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02/03/2003
JORNAL DO BRASIL - Carnaval começa sob proteção militar - O medo de que nova onda de ações do tráfico pudesse estragar o carnaval mais famoso do mundo fez com que estado, município e Governo federal montassem um dos maiores esquemas de segurança dos últimos tempos no Rio. Cerca de 3 mil homens das Forças Armadas, todo o efetivo da Polícia Militar e 5.000 policiais civis - totalizando cerca de 34 mil agentes -, além de reforços de divisões especiais, foram mobilizados para patrulhar o sambódromo e as principais áreas da cidade por onde passarão os blocos. O esquema é semelhante ao montado na última eleição presidencial, em 6 de outubro do ano passado, quando tropas federais foram deslocadas para o estado devido à ameaça de que traficantes impediriam a população das favelas de votar. (pág. 1 e C3) - A governadora Rosinha Matheus não tem recursos para pagar o décimo terceiro salário e lamenta que o Governo federal não tenha ajudado a resolver esse atraso. Em conversa com o "Jornal do Brasil", Rosinha sustentou que, para equacionar de vez as finanças dos estados, será preciso negociar novo Pacto Federativo, "o ponto número 1" para a reforma tributária. Ela critica a União por criar contribuições sem dar nada aos estados, que ganham atribuições sem repasse de receitas. Cita o exemplo do narcotráfico, problema federal que consome 70% dos recursos da segurança do Rio. Estima que o estado perde 1 bilhão por ano com a taxação dos royalties de petróleo no destino, e não na origem. Aceita programas de compensação, como cheque-cidadão e Fome Zero, mas ressalta: é necessário retomar o crescimento econômico. (pág. 1, A8 e A9) - Quem quer fazer seguro-saúde individual está vendo suas opções encolherem. Das 13 empresas que atuam no setor, apenas duas - Sul América e Bradesco - ainda aceitam novos clientes individuais. A tendência, iniciada há pouco mais de um ano, quando sete ainda vendiam planos individuais, se agravou com a maior rigidez da legislação, o excesso de regulamentação e o controle de preços, aponta a Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização. Hoje, 70% dos 35 milhões de clientes atendidos por planos e seguros-saúde no Brasil têm planos coletivos. (pág. 1 e A13) - Os cariocas dificilmente esquecerão a semana que terminou ontem, quando o Rio completou seu 438º aniversário. Em sucessivas investidas, traficantes mataram pelo menos duas pessoas, queimaram 39 ônibus, fecharam o comércio em quatro cidades e detonaram seis bombas em Ipanema, Botafogo e Tijuca. Pressionado pela ação coordenada dos traficantes, o governo estadual pediu e conseguiu a ajuda do Governo federal para resolver dois problemas emergenciais: cortar a capacidade de comando de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar - que, de presídio de Bangu 1, chefiava as ações de terrorismo -, e aumentar a vigilância nas principais vias do Rio. Na noite de quinta-feira, Beira-Mar foi transferido para um presídio de segurança máxima em São Paulo. E, desde sexta-feira, 3.000 militares passaram a reformar o patrulhamento da cidade. As ações do tráfico radicalizaram as opiniões. "Vamos partir para dentro. Se alguém tiver que morrer por isso, que morra", disse o secretário estadual de Segurança, Josias Quintal, na quarta-feira. (pág. 1 e C1) - O deputado-calouro Patrus Ananias (PT-MG) mal chegou à Câmara e já recebeu um batismo de fogo: ser relator da comissão de Sindicância criada para investigar o ex-deputado Pinheiro Landim (CE). Depois de ouvir o depoimento de Landim, fazer uma perícia nas fitas gravadas pela Polícia Federal e analisar toda a documentação sobre o caso, Ananias pediu a abertura do processo de cassação - mas Landim renunciou antes. Ele admite, contudo, que não foi um trabalho fácil. (...) (pág. 1) EDITORIAL - "O Desafio do Pacto" - Ao receber a equipe do "Jornal do Brasil" para a entrevista que é destaque na edição deste domingo, a governadora do Rio, Rosinha Matheus, reuniu os principais secretários e mostrou a disposição de não deixar dúvidas sem resposta. Dedicou-se especialmente ao esclarecimento da questão fiscal e das dificuldades financeiras do estado. (...) A governadora do Rio está convicta de que o atual sistema tributário privilegia a União em detrimento dos estados. O modelo da Previdência também. Cita o caso específico do ICMS sobre a venda de derivados de petróleo que não é recolhido na origem e sim no destino. Em lugar de incidir na boca das refinarias fluminenses é descontado na ponta de revenda em outros estados. Interessa aos estados importadores que fique assim. (...) (pág. 10) COLUNAS - (Villas-Bôas Corrêa) - Roendo as unhas até pingar as gotas de sangue da inveja da fase dourada da oratória parlamentar, nos duelos de eloqüência dos velhos e chorados tempos do insuperável modelo da "banda de música" da pranteada UDN, o deputado Michel Temer serviu-se da tribuna da Câmara, com as credenciais de presidente do PMDB, para prender a atenção do plenário com inusitado discurso defendendo o seu partido da feia acusação de despudorado fisiologismo. Deu o seu recado, obrigando o novo líder do Governo, deputado Aldo Rebelo, ao dissimulado constrangimento de concordar com o seu colega. (...) (pág. 2) - (Informe JB - Doca de Oliveira) - Lideranças dos partidos aliados ao presidente Lula continuam preocupadas com a falta de diálogo entre a Esplanada dos Ministérios e o Congresso. Subiram muito o grau e o tom das reclamações da base governista, que se ressente por não ter acesso aos ministros. A bronca é a de sempre: telefonemas que não são retornados, audiências não concedidas, pedidos não avaliados. (pág. 6) - (Boechat) - O PFL vai processar sete deputados federais e um senador eleitos pelo partido em outubro e que já deixaram a legenda. A idéia é cobrar uma polpuda indenização desses políticos pelo que o partido investiu na campanha deles. (pág. C-2) FOLHA DE SÃO PAULO - Iraque começa a destruir seus mísseis - O Iraque começou a destruir seus mísseis Al Samoud 2, sob supervisão internacional. Ontem, no último dia do prazo estabelecido pela ONU, foram desativadas quatro das cerca de 120 - armas iraquianas. A decisão complica a situação dos EUA, que precisam ganhar apoio internacional para atacar o Iraque. Na Europa, a iniciativa foi saudada como prova de que Bagdá está propenso a se desarmar. O chefe dos inspetores de armas da ONU, Hans Blix, classificou a iniciativa de "parte significativa para o real desarmamento". Para os EUA, trata-se apenas de "propaganda". No Egito, os Emirados Árabes Unidos propuseram, na reunião da Liga Árabe, que Saddam deixasse o poder para evitar a guerra. Foi a primeira vez que um Estado árabe exortou oficialmente o líder iraquiano a renunciar. (pág. 1 e A12) - Os US$ 125 bilhões de investimento estrangeiro no Brasil a partir de meados dos anos 90 agravaram o desequilíbrio externo, diz o Instituto de Estudos para Desenvolvimento Industrial. A maior parte foi canalizada a setores que importam mais do que exportam. As remessas de lucros e o pagamento de dívidas também pioraram o déficit externo. O Iedi afirma que há fatores positivos nesse ciclo de investimentos, mas argumenta que o Governo errou ao não implantar uma política voltada para as exportações. (pág. 1 e B1) - A Venezuela pretende ampliar o controle sobre a mídia, informa "Fernando Canzian". Para a ministra das Comunicações e da Informação do país, Nora Uribe, a imprensa tomou o lugar dos partidos de oposição e faz uma campanha "racista, fascista e violenta" contra o atual governo. Diretor-geral de uma das maiores TVs do país, Alberto Ravell diz que o projeto em andamento no Congresso vai impor uma "censura". (pág. 1 e A16) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu pressão para pensar num "plano B" para a economia. Por ora, deu mostras de que manterá o rigor fiscal e monetário, apesar das críticas ao Ministério da Fazenda, informa "Kennedy Alencar". Lula está insatisfeito com ministérios e programas. Mas, para ele, o Governo vai bem na política, como mostrariam o sucesso da reunião com os governadores e a resposta à crise de segurança no Rio. (pág. 1 e A9) - O Governo federal começa, em duas semanas, uma campanha para incentivar doação de alimentos ao programa Fome Zero. Mas ainda não possui uma estrutura pronta para receber e armazenar carregamentos de grande porte. Pelo menos metade dos armazéns da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) no Norte no Nordeste está fechada, e o resto funciona esporadicamente. (pág. 6) - "Discurso" de um paulistano de classe média, na quinta-feira, ao tomar café da manhã numa padaria do aprazível bairro de Higienópolis: "Esses tucanos são uns bananas. Os caras tentaram empurrar o Fernandinho Beira-Mar para Brasília, para todo o canto, e até para o Acre. E nem lá aceitaram o Beira-Mar. Mas o Alckmin quis ser bonzinho. Isso aqui vai acabar igualzinho ao Rio". Ledo engano. Já está tudo "igualzinho". O Rio é a ponta mais visível, mas o problema é nacional, até com rodízio de bandidos sanguinários entre governadores. Rosinha Matheus manda o dela para Alckmin, que despacha o seu para Germano Rigotto (RS), que embarca o dele para, quem sabe, Jorge Vianna (AC). E o crime continua na folia, rindo da cara de todo mundo. Inclusive da nossa. (...) (Eliane Cantanhêde) (pág. A2) EDITORIAL "Além da violência" - A onda de violência no Rio de Janeiro é indissociável do tráfico de drogas. O crime organizado obtém somas fantásticas com a venda de narcóticos porque o produto é ilegal. Na teoria econômica, portanto, bastaria levantar a proibição que pesa sobre as drogas para que a margem de lucro despencasse e, com ela - acredita-se -, boa parte da violência associada ao tráfico. Na prática, porém, as coisas são bem mais complexas. É consenso que uma eventual legalização das drogas tenderia a elevar - talvez significativamente - os níveis de consumo, o que poderia ter impactos desastrosos sobre a saúde pública. (...) (pág. A2) COLUNA (Painel) - O Planalto está prestes a aceitar acordo proposto por Rosinha Garotinho para antecipar ao Rio de Janeiro os royalties pela exploração do petróleo no Estado. Mas, em vez de adiantar agora o pagamento de quatro anos, como queria a governadora, Lula decidiu pagar ano a ano. * Lula quer pagar ao Rio anualmente pelos royalties do petróleo para manter a rédea curta em Garotinho (PSB). O petista avalia que, se antecipasse agora por quatro anos, deixaria o seu provável adversário em 2006 livre para atacá-lo desde já. (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO - INSS paga aposentadorias especiais de até R$ 53,9 mil - O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) paga R$ 200,00 por mês à maior parte dos aposentados, mas, assim como na Previdência do funcionalismo, também nele há uma casta de privilegiados. Leis especiais garantem alguns proventos polpudos, como os R$ 53.912,73 recebidos desde 1989 pela pensionista de um combatente marítimo da 2ª Guerra Mundial. Um anistiado político do Rio recebe R$ 35.425,00. Dos 21 milhões de benefícios pagos pelo INSS, cerca de 25 mil ultrapassam o teto de R$ 1.561. (pág. 1 e A4) - O Governo brasileiro começará usar nas próximas semanas a Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico (Cide) para estabilizar os preços dos combustíveis. A informação é da ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, publicada pelo jornal "Financial Times." A medida visa limitar as flutuações dos preços. Em entrevista ao "Estado", Dilma avisa: a luta contra a crise do setor elétrico exigirá perdas de todos - investidores, Governo, geradoras e distribuidoras. (pág. 1 e B4 e B5) - O empresário Carlos Alberto Vilar, sobrinho de um dos proprietários da construtora Odebrecht, foi libertado ontem em São Paulo depois de passar 25 dias em cativeiro. Os seqüestradores, que inicialmente exigiram R$ 800 mil de resgate, aceitaram baixar o valor para R$ 100 mil. (pág. 1 e C7) - Vai-Vai e Gaviões da Fiel saíram na frente no primeiro dia de desfile das escolas de samba de São Paulo. Campeã no ano passado, a Gaviões fez apresentação quase perfeita com um enredo sobre o folclore. Fantasias coloridas e carros caprichados deixaram a escola com pequena vantagem sobre a agremiação do Bexiga, que falou sobre o cavalo. Já a Barroca Zona Sul corre o risco de ser rebaixada. O medo de incidentes violentos - como as brigas entre torcidas que ocorreram na semana passada - não se confirmou. Políticos dominaram os camarotes. (pág. 1 e C1 a C5) - O Rio amanheceu ontem tomado por tropas do Exército, que montou vigília para garantir a segurança no carnaval após cinco noites de violência. Os desfiles das escolas no sambódromo começam hoje à noite. (pág. 1 e C6 e C8) - O Iraque anunciou a destruição de quatro mísseis Al-Samoud-2 ontem, último dia do prazo dado pelo chefe dos inspetores da ONU, Hans Blix. O país também definiu um calendário para eliminar todas as armas desse tipo e desativar sua fabricação. Estima-se que Bagdá tenha entre 100 e 120 Al-Samoud-2 com alcance superior ao permitido pelo Conselho de Segurança da ONU. (pág. 1 e A11) - Há um significado oculto no que os "bushistas" estão fazendo enquanto se preparam para a guerra no Iraque. Minha hipótese é que Bush e vários conservadores concluíram que a única forma de salvar os EUA e tirá-los do declínio é torná-los um regime com maior presença militar e rumar ao império. Meu medo é perdermos a democracia no processo. (Norman Mailer) (pág. 1 e A14) - O carro popular, responsável pela mudança do perfil da indústria automobilística do País, chega aos dez anos em busca de um arranque para ajudar o setor a escapar da estagnação. Indústria e trabalhadores defendem a adoção de novos incentivos para recuperar o projeto de um carro barato, acessível à maior parte da população. Para resgatar o verdadeiro popular é preciso reduzir impostos. (pág. 1 e B1) EDITORIAL "Escárnio em dose dupla" - Pinheiro Landim assegurou o seu lugar na extensa galeria de figurantes indignos da vida pública brasileira. É preciso acabar com o golpe da renúncia como salvo-conduto para a impunidade política. (pág. A3) O GLOBO - Rio monta operação inédita para proteger Sambódromo - Pela primeira vez desde que foi inaugurado em 1984, o Sambódromo - palco do desfile das escolas de samba, que começa hoje - terá uma megaoperação da polícia do Rio, preparada para coibir ações do tráfico. O superesquema - que inclui até a escolta de carros alegóricos, por motociclistas da PM - jamais visto durante o carnaval é conseqüência da onda de terror espalhada pelo tráfico desde a segunda-feira sem lei. O secretário de Segurança, Josias Quintal, anunciou que vai infiltrar policiais à paisana em vários pontos do Rio, incluindo o Sambódromo, onde estarão a postos agentes do Esquadrão Antibomba e da Corte (Coordenadoria de Recursos Especiais), a tropa de elite da Polícia Civil, pela primeira vez na passarela do samba. No estado, o efetivo será de 40 mil agentes, incluindo as Forças Armadas. (pág. 1 e 10) - A onda de violência que se espalhou pela cidade força o carioca a desenvolver hábitos para driblar a criminalidade, uma espécie de manual informal de sobrevivência na guerra urbana. A empresária Maria Silvia Bastos, por exemplo, deixou de andar de bicicleta à noite na Lagoa. (pág. 1 e 11) - Os enredos de cunho social dominarão os desfiles. A Beija-Flor, que falará sobre a fome, levará mendigos e simulará até um assalto na avenida. Segundo enquete feita pela "Globo", Salgueiro, Beija-Flor e Mangueira são as favoritas deste ano. (pág. 1 e 12 a 17) - Sob a supervisão de inspetores de armas da ONU, o Iraque começou ontem a destruir seus mísseis al-Samoud 2. Esta era a principal exigência da ONU para sinalizar ao Conselho de Segurança a disposição iraquiana de se livrar de aramas proibidas. Mas a iniciativa de Bagdá foi recebida com reservas pela Casa Branca. (pág. 1 e 26) - As primeiras farmácias populares do Governo Luiz Inácio Lula da Silva, que vão vender medicamentos mais baratos, devem começar a funcionar no início do segundo semestre. A criação desses estabelecimentos faz parte de estratégia do Ministério da Saúde de aumentar o acesso da população a medicamentos e baixar os preços dos produtos de marca no mercado nacional. (pág. 2 e 23) - Os ministros criticam o poder das agências reguladoras mas os seus ministérios estão desaparelhados para estabelecer diretrizes e fixar tarifas. A ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, reclama da falta de especialistas em energia e petróleo. O ministro das Comunicações, Miro Teixeira, repetiu que não vai admitir indexação ou monopólio nas telecomunicações. (pág. 2, 21 e 22) - O novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que o Governo pretende criar para substituir o ICMS, deverá ter alíquotas mais elevadas para telefonia, energia elétrica, automóveis, bebidas e cigarros. Nos outros países, impostos similares ao IVA têm alíquotas entre 14% e 16%. Para estes cinco setores, que contribuem com 55% do total do ICMS arrecadados no País, o índice deverá ser de 25%. (pág. 2 e 5) - Convidada para o camarote do ministro da Cultura, Gilberto Gil, em Salvador, parte do primeiro escalão do Governo Lula preferiu prestigiar a prefeita Marta Suplicy e assistirá ao carnaval de São Paulo. A lista de presenças no sambódromo paulista inclui até um baiano, o ministro do Trabalho, Jaques Wagner, além do chefe da Casa Civil, José Dirceu, e do presidente da Câmara, João Paulo Cunha. (pág. 2 e 9) - Criar sites para mostrar revolta contra uma empresa é arma usada pelos consumidores e pode até ser eficaz, mas é preciso ter cautela. O advogado especialista em Internet Otávio Bezerra diz que o site pode expressar indignação, mas não deve ter informações falsas nem reproduzir o logotipo da companhia, pois a empresa pode entrar com uma ação de danos morais contra o autor do site. (pág. 2 e 24) EDITORIAL "Dólar em caixa" - O real está claramente depreciado em relação às principais moedas, e essa realidade, ao que tudo indica, não sofrerá alteração no curto prazo, pois as portas dos mercados financeiros internacionais estão semicerradas para as nações emergentes. A forma de se inverter tal quadro passa pela redução da dependência de capitais externos. Nesse caso, o Brasil precisa exportar mais e também atrair mais visitantes que possam trazer divisas. (...) Portanto, quando se fala que o Brasil precisa incrementar as exportações, deve-se pôr nessa pauta também o turismo. Ambas são vias para o País obter receitas em moeda estrangeira e equilibrar suas contas externas, ao mesmo tempo em que criam empregos e ajudam a combater a inflação. Turismo é assunto sério. (pág. 6) COLUNAS (Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Na semana passada circulou dentro e fora do Governo, em nichos do setor elétrico, um documento desqualificando as declarações do presidente Lula sobre a excessiva autonomia das agências reguladoras dos serviços privatizados. Seu autor, o assessor de imprensa da Aneel, Antonio Matiello, cuja demissão foi imediatamente exigida pela ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef. (...) (pág. 2) (Ancelmo Gois) - Veja como a violência sangra uma cidade. Na segunda sem lei, estava no Rio a diretoria da Federação Internacional de Esportes Aquáticos. Avaliava a candidatura carioca, que concorre com Melbourne, para sede do Mundial 2007. Imagine a impressão que essa gente não levou. (pág. 14) CORREIO BRAZILIENSE - Trânsito mata um brasileiro a cada 10 minutos - Número de acidentes aumenta 20% durante o carnaval. Em 61% dos casos, motorista bebeu antes de dirigir. (pág. 1 e 16) - EUA e Grã-Bretanha consideraram insuficiente a destruição de quatro mísseis Al Samoud. No Egito, 22 países árabes disseram não à guerra. A exceção foram os Emirados Árabes, que pediram deposição do dirigente iraquiano. Donos das maiores reservas de dólares, os asiáticos vão pagar a conta da operação militar no Iraque. (pág. 1, 21 e 22) - Na União, já existem mais servidores inativos recebendo aposentadorias e pensões que funcionários que trabalham e contribuem para a Previdência. O círculo vicioso força ainda mais a necessidade de reformas. Mas ela leva quem está na ativa a correr para se aposentar pelas velhas regras. (pág. 1, 6 e 7) - O gaúcho Miguel Rosseto nasceu na cidade de São Leopoldo, a 30 quilômetros da capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. É bisneto de dois imigrantes italianos que recebera, do Império, em 1820, duas glebas mínimas de terra. Uma de 27,5 hectares e outra de 25 hectares. Foi a partir dessas terras que a família Rosseto estruturou-se no Brasil, a ponto de fazer com que ele, que já foi vice-governador do Rio Grande do Sul, seja hoje ministro da Reforma Agrária. É com base, portanto, na sua própria história de vida que Rosseto tem a convicção de que a reforma agrária é possível e precisa ser estimulada. (...) (pág. 9) - As empresas de energia estão dispostas a apoiar o plano do Governo petista para reestruturar o setor elétrico, com a troca do modelo baseado na competição entre empresas privadas por um sistema regulado pelo Estado. (...) (pág. 20) ZERO HORA - A corrida por vagas na Região Metropolitana, que marcou os anos 80 e 90, sofreu uma guinada. Agora, a população empobrecida da Fronteira Oeste tem feito da serra gaúcha seu destino principal na busca por emprego. O pólo industrial de Caxias do Sul se transformou na sede de absorção de mão-de-obra deste novo mapa da migração estadual. (pág. 16) - A droga chegou às reservas indígenas do Rio Grande do Sul, territórios até então fora do alcance dos traficantes. Jovens índios estão usando maconha e loló (entorpecente à base de éter) na maior parte das 28 áreas demarcadas no estado. Nelas, vivem 15 mil pessoas, 45% adolescentes. Amplia-se o mercado do crime organizado, enquanto o consumo desestrutura reservas e leva para elas mais violência, estimulada por furtos destinados a bancar o vício. (pág. 4 e 5) - Que os presidentes George W. Bush e Jacques Chirac estivessem até agora farpas devido à postura reticente do líder francês em relação a um ataque ao Iraque, já era de se esperar. Mas a maré de francofobia que tomou conta dos Estados Unidos foi bem mais longe do que se esperava. De uma hora para outra, os franceses se transformaram, aos olhos de milhares de americanos, em "macacos comedores de queijo" - e por aí vão os insultos. Piadas se espalharam pelas páginas de humor de jornais e lembranças históricas ("defendemos vocês na II Guerra", diziam os americanos) vieram à tona. (pág. 22) MANCHETES O DIA (RJ) - Servidor sem 13º vira camelô no carnaval ZERO HORA (RS) - Desemprego altera rotas de migração no RS REVISTAS VEJA TÍTULOS DE CAPA - Os limites do corpo - Não é só suor: genética também determina os resultados da malhação - Guerra no Rio - O tráfico apela para o terrorismo Estado de calamidade - Sensação já plenamente incorporada à vida das grandes cidades brasileiras, a insegurança voltou a atingir níveis insuportáveis no Rio de Janeiro, na semana passada. A batalha que se instalou nas ruas da cidade teve um vencedor. Foi o traficante de drogas Fernandinho Beira-Mar - sempre ele -, o líder da ação. (...) (pág. 36 a 43) Entre Beira-Mar e Silveirinha - Com apenas dois meses de mandato, Rosinha Garotinho está emparedada entre escândalos no governo e terrorismo de traficantes no Rio de Janeiro. (pág. 44 e 45) Nós produzimos os criminosos - Aos 67 anos, no auge de sua carreira, Márcio Thomaz Bastos troca 250.000 reais por mês para ganhar 8.000 como ministro da Justiça e diz que seu maior desafio é desfazer a nefasta corrente "Febem-polícia-Justiça-cadeia", que virou pós-graduação em bandidagem. (pág. 46 e 47) Tem que passar a tesoura - O Governo do PT já está fazendo uma economia recorde, mas para estabilizar as finanças será preciso cortar ainda mais fundo, como outros países fizeram. (pág. 48 a 51) Os limites do corpo - Mesmo malhando, nem todo mundo consegue músculos volumosos e definidos. Mas isso não é pretexto para os preguiçosos: com ou sem um físico privilegiado pela genética, todo mundo tem de se exercitar. (pág. 66 a 73) ISTOÉ TÍTULOS DE CAPA - Traição - Apesar da dor, poucos casais se separam por causa de uma escapadela. Homens e mulheres preferem entender a razão da infidelidade e até perdoar. - Estado paralelo - Reação à violência no Rio começa com a transferência de Beira-Mar Abandonado - Situação de ACM se complica com novos depoimentos e até seus aliados admitem: sua saída do Senado é uma questão de tempo. (pág. 24 a 26) Podres poderes - Quadrilhas dominam o poder público em Rondônia e levam o governador Ivo Cassol a pedir intervenção federal no estado. (pág. 28 a 30) A hora do basta - Traficantes aterrorizam o Rio, mas autoridades começam a reagir, endurecendo a repressão ao Estado paralelo. (pág. 32 a 35) Te perdôo por te trair - A tendência entre casais é superar a infidelidade com diálogo e reflexão. Hoje, poucos se separam por causa das escapadelas. (pág. 44 a 49) ÉPOCA TÍTULO DE CAPA - Falta homem? Nunca houve tantas mulheres sozinhas no país. São mais de 20 milhões. Independentes e bem cuidadas, elas se queixam da falta de parceiros interessantes. - Dilema - Ou o Brasil enfrenta a violência do tráfico, ou se transforma em outra Colômbia Dias de Colômbia - A onda de violência do Rio de Janeiro mostra que o ovo da serpente do tráfico não pára de crescer. (pág. 32 a 37) A medida da solidão - Amigo de ACM pede "trégua" a Adriana Barreto - sinal do isolamento político do senador baiano. (pág. 38 a 40) Togas de barra suja - Suspeitos de ligação com o tráfico, magistrados são investigados pelos próprios colegas. (pág. 40 a 41) Juro intolerável - Nem Lula agüenta mais as altas taxas e começa da debater formas de controle. (pág. 44 a 46) A batalha de Nova York - Dividido, o Conselho de Segurança da ONU enfrenta o desafio de autorizar ou não a guerra de Bush contra o Iraque. (pág. 58 a 60) DINHEIRO - As mil faces de German - Este brasileiro tem negócios no petróleo, na construção naval, na telefonia e até na aviação comercial. Agora entrou numa briga com a Petrobras que pode lhe render US$ 2 bilhões. Até onde ele chegará? - Exclusivo: Uma tarde com FHC em Paris Uma tarde na Paris de FHC - Entre o Quartier Latin e Saint German, onde a intelectualidade se reúne, o ex-presidente faz projeções sobre a economia do Brasil, lembra os tempos de poder e prepara o retorno ao País. (pág. 22 a 29) O ataque às agências - Governo Lula que retirar poder de órgãos reguladores para segurar o preço de serviços públicos. (pág. 30 a 31) Marketing do Fome Zero - Mais que um programa social, a campanha virou slogan para vender de tudo: de chocolates a geladeiras. (pág. 40 a 42) Fábrica de ministros - Sindicatos de bancários são os maiores formadores do primeiro escalão de Brasília. (pág. 74 a 75) Para pôr ordem na Previ - Novo presidente assume o fundo de R$ 40 bilhões do BB com plano de reduzir carteira e endurecer controles. (pág. 78 a 79) CARTA CAPITAL TÍTULOS DE CAPA - Brasil: A mulher na mídia. E no imaginário - Empresas se adaptam à concentração de renda - "Guggenheim é capachismo cultural", diz Risério, assessor do Ministro Gil Os passageiros da agonia - A violência do tráfico ameaça 350 mil pessoas que usam diariamente os ônibus no Rio. (pág. 22) Os criadores das trevas - A política externa americana é fruto da ideologia beligerante de seus arquitetos. (pág. 34 a 37) Um rio colombiano - O presidente Lula deve estar arrependido de não ter levado logo para o seu gabinete, como foi cogitado durante a campanha, a Secretaria Nacional de Segurança Pública. (...) (pág. 43) Tudo em família - Luiz Fernando Furlan Herda a secretariado tio Omar Fontana. (pág. 46) Capachismo cultural - O projeto do Guggenheim, esteticamente escandaloso, é filho do oba-oba neoliberal que tomou conta do Brasil e símbolo de submissão mental. (pág. 50)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
Fazenda.
Consulte a homepage
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet
é http://www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação
de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria
de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br
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