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20/02/2002
JORNAL DO BRASIL - Anarquia marca o combate à dengue - Os governos federal, estadual e municipal têm gasto mais tempo em discussões políticas, e picuinhas pré-eleitorais do que na organização efetiva do combate à epidemia de dengue, que já matou 13 pessoas e infectou, oficialmente, 9.200 no estado do Rio. Entre funcionários da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e contratados pelas prefeituras, são quase 7.000 pessoas sem coordenação. Reunião realizada ontem, em Brasília, resultou na transformação da Funasa em Agência Federal de Prevenção e Controle de Doenças, que poderá ampliar seus quadros em cerca de 40 mil funcionários, em data indefinida. Também foi criado o Dia do Fumacê, em 9 de março. O Aedes aegypti continua ganhando terreno. (pág. 1, 17 e 18) - Depois de nove meses de consumo controlado, o presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou, ontem, que o racionamento de energia acaba dia 1º de março. Ele revelou que foram criados mecanismos de alerta para prevenir, "com antecedência de dois anos", novos riscos para o sistema. O nível de água nos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste está em 56,96%, cerca de 3% acima da margem de segurança. Especialistas criticaram o que consideram ser precipitação do Governo. (pág. 1 e 14) - O governador Geraldo Alckmin promulgou lei que obriga o proprietário de novos celulares pré-pagos a preencher ficha com seus dados pessoais. Desde ontem, as lojas que vendem tais aparelhos têm 24 horas para entregar às operadoras de telefonia o cadastro dos compradores. Segundo a polícia, um dos motivos do aumento da violência é a comunicação fácil, sem rastreamento, entre criminosos. Quem já tem pré-pago em São Paulo - mais de três milhões de usuários - deve se identificar em 90 dias, sob pena de multa e bloqueio da linha. (pág. 1 e 4) - Um mês depois da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, a Polícia Federal prendeu em Vitória da Conquista, na Bahia, Andrelisson Oliveira. Conhecido como "André Cara Seca", foi apontado por um cúmplice como autor dos tiros na execução do político. Já foram ouvidas 97 pessoas no inquérito, detidos três suspeitos e identificados outros sete. (pág. 1 e 4) - Numa intervenção branca, o Governo nomeou um administrador para trabalhar com os diretores da CBS Previdência, o fundo de pensão da Companhia Siderúrgica Nacional. Com patrimônio de R$ 630 milhões, o fundo precisa de R$ 435 milhões para bancar compromissos futuros com os seus 25 mil participantes, dos quais 17.500 são aposentados. Os déficits do fundo começaram antes mesmo da privatização da CSN, em 1993. Dos 339 fundos de pensão ativos do País, 66 já não dispõem de garantias para pagamentos nos próximos anos. Só a Previ, do Banco do Brasil, tem 123 mil filiados. (pág. 1 e 14) - Por falta de dinheiro, a concessão de novos benefícios do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) está ameaçada. Todos os meses chegam ao instituto mais de 370 mil novos pedidos. Só que partes das 1.135 agências vai fechar as portas a partir desta semana. "Ainda há agências funcionando, mas graças ao empenho dos servidores", revela Patrícia Audi, diretora de benefícios do INSS. (...) (pág. 2) EDITORIAL "A prisão suíça" - A imagem já é rotineira, nem impressiona mais. Depois de uma rebelião sangrenta, dezenas de homens despidos, de cócoras, amontoam-se com as mãos sobre a cabeça, vigiados por soldados fortemente armados. A cena remete a campos de concentração e dá o quadro do descalabro do sistema penitenciário brasileiro, notadamente em São Paulo, onde o poder público parece ter perdido, de vez, o controle da situação. (...) No caso de São Paulo, sucessivos governos estaduais já se comprometeram a recuperar o sistema carcerário, até aqui sem a menor perspectiva de dar certo. As autoridades passam a impressão de um certo fatalismo que não encontra justificativa alguma, nem na razão nem na lógica. Parece até que estamos condenados a ter essas cadeias, e já houve autoridade que disse não fazer sentido "premiar" os criminosos com boas condições de detenção. (...) (pág. 8) COLUNAS (Coisas da Política - Dora Kramer) - Justiça seja feita, o publicitário Nelson Biondi não tem tarefa exatamente fácil pela frente: no que se refere à propaganda da campanha de José Serra, ele terá, no mínimo, de convencer mais de 60% do eleitorado que Serra tem atributos para ser presidente da República. Sim, porque este é o índice de pessoas que, segundo as pesquisas qualitativas e quantitativas, acham que Serra deveria continuar ministro da Saúde pelo resto da vida, em qualquer governo que fosse, a esquecer essa história de querer presidir a República. (...) (pág. 2) (Informe JB - Ricardo Boechat) - Bem que o presidente Francisco Gros deixou claro que a Petrobras não tem de consultar o Governo para decidir seus aumentos. Sem aviso prévio, a estatal acaba de reajustar em 24% o preço do asfalto, do qual é a única fabricante no País. Três dias antes, esperta, suspendeu a venda do produto ao mercado. Manda quem pode, obedece quem tem preguiça. * Chega hoje ao Rio o presidente mundial da Volkswagen Veículos Comerciais, Bernd Wiedemann. Vem anunciar investimentos de R$ 1 bilhão na fábrica de ônibus e caminhões da montadora, em Resende (RJ). O executivo viaja acompanhado de 20 jornalistas alemães. (pág. 6) FOLHA DE SÃO PAULO - Racionamento acaba em 1º de março - O Governo anunciou o fim do racionamento de energia elétrica para 1º de março, após nove meses de vigência. Consumidores residenciais que tiverem economizado acima da meta ainda receberão bônus, pagos pelo Tesouro, nas contas que chegarem até o final de março. A sobretaxa vai acabar. Com o racionamento, houve economia equivalente ao consumo anual de 7,2 milhões de residências com gasto médio de 300 kWh/mês. A meta inicial - redução de 20% sobre o consumo médio de maio a julho de 2000 - não foi atingida. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a economia foi de 15,6%; no Nordeste, de 15,7%. O racionamento tinha o objetivo de fazer com que os reservatórios das hidrelétricas se esvaziassem num ritmo administrado pelo Governo para que não faltasse luz no período seco (de maio a novembro). Segundo o "ministro do apagão", Pedro Parente, é "praticamente impossível" haver racionamento neste ano. Investimentos privados de R$ 34 bilhões até 2004 na ampliação da oferta são esperados para evitar que falte energia. (pág. 1 e B1) - O presidente Fernando Henrique Cardoso atacou os críticos do fim do racionamento, ao anunciar a medida. "Tenho visto com certa tristeza declarações de pessoas: 'Fulano de tal, professor de tal universidade', que diz uma batatada". Na semana passada, acadêmicos afirmaram que o fim do racionamento de energia no início de março é precipitado. O Presidente disse que a decisão tem embasamento em dados técnicos e negou que a medida seja eleitoreira. (pág. 1 e B3) - A produção industrial de São Paulo cresceu 2,5% no ano passado, acima de 1,5% da indústria brasileira como um todo, de acordo com o IBGE. A expansão industrial do estado foi concentrada no primeiro semestre, com 6%. No segundo, houve queda (0,6%). O mesmo ocorreu na maior parte do País, refletindo o racionamento de energia, a elevação dos juros e a alta do dólar. No ano, o setor cresceu em 7 dos 12 estados e regiões pesquisados. Santa Catarina liderou, com 3,7%. No Ceará, houve queda de 7,3%. (pág. 1 e B10) - O Pentágono planeja divulgar informações - eventualmente até falsas - para influenciar a opinião pública internacional, segundo reportagem do "New York Times". O plano teria sido elaborado pelo órgão militar americano após os atentados de 11 de setembro para convencer a opinião pública no Oriente Médio e na Ásia de que os EUA não estão em guerra contra o islã, mas contra o terror. (pág. 1 e A11) - Pelo menos seis israelenses foram mortos por palestinos num posto de controle na Cisjordânia, segundo os serviços de segurança de Israel. Antes, helicóptero israelense disparara míssil contra escritório do grupo extremista Hamas num campo de refugiados, matando dois militantes e ferindo crianças. A escalada da violência na região causou 22 mortes em 24 horas. (pág. 1 e A12) - Uma brasileira seguidora da seita religiosa Fa Lun Gong afirmou que foi vítima de abusos da polícia chinesa durante protesto em Pequim contra a perseguição ao movimento. Moradora de Nova York, Eliana Chinn disse que teve seus bens confiscados e que presos foram espancados. Além de Chinn, havia mais um brasileiro entre os 70 ocidentais presos e expulsos da China após manifestação na quinta-feira passada. (pág. 1 e A11) - A Polícia Federal prendeu em Vitória da Conquista (BA) um suspeito de ter participado do assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT). Andrelissom dos Santos Oliveira, 22, o "Cara Seca", foi apontado por um adolescente preso por ligação com o caso como um dos autores dos disparos que mataram o petista. (pág. 1 e C1) EDITORIAL "Para baixo e para trás" - A produção industrial teve crescimento médio de 1,5% no ano passado. Resultado positivo foi registrado em 7 das 12 regiões pesquisadas pelo IBGE. Os fatores que evitaram desempenho industrial pior são conhecidos, a começar pelo ajuste das empresas à crise energética, encomendando equipamentos novos ou fazendo ajustes nas instalações. O setor de material elétrico puxou a média nacional, com destaque em São Paulo e na região Sul. Insumos energéticos e alimentos para exportação também se revelaram mais dinâmicos, assim como máquinas agrícolas (refletindo em parte o próprio vigor das exportações no setor). (...) Clarice Messer, diretora da Fiesp, não vê motivos para otimismo. Para ela, nem mesmo o fim do racionamento de energia elétrica ajudará a reverter o quadro atual, pois o fator decisivo é o nível da taxa de juros, ainda elevado demais. (...) (pág. A2) COLUNA (Painel) - Exigências da Igreja Universal para apoiar Lula à Presidência: o PT não pode defender na campanha temas como legalização do aborto, descriminação das drogas e união civil entre pessoas do mesmo sexo - bandeiras de setores do partido. * FHC pediu para Tasso Jereissati fazer um discurso pro forma em defesa de José Serra na reunião de domingo do PSDB. Depois, o governador poderá se afastar da campanha. Desde que não se aproxime em demasia de Roseana Sarney (PFL). (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO Racionamento acaba dia 1º com risco de voltar - O presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou ontem o fim do racionamento de energia a partir de 1º de março, nove meses depois de criado. Nem ele nem os ministros Pedro Parente, da Câmara de Gestão da Crise de Energia, e José Jorge, das Minas e Energia, quiseram assegurar que um novo racionamento esteja descartado. Segundo Parente, isso dependerá das chuvas e da construção de usinas e linhas de transmissão programadas até 2004. Tanto FHC quanto Parente disseram que a decisão de encerrar o racionamento foi técnica, negando caráter eleitoreiro, precocidade ou falta de um novo modelo de produção de energia. (pág. 1, B1, B3 e B4) - O Governo vai enviar hoje ao Congresso um projeto que muda a Lei Antidrogas, na tentativa de endurecer a luta contra o crime organizado. A proposta, destinada a substituir a lei sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em janeiro, defende mecanismos para manter traficantes na prisão por mais tempo. (pág. 1 e A4) - Um dos fundadores do Primeiro Comando da Capital (PCC), Mizael Aparecido da Silva, de 41 anos, foi morto ontem na Penitenciária de Presidente Venceslau (SP). O crime teria sido ordenado pelo líder máximo do próprio PCC, José Márcio Felício, que está preso no Rio de Janeiro. (pág. 1 e C1) * A PF prendeu ontem na Bahia Andrelisson dos Santos de Oliveira, o "André Cara Seca", um dos suspeitos da morte do prefeito Celso Daniel. (pág. 1 e C4) - A produção industrial no Estado de São Paulo cresceu 2,5% em 2001. Foi um desempenho superior ao da média nacional, que evoluiu 1,5% no período, segundo o IBGE. As exportações de carne bovina e de açúcar contribuíram para evitar uma desaceleração maior em relação a 2000, quando o crescimento foi de 6,5%. O racionamento de energia provocou problemas em vários setores, mas favoreceu o de baterias e pilhas. No segundo semestre, com racionamento, houve retração de 0,6% na indústria do estado, neutralizada pelo crescimento de 6% nos seis primeiros meses. (pág. 1 e B6) - O presidente argentino, Eduardo Duhalde, enfrentou ontem uma tensa e irritada reação dos governadores de províncias à tentativa de convencê-los a promover ajustes nos seus orçamentos. O Governo federal argumenta que o Fundo Monetário Internacional (FMI) exige uma redução das verbas que a União remete mensalmente às províncias. Discussões sobre esse tipo de ajuda têm tumultuado a vida dos últimos presidentes da Argentina. Desta vez, os governadores insistem que novos cortes poderão acentuar a crise social do País. (pág. 1 e B10) - O presidente dos EUA, George W. Bush, iniciou ontem visita a Seul, na Coréia do Sul, sob protestos de centenas de manifestantes. Hoje ele estará com soldados americanos na zona desmilitarizada que separa as duas Coréias e evitará falar sobre o "eixo do mal". A pausa, porém, não significa o fim das ameaças a Coréia do Norte, Iraque e Irã. (pág. 1 e A14) EDITORIAL "A reação das facções criminosas" - É evidente que a onda de rebeliões e crimes que vem atingindo o sistema prisional paulista, além dos atentados à bomba, consiste em pressão reativa, de facções criminosas, à repressão imposta pela Segurança Pública estadual". (pág. A3) O GLOBO - Rio se mobiliza contra a epidemia de dengue - Uma grande mobilização da população do Rio para combater a epidemia do dengue será realizada no dia 9 de março, reunindo associações de moradores, ONGs, escolas, o Ministério da Saúde e prefeituras, além do Exército e da Marinha. "Será um dia de limpeza e inspeção de residências, terrenos baldios e quaisquer possíveis focos do mosquito", disse o secretário municipal de Saúde, Ronaldo Cezar Coelho. O estado do Rio receberá ainda um reforço de mais 3.500 homens para o combate à doença: 1.500 soldados e outros dois mil agentes que, segundo o ministro José Serra, serão contratados pelas prefeituras com verba do Governo federal. Mais duas mortes foram confirmadas ontem, elevando para dez o total de óbitos na cidade: um morador de Ipanema e uma do Rocha. (pág. 1 e 15 a 21) - No dia 1º de março, o Brasil deixa para trás nove meses de economia forçada de energia elétrica. O racionamento reduziu o consumo em 26 milhões de megawatts/hora, o suficiente para iluminar os lares de 7,2 milhões de pessoas com gasto médio de 300kWh por um ano. Ao anunciar o fim do programa ontem, o presidente Fernando Henrique informou que os consumidores com meta mensal de 225kWh que pouparem energia terão direito a bônus em março. O professor Ildo Sauer, da USP, calcula que o racionamento custou US$ 10 bilhões ao País. O programa do PT para o setor energético prevê o congelamento de tarifas. (pág. 1, 10 e 25 a 29) - Uma propaganda do governo do estado sobre a criminalidade publicada semana passada, manipulou números, escondendo o último ano do governo Marcello Alencar, que registrou os menores índices de seqüestros daquela gestão. A mesma propaganda omitiu também os 5.173 assaltos de 2001. Com isso, o governo Garotinho anunciou uma redução de 13% nos assaltos, quando na verdade houve um aumento de 23%. (pág. 1 e 23) - A ordem para que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) desencadeasse rebeliões e atentados em São Paulo partiu de chefes da organização presos em Bangu I, no Rio. Os bancos vão reduzir o número de caixas eletrônicos nas ruas, para conter a onda de seqüestros-relâmpagos. (pág. 1, 3, 4 e 6) - Foi preso em Vitória da Conquista, na Bahia, Andrelisson dos Santos Oliveira, acusado de ter participado do seqüestro e do assassinato do prefeito de São André, Celso Daniel. Os policiais chegaram a ele a partir da denúncia de um menor que teria participado da quadrilha. Ontem, uma manifestação no local do seqüestro lembrou o 30º dia do crime. (pág. 2 e 4) - Ao responder às críticas sobre a aproximação com o PL, o presidente nacional do PT, José Dirceu, admitiu que o partido já é de centro-esquerda e destacou as alianças com partidos de centro feitas nas últimas eleições. Luiz Inácio Lula da Silva considerou seu jantar de ontem com o deputado Bispo Rodrigues (PL-RJ) um "encontro emblemático". (pág. 2 e 10) - Os trabalhadores que quiserem usar o FGTS para compra de ações da Vale do Rio Doce já podem procurar os bancos a partir de hoje para informar o lote de papéis que desejam comprar. O prazo da oferta pública vai até 15 de março. (pág. 1 e 32) - O governo do Canadá não vai recorrer da decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) que considerou ilegais os subsídios concedidos à fabricante de aviões Bombardier, concorrente da Embraer. A decisão da OMC, de fins de janeiro, dá ao Brasil o direito de retaliar os canadenses em US$ 4 bilhões. O Canadá vai negociar compensações com o Brasil. (pág. 2 e 32) - A Petrobras está refazendo as contas para fixar o índice do novo reajuste da gasolina. Para sua diretoria, a crise aberta com o veto do presidente Fernando Henrique ao aumento, anunciado na sexta-feira passada, foi positiva. O episódio continua constrangendo os membros do Governo que tomaram a decisão, como o ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente. (pág. 2 e 29) EDITORIAL "Missão a cumprir" - Os parlamentares voltam a Brasília para, desde já cumprir uma pesada agenda de trabalho. Além da emenda constitucional de prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) - crucial para este e o próximo governo - o Congresso precisa aprovar um conjunto de medidas necessárias para conter a escalada do crime em várias regiões do País. Instalada a Comissão Mista de Segurança Pública, trata-se agora de, junto com o Executivo, rastrear, no conjunto de mais de 100 propostas existentes no Congresso, quais aqueles projetos que continuam atuais; além de fazer tramitar os recém-encaminhados pelo Ministério da Justiça. E tudo terá de ser discutido e aprovado sem qualquer contaminação do calendário eleitoral. (...) A missão do Congresso é uma só: ajudar a fazer com que o criminoso volte a temer a lei e a polícia. A antiga máxima de que o crime não compensa tem de voltar a valer. (pág. 6) COLUNAS (Panorama Político - Tereza Cruvinel) - A cláusula de barreira, que entra em vigor nesta eleição, exigindo dos pequenos partidos a obtenção de no mínimo 5% dos votos de todo o País, é a areia que está entrando no fechamento da aliança entre o PT e o PL. Aos liberais, o senador José Alencar como candidato ao governo de Minas, puxando votos para a legenda, interessa mais do que como vice na chapa presidencial de Lula. (...) (pág. 2) (Ancelmo Góis) - Pode ser contraditório, mas as distribuidoras de energia estão desoladas com o fim do racionamento. Neste período de exceção, elas se habilitaram a receber do Governo compensações pela queda da demanda. Acabando o racionamento, termina, naturalmente, este tipo de óbolo de Brasília. Tudo bem se o consumo voltar ao patamar de maio. Mas isso é improvável: 72% dos brasileiros, numa pesquisa da Aneel, disseram que pretendem manter o mesmo nível de consumo da época do racionamento. (pág. 18) GAZETA MERCANTIL - As grandes se preparam para o Dia D do SPB - (São Paulo) - A maioria das empresas continua ignorando a reforma do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que começa a funcionar em exatos dois meses, a 22 de abril. Mas algumas grandes companhias se preparam ativamente para administrar seus fluxos de pagamentos e recebimento no mesmo dia ou até instantaneamente ("tempo real"), e não mais com um dia útil de defasagem, como hoje. (...) (pág. 1 e B-1) - (São Paulo) - O fim do racionamento de energia, anunciado ontem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para 1º de março, não terá impacto imediato sobre a produção da indústria. "Não há demanda agora. A retomada econômica só tende a acontecer no segundo semestre", diz o diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Pio Gavazzi. Para alguns setores da indústria, no entanto, consumir mais energia significa reconquistar mercado. (...) (pág. 1 e A-5) - Não havia mais razões para manter o racionamento de energia, mas isso não significa que a crise energética tenha sido superada. A oferta de energia continua rara e ainda não apareceram as saídas para os impasses que imobilizam o setor. (pág. 1 e A-3) - (Genebra e Brasília) - A guerra comercial entre Brasil e Canadá, que já dura cinco anos, poderá terminar em abril, quando os dois países retomam discussões bilaterais em busca de acordo em torno de subsídios que envolvem a Embraer e a Bombardier. Declarações recíprocas de boa vontade para acabar a briga feitas ontem, em Genebra, deverão se repetir sexta-feira, em Estocolmo, onde o presidente Fernando Henrique Cardoso se encontrará com o primeiro-ministro canadense, Jean Chrétien. (pág. 1 e A-8) CORREIO BRAZILIENSE - Desvios no orçamento * No DNER - Relatório elaborado por auditores do Tribunal de Contas da União (TCU), a que o "Correio" teve acesso com exclusividade, revela como o extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) gastou mal R$ 56,5 milhões em obras nas estradas federais. Muitas delas sequer saíram do papel. (pág. 1 e 16) * Em Minas - O Ministério Público de Minas Gerais desvendou um esquema de transferência de dinheiro do Orçamento da União para empreiteiras ligadas ao deputado João Magalhães (PMDB-MG) encarregadas de obras em seus redutos eleitorais. Esquema movimentou R$ 8 milhões, calculam os promotores. (pág. 1 e 17) - A tranqüilidade de Angel Gabriel, nos braços da avó, contrasta com a apreensão da mãe, a cantora Gloria Trevi, que tenta evitar a volta para a Papuda. Hoje, o Supremo decide se usará placenta para teste de DNA. (pág. 1 e 11) - O primeiro dia do governo itinerante no Guará foi marcado por confusões - de pancadaria entre militantes petistas e rorizistas a mais uma gafe do governador. Ao tentar mostrar que não seria racista, Roriz beijou uma mulher negra, disse que ela era "cheirosa" e provocou mais polêmica. Movimentos negros criticaram sua postura. Rorizistas pedem a presença de um promotor nos próximos eventos. (pág. 1 e 15) - A partir de 1º de março, os brasileiros ficam livres da economia compulsória de energia. Mas especialistas dizem que Fernando Henrique Cardoso tomou uma decisão precipitada. E que o sucessor do Presidente conviverá com a ameaça de novos racionamentos. Isso porque a água armazenada hoje nos reservatórios só garante o funcionamento das hidrelétricas até o fim deste ano. (pág. 1, Tema do Dia, pág. 6 a 8) - O Governo não conseguiu conter o avanço da dengue no País e, por isso, teve que chamar o Exército para intervir na saúde pública. Somente no Rio, 1,5 mil soldados combatem os focos da doença. No Distrito Federal, 260 deles atacam desde ontem os criadouros do mosquito transmissor - como o localizado em frente à casa de Rosilene Lourenço. A moradora de São Sebastião é uma das 143 pessoas doentes de dengue no DF. Há razões de sobra para a convocação dos militares: em todo o País, a dengue já atacou 29,2 mil pessoas apenas em janeiro. (pág. 1 e 12) ZERO HORA - O deputado Otamar Vivian (PPB) apresenta hoje à Assembléia Legislativa um anteprojeto que aponta soluções para a crise do Instituto de Previdência do Estado (IPE). O texto foi elaborado pelo deputado João Luiz Vargas (PDT), relator da comissão especial instituída para tratar do tema em agosto do ano passado, sob a presidência de Vivian. Uma das principais propostas é a transferência de ativos de empresas estatais para o Instituto de Previdência do Estado (IPE). O relatório terá de ser apreciado e votado pela comissão especial. (pág. 6) - Até o dia 17 de março, data em que será realizada a prévia para indicar o candidato petista ao governo do estado, o prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, e o governador Olívio Dutra deverão se enfrentar em pelo menos cinco debates internos. O calendário dos encontros, ainda sem data definida, deverá ser divulgado amanhã pela executiva estadual do PT. (pág. 12) - Durante a vigência do racionamento, os gaúchos economizaram energia suficiente para abastecer durante um ano as cidades de Pelotas, Campo Bom e Bento Gonçalves ou por 104 dias o município de Porto Alegre. No total, o estado economizou 832 mil megawatts/ hora (MWh). Nas regiões abrangidas pelo racionamento, a poupança chegou a 25,982 milhões MWh. O fim do racionamento para o dia 1º de março foi oficializado ontem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. (pág. 16) - Os 160 agentes de saúde contratados emergencialmente pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) para reforçar o trabalho de prevenção ao dengue em Porto Alegre começaram a atuar ontem. Divididos em duplas, os servidores visitaram residências dos bairros Santo Antônio e Partenon para verificar a existência de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. (pág. 26) MANCHETES ESTADO DE MINAS - Empresas fantasmas de Minas recebem verbas do Orçamento JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Bônus para economia de luz será mantido ZERO HORA (RS) - Salva-vidas resgatam 25 pessoas por dia nas praias gaúchas DIÁRIO DE S. PAULO - Consumo de luz será liberado no dia 1º

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O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
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está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
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