02/02/2003

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JORNAL DO BRASIL

- Estado tem sete CPIs fiscais sem resultados

- Os deputados abrem amanhã os trabalhos da CPI que pretende investigar o esquema de extorsão que enviou para fora do Brasil US$ 32 milhões. Será a oitava comissão criada, desde 1995, para apurar fraudes fiscais. As sete outras acabaram em pizza.

Uma delas, em 2000, foi interrompida pela Comissão de Justiça da Alerj, devido a "questões regimentais".

Na verdade, havia denúncias de que parlamentares estariam extorquindo as próprias empresas investigadas. (pág. 1 e C1)

- Três anos depois da chegada dos primeiros genéricos às prateleiras, o consumidor tem um motivo extra para pesquisar preços.

Os grandes laboratórios entraram com força total no mercado e cobram até 70% mais, culpando os altos custos de importação.

A indústria nacional reclama que os remédios importados têm mais facilidades porque não passam por testes no País. (pág. 1 e A8)

- O ministro Tarso Genro defendeu a necessidade de se chegar a um amplo acordo nacional com a participação de todos os segmentos sociais, para que o Governo legitime as propostas de mudanças a serem enviadas ao Congresso.

Para Tarso Genro, o objetivo principal do Governo é evitar uma ruptura social. "A política deve ser a mediadora da razão", preconiza o ministro. (pág. 1 e A4)

- A ação de um maníaco tem espalhado medo no bairro. Mesmo cercados de grades e sistemas de segurança, moradores de condomínios das proximidades da Avenida das Américas tem em pela vida de suas mulheres e filhas.

A sensação de insegurança aumenta a cada ataque do misterioso bandido, que já fez dez vítimas na região. Quatro mulheres foram estupradas nos últimos três meses. (pág. 1 e C3)

- O Banco Mundial (Bird) está mais do que em sintonia com o governo Lula. Tanto que antes mesmo da eleição do petista e do lançamento do Fome Zero, já havia escolhido o tema do encontro que realiza, amanhã e terça-feira, em Fortaleza, com expoentes do pensamento da Era Lula: "2º encontro sobre metodologias de avaliação e acompanhamento de políticas de combate à pobreza". (...) (pág. 2)

- (Moscou) - O roubo de armas e munição dos arsenais russos, que alimentam um multimilionário mercado negro a serviço das máfias e dos exércitos separatistas, adquiriu proporções gigantescas.

"Em 2002, foram roubadas ou extraviadas 57.710 armas de fogo, das quais 26.500 desapareceram dos armazéns do Ministério da Defesa", revelou o jornal "Nóvaya Gazeta".

Segundo a investigação do jornal, nos últimos anos o roubo de armas e munição, que vão parar nas mãos das máfias russas, de guerrilheiros chechenos, da Iugoslávia e de outras "regiões conflitantes", aumentou muito. (...) (pág. 6)

EDITORIAL

"Reforma Pontual" - (...) A reforma do Judiciário é um "work in progresso". Não precisa ser, necessariamente, fruto de um ambicioso projeto de emenda constitucional, que necessita, para aprovação final, da vontade de 3\5 dos deputados e senadores, em votações separadas.

Deve-se registrar que a reforma no plano legal, e não exclusivamente na esfera constitucional - ou seja, a aprovação por maioria simples de leis ordinárias, e de leis complementares, por maioria absoluta - já vinha sendo promovida, com sucesso pelo governo Fernando Henrique Cardoso. (...) (pág. 16)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - É possível que a proposta de mudanças na regra do jogo para a aprovação de emendas constitucionais com vistas a apressar a discussão e votação das reformas, feita pelo presidente da Câmara a ser eleito hoje, João Paulo Cunha, careça de melhor detalhamento.

Tal como está sendo exposta por ele, a sugestão soa despropositada, institucionalmente inadequada e algo voluntarista. (...) (pág. 2)

(Boechat) - Bancos de sangue de todo o País deflagram campanha, amanhã, para que o Ministério da Saúde reajuste a tabela do SUS pela qual são remunerados.

Há nove anos o setor não tem aumento.

Nem Drácula sobreviveria.

* A Organização Mundial de Saúde espera que 70% da população mundial de idosos com mais de 70 anos estejam vacinados contra a gripe até 2005.

O Brasil atingiu este percentual ano passado.

E com o aval da OMS fará, m abril, sua nova campanha nacional. (pág. C2)

(Informe JB - Gustavo Krieger) - A luta pesada dos partidos neogovernistas por adesões de última hora na Câmara acenderam o sinal vermelho no Palácio do Planalto. Ficou claro que não será nada fácil acomodar no mesmo bloco PTB, PL, PSB e PPS. A briga deixou cicatrizes que vão estar presentes depois que o Congresso retornar do recesso.

* O presidente do BNDES, Carlos Lessa, está decidido a dar uma ajudinha ao Ministério das Cidades. Ele avisou ao ministro Olívio Dutra que tem interesse na colocação de dinheiro nos programas que melhorem a oferta de transportes e em construção civil.

Lessa quer estimular o crescimento do mercado automobilístico nacional. De quebra, Lessa busca mais apoio político no Governo. Depois de trombar com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, se associa a Olívio, que tem canal direto com Lula. (pág. 6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Nave Columbia se parte antes do pouso

- A nova espacial Columbia partiu-se logo após penetrar na atmosfera em seu trajeto de retorno à Terra. Estavam a bordo sete astronautas - entre eles o primeiro tripulante espacial israelense, coronel Ilan Ramon -, que haviam participado de experimentos científicos no espaço durante 16 dias.

A Nasa, agência norte-americana de aeronáutica e espaço, perdeu contato com a Columbia minutos antes da aterrissagem. O pouso deveria ocorrer às 12h17 (horário de Brasília), em uma pista do Centro Espacial Kennedy, ao sul da Flórida.

Pouco depois, uma porta-voz da Nasa informou que fragmentos da nave foram vistos sobre o estado do Texas.

Imagens do centro de controle transmitidas pela televisão mostravam linhas brancas, paralelas e espessas em queda - possível indicação de que a nave se desintegrara e seus destroços caminhavam a alta velocidade para cair no solo.

A Columbia, a mais antiga das naves americanas, voou pela primeira vez em 1981.

O acidente de ontem é o mais sério no programa espacial norte-americano, desde que outra nave, a Challenger, explodiu segundos depois de ter sido lançada e matou seus sete tripulantes, em 1986.

Em 42 anos de vôos espaciais tripulados, a Nasa nunca havia enfrentado acidentes no retorno de seus astronautas. (pág. 1 e A23)

- Eleito ontem presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), 72, assumiu com o compromisso de ajudar decisivamente o Governo na aprovação da reforma tributária e da Previdência. "Vamos nos dar as mãos e votá-las. Devemos enfrentar as pressões", disse em entrevista a Eliane Cantanhêde. Sarney contou com o apoio direto e pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O senador afirma que o fundamental é "vontade política", o que só o novo Governo e um presidente oriundo do trabalho, como Lula, conseguiriam.

Os 54 senadores eleitos em outubro tomaram posse em clima favorável às reformas, mas pediram pressa no encaminhamento das propostas e mostraram preocupação com a oposição dos próprios petistas ao Governo. (pág. 1, A11 e A13)

- O número de deputados que trocou de partido entre a eleição de outubro de 2002 e a posse, ocorrida ontem em Brasília, foi recorde. O saldo de trocas, para as bancadas, chegou a 36.

As mudanças, incentivadas muitas vezes pelo Planalto, garantiram ao Governo Lula um aumento de sua base formal de apoio na Câmara de 228 para 253 deputados. (pág. 1 e A11)

- Dois projetos sociais bancados com dinheiro da União podem se suspensos. É o que indica o ministro José Graziano (Combate à Fome) em entrevista a Marta Salomon.

Avaliação dos programas sociais do governo Fernando Henrique Cardoso mostrou, segundo Graziano, que o Vale-Gás e a Bolsa-Renda "acabaram tendo uso eleitoral".

O Vale-Gás repassa R$ 15 a cada dois meses a 8,5 milhões de pessoas. O Bolsa-Renda distribui mais R$ 30 por mês a 842 mil famílias. (pág. 1 e A4)

- A equipe econômica já admite que o Produto Interno Bruto brasileiro poderá crescer abaixo dos 2,8% previstos para este ano, em caso de uma guerra EUA-Iraque. "Mais uma vez choques externos interrompem possibilidades de um ciclo virtuoso da economia", diz José Carlos Miranda, do Ministério do Planejamento.

O Governo trabalha com a hipótese de menor entrada de dólares no País e choque de preços dos combustíveis, que elevariam a inflação e impediriam juros menores. (pág. 1 e B5)

- A prefeitura de São Paulo só vai ter pronto um mapeamento das áreas de risco de deslizamento da cidade no final de março, quando o verão acabou e passou o período de chuvas.

Somente com esse balanço a administração poderá realizar obras de prevenção efetiva, começando pelas áreas de maior risco. Em dois anos, foram investidos R$ 233 milhões para minimizar problemas. (pág. 1 e C6)

- Em todo o mundo as pessoas perguntam qual é o verdadeiro motivo da guerra que o governo Bush ameaça desencadear.

Olhando para os fatos históricos, fica difícil imaginar que os EUA venham a promover uma reforma no Oriente Médio. No século 20, autodeterminação, democracia e reforma econômica ficaram em sendo plano ante o petróleo. (pág. 1 e A20)

- A guerra ao terror e o desarmamento de Saddam Hussein não só estão relacionados, como o desarmamento do Iraque constitui parte crucial da vitória na guerra ao terror.

A ligação entre as redes terroristas e os países que possuem armas de terror em massa traz em seu bojo o potencial de provocar catástrofes muito maiores do que o 11 de setembro. (pág. 1 e A20)

- Já virou clichê dizer que os EUA emergiram da Guerra Fria como império. Se as próximas décadas vão parecer a nossos bisnetos como magníficas ou vergonhosas, isso depende de se vamos usar o fim da Guerra Fria como ocasião para consolidar o poder ou se vamos lançar um chamado pela redução da soberania dos Estados-nações individuais. (pág. 1, 4 e 5)

- Os 513 deputados e 81 senadores empossados ontem no Congresso vão estar entre três fogos cruzados a partir do início das atividades parlamentares, dia 17.

De um lado, os interesses da União. Apesar de ser do PT, o atual Governo é Governo como qualquer outro e tem de fechar contas no fim do ano.

De outro lado, os interesses difusos de governadores e prefeitos, que igualmente têm de recolher impostos e ratear o bolo entre uma infinidade de tarefas e serviços públicos.

E, finalmente, a outra ponta do balcão: os interessados diretos, que votam e pagam impostos e contribuições ao Estado para receber em contrapartida saúde, educação, água, esgoto, aposentadoria, pensão. (...) (Eliane Cantanhêde) (pág. A2)

EDITORIAL

"Pai dos pobres" - É um desafio tentar compreender por que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não arreda pé de sua proposta equivocada de política social chamada Fome Zero.

Uma série de críticas tem sido dirigida ao programa desde que foi proposto, no segundo semestre de 2001, quando Lula era apenas um pré-candidato à Presidência. O silêncio do núcleo petista que defende o Fome Zero em relação a essas críticas ou a sua opção por rebatê-las com alegorias do tipo "é preciso dar o peixe e ensinar a pescar" não elucidam a questão.

Qual o sentido de um partido que teve um papel de vanguarda na formulação da nova geração de programas sociais brasileiros propor-se a retomar práticas clientelistas, assistencialistas e autoritárias quando assume a Presidência? (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - A volta do PMDB ao Governo é só uma questão de tempo. O partido terá pelo menos um ministério na gestão Lula após o que está sendo chamado no Congresso de "quarentena" - tempo necessário para não parecer que o apoio da sigla ao Governo foi "fisiológico".

* O prazo máximo previsto no Planalto para a entrada do PMDB no Ministério é o final do primeiro semestre, quando já deve estar tramitando a reforma previdenciária. A Executiva do PMDB e o Conselho do partido serão convocados para formalizar a decisão de assumir cargos.

* Michel Temer, atual presidente do PMDB, diz ser contrário à entrada da sigla no Governo. "Defendo o apoio às teses do Governo no Congresso, mas sem cargos", diz. A ala lulista do partido e grande parte do setor que apoiou Serra na eleição, porém, querem integrar o ministério. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Columbia explode com 7 astronautas a bordo

- O ônibus espacial Columbia explodiu ontem 15 minutos antes do momento em que deveria aterrissar em Cabo Canaveral (Flórida), com sete astronautas a bordo.

O acidente ocorreu sobre o estado do Texas, perto do meio-dia (horário de Brasília), quando a nave voava a 60 mil metros de altitude e a 20 mil quilômetros por hora.

Entre os tripulantes estava o primeiro astronauta israelense a viajar para o espaço, o coronel Ilan Ramon, e a segurança havia sido reforçada para a missão de 16 dias porque oficiais da agência temiam que a presença dele fizesse da nave um alvo do terrorismo.

Em 42 anos de vôos espaciais, a Nasa nunca havia perdido uma equipe em processo de aterrissagem.

Na sexta-feira, o diretor do vôo Leroy Cain garantiu que o incidente do dia do lançamento, quando a asa esquerda da Columbia foi atingida por um pedaço de espuma, não representava riscos. (pág. 1 e A14)

- O senador José Sarney (PMDB0AP) volta à presidência do Senado após sete anos. Sarney, foi eleito ontem com o voto de 76 dos 80 senadores presentes.

Antes da eleição, tomaram posse os 54 senadores eleitos em outubro. Em seu discurso de posse, Sarney elogiou o presidente Lula. A Câmara define hoje seu presidente. (pág. 1 e A4)

- O tucano e ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros está surpreso com o primeiro mês de Governo Lula. "Foi uma guinada de 180 graus. Votei em Serra, mas a vitória de Lula fez muito bem ao Brasil". Ele dá nota zero ao novo Governo em ética, entendendo que o PT mudou suas posições políticas de forma oportunista. (pág. 1 e A8)

- O Governo vai estimular a exportação de produtos dinâmicos, aqueles cujas vendas estão em expansão no mercado mundial, como equipamentos odontológicos e ópticos.

Um relatório a ser entregue ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, mostra que cerca de 44% da exportação do País é composta por produtos em decadência, um risco para a balança comercial. (pág. 1, B1 e B3)

- Segundo a diretora de comércio global da ONG americana Public Citizen, Lori Wallach, esta não é uma boa hora para o Brasil negociar com os EUA a criação da Alca.

Para ela, Bush não pode prescindir, na eleição de 2004, do apoio de setores que não querem competir com produtos brasileiros. Para um acordo favorável, o Brasil deve se conscientizar de que é o único em que os EUA estão realmente interessados, diz. (pág. 1 e B4)

- Em cofrinhos ou no fundo de gavetas, os brasileiros deixam fora de circulação mais de metade das moedas de real cunhadas desde 1994.

São em média 46 moedas por cada brasileiro, num total de quase 8 bilhões de unidades, que valem R$ 1 bilhão e que, cuja metade ficando fora de uso, tornam crônica a falta de troco. (pág. 1 e B10)

- O vice-presidente iraquiano, Taha Yassin Ramadan, afirmou a uma revista alemã que comandos suicidas pró-Iraque poderão atacar no exterior, caso os EUA lancem uma ofensiva contra o país. Em suas ameaças, Saddam Hussein também prometeu matar 1 milhão de soldados americanos se estes desembarcarem no Iraque. (pág. 1 e A15)

EDITORIAL

"O Governo e os dissidentes do PT" - José Genoino convocará os rebeldes do PT para compartilharem das responsabilidades de Governo. Resta saber quantas tortas lhe serão atiradas - desta vez em sentido figurado. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Guerra ameaça renda e crescimento no Brasil

- A iminência de um ataque dos Estados Unidos ao Iraque está impedindo a recuperação da economia e já causou prejuízos para o País.

Por causa das incertezas no cenário externo, as cotações do dólar não têm uma queda maior e impedem a redução das taxas de juros. Estrategistas internacionais advertem, porém, que se a guerra for deflagrada e durar mais de dois meses as conseqüências serão mais graves: a renda dos brasileiros cairá e o Produto Interno Bruto (PIB), em vez de crescer de 1,5% a 2%, este ano ficará estagnado.

Nesse pior cenário, o dólar poderia chegar a R$ 4 e o preço do barril do petróleo atingiria US$ 50. Se o conflito acabar rapidamente, as previsões dos analistas são de que o dólar poderia recuar para R$ 3,35, em média, favorecendo o controle da inflação e abrindo caminho para a recuperação dos salários.

Nos Estados Unidos, o presidente George W. Bush organiza o Gabinete de guerra com integrantes da ala mais conservadora de seu governo, tendo à frente o vice Dick Cheney. (pág. 1, 33 e 41)

- Minutos antes de pousar na Terra, o ônibus espacial Columbia explodiu no espaço aéreo americano, com sete astronautas a bordo, um deles israelense.

No início da tarde de ontem, a Nasa ainda não havia confirmado a tragédia, mas já enviara uma unidade de resgate ao Texas, onde a explosão foi ouvida. (pág. 1 e 45)

- Dezessete anos depois de sua fundação, o MST chega ao poder com o governo Lula. O discurso radical de invasões de terra ficou no passado e o MST agora ocupa cargos na administração federal, com indicações principalmente para o Incra nos estados. (pág. 1, 8 e 9)

- A Polícia Federal desmontou uma rede formada por cerca de 50 casas de câmbio, a maioria do Rio, que mandava US$ 20 milhões por mês ilegalmente para o exterior.

As investigações mapearam um sistema de compensação paralelo ao do BC. (pág. 1 e 16)

- Os novos líderes dos principais partidos querem iniciar imediatamente a discussão das reformas constitucionais e se recusam aguardar as propostas do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, criado pelo presidente Luiz Inácio Lua da Silva.

No novo Congresso que toma posse é consenso que as mudanças no sistema tributário, previdenciário, político e trabalhista são prioridade, mas todos garantem que as rédeas do processo cabem ao Legislativo. "O Congresso não abrirá mão de seu papel", diz o senador Tião Viana (PT).

A mesma opinião tem o presidente do maior partido de oposição, Jorge Bornhausen (PFL). (pág. 1 e 3)

- Conservador na economia, ousado na política interna, bem-sucedido nas relações internacionais e embaraçado onde não se esperava, no social.

Em seus primeiros 31 dias, este foi o perfil do governo Luiz Inácio Lula da Silva. O petista acalmou os mercados financeiros mas não calou as críticas da esquerda do próprio partido. (pág. 1 e 12)

- O Rio tem inúmeros lugares em que as enchentes se repetem a cada nova chuvas de verão. Fotos provam que há décadas as cenas de alagamento são as mesmas. Levantamento do "Globo" revela que 350 crianças morreram nos últimos dez anos em tragédias provocadas pelas chuvas no País. (pág. 1, 17 e 30)

- Para o historiador, são destaques do primeiro mês de Governo o bom desempenho internacional de Lula e o fracassado recuo na Previdência. (pág. 1 e 14)

- Pelo menos três acordos entre o governo estadual e três empreiteiras para pagamento de dívidas de obras do Metrô da década de 80 foram baseados em parecer do então subsecretário de Administração Tributária, Rodrigo Silverinha.

O procurador-geral do estado, Geraldo Arruda, pediu em julho passado a anulação de dois dos acordos por suspeita de que o estado pagaria o dobro do que devia. (pág. 2 e 19)

- Misturados com carnês de mensalidade e listas de materiais, os códigos de conduta das escolas elegem o celular como vilão e ainda passam longe de alguns temas polêmicos, como uso de drogas e namoro.

Mas são, segundo educadores, um instrumento fundamental no relacionamento entre pais, alunos e escola e é importante que os pais observem os regulamentos dos colégios. (pág. 2 e 31)

- Dos 20 municípios brasileiros com os mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) - ou seja, reconhecidamente com maiores problemas de miséria - apenas quatro estão na lista preliminar dos cerca de mil que serão atendidos pelo Fome Zero. Jordão, no Acre, a segunda cidade mais pobre entre as 5.507 do País, por exemplo, não fará parte do programa, pelo menos por enquanto. (pág. 2 e 5)

- O medo do bioterrorismo e a intensificação de campanhas preventivas levaram a um crescimento sem precedentes do mercado de vacinas, segundo estudos internacionais.

Só a OMS planeja distribuir na América Latina 350 milhões de doses de vacinas contra hepatite, tuberculose e sarampo este ano. Já o Brasil investe no desenvolvimento de vacinas genéticas contra dengue e leishmaniose. (pág. 2 e 45)

- O otimismo dos trabalhadores com Lula pode virar um problema para o Governo. Mais esperançoso, os trabalhadores que estão fora do mercado voltaram a buscar vagas, o que pode provocar o aumento da taxa de desemprego.

Só na Central de Apoio ao Trabalhador no Rio já passaram 18.135 pessoas pelo balcão de emprego, número 110% superior ao registrado em janeiro de 2002. (pág. 2 e 34)

EDITORIAL

"Pregar é preciso" - (...) Os aplausos e as recepções diplomáticas calorosas, porém, não garantem trânsito fácil às propostas encaminhadas por Lula, e antes dele já defendidas com idêntico vigor por outros governantes e personalidades internacionais.

Ninguém é contra o combate à fome. Mas na prática as palavras bem-intencionadas fazem pouco ou nenhum eco. (...)

Na questão dos subsídios à agricultura, uma das armas protecionistas mais acionadas contra os interesses dos países menos desenvolvidos, a situação é semelhante.

Ao contrário das negativas do presidente francês, Jacques Chirac, a conta dos subsídios europeus é volumosa. Basta lembrar que uma vaca européia consome em incentivos US$ 2,50 por dia, 25% mais do que a renda de três quartos da população africana. Mas, como fez Lula, pregar é preciso. (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Na sexta-feira todos os ministro enviaram ao Palácio do Planalto um resumo de suas metas e prioridades para este ano. Além de orientar os cortes que serão feitos no Orçamento, servirão de base para o plano de ação governamental em 2003, que constará da mensagem que o presidente Lula lerá pessoalmente ao Congresso no dia 17, na abertura da sessão legislativa. (...) (pág. 2)

(Ancelmo Góis) - Veja como o mundo gira. O Bloco de Segunda, aquele tocado por gaiatos petistas e que há 16 anos mete a marreta no Governo com sambas divertidos, não vai falar mal de ninguém em 2003.

Sairá em Botafogo na segunda de carnaval com o enredo "Segundinha Paz e Amor".

Fala sério, aí não vale...

* O pessoal do PT do Rio, que no passado foi xingado por Garotinho como Partido da Boquinha, está indo à forra.

Tem um gaiato que diz que PSB é Partido Silveirinha da Boquinha. (pág. 24)

CORREIO BRAZILIENSE

- Governo amplia crédito para os aposentados

- Caixa Econômica Federal tem R$ 320 milhões para emprestar a seus clientes inativos só neste ano. O total é 32% maior que em 2002. (pág. 1 e 10)

- Ao mesmo tempo em que conseguiu expressivas vitórias políticas ao eleger os novos presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), empossado ontem, e da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), que será confirmado hoje, o Partido dos Trabalhadores vive uma crise sem precedentes.

O PT está cada vez mais dividido entre os governistas e os que criticam as ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e equipe. (pág. 1, 6 e 8)

- A criação de dez novas secretarias não foi suficiente para o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, garantir cargos aos nove partidos que o apoiaram na reeleição.

A estrutura, que já é maior do que a do estado de São Paulo, crescerá ainda mais, com uma nova agência - a de infra-estrutura. Insatisfeita, base aliada pressiona governador a alterar nomeações. (pág. 1 e 14)

- Número de apreensões de menores aliciados pelo narcotráfico no Distrito Federal cresceu 26% no ano passado. (pág. 1 e 18)

- Os problemas no setor de TV por assinatura vão desde a alta do dólar à falta de divulgação de produtos. A crise que despontou em 2000 não terminará este ano, porque a perda de assinantes é o principal entrave ao crescimento.

Entre 2001 e o ano passado, um milhão de consumidores cancelaram contratos. Somente a Net, a maior do setor, perdeu 100 mil. (...) (pág. 11)

MANCHETES

O DIA (RJ)

- Reforma da Previdência vai premiar servidor de carreira

CORREIO DA BAHIA

- Festa marca posse no Congresso

REVISTAS

VEJA

TÍTULOS DE CAPA

- Saddam está no Alvo

* Bush decidiu depor Saddam, mesmo sem autorização da ONU

* Tropas especiais americanas já operam no norte do Iraque

* Por que o mundo teme essa guerra

* O regime de tortura e assassinato de Saddam no Iraque

- Economia - Como o Brasil pode virar um tigre

Nosso homem no mundo - Lula vai à Europa sob a bandeira da normalidade e volta abençoado - pelo FMI - como um "socialista maduro". (pág. 36 a 39)

Globalização fase 2 - As chances do Brasil - Uma pesquisa inédita mostra como o Brasil vai enfrentar os outros países emergentes na corrida global. (pág. 40 a 46)

Fome Zero, confusão dez - O programa que é a menina-dos-olhos de Lula nasce marcado pela improvisação e por críticas. (pág. 50 e 51)

O "amigo" da Venezuela - Cuidado, Chávez, com essa mania de vir ao Brasil. Brasileiro não gosta de arroz-de-festa. (pág. 51 a 53)

De volta ao Governo - Sem o brilho do passado, o PMDB deixa-se seduzir por cargos e fecha acordo com o PT. (pág. 54 e 55)

Bush já está em guerra - George W. Bush não disse isso com todas as letras. Mas deixou claro que os primeiros tiros da guerra contra o Iraque só não foram disparados porque as tropas americanas ainda não estão em posição de combate no Golfo Pérsico.

Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos aproveitou o discurso sobre O Estado da União, sua mensagem anual ao Congresso, transmitida pela TV, para emitir uma declaração informal de guerra e preparar os americanos para o conflito iminente.

Ele gastou metade do pronunciamento de uma hora para enumerar, metodicamente, os argumentos que justificam uma invasão para depor Saddam Hussein. (pág. 61 a 73)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- Exclusivo: US$ 30 BI (30.000.000.000!!!) - Investigações feitas pelo FBI e pela Polícia Federal mostram que a dinheirama foi enviada a paraísos fiscais, entre 1996 e 1999, através do Banestado (PR). Perícia revela que, só na Suíça, outros 200 Silveirinhas movimentam US$ 890 milhões provenientes da corrupção e do narcotráfico.

"O PT não será pelego" - Genoino prega unidade, ressalta que as críticas e alguns petistas são apressadas e adverte que o partido não será anexo do Planalto. (pág. 7 a 11)

Estrela-guia - Lula brilhou na sua primeira viagem oficial à Europa depois da posse e se afirma como porta-voz dos países emergentes. (pág. 24 a 28)

Foi dada a largada - Combate à miséria no País é lançado e Lula faz apelo para que sociedade também participe. (pág. 28)

Ralo da impunidade - Relatório que a PF esconde aponta que políticos, contrabandistas e traficantes tiraram do País US$ 30 bilhões em três anos. (pág. 30 a 34)

Nova ordem no PMDB - Aliados de Lula retomam poder e renovam a cúpula do partido que reinou por oito anos. (pág. 36 a 41)

ÉPOCA

TÍTULOS DE CAPA

- Morta e esquartejada - O trágico fim de Maria do Carmo, mulher casada e religiosa que manteve uma obsessão doentia por seu médico, um cirurgião acusado de abuso sexual.

- Maconha e Guevara - Um diário divertido do Fórum de Porto Alegre.

- Fígado - Por que a fila do transplante não anda.

- Especial:

* Umberto Eco e o papel dos intelectuais

* Harold Bloom e o ódio a Harry Potter

Porta da esperança - Lula vira fenômeno de popularidade pelas razões certas e também pelas erradas. (pág. 24 a 27)

Autonomia relativa - FHC agia a distância, mas Lula encontra um caminho nos bastidores para influir na primeira decisão sobre juros do BC em seu Governo. (pág. 29 e 30)

O PT depois da torta - Agora na condição de alvo, José Genoino critica o esquerdismo radical e avisa: o partido não vai admitir dissidências. (pág. 31)

Aqui é o centro do mundo - Um diário sobre o radicalismo, a liberdade sexual, os delírios e a fúria juvenil do Fórum de Porto Alegre. (pág. 40 a 45)

A fila da agonia - Preconceito e desorganização privam milhares de brasileiros do transplante de um órgão essencial - o fígado. (pág. 50 a 55)

DINHEIRO

TÍTULO DE CAPA

- AOL Time Warner - Um prejuízo de US$ 100 bilhões - Como o Grupo AOL Time Warner construiu o maior rombo financeiro da história empresarial do planeta.

"Os pobres valem US$ 10 trilhões" - Economista diz que a regularização dos imóveis das pessoas carentes, uma das principais propostas de Lula na área social, pode injetar no Terceiro Mundo uma quantia equivalente ao PIB dos Estados Unidos. (pág. 18 a 20)

O teto que faltava na Caixa - Governo desenha novas medidas para a habitação, com impulso aos consórcios, letras hipotecárias e programas de baixa renda. (pág. 24 e 25)

A guerra já está aí. E agora? - Na economia, o conflito do Oriente já é uma pesada realidade. Empresas e bancos fazem movimentos defensivos, o óleo dispara, bolsas derretem e países emergentes como o Brasil sofrem as maiores conseqüências. (pág. 26 a 31)

O esquema de defesa brasileiro - Ministério ficou com o maior orçamento da Esplanada: US$ 10 bilhões até 2012, que serão gastos na compra de caças, cargueiros, tanques de guerra, softwares e radares para reaparelhar as Forças Armadas. (pág. 38)

Como vai a faxina de Lula - Pesquisa inédita revela a opinião da população sobre as primeiras ações do novo Governo. (pág. 42)

AOL Time no buraco - O monumental negócio que uniu os dois grupos foi tido como o modelo empresarial do século XXI, mas deu errado e afundou sob o peso de um rombo de US$ 100 bi. Como sobreviver depois disso? (pág. 75 a 59)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

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