17/08/2002

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JORNAL DO BRASIL

- Indústria cai em oito regiões

- A turbulência financeira custou caro ao setor produtivo no primeiro semestre. A produção industrial encolheu em oito das 12 regiões pesquisadas pelo IBGE. O Rio de Janeiro liderou o crescimento, graças à expansão dos segmentos de petróleo e gás, metalúrgico e têxtil. Além da indústria fluminense, só registraram resultados positivos o Espírito Santo, o Rio Grande do Sul e a Região Sul.

Em São Paulo, maior parque industrial do País, houve retração de 2,8% no período. O único setor beneficiado pela crise e pela disparada das cotações do dólar, foi a agroindústria, que comemora forte avanço nas exportações, especialmente de açúcar, soja e café.

O mercado financeiro viveu ontem um dia de trégua, com a munição do Banco Central para intervir no câmbio, finalmente, conseguindo acalmar os ânimos dos investidores. O dólar fechou em baixa de 2,64%, a R$ 3,125, o risco Brasil recuou 3,95% e a Bovespa teve alta de 3,73%, interrompendo uma seqüência de cinco quedas.

O BC teve sucesso na troca de títulos de longo prazo por papéis com vencimento no ano que vem, com desconto, o que aliviou as tensões sobre a capacidade do Governo de rolar sua dívida. A expectativa de liberação de recursos do BNDES para financiar exportações e os rumores sobre pesquisa eleitorais que apontariam uma reação do candidato do Governo, José Serra, na corrida presidencial, ajudaram a melhorar o humor dos operadores. (pág. 1, A11 e A12)

- O comando de campanha do candidato do PSDB à sucessão presidencial passou o dia ontem comemorando. Com base em levantamentos internos, assessores de José Serra afirmavam que o principal rival do tucano, o candidato da Frente Trabalhista, Ciro Gomes, não só teria parado de subir nas pesquisas como já estaria em processo de queda. Os parlamentares do partido decidiram entrar em cena e aumentaram os ataques ao candidato do PPS, repetindo a associação de Ciro ao ex-presidente Fernando Collor. (pág. 1 e A3)

- Assolada pelas enchentes de seus principais rios, a Europa Central assiste a manifestações de solidariedade só vistas no período da Segunda Guerra. A República Tcheca, às voltas com as piores inundações em um século, aceitou oferta do governo polonês de especialistas e equipamento pesado para dar início à reconstrução tão logo as águas baixem.

Na Alemanha, o governo começou a distribuir 100 milhões de euros às populações afetadas pelas enchentes na Baixa Saxônia e Baviera. Em Dresden, centenas de voluntários se juntaram aos funcionários civis e militares na luta para preservar os monumentos históricos da Cidade Velha. Dia e noite, erguem barreiras com sacos de areia. O nível do Rio Elba continua subindo e as águas já ultrapassaram os 30 metros acima do normal. (pág. 1 e A10)

- Depois de apresentarem queda em junho, os índices de violência no estado voltaram a apresentar aumento na incidência de delitos contra o patrimônio. Somadas as ocorrências no Grande Rio e no interior, ouve 568 roubos a estabelecimentos comerciais em julho - 355 deles só na capital -, contra 530 no mês anterior. (...) (pág. 1, C1 e C3)

- (Crawford, EUA) - Preocupado com os sinais que põem em xeque a retomada do crescimento da economia americana, o presidente dos Estados Unidos, George Bush, já prepara novo pacote de estímulo com base em idéias surgidas durante do fórum econômico que promoveu esta semana. Entre as fontes da preocupação de Bush está a queda na confiança dos consumidores. A prévia de agosto do índice, formulada pela Universidade de Michigan, o colocou no seu menor nível desde novembro do ano passado. O pessimismo dos consumidores é uma ameaça à retomada porque seus gastos respondem por dois terços do PIB dos EUA. (...) (pág. 1 e A16)

- O candidato à Presidência José Serra (PSDB) mandou retirar ontem de seu site um jingle que se referia indiretamente ao candidato Ciro Gomes (PPS), acusando-o de ser "mentiroso" e de não ter "moral nenhuma". A vinheta, uma paródia da música "Você é doida demais", dizia "você mente demais, rapaz", uma crítica velada a Ciro. O jingle, que foi retirado do site, terminava com a frase "você diz que é o tal, baluarte da moral, mas você não tem nenhuma". (...) (pág. 3)

- Oficialmente, ninguém viu qualquer pesquisa ainda. Mas bastaram os rumores de mudança nos índices para que o comando de campanha de José Serra partisse para o ataque. A ordem é atacar Ciro Gomes, para aproveitar uma suposta tendência de queda do candidato da Frente Trabalhista. Na ofensiva, vale tudo. De jingles provocando o adversário a ataques políticos mais duros. (...) (pág. 3)

- Ciro Gomes vai reagir aos ataques do tucano José Serra. Pela primeira vez nestas eleições, resolveu processar um adversário por danos morais. A ação cível foi aberta no foro de Pinheiros, em São Paulo, na última quarta-feira, mas só agora foi divulgada. Ciro pede indenização de 100 a 300 salários mínimos em cada um dos processos que moveu contra Serra.

O candidato da Frente Trabalhista quer uma reparação pelo fato de Serra ter lhe chamado de "genérico de Collor", referindo-se ao ex-presidente Fernando Collor. (...) (pág. 3)

- (Belo Horizonte) - O governador de Minais Gerais, Itamar Franco, e o candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, se encontraram ontem na Praça Sete, no centro de Belo Horizonte. (...) (pág. 4)

- O candidato da Frente Trabalhista, Ciro Gomes, disse ontem que é favorável à manutenção da alíquota de 27,5% de Imposto de Renda para Pessoa Física no próximo ano. A informação, passada pelo porta-voz de Ciro, Egídio Serpa, faz parte da estratégia do candidato de não parecer fogueteiro, como é tratado pelo principal adversário, o tucano José Serra. (...) (pág. 3)

- Ministro do Planejamento, Guilherme Dias convidou os coordenadores dos programas de governo dos quatro principais candidatos à Presidência da República para discutir, na próxima quinta-feira, a elaboração do Plano Plurianual (PPA) para os anos de 2004 a 2007. (...) (pág. 4)

EDITORIAL

- "Fim do Suplício" - Antes tarde do que nunca. "O Informe JB" antecipou, em primeira mão, que o Banco Central decidiu pôr um ponto final nos intermináveis processos de liquidação que deram origem ao Proer. Prepara-se para levar a leilão os ativos remanescentes e, em seguida, desbloquear os bens dos donos dos bancos Nacional, Econômico, Bamerindus e Mercantil, em Pernambuco. Em alguns casos, se houver diferença a favor, as famílias proprietárias terão direito a reembolso.

Com o acerto de contas, será encerrado o drama das famílias Magalhães Pinto, Calmon de Sá e Andrade Vieira, que foram marginalizadas da vida econômica (e até civil) assim que se iniciaram os processos de intervenção e liquidação. Os ex-banqueiros pagaram dura pena pelos erros que cometeram. Além dos prejuízos financeiros e patrimoniais, testemunharam a transferência das instituições para novos acionistas. Nada justificava, porém, que continuassem eternamente "sub judice" e com os bens bloqueados. Era tempo de encerrar o suplício. (...) (pág. 14)

COLUNAS

- (Coisas da Política - Dora Kramer) - Ao se confirmarem as versões de que as próximas pesquisas de opinião registrarão queda de Ciro Gomes na preferência do eleitorado, prudente seria que o candidato, antes de distribuir acusações à deriva, refletisse a respeito do próprio comportamento.

Além de dar a si mesmo uma chance para se corrigir, evitará errar a origem da conspiração da qual certamente sentir-se-á vítima. (...) (pág. 2)

- (Informe JB - Gustavo Krieger) - Logo após o encerramento do comício em Planaltina de Goiás (GO), José Serra tomou uma decisão. Vai investir no eleitorado evangélico. "Chegou a hora de me aproximar deles", disse ao governador Marcone Perillo, de Goiás. Serra pediu a Perillo que marque o mais rápido possível encontro com "aquele bispo seu amigo" lá de Goiânia. O nome do bispo permanece em sigilo. (pág. 6)

- (Boechat) - O Brasil vai apresentar dia 26, na Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável, na África do Sul, uma proposta para sacudir a economia mundial.

A idéia é que cada barril de petróleo produzido no mundo pague US$ 1 adicional de imposto.

Os US$ 26 bilhões que se estima sejam arrecadados por ano seriam aplicados no combate à pobreza, inclusive projetos de saneamento. (pág. C-2)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Dólar recua pela 1ª vez na semana

- O dólar caiu 2,65%, após cinco pregões consecutivos de alta, e recuou para R$ 3,125. A moeda americana não fechava em queda desde o dia seguinte ao do anúncio do acordo com o FMI. O risco-país brasileiro caiu 4%, para 2.091 pontos, e a Bovespa teve alta de 2,73%.

O principal fator da melhoria do humor do mercado foram rumores da subida do presidenciável José Serra (PSDB) em novas pesquisas que serão divulgadas no fim de semana.

Segundo se comentava, Serra teria reduzido de 12 para seis pontos a distância para Ciro Gomes (PPS), que desagrada ao mercado e teria caído. Por ser apoiado pelo Governo, Serra é visto como prosseguidor da atual política econômica.

Outro fator foi o sucesso da troca de títulos de prazo mais longo por papéis de prazo mais curto, feita pelo Banco Central, antecipando o vencimento da dívida do Governo: foram trocados R$ 9,5 bilhões. (pág. 1 e B1)

- Os fundos de investimento DI e de renda fixa vão sofrer uma reclassificação para se adaptarem às novas regras definidas pelo Banco Central. A nova classificação será anunciada na próxima semana.

Os investidores de fundos DI terão duas opções básicas: fundos de curto prazo - com uma volatilidade menor - e outros que aplicam em títulos de mais de um ano, que poderão escolher se querem adotar a marcação a mercado. (pág. 1 e B4)

- O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, admitiu que Fernando Henrique Cardoso falhou em duas das cinco prioridades que elegeu na campanha de 1994 - emprego e segurança - e disse que manterá as "coisas certas que o Governo fez", no ciclo "Candidatos na Folha".

Serra discordou da avaliação de seus adversários que o sistema financeiro foi o maior beneficiado da era FHC. "Os bancos sofreram muito em 95 e 96, na reestruturação do setor". O tucano afirmou que, se eleito, a negociação da Alca vai "demorar muito". (pág. 1, A10 e A11)

- A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo vai apurar o uso de carros oficiais em ato da campanha do governador Geraldo Alckmin (PSDB) que marcou a adesão de cerca de 500 prefeitos. Alckmin disse que punirá os responsáveis, se for provado que havia veículos do estado no evento. (pág. 1 e A6)

- O PL, partido coligado nacionalmente com Luiz Inácio Lula da Silva, abandonou o PT em Alagoas e dá apoio informal a Fernando Collor de Mello (PRTB). O presidente liberal no estado admite ser "amigo" do ex-presidente, mas diz que vota no PT de Alagoas. (pág. 1 e A6)

- Dois em cada três empreendimentos da CDHU (companhia de habitação popular do governo do estado de São Paulo) estão irregulares - como não foram registrados em cartório, 144 mil pessoas não podem obter escritura definitiva.

Segundo a própria companhia, de seus 1.700 empreendimentos, 1.120 não existem oficialmente. A CDHU diz que esse processo é complexo e que as regularizações já estão sendo encaminhadas. (pág. 1 e C1)

- A produção industrial em São Paulo caiu em junho 3,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, em sua segunda redução mensal consecutiva.

No primeiro semestre, a produção do setor no estado acumulou queda de 2,8% na comparação com igual período de 2001, segundo o IBGE. A produção média nas 12 regiões pesquisadas registrou recuo de 0,1% no primeiro semestre. Verificou-se queda de produção em oito regiões. (pág. 1 e B6)

EDITORIAL

"Livre para atacar" - As circunstâncias fizeram de Anthony Garotinho o candidato com o maior grau de liberdade política na atual disputa pelo Palácio do Planalto. Paradoxalmente, são as mesmas circunstâncias que, por ora, têm dificultado que a sua candidatura ganhe maior competitividade. Essa característica foi por diversas vezes manifestada na quinta-feira, quando o ex-governador do Rio de Janeiro foi o terceiro presidenciável a ser sabatinado em série de eventos promovida por esta "Folha".

À diferença das outras três chapas com fatia relevante nas pesquisas de intenção de voto, a de Anthony Garotinho é a única que é sustentada por um partido político apenas. E o PSB, presidido pelo ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, é uma legenda pequena. A sustentação política do candidato tem um forte viés regional, o estado do Rio de Janeiro, e algum apelo religioso na população evangélica. Parece pouco para eleger um presidente da República.

O fato de estar relativamente isolado, no entanto, permite que o oposicionismo de Anthony Garotinho soe muito mais natural do que o do pepessista Ciro Gomes ou o do petista Luiz Inácio Lula da Silva. (...) (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - FHC deverá apresentar aos presidenciáveis, na segunda-feira, um rascunho da "Agenda 100", documento que listará todos os compromissos do Executivo que vencem nos primeiros cem dias do futuro governo.

* A "Agenda 100" é coordenada por Pedro Parente (Casa Civil). No documento, constarão previsão de gastos, de arrecadação e de contratações e os projetos a serem tocados como prioridade pelo novo Governo federal. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- BNDES anuncia R$ 8 bi para exportações

- O presidente do BNDES, Eleazar de Carvalho, anunciou ontem a liberação de cerca de R$ 8 bilhões para o financiamento das exportações. Desse total, R$ 2 bilhões serão do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e o restante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), de instituições financeiras asiáticas e do Banco de Investimento Nórdico. Os recursos do FAT já estarão disponíveis a partir da próxima semana. Na segunda-feira, Eleazar se reunirá com a diretoria do BNDES para definir os detalhes das operações. Segundo ele, esses recursos serão destinados a operações de exportação de prazo mais curto. Empresas de todos os portes poderão se candidatar ao empréstimo, mas a prioridade será dada a pequenas e médias. (pág. 1 e B12)

- Fortes rumores de que a diferença entre Ciro Gomes e José Serra deve cair muito nas pesquisas a serem divulgadas no fim de semana foram a principal causa da queda do dólar e da alta da Bovespa ontem. A moeda americana caiu 2,65% e fechou em R$ 3,125. A Bolsa teve alta de 3,74%. Outro motivo para o bom humor do mercado foi a expectativa de financiamento ao comércio exterior nos próximos dias. (pág. 1 e B1)

- Preocupado com a repercussão negativa de mais uma de suas declarações, Ciro Gomes disse que apóia, sim, a aprovação de uma minirreforma fiscal no Congresso. (pág. 1 e A7)

- José Serra anunciou o Projeto Segunda-Feira, "o dia mais feliz para as pessoas que têm trabalho". (pág. 1 e A4)

- A agroindústria teve crescimento recorde de 8,3% no primeiro semestre, o melhor resultado já apurado nos dez anos de pesquisas feitas no setor pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGTE). Já a produção industrial caiu no primeiro semestre em 8 das 12 regiões pesquisadas pelo instituto. São Paulo fechou o semestre com queda acumulada de 2,8% e desempenho pior que a média nacional, de -0,1%. (pág. 1, B6 e B7)

- O preço do botijão de 13 kg de gás deverá cair só 4,48% para o consumidor, passando de R$ 26,08 para R$ 24,91, mesmo que distribuidores e revendedores repassem os 12,4% que a Petrobras reduzirá. Isso porque o peso da estatal no preço final é de cerca de 40%. O resto é dividido entre revenda, distribuição e tributos. (pág. 1 e B5)

- O presidente dos EUA, George W. Bush, já enfrenta até em seu partido restrições à idéia de uma guerra contra o Iraque. Políticos republicanos de peso e personalidades influentes, como Henry Kissinger, argumentam que faltam justificativas para o ataque e que o país não está preparado para uma ação militar. (pág. 1 e A24)

EDITORIAL

"Um minipacote indispensável" - Um minipacote fiscal poderá tornar mais tranqüila a transição política. Para isso, Governo e oposição terão de se entender, com rapidez, para conseguir a aprovação de pelo menos dois projetos importantes. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Números mostram queda na violência

- Os índices de criminalidade no estado durante os quatro meses do governo Benedita revela uma tendência de queda na maioria das 20 modalidades computadas. O número de homicídios, por exemplo, passou de 668 em abril para 528 em julho. As estatísticas de julho, porém, mostram que 11 índices registraram crescimento em relação ao mês anterior. O chefe da Polícia Civil, Zaqueu Teixeira, admite estar preocupado com o número de carros roubados, que teve um aumento de 5,6%.

* A polícia descobriu ossadas em cemitério clandestino no Morro do Fubá, em Madureira. (pág. 1 e 17)

- O mercado financeiro deu ontem uma trégua ao País. Em meio a rumores sobre pesquisas eleitorais favoráveis a José Serra e diante do sucesso da primeira troca de títulos públicos, o dólar caiu 2,65%, cotado a R$ 3,125, depois de cinco altas consecutivas. O risco Brasil recuou 3,95% (2.091 pontos) e a bovespa fechou com alta de 3,73%. (pág. 1 e 25)

- A Argentina enviou ontem ao Fundo Monetário Internacional carta de intenções para finalmente poder fechar um acordo com a instituição. Pelo texto, o país compromete-se a encerrar o ano com inflação de 64% e queda de 11% do PIB, para crescer 3% em 2003. As metas são de difícil execução: só no primeiro trimestre deste ano o PIB recuou 16,3% e em seis meses a inflação ficou em 34%. O acordo pode ser fechado em setembro. (pág. 1 e 27)

- O candidato da Frente Trabalhista, Ciro Gomes, desautorizou declarações de seu principal assessor econômico e até do presidente do PPS, Roberto Freire, sobre sua intenção de rever o acordo com o FMI. Ele também negou ser contra a proposta de minirreforma tributária, mas defendeu posições contraditórias ao longo do dia. O governador Itamar Franco entrou na campanha de Lula. (pág. 1, 3 a 5 e 10)

- Tradicional eleitora de Leonel Brizola (PDT), dona Zica, viúva de Cartola e grande dama da Mangueira, está dividida entre José Serra (PSDB) e Ciro Gomes (Frente Trabalhista). "Ia votar no Ciro, mas começou a surgir essa coisa de que ele diz uma coisa hoje e outra amanhã." Já Serra, para a sambista, "terá que provar que é diferente do presidente Fernando Henrique". (pág. 2 e 14)

- (Diamantina, Juiz de fora e Brasília) - Diante do tiroteio de informações desencontradas fornecidas por seus principais coordenadores de campanha a respeito do que o candidato da Frente Trabalhista, Ciro Gomes, pretendia dizer ao presidente Fernando Henrique Cardoso, em conversa na próxima segunda-feira, ele decidiu centralizar o comando de sua campanha e desautorizar os assessores e até o presidente do seu partido, o PPS, senador Roberto Freire (PE) a falar em seu nome. Ciro negou que pretenda sugerir ao Presidente mudanças nos termos do acordo com o FMI. (...) (pág. 3)

- (Rio e Nova York) - Enquanto o candidato da Frente Trabalhista, Ciro Gomes, desautorizava declarações de seus mais próximos auxiliares, o mundo financeiro americano ouvia outra história. Em reportagem publicada ontem no "Wall Street Journal", o jornal mais influente entre os analistas financeiros dos EUA, o senador Roberto Freire (PPS-PE), presidente do partido de Ciro, afirma que se seu candidato chegar ao poder vai rever o sistema de metas de inflação, o que pode tornar difícil um acordo do Governo brasileiro com o Fundo Monetário Internacional (FMI). (...) (pág. 4)

- (Recife) - O candidato do PSB à Presidência, Anthony Garotinho (PSB), afirmou ontem, que, se eleito, vai tentar renegociar o acordo com o FMI, que ele disse considerar danoso para o povo brasileiro, "uma camisa de força que fere a soberania nacional". Garotinho disse ainda que, se chegar à Presidência, os bancos terão que contribuir mais para o Imposto de Renda e reduzir as taxas de juros. O candidato prometeu também rever o processo de privatização. (...) (pág. 8)

- (Belo Horizonte) - O engajamento do governador de Minas Gerais, Itamar Franco, à campanha do candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, demorou, mas finalmente aconteceu. E para surpresa dos próprios petistas será bem maior do que o imaginado. Partiu ontem do próprio Itamar, durante um almoço com Lula na casa de seu candidato a vice José Alencar, o pedido para que o candidato reforce sua agenda no estado. O governador se dispôs a participar de pelo menos cinco comícios em Minas e mais cinco em outros estados. (...) (pág. 10)

EDITORIAL

"Obra de fachada" - Tendo completado sete anos e meio e consumido mais de R$ 1,5 bilhão, o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara apresenta resultados decepcionantes. Pior do que isso: como constatou a equipe japonesa que veio aferir o nível de poluição em oito pontos da Baía, em quatro deles já não há mais água de mar, e sim esgoto puro. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - As pesquisas sugerem que em pelo menos dez estados a eleição de governadores será decidida no primeiro turno. Entre as que devem ficar para o segundo, a do Rio terá crucial importância na sucessão, pois uma disputa entre Rosinha e Jorge Roberto Silveira, da Frente Trabalhista que apóia Ciro Gomes, induzirá Garotinho a apoiar Lula em troca do apoio do PT à sua candidata. (...) (pág. 2)

(Nhenhenhém - Jorge Bastos Moreno) - Candidatos mal-humorados, alguns, que estavam em cima, despencando. Publicitários antes afáveis, estressados, brigando. Mercado agitado, dólar subindo, FMI pressionando. Sobe e desce nas pesquisas, políticos traindo, outros protestando. Violência em morros, favelas e cidade chega ao trânsito, com bárbaros matando crianças.

Para dar trégua ao leitor e, ao mesmo tempo, para que ele possa suportar o horário gratuito, esta coluna repete o jornal "O Estado de S. Paulo" nos tempos da ditadura e publica hoje receitas recomendadas por algumas mãos finas e outras calejadas, de mulheres com origens diferentes, mas que não deixam de ser as grandes damas deste País.

* Quem dá a receita de Marisa é seu marido Lula:

"Tenho duas receitas que a Marisa e eu gostamos muito de fazer. A primeira é uma rabada no fogão de lenha, com polenta mexida durante duas horas, depois virada numa tábua de carne e cortada no barbante. Outra: matar uma galinha caipira, colocar numa panela de ferro, mexer a bichinha e fazer uma panelada de polenta e comer". (...) (pág. 3)

(Ancelmo Gois) - Lula, Ciro Gomes e José Serra vão visitar, em dias separados, a Embraer.

A empresa mostra prestígio político num momento em que tem gente dizendo que ela perdeu para a anglo-sueca Gripen a disputa de US$ 700 milhões da FAB. (pág. 20)

CORREIO BRAZILIENSE

- Justiça intima GDF a explicar crise na saúde

- Ministério Público quer saber do Governo do Distrito Federal e da União por que faltam remédios na capital. Denúncias vão de favorecimento em licitações a mau uso de verbas. (pág. 1 e 19)

- Agravamento da crise econômica leva Governo a aceitar proposta de votar ainda este ano uma minirreforma tributária defendida pelo candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Serra e Garotinho também querem, mas Ciro Gomes é contra. (pág. 1 e 14)

- Republicanos rejeitam ação contra Iraque - Correligionários do presidente dos Estados Unidos argumentam que uma operação militar no país de Saddam Hussein pode atrapalhar a campanha antiterror. Bush reagiu afirmando que ditador iraquiano é "uma ameaça ao mundo". (pág. 1 e 24)

- O mercado revendedor de gás de cozinha no Distrito Federal está em compasso de espera até segunda-feira, dia em que a Petrobras reduzirá em 12,4% o preço do produto na refinaria. Cansados de pagar entre R$ 30 e R$ 32 pelo botijão, os consumidores não se animaram a fazer compras nem em locais em que o preço caiu para R$ 28. (...) (pág. 11)

- A produção industrial brasileira caiu, 01% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2001. (...) (pág. 12)

- Ciro Gomes, candidato do PPS à Presidência, tirou o dia para corrigir o discurso econômico. Negou ontem ser contrário à minirreforma tributária proposta pelo Governo e também desmentiu que defenda mudanças nos termos do acordo do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI). (...)

Em vista a Minas Gerais, Ciro Gomes explicou que sua declaração sobre a minirreforma tributária fora reproduzida fora do contexto. (...) (pág. 15)

ZERO HORA

-Expressão maldita no debate sobre desenvolvimento econômico, a guerra fiscal voltou a figurar no discurso de candidatos ao Palácio do Piratini como recurso tático para enfrentar o inimigo que mais preocupa os gaúchos: o desemprego.

Antônio Britto (PPS), Germano Rigotto (PMDB) e Celso Bernardi (PPB) admitem recorrer à disputa fiscal com outros estados para atrair investimentos. Tarso Genro (PT), por sua vez, diz que benefícios tributários só devem ser concedidos se não fragilizarem a capacidade financeira do estado. (pág. 6)

- A coligação O Rio Grande em 1º Lugar (PPS-PFL-PT do B-PSL) entrou ontem na Justiça Eleitoral com um pedido de autorização para incluir mais dois partidos na aliança que o apóia: o PTB e o PDT. Em caso de decisão favorável, o candidato a governador Antônio Britto (PPS) ficará mais perto de ter em seus programas de rádio e TV acrescidos de 1 minuto e 58 segundos do pededista. (pág. 1 e 8)

- A produção industrial gaúcha teve crescimento de 3,6% no primeiro semestre em relação a igual período do ano passado. Em junho, foi de 2,9%. (...) (pág. 18)

MANCHETES

CORREIO DA BAHIA

- Botijão de gás deve ser vendido por R$ 24

O DIA (RJ)

- Briga de shoppings antecipa liquidação

ZERO HORA (RS)

- Indústria gaúcha tem crescimento de 3,6% no semestre

DIÁRIO DE S.PAULO

- Saiba quais agências pagam FGTS hoje

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

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