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09/02/2003
JORNAL DO BRASIL - Classe média fica sem crédito para casa própria - O crédito para a classe média comprar a casa própria encolheu 6,8% no ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança. O número de imóveis financiados caiu ainda mais: 22%. Os bancos privados foram os que mais reduziram seu volume de investimentos. Segundo especialistas, a causa do enxugamento do crédito é velha conhecida: os juros altos. Com a taxa básica subindo desde meados de 2002 (hoje está em 25,5% ao ano), os bancos passaram a dar preferência a investimentos em títulos do governo, recorrendo a subterfúgios para negar empréstimos habitacionais. Para a Abecip, há crédito disponível, mas a queda na renda dos candidatos não permite a concessão. (pág. 1, A21 e A22) - As recentes desavenças entre integrantes do PT não são novidade na história do partido. Nesta edição, o "Jornal do Brasil" apresenta uma radiografia das mais de 20 inclinações do PT. Entre os diversos núcleos destacam-se: Articulação, o maior grupo; Unidade na Luta, do ministro José Dirceu; Democracia Radical, do presidente do partido, José Genoino; e Democracia Socialista, de linha trotskista e na qual sobressai a senadora alagoana Heloísa Helena. (pág. 1 e 4) - O executivo Manoel Horácio da Silva, ex-presidente da Telemar e hoje à frente do Banco Fator, vai comandar a fusão da Varig e TAM. De sua posição privilegiada, ele conta ao "JB" os desafios do negócio e prevê que na atual consolidação do setor "só os melhores sobreviverão". (pág. 1 e A23) - (Fortaleza) - O Governo Lula começou a usar como laboratório as cidades de Guaribas e Acauã, no Piauí, para observar se o Fome Zero, menina dos olhos do presidente Lula, dará certo. O ensaio está cercado de cuidados e os missionários do ministro José Graziano, da Secretaria de Segurança Alimentar, buscam idéias para medir sua eficácia. No dia do lançamento oficial do programa, um manancial de sugestões jorrava em Fortaleza, no Ceará. Coordenado pelo Banco Mundial (Bird), economistas, estudiosos, políticos, clérigos e antropólogos se reuniram para responder uma pergunta espinhosa: como medir políticas de combate à pobreza? (...) (pág. 2) - O presidente Lula recebe amanhã, na segunda reunião ministerial de seu Governo, os planos de metas de cada área. Neste fim de semana, os ministérios estão concluindo seus planos de ação emergencial, definindo quais as prioridades que não podem ficar sem recursos do orçamento. O Ministério dos Transportes tem como prioridade a recuperação da malha viária das rodovias federais. Os trechos mais críticos e essenciais para o escoamento da produção serão selecionados para obras que começam logo após o término do período crítico de chuvas. (...) (pág. 5) EDITORIAL "Raízes da Crise" - Amplia-se a crise entre os radicais do PT e a cúpula da legenda que levou Lula à Presidência da República. (...) Qualquer que seja o desfecho, a crise do PT deve ser vista na sua dimensão maior. Vem confirmar a necessidade de o Congresso aprovar uma reforma política que fortaleça as instâncias partidárias. (...) Já é tempo de o Brasil adotar o voto distrital ou a lista partidária. E há também que definir normas claras para o financiamento de campanha. Após a reforma política, ficará claro que nada justifica a existência de 513 deputados federais. O Congresso pode funcionar muito bem com o número muito menor de parlamentares. (pág. 12) COLUNAS (Coisas da Política - Dora Kramer) - Quanto mais as figuras proeminentes do PT endurecerem com seus radicais, mais contente ficará o coro dos descontentes. Afinal de contas, radical gosta mesmo é de radicalizar. Impressionante é que a cúpula do partido e o Governo não percebam o quanto alimenta a exuberância oposicionista da esquerda petista. Ela nunca esteve tão na ordem do dia como agora, em grande parte devido à importância que se dá aos seus reclamos. (...) Em bom tempo, a direção do partido e o braço político do Governo recuaram da disposição de distribuir punições a três por quatro. Queira Deus que tenham feito isso pautados pela percepção de que estavam caindo numa esparrela. (...) (pág. 2) (Informe JB - Gustavo Krieger) - Nos documentos internos da ONU, o programa Fome Zero do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem sido carinhosamente tratado em sua tradução literal para o inglês: virou Zero Hunger. Uma cópia do projeto está sedo distribuída para os e-mails da diplomacia das nações mais ricas do mundo. (pág. 6) (Boechat) - Com a mudança de Governo, o Brasil passou a despertar mais o interesse do investidor internacional. Economistas e empresários do País têm sido convidados cada vez mais a falar sobre as perspectivas da nossa economia. Especialmente para analistas seniores de bancos estrangeiros. As visitas ano passado eram uma a cada trimestre - agora somam duas por quinzena. * Lula participará da sessão da Comissão dos Direitos Humanos da ONU, em Genebra, em março, apresentando o Fome Zero. Só não está acertado se o Presidente voltará à Suíça, onde esteve recentemente, ou se fará sua palestra por videoconferência. (pág. 2) FOLHA DE SÃO PAULO - Lula quer ações para mudar imagem - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar em reunião com os ministros amanhã medidas que possam diferenciar o seu Governo do de Fernando Henrique Cardoso. Em meio a críticas após a elevação da taxa de juros e da meta de superávit primário, o principal objetivo é criar um pacote de medidas que auxiliem a reativação da economia. Um dos pontos será a busca de estímulos para o aumento do crédito a pequenas e médias empresas e para a redução dos juros cobrados pelos bancos na concessão de empréstimos. Também para ajudar a mudar sua imagem, o Governo pretende cobrar do Fundo Monetário Internacional "contrapartida" ao rigor monetário e fiscal adotado até agora. A idéia é excluir da conta do superávit primário (dinheiro economizado para o pagamento de juros) acertado com o Fundo os gastos das estatais federais com investimentos. Com isso, o País poderia fazer um aperto menor, aumentando gastos com a área social. Fernando Henrique Cardoso também tentou fazer a exclusão e não conseguiu. (pág. 1 e A11) - O Governo Lula estréia na próxima sexta-feira nas negociações mundiais na OMC (Organização Mundial do Comércio) defendendo as propostas e posições tradicionais da diplomacia brasileira, que são as mesmas da gestão FHC. A estréia ocorrerá na chamada "Miniministerial" de Tóquio, restrita a 25 dos 145 países da OMC. A reunião deve rever as negociações de Doha e preparar o próximo grande encontro, que acontece em setembro, em Cancún. (Clóvis Rossi, pág. 1 e B1) - A entrada na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) de alunos negros, pardos e de escolas públicas, aprovados no vestibular pelo sistema de cotas, pode ser "desastrosa" se a universidade não criar uma estrutura que lhes dê condições de se manter financeiramente e acompanhar as aulas nos primeiros anos, concluiu uma comissão da entidade criada pela própria reitoria. Segundo a comissão, criar bolsas de estudo e aulas extras para estudantes carentes custaria R$ 12,7 milhões neste ano - que teriam de ser bancados pelo estado do Rio. (pág. 1 e C1) - Cozinha-se na Agência Nacional de Saúde Suplementar a criação do Fundo Garantidor de Beneficiários de Planos de Saúde. Está pronta uma "minuta para discussão" de um projeto de lei pelo qual a choldra pagará 1% de uma mensalidade para engordá-lo. Em vez de mostrar que boa parte dos planos são contos do vigário, a ANS tenta administrar crises em silêncio. (Elio Gaspari, pág. 1 e A12) - O Fome Zero é louvável. Mas quem viu os habitantes de Guaribas em casebres sem esgoto e água e as pobres vítimas das enchentes tendo de deixar seus barracos pôde perceber que eles têm algo mais em comum, além da miséria: uma grande quantidade de filhos. Sem controle da natalidade, e ninguém está falando de laqueadura geral, não há como dar jeito no País. (Danuza Leão, pág. 1 e C2) - A disputa pelo comando da Central Única dos Trabalhadores, maior central sindical do País, quase rachou a corrente majoritária, teve barganha de cargos e contou com a interferência do Governo federal. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, e o atual líder da CUT, João Felício, disputavam o comando da central. Depois de uma série de negociações, foi anunciado que Marinho, preferido de Lula, será candidato a presidente, com Felício na Secretaria Geral. (pág. 1 e B5) - O caráter imperial da política americana - que busca depôr governos estrangeiros, instalar novas administrações no país derrotado e estabilizar politicamente regiões inteiras para que a geopolítica regional sirva a seus interesses - é um fardo, disse a "Folha" Michael Ignatieff, diretor do Centro Carr de Política de Direitos Humanos da Universidade Harvard. "A questão não é saber se a América é poderosa demais, mas determinar se ela é suficientemente poderosa para realizar essas tarefas". (pág. 1 e A12) - As universidades federais choram. De barriga vazia, porque estão sem dinheiro, sem autonomia, sem estímulo. E de barriga cheia, porque seus professores podem chegar tarde, faltar às aulas e parar de estudar. Ainda por cima, aposentam-se cedo. (...) O ministro Cristovam Buarque, ex-reitor da UnB, opina que o modelo não funciona e precisa ser bem chacoalhado até reconquistar o fundamental: um mínimo de idealismo. Como imaginar universidade, professor e universitário sem idealismo? Como lembra Cristovam, as universidades surgiram quando os conventos deixaram de se conectar com as realidades locais e a sociedade. Agora, são as universidades que estão desconectadas. (...) (Eliane Cantanhêde, pág. A2) EDITORIAL "Economia sem defesa" - A década de 90 pode ser resumida, no sistema mundial e principalmente nos EUA, como a era da economia forte que em boa medida foi beneficiada pelos "dividendos da paz". Hoje prevalece o cenário oposto: a maior economia global está cada vez mais frágil, enquanto seu governo move nova escalada militar. O senso comum atribui à economia de guerra algumas virtudes. A mobilização de dezenas de milhares de jovens para os campos de batalha compensa parcialmente o estreitamento das oportunidades de emprego. Os fabricantes de aviões recebem novas encomendas exatamente quando a aviação civil enfrenta a maior crise de sua história. (...) (pág. A2) COLUNA (Painel) - O perfil da Câmara mudou muito nos últimos 12 anos. Estudo do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) revela que o número de deputados-empresários caiu de 201 para 104. No mesmo período, cresceu a presença de profissionais liberais, professores e servidores públicos na Casa. * Uma novidade na Câmara é a bancada de pastores evangélicos, que cresceu de um para 18 integrantes em 12 anos (há, no total, 50 evangélicos). Os grupos de agricultores e metalúrgicos também aumentaram. Embora pequenos, passaram a ter, cada um, sete deputados. * As bancadas informais, que se formam no Congresso para defender interesses específicos de grupos ou setores, também vêm sofrendo alterações expressivas. A ruralista, uma das mais unidas, foi reduzida em cerca de 30% nos últimos quatro anos. (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO - PT muda proposta da Previdência - A proposta original do Governo para a reforma da Previdência deve ser substituída por uma de aprovação mais fácil, mas de efeitos mais demorados contra o déficit do sistema. Basicamente, unifica-se a Previdência, com o mesmo teto de benefício do INSS (R$ 1.562); no caso dos servidores, porém, isso só valeria para os que ingressarem no serviço após a aprovação do projeto. Os que já estão na ativa seriam estimulados a adiar a aposentadoria; a idade para requerê-la também seria aumentada. Em relação ao projeto origina do Governo, os efeitos seriam adiados por 35 anos. (pág. 1 e A4) - O ministro Tarso Genro tem o desafio de fazer funcionar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Metade dos membros dele é de empresários e Tarso defende a opção: "É impossível produzir um projeto alternativo no Brasil sem a concordância de grande parte do empresariado". (pág. 1 e A6) - A participação em conselhos de administração de empresas públicas tem garantido salário extra a ministros. Embora o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, tenha desistido de cargos nos conselhos da Petrobras e da Hidrelétrica de Itaipu, que renderiam R$ 10.600 mensais, pelo menos cinco de seus colegas têm essa função. (pág. 1 e A7) - A chegada do PT ao poder expôs de forma aguda a diversidade política existente no partido - considerada por alguns uma de suas maiores virtudes e, por outros, o ponto fraco. A julgar pela tradição do PT, a crise pode durar muito tempo, mas há quem acredite em trégua. Para isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria de convencer os radicais de que seu real objetivo é o socialismo. Mesmo que muito ao longe. (pág. 1 e A8) - Bispos, teólogos e fiéis da Igreja Católica enviaram petição a João Paulo II sugerindo novo concílio ecumênico para atualizar o Vaticano 2º, feito há quase 40 anos. Com mais de 10 mil assinaturas, o documento teve a adesão do cardeal d. Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, e de mais 25 prelados do País. Celibato dos padres, ordenação de mulheres e diálogo inter-religioso seriam temas prioritários. (pág. 1 e A13) - Não é nem de longe o fantasma que alimentou durante 8 anos a hiperinflação brasileira, mas a inércia inflacionária está de volta e explica por que a inflação há 3 meses não cai do patamar de 2%. A inércia inflacionária é a tendência de a inflação passada se replicar no presente e no futuro. "O desafio de trazer essa inflação significativamente para baixo não é fácil", diz o economista Rodrigo Azevedo. (pág. 1 e B1) - Apesar de ter sido incitada a usar sua influência econômica e diplomática para frear as ambições nucleares da Coréia do Norte, a China se mostra pouco disposta a lidar de forma decisiva com a crise que bate à sua porta. Em vez disso, preocupando até mesmo especialistas da China em política externa, o governo chinês tem estado paralisado por um dos problemas internacionais mais complicados que já enfrentou desde a Guerra do Vietnã. (pág. 1 e A16) - Subiu ontem para pelo menos 25 o número de mortos na explosão de um carro-bomba no El Nogal Club, em Bogotá, na sexta-feira. Mais de cem pessoas ficaram feridas. Equipes de resgate continuavam ontem a retirar corpos dos escombros. A unidade antiterrorismo da procuradoria geral colombiana atribuiu a autoria do atentado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). (pág. A17) EDITORIAL "A política ideológica contra os transgênicos" - As iniciativas da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, mal escondem a sua "política ideológica" contra a liberação dos produtos transgênicos. (pág. 1 e A3) O GLOBO - Governadores querem taxar os servidores aposentados - O Governo contará com importantes aliados se incluir a contribuição dos inativos na reforma da Previdência. "O Globo" ouviu 20 dos 27 governadores sobre as propostas que levarão, nos dia 21 e 22, à primeira reunião que terão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo menos 11 - incluídos os três petistas - se declararam favoráveis à cobrança de contribuição dos funcionários públicos aposentados. O número dos que defendem a idéia pode chegar a 14 se forem levadas em conta as posições dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, de Minas, Aécio Neves, e do Rio, Rosinha Matheus. Embora estejam entre os seis que evitaram se pronunciar na enquete, já defenderam publicamente a proposta. Apenas três são contra: Joaquim Roriz (DF), Luiz Henrique (SC) e Roberto Requião (PR). (pág. 1 e 3) -Nos anos 70, os militares produziram napalm numa fábrica em Ramos, no Rio, mostram documentos do Exército que passaram décadas intocados no Palácio Duque de Caxias. A arma química, usada pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, foi jogada no Araguaia para combater a guerrilha. (pág. 1 e 10) - Um fundo de investimento europeu e dois americanos serão os controladores da empresa que surgirá com a união da Varig e da TAM, diz o presidente da Varig, Manuel Guedes. Os atuais donos, a Fundação Ruben Berta e a família do comandante Rolim, serão minoritários. A entrada da Gol e da Vasp está fora de cogitação. (pág. 1 e 28) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior estrela do sindicalismo no PT, levou com ele, para os cargos de primeiro e segundo escalões do Governo federal 28 ex-sindicalistas. O caminho entre as assembléias e os gabinetes do poder foi percorrido até mesmo pelo superministro da Fazenda, Antônio Palocci, um dos fundadores da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo. (pág. 2 e 5) - Um levantamento feito pelo "Globo", com base nas prestações de contas eleitorais arquivadas no TRE-RJ, revela que R$ 8,2 milhões foram gastos na campanha de 2002 dos 70 parlamentares eleitos do Rio. Desse total, R$ 1 milhão saiu de empreiteiras ou construtoras. O deputado que mais gastou foi o estreante Glauco Rocha (PSDB). Ele conseguiu em doações R$ 750 mil. (pág. 2 e 15) - Os jovens que conseguirem o primeiro emprego dentro do programa que será anunciado pelo Governo este mês deverão receber entre R$ 200 e R$ 525 por mês. Há vários projetos nos diferentes ministérios para dar trabalho a jovens entre 16 e 21 anos no País. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, por sua vez, defende que as empresas recebam R$ 120 em benefícios fiscais por emprego gerado. (pág. 2 e 27) - Apesar dos processos abertos pelo Governo e de multas de até R$ 1 milhão, as indústrias voltaram a reduzir as quantidades dos produtos à venda. O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), ligado ao Ministério da Justiça, está investigando 41 novos casos de diminuição de embalagens, dos quais 39 abertos em 2002. São balas, biscoitos, maionese e produtos de higiene e limpeza. (pág. 2 e 29) EDITORIAL "O risco da pizza" - (...) O importante é as instituições públicas nacionais voltadas para combater os crimes de colarinho branco e lavagem de dinheiro estarem tecnicamente preparadas para empreender investigações com base na troca de informações com o exterior. Afinal, o crime globalizou-se. (...) Vai depender desse trabalho o desfecho do caso dos fiscais. O preço a pagar pela inexistência de uma estrutura de investigações bem preparada é ter de assistir a pizzas serem servidas no final de inquéritos e CPIs. (pág. 6) COLUNAS (Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Depois de impressionar bem a platéia no desfile de abertura do primeiro mês, o Governo Lula foi alcançado por situações paralisantes neste início de fevereiro. Para espantar a percepção de que o Governo tropeça nas dificuldades econômicas, na crise do PT e na domesticação da máquina, Lula quase exigiu de seus ministros o anúncio de algumas medidas amanhã. (...) (pág. 2) (Ancelmo Gois) - Lula vai pedir ao Congresso a mudança da lei que proíbe extraditar brasileiro. Facínoras, como "Beira-Mar", poderiam ir para os EUA onde têm conta a pagar. (pág. 18) CORREIO BRAZILIENSE - Pais no Plano Piloto agridem mais os filhos do que os das cidades do DF - Só na Asa Sul foram registradas 60 agressões a crianças por familiares em 2002, 14 a mais do que em Samambaia. (pág. 1, 18 e 19) - Quando as críticas do PT prejudicaram o próprio PT - Administrações petistas fora enfraquecidas nos locais onde o partido deixou de atuar contra rebeldes. (pág. 1, 6 e 7) - Por que o Governo Lula precisa das reformas - Sistema tributário confuso e gastos com previdência impedem crescimento do Brasil. (pág. 1 e 8) - Entrevista/Vicente Leal - Ministro do STJ, citado em relatório da PF sobre tráfico de drogas, jura inocência. (pág. 1 e 10) - Iraque: Saddam também tem seu Fome Zero - Presidente iraquiano criou aquele que é considerado pela ONU o melhor programa de distribuição de alimentos do mundo. (pág. 1 e 22) - Colômbia: Carro-Bomba mata 26 em Bogotá - Explosão num clube freqüentado pela elite colombiana foi atribuída a rebeldes das Farc. Presidente pediu ajuda internacional. (pág. 1 e 23) ZERO HORA - O sonho de um mercado comum entre Brasil e Argentina começa a ganhar vulto. Pelo menos nas prateleiras. Os preços relativos dos produtos das duas principais economias do Mercosul estão cada vez mais parelhos, num equilíbrio iniciado com a desvalorização do peso no país vizinho, em janeiro de 2002, quando o abismo cambial foi desfeito depois de 10 anos de paridade com a moeda norte-americana. Itens como leite, açúcar e macarrão representam quase o mesmo valor nas gôndolas dos principais supermercados de Buenos Aires e Porto Alegre e abrem discussão sobre os rumos do bloco. (pág. 24 e 25) - Algumas das meninas identificadas há um mês como vítimas de uma rede de exploração sexual foram flagradas nesta semana novamente vendendo o corpo durante a noite na capital. No início de janeiro, elas foram identificadas, e tiradas das ruas e chegaram a ser levadas para abrigos. As autoridades desconhecem a dimensão do problema, mas se dizem surpresas com a enxurrada de denúncias nos últimos meses. Na sexta-feira, a Polícia Civil anunciou a criação do Serviço Especial de Combate à Prostituição Infanto-Juvenil (Secopi). Especialistas no assunto, psicólogos e integrantes de organizações não-governamentais (ONGs) comemoram a repressão policial, mas advertem: é necessário combater a miséria social e o consumo de drogas. (pág. 42 e 43) REVISTAS VEJA TÍTULOS DE CAPA - Filhos e carreira * Muitas mulheres adiam a maternidade para chegar ao topo * A angústia de quem deixou passar a hora certa de ser mãe * Como mulheres bem-sucedidas conciliam a vida doméstica com o trabalho - Governo do PT: A guerra de Lula contra os radicais livres Anatomia do rolo compressor - A crise aberta pelas críticas dos radicais à cúpula do PT revela os mecanismos internos de poder do partido de Lula. (pág. 32 a 35) Os radicais em dez mandamentos - Os partidos de oposição ao Governo de Lula estão calados. Já as facções extremistas do próprio PT vêm dando o maior trabalho ao Palácio do Planalto. (pág. 36 a 41) Abaixo o esquerdismo - Alvo preferido dos radicais do PT, o ministro da Fazenda explica aos companheiros por que "a vida é dura". (pág. 42 e 43) Como nos anos 50 - Defesa da volta do hospital de empresas faz Governo mandar Lessa se calar. (pág. 72 e 73) Decolagem em vôo duplo - Sob as bênçãos do Governo, Varig e TAM unem esforços para sair do atoleiro. (pág. 74 e 75) ISTOÉ TÍTULOS DE CAPA - O novo amigo do homem - Depois do Viagra, novo remédio promete até 36 horas de prazer - Exclusivo: Documentos da PF comprovam o envio de US$ 56 milhões para a conta "Tucano", no exterior - Arapongagem: Conversas de Geddel comprometem cúpula do PMDB. ACM nega autoria do grampo - Crimes: A violência ameaça a família e põe em xeque valores consagrados Conta tucano - Investigações revelam que o ex-caixa de campanha do PSDB movimentou US$ 56 milhões por intermédio de contas no Banestado dos EUA. (pág. 24 a 28) Grampo que vem da Bahia - Telefonemas de Geddel são gravados durante a campanha. ACM diz que não tem nada a ver com isso. (pág. 29 a 33) Elo Partido - O clima no PT e no Planalto azedou com a rebeldia de Heloísa Helena, que se recusou a votar em José Sarney e criticou a política econômica: Lula, Palocci, Genoíno e Dirceu agem para conter a ira dos xiitas. (pág. 34 a 38) DINHEIRO TÍTULO DE CAPA - Trump chega ao Brasil - O magnata americano conta em entrevista à "Dinheiro" seus milionários planos para o mercado brasileiro. Hotéis, condomínios de luxo e campos de golfe estão entre eles "Não haverá um choque de petróleo" - O presidente da Shell diz que o Brasil aumentou a produção interna de óleo, reduziu a dependência do Oriente Médio e, graças a isso, pode se livrar dos efeitos traumáticos da Guerra do Golfo. (pág. 18 a 20) Ave Lula - Com o Congresso na mão e a popularidade em alta, Governo tem todas as condições para aprovar as reformas econômicas. (pág. 24 e 25) Momento de decisão nos transgênicos. (pág. 26 a 29) O ataque ao cartel do vergalhão - Governo quer multar em 30% do faturamento empresas dos grupos Gerdau, Belgo e Votorantim. (pág. 36 a 38) A volta do magnata de ouro - Trump já esteve aqui em visita. Agora vem com dinheiro para liderar o setor de imóveis do Brasil. (pág. 50 a 53) O inferno astral do professor Lessa - Sob fogo cerrado, presidente do BNDES vai a Brasília pedir apoio para continuar no cargo, demite diretores do banco por e-mail e defende política de hospital de empresas. (pág. 76 a 78) ÉPOCA TÍTULOS DE CAPA - Crime sem castigo - Ninguém foi sequer julgado pela morte do calouro de medicina da USP, afogado durante o trote de 1999. O processo foi sustado na Justiça 24 horas depois que Márcio Thomaz Bastos, advogado de um dos acusados, foi anunciado no Ministério de Lula - Confronto no Governo - Lula não queria radicais no ministério - Modernismo - Oswald de Andrade por Décio Pignatari - Exclusivo - Uma entrevista com Tom Hanks, Steven Spielberg e Leonardo DiCaprio Confusão radical - Rebeldes do PT fazem barulho e confrontam os moderados com sua própria história. (pág. 24 a 27) Novos donos do Poder - Ex-radicais do PT promovem uma renovação inédita no comando do Estado brasileiro. (pág. 28 a 32) Em busca da elite - O Governo Lula lança o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, embrião do pacto social, com mais empresários que trabalhadores. (pág. 34 e 35) Velho vatapá - Aparece um grampo exótico na eterna guerra entre ACM e seu rival Geddel de Lima. (pág. 36) Benefício automático - Forma de aumentar os baixos salários, os jetons por reuniões em estatais geram disparidades salariais no Governo federal. (pág. 37) A dor que não termina - Quatro anos depois, o processo que investiga a morte do calouro Edison durante o trote na USP foi suspenso. (pág. 40 a 46) Casório bem forçado - Para salvar a Varig, o Governo força fusão com a TAM. A empresa poderá ter US$ 100 milhões se arrumar outros US$ 50 milhões. (pág. 66 e 67) O arrocho petista - O Governo promete economizar R$ 68 bilhões para acalmar investidores e dar estabilidade ao País. (pág. 68) Colapso elétrico - Novo susto com os calotes, cortes de investimentos, faturamento em queda e conversa de reestatização. (pág. 69)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
Fazenda.
Consulte a homepage
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet
é http://www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação
de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria
de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br
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