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28/02/2002
JORNAL DO BRASIL - TSE tumultua alianças partidárias - A noite de terça-feira, no restaurante Piantella, em Brasília, retratou o efeito da decisão do TSE de obrigar os partidos a manter, no plano estadual, as coligações para a sucessão presidencial. Em uma mesa, o deputado Miro Teixeira festejava entre colegas a resolução quando foi abordado pelo cabisbaixo senador tucano Antero de Barros: "Implodiram minha candidatura", lamuriou-se o candidato ao governo de Mato Grosso, apoiado por uma aliança do PSDB com o PFL, o PPB, o PL, o PPS e o PTB locais. A contabilidade de perdas e ganhos, principalmente nas eleições estaduais, é singularmente confusa. A avaliação predominante sugere que a medida fará nascer candidaturas laranja. Nomes sem qualquer chance seriam lançados à disputa dos governos estaduais apenas para garantir palanque aos concorrentes ao Planalto. Na Europa, o presidente Fernando Henrique Cardoso gostou: "É o começo da reforma política." O PT entrará hoje no STF com ação na qual contesta a constitucionalidade da decisão da Justiça Eleitoral. (pág. 1 e 3 a 5) - A Eletrobrás vai usar um excedente de 15 milhões de megawatts de energia de Itaipu para reduzir a conta dos consumidores. A sobra, equivalente a lucro de R$ 1 bilhão, foi cobiçada por 17 concessionárias. Mas o Governo decidirá, na terça-feira, se o transforma em bônus ou para reduzir o reajuste. (pág. 1 e 16) - A Nestlé, líder no mercado de chocolates, comprou na segunda-feira a Garoto, terceira fabricante brasileira. As duas empresas terão juntas mais de 50% do mercado. O negócio, estimado em R$ 300 milhões, foi comunicado pelos investidores da Nestlé ao Cade e à Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), que receberá, amanhã, explicações dos executivos sobre a transação. (pág. 1 e 18) - O governo de Cuba vai mandar para Niterói, em março, 50 toneladas de vermes que parasitam e matam as larvas do mosquito transmissor da dengue. Os microorganismos, finos, alongados e conhecidos como nematóides, são responsáveis pela drástica redução da doença na ilha. "É um método eficaz porque não representa perigo para os homens ou outros animais", atesta Plínio Leite Neto, chefe do Departamento de Vigilância Sanitária da capital fluminense. No Rio de Janeiro, a dengue matou, nos últimos 14 meses, 25 pessoas. O número supera as 24 mortes registradas em 15 anos, entre 1987 e 2000. E se transforma na mais clara evidência do fracasso das ações preventivas que impediriam a epidemia. (pág. 1 e 19) - O Exército concebeu "a primeira rádio FM que transmite em cores". As tonalidades, segundo o general Luiz Cesário, comandante da emissora, serão "verde-oliva e amarelo". A programação inclui "mensagens de sabedoria e otimismo" na alvorada, eventos esportivos como o Campeonato Mundial de Pentatlo Militar e até MPB. (pág. 1 e 7) - O SBT, a Bandeirantes e a Record anunciaram ontem, em nota conjunta, que a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) não mais as representa. A entidade é acusada de defender interesses da Globo. A briga entre TVs envolve nova disputa no Congresso sobre como o capital externo atuará nos meios de comunicação. (pág. 1 e 2) EDITORIAL "Xerife do voto" - O estado de descrédito dos partidos políticos, em matéria de comportamento eleitoral, há muito pedia solução moralizadora sempre adiada com falsas razões. A opinião pública espera há muito uma providência saneadora dos costumes que, perto de eleição, tornam-se verdadeiros atentados ao pudor dos cidadãos. As mais baixas acomodações de interesses são feitas em nome da democracia, quando os partidos se juntam e esquecem o que disseram uns dos outros. Desta vez, porém, entrou em cena o xerife que faltava: o Tribunal Superior Eleitoral. Acabou com a farra da incoerência no patrocínio de acordos despudorados. (...) (pág. 10) COLUNAS (Coisas da Política - Dora Kramer) - A primeira reação dos partidos à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de obrigar as coligações partidárias regionais a acompanhar os acordos nacionais mostra que nem sempre o que é bom para a sociedade é bom para os políticos. Ou vice-versa. À exceção de um ou outro, entre os quais o presidente da Câmara, Aécio Neves - que consegue enxergar para um horizonte além das próprias conveniências políticas -, a maioria caiu na histeria pânica ao ver, de repente, desmontados seus acertos, cujo alvo não era o eleitor, mas a sobrevivência de cada um. Querem recorrer ao Supremo, e há até quem fale em criar, de propósito, uma crise institucional via edição de um decreto legislativo que se sobrepusesse à decisão da Justiça Eleitoral. Péssimo exemplo. (...) (pág. 2) (Informe JB - Ricardo Boechat) - A Telemar foi escolhida para implantar o sistema de comunicação do Sivam. A partir de março, os primeiros serviços de Internet, transmissão de dados e telefonia da rede de vigilância da Amazônia começarão a funcionar. A concorrência foi vencida por R$ 3,9 milhões. * A pedido do Partido Verde, o TRE deve proibir a colocação de propaganda eleitoral, este ano, em postes e viadutos do Rio. A cidade agradece. (pág. 6) FOLHA DE SÃO PAULO - Partidos tentam barrar coligação única - A decisão do TSE de obrigar os partidos a repetir nos estados as coligações feitas para a eleição presidencial provocou imediata reação do Congresso, que pretende derrubá-la. Ao menos três medidas estão sendo discutidas: aprovar uma emenda constitucional, um decreto-legislativo ou recorrer ao Supremo Tribunal Federal. Uma proposta de emenda constitucional assegurando autonomia aos partidos para definirem suas coligações, "sem obrigatoriedade de vinculação", deve ser votada hoje pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Elaborada às pressas, a proposta recebeu 54 assinaturas - o dobro do exigido -, inclusive do PSDB. A decisão do TSE foi criticada pela maioria dos presidenciáveis. Roseana Sarney (PFL) chamou-a de "quase um golpe". Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou-a de "descabida". Ciro Gomes (PPS) disse que "a deliberação é impertinente". Para Anthony Garotinho (PSB), ela "tem o objetivo claro" de favorecer a candidatura de José Serra (PSDB). O presidente Fernando Henrique Cardoso disse que a medida representa, "na prática", que a reforma política andou no País. "Isso eu acho muito bom", afirmou. (pág. 1, A4, A6 e A8) - O presidente Fernando Henrique Cardoso sabia e deu aval à articulação para aprovar a verticalização das coligações partidárias, com o objetivo de beneficiar o seu candidato à sucessão, José Serra (PSDB). A articulação envolveu o presidente do TSE, Nelson Jobim, e o advogado-geral da União, Gilmar Mendes. (pág. 1 e A4) - Doze dias após ter sido obrigado a recuar por ordem de Fernando Henrique Cardoso, o presidente da Petrobras, Francisco Gros, anunciou ontem à noite reajuste de 2,2% da gasolina nas refinarias - o percentual é exatamente o mesmo que havia sido vetado. O aumento começa a vigorar no sábado. Nas bombas, o reajuste deve oscilar de 1,5% a 2%, segundo entidade que representa os postos. (pág. 1 e B3) - Celso Lafer (Relações Exteriores) está entre os chanceleres que tiveram de tirar os sapatos para inspeção de segurança em aeroportos durante visitas oficiais aos Estados Unidos, relata Marcio Aith. O Brasil se queixou, alegando que ministros de outros países estariam sendo poupados. Chanceleres como o britânico foram dispensados dessa exigência. (pág. 1 e A18) - Dois ex-diretores financeiros da construtora Mendes Júnior disseram em depoimento ao Ministério Público que o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) participou de um esquema de superfaturamento de obras, de emissão de notas frias e de envio de dinheiro ao exterior. O ex-prefeito afirmou que as acusações são mentirosas e têm como objetivo prejudicá-lo na disputa eleitoral pelo governo de São Paulo. (pág.1 e A15) - Relatório aponta que integrantes de organizações de ajuda humanitária, soldados de tropas de paz e funcionários da ONU vêm obrigando crianças na África a prestar favores sexuais em troca de comida. O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, ordenou investigação "imediata e completa" sobre as denúncias, que partiram de ONG britânica e de comissão da ONU para refugiados. (pág. 1 e A16) - O presidente do Fed (banco central dos EUA), Alan Greenspan, disse em sua declaração semestral ao Congresso que o país terá recuperação moderada da recessão e crescerá de 2,5% a 3% em 2002. Greenspan citou indicadores econômicos positivos para afirmar que a recessão americana está perto do fim. "Cada vez mais emergem sinais de que estão diminuindo as forças que travaram a economia". Para Greenspan, a recessão e a recuperação serão mais tênues do que normalmente, em razão da revolução tecnológica: as empresas têm mais informações e mais agilidade para se adaptar a novos cenários. Segundo o presidente do Fed, taxa de desemprego, atualmente em 5,6%, atingirá um pico entre 6% e 6,25%. Mesmo com os baixos juros, a inflação deverá permanecer controlada - 1,5%. (pág. 1 e B1) EDITORIAL "Presepada eleitoral" - (...) O processo eleitoral se iniciou oficialmente em 6 de outubro do ano passado, um ano antes do pleito. Desde aquela data, a lei eleitoral, de forma prudente, impede que o Congresso altere as regras do jogo. Mas o que o TSE fez foi modificar as regras de um jogo em andamento. A consulta de Miro Teixeira foi protocolada em agosto de 2001. Havia tempo para que o tribunal se pronunciasse antes do início do período eleitoral. Fazê-lo agora, quando a capacidade de reação do Congresso está bastante limitada, é um absurdo. Eleições exigem regras estáveis e previsíveis, quanto mais em países que lutam para fortalecer sua democracia. A decisão do TSE, especialmente pelo momento em que foi tomada, deveria ter sido evitada. Ela dá margem a uma onda de insegurança política e jurídica cujas conseqüências podem ser altamente danosas. (pág. A2) COLUNA (Painel) - Roseana Sarney (PFL) vai se encontrar com Itamar Franco (PMDB) em MG na segunda. Apostando que a reviravolta provocada pelo TSE forçará o PMDB a não lançar candidato próprio à Presidência nem se coligar com outro partido, a pefelista quer o apoio do mineiro. * FHC, Serra e o PSDB são responsabilizados pelos demais partidos, principalmente pelo PFL, pela decisão do TSE de padronizar as coligações. Mas a base tucana deverá trabalhar contra a medida no Congresso. * Os tucanos defendem a essência da medida. Mas acham que, com a verticalização, vários palanques regionais vão se enfraquecer (Alckmin é um exemplo), o que coloca em risco a reeleição de muitos parlamentares. A saída será dizer que a hora para fazer a mudança é imprópria. * Conseqüência imediata da decisão do TSE: o PFL de SP, que planejava apoiar o PSDB, deve chamar prévias para escolher um candidato próprio. Gilberto Kassab, braço direito de Jorge Bornahusen no estado, vai se inscrever. Alckmin foi avisado. (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO Melhora avaliação do Brasil e dólar cai 1,54% - A agência internacional de classificação de risco econômico Moodys elevou ontem a posição brasileira, o que provocou queda de 1,54% do dólar (fechamento em R$ 2,358) e alta de 1,78% da Bolsa. Também teve influência a adoção de um novo instrumento de rolagem de títulos cambiais pelo Banco Central, de menor custo. O reflexo foi positivo também no exterior: as ações de empresas de mercados emergentes negociadas em Nova York apresentaram alta, lideradas por papéis brasileiros. "A perspectiva positiva baseia-se na resistência crescente do Brasil a choques e ao contágio regional", disse o vice-presidente para o Brasil da Moodys, Ernesto Martinez-Alas. (pág. 1 e B1) - Em 1999, o Tribunal de Contas da União alertou o Ministério da Saúde e a Fundação Nacional de Saúde de que em pelo menos 13 estados havia risco de epidemia de dengue. Segundo relatório da época, o repasse de verbas aos municípios estava incorreto. (pág. 1 e A10) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, afirmou ontem que "os juros precisam baixar e vão baixar". Em audiência na Comissão de Orçamento do Congresso, ele disse que juros altos são "insustentáveis" por um período prolongado. (pág. 1 e B3) - Por 336 votos a favor, 114 contrários e 1 abstenção, a Câmara aprovou ontem à noite a isenção da CPMF para operações na Bolsa de Valores. Deixarão de ser arrecadados entre R$ 700 milhões e R$ 950 milhões anuais. (pág. 1 e A9) - O presidente do Federal Reserve (BC americano), Alan Greenspan, disse ontem que a mais suave recessão da história dos Estados Unidos está prestes a terminar, se já não terminou. Para ele, há sinais de uma também modesta volta do crescimento, com o PIB evoluindo de 2,5% a 3% neste ano. A cautela pode indicar que o juro, de 1,75%, não mudará. (pág. 1 e B16) - A polícia anunciou ontem que foi crime comum e não político o assassinato de dois prefeitos do PT: o de Campinas, Toninho do PT, pelo bando do traficante Andinho; e o de Santo André, Celso Daniel, por uma quadrilha que buscava alguém rico. (pág. C1, C5 e C6) - Ainda sem acordo com as províncias, o governo argentino atacou ontem o FMI. O porta-voz da Presidência, Eduardo Amadeo, disse que o Fundo sofre de "incontinência verbal", em alusão a comentários negativos sobre os políticos e a economia do país. (pág. 1 e B8) - O comissário para o Comércio Exterior da União Européia, Pascal Lamy, reúne-se hoje com o presidente Fernando Henrique Cardoso para defender negociações entre o Mercosul e a Europa. Lamy disse em São Paulo que o Brasil também pratica protecionismo. (pág. 1 e B4) - O secretário-geral da Liga Árabe, o egípcio Amro Musa, cobrou ontem do governo israelense resposta ao plano de paz saudita e "passos sérios para provar que está verdadeiramente interessado na iniciativa". Israel manifestou interesse em manter contato com o príncipe saudita Abdullah, autor do plano, mas não comentou o conteúdo da proposta. (pág. 1 e A20) - O governo colombiano estava ontem prestes a anunciar um "estado de comoção interior" - medida similar a estado de sítio - para poder adotar ações de força na zona que até a semana passada estava em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). A guerrilha deu prazo de um ano para que o governo concorde em soltar militantes em troca de reféns em seu poder. (pág. 1 e A22) EDITORIAL "Camisa-de-força eleitoral" - Todos perdem com a decisão do tribunal superior Eleitoral de exigir que as coligações partidárias para disputa dos governos estaduais sejam as mesmas da eleição presidencial. (pág. 1 e A3) O GLOBO - Congresso reage mas acha difícil mudar decisão do TSE - Horas depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir obrigar os partidos a repetir nos estados as alianças para a eleição presidencial, o Congresso começou a preparar, já na madrugada de ontem, a reação às mudanças que embaralharam o quadro eleitoral. Os parlamentares, porém, estão pessimistas com a possibilidade de derrubar a medida, seja no Congresso ou no Supremo Tribunal Federal (STF), e tentar se adequar à nova realidade. O PT, que classificou a decisão de aberração, voltou a trabalhar pela união da oposição no primeiro turno. Os pré-candidatos do PFL, Roseana Sarney, e do PSB, Anthony Garotinho, que deverão ser os mais prejudicados, protestaram. Roseana disse que a medida é "quase golpe". Para o PFL, a medida beneficia o tucano José Serra. No Rio, Garotinho perderá o apoio do PMDB caso o partido apóie Serra para a Presidência. Já Roseana depende de coligações no Sul e no Sudeste. O presidente Fernando Henrique apoiou: "Se é bom para o País, vamos lá". (pág. 1, 3 a 17) - A Câmara dos Deputados concluiu ontem a votação, em primeiro turno, da emenda que prorroga a vigência da CPMF até 2004 e dá isenção do tributo aos investimentos em bolsas de valores. O projeto será apreciado novamente pela Câmara na próxima quarta-feira, devendo ser enviado em seguida, ao Senado, onde também será analisado em dois turnos. O Governo conseguiu a aprovação por 336 votos a favor e 114 contra. (pág. 1 e 32) - A agência de risco Moody's animou ontem os mercados ao melhorar a classificação da dívida brasileira: o dólar caiu para R$ 2,358 e a Bovespa subiu 1,77%. As previsões de Alan Greenspan para os EUA também contribuíram para o otimismo. (pág. 1, 29 e 30) - A Petrobras aumentará os preços da gasolina em suas refinarias em 2,2% no sábado. O índice é o mesmo que a estatal pretendia aplicar desde o dia 17, mas foi vetado pelo presidente Fernando Henrique. O reajuste deverá provocar uma alta de 1% para o consumidor do Rio. (pág. 1 e 36) - O governador Anthony Garotinho conseguiu ontem aprovar a criação de 277 novos cargos para a Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec). Em sua mensagem ele pedia 694 cargos, mas o projeto foi emendado. A bancada da oposição classificou a manobra de trem da alegria em fim de governo. (pág. 1 e 25) - O presidente Fernando Henrique recebe o título de doutor "honoris causa" da Universidade Konstantin Filozof, em Bratislava, capital da Eslováquia. No país, Fernando Henrique lançou a primeira edição eslovaca de seu livro "Dependência e desenvolvimento na América Latina", que escreveu com Enzo Faletto no fim dos anos 60. (pág. 2 e 5) - O ex-coordenador administrativo-financeiro da Construtora Mendes Júnior Simeão Damasceno de Oliveira denunciou ontem ao Ministério Público de São Paulo a existência de um esquema para superfaturamento de obras durante a gestão do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB). A fraude incluiria a emissão de notas frias e a remessa ilegal de dinheiro para o exterior. (pág. 2 e 18) - A polícia descartou ontem a hipótese de que as mortes dos prefeitos de Campinas, Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, e de Santo André, Celso Daniel, tenham sido crimes políticos. Para o delegado Domingos Paulo Neto, Daniel foi morto por uma quadrilha especializada em seqüestros-relâmpagos e Toninho, pelo bando do seqüestrador Andinho. (pág. 2 e 18) EDITORIAL "Avanço eleitoral" - A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de estabelecer a uniformização das coligações partidárias põe em prática, com a força de um terremoto, um princípio que deveria estar em vigor há muito tempo, se a reforma política tivesse sido tratada pelo Governo federal e pelo Congresso com a importância que ela merece. (...) As críticas e reclamações são proporcionais ao "efeito terremoto" da decisão do TSE. E afetam todos os partidos, sem distinção. Pois, na prática, anula-se a quilometragem de qualquer avanço obtido nas conversações ocorridas até terça-feira em torno de alianças entre legendas. Em que pesem as críticas e ressalvas à decisão da Justiça Eleitoral, deve-se reconhecer que ela contribui, de fato, para que o País passe a ter partidos políticos no verdadeiro sentido republicano do termo - e não confederações de tendências e de grupos de interesses apenas regionais e corporativas. (...) (pág. 6) COLUNAS (Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Embora revoltados e perplexos com a violência da decisão do TSE sobre coligações, o Congresso e os partidos políticos já começavam a se resignar ontem mesmo ao que está feito. Se não por tibieza, pela convicção de que nenhuma medida cogitada - decreto legislativo, emenda constitucional ou recurso ao STF - terá eficácia contra a interpretação do TSE. Ou por receios, como o de Aécio Neves, de que o confronto resvale para uma crise institucional. Se ficará tudo assim mesmo, agora é revolver os escombros e reduzir os prejuízos para o que interessa, a eleição. (...) (pág. 2) (Ancelmo Góis) - José Eduardo dos Santos, presidente de Angola, almoça amanhã com Fernando Henrique, no Alvorada. A visita cresceu em importância já que na semana passada morreu Jonas Savimbi, líder da Unita, abrindo caminho para o fim da guerra civil. (pág. 24) GAZETA MERCANTIL - UE não aceita barganha com a TV digital - (São Paulo) - A União Européia (UE) não simpatiza com a pretensão do Planalto de tentar obter vantagens comerciais e políticas do país que for escolhido para fornecer o padrão tecnológico da TV digital brasileira. Estados Unidos, Japão e Europa estão nessa disputa. O comissário de Comércio da UE, Pascal Lamy, deixou claro, ontem, que não entrará nesse jogo. "Nossa principal mensagem é que não se trata de financiamento ou de política. O mérito deve ser tecnológico." Em entrevista a este jornal, Lamy disse também que a decisão sobre a TV digital deve levar em consideração o que é bom para o consumidor brasileiro, isto é, que padrão oferecerá a possibilidade de conexão futura com a Internet. (...) (pág. 1 e A-4) - (São Paulo) - O economista Henri Philippe Reichstul, ex-presidente da Petrobras, vai assumir a presidência da Globopar, braço financeiro e jurídico das Organizações Globo. Segundo comunicado divulgado ontem, sua missão será a de dotar o grupo de uma estrutura adequada para que seja mantida a liderança do setor de mídia na América Latina. No mercado comenta-se que o economista pode chegar ao cargo de principal executivo da Globo. (pág. 1 e A-12) - (São Paulo e Rio) - Entre hoje e amanhã, a Companhia Vale do Rio Doce pretende captar US$ 300 milhões no mercado internacional. Os bônus terão prazo de cinco anos e a garantia contra o risco político de uma carta de crédito, que paga os juros aos investidores por 18 meses. No mercado interno, a Votorantim Finanças concluiu, na terça-feira, a distribuição de R$ 650 milhões em debêntures. Nos próximos dias, a CSN emite R$ 690 milhões e a Companhia de Recuperação Secundária, R$ 180 milhões. (pág. 1, B-3 e B-4) - (Washington) - A recessão norte-americana pode "estar se aproximando do fim", já que a reação da economia aos choques de 2001 foi melhor do que se poderia prever, disse ontem o "chairman" do Federal Reserve, Alan Greenspan. Os pedidos de bens duráveis aumentaram 2,6% em janeiro, em sua terceira expansão em quatro meses. Os pedidos de seguro-desemprego estão menos numerosos e as vendas do varejo estão crescendo, segundo demonstram relatórios recentes de que dispõe o Fed. (pág. 1 e A-20) - (São Paulo) - O lucro líquido de Furnas Centrais Elétricas S.A. no ano passado chegou a R$ 1 bilhão, montante duas vezes superior ao registrado em 2000, então recorde nos 45 anos de existência da estatal. Quase 2/3 desse lucro, no entanto, resultaram muito mais de uma decisão jurídica do que da força das turbinas. "Quiseram que Furnas respondesse financeiramente pela energia não gerada pela usina nuclear Angra II. Entramos na Justiça e ganhamos. Isso significou apagar R$ 600 milhões da conta de prejuízos", diz o presidente Luiz Carlos Santos, político (PFL), advogado e administrador de empresas, que deixará o cargo em abril. (...) (pág. 1) - (Buenos Aires) - A Argentina deu ontem à noite o primeiro passo "para colocar o país em pé", como disse o presidente Eduardo Duhalde, com a formalização do acordo de co-participação da receita de impostos entre as províncias e o governo central, exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI) para reabrir as negociações com o país. O pacto permitirá reduzir os gastos das províncias e será apresentado como trunfo a Washington pelo ministro da Economia, Jorge Lenicov, na tentativa de reabrir o crédito. (pág. 1 e A-20) CORREIO BRAZILIENSE - Sem saída - Políticos esperneiam, mas não conseguem encontrar formas de derrubar a decisão do TSE que vincula as coligações nacionais às estaduais nas eleições de outubro. Eles estavam prontos para a guerra. Reunidos no Congresso, os líderes de partidos políticos achavam que encontrariam brechas para rever a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de estabelecer que as alianças feitas para a Presidência da República precisam se repetir nos estados. Mas à medida que consultavam juristas, se desesperavam. Qualquer instrumento imaginado pode ser contestado na Justiça. Confusos, os partidos começam a aceitar a mudança e a refazer seus planos eleitorais. (pág. 1 e 5 a 9) - No Hemisfério Norte, o economista Ernesto Martinez-Alas, vice-presidente da classificadora de risco Moody´s, anunciou a boa nova. A empresa estuda uma melhora do Brasil no ranking mundial de caloteiros potenciais. Ou, no jargão dos economistas, um "upgrade" do "rating" do Brasil. Pouco antes, no meio da manhã no Hemisfério Sul, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, fez coisa parecida durante audiência pública no Congresso Nacional. "Os juros precisam baixar e vão baixar", discursou para uma platéia de deputados integrantes da Comissão do Orçamento. Aparentemente, os dois movimentos não têm vínculo. Mesmo assim, somados e distribuídos pelas agências de notícias, injetaram otimismo no mercado financeiro brasileiro. (...) (pág. 25) - O presidente da Colômbia, Andrés Pastrana, deve decretar estado de exceção ainda hoje em todo o país. A medida, que conta com o apoio de boa parte da classe política, é parte de um pacote de segurança para evitar um conflito de proporções inimagináveis, segundo membros do governo. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) continuam realizando atentados por todo o país. (...) (pág. 38) JORNAL DE BRASÍLIA - Aids - Nova vacina funciona - Médico italiano afirma que 600 voluntários, inclusive portadores do HIV, ficaram imunes ao vírus. (pág. 1 e 22) - A hora é boa para quem quiser compra carro usado. De março a maio, os preços costumam cair de 15% a 20%, mas é preciso pesquisar bastante. Carro barato, combustível caro. O preço da gasolina vai aumentar 1,5% neste final de semana. Hoje, o litro custa, em média, R$ 1,47 nos postos da cidade. (pág. 1, 13 e 20) - O depoimento de brasilienses tirados de favelas para viver em assentamentos, mostrado em vídeo, emocionou os chineses. O governador Roriz deu palestra para autoridades da China sobre o programa de assentamentos e pôs os técnicos do GDF à disposição do país. (pág. 1 e 6) ZERO HORA - Um dia depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir que as coligações devem ser padronizadas em todo o País, os partidos começaram a estudar formas de driblar a norma. Entre as possibilidades cogitadas ontem, estavam o lançamento de candidatos laranja à Presidência e aos governos dos estados e a chamada coligação branca, na qual partidos não lançam chapas completas para todos os cargos (presidente, governador e senador) e apóiam informalmente candidatos de outras siglas. (pág. 4 a 6) - A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de padronizar alianças eleitorais em todos os níveis provocou uma reviravolta nas negociações entre partidos no estado. Líderes de todas as siglas consideram a medida positiva, mas afirmam que foi adotada em momento inoportuno. (pág. 4) - Com o Auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa dividido entre simpatizantes do prefeito da capital, Tarso Genro, e do governador Olívio Dutra, os pré-candidatos do PT ao Palácio Piratini se enfrentaram, ontem à noite, pela primeira vez, num debate organizado pelo diretório estadual do PT. (pág. 8) - Nas mãos firmes dos médicos do novo Hospital Dom Vicente Scherer passam a ser depositadas, a partir de segunda-feira, as esperanças de centenas de pacientes que aguardam por um transplante de órgãos no Rio Grande do Sul. A data marcará a entrada em funcionamento da nova unidade do Complexo Hospitalar Santa Casa - o primeiro centro de transplantes da América Latina especializado em todos os tipos de órgãos e tecidos humanos. (pág. 44) - Barracas de lona preta erguidas sobre um barranco no km 27 da BR-293, em Capão do Leão, são um foco de onde se irradia tensão pelos campos da zona sul do estado. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou ontem que o acampamento montado no último dia 12 vai além de uma mera pressão pela reforma agrária. (pág. 47) MANCHETES CORREIO DA BAHIA - Petrobras aumenta gasolina em 2,2% a partir de amanhã ESTADO DE MINAS - Mais emendas do Orçamento reforçam suspeita de fraudes JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Partidos perdem rumo e tentam barrar mudança ZERO HORA (RS) - Partidos já planejam como driblar novas regras de coligações DIÁRIO DE S. PAULO - Polícia vê crime comum na morte dos prefeitos do PT

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
Fazenda.
Consulte a homepage
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet
é www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação
de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria
de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br
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