05/01/2003

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JORNAL DO BRASIL

- Proposta de unificação da Previdência divide até o PT

- Anunciada como uma das prioridades do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a reforma da Previdência não é consenso nem no Partido dos Trabalhadores. As propostas do novo ministro, Ricardo Berzoini, de unificar o sistema de aposentadorias dos setores público e privado encontra críticos entre petistas, como o senador eleito Paulo Paim, outro que chegou a ser cotado para assumir a pasta.

"Essa proposta não foi discutida com a bancada do partido e terá de ser analisada com todo o cuidado", disse Paim, que defende não só a manutenção da aposentadoria integral para os servidores, como também a extensão do benefício aos trabalhadores de empresas privadas.

O objetivo do novo Governo é minimizar o déficit nas contas da Previdência, que só no ano passado consumiu R$ 70 bilhões dos cofres públicos. O plano inclui a fixação de um teto para as aposentadorias, inspirado no atual limite do INSS.

A Central Única dos Trabalhadores, que tem forte base no funcionalismo, até aceita a mudança, mas quer que o teto seja maior, na faixa de R$ 4 mil. (pág. 1 e A10)

Em entrevista exclusiva ao "Jornal do Brasil", o ideólogo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra elege o latifundiário e o modelo econômico sob controle das multinacionais como os principais inimigos da sociedade brasileira. Para Stédile, o Presidente Lula vai precisar de muita coragem para enfrentar os problemas que virão.

Ele vê com bons olhos a escolha de Miguel Rossetto para o Ministério da Reforma Agrária, mas adverte: "O que vai permitir o avanço será a correlação de forças na sociedade. E cabe a nós organizar o povo para fazer as pressões". (pág. 1 e A3)

- Amarrada a um déficit mensal de mais de R$ 200 milhões, a governadora Rosinha Garotinho enfrenta uma das piores crises de recursos dos últimos 20 anos no estado do Rio. Apesar de a penúria nas contas públicas em início de governo não ser exclusividade sua, a governadora tem menos instrumentos para inverter o quadro que antecessores como Marcello Alencar, que recorreu às privatizações para gerar recursos, ou o próprio marido, Anthony Garotinho, que obteve com o Governo federal a antecipação de royalties do petróleo.

Rosinha aposta todas as fichas na renegociação da dívida de R$ 35 bilhões do estado com a União. (pág. 1 e C1)

- Além do Ministério atuando como equipe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva repetiu, em seu discurso de posse, a convocação que vem fazendo à sociedade desde que foi eleito: quer a participação de entidades, empresários e organizações não-governamentais para combater as desigualdades do País. Para estabelecer esse intercâmbio, será criado o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. (...) (pág. 2)

- (Washington) - O senador John Edwards, da Carolina do Norte, declarou-se pré-candidato à Casa Branca, juntando-se a outros nomes do Partido Democrata dispostos a disputar as eleições com o presidente George Bush em 2004. Depois de se reunir com amigos e partidários em sua casa no Dia de Ano Novo, Edwards, de 49 anos, confirmou nesta semana que está montando um comitê exploratório de campanha para a disputa presidencial. (...) (pág. 6)

EDITORIAL

-"Visão de Estado" - Em seu discurso de posse, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, tocou no ponto nevrálgico da economia brasileira. Vive-se no País um paradoxo: o Estado é gastador mas beneficia a poucos. (...)

O novo ministro, como se vê, não pretende perder tempo com a reinvenção da roda. É prudente ao reconhecer os méritos de seu antecessor. E já sabe em que campo vai se travar sua luta. "Nossos problemas resultam da perversa inserção do Estado na nossa sociedade, Estado esse que apresenta profundos problemas de gestão e de planejamento estratégico". Bem-vindo ao bom combate. (pág. 14)

COLUNAS

- (Coisas da Política - Dora Kramer) - Ao contrário do antecessor, que sempre se dizia distante das disputas internas do Congresso enquanto atuava ativamente no bastidor, Luiz Inácio Lula da Silva participará abertamente, através da Casa Civil, da eleição das presidências da Câmara e do Senado e da composição de uma base parlamentar majoritária. (...)

Evidentemente que, no oficial, o Planalto se mantém apenas no aguardo da decisão dos peemedebistas. No paralelo, porém, faz de tudo para que a ala que apoiou Lula na eleição, contra decisão da direção e da maioria dos delegados partidários, encontre uma forma de assumir o comando. (...) (pág. 2)

- (Informe JB - Gustavo Krieger) - O Governo Lula acredita que terá uma base parlamentar de 240 deputados na Câmara. Nos últimos dias, a estimativa cresceu em 10 nomes, considerando a provável migração de políticos para os partidos da base de sustentação do Governo eleito. Operadores políticos do Presidente esperam conquistar o PMDB e ampliar essa folga. (pág. 6)

- (Boechat) - Com 11 mil hectares plantados, o maior projeto de reforma agrária do País, na Fazenda Itamaraty, em Ponta Porã (MS), fará, este mês, sua primeira colheita.

Serão 53 mil toneladas de milho e soja, com lucro de R$ 5 milhões para 1.143 famílias de ex-sem-terra cadastradas pelo MST e outras organizações.

O resultado consagrará o projeto como modelo para futuros assentamentos. (pág. 2)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Ministro susta licitações de rodovias

- O Ministério dos Transportes suspendeu, por prazo indeterminado, todas as licitações para obras de infra-estrutura em transportes. Segundo o ministro Anderson Adauto, a decisão foi tomada porque a prioridade do Governo agora são as ações sociais, e não a construção de novas rodovias.

Com a medida, ficam suspensos cerca de 60 processos de licitação para a construção de novos trechos, a duplicação e a recuperação de estradas. As obras envolveriam um gasto de cerca de R$ 5 bilhões. "Em função da reunião ministerial [em que foi pedida prioridade a ações sociais], julguei por bem paralisar", disse.

Segundo Adauto, as licitações para a recuperação das estradas não serão abandonadas. "Brasileiros estão morrendo por causa dos buracos, isso não é econômico, é social".

Ele negou que a decisão tenha sido motivada por corrupção no antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, atual Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transportes. (pág. 1 e A7)

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia no dia 10, em Guaribas, sul do Piauí, uma série de medidas para simbolizar o início do programa Fome Zero, considerado prioridade do Governo e que deverá ter cerca de R$ 2,5 bilhões neste ano.

Serão lançados um programa de R$ 10 milhões para recuperação de casas, um outro para alfabetização de 1.005 adultos e um terceiro que prevê R$ 50 mensais para mil famílias.

A localidade de Guaribas, onde 99% da população não dispõe de água potável, é a primeira parada da caravana de ministros idealizada por Lula para lhes mostrar "a pobreza absoluta" no País. (pág. 1 e A4)

- O Governo Luiz Inácio Lula da Silva herdará dívidas de empresas que resistem ao processo de privatização e ainda não foram liquidadas: a Rede Ferroviária Federal S/A e a Telebrás. No total, as estatais têm passivos (dívidas trabalhistas, civis e tributárias) que podem chegar a R$ 6,4 bilhões.

Para maio está prevista a liquidação da RFFSA, que, segundo técnicos do Governo, pode ter dívida de R$ 6 bilhões.

A Telebrás possui um passivo menor, mas que pode chegar a R$ 442 milhões. Segundo o ministro Miro Teixeira (Comunicações), o assunto deve ser tratado pela Advocacia Geral da União. (pág. 1 e B1)

- (Ramallah) - O líder palestino Iasser Arafat, 73, disse em entrevista à "Folha" que o levante contra a ocupação israelense não vai parar apesar das críticas que vem recebendo de algumas autoridades ligadas ao governo que ele dirige, de Israel e dos Estados Unidos.

"A Intifada vai continuar até a aceitação de nosso Estado palestino independente com Jerusalém como capital. Estamos defendendo os lugares sagrados cristãos e muçulmanos", afirmou.

Desde o início da Intifada, em 28 de setembro de 2000, morreram 1.760 palestinos e 675 israelenses. Ele diz lamentar que os EUA tenham abandonado o processo de paz na região. (pág. 1 e A13)

- A política externa do Governo Lula não começou com seu giro internacional e a passagem pela Casa Branca. Começou na posse, com dois movimentos singulares: George W. Bush mandou Zoelick, o "sub do sub do sub", enquanto Lula abriu seu primeiro dia de trabalho com Hugo Chávez e fechou com Fidel Castro. (...)

Não é preciso ser um gênio para perceber que os EUA tripudiaram na posse de Lula e que Lula dá sinais inequívocos de que seus principais interlocutores - e referências - serão Fidel, o ditador, e Chávez, que rachou a Venezuela ao meio e está cai-não-cai. Ambos de esquerda. (...)

O que Lula tenta é identificar-se com a imagem de esquerda dos dois personagens internacionais mais prestigiados na posse brasileira, mas dando um salto de 40 anos à frente do atual Fidel e depurando o projeto de país comandado por Chávez dos erros políticos do mesmo Chávez.

Dúvidas e mais dúvidas. Essa mágica é realmente possível? Onde encaixar Bush e o "sub do sub do sub" nesse contexto? E a mais fundamental: se alguma coisa der errado, os opositores vão poder resgatar aquela história de "circulo do mal"? (Eliane Cantanhêde, pág. A2)

EDITORIAL

"Real sem esteio" - Desde o colapso da âncora cambial, em janeiro de 1999, a moeda brasileira procura outro apoio para estabilizar-se.

Sem âncora, o real perde valor de crise em crise e depende do FMI para evitar o rompimento dos contratos ou a centralização cambial.

Passaram-se nada menos que quatro anos. As metas inflacionárias foram sendo frustradas. A relativa calmaria atual resulta sobretudo de fatores negativos. Não houve pacote ou quebra de contratos. Não se abandonou a política de juros altos que contém o crescimento e sustenta o câmbio com recessão e contenção de importações - que produz megassuperávits no comércio exterior. (...) (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - O Governo Lula estuda enviar ao Congresso projeto de lei que concede incentivos fiscais a empresas que doarem alimentos.

Seria uma forma de atrair supermercados, restaurantes, produtores e atacadistas de comida ao programa "Fome Zero". (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Reajuste de preços públicos não muda, garante Palocci

- O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, garantiu ontem que não vai mudar a forma de cálculos dos preços sob administração do Governo, como os da energia elétrica e dos combustíveis. Os custos desses produtos são baseados no dólar e na inflação e sofrem pressão direta cada vez que a cotação da moeda sobe. A alteração da política dos preços administrados poderia colocar em risco o esforço do ajuste fiscal.

A intenção de Palocci é garantir a credibilidade do mercado em relação à política econômica para reduzir a pressão cambial e, assim, conter o crescimento da inflação. Ele admite apenas uma exceção: o gás de cozinha, responsável por grande impacto no orçamento doméstico de famílias pobres. (pág. 1 e B1)

- Todas as licitações para contratação de serviços de infra-estrutura lançadas pelo Ministério dos Transportes até o fim do mês passado foram suspensas ontem por tempo indeterminado. Segundo o ministro Anderson Adauto, a ênfase a partir de agora será a recuperação da malha rodoviária.

Construção e duplicação de novos trechos não terão prosseguimento este ano. O ministro estima que estejam em andamento cerca de 60 licitações. (pág. 1 e A4)

- A esquerda petista procura engrossar forças para entrar na disputa interna pelo poder e arrastar Lula para o seu campo. O ideal para ela seria que o Presidente rompesse com o FMI, mas Lula demonstra que vai passar ao largo de medidas drásticas. (pág. 1 e A7)

- O futuro presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, quer dinamizar o setor elétrico brasileiro e transformar a empresa numa grande empreendedora. Em entrevista ao "Estado", ele destaca que a Eletrobrás deverá ter mais cuidado com a questão ambiental e que se envolverá em ações sociais. (pág. 1 eB4)

- Além da suposta participação de membros do Judiciário e do deputado federal Pinheiro Landim, o esquema de compra de habeas-corpus do traficante Leonardo Dias Mendonça, o "Léo", pode envolver um agente da Polícia Federal. A suspeita é da própria corporação. Por pouco a investigação não foi perdida. (pág. 1 e C4)

- fome em Cuba e superprodução nos EUA, além da crescente pressão de americanos e cubanos pelo fim do embargo à ilha, podem levar a uma nova corrida do ouro. Segundo os cubanos, seu país poderia dirigir a produtos americanos pelo menos 60% do US$ 1 bilhão destinados à compra de alimentos estrangeiros. (pág. 1 e A13)

- Duas pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas à bala nos violentos distúrbios que se registraram na sexta-feira em Caracas entre simpatizantes do presidente Hugo Chávez e manifestantes de oposição, informaram ontem autoridades venezuelanas. Pelo menos outras 78 pessoas ficaram feridas. (pág. 1 e A15)

EDITORIAL

- "A reforma mais urgente" - É alentador o fato de o novo ministro da Previdência Social, Ricardo Berzoini, estar demonstrando que reúne todas as condições para realizar sua principal tarefa: a reforma considerada a mais urgente e complexa a ser realizada no País - justamente a da Previdência. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Lula decide regularizar propriedade nas favelas

- Um programa de regularização em massa de lotes, barracos e casas em favelas será anunciado como uma das prioridades do Governo Lula, revela o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Para ele, a medida aquecerá a economia, pois os títulos de propriedade permitirão a seus portadores acesso a financiamento bancário e crédito no comércio. "Uma costureira pobre poderá, por exemplo, fazer um empréstimo e montar seu próprio ateliê", afirma o ministro. Alem disso, ressalta Bastos, candidatos a emprego são recusados por não terem um endereço oficial.

Mas o projeto será de difícil execução, pois não existe nem um levantamento preciso sobre o número de residências em favelas no País - o IBGE contou 1,6 milhão de habitações precárias mas reconhece que o número está subestimado. No Rio, programa semelhante não conseguiu avançar e só concedeu 460 títulos de propriedade desde 1996. (pág. 1, 3 e 4)

- Ex-metalúrgico como Lula, João Paulo Cunha (PT) diz que sua candidatura à presidência da Câmara é irreversível e garante: "Não vamos ver o bloco do outro lado (PSDB-PFL) passar e ficar parados". (pág. 1 e 5)

- Apesar das divergências políticas, o Rio é o primeiro estado onde será colocado em prática o principal projeto de segurança do Governo Lula: o trabalho conjunto das polícias estaduais, Federal e Rodoviária Federal contra o crime organizado.

Segundo Luiz Eduardo Soares, que toma posse amanhã na Secretaria Nacional de Segurança, o projeto no Rio servirá de modelo para o País. O secretário terá R$ 404 milhões para investir e o Rio receberá uma parte desses recursos. (pág. 1 e 18)

- Além da lei de responsabilidade monetária, o Governo criará uma carta de responsabilidade econômica e social. Serão fixadas metas detalhadas de crescimento, investimento e infra-estrutura e, na área social, de leitos hospitalares e matrículas nas escolas. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) está encarregado de apresentar o projeto ao Congresso. (pág. 1 e 29)

- O novo ministro do Trabalho disse que a reforma da lei trabalhista (CLT) não é prioridade e só deve estar amadurecida para ir ao Congresso no fim do ano. "Prioridade é criar emprego", diz. (pág. 1 e 31)

- As despesas extras, como pagamento de IPTU, IPVA, matrícula e material escolar, podem onerar o orçamento doméstico em até 162% neste início de ano. Só o material escolar, segundo a Fecomércio-RJ, subiu 15% em relação ao último semestre.

Os analistas recomendaram a quem tem dinheiro aplicado que o resgate para quitar débitos à vista e fugir dos juros. (pág. 1, 33 e 34)

- Duas pessoas morreram e pelos menos 30 ficaram feridas no conflito entre manifestantes da oposição e governistas na noite de sexta-feira, em Caracas, no dia mais violento desde o início da greve geral, há 34 dias, contra o presidente Hugo Chávez. Ontem, ele disse que se a situação se agravar poderá decretar estado de exceção. Analistas prevêem que 2003 será um ano difícil para a América Latina. (pág. 1, 35 e 36)

- O novo secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino, disse que os dez hospitais do Rio só estão fazendo cirurgias de emergência em janeiro. Com uma dívida de R$ 160 milhões, a rede estadual de Saúde só tem medicamentos para mais 15 dias. Cantarino anunciou ainda que vai reunir-se com prefeitos do interior para traçar um plano e evitar uma nova epidemia de dengue. (pág. 2 e 19)

EDITORIAL

"Sonho e realidade" - (...) Os princípios defendidos por Antonio Palocci - com o aval, por óbvio, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - atestam o amadurecimento da visão econômica do grupo hegemônico dentro do PT. Sabe a cúpula do Governo que sem a desobstrução das finanças públicas, esclerosadas por certas despesas até agora inarredáveis - principalmente as da previdência - não haverá dinheiro para a revolução social pregada por José Dirceu, e tampouco poderão se concretizar os sonhos políticos de Luiz Dulci. (...)

O governo Lula terá de pôr em prática uma verdade: sem equilíbrio e responsabilidade fiscais não há justiça social. (pág. 6)

COLUNAS

- (Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Tanto quanto os antecessores tucanos, os ministros do presidente Lula, em sua maioria, são do sul-maravilha. Com poucas exceções (Ciro Gomes e Humberto Costa, por exemplo), desconhecem os fundões do Brasil. Como Guaribas (PI), no semi-árido, aonde alguns irão com Lula na sexta-feira. Imagine-se, carioca, vivendo numa comunidade em que 59% não sabem ler nem escrever. (...) (pág. 2)

- (Ancelmo Gois) - Um brasileiro não se conforma com Lula, que parece não se preocupar com sua segurança ao cair nos braços do povo:

"Isso faz lembrar uma frase de Otto Lara Rezende: "Abraço e punhalada a gente só dá em quem está perto". (pág. 20)

CORREIO BRAZILIENSE

- Governo cancela obras rodoviárias e abre crise com governadores. (pág. 1 e 12)

- Ministro Gilberto Gil fará revisão das leis de incentivo cultural. (pág. 1 e 10)

- Petistas migram para Brasília - Políticos e técnicos de todo o País chegam à cidade para trabalhar no Governo federal e mudam os pontos de encontro do poder. (pág. 1 e 14)

- Bursite - Doença no ombro leva o presidente Lula a fazer fisioterapia para evitar cirurgia. (pág. 1 e 9)

- Desencontro das centrais - Força Sindical quer seis meses para apresentar proposta de mudanças na CLT, mas CUT diz que está pronta para começar o debate. (pág. 1 e 20)

- O governador Joaquim Roriz (PMDB) continuará dependendo da boa vontade da equipe econômica do Governo federal para pagar os servidores das áreas de Segurança, Educação e Saúde. A Secretaria de Fazenda fez as contas e descobriu que o dinheiro do Fundo Constitucional do DF, criado no final do ano passado e que obriga a União a repassar recursos ao GDF, não será suficiente para cobrir os salários das três áreas este ano. (...) (pág. 15)

ZERO HORA

- O estilo combativo da ex-secretária de Energia do estado Dilma Rousseff, nova ministra de Minas e Energia, tem impressionado seus novos interlocutores no âmbito federal. Ainda antes da posse, anunciou o uso da Contribuição sobre Intervenção de Domínio Econômico (Cide) para não repassar ao consumidor as oscilações na cotação internacional do petróleo, e da "energia velha" - de hidrelétricas já amortizadas que hoje só tem custo de manutenção - para estabilizar as tarifas. Também limitou o espaço das reguladoras do setor, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Responsável por um setor com participação de megacorporações internacionais, Dilma quer marcar seu território combinando firmeza e muito diálogo.

A água é escassa no mundo, é um recurso público estratégico. É por isso que a geração hídrica tem de ser pública. Dilma garante que terá muitos gaúchos na equipe, "e também muitos brasileiros", mas prefere não antecipar os nomes. (pág. 17)

- Para cumprir a promessa de que em quatro anos não haverá um único brasileiro sem saber ler ou escreve, o ministro da Educação Cristovam Buarque, recorreu a uma proposta gaúcha implantada pela primeira vez em Porto Alegre, cinco anos atrás, e que desde então alfabetizou 22 mil pessoas por meio de cursos com três meses de duração.

Trata-se da didática desenvolvida pelo Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação (Geempa), uma entidade com três décadas de experiência. A comandante da proposta será a ex-secretária da Educação da Capital Esther Grossi, nome mais destacado da organização não-governamental gaúcha. (pág. 33 e 34)

MANCHETES

O DIA (RJ)

- Multa de condomínio não pode ser maior do que 2%

ZERO HORA (RS)

- Um novo estilo no Planalto

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

- Lula-de-Mel - A partir de agora, começa a cobrança

Um dia para a história - "Quando olho a minha própria vida de retirante nordestino, de menino que vendia amendoim e laranja no cais de Santos, que se tornou torneiro mecânico e líder sindical, que um dia fundou o Partido dos Trabalhadores e acreditou no que estava fazendo, que agora assume o posto de supremo mandatário da nação, vejo e sei, com toda a clareza e com toda a convicção, que nós podemos muito mais". (pág. 22 a 27)

Ele falou em mudar 14 vezes - Mas, no conteúdo do discurso de Lula, vê-se que o novo Presidente promete continuar, aprimorar e aprofundar as reformas econômicas e sociais iniciadas por Fernando Henrique. (pág. 28 a 31)

As estrelas vermelhas - Marisa brilha, Heloísa mostra as pernas, filhos de Lula aparecem, Fidel vai de tênis e todos os Silva fazem a festa. (pág. 32 a 35)

E se ele ainda fosse assim? - Uma reflexão sobre as chances de Lula, caso tivesse sido eleito com o discurso radical do passado. (pág. 36 a 39)

Os primeiros 100 dias - Com a posse de Lula, o eleitor poderá ter um período mais longo de lua-de-mel com o Presidente. (pág. 42 a 44)

ÉPOCA

TÍTULOS DE CAPA

- Mudança na História - Lula toma posse e o povo se aproxima do poder

- Empreendedores - A vida dura de quem tenta montar seu negócio

- Clones - Oportunismo e maluquice

- Exclusivo - Como a polícia vigiou Portinari por 20 anos

O povo do Presidente - A posse de Lula mobiliza uma multidão como nunca se viu em Brasília e mostra um rosto novo do poder. (pág. 24 a 31)

Campanha permanente - Primeiros dias de Governo indicam que Lula já descobriu quem é o maior atrativo de sua gestão: ele próprio. (pág. 32 a 35)

Um Governo, duas tarefas - Nos discursos de posse de José Dirceu e Antonio Palocci, o novo Governo mostra as trilhas que pretende seguir. (pág. 36 e 37)

Por que pode dar certo - Lula será julgado por um critério principal: capacidade para criar empregos. (pág. 38 a 41)

A lenda libelu - Antigos militantes de uma organização trotskista chegam ao centro do Governo com Lula. (pág. 42)

Choque estatal - O Governo esvazia agências reguladoras e fortalece ministérios e estatais para assumir as rédeas da infra-estrutura. (pág. 68 a 70)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- O povo no poder - Brasília, 1º de janeiro de 2003

Uma outra história - Lula assume a Presidência em cerimônia inédita, cai nos braços do povo e dá início a uma nova ordem no Brasil. (pág. 24 a 32)

As primeiras medidas - Combate à fome, ao analfabetismo e às doenças abre a guerra contra a exclusão. (pág. 36 a 40)

A hora da ação - Time de Lula é heterogêneo e tem imagem de competência, mas terá de fazer milagres com recursos escassos. (pág. 42 a 45)

Chove e não molha - Divergências à parte, PMDB, PSDB e até PFL caminham para assegurar ao novo Governo maioria no Congresso para aprovação das reformas. (pág. 54 a 56)

Au revoir! - Últimos momentos na Presidência emocionam FHC, que descansará por dois meses em Paris. (pág. 57)

DINHEIRO

TÍTULO DE CAPA

- Começa a Era Lula

"Vamos vender emoção" - Novo ministro do Desenvolvimento diz que o Brasil precisa tornar seus produtos tão conhecidos no exterior quanto as suas celebridades. (pág. 18 a 20)

No rumo da mudança - Lula e seu vice, José Alencar, acenam para o futuro a festa da posse, marcada pela inédita presença de mais de 120 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. (pág. 26 a 29)

E Lula subiu a rampa - Sob os olhos de 170 milhões de brasileiros, entre o desejo de transformar e a necessidade de evitar rupturas, Lula inaugura a Presidência mais democrática da história do País. (pág. 30 a 39)

Em campo, Palocci e o seu time - Equipe eclética: O homem forte da economia no Governo Lula cerca-se de nomes de procedência e formação variadas e terá de ser o elo de ligação entre eles. (pág. 42 e 43)

O Planejamento de Mantega - Homem de confiança de Lula, economista assume ministério estratégico com missão de encontrar recursos para os projetos sociais do PT. (pág. 44 e 45)

Pacote de realidade - Encerrada a festa, Governo vai rever orçamento e superávit para conter inflação e executar projetos. (pág. 46 e 47)

O novo homem da Receita - Rachid foi auxiliar de Everardo e quer a reforma tributária. (pág. 48)

O adeus de FHC - O ex-presidente encerrou o seu mandato com a mesma elegância e bom humor que o acompanharam durante os anos de poder. Agora vai descansar e escrever. (pág. 50 a 53)

Da era Malan à era Palocci - 2003 é o ano da adaptação. No começo, a política econômica mudará pouco, mas Lula espera lançar as bases para um novo modelo de inclusão social. (pág. 54 e 55)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é http://www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br