17/03/2002

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Gazeta Mercantil
Correio Braziliense
Jornal de Brasília
Zero Hora
Correio do Povo
Manchetes
Revistas

JORNAL DO BRASIL

- Estatística esconde Brasil rural

- O Censo de 2000 do IBGE informa que 81% dos brasileiros vivem em zonas urbanas e 19%, continuam em áreas rurais. O instituto usa metodologia adotada em 1938 que promoveu a cidades todas as sedes municipais existentes, independentemente de características e peculiaridades.

Pelos critérios da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, adotados em países desenvolvidos, só 411 dos 5.507 municípios brasileiros seriam urbanos. A população rural representa 43%.

As prefeituras resistem à mudança do método para preservar a arrecadação do IPTU. (pág. 1 e 21)

- O Brasil tem 90 milhões de hectares de terras improdutivas. A área corresponde à região Sudeste. Estão concentradas em terreno de cerrado, o que encareceria seu aproveitamento, mas possibilitaria ao País triplicar a produção agrícola.

Com a renda mensal de 33% da população abaixo de R$ 80 e os preços internacionais em curva descendente, não há mercado para tal produção. (pág. 1 e 21)

- Alheio aos dados oficiais, o carioca percebe e teme o aumento da violência. Pesquisa do Instituto Data-UFF revela que 95% dos habitantes se sentem inseguros no Rio. Pare quase 60%, a atuação das polícias Militar e Civil teve resultado pequeno ou nulo no combate ao crime em todas as modalidades.

Para Cláudio Soares, professor de Sociologia e Ciência Política da UFF, esse tipo de levantamento corrige as estatísticas oficiais: "Um grande número de vítimas não denuncia o crime." (pág. 1, 24 e 25)

- Em situações como a desenhada neste fim de verão, os grandes atores da política brasileira do século 20 sabiam o que fazer. Getúlio Vargas se enfurnava numa estância nos pampas do Rio Grande do Sul. Jânio Quadros embarcava rumo à Europa no camarote do cargueiro (norueguês ou dinamarquês) que acabara de atracar no porto de Santos.

Tancredo Neves, refugiado no casarão da família em São João del Rey, avisava que só se manifestaria depois de diluída a espuma formada pelo entrechoque das ondas. Menos experientes - e forçados a mover-se num palco sem saídas de emergência nem penumbras protetoras -, os candidatos à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso seguem falando todos os dias. Mas nenhum deles sabe exatamente como ficou o quadro forjado pelas turbulências de março. E todos ignoram o que os encara no horizonte próximo. (pág. 1 e 13)

- O juiz Anthony Smellie, de Cayman, condenou o CVC Opportunity Partners PP. e LTD, do grupo Citibank, o Opportunity Fund e o Opportunity Asset Management a pagar multa de US$ 125 mil.

Na mesma sentença, o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, gestor dos fundos, foi escrito às autoridades brasileiras, admitindo ter usado documentos confidenciais roubados de um ex-sócio. (pág. 1 e 23)

- A morte em combate de Jonas Savimbi, líder dos rebeldes da Unita, há três semanas, abriu a oportunidade que Angola persegue há mais de uma geração: a paz.

Uma chance foi vislumbrada sexta-feira, com o anúncio de um compromisso inicial firmado no povoado de Cassandra entre oponentes de 27 anos de confronto sem vencedores. Agora, outros desafios aguardam este país pousado sobre petróleo. (pág. 1 e 19)

- O alerta soou nas hostes da esquerda. E as estatísticas eleitorais justificam os esforços dos políticos que iniciaram na semana passada um movimento para unir os partidos de oposição na corrida para o Planalto.

A razão é simples: com vários candidatos disputando a mesma faixa do eleitorado, ninguém irá muito longe. E mais: é preciso garimpar votos ao centro, numa tentativa de desmanchar a vitoriosa aliança de centro-direita que garantiu oito anos de mandato ao presidente Fernando Henrique Cardoso.

A tarefa é delicada, mas teme prazo definido. A coligação deve estar pronta ainda no primeiro turno. O motivo - repetem em coro os parlamentares oposicionistas - se resume numa palavra da moda: governabilidade. Tão importante como vencer a eleição para presidente é garantir uma base parlamentar sólida. (...) (pág. 2)

- O petista Luiz Inácio Lula da Silva é tratado, dentro e fora do partido, como candidato à Presidência da República. O senador paulista Eduardo Suplicy nem sequer aparece nas pesquisas de intenção de voto.

Evidências à parte, os dois buscam hoje a preferência dos cerca de 300 mil filiados do PT, numa eleição prévia, para decidir quem estará na disputa presidencial de outubro.

Lula, que bem ou mal nunca perdeu o comando do PT nos últimos 15 anos, iniciou 2002 desprezando a prévia. Disse, com todas as letras, que não moveria "uma palha" pela realização da consulta, e até o fim de fevereiro mostrava pouca ou nenhuma paciência com o evento, tratado como histórico pelo PT.

Pela primeira vez, o partido vai reunir seus integrantes para que escolham, entre dois nomes, o candidato à Presidência. (...) (pág. 3)

- Até há bem pouco tempo, o PFL causava certa inveja ao PSDB pelo profissionalismo político. Pragmáticos, os dirigentes liberais eram especialistas em gravitar no poder.

Disciplinados, parlamentares e filiados seguiam a cartilha ditada pelo comando e obedeciam as regras. Não é mais assim.

Com a candidatura de Roseana Sarney à Presidência agonizando, o PFL está se tomando uma confederação política.

É como o ex-aliado Fernando Henrique Cardoso trata agora a legenda. Negocia no varejo para dobrar a resistência da cúpula, que insiste em transformar a votação da CPMF num instrumento de vingança.

O PFL suspeita do dedo do parceiro de ontem na ação da Polícia Federal durante o episódio de busca e apreensão na Lunus, empresa de Roseana. Foi a partir da divulgação do eventual envolvimento da firma em projetos irregulares na Sudam que a candidata do partido começou a despencar nas pesquisas. (...) (pág. 5)

EDITORIAL

"Âncora Política" - (...) - A excessiva duração das campanhas gera a fadiga cívica. As conseqüências da pressa de trazer às ruas a propaganda de candidaturas já teve prejuízo elevado: as oscilações dos candidatos registradas nas pesquisas confirmam a necessidade de acabar com subterfúgios para burlar o calendário de prazos formais.

Só a reforma política - ampla e arejada, sem preocupação de preservar pequenas vantagens - poderá acenar para um Brasil novo, num futuro que não pode esperar eternamente. A democracia padece a falta de aperfeiçoamento, e os eleitores têm pressa de desfrutar não apenas da liberdade de escolher mas de selecionar o que há de melhor na sociedade. (pág. 10)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Embora façam certo charme e digam que agora não têm pressa para definições, os peemedebistas estão loucos para casar. Esperam de José Serra o pedido oficial a ser apresentado ao candidato a vice-presidente na chapa tucana para, no máximo, até o fim do mês.

A presa guarda relação com o prazo de desincompatibilização, em 6 de abri. Como o vice será, é quase certo, um governador, e do Nordeste, é preciso tempo para que o escolhido pese os custos e benefícios da decisão. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Ricardo Boechat) - Cerca de 120 mil toneladas de café dos estoques reguladores do Governo - quase um terço do total - estão apodrecendo.

A denúncia é de técnicos que percorreram os armazéns.

Após 17 anos, milhares de sacas se romperam no chão, ameaçando a validade do produto.

* Oito desembargadores pediram a impugnação das eleições no Instituto de Magistrados do Brasil.

Alegam mudanças favoráveis à situação nos estatutos da entidade.

Eleito presidente pela quarta vez, em chapa única, o desembargador Jorge Uchoa nega a acusação. (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Banco estrangeiro lucra mais no Brasil

- Cada dólar aplicado pelos bancos estrangeiros no Brasil em 2001 rendeu, em média, 50% a mais do que no resto do mundo. O percentual, apurado em levantamento da ABM Consulting, supera em muito a taxa de risco do Brasil (diferença de taxa de juros que o país paga a mais que os EUA para tomar dinheiro emprestado no exterior), atualmente em torno de sete pontos percentuais.

A relação média entre lucros líquidos e ativos totais dos oito bancos analisados foi de 0,7% - cada US$ 100 de ativos renderam US$ 0,7. Se for considerada somente a participação dessas instituições no Brasil, o percentual pula para 1,05%.

A rentabilidade sobre o patrimônio líquido, que dá a medida exata de quanto os bancos lucram, foi 24% maior no Brasil do que no exterior. (pág. 1 e B1)

- As derrotas eleitorais de 1989, 1994 e 1998 deixaram Luiz Inácio Lula da Silva mais conservador, diminuíram o poder das alas radicais sobre o petista e fizeram surgir contestação interna inédita à sua liderança.

Aos 22 anos, o PT expandiu seu eleitorado, trocou a militância pela profissionalização e distanciou-se dos movimentos sociais e dos líderes sindicais.

Lula enfrenta hoje o senador Eduardo Suplicy pela indicação petista à Presidência, em prévias que devem mobilizar ao menos 150 mil militantes.

Franco favorito, Lula entra na sua quarta disputa presidencial com o patamar de rejeição - 32% - maior do que a média de 1989 (26,4%) e similar à de 1994 (31,9%) e à de 1998 (32,9%). (pág. 1, A14 a A17)

- A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), não confirmou ontem se será candidata à Presidência. Durante caminhada pelo centro histórico de São Luís, Roseana disse que sairá do governo no dia 5, mas deixou no ar a dúvida se disputará uma vaga no Senado ou a Presidência.

A governadora transferiu a decisão sobre sua candidatura para o PFL: "Se o meu partido quiser a Presidência, isso é uma discussão do partido".

Roseana se recusou a comentar o R$ 1,34 milhão apreendido em empresa dela e do marido, Jorge Murad. (pág. 1 e A6)

- A Receita está fazendo auditoria nas declarações de renda de oito pessoas que coletaram dinheiro para o caixa dois das campanhas eleitorais de FHC.

Entre as oito, estão os ex-ministros Bresser Pereira e Andréa Matarazzo, que dizem ter enviado esclarecimentos à Receita. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor do Banco do Brasil e também sob inspeção, disse ser comum a Receita confundir renda com movimentação bancária, mas não enviou os extratos pedidos. (pág. 1 e A8)

EDITORIAL

"O risco do Brasil" - As imagens que em cada momento o Governo e os mercados criam para sugerir que tudo vai bem se renovam periodicamente. Apenas para que os problemas, ignorados por conta da calmaria, surjam depois mais graves.

Durante o regime militar, quando a economia passava bem e a população mal, martelava-se a imagem do "milagre brasileiro" e mesmo a de "ilha de prosperidade" em meio a um sistema internacional em crise.

Os pacotes econômicos dos anos 80 e 90 também foram pródigos em fantasias e bordões que foram do "tem que dar certo" sarneysista ao "real forte" do primeiro governo FHC. De modo recorrente, operadores do mercado descrevem ironicamente o país como uma Suíça tropical. Na alta, dizem, "só falta nevar".

COLUNA

(Painel) - O PT articula com candidatos a governador do PSB a derrubada da candidatura presidencial de Anthony Garotinho na convenção do partido, a ser feita até o final do semestre. A idéia é que eles apresentem uma moção defendendo o apoio da sigla a Lula.

* Muitos candidatos a governador acham que a decisão do TSE de verticalizar as coligações inviabilizou o projeto de Garotinho, já que dificulta a eleição de parlamentares. Por isso, resolveram trabalhar em favor de Lula.

* Em troca do apoio, o PT oferece a vice de Lula e se dispõe a ajudar alguns candidatos a governador do PSB. São os casos de Wilma Faria (RN), Paulo Hartung (ES), Ademir Andrade (PA) e Wellington Landim (CE).

* No círculo de José Serra aposta-se que Roseana Sarney desistirá de sua candidatura dentro de, no máximo, dez dias. Antes da divulgação de uma nova pesquisa de intenção de voto. (pág. A-4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Dinheiro da safra chega ao mercado e impulsiona vendas

- Cidades do interior do País começaram a ser beneficiadas pela receita de R$ 30,2 bilhões da safra de verão, que já vem sendo colhida. Lojas de eletrodomésticos e móveis registram crescimento de até 10% nos negócios, em comparação com o mesmo período do ano passado. A venda de tratores e máquinas agrícolas evoluiu mais de 20%.

Esse aquecimento da economia em algumas regiões é resultado de mais de um ano de capitalização no campo. Produtores de soja, milho, algodão, arroz e feijão do Centro-Sul deverão embolsar 15% mais do que em 2001, por conta de uma safra recorde de 87,2 milhões de toneladas. (pág. 1, B1 e B3)

- Por causa da crise que vem enfrentando, o PFL refez suas contas e admite que pode encolher na Câmara dos Deputados. A direção nacional do partido previa a eleição de 105 a 115 deputados em outubro. Agora, as expectativas baixaram para algo entre 91 a 102. (pág. 1 e A4)

- Pela primeira vez a contragosto, o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, disputa hoje uma prévia no partido. É o teste de sua quarta candidatura à Presidência da República. O desafiante, senador Eduardo Suplicy (PT), não tem chance de vencer, mas pode desgastar Lula. (pág. 1, A8 e A9)

- O governo paulista decidiu atacar um dos mais graves problemas da Polícia Militar, a corrupção. Projeto de lei do Executivo propondo regras drásticas será votado na terça-feira. O objetivo é abreviar de dois anos para seis meses os processos de expulsão de policiais envolvidos em crimes. (pág. 1 e C5)

- O presidente do BNDES, Eleazar de Carvalho, fala sobre a injeção de dinheiro público na Globo Cabo e diz que não houve privilégio. "Se outras empresas da mídia concordarem com as condições, estamos prontos a apoiar. (pág. 1 e B9)

- É uma história que teve início em agosto de 1994, quando o empresário e então presidente da Transbrasil, Antônio Celso Cipriani, assinou a transferência de US$ 430 mil para um banco na Suíça. Hoje, Cipriani está bem no que diz respeito à saúde financeira. Já a Transbrasil vai muito mal e enfrenta a maior crise dos seus 47 anos de existência. (pág. 1 e B6 a B8)

- O presidente argentino, Eduardo Duhalde, injetou mais de US$ 200 milhões para tentar segurar o dólar. Não conseguiu e de quebra irritou o representante do FMI Anoop Singh, que exige a livre flutuação do peso. (pág. 1 e B12)

- O governo George W. Bush enfatiza sua convicção de que o regime de tratados internacionais para controle de armas é irrelevante. Se o Tratado de Não-Proliferação Nuclear for descartado, as armas se propagarão pelo mundo. (pág. 1 e A20)

EDITORIAL

"A insensibilidade de Mr. Singh" - No comunicado que expediu antes de deixar Buenos Aires, o chefe da missão do FMI, Anoop Singh, anuncia que, em poucas semanas, estarão definidas as bases para a conclusão do acordo. Daqui a poucas semanas pode ser tarde demais. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- PFL ainda mantém 98% dos cargos no Governo

- Dez dias depois de romper oficialmente com o Governo por causa da operação da Polícia Federal na empresa da governadora Roseana Sarney e de seu marido, Jorge Murad, o PFL ainda mantém 98% dos cargos que ocupava na administração federal.

Apesar de o presidente do partido, Jorge Bornhausen, ter dito que deixar os postos era questão de caráter, apenas 29 pessoas das 1.500 indicadas por pefelistas entregaram seus cargos.

Saíram os três ministros do PFL, mas mesmo dirigentes de órgãos públicos como INSS, CEF e Furnas, que pediram demissão, ainda não foram exonerados de fato.

O Planalto também não parece disposto a cobrar a saída dos pefelistas. "Não vamos expelir o PFL", diz o secretário-geral da Presidência, Arthur Virgílio. Os pefelistas continuam em seus postos até em estados onde fazem oposição maior ao Governo, como Maranhão, Bahia, Minas, Pernambuco e Rio Grande do Norte. (pág. 1 e 3)

- O diretor-geral da Polícia Federal, Agílio Monteiro, garante que a PF tem condições de fazer varredura nos telefones do Ministério da Saúde, ao contrário do que disse o ministro Barjas Negri. (pág. 1 e 4)

- Uma liminar do juiz Ricardo Regueira, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, causa um prejuízo de R$ 1,5 milhão por ano ao Hospital Geral de Bonsucesso.

Fornecedora de refeições para o hospital, a Sanoli conseguiu suspender duas vezes na Justiça a concorrência para contratação de uma nova empresa de alimentação. O edital fixa um preço 21% menor. (pág. 1 e 14)

- Dois grupos de epidemiologistas investigarão os óbitos ocorridos na Região Metropolitana em busca de mortes por dengue não registradas oficialmente. Eles suspeitam que o número de casos seja maior que o divulgado. Só na Baixada, há seis mortes não registradas. Ontem, houve mutirão contra a dengue em dois morros da Zona Sul. (pág. 1, 18, 19 e 24)

- As delegacias reforçaram a segurança durante os plantões da madrugada, desde o início dos ataques dos "bondes" de traficantes a policiais civis e militares, há duas semanas. Com medo, os policiais passam a noite armados com fuzis e usam carros para fazer barricadas nas portas das delegacias. "Estamos apreensivos", diz um agente. (pág. 1 e 17)

- O mesmo genérico pode ser vendido com preço até 220,25% mais alto de uma farmácia para outra. Segundo levantamento da Genericofarma, uma farmácia especializada em genéricos, essa é a diferença que o consumidor do Rio, pode encontrar ao comprar a Ceftriaxona Sódica, substituto do remédio de marca Rocefin. (pág. 1 e 37)

- O recrudescimento da violência no Oriente Médio está atingindo agora os movimentos pacifistas palestinos e israelenses. Os integrantes destes grupos estão trocando a utopia da reconciliação entre os povos pela realidade do conflito.

Para eles, é cada vez mais difícil propagar idéias pacifistas em meio ao confronto que já matou mais de 1.400 pessoas. (pág. 1 e 44)

- Funcionário de carreira do Banco Central em Brasília, o engenheiro Paulo Fonseca de Cacella é o primeiro astrônomo amador brasileiro a descobrir uma estrela supernova.

A descoberta foi confirmada pelo Observatório de Lick, na Califórnia, na semana passada, e é importante para os cientistas que estudam a evolução do Universo. (pág. 1 e 47)

- Os postos do Rio decidiram aumentar ontem os preços da gasolina nas bombas de 3,6% a 10%, apesar de a maioria ainda trabalhar com estoques antigos. Os gerentes fixaram os preços de modo aleatório. Poucos sabiam qual o novo preço da gasolina a ser cobrado pela Petrobras nas refinarias depois de reajuste de 9,39%. (pág. 1 e 41)

- A euforia com a Nova Economia acabou e só restaram 10% das empresas de Internet criadas há dois anos. Com isso, pelo menos 270 mil perderam o emprego, segundo a Asap Executive Recruiters, companhia especializada em recrutamento salarial na rede diminuiu 60%. (pág. 1, 31 e 32)

- (São Paulo) - Pela primeira vez em 22 anos de história do PT, Luiz Inácio Lula da Silva terá sua hegemonia contestada dentro do partido: Ele disputa hoje uma prévia entre os 800 mil filiados para a escolha do candidato a presidente da República. Ninguém aposta uma ficha sequer na vitória de seu rival, o senador Eduardo Suplicy, a não ser, talvez, o próprio.

Mesmo assim, a disputa deixou Lula constrangido a ponto de se recusar a comentar o assunto. Segundo os líderes petistas, a prévia servirá apenas para dimensionar o domínio de Lula sobre o partido.

"O que será avaliado é o 'quorum' nos estados mais importantes e a porcentagem de votos de cada um", admite o coordenador de Organização do PT, Sílvio Pereira. (...) (pág. 8)

- (São Luís) - A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), admitiu ontem que defendeu pessoalmente a aprovação do projeto da Usimar, investigado pelo Ministério Público por suspeita de desvio de R$ 44 milhões de verbas da Sudam.

Roseana alegou, no entanto, que agiu como qualquer governador ao defender a implantação de uma nova empresa em seu estado. Ela transferiu para o presidente Fernando Henrique Cardoso a responsabilidade pela liberação dos recursos que acabaram sendo desviados.

"Pedi para que fosse aprovado o projeto. É normal, natural de qualquer governador isso, Não sou eu que analiso projeto, não sou eu que nomeio as pessoas que analisam e liberam o projeto. Pedi para aprovar projeto, não pedi para liberar dinheiro. É uma diferença muito grande", disse, acrescentando:

"Quem nomeia o superintendente da Sudam é o presidente da República. Não sou responsável por isso, e sim o presidente porque ele é quem nomeia as pessoas que liberam o dinheiro. Se fosse eu, não liberaria. Se tivesse alguma dúvida, não liberaria."

A governadora negou que tivesse sido alertada pelo representante da Receita Federal no conselho da Sudam sobre irregularidades no projeto da Usimar.

Roseana preferiu não falar sobre as suspeitas de grampo contra seu governo.

Ao sair para uma caminhada no centro histórico de São Luís, Roseana aceitou falar sobre o PFL, a campanha, e até sobre o projeto turístico que vai inaugurar na capital. Mas não deu uma explicação sobre a origem do R$ 1,34 milhão apreendido na empresa Lunus, de sua propriedade e de seu marido, Jorge Murad: "Sobre isso não falo." (...) (pág. 15)

EDITORIAL

"Missão no Senado" - No mundo globalizado, nenhuma economia se sustenta sem remover obstáculos que a impeçam de ser competitiva. A rigidez da legislação trabalhista brasileira é um desses obstáculos. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com quase mil artigos, reflete uma realidade de 50 anos atrás. (...)

A flexibilização da legislação trabalhista não está mais sob urgência constitucional no Senado. Mas, da mesma maneira que deputados se dispuseram a encarar de frente o problema, enfrentando desgastes políticos, os senadores precisam assumir suas responsabilidades históricas diante do futuro da economia brasileira e pôr o projeto de lei em votação o quanto antes. Ela é mais importante do que quaisquer rusgas partidárias. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - A união das oposições continua improvável no primeiro turno, mas o aceno que lhe cobram, Lula fará depois que for escolhido candidato nas prévias que o PT realiza hoje. Examina inclusive uma proposta: tendo a cabeça de chapa, o PT apoiaria candidatos a governador dos partidos aliados em todos os estados, exceto naqueles que já governa. (...) (pág. 2)

(Ancelmo Gois) - A americana Pannsylvania Power processa o Brasil num tribunal internacional.

Dona da Cemar, companhia de luz do Maranhão, alega prejuízos de US$ 300 milhões com o racionamento.

Contratou o velho lobista Henry Kissinger para atuar nesse caso.

* Brasil e EUA discutirão questões sobre segurança militar, quarta-feira, em Brasília. A delegação de lá é chefiada pelo vice-secretário de Defesa, Roger Pardo-Mauer. O Governo brasileiro vai falar grosso na reunião. Acha que os americanos são responsáveis pelo fato de o Brasil, há dez anos, não conseguir comprar lá fora tecnologia dual (que pode ser usada na paz ou na guerra). (pág. 16)

CORREIO BRAZILIENSE

- Brasil tem 1,6 milhão de cobaias humanas

- Sofrimento, mortes e dezenas de milhões de dólares cercam estudos clínicos no País, principalmente para testar novas drogas. Parte dos experimentos viola normas brasileiras e internacionais de proteção aos pesquisados.

Durante pesquisa com novos remédios, doentes com tuberculose, hipertensão e crises de asma são deixados sem tratamento. Quase todas as cobaias são pacientes pobres de hospitais públicos.

Um terço são crianças. Dados da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa revelam que, só em 2001, 645,5 mil brasileiros participaram dos testes. Nos últimos cinco anos, foram 1,6 milhão. (pág. 1, 6 a 11)

- Difícil fugir à triste realidade: se há candidato disputando votos, há baixaria. Não só no Brasil a peculiaridade da atual corrida ao Planalto é que os ataques começaram mais cedo do que o normal. Mas especialistas dizem que a legislação eleitoral tem conseguido impedir maiores danos à democracia. (pág. 1, 14 e 16)

- Os três partidos reunidos em torno da candidatura de Ciro Gomes - PPS, PDT e PTB querem se fundir numa única e nova legenda para reforçar a batalha eleitoral e fazer frente ao candidato governista, o senador José Serra. (pág. 1 e 33)

- O corpo de Irajá Pimentel, morto com seis tiros na quadra 216 Sul, foi enterrado ontem pela manhã. A polícia se limitou a confirmar a principal linha de investigação: envolvimento da vítima com disputa por terra. Nenhum suspeito foi apresentado até o fechamento desta edição. (pág. 1 e 20)

- Enquanto trava violenta batalha contra a polícia paulista, a organização criminosa PCC - Primeiro Comando da Capital - quer virar partido político e eleger um deputado federal. (pág. 1 e 12)

ZERO HORA

- Filiados desgarrados das correntes tradicionais do PT, ausentes de encontros e atividades cotidianas do partido, serão o fiel da balança da prévia que escolherá neste domingo o candidato da sigla ao governo do estado.

Depois de dar seus votos ao governador Olívio Dutra ou ao prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, e decidir a eleição em favor de um ou outro, esses petistas voltarão a sua existência comum e deixarão aos dirigentes partidários uma difícil tarefa: curar as seqüelas deixadas pela mais tensa disputa interna vivida pelo PT gaúcho. (pág. 4 a 12)

- A entrada em vigor, na última terça-feira, da nova legislação municipal sobre a propaganda ao ar livre em Porto Alegre, esquentou a controvérsia da liberalidade em relação à poluição visual na cidade.

As novas regras interessam diretamente a pelo menos 15 empresas de maior atuação no setor, com negócios anuais em torno de R$ 5 milhões. (pág. 20)

- Os comitês de gestão de bacias hidrográficas de responsabilidade do Rio Grande do Sul podem passar, em dois anos, a cobrar pela utilização de 20 conjuntos de terras drenadas existentes no estado.

A medida é similar à tomada na quinta-feira pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos, que estipulou a cobrança de taxas a consumidores de água da bacia do Rio Paraíba do Sul, que corta São Paulo, Minas Gerais e o Rio. (pág. 36)

REVISTAS

 

VEJA

TÍTULOS DE CAPA

- Campanha Eleitoral - A guerra dos dossiês

- Políticos e espiões montaram uma indústria da difamação no Brasil

- 75% dos brasileiros acham que os políticos fazem qualquer coisa para se eleger

- O marido de Roseana mentiu até na hora da confissão

A sétima mentira sobre o dinheiro - Nem mesmo quando disse falar a verdade Murad deixou de contar uma nova lorota. (pág. 44 a 49)

É a vez de Serra - O tucano rouba o lugar de pesquisas e deixa mordida a cúpula do PFL, que só fala em vingança. (pág. 36 e 37)

E as bruxarias andam soltas - Numa guerra suja, a "base aliada" se engalfinha com grampos e dossiês. (pág. 38 a 43)

O homem da máquina já incomoda - Serra cresce nas pesquisas, vira alvo do PFL e, pela primeira vez, demonstra fôlego para chegar ao segundo turno. (pág. 50 a 52)

 

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- A política do grampo - Os arapongas aparecem. Empresa de Brasília contratada para rastrear governadora do Maranhão tem como sócio agente da Polícia Federal que atuou como segurança em campanha dos tucanos.

* As escutas reveladas na última edição de "Istoé" levam o deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ) à Comissão de Ética. Oposição quer CPI.

* PFL acusa José Serra de estar por trás das denúncias que destruíram a candidatura de Roseana Sarney.

* Tasso Jereissati ameaça romper com Serra. Ele descobriu que seus telefones também foram grampeados.

Poder paralelo - Surgem novos indícios do envolvimento de tucanos no grampo ilegal com o aparecimento de Araponga. A crise política esquenta com pedido de cassação e até de uma CPI. É uma guerra total entre PSDB e PFL que pode inviabilizar o Governo FHC. (pág. 24 a 28)

Sem medo de araponga - Preocupado em não ter rabo preso, Ciro abriu mão de três pensões. (pág. 32 e 33)

Estrela trincada - Pela primeira vez, Lula enfrenta uma resistência interna e vê seus índices caírem nas pesquisas. (pág. 36 e 37)

O gladiador - Garotinho se compara a personagem de filme para manter candidatura. (pág. 38)

O bombeiro da crise - Pimenta da Veiga assume campanha de José Serra e espera reeditar a aliança governista. (pág. 42 e 43)

O Lula de Serra - O bem-humorado, PC Bernardes, cérebro do marketing tucano, é confundido com o petista. (pág. 44 a 45)

Argentina no Ceará - Numerosa delegação domina o encontro do BID e pede socorro ao país. (pág. 64 e 65)

Fora da tela da Globo - Participação do BNDES em operação de capitalização da "Globo Cabo" gera polêmica. (pág. 69)

 

ÉPOCA

TÍTULOS DE CAPA

- Fuzilaria na sucessão - Suspeita de grampear Roseana, polícia não se explica direito.

- Jorge Murad: "Tenho medo de ser preso".

- Sofrimento sem fim - A dor dos pais pela morte de filhos levados pela violência e pelo trânsito das grandes cidades.

- BigBrother - Entrevista com o criador mundial do programa

- Como os tintos ganharam a guerra dos vinhos

Serra sobe, o PFL ataca - Sob o risco de ficar fora da campanha, tropa pefelista monta artilharia contra o candidato tucano. (pág. 30 a 34)

"Tenho medo de ser preso" - Murad deixa o governo sem uma explicação racional para a posse de R$ 1,3 milhão. (pág. 35 a 37)

Muamba verde-oliva - Fornecedora do Exército vira alvo de denúncias de irregularidades na importação de fardas. (pág. 42)

Um jogo duplo - Os EUA mandam representante ao Brasil para explicar por que sobretaxaram o aço, apesar de defenderem o livre comércio. (pág. 64 a 66)

 

DINHEIRO

TÍTULOS DE CAPA

- GM dá a resposta - A montadora faz ousada aposta no Brasil, com um carro de requinte a custo baixo, e entra, finalmente, no mercado de veículos compactos. O objetivo: tomar a liderança da concorrência. Conseguirá?

- Chip humano - Empresário vira primeiro cyborg brasileiro

- Dinastia - Os Rockefeller suecos controlam São Paulo

- Andersen - O calvário da auditoria sem credibilidade

- Globo - A Cirurgia na gigante das comunicações

- Balanço social - Aprenda como fazer um para a sua empresa

- PALM vai fabricar computador de mão no País

- Sexo na Enron - Depois das orgias financeiras, um novo escândalo na companhia

- Conheça o banqueiro dos Bin Laden

"Não dá mais para financiar o populismo" - Para o economista-chefe do ABN Amro em Nova York, o poder pode mudar de mãos após as eleições, mas a âncora fiscal afasta risco de mudanças na economia. (pág. 22 a 24)

Promessas frustradas no Bid - Países questionam modelo econômico, enquanto a Argentina pede dinheiro. (pág. 28 e 29)

O leão rugiu - Veio ao Brasil distribuir recados e ameaças veladas. (pág. 32 e 33)

Briga em família - FHC indicia site que tem seu primo como sócio. (pág. 45)

GM cria o popular de alto estilo - Carro com requinte de top de linha e preço de 1.0 é a nova arma da montadora para sacudir o mercado. (pág. 52 a 55)

O bilhão da Globo - BNDES injeta recursos na maior empresa de tevê a cabo do País e desperta reações negativa. (pág. 70)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br