica que ainda há muito sofrimento pela frente antes que a situação comece a melhorar.

Nesse contexto, emerge uma corrente de opinião que põe nas alturas a chamada "voz das ruas" - contrapondo-a, algumas vezes, a uma suposta passividade do povo brasileiro.

Que existem diferença de temperamento entre brasileiros e argentinos, é coisa que ninguém ignora: e também se pode dar de barato que o sangue deles é mais quente.

Isto nem sempre é uma vantagem. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Diana Fernandes) - O PT iniciou na sexta-feira a série de reuniões do grupo de trabalho que dará uma redação final ao programa de governo do partido. Deverá ficar pronto em maio. As diretrizes já aprovadas no encontro do PT, em dezembro, em Olinda, serão detalhadas e adequadas ao momento político-econômico pelo grupo de 23 pessoas, entre políticos, economistas e especialistas de vários setores. (...) (pág. 2)

(Ancelmo Gois) - Nos EUA, onde uma pesquisa revelou que 42% da população não sabe onde fica o Japão, tem gente que ainda acha que Buenos Aires é a capital do Brasil.

Por iniciativa do embaixador Rubens Barbosa, sai em fevereiro o "Discover Brazil". Cerca de 50 mil professores de alunos de escolas americanas que têm entre 11 e 13 anos ganharão a obra didática sobre o Brasil.

* A gigante Vale do Rio Doce tem dois donos: o Bradesco e um "pool" de fundos de pensão liderado pela Previ.

A previdência complementar do BB ficou mais forte na mineradora mês passado.

Funcef, Petros e Funcesp decidiram não subscrever parte do R$ 1 bilhão que a Previ gastou para comprar ações da CSN na Vale, em março de 2001. (pág. 20)

CORREIO BRAZILIENSE

- Tortura policial - uma realidade que assombra o País

- Criado há dois meses e meio, em 27 estados, o SOS Tortura constata o que já se sabia: no Brasil, a tortura ainda é uma técnica de investigação policial e é praticada nas delegacias de polícia, nos batalhões da Polícia Militar ou em lugares afastados e escuros. (...)

Balanço dos primeiros 73 dias do SOS revela que o Distrito Federal foi a unidade da Federação com mais denúncias de tortura policial proporcionalmente à população. Foram 40 para cada 51,2 mil habitantes. (pág. 1 e 18)

- O governo argentino não aceitou as críticas feitas pelo Fundo Monetário Internacional que recomenda que o país pague mais aos credores. Enquanto isso, em Buenos Aires, pessoas (...) protestam contra o governo e tentam driblar a miséria. (pág. 1 e 6 a 11)

- Como nos tempos da Guerra Fria, intelectuais críticos ao governo Bush estão se tornando alvo de perseguição no país. (...) (pág. 1 e 12)

ZERO HORA

- As eleições de 2002 provocam a antecipação de concursos públicos. A partir de 6 de julho, até a data da posse dos eleitos, a abertura de novos concursos está proibida. No estado, são pelo menos 10.376 vagas. Outras ainda dependem de aprovação. A seleção para servidores de escolas oferece o maior número de empregos: 7 mil. Em todo o País, há pelo menos 15 mil oportunidades - 1 mil só na Marinha. (cad. Empregos e Oportunidades)

- Uma revolução silenciosa deflagrada pelas faculdades brasileiras na última década está redesenhando a vida nas cidades interioranas. Pela primeira vez na história, o número de universitários que estudam no interior do País supera o contingente das capitais. Esse fenômeno ganha fôlego a cada ano, fulmina o monopólio dos grandes centros urbanos no Ensino Superior e transforma cidades pequenas e médias.

Essa novidade estatística provoca repercussões drásticas muito além dos muros dos campi: resgata a estrutura das famílias interioranas, aprimora as relações sociais das pequenas comunidades e oferece novas oportunidades de desenvolvimento a regiões inteiras. (pág. 4, 5 e 6)

- Já não é possível disfarçar: a disputa entre o prefeito Tarso Genro e o Palácio Piratini chegou ao Fórum Social Mundial. Os delegados e convidados estrangeiros talvez não percebam, por conta do idioma, mas é visível a olho nu o esforço de cada um para fazer mais e melhor no grande encontro das esquerdas. Chega a se dizer que existem dois fóruns - o de Olívio e o de Tarso, tal é a disputa pelo protagonismo no evento. Trata-se de uma simplificação, naturalmente.

Governo do estado e prefeitura têm tarefas e responsabilidades específicas no Fórum Social Mundial, cuja terceira edição deverá ser realizada bem longe de Porto Alegre. Tarso anunciou na quarta-feira que a prefeitura vai gastar R$ 818 mil no Fórum. Neste domingo, o vice-governador Miguel Rossetto deve anunciar um "investimento" superior a R$ 2 milhões. (pág. 9)

- Quarto ministro da pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Fernando Henrique Cardoso, Sérgio Amaral, 58 anos, aposta no aumento progressivo dos negócios do Brasil com o mercado externo. Mas não acredita em milagres. Apesar de ter sido empossado sob a força da famosa frase do Presidente "exportar ou morrer", Amaral, que já foi embaixador do Brasil em Londres, não crê em saltos de superávit, mas, sim, em um bom ano de negócios para o Brasil, apesar da crise argentina.

O ministro se mostra confiante em uma nova era nas relações com o país vizinho e acredita na revitalização do Mercosul. (pág. 20 e 21)

- O Brasil assiste entre preocupado e aliviado aos primeiros dias da tensa mudança do regime cambial argentino, em vigor desde sexta-feira. O descolamento - como é chamado o processo de distanciamento da percepção de risco entre os dois países por investidores internacionais - resiste, mas ainda está sob teste. Depois de passar todo o ano passado sofrendo com os respingos da crise, o Brasil, agora, ressalta suas diferenças em relação ao vizinho.

O motivo determinante para que o País não tenha, pelo menos até agora, mergulhado no redemoinho que atinge a Argentina é a virada completa no seu desempenho fiscal, avalia o economista Raul Velloso, especialista em contas públicas. (pág. 26)

MANCHETES

CORREIO DA BAHIA

- Farol Folia reúne cerca de 800 mil foliões

O DIA (RJ)

- Banco nega crédito a servidores idosos

DIÁRIO DE S. PAULO

- Aposentadoria só vai ficar mais fácil daqui a 22 anos

ZERO HORA (RS)

- Concursos abrem milhares de vagas públicas no RS

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

- Traição e culpa

* Os homens começam a sentir peso na consciência

* As mulheres experimentam uma liberdade que nunca tiveram

Serra agarra a sua chance - O PSDB faz a escolha óbvia para disputar o Planalto. Agora o candidato tem até junho para subir nas pesquisas e provar que é viável. (pág. 30 a 35)

Quando o mau exemplo vem de cima - Conselheiros de tribunais de contas são acusados de fazer o que deveriam impedir. (pág. 36 a 39)

Está armada a bomba do populismo - Em apuros para controlar os efeitos da desvalorização, o governo da argentina recorre ao velho estilo nacionalista do peronismo. (pág. 40 a 44)

Voltagem trocada - O Governo muda as regras do setor de energia elétrica e apressa o fim do racionamento. (pág. 90 e 91)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- Viva bem aos 100 - Médicos explicam o que fazer, a partir dos 20 anos, para manter a saúde e a qualidade de vida na velhice. Confira as dicas dos especialistas em nutrição, fitness, mente, sexo e beleza

Barraco tucano - por causa de José Serra, Aloysio Nunes e Jereissati se xingam e quase saem no tapa. (pág. 26 e 27)

Sem muita invenção - Marqueteiros defendem o surgimento de uma nova forma de se fazer campanhas políticas no País. (pág. 28 e 29)

Rumo à vida real - Depois de 26 anos no Congresso, novo Código Civil é sancionado por Fernando Henrique. (pág. 30 e 31)

Mínimo mesmo - Piso salarial brasileiro, que vai subir para R$ 200, mantém 40 milhões de pessoas no limbo econômico. (pág. 64 a 67)

Argentina: você já viu esse filme - O confisco de poupança que o governo argentino acaba de adotar tem um passado trágico no Brasil. (pág. 73 e 74)

ÉPOCA

TÍTULO DE CAPA

- Chicão e o futuro da família - Numa seqüência de decisões favoráveis a casais homossexuais, a Justiça determina que o filho de Cássia Eller fique sob a guarda da companheira da cantora

"Lula ou Serra" - O presidente do Ibope prevê disputa entre o PT e o PSDB no segundo turno e diz que Roseana tem poucas chances. (pág. 13 a 17)

O teorema de FH - Em meio a intrigas com Tasso e Roseana, o ministro da Saúde assume a candidatura e embola a equação eleitoral. (pág. 26 a 29)

Laços de família - Decisões da Justiça garantem a casais gays os direitos das famílias comuns. (pág. 30 a 37)

De volta ao passado - O Governo assume o fracasso do modelo energético e tira o poder do mercado para tentar garantir o abastecimento a preços razoáveis. (pág. 38)

Argentina - O que deu errado - Da fartura no início do século XX à bancarrota, a queda de um país que ainda é o mais rico da América do Sul. (pág. 62 a 65)

Argentina - Elas não se calam - As medidas econômicas do novo governo estréiam no ritmo das ruidosas panelas da classe média. (pág. 67 a 71)

DINHEIRO

TÍTULO DE CAPA

- O drama argentino segundo seu maior empresário - Por que Francisco Macri, dono do mais poderoso grupo econômico platino, decidiu deixar um país em agonia e transferir seus negócios para o Brasil

"Queremos ser líderes incontestáveis" - Depois de assumir a dianteira do mercado brasileiro de automóveis, após 42 anos de reinado da Volks, presidente da Fiat revela estratégia para 2002 e diz que a economia brasileira entrará num novo ciclo de desenvolvimento sustentável. (pág. 20 a 22)

Encurralado - Pressionado pelo povo e pelos bancos, Duhalde enfrenta a hora da verdade. (pág. 28 a 31)

Agora sou brasileiro - Diante da agonia de seu país, Francisco Macri, dono do maior grupo argentino, transfere sede para o Brasil. (pág. 34 a 37)

Adeus às sombras - Governo intervém no setor de energia para gerar investimentos e indústriais aplaudem.

O ataque de Malan - Ministro dá uma de leão e cobra das empresas. (pág. 38 e 39)

O dólar começa a voltar - Mercado internacional reabre as portas para captações brasileiras. (pág. 40)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br