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26/12/2002
JORNAL DO BRASIL - Bancos públicos aplicam mais em títulos que em empréstimos - Os bancos estatais emprestam mais ao Governo, por meio da compra de títulos da dívida pública, do que à população e às empresas brasileiras. Estudo da ABM Consulting revela que as instituições financeiras privadas oferecem mais crédito do que as públicas. A Caixa Econômica mantém quase três vezes mais dinheiro em papéis do Governo: R$ 51 bilhões contra R$ 18,8 bilhões em empréstimos. Enquanto isso, três dos sete maiores bancos privados (Itaú, Unibanco e BankBoston) emprestam mais a seus clientes do que compram títulos. O Brasil é um dos países com menor oferta de crédito. (pág. 1 e A10) - Tendo em vista a primeira reunião ministerial, marcada para amanhã, em Brasília, o coordenador da equipe de transição e futuro ministro da Fazenda, Antônio Palocci, caminha para uma maratona de encontros com cada ministro indicado, a fim de discutir os relatórios que traçam uma radiografia do País - e que, segundo o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, representam "uma bomba de efeito retardado". Nos encontros, Palocci deve tratar também da estrutura dos ministérios, que será reformulada por medida provisória. Quanto aos novos ventos da economia, ele negou ontem medidas inesperadas: "Estamos preparando um início de governo sem traumas, sem surpresas, mas com muito trabalho. Não queremos mudanças bruscas. (pág .1 e A3) - Terminada a montagem do futuro Ministério, o governo Lula está voltado para a escolha dos integrantes do segundo escalão federal. Para a Petrobras é dada como certa a indicação do senador José Eduardo Dutra (PT-SE), enquanto que para o BNDES a expectativa é que o nome do reitor da UFRJ, Carlos Lessa, seja confirmado pelo futuro ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan. Já os secretários-executivos devem vir das carreiras federais. (pág. 1 e A3) - A indicação de Gilberto Gil para o Ministério da Cultura gerou reações diversas no meio cultural brasileiro. O "JB" publica hoje vários textos de artistas e intelectuais sobre o assunto. (pág. A2 e B1) - A oposição na Venezuela qualificou uma possível ajuda do Governo brasileiro ao abastecimento venezuelano de "violação expressa da soberania" e não reconhecimento do conflito em curso naquele país. A ajuda para o transporte de petróleo havia sido pedida pelo presidente Hugo Chávez a Fernando Henrique, que aceitou. O assessor internacional de Lula, Marco Aurélio Garcia, disse que também aceitará o pedido. Os 24 dias de greve virtualmente paralisaram a industria petrolífera venezuelana, uma das cinco maiores do mundo. (pág. 1 e A6) EDITORIAL "Grandes Expectativas" - O Ministério Lula saiu do forno no tempo certo e mostrou-se muito melhor do que a encomenda. Quem temia que o presidente eleito atrelasse as escolhas unicamente ao seu partido enganou-se. Lula não cedeu às pressões internas por uma equipe puro-sangue. Longe disso. Surpreendeu nas indicações para o comando da economia e abriu o primeiro escalão à participação dos aliados de primeira e de última hora. O cobertor é curto, mas permitiu que os interesses fossem devidamente atendidos. Houve reações intempestivas - como a do PC do B que exigia a Defesa e a de Leonel Brizola que torceu o nariz para as Comunicações. Ao fim, porém, tudo deu certo. (...) (pág. 4) COLUNAS (Noenio Spinola) - Durante a reunião do grupo que elegeu os ganhadores do Prêmio Esso deste ano um ponto, pelo menos, uniu os cinco jurados à mesa: a melhor história é aquela em que o personagem aparece mais do que o repórter. Intelectuais não são diferentes de jornalistas. Quando pretendem "organizar a cultura" e armam um palco para si mesmos, são usurpadores. Polêmico por natureza, Gilberto Gil está prestando um grande serviço à inteligência brasileira ao provocar o debate sobre o que se deve esperar do Estado nos domínios da cultura. (...) (pág. 2) (Informe JB - Gustavo Krieger) - Começa no dia 28 um grande ensaio para a posse do presidente eleito. O cerimonial de Lula já fechou agenda para simular os atos de 1º de janeiro. Serão testados desde os automóveis - com o cumprimento dos percursos previstos pra o presidente eleito e seu vice - até as apresentações das atrações artísticas. Vai ser uma verdadeira "passagem de som" na Esplanada dos Ministérios. (pág. 6) (Boechat) - Professor da Fundação Getúlio Vargas do Rio, Marcos Lisboa será o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Como Antônio Palocci é médico, caberá a Lisboa formular as linhas gerais de atuação da pasta, fundamental para o sucesso do governo. O economista é especializado em finanças e voltou ao Brasil há um ano, após dar aulas em universidades americanas. (pág. C2) FOLHA DE SÃO PAULO - Oposição a Chávez acusa o Brasil de intromissão - A possibilidade de o Brasil enviar gasolina à Venezuela, para minimizar a crise de desabastecimento provocada pela greve geral iniciada no dia 2, é considerada pela oposição ao presidente Hugo Chávez "uma intromissão indevida nos assuntos internos do país". O pedido de ajuda foi feito por Chávez na semana passada a Marco Aurélio Garcia, enviado especial do presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, à capital do país, Caracas. Para Antonio Ledezma, da Coordenação Democrática (associação de partidos e entidades de oposição), a visita de Garcia indicou uma "inclinação em favor do governo". Já Timoteo Zambrano, representante da oposição na mesa de diálogo mediada pela OEA, disse: "Esse governo de Lula pretende ser um fura-greves." Garcia contesta as críticas e diz que alguns oposicionistas só querem a derrubada de Hugo Chávez. (pág. 1 e A8) - A política de equilíbrio fiscal do governo federal levou a um corte de R$ 98 milhões em recursos para o programa Habitar, que prevê recuperação de favelas e transferência de população de áreas de risco. O Orçamento deste ano previa um total de R$ 128 milhões para o programa, mas apenas R$ 30 milhões foram investidos nas 26 obras e projetos que estão em andamento. Segundo a Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano, o ajuste fiscal exigiu um corte geral no Orçamento. (pág. 1 e A6) - O futuro ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, 42, espera uma "mudança fundamental" no relacionamento do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) com o governo. Ele baseia sua expectativa na história do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, que teria um compromisso de vida com a reforma agrária. Rossetto vê no diálogo e no apoio à agricultura familiar os caminhos para conseguir dar terra e trabalho no campo a quem reivindica. (pág. 1 e A4) - O FBI (polícia federal dos EUA) pediu às universidades americanas informações detalhadas sobre estudantes e professores estrangeiros para que possa investigar possíveis vínculos com grupos terroristas. As universidades teriam de passar os dados sem notificar estudantes e professores. A decisão foi considerada ilegal por educadores e criticada pelas escolas. (pág. 1 e A9) - O PMDB começará a negociar com PFL e PSDB a formação de um bloco de oposição, se o PT não mantiver o acordo já definido para as presidências da Câmara e do Senado. O presidente nacional do PMDB, Michel Temer, vai conversar com o PT depois da posse de Luiz Inácio Lula da Silva para reconfirmar o apoio petista à cúpula peemedebista no Senado. (pág. 1 e A5) - O papa João Paulo 2º pediu em sua mensagem de Natal que o mundo evite um conflito no Iraque e apelou para a paz entre israelenses e palestinos. Foi a primeira menção pública do papa à atual crise iraquiana. "No Oriente Médio, é preciso extinguir o terrível incêndio de um conflito que, com a ajuda de todos, pode ser evitado", disse João Paulo 2° para uma multidão de fiéis, no Vaticano. A Igreja Católica defende que qualquer decisão sobre uma eventual intervenção no Iraque passe antes pela aprovação das Nações Unidas. Em Belém, centenas de palestinos e uns poucos turistas e peregrinos assistiram à missa na igreja da Natividade, erguida ao redor da gruta em que, pela tradição, Cristo nasceu. Os turistas temem a violência na região. (pág. 1 e A8) - O primeiro diploma de Luiz Inácio Lula da Silva foi o de torneiro mecânico, lá se vão muitos anos. O segundo é, agora, o de presidente da República do Brasil. O único diploma do seu vice, José Alencar, é "o diploma da vida". Pobretão, ele progrediu e hoje é dono da poderosa Coteminas. O virtual presidente da Câmara, José Paulo Cunha, é outro que ascende ao poder com o PT. Metalúrgico, ele só tem segundo grau. Já deputado, tentou a faculdade de Direito. Parou no terceiro ano por falta de tempo. Isso significa que os três políticos da linha sucessória direta não têm cursos superiores. Quando Lula se ausentar, Alencar assume. Quando os dois se ausentarem, teremos João Paulo na Presidência. (...) (Eliane Cantanhêde, pág. A2) EDITORIAL "Reservas baixas" - O resultado das contas externas do Brasil em novembro, divulgado na semana passada, foi o melhor desde 1996. Pela primeira vez em transações correntes acumulado em 12 meses ficou abaixo de 2% do PIB. Em outras palavras, a necessidade de atrair dólares do exterior voltou a diminuir e chegou ao menor nível em mais de seis anos. Apesar disso, as contas externas brasileiras estão longe de uma posição que possa ser considerada confortável. O "colchão" de dólares do BC continua delgado demais. As reservas brutas fecharam novembro em US$ 35,6 bilhões; as líquidas (que excluem recursos tomados ao FMI), em apenas US$ 15,6 bilhões. Este valor é suficiente para cobrir apenas quatro meses de importações. (pág. A2) COLUNA (Painel) - Deputados federais evangélicos que apóiam Lula prometem faze protestos diários na tribuna da Câmara caso pessoas ligadas à Igreja Católica, como dom Mauro Morelli e Frei Betto, sejam nomeadas por Lula no "Fome Zero", principal programa social do presidente eleito. (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO - Palocci receberá plano para manter arrecadação em R$ 20 bi por mês - Um dos maiores desafios de Lula será o de manter, em 2003, a arrecadação do País na média mensal de R$ 20 bilhões, a exemplo do que ocorreu este ano. Ao assumir o cargo na Fazenda, Antônio Palocci receberá da Receita Federal um programa de trabalho para manter o ingresso de receitas. Uma das fontes é o estoque de R$ 157 bilhões de tributos não pagos, contestados na Justiça. Este ano, após negociação com devedores, a Receita elevou a arrecadação em R$ 18 bilhões. (pág. 1 e A4) - O presidente do PT, José Genoino (SP), avisou que os dados a serem apresentados amanhã ao novo Ministério não serão catastróficos. "Vamos ser realistas". (pág. 1 e A5) - O presidente eleito definiu os nomes dos comandantes das três Forças Militares, seguindo o critério de antiguidade. Para o Exército, irá o general Francisco Roberto de Albuquerque, para a Marinha, o almirante Roberto Guimarães de Carvalho, e para a Aeronáutica, o brigadeiro Luiz Carlos Bueno. (pág. 1 e A5) - O comércio argentino registrou aumento de 18% nas vendas de Natal deste ano, em comparação com as de 2001. A indústria de artigos de couro foi a que apresentou o melhor resultado. Atendendo à exigência do FMI, o governo anunciou terça-feira o fim do dólar oficial no país. (pág. 1 e B6) - Parte dos desabrigados da Favela Zaki Narchi, atingida por um incêndio na segunda-feira, recebeu comida estragada na véspera de Natal. Segundo a prefeitura, que forneceu as marmitas, as refeições foram substituídas a tempo. Alguns dos atendidos desmentem a versão oficial e dizem que o alimento causou intoxicação em pelo menos dez pessoas. (pág. 1 e C1) - A oposição venezuelana qualificou ontem de hostil e violação da soberania a ajuda petrolífera prometida pelo futuro governo de Lula à Venezuela. "Essa é uma atitude inamistosa para com a sociedade democrática", disse Timóteo Zambrano, membro da mesa de diálogo com o governo. "É uma violação expressa da soberania." Ao voltar de visita a Caracas, o assessor internacional do presidente eleito, Marco Aurélio Garcia, disse que, ao tomar posse, Lula discutirá a assistência petrolífera mútua com o presidente venezuelano, Hugo Chávez. (pág. 1 e A10) - Em sua mensagem de Natal, o papa João Paulo II expressou ontem preocupação com os riscos que enfrenta a paz mundial e a possibilidade de um novo conflito no Oriente Médio. Mesmo sem se referir diretamente ao Iraque, a intenção ficou clara na mensagem para 20 mil pessoas, no Vaticano. Ele pediu aos fiéis de todas as religiões que trabalhem pela paz, abrindo os olhos para o Oriente Médio, além de deter a "sinistra cegueira de um conflito que, graças ao compromisso de todos, pode ser evitado". (pág. 1 e A8) - As tradicionais liquidações feitas pelo comércio nesta época do ano devem manter o movimento nas lojas durante os próximos dias. Algumas redes de supermercados e lojas já anunciaram as promoções válidas a partir de hoje. Os descontos para incrementar as vendas e atrair os consumidores chegam a 60% em alguns produtos. (pág. 1 e B3) EDITORIAL "Fúria arrecadatória" - Derrama? Arrastão? Talvez coubesse um neologismo - derramarrastão - que soasse tão incômodo e pesado quanto o fardo que os munícipes paulistanos recebem neste fim de ano. (pág. 1 e A3) O GLOBO - Rosinha criará secretaria para cuidar de presídios - A governadora eleita do Rio, Rosinha Matheus, revelou ontem que criará, ainda em janeiro, uma secretaria para cuidar exclusivamente dos presídios do estado, que hoje comportam 21 mil bandidos. A futura Secretaria de Administração do Sistema Penitenciário absorverá a estrutura do atual Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe), que será extinto. O objetivo da medida, além de fortalecer o combate à desordem nos presídios, é liberar a Secretaria de Segurança Pública para reprimir a criminalidade nas ruas. O novo Desipe, com status de secretaria, terá duas prioridades: modernizar os presídios e criar programas para dar ocupação aos presos, além de dirigir atenção especial às penitenciárias de segurança máxima, como as de Bangu. Rosinha pretende ainda reforçar o policiamento nas ruas e concluir os obras interrompidas do batalhão da Maré para deixar mais seguras as linhas Vermelha e Amarela. (pág. 1, 12 e 13) - Relatório elaborado pela equipe de transição do PT afirma que a situação do Governo é pior do que se esperava e que os futuros ministros serão obrigados a fazer cortes em seus programas para se adequarem à realidade. O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva avisou que não aceitará reclamações na reunião de amanhã de seu Ministério. Lula disse que os números apresentados pelo atual Governo não são satisfatórios. A declaração mostra que a lua-de-mel entre o Governo que sai e o que entra pode estar chegando ao fim. O líder do PSDB na Câmara, Arnaldo Madeira (SP), disse que o presidente Fernando Henrique Cardoso está entregando o País em melhores condições do que recebera. (pág. 1, 3 e 7) - O novo governo terá de gastar R$ 831 milhões de adicionais nos salários do funcionalismo do Poder Executivo, ainda em janeiro. O aumento dos gastos com a folha é resultado de ações judiciais ganhas pelos servidores. (pág. 1 e 4) - O general Francisco Albuquerque comandará o Exército, o almirante Roberto de Carvalho, a Marinha, e o brigadeiro Luiz Carlos Bueno, a Aeronáutica. O PT levou em conta o tempo de serviço para a escolha. (pág. 1 e 9) - Uma cesta de 30 alimentos e produtos de limpeza, pesquisada pela Associação dos Supermercados do Rio (Asserj), teve este ano uma alta de 25,08%, índice que é mais do que o dobro dos 12,16% da inflação carioca medida pelo IPCA-15. Além da escalada do dólar em 2002, os supermercados atribuem a disparada dos preços às fortes altas das tarifas de eletricidade, telefonia e combustíveis nos últimos anos - que agora estariam sendo repassadas ao consumidor. Apesar das pressões, a Asserj crê que os preços vão cair em 2003. (pág. 1 e 19) - Temerosa de perder a hegemonia na prestação de serviços ao setor público e ter de rever preços, a Embratel move há meses uma guerra de limites que vem atrasando a integração dos sistemas de telecomunicações dos órgãos públicos federais. Uma licitação recente do Planalto fez o custo anual de um serviço da empresa passar de R$ 264 mil para apenas R$ 9 mil. (pág. 1 e 20) - A oposição venezuelana considerou ontem hostil e condenável um possível envio de combustível pelo futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva ao do presidente Hugo Chávez, que há 24 dias enfrenta uma greve nacional que paralisa a indústria petroleira. Os opositores não aceitaram uma trégua proposta por Chávez e passaram a noite de Natal nas ruas, fazendo panelaços. (pág. 2 e 25) - Acusado de intermediar sentenças judiciais favoráveis a traficantes, o deputado Pinheiro Landim (sem partido-CE) foi intimado a depor na Corregedoria Geral da Câmara amanhã. O corregedor-geral, Barbosa Neto (PMDB-GO), quer concluir rapidamente o seu relatório sobre o caso para que ele siga ao Conselho de Ética da Câmara. Landim não confirmou se atenderá à intimação. (pág. 2 e 11) EDITORIAL "Saber negociar" - Os interesses estratégicos dos Estados Unidos sempre estiveram muito voltados para a Europa e a Ásia. Em relação à América Latina, a diplomacia americana passou a se mobilizar a partir dos anos 60 apenas pelo desafio de evitar a repetição no continente de uma experiência como a de Cuba. Questões específicas como a do Canal do Panamá, o petróleo, e mais recentemente o combate ao narcotráfico também entraram nas preocupações americanas, mas somente com a perspectiva de criação da Área de Livre Comércio das América (Alca) surgiu uma tentativa de maior integração da economia líder do planeta com os demais países do continente. Portanto, trata-se de uma situação completamente nova. (...) (pág. 6) COLUNAS (Panorama Político - Ilimar Franco) - O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, ao excluir o PMDB, optou por governar com uma maioria mínima. Essa foi obtida ao compor o Ministério com os partidos que o apoiaram no primeiro e no segundo turno, que lhe garantem uma base de 228 deputados. Os 29 votos que faltam para a maioria absoluta virão com as trocas de partido e a ampliação das bancadas do PL e do PTB. (...) (pág. 2) (Ancelmo Gois) - Jorge Viana, do Acre, único governador petista reeleito, diz que Lula marcou um gol: "O Ministério tem mais gente dos seus sonhos do que resultado de concessões políticas". * Além de Pinheiro Landim, outro deputado federal do PMDB do Ceará já procurou advogado, temendo ser arrolado nesta rede de proteção ao narcotráfico. (pág. 14) GAZETA MERCANTIL - O novo governo mudará o eixo da política externa - (São Paulo) - O governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva vai mudar a ênfase da política externa brasileira. O foco passará a ser "muito fortemente a América Latina, em particular a América do Sul". As relações com a Colômbia e a Venezuela ganharão outro status; com os Estados Unidos (EUA) haverá mais pragmatismo e menos viés ideológico. O futuro secretário de Assuntos Internacionais de Lula no Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia, enviado especial do presidente eleito à Venezuela, concorda com a análise do ex-economista-chefe para a América Latina e o Caribe do Banco Mundial, Sebastián Edwards. (...) (pág. 1 e A-5) - (Nova York e São Paulo) - O ouro pode fechar o ano com a maior alta dos últimos 23 anos no mercado internacional. O interesse dos investidores, decepcionados com o desempenho das ações e do dólar, já elevou os preços em 24% neste ano. Na terça-feira, dia 24, o contrato para entrega em fevereiro foi negociado a US$ 347,30 por onça-troy (31,1 gramas), a maior cotação desde maio de 1997. A alta acumulada neste ano é a maior desde 1979. A possibilidade de uma guerra no Iraque deu impulso à procura. "Devemos chegar a US$ 380 ou US$ 400", disse Leonard Kaplan, presidente da Prospector Asset Management, uma gestora de recursos dos EUA. No Brasil, na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o ouro, desde o início do mês, teve uma alta de 3,25%. (pág. 1 e B-1) - (Genebra) - Os países em desenvolvimento vêem o ano terminar com o fracasso de negociações na Organização Mundial de Comércio envolvendo três temas de fundamental importância: o acesso aos medicamentos genéricos; a aplicação de tratamento especial e diferenciado nos acordos comerciais; e a flexibilidade na implementação de regras adotadas na Rodada Uruguai. Dos três, o fracasso mais doloroso é a falta de acesso dos países pobres a medicamentos mais baratos. A declaração tirada no encontro de Doha, no Qatar, em novembro de 2001, dizia que os governos tinham prazo, até dezembro deste ano, para encontrar uma solução que permitisse que países com pouca ou nenhuma capacidade de produzir remédios pudessem quebrar patentes de medicamentos essenciais para combater problemas de saúde pública. (...) (pág. 1 e C-1) - (Rio e Genebra) - O novo governo deverá cumprir os prazos de negociação previamente estabelecidos para a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e para um acordo do Mercosul com a União Européia (UE). A avaliação é do atual representante brasileiro junto à UE, embaixador José Alfredo Graça Lima, que espera a apresentação das primeiras ofertas de acesso ao mercado até fevereiro. Nos próximos dias, o atual Governo encaminhará um projeto das ofertas tarifárias para a Alca ao futuro ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. (pág. 1 e A-5) CORREIO BRAZILIENSE - Ministros querem mais dinheiro. Palocci dirá não - Futuro ministro da Fazenda avisa que o Orçamento de 2003 será apertado para cumprir metas acertadas com o FMI. (pág. 1, 6 e 7) - Banco Mundial destinará R$ 25 milhões a instituições que ajudam pequenas empresas a se desenvolver. Incubadora da UnB deve ser beneficiada. (pág. 1 e 16) - Um gaúcho de fala pausada e carregada pelo sotaque da Região das Missões está de mala e cuia prontas para trocar Porto Alegre por Brasília. Um dia depois de transmitir o governo do Rio Grande do Sul ao seu sucessor, Germano Rigotto (PMDB), em 1º de janeiro, o petista Olívio Dutra estará se instalando na Esplanada dos Ministérios. Ele comandará o Ministério das Cidades - um dos novos órgãos do primeiro escalão do governo federal a serem criados pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. "Esse ministério tratará de questões seriíssimas que complicam a vida do cidadão nos espaços urbanos, como o transporte, habitação e saneamento", explica. (...) (pág. 9) - Com três folhas brancas sobre a mesa quadrada de madeira e uma caneta, tipo brinde, com uma bandeira do Canadá na ponta, o futuro ministro da Educação, Cristovam Buarque , rabisca quadrados e insiste na idéia de que o ensino superior deve ser desvinculado de sua pasta. "Universidade é uma coisa séria demais para se deixar em segundo plano no Ministério da Educação", argumenta. Com segundo plano, Cristovam quer dizer que dará mais ênfase ao ensino básico, sua obsessão. (...) (pág. 10) - O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a quebra do sigilo bancário e fiscal de funcionários e pessoas próximas ao deputado Pinheiro Landim (sem partido-CE), citados no relatório da Polícia Federal que apura o envolvimento do parlamentar na suposta venda de hábeas corpus para traficantes. (...) (pág. 17) - Os grupos de oposição tentam derrubar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, classificaram ontem de "hostil" a intenção brasileira de exportar combustível para a Venezuela e assim amenizar os efeitos da greve geral no país. (...) (pág. 19) - O papa João Paulo II comentou ontem pela primeira vez em público a possibilidade de guerra contra o Iraque e lançou um apelo para que o mundo combata a violência e evite um ataque ao país de Saddam Hussein, apesar da ameaça do terrorismo. (...) (pág. 20) ZERO HORA - Entre sexta-feira e a noite de ontem, pelo menos 31 pessoas morreram em ruas e estradas do Rio Grande do Sul, interrompendo passeios e festas e espalhando dor pelo estado. Em São José das Missões, na Região Norte, um drama provocado por um acidente de trânsito comove os gaúchos há mais de 48 horas. (pág. 4 e 5) - A confirmação de Miguel Rossetto para o posto de ministro do Desenvolvimento Agrário, feita na segunda-feira, deixou apreensivo líderes de entidades de produtores rurais do Rio Grande do Sul. Alegando falta de experiência no setor, ruralistas temem que o novo ministro repita o modelo de reforma agrária implementado pelo governo Olívio Dutra. (pág. 28) - O próximo governo gaúcho tentará impedir a perda de mais um consulado pelo Rio Grande do Sul. Luis Roberto Ponte, que assumirá na próxima semana a Secretaria de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, procurará ainda hoje o cônsul de Portugal, país que anunciou o fechamento de sua representação em Porto Alegre. (pág. 31) - Se fosse criada uma sucursal do inferno, um trecho de 45 quilômetros da BR-010, entre Ipixuna do Pará e Paragominas, no Pará, seria candidato a sediá-la. O calor sufocante do Norte, a estrada em péssimas condições, os assaltos, o desrespeito às leis de trânsito e a inexistência de infra-estrutura fazem de um trajeto por onde passam por dia entre 400 e 500 caminhões um dos lugares mais inóspitos da Belém/Brasília - como é chamada aquela parte da Transbrasiliana. (pág. 32 e 33) MANCHETES CORREIO DA BAHIA - Acidentes n as estradas causam onze morte O DIA (RJ) - Comércio queima encalhe de Natal ZERO HORA (RS) - Trânsito mata mais de 30 no Natal DIÁRIO DE S. PAULO - Operadoras abrem guerra contra clonagem de celular

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
Fazenda.
Consulte a homepage
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet
é http://www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação
de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria
de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br
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