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21/02/2002
JORNAL DO BRASIL - Serra deixa a Saúde, dengue não - Nas entrevistas que antecederam sua posse como ministro da Saúde, em 1998, José Serra dizia: "O inimigo número um da Saúde, hoje, é o mosquito da dengue". Ontem, quatro anos depois, ao entregar o cargo, admitiu que a epidemia - que já matou 14 pessoas no Rio de Janeiro - pode avançar para outros estados. Em depósito da Fundação Nacional de Saúde, cedido à Secretaria estadual de Saúde do Rio, 34 automóveis e seis caminhonetes zero quilômetro, que seriam usados no combate ao mosquito Aedes aegypti, aguardam emplacamento desde o dia 4 de janeiro. Ao lado deles apodrecem outros veículos do órgão público. Enquanto isso, condomínios de classe média na Barra da Tijuca e Zona Sul contratam empresas privadas para serviços de fumigação contra mosquitos e combate às larvas. Na contabilidade das autoridades, já são 15.545 pessoas envolvidas na tentativa de contenção da epidemia, que infectou 33.761 pessoas até agora. O Ministério da Saúde convidou a ONG Viva Rio a mobilizar a população contra focos da doença. (pág. 1, 5, 7 e 18) - No esforço para fechar a aliança com o PL, o candidato do PT ao Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, orou com liberais evangélicos, absteve-se de bebida e esqueceu a cigarrilha no bolso, durante jantar na residência do bispo Rodrigues, comandante da bancada da Igreja Universal do Reino de Deus na Câmara. Nem assim escapou da polêmica. Petistas, sem fé na aliança, reforçam as críticas, como o filósofo e cientista político Carlos Nelson Coutinho. Em meio ao vendaval, Lula entregou-se: busca o apoio porque o PL foi o único partido que sobrou ao PT depois que os mais tradicionais aliados - PPS, PSB e PDT - decidiram-se por outros caminhos na campanha. (pág. 1 e 2 a 4) - Oposição e Governo fecharam acordo e aprovaram emenda constitucional que prorroga a cobrança da CPMF até o fim de 2004. Em 2003 vigorará a alíquota atual, de 0,38%. Em 2004, cairá para 0,08%, como instrumento de fiscalização da movimentação financeira. A taxa básica de juros, em 19% desde julho, baixou 0,25%. (pág. 1 e 14) - Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram e ocuparam ontem o gabinete do deputado Confúcio Moura (PMDB-TO), relator da Comissão Especial sobre Transgênicos. Os manifestantes reclamavam da atuação de Moura, acusando-o de querer aprovar na surdina seu relatório - favorável à liberação dos alimentos geneticamente modificados. A reunião da comissão foi cancelada. (...) (pág. 6) - Exatamente um mês após o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, a força-tarefa encarregada das investigações entrou em conflito. A Polícia Federal prendeu na terça-feira Adrelison dos Santos Oliveira, o "André Cara Seca", mas não liberou o suspeito para prestar depoimento à Polícia Civil na tarde de ontem. O deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh, integrante da comissão do PT que acompanha o caso, cansou depois de duas horas de espera no Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Deixou o prédio dizendo que as duas corporações "sabem muita coisa e não podem ficar disputando o preso". (...) (pág. 7) EDITORIAL "Crise de Confiança" - A informação é oficial e traz inquietação para os brasileiros que acreditaram na previdência complementar. Dos 339 fundos de pensão existentes no País, pelo menos 66 não têm condições de garantir o pagamento integral dos benefícios. Não conseguiram se enquadrar às novas regras segundo as quais as receitas devem cobrir 70% do total de benefícios concedidos ou contratados. Serão necessários R$ 8,74 bilhões para corrigir o desequilíbrio atuarial. Quase a metade do rombo (R$ 4,1 bilhões) se refere ao rombo da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), abalada pelo peso de milhares de aposentadorias aprovadas no ano passado. (...) No Brasil, a previdência complementar já chegou a maioridade, mas não amadurece. Parece que está sempre engatinhando. Não inspira confiança à sociedade. E não se confirma como uma opção real de investimento. A SPC está certa ao apertar o cerco em nome do equilíbrio atuarial. Enquanto os fundos de pensão não se enquadrarem, será muito difícil mudar o perfil da Previdência oficial. (pág. 10) COLUNAS (Dora Kramer - Coisas da Política) - Vista assim do alto, é de uma irrelevância abissal a cena em que o senador José Alencar declara-se "à esquerda de Lula", e o presidente do PT, José Dirceu, posiciona seu partido ao centro. O fundamental a ser discutido a respeito da aliança PL/PT não é isso. Até porque esse parece ser o único ponto em comum entre os dois parceiros. O que importa examinar é justamente o que os separa e, considerando a extensão oceânica dessa distância, o debate então concentra-se na seguinte questão: quais as razões de um e de outro para marchar juntos na eleição e, presumidamente, no governo? Nesse aspecto, o PL, justiça se faça, pelo menos tem mais clareza do que pretende. Já disse que quer influir no programa econômico petista e avisou que não aceitará na campanha a abordagem - muito menos a defesa - de temas como o aborto e a união entre pessoas do mesmo sexo. (...) (pág. 2) (Informe JB - Ricardo Boechat) - O Departamento de Aviação Civil parou de publicar o levantamento mensal de desempenho das empresas aéreas brasileiras. O último foi em dezembro. Os dados, úteis ao mercado, tornaram-se de consumo interno do DAC. Devem ser pavorosos. * A partir de hoje, os argentinos não podem mais entrar nos EUA sem visto. A crise em seu país igualou-os aos vizinhos "macaquitos". * O governador Itamar Franco conseguiu o que tanto queria. Hoje, no "D.O", sai edital de convocação da convenção extraordinária do PMDB. Ao todo, 224 delegados garantem a candidatura própria e as prévias no partido, dia 3. (pág. 6) FOLHA DE SÃO PAULO - Juros caem pela 1ª vez em 13 meses - O Comitê de Política Econômica do Banco Central reduziu os juros pela primeira vez desde janeiro de 2001. A taxa básica da economia teve queda de 0,25 ponto percentual - de 19% para 18,75% ao ano. Em janeiro do ano passado, os juros caíram para 15,25%. A partir de março, começaram a subir, até atingir 19% em julho de 2001, patamar em que se mantiveram por sete meses. A decisão do BC surpreendeu os analistas, que esperavam que o Governo mantivesse sua política conservadora e não alterasse a taxa, para não ameaçar a meta de inflação. Em nota, o BC afirmou que "a decisão [de cortar os juros] é compatível com a convergência da taxa de inflação para suas metas". A variação dos preços é a principal variável considerada pela instituição para fixar a taxa de juros. Projeções do BC realizadas no mês passado apontam que a inflação deverá ficar entre 3,5% e 4% neste ano. A meta estabelecida é de 3,5%, com margem de tolerância de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. (pág. 1 e B1) - O presidente da Colômbia, Andrés Pastrana, suspendeu o processo de paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), após o seqüestro de um avião e de um senador que estava no vôo. O governo colombiano acusa os guerrilheiros do crime, mas as Farc negam envolvimento. Quatro pessoas armadas desviaram o avião comercial, com 34 pessoas a bordo. Segundo testemunhas, 50 guerrilheiros esperavam o avião quando ele pousou na cidade de Hobo. Jorge Eduardo Gechem Turbay, 51, presidente da Comissão de Paz do Senado, foi levado em seguida. (pág. 1 e A12) - Uma mulher que morreu de infecção generalizada pode ser o primeiro caso letal de dengue hemorrágica no Paraná - o hospital, porém, não coletou material para exames. Balanço da Secretaria da Saúde do estado aponta 117 casos de dengue neste ano, mas os números já estão defasados. (pág. 1 e C4) - A polícia apontou o servente Ivan Rodrigues da Silva, 27, o "Monstro", como o suposto líder da quadrilha que seqüestrou e matou Celso Daniel (PT), prefeito de Santo André (SP). Apenas um suposto integrante da quadrilha, Andrelisom dos Santos Oliveira, o "Cara Seca", foi preso. (pág. 1 e C1) - O Governo e a oposição fecharam um acordo para aprovar a emenda que prorroga a cobrança da CPMF, o imposto do cheque, até o final de 2004. A aprovação deveria ocorrer ontem à noite. Pelo acordo, a alíquiota de 0,38% continua até dezembro de 2003, devendo cair para 0,08% em 2004. Para fechar o acordo com o PT, o Governo desistiu da medida provisória permitindo a contratação temporária de servidores públicos durante greves. A proposta, que seria rejeitada em votação prevista para ontem, será incluída no projeto de lei que regulamenta a greve no serviço público. (pág. 1 e A11) - A inflação caiu em ritmo menor, e a deflação prevista pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) para fevereiro não deve mais ocorrer. Nos 30 dias completados no dia 14 deste mês, os preços subiram em média 0,30% - a estimativa inicial da Fipe era de uma alta de 0,10% a 0,15%. Os dois itens que aumentaram acima da expectativa foram os alimentos in natura e os produtos industrializados. Agora, a previsão é a de que a taxa de inflação fique em torno de 0,10% neste mês. Segundo a Fipe, o cenário não é preocupante. Está mantida a estimativa de 4% para 2002. (pág. 1 e B4) - Dois meses depois da renúncia de Fernando de la Rúa, milhares de argentinos foram às ruas para protestar contra a política econômica do presidente Eduardo Duhalde. Buenos Aires amanheceu com quase todas as vias de acesso bloqueadas por desempregados. Até o início da noite, quando os manifestantes começaram a se concentrar na praça de Maio, não haviam sido registrados confrontos. O dólar fechou cotado a 2,20 pesos - alta de 2,3%. (pág. 1 e B6) - Israel realizou uma das maiores ações contra os palestinos em 17 meses de conflitos, com ataques por terra, mar e ar em Gaza e na Cisjordânia. Foram mortos 16 palestinos, e mísseis atingiram instalações do líder palestino Iasser Arafat na cidade de Gaza e em Ramallah. As ações foram em represália a uma emboscada que matou seis israelenses na Cisjordânia e que deve fazer Israel mudar sua estratégia para líder com o que considera agora uma guerra de guerrilha. (pág. 1 e A13) EDITORIAL "O BC se move" - A inflação em queda, o desemprego em alta, algum ajuste nas contas de comércio exterior, certo processo no encaminhamento da crise argentina, sinais de que a economia norte-americana pode estar começando a reagir, um acordo entre governo e oposição para prorrogar a CPMF: foi preciso esse espetacular alinhamento de fatores para que o Banco Central afinal reduzisse a taxa básica de juros. Dificilmente ocorrerá novamente, nos próximos meses, tal acúmulo de elementos favoráveis à queda dos juros. O crucial agora é saber se o Banco Central efetivamente mudará sua política monetária, optando pelo gradualismo, ou se tudo não passa de um ajuste marginal que apenas acompanha a inflação em queda. (...) (pág. A2) COLUNA (Painel) - José Serra (Saúde) disse à cúpula do PSDB - incluindo Tasso Jereissati (CE) - que sua candidatura presidencial é irreversível: "Mesmo se cair nas pesquisas, não há possibilidade de que eu abandone a disputa". * Serra ficou irritado com a volta dos boatos de que o PSDB em um "plano B" - que seria lançar a candidatura de Aécio Neves ou apoiar Roseana Sarney. O ministro disse que não adianta ninguém na sigla "tramar" contra ele, pois nada irá fazê-lo desistir. * Itamar Franco e Pedro Simon combinaram de apresentar juntos, no dia 27, suas inscrições às prévias do PMDB. Quércia inscreverá Raul Jungmann (Desenvolvimento Agrário) pelo diretório de SP. Tudo para evitar que os governistas melem a disputa interna em favor de Serra. (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO - BC surpreende mercado e baixa juro para 18,75% - O Banco Central surpreendeu a maior parte dos analistas do mercado financeiro ontem, ao baixar de 19% para 18,75% a taxa básica de juros da economia, a Selic. As autoridades monetárias consideraram que a queda da inflação já é suficiente para isso: segundo a breve nota divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), "a decisão é compatível com a convergência da taxa de inflação para suas metas". A grande maioria dos especialistas previa que isso só ocorreria em março, especialmente depois de a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) ter ficado acima do esperado. Mas a redução atendeu, pelo menos parcialmente, ao desejo da Confederação Nacional da Indústria. "As condições da economia brasileira já se mostram boas o suficiente desde o final de 2001 para uma mudança de política monetária", havia afirmado o coordenador de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, defendendo uma redução de 0,5 ponto porcentual. Também para a Fiesp havia condições econômicas para mudar a trajetória da Selic. De uma maneira geral, os empresários alegam que só assim a economia receberá investimentos e criará empregos. (pág. 1 e B5) - O Brasil vai dificultar o ingresso de aço estrangeiro, restringindo licenças de importação e a liberação do produto ao chegar ao País, conforme medida anunciada ontem. Para o Governo, há risco de o mercado brasileiro ser "inundado" com o aço excedente no mercado internacional, especialmente se os EUA reforçarem o protecionismo à sua indústria siderúrgica. (pág. 1, B1 e B3) - Os líderes de todos os partidos na Câmara fecharam acordo para aprovar a emenda constitucional que prorroga a CPMF até 31 de dezembro de 2004. A nova CPMF terá alíquota máxima de 0,38%, como é hoje, até 31 de dezembro de 2003, e de 0,08% em 2004. Ontem à noite, os deputados se preparavam para colocar a proposta em votação, em primeiro turno. (pág. 1 e A4) - O presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), conseguiu ontem do presidente Fernando Henrique Cardoso a promessa de que, a partir de agora, nenhuma medida provisória será editada sem que o Palácio do Planalto consulte os líderes governistas no Congresso. Foi a resposta de FHC à insinuação de Aécio de que parlamentares têm condições de agir contra algumas MPs. (pág. 1 e A5) - O presidente argentino, Eduardo Duhalde, ordenou intervenções sistemáticas do Banco Central para reduzir o valor do dólar, que tem subido lenta mas constantemente. Nos últimos cinco dias, a desvalorização do peso foi de 12,8%, aumentando o temor de que o dólar alcance a faixa dos 3 pesos - ontem, fechou em 2,20. Milhares de desempregados e integrantes da falida classe média Argentina voltaram a protestar ontem nas ruas das principais cidades do país contra a disparada dos preços e o semicongelamento de depósitos bancários. (pág. 1 e B10) - Segundo o presidente da Fundação Nacional de Saúde, Mauro Ricardo Costa, a Agência Federal de Prevenção e Controle de Doenças (Apec), criada ontem, tem poder para decretar quarentena em casos de emergência epidemiológica, como é a do vírus 3 da dengue. Com isso, a Apec poderia isolar pessoas contaminadas, meios de transporte e ambientes para evitar a propagação do vírus. As pessoas ficariam em hospitais ou em casa. (pág. 1 e A10) - O presidente dos EUA, George W. Bush, chegou ontem a Pequim, 30 anos após a histórica viagem de Richard Nixon à China, e tentará obter apoio para a luta americana contra o terrorismo internacional. Ainda na Coréia do Sul, porém, Bush antecipou um pedido ao presidente chinês, Jiang Zemin: que respeite a liberdade religiosa e responda ao pedido do Vaticano de libertação de padres católicos confinados no país. Hoje, ele se reúne com Zemin. (pág. 1 e A14) EDITORIAL "O fim do racionamento" - O Governo descarta taxativamente a hipótese de outro surto de escassez de energia nos próximos quatro anos, contando com as novas hidrelétricas e termoelétricas a cargo do setor privado. Porém, é preciso que novos investimentos cheguem a tempo ao setor. (pág. 1 e A3) O GLOBO - Juros caem após sete meses - O Banco Central decidiu reduzir de 19% para 18,75% ao ano os juros básicos da economia que estavam inalterados há sete meses. O Comitê de Política Monetária do BC (Copom) não indicou o viés (tendência) da taxa, o que faz com que ela seja mantida até 20 de março, data da próxima reunião. O anúncio surpreendeu o mercado, que só esperava a diminuição dos juros no mês que vem. A diretoria do Banco Central, no entanto, informou que o corte nos juros não compromete a meta de inflação para este ano e para 2003. A redução deverá ter um efeito direto nas taxas ao consumidor. O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, disse que os juros dos crediários já devem baixar nas próximas duas semanas. (pág. 1, 25 e 26) - Um novo indício de que a epidemia de dengue no estado do Rio está se agravando é o fato de o número de notificações diárias ter duplicado: entre os dias 6 e 15 de fevereiro a média foi de 800 notificações e, nos últimos cinco dias, foram registrados mais de 1.600 casos a cada 24 horas. O estado já soma 33.671 casos de dengue, sendo 577 da forma hemorrágica. Ontem, mais uma morte foi confirmada, elevando o total para 14. A campanha popular contra o dengue vai contar a partir de hoje com voluntários. Quem quiser participar deve ligar para o telefone 2555-3777, do Viva Rio. (pág. 1, 7 e 14 a 21) - A Câmara aprovou ontem emenda constitucional que prorroga a cobrança da CPMF até dezembro de 2004. A alíquota será mantida em 0,38% até dezembro de 2003. Em 2004, ela será reduzida para 0,08%. Em troca da aprovação da emenda, o Governo desistiu do pacote antigreve, que enfrentava resistências na oposição. Um acordo permitiu que a medida provisória que previa a contratação temporária de servidores para substituir grevistas fosse rejeitada por unanimidade. (pág. 1 e 3) - José Serra e Tasso Jereissati tiveram uma reunião para pacificação do PSDB que entrou pela madrugada de ontem. Tucanos de Minas e do Nordeste criticaram a "paulistização" da campanha de Serra, que prometeu mudanças. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) jantou com o bispo Rodrigues (PL) mas não fechou acordo. (pág. 1, 8 e 10) - O Primeiro Comando da Capital (PCC) é suspeito de mais três atentados. A organização teria instalado um artefato, sem explosivos, no Fórum de São Bernardo do Campo ontem, um dia depois de metralhar o Fórum de São Vicente. A facção criminosa também é suspeita de ter matado mais um de seus dissidentes, Carlos Aparecido Pacheco, o "Caô", no Carandiru. (pág. 2 e 12) - A proibição de venda e de porte de arma proposta pelo Governo será um dos temas mais polêmicos da Comissão Mista de Segurança Pública do Congresso. O presidente da comissão, senador Íris Rezende (PMDB-GO), opôs-se ontem à proposta. Rezende diz que todo cidadão tem o direito de ter arma em casa enquanto o poder público não reprimir o contrabando. (pág. 2 e 11) - O ex-governador Marcello Alencar (PSDB) disse considerar fraudulenta a propaganda do governo do estado sobre o índice de criminalidade, publicada semana passada. A antropóloga e professora da Uerj Alba Zaluar classificou como escandalosa a distorção de números. Em novo anúncio, o estado voltou a errar, ao dizer que só houve aumento num tipo de crime. (pág. 2 e 24) - O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça, vai notificar os bancos Real, Unibanco, Banerj e Banco do Brasil para que expliquem por que enviaram cartões de crédito a seus clientes sem solicitação. O secretário de Direito Econômico, Paulo de Tarso, disse que tomou a decisão após denúncia da coluna Defesa do Consumidor. (pág. 2 e 26) - O preço da gasolina deve subir até o início da semana que vem nas refinarias da Petrobras. O aumento, no entanto, pode chegar a 5%, mais do que os 2,2% anunciados na semana passada e vetados pelo presidente Fernando Henrique. Os cálculos estão sendo refeitos e levam em conta a cotação do dólar e do petróleo no mercado internacional. (pág. 2 e 29) EDITORIAL "Ciência inexata" - A análise das relações entre pobreza e violência acaba de ganhar novo estímulo com uma pesquisa do economista Márcio Pochman, da Unicamp, atual secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade do município de São Paulo. Pochman comparou dados do IBGE com estatísticas sobre mortalidade na capital paulista, e conseguiu quantificar o casamento sociológico entre padrão de vida e violência. Segundo o estudo, entre 1991 e 2000 a pobreza cresceu em São Paulo na mesma velocidade do número de homicídios: a quantidade de chefes de família com renda inferior a pouco mais de um salário mínimo aumentou à taxa média de 2% ao ano, enquanto os assassinatos subiram em 2,4%. Os dados referentes aos bairros reforçam os laços entre os boletins de ocorrências policiais e o saldo bancário da população, ou a inexistência dele. Daí se poderia chegar a conclusões simplistas, perigoso antecedente para decisões políticas equivocadas. A verdade é que o comportamento humano desafia a exatidão da lógica. Se assim não fosse, os países escandinavos seriam um paraíso a salvo da criminalidade. E não são. (...) (pág. 6) COLUNAS (Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Há inegável virtude na exigência de simetria entre as coligações para a eleição nacional e estaduais, a de fortalecer o caráter nacional dos partidos políticos. Mas se adotada agora pelo TSE, para a eleição deste ano, a sete meses do pleito, ainda que não sirva ao interesse particular de qualquer partido, representa uma mudança de regra no decurso do jogo. (...) (pág. 2) (Ancelmo Gois) - Quatro enfermeiros brasileiros embarcam para prestar serviço voluntário no Afeganistão. É o primeiro resultado do Corpo de Enfermeiros Voluntários criado pelo Conselho Federal de Enfermagem. A tropa da paz é treinada para atuar em áreas de guerras e catástrofes internacionais, nos moldes do serviço de solidariedade implantado pela Cruz Vermelha. * O TRF do Rio decidiu, ontem, que Artur Falk terá que depositar R$ 787 mil para poder recorrer de uma multa de R$ 2,6 milhões aplicada pela Receita. O caso se refere ao exercício de 1995 do Imposto de Renda do ex-dono do Papa Tudo. (pág. 18) GAZETA MERCANTIL - Soja une Brasil e Argentina contra os EUA - (Genebra) - Numa ação sem precedentes, a Argentina cogita associar-se ao Brasil para contestar na Organização Mundial do Comércio (OMC) os vultosos subsídios dados pelos Estados Unidos a seus produtores e exportadores de soja. Essa poderá ser uma das mais importantes disputas no comércio agrícola internacional, justamente quando começa a nova rodada global de negociações e envolve um produto que uma das prioridades da pauta de exportações dos parceiros do Mercosul. Uma queixa conjunta dará mais peso político à ação dos dois maiores competidores dos Estados Unidos no mercado mundial de soja, inconformados com os subsídios americanos. (...) (pág. 1 e A-5) - Oito anos depois da Rodada Uruguai, o acordo para a liberalização do comércio internacional de têxteis não foi cumprido. Isso poderá provocar novos atritos entre países pobres e os industrializados e complicar a nova rodada de negociações comerciais. (pág. 1 e A-5) - (Rio e Brasília) - O Governo deu, ontem, uma demonstração de que se dispõe a defender o mercado siderúrgico do Brasil dos efeitos globais do protecionismo americano. O Comitê de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), aprovou a adoção de medidas para fiscalizar a importação de produtos siderúrgicos. O aço passará pelo "canal vermelho" da Alfândega e terá controle de preço para evitar o subfaturamento. (pág. 1 e A-5) - (São Paulo) - Para atrair investidores nos fundos de ações da Companhia Vale do Rio Doce, principalmente os clientes que aplicarão os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), alguns gestores de recursos cortaram a taxa de administração. Os coordenadores da oferta de ações estipularam ontem em R$ 500 mil o valor mínimo a ser captado pelos fundos da Vale. (...) (pág. 1 e B-1) - (Angra dos Reis - RJ, e São Paulo) - O pessoal que fica na sala de controle da usina nuclear Angra I, em Itaorna, Angra dos Reis (RJ), brinca. Dizem que para controlar o funcionamento da outra usina, a Angra II, são necessários apenas um técnico e um pastor alemão. O técnico para alimentar o cachorro. E o pastor, para impedir que o técnico faça alguma besteira, tocando em qualquer botão do painel, já que grande parte do controle da usina é informatizado. Isso não ocorreria em Angra I, onde parte considerável do trabalho depende de operadores. Brincadeiras à parte, o enfraquecido e controverso projeto nuclear brasileiro, que previa a construção de oito usinas nucleares - só duas saíram do papel depois de uma agonia de mais de 25 anos -, começa a demonstrar que pode dar mais um passo, ainda que tímido. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) autorizou a retomada dos estudos para obtenção de licenças ambientais e nuclear para a construção da usina Angra III, onde foram gastos R$ 1,4 bilhão na compra de equipamentos. (pág. 1 e A-4) CORREIO BRAZILIENSE - Verbas para combate à dengue caem desde 1997 - Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) mostram que os recursos para o combate à dengue vêm caindo ano a ano desde 1997. O Ministério da Saúde reage e afirma que os gastos estão misturados no orçamento com os de outras doenças. Os números que configuram uma epidemia de dengue no País sobem no mesmo momento em que o ministro José Serra deixa a pasta e assume sua candidatura à Presidência. Abalado pelo mosquito, o candidato do PSDB pelo menos começou a resolver suas diferenças com o governador do Ceará, o também tucano Tasso Jereissati. (pág. 1 e 6 a 9) - Há três dias o Exército de Israel bombardeia alvos da Autoridade Palestina em retaliação ao assassinato de seis soldados israelenses, matando 23 palestinos. Militares israelenses prestaram homenagem a um dos colegas mortos. (pág. 1 e 27) - Sete gramas de cianureto são suficientes para matar uma pessoa. Um grupo de quatro marroquinos foi preso em Roma na terça-feira com quatro quilos de um pó à base de cianureto, além de planilhas da rede de abastecimento de água e mapas da cidade com a Embaixada dos Estados Unidos em destaque. Segundo a polícia italiana, que anunciou ontem a prisão dos marroquinos, o grupo planejava envenenar a água da embaixada. (...) (pág. 26) - Acabou o mistério. Marcos William Herbas Camacho, 34 anos, apelido Marcola, chefão do Primeiro Comando da Capital (PCC), megaorganização criminosa responsável por sucessivos assassinatos e rebeliões em presídios de todo o País, está preso numa solitária da Penitenciária de Unaí, em Minas Gerais. (...) (pág. 29) JORNAL DE BRASÍLIA - Postos antecipam reajuste da gasolina - Petrobrás ainda não aumentou os preços, mas cartel já cobra mais caro pelo produto no DF. (pág. 1 e 14) - Aposentado terá imposto de volta - Previdência erra e restitui R$ 23 milhões aos que pagaram mais IR em janeiro. (pág. 1 e 9) - O Governo Itinerante encerrado ontem no Guará decidiu criar um grupo para estudar a situação da invasão da Estrutural. O GDF criou uma delegacia no SIA e anunciou 73 novas obras no Guará. (pág. 1 e 6) - Exposições prolongadas, causadas por uso incorreto dos produtos no verão e em época de chuva, para combater a maior incidência de mosquitos, podem causar vários distúrbios. (pág. 1 e 16) ZERO HORA - Pela primeira vez desde que o corpo do prefeito petista Celso Daniel, de Santo André, foi localizado em Juquitiba, na Grande São Paulo, no dia 20 de janeiro, a polícia e o PT concordaram ontem que o crime está próximo da elucidação. Com a prisão de Andrelison dos Santos Oliveira, o "André Cara Seca", 22 anos, um os cinco suspeitos do crime com prisão preventiva decretada pela Justiça, a convicção de que o prefeito foi vítima de um crime comum ganha ainda mais força. (pág. 4 e 5) - O secretário estadual da Administração, Marco Maia, negou ontem a possibilidade de obtenção de R$ 10 bilhões com a transferência de ativos públicos para o Instituto de Previdência do Estado (IPE), sugerida pelo deputado João Luiz Vargas (PDT). O parlamentar é o relator da comissão especial da Assembléia Legislativa constituída para examinar a crise no IPE. (...) (pág. 6) - A consolidação de uma aliança nacional entre PT e PL, defendida pela direção nacional do PT, não é vista com bons olhos pelos líderes gaúchos do partido. Os dois pré-candidatos da sigla ao Palácio Piratini, o governador Olívio Dutra e o prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, têm restrições a um possível acordo com os liberais. (pág. 8) - A controvérsia em torno das rinhas de galo voltou à cena no Rio Grande do Sul. Os vereadores de Segredo, um município com 7 mil habitantes no Vale do Rio Pardo, aprovaram uma lei que permite a criação, a exposição e as brigas de galos. A permissão foi autorizada por cinco votos contra três na Câmara Municipal e recebeu a sanção do prefeito, João Paulo Kroth (PPB). (pág. 38) MANCHETES ESTADO DE MINAS - Governo reduz taxa de juros JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Mais quatro mortes sob suspeita de dengue O DIA (RJ) - Tudo que você precisa saber para comprar ações da Vale ZERO HORA (RS) - BC faz primeira redução de juros em 13 meses

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
Fazenda.
Consulte a homepage
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
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é www.brasil.gov.br
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de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br
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