27/01/2002

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JORNAL DO BRASIL

- Energia provoca choque em orçamento doméstico

- O anunciado fim do racionamento de energia, em fevereiro, não significa que o consumidor residencial vá deixar de prestar atenção na conta de luz. Segundo pesquisa do IBGE, o peso da conta no custo de vida aumentou 233% nos últimos cinco anos para famílias com renda até oito salários mínimos.

Na faixa de maior renda, o impacto foi de 134%, num período em que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor não ultrapassou 33,59%. As contas passaram a embutir a "taxa de disponibilidade do sistema elétrico", cobrada mesmo de quem não gasta 1 quilowatt por mês, equivalente ao mínimo de 100kW/mês para consumidor trifásico.

Mesmo quem usar menos energia pagará por esse piso, de acordo com a lei que regulamenta o setor. (pág. 1 e 18)

- Funcionário do próprio partido, de sindicatos, prefeituras ou parlamentares petistas, informa o perfil de 74% dos delegados do PT que votaram na convenção nacional de dezembro. O índice estimula debates internos.

Muitos militantes defendem o avanço da burocracia partidária, outros a criticam. Pesquisa da Fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT, mostra ainda que 59% dos delegados se dizem católicos, contra a minoria de ateus avaliada em 19%.

Os homens (75%) predominam na máquina política. A renda familiar de 31% está entre 10 e 20 salários mínimos e 65% têm curso universitário. Hoje, 69% são originários de movimentos sociais. Eram 77% em 1999. (pág. 1 e 4)

- Sérgio Adorno, estudioso da violência, está chocado com tanta crueldade. Em seis meses, teve três amigos seqüestrados. O professor da USP considera a violência tão importante quanto o fluxo financeiro e diz que é preciso cuidar de corrupção e profissionalização da polícia. (pág. 1 e 12)

- Paulo Vieira Ferraz Pereira é réu num processo nos Estados Unidos que envolve a polêmica falência da Enron, gigante americana no setor de energia. Integrante do Conselho Administrativo da companhia desde 1999, o nome do brasileiro, ex-presidente do Banerj e vice-presidente do Grupo Bozano, Simonsen, é citado em ação cível na Corte Federal do Texas. (pág. 1 e 19)

- O Terceiro Comando, segundo o governo do Rio, está desbancando o Comando Vermelho no ranking das organizações criminosas. Surgido em 1994, o TC usa conceitos empresariais nos confrontos com o CV, cujos líderes conviveram com remanescentes da luta armada contra a ditadura. Mas o CV ainda controla 91 favelas. (pág. 1, 22 e 23)

- Os percentuais atingidos pelos candidatos à Presidência nas primeiras pesquisas eleitorais do ano podem ter pouca ou nenhuma influência para 22% do eleitorado nacional. Em comum, compartilham a paixão pela novidade. São volúveis. Tomam decisões na última hora. E tem uma pitada de aventureiros.

A maioria dos jovens que digitarão as urnas eletrônicas de outubro nunca viveram sob o impacto de altos índices de inflação. (...)

"Para obter sucesso entre eles, o candidato terá de se associar à renovação, manter distância da corrupção e demonstrar intolerância com o modo de agir dos políticos tradicionais", ensina. (pág. 3)

EDITORIAL

"URV Argentina" - (...) Países com a história e o porte da Argentina não desaparecem. Depois que os ânimos serenarem e os preços relativos da economia encontrarem porto seguro, se abrirá a oportunidade de experimentar algo semelhante ao Plano Real. Que os argentinos se preparem para conviver com uma espécie de URV por certo período. Será o rito de passagem para o nascimento de nova moeda. (pág. 12)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Depois de consolidada a tendência de se considerar que pesquisas de opinião são sinônimos de resultados eleitorais, agora, nesta eleição, verifica-se a perda quase total de cerimônia em relação à propaganda dita política.

De um lado, infringe-se a lei na maior desfaçatez, com propagandas de candidatos antes do prazo legal de 15 de agosto do ano em que se realiza o pleito e, de outro, adotam-se critérios completamente apolíticos para vender a imagem do candidato. O conteúdo pouco importa, o que se vê é um desejo de fixar a marca, tal como se faz com um produto em oferta no comércio varejista. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Ricardo Boechat) - A juíza da 1ª Vara de Santa Cruz, no Rio, arquivou, semana passada, o processo de execução do frigorífico Sociedade Florestal e Agrícola, com dívidas de R$ 12 milhões.

Aberta em 1998 pelo Banco do Brasil, a ação emperrou por um detalhe.

O BB esqueceu de pagar os honorários do perito que avaliaria o valor exato da dívida. (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Gasto recorde não detém crime em SP

- O orçamento da segurança pública em São Paulo mais que duplicou desde o início do governo tucano de Mário Covas e Geraldo Alckmin, mas não conteve a violência no estado.

A verba destinada à segurança saltou de R$ 2,04 bilhões em 1995 para R$ 4,20 bilhões em 2001 - aumento de 106%. Em 1996, foram registrados 12 seqüestros.

No ano passado, balanço incompleto apontou mais de 300 ocorrências desse tipo de crime. Apenas de 2000 a 2001, a explosão foi de 387%.

Outros crimes também se ampliaram: o número de homicídios dolosos (com intenção de matar) foi de 9.821 no início da gestão tucana para 12.638 em 2000, último dado completo - ainda não foi fechado o dado do ano passado. Roubos e furtos tiveram crescimento de 54% em seis anos.

O governo do estado afirma que houve migração de bandidos para outros crimes e que os investimentos realizados agora só surtirão efeito daqui a alguns anos. (pág. 1 e cad. Cotidiano)

- A polícia confronta amostras de terra recolhidas em um cativeiro localizado em Embu (Grande São Paulo) com os resíduos achados na roupa de Celso Daniel (PT) para apurar ligação entre a morte do prefeito de Santo André e o resgate de dois presos com helicóptero no presídio de Guarulhos.

O local do cativeiro seria a casa de Cleison Gomes de Souza, acusado de participar do resgate. No cativeiro foi encontrado um Santana azul semelhante ao usado pelos seqüestradores do prefeito.

No porta-malas foram recolhidos para análise fios de cabelo branco. Celso Daniel era grisalho. (pág. 1 e C4)

- Porto Alegre recebe na próxima quinta-feira a segunda edição do Fórum Social Mundial.

De 31 de janeiro a 2 de fevereiro, 10 mil delegados de 2.110 organizações de 80 países vão expor em mais de 800 conferências, seminários e oficinas temas amplos que variam do controle de capitais financeiros à democratização da mídia.

Duas manifestações de rua, programadas para a abertura e o encerramento, preocupam as entidades. (pág. 1 e A12)

- A receita dos bancos com títulos da dívida pública interna triplicou de R$ 13,6 bilhões para R$ 41,7 bilhões desde o início do Plano Real. O ganho dessas instituições com o financiamento do Governo federal no período aumentou 56,5%, descontada a inflação.

O dado refere-se aos 20 bancos com as maiores carteiras de títulos públicos. Em 94, esses investimentos representavam 22,5% da receita das instituições. Hoje, são 41%. (pág. 1 e B1)

- Pelo menos 21 pessoas ficaram feridas e 67 foram presas no maior protesto contra o presidente argentino, Eduardo Duhalde, ocorrido na madrugada de ontem em 15 das 23 províncias. Em Buenos Aires, 25 mil pessoas foram à Praça de Maio.

A polícia usou balas de borracha e bombas de gás. Desempregados marcham por cesta básica hoje. (pág. 1 e A15)

EDITORIAL

"Estado de insegurança" - Costuma-se tratar como duas entidades separadas a segurança pública e os aspectos "sociais" que contribuem para a violência. É possível mesmo divisar uma facção da opinião pública favorável à repressão policial como único meio de resolver o problema; e outra que propugna pela via da educação, da saúde, do lazer, do emprego etc.

Na verdade, essas duas "escolas" apenas refletem aspectos de uma mesma crise, a crise do Estado brasileiro. (...) (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - Três delegados da Polícia Federal da confiança do PT foram escalados pelo partido para acompanhar de perto as investigações da morte de Celso Daniel. Há, entre os petistas, forte receio de que esteja sendo montada uma "farsa", a fim de comprometer a imagem do partido. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Duhalde critica 'anarquia' e quer voltar ao FMI

- Depois do primeiro panelaço nacional de sua gestão, que avançou pela madrugada com tumultos e teve 21 prisões, o presidente argentino Eduardo Duhalde alertou ontem os argentinos para que tenham cuidado para "não gerar uma tragédia maior" e não caiam na tentação de acreditar que os problemas podem ser solucionados com "bagunça e barulho".

Em discurso na rádio ontem de manhã, Duhalde disse que voltará a negociar empréstimo junto ao FMI e reafirmou que lançará plano econômico dentro de alguns dias. "Confiem em mim", apelou Duhalde. "Vamos alcançar esse desejo de termos uma Argentina mais justa, uma Argentina normal, uma Argentina que não seja vista pelo mundo como um bicho esquisito. Os países não toleram a anarquia".

Em artigo publicado ontem no jornal "Clarín", a vice-diretora do FMI, Anne Krueger, sugere que a Argentina deveria ter proposto a renegociação da dívida externa há muito tempo. (pág. 1 e C1)

- O PFL quer ampliar o apoio à governadora do Maranhão, Roseana Sarney, na campanha presidencial, mas agindo nos bastidores. Em nome do partido, um grupo de empresários lançará em fevereiro o Movimento Roseana Brasil. "Ninguém ganha eleição com a força do partido", diz o ex-deputado Saulo Queiroz, secretário da agremiação. (pág. 1 e A4)

- As 7.042 respostas de internautas a uma enquete feita pelo portal Estado.com revelam que, para 84,8% dos entrevistados, a polícia não merece confiança. Os resultados do levantamento mostram que 60,8% já foram alvo de assaltos e 57,84% têm pelo menos um conhecido que foi vítima de seqüestro relâmpago. (pág. 1 e C4)

- Peritos fizeram ontem a perícia do Santana encontrado em Embu que pode ser sido usado no seqüestro do prefeito Celso Daniel, mas informações só serão divulgadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. O delegado confirmou que indícios apontam para ligação entre o resgate de dois presos em Guarulhos e o seqüestro de Daniel. (pág. 1 e C1)

- "A política global antes era dominada por governos. Hoje o palco geopolítico está repleto de outras entidades, que vão desde corporações transnacionais e organizações não-governamentais (ONGs) a redes globais de criminosos. No meio disso estão as grandes religiões, agora um subgênero especial de ONG". (Alvin e Heidi Toffler) (pág. 1 e A15)

- Nova edição do Fórum Econômico Mundial terá início dia 31 em Nova York. Como sempre, haverá a presença maciça de chefes de Estado e de governo, empresários, políticos, intelectuais e artistas, para discutir temas como a recessão global, o ataque ao terrorismo e a crise argentina. No mesmo dia, começará em Porto Alegre o Fórum Social Mundial, com os mesmos temas e os inevitáveis questionamentos à globalização. (pág. 1 e B10)

- Os ex-dirigentes do Banco Nacional, que tiveram prisão decretada na sexta-feira por gestão fraudulenta, vão pedir habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça hoje, em Brasília. Eles querem o direito de recorrer em liberdade da sentença do juiz Marcos André Bizzo Moliari, do Rio, que os condenou a penas de 21 a 29 anos. (pág. 1 e B5)

- Desde a guerra fria a CIA sempre teve como função descobrir o que estava ocorrendo fora dos EUA. Mas, após 11 de setembro, a organização ganhou poderes legais para bisbilhotar a população do país, não se limitando a investigar grupos como a Al-Qaeda. Nenhum exame, porém, foi feito para saber como ela fracassou na proteção contra os atentados. (pág. 1 e A13)

- Quando George W. Bush fez seu discurso de posse, em 20 de janeiro de 2001, sua visão do mundo ainda confundia os EUA, seus aliados e inimigos. Um ano depois do início de seu governo, o mundo parece diferente e o mesmo ocorre com as habilidades do presidente, embora não necessariamente com suas atitudes. (pág. 1 e A14)

- O Brasil tem menos idosos do que os países ricos, mas gasta proporcionalmente mais do que eles com os sistemas público e privado de aposentadorias. O gasto excessivo com previdência no País tem um preço: ele drena recursos de outras áreas, como educação e saúde, o que é observado em relatório internacional. (pág. 1 e B4)

- Os 'ecomagnatas' formam o mais novo ramo da defesa ambiental. São em geral celebridades que se dedicam a comprar gigantescas propriedades rurais, especialmente na América do Sul, para garantir que não sejam devastadas. (pág. 1 e A9)

EDITORIAL

"Uma política antiamericana" - O público americano está fazendo descoberta notável: não só estrangeiros são prejudicados pela política agrícola dos EUA. Os bilhões de dólares de subsídios incluídos anualmente no orçamento vão para poucos felizardos, em geral os menos necessitados. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Tráfico usa idosos para vender drogas

- Os meninos já não são mais o principal recurso usado pelos traficantes para transportar drogas das favela para o asfalto. Relatório da Divisão de Repressão de Entorpecentes revela que, para burlar a vigilância policial, o tráfico vem empregando cada vez mais idosos na venda de drogas no Rio, principalmente nas favelas sob o domínio do Comando Vermelho.

Os traficantes descobriram que os senhores de cabelos grisalhos passam despercebidos pelos policiais, aceitam receber metade do que costuma ser pago aos meninos das favelas e, em caso de serem presos, têm direito a redução de pena, benefício legal concedido aos criminosos de mais de 65 anos.

"O tráfico agora explora a miséria de nossos velhos para escapar dos olhos da polícia", reconhece o chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins. A Superintendência de Saúde do Departamento do Sistema Penitenciário se surpreendeu com a existência de 16 presos, com mais de 55 anos, condenados por tráfico. (pág. 1 e 19)

- Levantamento preliminar da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, com dados fornecidos pelo PT, pela CUT e pela Pastoral da Terra, mostra que nos últimos dois anos foram registrados 1.143 crimes contra políticos de vários partidos, líderes sindicais e trabalhadores rurais, dos quais resultaram pelo menos 72 mortes.

Fortalecer a Polícia Federal, construir novos presídios e unificar as polícias estaduais estão entre as propostas que os pré-candidatos à Presidência da República vão apresentar em seus programas de governo. (pág. 1, 3 a 18)

- Estatísticas oficiais revelam o crescimento no número de acidentes e de vítimas do trânsito. As punições rigorosas do Código de Trânsito Brasileiro não impediram que, no ano passado, um acidente acontecesse a cada dez minutos e que três pessoas morressem por dia. Em contrapartida, a quantidade de multas aplicadas caiu 33,7%, de 2000 para 2001. (pág. 2 e 22)

- Para evitar que os 42 casos de dengue registrados na Região dos Lagos se multipliquem no carnaval, as prefeituras estão montando barreiras sanitárias contra o mosquito transmissor da doença.

Agentes aplicam inseticida em ônibus, caminhões e até aviões. No Rio, os cariocas recorrem à criatividade, usando vela de andiroba, borra de café e até fumo de rolo para enfrentar o Aedes aegypti. (pág. 1 e 32)

- A Receita investigará 4,1 milhões de contribuintes que deixaram de pagar R$ 446 milhões em CPMF, o imposto que era impossível sonegar. Eles ganharam liminares na Justiça e, quando elas foram cassadas, encerraram sus contas para não pagar. (pág. 1 e 37)

- O fim do racionamento, previsto para fevereiro, deixará como herança uma redução no consumo de energia no País de pelo menos 7%. A estimativa é do ministro de Minas e Energia, José Jorge, com base nos números da Câmara de Gestão da Crise de Energia (GCE).

Segundo ele, os brasileiros aprenderam a racionalizar o uso de energia. (pág. 2 e 39)

- O Fórum Social Mundial, que se realizará pela segunda vez em Porto Alegre a partir desta semana, vai reunir a elite intelectual e política da França. A menos de 90 dias das eleições francesas à Presidência, três candidatos vão estar na capital gaúcha, além de seis ministros do atual governo. Todos querem discutir uma alternativa à globalização. (pág. 2 e 40)

- O líder palestino Yasser Arafat, confinado em seu quartel em Ramallah, enfrenta um isolamento inédito nos últimos dez anos. Pressionado por Israel, pelos EUA e pelos próprios palestinos, ele não tem contado nem com o apoio de outros líderes árabes. Os trabalhistas também não acreditam mais em sua disposição de negociar a paz. (pág. 2 e 43)

EDITORIAL

"Encontro em Assis" - (...) Daí se poderia partir para a conclusão de que o próprio movimento da fé conduz à violência. Isto certamente acontece quando se tem da fé uma visão estreita, excludente. (...)

O momento é propício para tentar esclarecer esses equívocos - porque, de novo, o fenômeno religioso mostra a sua força em diversas regiões do planeta. Ele é associado, muitas vezes, a uma autêntica renovação espiritual - à busca de valores sem os quais a vida pode parecer uma aventura sem sentido. (...) (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Diana Fernandes) - A criminalidade é de difícil solução, a epidemia de dengue é uma preocupação que volta e a questão energética não está resolvida. Ma é grande o esforço do presidente Fernando Henrique para evitar que seu último ano fique no vermelho. Na reunião ministerial do dia 6, a chamada rede de proteção social e os R$ 20 bilhões para investimento na área, este ano, serão supervalorizados. (...) (pág. 2)

(Ancelmo Gois) - A combalida Enron, acusada de manter relações promíscuas com a gestão Bush, nunca foi santa.

Na Bolívia, financiou políticos hostis à Petrobras.

Certa vez, o governador Mario Covas recusou-se receber a diretoria da empresa depois de conhecer o prontuário da Enron na Índia.

No Brasil, muitos executivos da Enron são americanos, recrutados na famosa academia militar de West Point.

* É rentável esse negócio de sistema S no Brasil. Sesi, Senai, Senac e Sebrae tiveram uma receita da ordem de R$ 240 milhões por mês no ano passado. (pág. 24)

CORREIO BRAZILIENSE

- Chega!

- O País acompanha, eletrizado, a transformação de seu cotidiano por explosões rotineiras de violência. O "Correio" vasculhou a história e descobriu que a atual onda de insegurança não tem parâmetros. Revelamos quem está a propor o que para liquidá-la. E mostramos como a sociedade pode se organizar para extravasar a indignação.

As estatísticas que pontuam a escalada da violência no Brasil não formam só um conjunto de números frios. Elas nos humilham. Até o fim de 2002, estima-se que 40 mil pessoas terão sido assassinadas no País. É possível que algumas delas terminem por ser vítimas fatais de um dos 550 seqüestros de grande porte que ocorrerão - e aqui não se contabiliza quem sucumbirá ao seqüestro-relâmpago, praga que ajuda a degradar a cena urbana brasileira. Essas são previsões feitas com base em estudos do Ministério da Justiça.

Elas dão a sensação de que o poder público está acuado. O Estado parece ter sido sufocado pelo crime. Dissemina-se uma perturbadora angústia na sociedade. É o medo. Ele nos domina. Temos de reagir. A melhor forma de começar a fazê-lo é cobrando políticas públicas que nos devolvam a paz e a segurança. Temos o direito de vislumbrar, mais uma vez, a cordialidade que um dia marcou a alma de nosso povo. (pág. 1e 6 a 14)

ZERO HORA

- A partir desta segunda-feira, a capital gaúcha recebe representantes de 29 países para o 2º Fórum de Autoridades Locais. Promovido pela prefeitura de Porto Alegre, o evento, que também abordará o tema da paz mundial, se encerra no dia 30. Ponto alto da programação que discutirá a inclusão social, a Conferência pela Paz será realizada na tarde de quarta-feira, no Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael.

O Fórum de Autoridades integra o 2º Fórum Social Mundial, cuja abertura oficial ocorrerá no dia 31. Nos dois encontros, a paz merecerá atenção especial. (pág. 20)

- Depois de mais de um ano gasto entre negociação e construção, a Wotan Máquina Ltda, empresa de Gravataí, remeterá aos Estados Unidos um equipamento único no mundo e com tecnologia 100% gaúcha. Serão embarcados nesta semana, no porto de Rio Grande, dois centros de usinagem horizontais de alta performance, feitos sob encomenda para a indústria aeroespacial americana.

As máquinas foram desenvolvidas para produzir anéis de proteção que são instalados na entrada das turbinas de avião. A companhia que comprou o equipamento, a GKN Aeroespace Chemtronics, fabricará peças para a Boeing, montadora dos aviões 777 e 767. O valor do negócio não foi divulgado. (pág. 29)

MANCHETES

CORREIO DA BAHIA

- Receita caça 4,1 milhões de sonegadores da CPMF

O DIA (RJ)

- Areia do piscinão é a mais poluída

ZERO HORA (RS)

- A vida sob o medo

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

- O Brasil ensangüentado

* O mistério e as suspeitas em torno do assassinato do prefeito de Santo André

* É possível desmontar o sistema que alimenta a impunidade no Brasil

* Os bandidos estão seqüestrando até em ponto de ônibus

* Os erros que transformaram Campinas na capital do seqüestro

* A lição dos países que venceram o crime

O azarão está no páreo - Garotinho alcança Roseana e embola a corrida sucessória. (pág. 26 a 29)

O racionamento acaba em fevereiro - Volta das chuvas e economia de energia dão resultado. Os brasileiros serão recompensados com o fim das metas. (pág. 32)

O choque e a reação - O assassinato do prefeito Celso Daniel lança o Brasil numa mobilização que pode finalmente reduzir a criminalidade no País. (pág. 72 a 73)

É possível sair do caos - A luta contra a criminalidade exige uma revolução no País. Mas ela pode ser feita. (pág. 74 a 78)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- Uma Nação em pânico

Barbárie - Execução do prefeito de Santo André mostra a força das máfias incrustadas nas administrações públicas, expõe o drama de uma população que vive aterrorizada em um País recordista em assassinatos e aumenta a indignação com a incompetência na segurança pública. (pág. 24 a 31)

Caça ao PT - Os petistas avisaram o Governo federal em dezembro: eram alvo do crime organizado. (pág. 32 a 34)

Tiros na eleição - Explosão da violência no País, liderada por São Paulo, atinge candidatura de Alckmin e respinga em José Serra. (pág. 36 a 37)

Apagaram os investimentos - A incrível história do parafuso frouxo que causou o blecaute reflete a precariedade e o desleixo do sistema de energia no País. (pág. 67 a 68)

Mistério no ar - Empresário goiano surge do nada, paga R$ 1 pela TransBrasil e assume dívida de R$ 1 bilhão. (pág. 70 a 71)

ÉPOCA

TÍTULO DE CAPA

- Sombra suspeita - Os negócios que ligam o empresário Sérgio Gomes a interesses milionários na prefeitura de Santo André, de Celso Daniel, mártir da violência.

E agora, sombra? - As investigações sobre a execução de Celso Daniel jogam luz sobre os negócios de Sérgio Gomes da Silva, o Sombra. (pág. 26 a 27)

Sérgio sai da sombra - Amigo de Celso Daniel é sócio de empresário que tem contratos milionários com a prefeitura de Santo André. (pág. 34 a 40)

Os rolos de Fonseca - Quase desconhecido no setor e com pequeno patrimônio, empresário goiano é o novo dono da TransBrasil. (pág. 68 a 71)

O País por um fio - Colapso atinge 70 milhões de pessoas e expõe a fragilidade da transmissão de energia no Brasil. (pág. 72)

A vitória do mosquito - Enquanto autoridades discutem responsabilidades, o Rio de Janeiro se acostuma com a idéia de que a dengue nunca será erradicada. (pág. 76 a 78)

DINHEIRO

TÍTULO DE CAPA

- Pacote do medo: O custo da insegurança

* Violência afasta empresários e negócios do País;

* Sociedade exige Proer de investimentos contra o crime

* O Brasil já gasta R$ 48 bilhões por ano em segurança privada

* Novidades na indústria de proteção:

- Os seguros anti-seqüestro

- Implantes de chips de rastreamento no corpo humano

- serviço de grampeamento de conversas nos carros

Próxima parada: Argentina - Empresários brasileiros buscam oportunidades na Argentina depois que a desvalorização barateou os custos de produção no país. (pág. 38 a 39)

Um co-piloto para a Varig - Plano de vôo: Boeing e GE estudam plano de socorro para a maior companhia de aviação do Brasil. (pág. 54 a 56)

Briga pelo dinheiro público - Bancos disputam o bilionário filão das verbas de todos os 27 estados e 5.507 municípios. (pág. 74 a 75)

Tempo ruim para o BNB - MP pede afastamento dos diretores da estatal. (pág. 75)

Quando o blecaute faz o caos - Maior apagão desde 1999 pára 11 estados, impõe prejuízos milionários e reacende no País o pânico da escassez de energia. (pág. 26 a 27)

O alto preço da insegurança - Violência abre crise nacional e mostra que se Brasil não quer ser a Colômbia terá de investir em Proer contra o crime. (pág. 28 a 31)

Uma cidade sitiada pelo medo - São Paulo, motor econômico do País, é paralisada pelo crime e perde investimentos - Por vários dias, a principal metrópole do País deixou a condição de motor econômico para descobrir-se impotente. O enterro do prefeito Celso Daniel, na segunda-feira 21, levou 50 mil pessoas às ruas de Santo André, onde a homenagem se juntava à indignação e ao medo de cidadãos há muito desconectados da "locomotiva" que já sintetizou a pujança de São Paulo.

A morte do prefeito revelou a fragilidade em um das engrenagem vitais para o crescimento de um Estado: a segurança. (...) (pág. 32 a 34)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br