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18/01/2002
JORNAL DO BRASIL - Epidemia de dengue prova descaso oficial - Mais 211 casos de dengue foram registrados ontem no município do Rio, que tem 733 pessoas contaminadas. A Secretaria municipal de Saúde enfim admitiu oficialmente a epidemia. Somente na semana passada o Ministério da Saúde enviou 327 carros para o combate ao mosquito Aedes aegypti. (...) A prefeitura do Rio ainda não contratou cerca de 1.000 profissionais que atuarão nos focos da doença. O Governo federal deixou de usar quase 40% dos recursos previstos no Orçamento de 2001 para conter o avanço da dengue. (pág. 1, 4 e 14) - Sem reiterar críticas recentes à condução da política econômica do Governo, o ministro da Saúde, José Serra, foi promovido formalmente a candidato do PSDB à sucessão de Fernando Henrique Cardoso. Num discurso de 25 minutos, prometeu "manter as coisas certas e fazer aquilo que não foi possível". Também lançou o slongan da campanha: "Nada contra a estabilidade, tudo contra a desigualdade". Identificou a acomodação como característica de "setores que se consideram de esquerda" e "das forças do atraso", referências indiretas aos candidatos do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, e do PFL, Roseana Sarney. "Foi tudo muito bom. Mas, e agora, como é que se faz para subir nas pesquisas?", perguntou o governador de Sergipe, Albano Franco. (pág. 3) - A Assembléia Legislativa de Minas Gerais vai decidir se concede ou não ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) licença para processar e julgar o governador Itamar Franco, por crimes de injúria e difamação contra o presidente Fernando Henrique Cardoso. O ministro Nelson Naves, no exercício da presidência do STJ, enviou ontem ofício a Assembléia mineira, depois de ter recebido a denúncia do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro. Ela foi feita a pedido do próprio Presidente, em setembro do ano passado. Na ocasião, Itamar acusou o presidente Fernando Henrique de liberar verbas retidas pela União para parlamentares do PMDB, em troca de votos que garantissem a eleição do deputado Michel Temer para a presidência do partido. (...) (pág. 5) - O Ministério do Desenvolvimento Agrário vai processar a revista americana "Newsweek". O ministro Raul Jungmann alega que a edição latino-americana da revista foi leviana na reportagem "O seu próprio pedaço de terra", publicada esta semana, com críticas ao programa de reforma agrária do Governo Fernando Henrique Cardoso. Segundo Jungmann, a matéria usou como fonte um estudo defasado, com dados de assentamentos rurais anteriores a 1995. Além disso, diz o ministro, a revista não ouviu representantes do ministério. Jungmann descartou a possibilidade de publicar como matéria paga outra reportagem, mostrando o que acredita ser o verdadeiro retrato da reforma agrária. (...) (pág. 5) EDITORIAL "Novos Desafios" - O PSDB entrou, finalmente, na sucessão com o ministro da Saúde, José Serra. (...) Serra custou mas prevaleceu como a opção dentro do PSDB. Isso não significa, porém, carta branca para agir como quiser e bem entender. É candidato da situação e, como tal, lhe será difícil exteriorizar visões críticas sobre a política econômica. É de se esperar que o ministro não caia na tentação de tornar públicas discordâncias em relação a Fernando Henrique e Pedro Malan. O fogo amigo confundiria os eleitores e poderia ser tomado como sinal de fraqueza da candidatura situacionista. Além disso, o ambiente da economia internacional apresenta-se altamente volátil e avesso a aventuras heterodoxas. Deve-se ter muito cuidado. Mais do que nunca, é necessário bom senso. (...) (pág. 8) COLUNAS (Coisas da Política - Dora Kramer) - Empolgação mesmo, o discurso de José Serra ontem no lançamento de sua candidatura para uma platéia exclusivamente tucana, só despertou quando chamou o PSDB à luta pela conquista da Presidência e criticou as "forças do atraso". Estas, segundo ele, assim como setores que se consideram de esquerda, alimentam a permanência das injustiças sociais, ora "pelo radicalismo populista" ora "pela inépcia, acomodação, receio de pressões". Ambas as correntes, ao fim e ao cabo, são partidárias da tese do "deixa-como-está". De resto, foi quase um discurso de trabalho, desprovido de entusiasmo político - talvez, porque o momento deste seja a pré-convenção de 24 de fevereiro -, no qual o candidato procurou, além de ressaltar sua vontade de ganhar a eleição, pontuar com adjetivos repetidos, as suas linhas mestras de atuação. (...) (pág. 2) (Informe JB - Ricardo Boechat) - Presidente do Superior Tribunal de Justiça, o ministro Costa Leite se aposenta em junho, mas pretende continuar na vida pública. Vai candidatar-se a deputado federal pelo PSB de Brasília. A filiação partidária já terminou, mas juízes e militares têm direito a prazo especial ao deixarem a ativa. (pág. 6) FOLHA DE SÃO PAULO - Serra anuncia candidatura e busca PMDB - Em discurso de 25 minutos no qual prometeu manter as "coisas certas" do atual Governo e elogiou a oposição, o ministro da Saúde, José Serra (PSDB), lançou em Brasília a sua candidatura presidencial. Em tentativa de demonstrar a união dos tucanos, Serra sentou-se entre o governador Tasso Jereissati, com quem tivera desavenças pela indicação, e o presidente do PSDB, José Aníbal. O pequeno auditório, de 108 lugares, estava lotado. Sob o lema "nada contra estabilidade, tudo contra a desigualdade", o tucano disse que "a política é a arte de ampliar os limites do possível" - FHC caracterizou seu Governo como "a utopia do possível". O ministro agora vai priorizar a busca de apoio do PMDB, que não tem candidato forte e pode apoiar Roseana Sarney (PFL) ou o PSDB. No domingo, Serra ofereceu à sigla o posto de vice e ministérios em um eventual governo. (pág. 1 e A4 a A6) - Apesar da busca por unidade no PSDB, o ex-governador de Minas Eduardo Azeredo afirmou no lançamento da pré-candidatura de José Serra que o ministro faz jogo duplo - o tucano atribuiu a Itamar Franco a paternidade do Real. Em Minas, Itamar disse que nunca teve a "ousadia" de falar em ser vice de Serra. (pág. 1 e A5) - A pré-candidata do PFL à Presidência da República e governadora do Maranhão, Roseana Sarney, admitiu que, com a oficialização da candidatura de José Serra (PSDB), o ministro da Saúde deve crescer nas pesquisas de intenção de voto. Para ela, a entrada de Serra na disputa é saudável. "Desejo boa sorte a ele". (pág. 1 e A7) - Roque Maccarone pediu demissão do cargo de presidente do Banco Central da Argentina, em meio a pressões de setores do governo Eduardo Duhalde. Ele estava desgastado por ser remanescente da gestão de Fernando de la Rúa e supostamente ter defendido restrições aos saques bancários. Assumirá seu vice, Mario Blejer, ex-funcionário do FMI. Projeto aprovado pelo Senado abre caminho para que o BC socorra bancos em dificuldades com a mudança cambial. A polícia fez busca em bancos e empresas, apurando fuga de capitais às vésperas do bloqueio de contas. (pág. 1 e B1) - Dois presos foram resgatados de helicóptero de um presídio de segurança máxima em Guarulhos (SP), em ação inédita na história do estado. O único caso similar no País é a fuga do traficante José dos Reis Encina, o Escadinha, da penitenciária Ilha Grande (RJ), em 85. Dois homens alugaram o helicóptero no Campo de Marte (capital), seqüestraram-no durante o vôo e aterrissaram na quadra da prisão. Resgataram o seqüestrador e assaltante Dionizio Severo e o assassino e assaltante Ailton Feitosa, cujas penas somam quase cem anos. A Secretaria de Segurança Pública diz que instalará cabos de aço sobre as quadras dos presídios. "Vamos caçar essa gente", disse o secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa. (pág. 1 e C1) - O Reino Unido, maior aliado dos EUA, e entidade de direitos humanos têm demonstrado crescente preocupação com a situação de guerreiros do Taleban e da Al Qaeda presos na base de Guantánamo (Cuba). Os EUA não consideram os detidos prisioneiros de guerra - a Convenção de Genebra estabelece direitos a esses presos. "Essas pessoas estão sendo tratadas muito humanamente", disse a porta-voz do Pentágono, Victoria Clarke. (pág. 1 e A8) - A dengue é o maior problema de saúde pública do País, diz a Fundação Nacional de Saúde, que estuda propor lei para punir prefeitos que não combatam o mosquito transmissor. Para o presidente da Funasa, Mauro Costa, o plano de controle não funcionará no Rio. "A única coisa que eles fazem é alertar a população". O prefeito Cesar Maia (PFL) disse que Costa é mentiroso. Ontem o Rio confirmou mais 211 casos e duas mortes. (pág. 1 e C4) EDITORIAL "Serra candidato" - Pela força das circunstâncias, a oficialização da pré-candidatura de José Serra à Presidência ocorreu mais cedo do que o previsto pelo próprio ministro da Saúde. Na manifestação pública de ontem, em Brasília, a maior conquista do PSDB foi expor-se como uma legenda unida em torno de seu presidenciável. A ascensão vertiginosa da governadora do Maranhão nas pesquisas precipitou na legenda tucana a definição sobre o seu presidenciável. (...) Talvez o cuidado para não melindrar possíveis aliados e para não aparecer como crítico da política econômica do Governo FHC tenha tornado o primeiro discurso de Serra como candidato pouco contundente. (...) De todo modo, a partir de ontem estão declaradamente nas ruas duas campanhas de partidos governistas, que disputam fatia do eleitorado semelhante. A favor de Roseana Sarney, as intenções de voto. A favor de José Serra, por enquanto, uma promessa de crescimento. (pág. A2) COLUNA (Painel) - FHC telefonou para José Serra antes do lançamento da candidatura do ministro à Presidência. Disse que o PSDB irá apoiar seu nome até o final e que não existe um plano B. No partido, no entanto, a expectativa é outra: o tucano de SP terá até maio para decolar nas pesquisas. * Se chegar a 15% em maio, Serra deverá unir o PSDB, obter o apoio do PMDB e, possivelmente, até do PFL. Mas, caso continue estacionado nas pesquisas, a previsão no tucanato é de que haverá uma gradativa debandada em favor de Roseana (PFL). (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO - Argentina aumenta a pesificação; dólar dispara chega a 2,15 - O governo argentino começou a anunciar ontem à noite novas medidas econômicas para tentar acalmar os protestos de correntistas que estão com o dinheiro bloqueado. A principal delas dará opção aos titulares de cadernetas de poupança em dólares de converter até US$ 5.000 para pesos, conforme a cotação oficial de 1,40 peso por dólar. O limite anterior era de US$ 3.000. Quem não concordar terá de obedecer ao cronograma de liberação, que vai até 2005. O presidente do Banco Central, Roque Maccarone, caiu. O dólar disparou, fechando a 2,10 e afetou o câmbio no Brasil, que fechou em alta de 0,55%, a R$ 2,381. * O juiz federal Norberto Oyarbide determinou buscas em agências dos bancos HSBC e BBVA-Banco Francês como parte de uma investigação sobre a fuga de mais de US$ 26 bilhões do país nos últimos meses. (pág. 1, B1, B3 e B4) - A inflação deste ano deve ficar em 3,7% e a de 2003 em 2,5%, pela previsão do presidente do BC, Armínio Fraga. Em carta ao Ministério da Fazenda, ele justificou o descumprimento da meta de inflação do ano passado, que era de 4% (com variação de dois pontos porcentuais, para cima ou para baixo), e ficou em 7,67%. A meta foi abrandada, disse Fraga, para evitar forte queda na atividade econômica. (pág. 1 e B6) - O secretário de Justiça dos Estados Unidos, John Ashcroft, disse que tropas americanas apreenderam um vídeo no Afeganistão no qual cinco suspeitos indicam que novos ataques terroristas poderiam ocorrer. Ashcroft quer prender os extremistas da Al-Qaeda, organização dirigida pelo saudita Osama bin Laden, responsável pelos atentados de 11 de setembro, usando informações que o FBI espera receber. (pág. 1 e A12) - Para os sanitaristas brasileiros, a dengue não poderá mais ser erradicada do País, ao contrário do que as autoridades vinham anunciando desde que a doença ressurgiu no Brasil, na segunda metade dos anos 80. "Ninguém mais ousa dizer isso", afirma o dirigente da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), Luiz Jacintho da Silva. (pág. 1 e A8) - A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), não tem esperanças de resolver o problema das enchentes a curto prazo. "O pior é que estamos só no começo (do período de chuvas) e as águas de março ainda estão por vir", disse. Desde o início da semana, cinco pessoas morreram na Grande São Paulo. (pá. 1 e C3) - O ministro da Saúde, José Serra (PSDB), lançou ontem sua candidatura à Presidência anunciando que quer fazer um leque de alianças para eleger-se. Ele fez elogios à oposição por apoiar seus projetos e à Igreja Católica pelo trabalho da Pastoral da Criança. Deu seu recado ao Nordeste, ao falar da competência dos migrantes na construção do parque industrial paulista. Elogiou até o governador de Minas, Itamar Franco (PMDB), adversário do presidente Fernando Henrique Cardoso. Seu lema em caso de eleição será "Nada contra a estabilidade, tudo contra a desigualdade". (pág. 1 e A4) - O mais espetacular resgate de presos do sistema penitenciário paulista ocorreu ontem, quando dois homens alugaram um helicóptero na capital e obrigaram o piloto a descer num presídio; dois presos embarcaram e o grupo seguiu para Embu, de onde os marginais fugiram de carro. (pág. 1 e C1) EDITORIAL "Liderança de visão estreita" - Os comentários de George W. Bush sobre a Argentina e o livre comércio, em seu primeiro discurso sobre a América Latina desde 11 de setembro, revelam estreiteza de visão aparentemente intratável. (pág. 1 e A3) O GLOBO - Combate à dengue no Rio tem nove meses de atraso - Diante de um novo aumento dos casos de dengue no município do Rio, que pularam ontem de 522 para 733, o secretário de Saúde, Ronaldo Cezar Coelho, anunciou a contratação de mil agentes de saúde. A medida foi tomada com nove meses de atraso: a epidemia de dengue já havia sido prevista pela própria Secretaria municipal de Saúde num relatório elaborado a pedido do então secretário Sérgio Arouca e publicado pelo "Globo" em abril. O documento revelava que a política da prefeitura no combate à doença era inócua e que, se nenhuma medida fosse adotada, a explosão do número de casos seria inevitável. Três pessoas já morreram com suspeita de dengue hemorrágica no estado do Rio neste ano. Segundo a Funasa, os casos de dengue no Brasil aumentaram 63% em 2001 em relação ao ano anterior. O estado do Rio teve o maior número de notificações: 68.438. São Paulo ficou em segundo com 51.357 casos. (pág. 1 e 10) - O ministro da Saúde, José Serra, foi lançado ontem como o candidato do PSDB à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso. Num ato político que teve a presença dos outros dois pré-candidatos do partido, o governador do Ceará, Tasso Jereissati, e do ministro da Educação, Paulo Renato Souza. Serra se apresentou como o candidato competente contra a política do atraso. Tasso foi a Brasília apoiar a candidatura tucana, mas disse que continuará independente. (pág. 1 e 3 a 5) - A Câmara de Medicamentos deverá autorizar na próxima semana um reajuste entre 3% e 5% para os preços dos remédios. O aumento, que estava previsto para o início deste ano, só deve vigorar a partir de fevereiro. As indústrias pedem um reajuste de 7% para compensar a elevação dos custos com a alta do dólar no ano passado. (pág. 1 e 24) - O Departamento de Aviação Civil (DAC) confirmou ontem que a diretoria da Transbrasil comunicou a retomada das atividades a partir de 1º de fevereiro, conforme antecipou o colunista Ancelmo Gois. Sem crédito para combustível e com 1.200 funcionários sem receber salários há meses, a empresa tem poucas chances de voltar a voar, acreditam especialistas. (pág. 2 e 24) - Os adversários do ministro da Saúde, José Serra (PSDB), reagiram ontem ao lançamento da candidatura dele. O candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, avaliou que a entrada de Serra na disputa é positiva para seu partido. "O lançamento dele fortalece o PT porque permite o confronto de projetos entre quem quer mudar e quem quer que a situação continue como está", disse Lula. A governador do Maranhão, Roseana Sarney, que será lançada pelo PFL, desejou boa sorte ao tucano. Um dia depois de dizer que seria impraticável aceitar o lugar de vice na chapa de Serra porque ele só tem 7% das intenções de voto, Roseana previu que a candidatura do ministro vai crescer nas pesquisas. O governador do Rio, Anthony Garotinho, que deve sair candidato pelo PSB, aproveitou para fazer críticas ao desempenho de Serra. (pág. 4) - (Kiev) - O presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu ontem, em Kiev, capital da Ucrânia, uma melhor distribuição das riquezas no mundo. O Presidente disse, entretanto, que isso se faz com reformas de instituições, decisões políticas e não tentando parar o processo de globalização. "Combater a globalização é o mesmo que combater a máquina a vapor. Não tem sentido. Globalização foi um processo que foi conseqüência do desenvolvimento tecnológico, das comunicações mais rápidas, das possibilidades de controlar a produção de um país à distância. Não se pode combater isso. É você combater o progresso", disse Fernando Henrique. (pág. 5) - (Brasília e São Paulo) - Na véspera do lançamento de sua candidatura, o ministro da Saúde, José Serra, fez uma visita inesperada ao ministro da Educação, Paulo Renato Souza. Depois de quase um ano sem se encontrar com o ex-adversário, Serra foi pessoalmente convidar Paulo Renato para o lançamento de sua candidatura, ontem, na Câmara dos Deputados. No encontro, Serra teria prometido apoiar a candidatura de Paulo Renato ao Senado. A conversa entre os dois, a portas fechadas, durou meia hora. "Eu disse ao ministro que iria apresentar meu nome ao partido como candidato ao Senado", disse Paulo Renato. (pág. 4) EDITORIAL "Ovos da serpente" - Limpar as pichações do tráfico é um ato positivo. Mas ao transferir a tarefa a policiais, as autoridades deflagraram uma polêmica, como se houvessem escalado a Comlurb para patrulhar as ruas. (...) Por tudo isso, se a polícia restringir-se a limpar muros e a reprimir painéis luminosos, sem coibir com o mesmo empenho e igual eficiência a origem dessas ações, estará perdendo tempo e enganando a opinião pública, enquanto continuam a ser chocados os ovos da serpente. (pág. 6) COLUNAS (Panorama Político - Diana Fernandes) - O PSDB fez uma festa completa para o ministro José Serra. Não faltou tucano de peso no lançamento de sua candidatura, exceto FH que está na Europa. A unidade partidária estava na boca de todos, até na de Tasso Jereissati, mas não é ainda sólida. Com discurso consistente e adequado, e sem qualquer preocupação com a modéstia, Serra mostrou garra e disposição para o desafio. (...) (pág. 2) (Ancelmo Gois) - O juiz Marcos André Bizzo Moliari, da 1ª Vara Criminal do Rio, intimou Marcos Magalhães Pinto, Arnoldo de Oliveira e outros diretores do finado Banco Nacional a comparecerem àquele juízo dia 28, às 13h, para ouvirem a sentença final do processo. Exigir presença neste tipo de processo é raro. A última vez foi em 1993, com a juíza Denise Frossard no caso dos bicheiros. Todos foram lá só com a roupa do corpo e saíram direto para a cadeia. * O BC transferiu ontem para o governo do Rio o controle do Banco do Estado (Berj). É um morto-vivo, que herdou a parte podre do Banerj, mas por outro lado tem um vasto patrimônio imobiliário. (pág. 14) GAZETA MERCANTIL - Dólar estoura e a Argentina vai criar um Proer - (Buenos Aires) - O dólar voltou a disparar ontem em mais um dia tenso na Argentina e fechou cotado a 2,10 pesos, o que representa uma desvalorização acumulada para a moeda local de 52% desde o início da experiência de livre flutuação, há uma semana. No Senado foi aprovada ontem a autorização para que o Banco Central do país se transforme em financiador de última instância e habilitado a socorrer os bancos locais ameaçados de quebra, um mecanismo próximo ao do brasileiro Proer. (...) (pág. 1 e A-10) - (Rio) - O grupo Odebrecht pretende levantar recursos para investir em petróleo. Para isso, a sua empresa do setor, a Odebrecht Óleo e Gás, vai abrir o capital ou associar-se a um parceiro estratégico, alternativas sugeridas em estudo do banco Dresdner Kleinwort. O objetivo central, porém, segundo Natal Mendes, vice-presidente da companhia, é conseguir um parceiro estratégico. O perfil do sócio ideal é de empresa estrangeira do ramo, sem operação de grande porte no Brasil. (...) (pág. 1 e C-3) - (São Paulo) - O Banco Central (BC) resgatou R$ 1,4 bilhão em títulos cambiais que venceriam nos próximos dois meses e colocou em mercado o mesmo volume de papéis com prazo de até seis anos. O alongamento da dívida pública desconcentrou o resgate de US$ 23,6 bilhões em papéis cambiais previsto entre fevereiro e agosto. A maior parte desses títulos havia sido colocada em mercado após os atentados terroristas nos Estados Unidos em 11 de setembro, de modo a dar "hedging" (proteção) aos investidores. O pagamento agora da dívida cambial de curto prazo seria oneroso ao Governo federal. (...) (pág. 1 e B-1) - (São Paulo) - O Brasil exportou volume recorde de café e recuperou o espaço perdido com o fracasso do plano de retenção, que vigorou entre junho de 2000 e maio de 2001. A participação do grão brasileiro no comércio exterior cresceu cinco pontos percentuais no ano passado - de 20,7% para 25,6% -, com a exportação de 23,379 milhões de sacas (60 quilos), quase 30% acima do volume de 2000. As receitas, ao contrário, caíram 20%, para US$ 1,427 bilhão, diante da queda nos preços. (...) (pág. 1 e B-14) CORREIO BRAZILIENSE - Malan enfrenta o Congresso - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, resolveu encarar a rebeldia das bancadas de PSDB, PMDB, PFL e PPB e insistirá para que o Congresso Nacional mantenha os vetos presidenciais à lei que corrige a tabela de deduções do Imposto de Renda. Malan também trabalhará para que os partidos aliados do Governo aprovem a Medida Provisória editada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e que aumenta a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido recolhido das empresas. Reportagem do "Correio" publicada ontem revelou que José Aníbal, Jorge Bornhausen e Michel Temer, presidentes dos três maiores partidos governistas (PSDB, PFL e PMDB, respectivamente), e Pedro Corrêa Neto, vice-presidente do PPB, têm encontro marcado com Fernando Henrique na próxima terça-feira para comunicá-lo da rejeição aos vetos e à MP em suas bancadas. O deputado José Aníbal, presidente do PSDB, quer as empresas prestadoras de serviços isentas de aumento de impostos. (pág. 1 e 16) - O ministro da Saúde, José Serra, tornou-se ontem candidato oficial do PSDB à Presidência da República. Em solenidade realizada no apertado e superlotado auditório do Espaço Cultural da Câmara dos Deputados, pronunciou um discurso correto do ponto de vista político, mas frio quanto à eletricidade eleitoral que precisava provocar. Todos os governadores tucanos estavam presentes, mas o constrangimento era percebido no ar. Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas Gerais, disse que em seu estado Serra tem de escolher entre o palanque tucano e o do governador Itamar Franco, do PMDB. (pág. 1, 14 e 15) - Nos anos de 2000 e 2001 aumentou em 16% o registro de queixas por erro médico no Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal em relação ao biênio 1998-1999. Acabou o medo que os pacientes tinham de reclamar e ampliaram-se as punições. O maior volume de reclamações contra médicos concentra-se no crime de assédio sexual cometido pelos profissionais. (pág. 1 e Tema do Dia, pág. 6 e 7) JORNAL DE BRASÍLIA - DF inicia combate à dengue - Mais de mil agentes de saúde são convocados para atuar em todas as cidades. (pág. 1 e 3) - O ministro José Serra, tendo ao lado o governador Tasso Jereissati, lançou ontem sua candidatura e prometeu manter a estabilidade econômica. Serra elogiou o governador Itamar Franco. (pág. 1 e 15) - Um helicóptero desceu ontem à tarde em um presídio de segurança máxima de Guarulhos (SP) e resgatou dois prisioneiros de alta periculosidade. (pág. 1 e 14) ZERO HORA - As vésperas da reunião do diretório estadual que vai discutir a sucessão do governador Olívio Dutra, cresce a expectativa no PT em torno do resultado da pesquisa encomendada ao Ibope. A pesquisa, com 40 questões, deve ser analisada hoje à tarde pela direção nacional do PT, em São Paulo. (pág. 12) - Os debates do Fórum Social Mundial, de 31 de janeiro a 5 de fevereiro, em Porto Alegre, serão desfalcados este ano de 26 dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), uma das organizadoras do evento. São críticos do formato e das propostas do encontro, liderados pelo diretor executivo nacional da entidade, o paulista Júlio Turra, 48 anos. (pág. 15) - A AES vai retomar os investimentos em energia elétrica previstos para o Brasil. Dos US$ 2 bilhões suspensos no ano passado pelo presidente mundial da companhia, Dennis Bakke, devem ser retomados US$ 1,2 bilhão, a maior parte a partir de 2003, anunciou ontem o presidente da AES Sul, Damián Obiglio. No estado, o investimento da AES Sul em 2002 vai encolher em relação aos anos anteriores: alcançará R$ 52 milhões, ante R$ 71,5 milhões em 2001 e R$ 75 milhões em 2000. (pág. 21) MANCHETES CORREIO DA BAHIA - Preço da gasolina pode baixar ainda mais A TARDE (BA) - Serra faz apelo contra desigualdade ESTADO DE MINAS - Serra cita Itamar e põe PSDB em pé de guerra JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Decisão da Fazenda encarece a gasolina O DIA (RJ) - Prefeitura culpa o povo por epidemia de dengue ZERO HORA (RS) - Argentina investiga fuga para o exterior de até US$ 20 bilhões DIÁRIO DE S. PAULO - Helicóptero pousa dentro de cadeia e resgata dois presos

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
Fazenda.
Consulte a homepage
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
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