24/02/2002

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JORNAL DO BRASIL

- Chuvas de março trarão mais dengue

- As águas de março que inspiraram Tom Jobim enchem de medo os infectologistas. "A epidemia de dengue pode estar apenas começando", alerta Plínio Leite Neto, chefe do Departamento de Zoonoses e Vigilância Sanitária de Niterói. As chuvas intensas a partir do mês que vem favorecerão o surgimento de novas áreas propícias à proliferação do Aedes aegypti.

Para Carlos Magno, diretor do Climatempo Meteorologia, até abril o índice pluviométrico poderá superar em 40% a média dos últimos anos. Enquanto isso, as autoridades não conseguem, sequer, acompanhar a evolução da crise. Quase 93% das notificações da doença divulgadas sexta-feira dizem respeito a janeiro. (pág. 1 e 24)

- Editais publicados no "Diário Oficial" pelo Ministério da Educação buscam 230 prefeitos acusados de desvios de verbas. Todos com "endereço desconhecido". Entre eles está Olenka Targino, ex-prefeita de Cacimba de Dentro (PB) e deputada com gabinete de fácil localização na Assembléia Legislativa. (pág. 1 e 2)

- O Primeiro Comando da Capital (PCC) cresceu. Ao transferir os líderes da facção criminosa dos presídios paulistas para outros estados, o Ministério da Justiça permitiu que se espalhassem pelo País e arregimentassem um exército de bandidos. O PCC tem pauta de reivindicações e aliados fora das cadeias. (pág. 1 e 4)

- À procura de dirigentes de esquerda desaparecidos, a Comitiva de Direitos Humanos do Paraguai descobriu por acaso, na 6ª Comissária Policial de Assunção, documentos que trazem à tona novos dados sobre a repressão no regime do general Alfredo Stroessner. Hoje sob a guarda do juiz Jorge Bogarín, para ser analisado, o material inclui milhares de fichas de estrangeiros residentes no país nos anos 70.

Segundo um defensor público, os vigiados eram opositores perseguidos, mas pouco conhecidos. O destino deles é ignorado. "Acreditamos que aquele lugar era um centro de torturas", contou o advogado Martin Almada, que participou da descoberta. (pág. 1 e 13)

- Na última década, a população nas favelas do Rio cresceu seis vezes mais do que nos bairros regulares. Hoje, um quinto dos moradores da cidade vive em comunidades de baixa renda. As regiões com as maiores taxas de expansão populacional são Barra da Tijuca e Jacarepaguá. (pág. 1 e 21)

- O suave inverno carioca, emoldurado pela vista da praia de Ipanema, dissipou qualquer névoa de hesitação. Da cobertura de um hotel de luxo da zona sul do Rio Roseana Sarney tomou a decisão que mudaria sua vida e as previsões eleitorais de 2002. Em julho passado, a governadora do Maranhão jantava em volta da piscina com o marido, Jorge Murad.

O ex-deputado Saulo Queiroz, secretário-geral do PFL, e o jornalista Antônio Martins, assessor do partido, dividiam a mesa com o casal. Queriam o sim de Roseana para dedicar-lhe o programa político que iria ao ar em rede nacional no mês seguinte. Murad ajudou: "O PFL precisa dessa definição".

Saulo garantiu que o partido bancaria a escolha do publicitário Nizan Guanaes, eleito pela governadora para apresentá-la ao País. Roseana capitulou. Saulo não esperou a sobremesa. Rumou para o aeroporto. O trabalho pedia urgência. (...) (pág. 3)

EDITORIAL

"Idade da razão" - As pesquisas continuam a oferecer ao candidato do PT preferência majoritária. Uma candidatura de esquerda, assumida, traduz em si aperfeiçoamento democrático. Justiça se faça: da primeira eleição que disputou em 1989 à atual sucessão presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva procurou tirar da realidade social brasileira lições que o distanciaram do radicalismo inicial - e o recomendaram à convivência democrática. (...)

Não há o menor indício de que o PT possa ser portador de qualquer ameaça à estabilidade política e institucional brasileira. Basta atentar para o mérito da discussão que opõe à corrente radical no PT a proposta de moderação que não se limita a palavras e já se traduz em atos. (...) (pág. 10)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Um conjunto de regras às quais terão de se submeter os funcionários públicos de alto escalão, durante a campanha eleitoral, será publicado no "Diário Oficial" de amanhã. Trata-se de uma resolução da Comissão de Ética Pública, que autoriza a participação de autoridades, "na condição de cidadão-eleitor", em eventos de natureza político-eleitoral, mas estabelece os termos em que se dará isso e os limites do que pode ou não pode ser feito por ministros, secretários, diretores de autarquias, empresas públicas ou de economia mista e agências reguladoras. (...)

Na resolução não há nada que já não esteja estabelecido em lei. A diferença é que o rito, na eventualidade de punição, é bastante mais rápido que o da Justiça. Enquanto a infração de uma lei requer processo de julgamento longo, a desobediência à resolução da Comissão de Ética pode resultar na advertência ou na demissão de servidor, ambas por decisão imediata da comissão. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Ricardo Boechat) - Advogados gaúchos começam, esta semana, um mutirão para tentar receber dívidas de empresas argentinas junto a fornecedores brasileiros.

Os valores superam US$ 2 bilhões, segundo a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul.

Mais da metade cheira a irrecuperável. (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Roseana vai a 23%; Lula cai a 26%

- O pré-candidato do PT à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva caiu de 30% para 26% e, pela primeira vez desde setembro, deixa de liderar sozinho a disputa, segundo o Datafolha.

Roseana Sarney (PFL) foi de 21% para 23%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, há empate técnico. No segundo turno, Roseana venceria por 51% a 39%. Antes, a diferença era de 46% a 40%.

Anthony Garotinho (PSB) chegou a 13% das intenções de voto, na sua quarta variação positiva em cinco pesquisas.

O pré-candidato do PSDB, José Serra, cresceu três pontos, passando de 7% para 10%, em sua primeira movimentação acima da margem de erro desde setembro. Já Ciro Gomes (PPS) segue linha descendente, passando de 10% para 8%. Itamar Franco (PMDB) manteve os mesmos 6%. (pág. 1, A7 e A8)

- O presidente Fernando Henrique Cardoso conseguiu a melhor avaliação do segundo mandato - 31% consideram seu Governo bom ou ótimo, uma elevação de sete pontos.

O índice de ruim ou péssimo caiu de 35% para 29%. O percentual de entrevistados que consideram seu Governo regular manteve-se estável - oscilou de 40% para 38%. (pág. 1 e A9)

- Na cidade de São Paulo, 42% da população adulta não possui planos de previdência, sejam estatais ou privados, revela uma pesquisa do Datafolha.

Especialistas do setor estimam que o quadro seja semelhante no restante do Brasil.

Na faixa de renda familiar superior a R$ 3.600, 18% não se preparam para a aposentadoria. O índice sobe para 45% na faixa com renda familiar até R$ 360. Os entrevistados deram nota 4,3 para o sistema previdenciário do País. (pág. 1, B9 e B10)

- José Serra deixa o Ministério da Saúde sem cumprir a promessa que fez ao assumir a pasta, em 1998, de derrotar o mosquito transmissor da dengue. Sai para fazer sua campanha em meio a nova epidemia.

Para especialistas, a pasta cometeu erros na transferência do combate à dengue às prefeituras, precipitou-se ao dispensar milhares de agentes sanitários e não fiscaliza suficientemente as ações municipais.

Na gestão Serra, porém, o custo por paciente de Aids caiu de US$ 4.700 anuais para US$ 2.500, em razão da disputa do ministro contra os laboratórios e o governo dos EUA para baixar os preços dos remédios.

O número de equipes do Programa Saúde da Família saltou de 3.147 em 1998 para 13.661 em janeiro deste ano.

O sarampo foi erradicado. Os casos de febre amarela e febre tifóide subiram. (pág. 1, A11 a A14)

- Os bancos foram os únicos que saíram ilesos das turbulências econômicas do Brasil nos últimos oito anos. De acordo com estudo realizado pela Austin Asis, todos os outros setores da economia sofreram problemas na rentabilidade.

Na avaliação de economistas, a política de juros do Governo é a principal responsável pelos altos e constantes lucros do setor bancário. (pág. 1 e B1)

- O presidente da Colômbia, Andrés Pastrana, e chefes das Forças Armadas decidiram visitar a zona rebelde no centro-sul do país reocupada por tropas oficiais após o rompimento do processo de paz com a guerrilha, na quarta. Pastrana quer mostrar à população que controla a área. (pág. 1, A17 a A22)

EDITORIAL

"Confronto necessário" - A ação militar contra a guerrilha parece de fato ser a única alternativa que resta ao presidente da Colômbia, Andrés Pastrana. Ele pode ir à guerra com a consciência tranqüila. Fez o que pôde para encontrar uma solução política para o conflito que, há décadas, opõe guerrilhas e governos na Colômbia.

Se existe um culpado pelo fracasso do diálogo de paz, esse culpado são as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Embora a guerrilha de inspiração marxista tenha se sentado à mesa de negociações e tenha aceito a oferta de Pastrana de criação de uma zona desmilitarizada do tamanho da Suíça no interior do país, as Farc se mostraram incapazes de abandonar a luta armada para converter-se em movimento político. (...) (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - José Serra disse à cúpula do PSDB que considera a candidatura da pefelista Roseana Sarney irreversível. Para o presidenciável tucano, o partido tem de se preocupar em fechar alianças como PMDB e com o PPB.

* Para Serra, uma união com PFL só será possível se ele for ao segundo turno contra Lula. A amigos, disse que a candidatura Roseana é "pasta de dente fora do tubo". "Não dá mais para colocar o PFL de volta na aliança".

* A licença do Bornhausen (PFL) do Senado para dedicar-se à campanha de Roseana é uma evidência, para Serra, de que a candidatura dela não tem mais volta. "Não faria isso se fosse desistir no futuro. Ele se queimaria à toa", diz outro tucano. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- FHC queixa-se de esquerda antiquada e direita populista

- O presidente Fernando Henrique Cardoso disse que ele e seu partido vivem sob fogo cerrado de uma esquerda antiquada e de uma direita populista. A declaração foi feita depois do encerramento da Cúpula Progressista de Estocolmo, que reuniu 11 chefes de governo na sexta-feira e na manhã de sábado, na Suécia.

"Eu disse muito claramente que as posições do PSDB são criticadas por uma esquerda que não é contemporânea e que vê neoliberalismo em tudo que é moderno, e somos criticados pelo populismo mais conservador que existe no Brasil", analisou. "Somos criticados pelos dois lados. Não é muito diferente do que acontece com outros presentes aqui".

O Presidente reconheceu que há uma "preocupação" com a instabilidade política na América do Sul e admitiu que se dá mais atenção hoje ao terrorismo, tema central da cúpula, do que ao desenvolvimento. Mas alertou: "A preocupação com o terrorismo não pode substituir os outros problemas". (pág. 1 e A8)

- O presidente argentino, Eduardo Duhalde, inicia etapa decisiva em busca de ajuda financeira do FMI, padecendo dos mesmos males do fracassado ex-presidente Fernando de la Rúa. É o que analistas chamam de "Delarruizado": governa com grupo mínimo, não controla seu partido e foi isolado pelos governadores. (pág. 1 e B4)

- "O colapso do modelo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, festejado como alternativa ao neoliberalismo, é novo exemplo de que há princípios de macroeconomia que não podem ser violados sem que a sociedade pague elevado preço mais adiante". (Sérgio Abranches) (pág. 1 e A15)

- A pré-convenção do PSDB para lançar a candidatura presidencial do senador José Serra, hoje, no Hotel Nacional de Brasília, lembrará o modelo festivo adotado nos EUA. Além de milhares de balões com as cores do partido, não faltarão faixa, cartaz e bandeirinha, com Serra sorridente. A organização espera 2 mil pessoas. (pág. 1 e A4)

- O governo colombiano acusou a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pelo lançamento de substâncias tóxicas num aqueduto de Pitalito, na província de Huila. Segundo fontes militares, outras cidades no sul do país amanheceram ontem com telefonemas, alertando sobre o envenenamento. (pág. 1 e A15)

- Funcionários de presídios alertam: o batismo de novos membros da facção PCC continua. Detentos são obrigados a aderir ou se aliam espontaneamente, porque ganham status como marginais. "Tem garoto novo que quer crescer e mostrar que é bandido", diz um agente penitenciário. (pág. 1 e C6)

- Confiantes na queda dos juros este ano, sinalizada na semana passada pelo Banco Central ao reduzir a taxa Selic, grandes redes de varejo já começam a trabalhar com porcentagens menores. A Lojas Cem saiu na frente, e amanhã passa a aplicar taxas mais baixas. O Grupo Pão de Açúcar também reavalia prazos e taxas.

Se a queda dos juros for mantida, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) antecipará a revisão das projeções de crescimento do PIB para 2002. Segundo o coordenador de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, com a decisão do BC na semana passa a projeção feita em dezembro, de 2%, ficou superada. (pág. 1, B1 e B3)

EDITORIAL

"O Brasil contra os subsídios à soja" - A nova lei agrícola norte-americana agravará o problema dos subsídios, qualquer que seja a versão que prevaleça. Nos dois textos em análise no Congresso, os subsídios excedem os limites permitidos pela Organização Mundial do Comércio. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Dengue faz planos de saúde pressionarem por aumento

- Os planos de saúde estão pressionando o Governo para conseguir um aumento imediato das mensalidades pagas pelos segurados. As empresas dão como justificativa o crescimento das despesas com a explosão de atendimentos médicos, exames de laboratórios e internações por causa da epidemia de dengue. "Trata-se de uma emergência", justifica o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, Sérgio Vieira.

Entretanto, a Agência Nacional de Saúde (ANS), que autoriza os aumentos dos planos de saúde, avisa que o assunto está fora de pauta neste momento. "O tratamento de dengue faz parte do atendimento normal dos segurados", diz o presidente Januário Montone.

O Procon informa que a regulamentação dos planos de saúde não prevê aumento nem em caso de calamidade pública. (pág. 1)

- As indústrias do Rio estimam que 10% dos seus empregados não estão trabalhando por causa do dengue. Pesquisa da Firjan mostra que o maior problema está sendo enfrentado pelas pequenas empresas que, em alguns casos, têm metade dos funcionários doentes. A Associação dos Shopping Centers calcula que 30% dos vendedores estão com dengue, a Petrobras já contabilizou 79 funcionários doentes e a Varig, 60. (pág. 1)

- A violência fez o Brasil desperdiçar ano passado R$ 112 bilhões (a 10% do PIB), calcula o economista Ib Teixeira. A cifra é resultado da soma dos gastos de estados, empresas e indivíduos com segurança, além das perdas de vida e patrimônio causados por homicídios, roubos e furtos.

Segundo pesquisa da Câmara Americana de Comércio, a violência preocupa mais os investidores estrangeiros do que o resultado das próximas eleições.

* Em São Paulo, o Ministério Público rastreou 30 contas bancárias de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior organização criminosa do estado. (pág. 1, 14 e 35)

- Especialistas advertem que o fim do racionamento não deve ser considerado, pelos consumidores, como razão para gastar. A extinção do bônus, em abril, o aumento natural do consumo e os reajustes nas contas (os autorizados pelo Governo e os que serão cobrados para compensar perdas das distribuidoras) vão pesar no orçamento familiar. (pág. 2 e 37)

- O Exército colombiano deve se preparar para uma longa luta contra a guerrilha, apesar das primeiras vitórias no sul do país. Especialistas acreditam que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) evitarão um confronto aberto com as tropas e partirão para ataques urbanos, agravando a recessão. O Exército admite que os avanços serão lentos. (pág. 2 e 43)

- O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, namora o PL. O mesmo PL que namora na Bahia o ex-senador Antônio Carlos Magalhães (PFL) e, no Rio, o governador Anthony Garotinho (PSB). O candidato do PSDB, José Serra, namora o PMDB, que namora o PT no Paraná, em Goiás, no Mato Grosso e em São Paulo.

Mas o PMDB também dá suas piscadelas para a candidata do PFL, a governadora Roseana Sarney. O PTB, que tem como parceiro o candidato do PPS, Ciro Gomes, flerta em São Paulo com o governador tucano Geraldo Alckmin e com o PFL na Bahia.

Nesse emaranhado de acordos, os políticos estão com os nervos à flor da pele diante da ameaça de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pôr fim aos seus casamentos antes mesmo do sim.

O tribunal pode aprovar resolução, nos próximos dias, proibindo que se faça nos estados coligações diferentes das nacionais para a disputa presidencial. Isto inviabilizaria uma salada de alianças de todas as matizes ideológicas. (pág. 1 e 3)

- Em meio a uma avalanche de críticas por causa das negociações abertas com o PL em favor da pré-candidatura à Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente nacional do PT, deputado José Dirceu (SP), saiu da defesa e partiu para o ataque. Ele garante que o partido não mudou de lado e lembra que o PSB de Miguel Arraes também está negociando com o PL.

Em sua opinião, escândalo mesmo é um deputado como bispo Rodrigues (PL-RJ), porta-voz da Igreja Universal do Reino de Deus, declarar que apóia a candidatura do governador do Rio, Anthony Garotinho, só porque ele é evangélico.

O presidente do PT rebateu ainda as declarações do vice-presidente da CNBB, dom Marcelo Carvalheira, que manifestou preocupação com a hipótese de Lula, caso seja eleito, ceder um ministério para a Igreja Universal. Dirceu disse que nunca ouviu críticas da CNBB ao Governo Fernando Henrique Cardoso, que, segundo ele, ajudou a Igreja Católica a montar um império de comunicação. (pág. 1 e 4)

- (Estocolmo) - O presidente Fernando Henrique Cardoso, respondendo, na entrevista coletiva de encerramento da Cúpula da Governança Progressista, em Estocolmo, a uma pergunta sobre se as idéias da esquerda progressista que ele defende são as do PSDB ou as do PT, criticou a esquerda brasileira, dizendo que ela "não é contemporânea".

"Eu disse muito claramente que no Brasil as posições nossas, do PSDB, são criticadas por uma esquerda que, a meu ver, não é contemporânea e que portanto vê em tudo o que é moderno o neoliberalismo, quando, na verdade, não existe neoliberalismo na prática do PSDB", disse o Presidente.

Fernando Henrique queixou-se também de estar sendo criticado pelo populismo mais conservador que existe no Brasil, mas não mencionou nomes, nem partidos. (...) (pág. 5)

- De volta ao Senado esta semana, o presidenciável tucano José Serra terá que se desdobrar para fazer aquilo a que se propôs: ser um senador atuante pelo menos até junho e cumprir uma puxada agenda de viagens pelos estados onde a pré-campanha eleitoral já está em curso.

Se é fundamental o contato direto com os dirigentes do PSDB País afora nessa fase de composição de alianças, importante também é ocupar o espaço privilegiado da tribuna do Senado.

Serra disse a assessores e colegas de partido que participará de todas as discussões e votações relevantes no Senado. (...) (pág. 12)

EDITORIAL

"Descobertas de 22" - Estão sendo comemorados, no Rio de Janeiro e em outros centros, os 80 anos da Semana de Arte Moderna. Este também é o ano do centenário de Carlos Drummond de Andrade; e esses dois fenômenos cabem facilmente no mesmo cenário: o da afirmação de uma cultura brasileira consciente de si mesma. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - A semana fechou-se com forte expectativa de crescimento de Roseana Sarney e queda de Lula, que os teriam levado ao empate, segundo informações passadas aos políticos por institutos de pesquisa. Se tal se confirmar, estará claro que o petista bateu em seu teto, projetado em 30%. Já o crescimento continuado da pré-candidata do PFL indicará que ela ainda não esgotou seu potencial, apesar dos movimentos recentes dos adversários. (...) (pág. 2)

(Ancelmo Gois) - O ministro Almir Pazzianoto, presidente do Superior Tribunal do Trabalho, teme pelos 10 mil trabalhadores - muitos dos quais desempregados - cujos processos foram destruídos pelo fogo que atingiu parte do prédio do TRT do Rio.

Em 1996, um pequeno incêndio queimou 170 processos na sede do TST em Brasília. A recuperação levou dois anos. E alguns simplesmente sumiram.

* Roseana Sarney passou a semana passada no Rio tentando fazer as pazes, no Ipea e no IBGE, com os números que apontam a miséria do Maranhão.

Aliás, estes números perseguem a governadora há muito tempo. Em 1999, o economista Marcelo Néri sofreu perseguição dentro do Ipea ao divulgar estudo concluindo que o Maranhão era pobre, pobre, de marré de si. Na época, de cada cem pessoas, 88 recebiam menos que R$ 149 por mês. (pág. 14)

CORREIO BRAZILIENSE

- No improviso - É assim que os brasilienses moram

- Há quem as chame de favelas de luxo. São salas destinadas à instalação de escritórios, consultórios ou comércio transformadas em novos domicílios. A procura por esse tipo de habitação cresceu tanto na última década nas asas Sul e Norte que Brasília é hoje a cidade do Distrito Federal com maior número de moradias improvisadas, segundo o Censo Demográfico de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (...) (pág. 1 e 6 a 9)

- Empate técnico entre Lula e Roseana - A última pesquisa de intenção de votos do DataFolha mostra que o petista perdeu quatro pontos percentuais, deixando de ser o líder isolado. Roseana Sarney, do PFL, ganhou dois e empatou com Lula. Mas os jogos da copa eleitoral mal começaram. Os candidatos ainda disputam partidas semifinais entre si. (pág. 1, 15 e 16)

- Pelo menos três mil pessoas alimenta-se de frutas, carnes, legumes e verduras encontrados no lixo das casas e supermercados do Distrito Federal. (...) (pág. 1, 12 e 13)

- A imagem do corpo do rebelde Jonas Savimbi, 67 anos, atingido por 15 tiros, foi mostrada pela televisão nacional portuguesa (RTP) e acabou com as dúvidas. O comandante da Unita está mesmo morto e agora, em Angola, pergunta-se nas ruas se a paz finalmente chegará. (pág. 1, 30 e 31)

ZERO HORA

- A gaúcha Naila Tosca de Freitas, suspeita de ligação com os seqüestradores do publicitário Washington Olivetto, desapareceu de Porto Alegre há duas semanas. Procurada pela Polícia Federal, Naila - que também usa o codinome Maria Ivone - desativou inclusive seu endereço eletrônico na Internet. Naila, 42 anos, mantinha uma rotina simples enquanto estava incógnita.

Morava em um apartamento que não é novo, com um quarto e pouca mobília, no bairro Cidade Baixa. A maioria dos móveis foi comprada em lojas de usados. Os vizinhos pouco sabem de seu cotidiano. Comentam que ela trabalhava em casa, realizando serviços gráficos em computador. Sempre andava apressada, dizem. (pág. 4 e 5)

- As tratativas do PT gaúcho para a formação de uma chapa de consenso às eleições deste ano desandaram com o vazamento da informação de que o governador Olívio Dutra e o grupo do prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro, negociavam de forma secreta um acordo.

O encontro entre Olívio e líderes da Rede e do PT Amplo - duas das facções que dão sustentação à candidatura de Tarso -, noticiado por "Zero Hora" no dia 6, revoltou militantes pró-Tarso e fez com que a maioria das correntes passasse a pressionar o prefeito para ir à prévia do dia 17 de março. (pág. 6)

- Os maiores investimentos em novas fábricas no estado que, juntos, somam mais de R$ 800 milhões, começam a despontar em canteiros de obras de cinco municípios. Projetos lançados em 2001, a unidade gaúcha da Souza Cruz e a Fibraplac Chapas de MDF, do grupo Isdra, já estão em estágio avançado de construção.

Mas o ritmo mais acelerado é o da Latasa, cuja construção, iniciada em novembro do ano passado, deve estar concluída em abril. A planta definitiva da Dell em Alvorada, que começou a sair do papel em março de 2001, também deve entrar em operação ainda este ano. (pág. 22)

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

- Os segredos dos gênios do vestibular - Como Lucas Mendes foi o primeiro colocado em três dos mais concorridos vestibulares do Brasil sem deixar de namorar, fazer esporte e tocar com sua banda - As receitas do sucesso de outros campeões nos testes

- Hora de avançar - O ex-ministro da Saúde dá início à campanha, reclama das fofocas eleitorais e antecipa seu plano de metas. (pág. 9 a 13)

- O fantasma do Maranhão - Roseana quer defender os índices socioeconômicos de sua gestão - mas, em alguns casos, é impossível. (pág. 28 a 30)

- Em busca do bilionário liberal - Numa aliança esdrúxula, o PT quer aproximar-se de seu oposto, o Partido Liberal. (pág. 32 e 33)

- A sombra da dengue - O mosquito não estava convidado, mas atrapalhou a festa de despedida do ministro da Saúde. (pág. 34 e 35)

- O escândalo não está nas algemas - Ninguém grita quando um pobre é humilhado, preso - e fica em cana. (pág. 36 e 37)

- Por que eles foram os primeiros - Como os campeões dos vestibulares se prepararam sem precisar apelar para os truques dos cursinhos nem abandonar os esportes, o namoro e as bandas de rock. (pág. 86 a 91)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- Brasileiros: Os campeões do sexo - Pesquisa inédita feita em 28 países mostra que os brasileiros acima de 40 anos transam mais do que o resto do mundo - O grau de satisfação é alto: 89% dos entrevistados são felizes na cama - O estudo também derruba o mito de que pessoas mais velhas perdem o interesse sexual. Homens e mulheres fazem questão de manter a chama acesa

- Inimigos íntimos - Num clima hostil, o PSDB de José Serra e o PFL de Roseana Sarney abrem guerra nos bastidores da sucessão, na briga pelo apoio do PMDB. (pág. 24 a 28)

- Voltou, mas mais cara - Racionamento termina em março, quando as tarifas acumularão uma alta de 132% desde 95. (pág. 31)

- Sob o domínio do mosquito - Epidemia de dengue se alastra por todo o País, provoca medo e revolta na população e expõe a confusão do sistema público de saúde no Brasil. (pág. 40 a 43)

- Colômbia - Ilusões perdidas - Depois de três anos, acabam negociações de paz com as Farc. (pág. 70)

- Tempo de refletir - Na próxima coincidência matemática do calendário, em 2112, Marte será habitado e o ser humano terá mais tempo para o lazer. (pág. 72 e 73)

ÉPOCA

TÍTULO DE CAPA

- Cartas marcadas na bolsa - A CVM e o Ministério da Previdência se aproximam de um esquema de manipulação de ações - Quem são os operadores acusados de trabalhar com informações privilegiadas e preços combinados

- A maior prova de José Serra - Ele terá de evitar uma contaminação da campanha pela dengue e mostrar ser tão bom candidato como foi ministro. (pág. 34 a 37)

- Quem vem para jantar - Lula janta na casa de bispo da Igreja Universal, pede apoio do PL, convida empresário para vice e reclama de patrulhamento do PT. (pág. 38 e 39)

- Ligações incômodas - Cúmplice de seqüestro de Celso Daniel trabalhou para sócios de Sérgio Silva, o amigo que estava com o prefeito na hora do crime. (pág. 40 e 41)

- Salvo por São Pedro - Ajudado por uma estação de chuvas copiosas, o Governo anuncia o fim do racionamento. (pág. 42)

- Novos cenários - Analistas sugerem cautela, mas apostar na queda dos juros e comprar ações da Vale do Rio Doce pode ser bom negócio. (pág. 44 a 47)

- Muambeiros hi-tech - Receita Federal e Polícia investigam seis grandes empresas suspeitas de contrabando. (pág. 48 e 49)

- Mudança na cúpula da Previ - O presidente do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, Luiz Tarquínio, deixa o cobiçado cargo. (pág. 75)

- Clube do dinheiro fácil - Grupo que atuava nas bolsas é acusado de manipular ações das carteiras de fundos de pensão de estatais. (pág. 68 a 74)

- O homem-estatística - Os novos pobres brasileiros vivem nos grades centros urbanos, têm experiência profissional, são casados e chegam a ficar um ano desempregados. Hustene Pereira é um deles. Foi apontador de indústria, operador de produção, auxiliar de escritório e até garçom. Há quase cinco meses procura um emprego. (pág. 86 a 91)

DINHEIRO

TÍTULO DE CAPA

- Soros pede perdão - O maior especulador do mundo faz um mea-culpa de sua atuação no mercado financeiro, diz que o capital é amoral e quer mudanças na globalização

- "A moeda estável é uma mentira" - Dono do maior grupo têxtil do Brasil e possível vice de Lula critica o financismo do Governo e diz que a produção e a infra-estrutura foram abandonados. (pág. 20 a 22)

- A turma da agenda econômica - Bancada de economistas movimenta Câmara para votar temas que afetam o dia-a-dia das empresas. (pág. 26 a 28)

- Os últimos dias de Tarquínio - Planalto já prepara troca do presidente do maior fundo do País, com rombo de R$ 4,1 bilhões. (pág. 28)

- FHC o salvador - Argentina deposita suas últimas esperanças de recuperação no apoio do Governo brasileiro, que estuda várias concessões econômicas ao vizinho. (pág. 30 e 31)

- A redenção de Soros - Em uma transformação surpreendente, George Soros, o apóstolo do dinheiro errante, se converte em defensor dos países pobres e lança livro pregando a reforma do capitalismo. (pág. 68 a 70)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br