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09/03/2003
JORNAL DO BRASIL - Brasil vai rever acordo com EUA para Base de Alcântara - Uma comissão ministerial reúne-se, na quinta-feira, para rever o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas Brasil/EUA. Os ministros da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, da Defesa, José Viegas, e das Relações Exteriores, Celso Amorim, vão analisar o requerimento do deputado federal João Alfredo Telles Mello, do PT cearense. Ele propõe que o Governo retire da pauta do Congresso a discussão sobre o acordo. Na prática, a revisão significa que propostas de países como Rússia, China, França e Ucrânia voltam ao primeiro plano para o uso do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. (pág. 1 e A2) - Desde os anos 80, a área de segurança pública do Rio sofre com a expansão do crime organizado e a multiplicação de planos que, voltados justamente para deter a escalada da violência urbana, pouco depois de anunciados caem no esquecimento ou não dão certo. Durante o carnaval, pela primeira vez, o estado chegou a conviver com duas operações simultâneas - a Guanabara, do Governo federal, e a Rio Seguro, estadual -, ambas destinadas a reduzir a violência na Região Metropolitana. E a violência cresceu. Agora, o Governo federal anuncia mais uma iniciativa e, correndo por fora, a prefeitura do Rio também lançou o seu projeto de combate ao crime. (pág. 1 e C1) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está ouvindo diversos segmentos e pedindo apoio maciço para as reformas. Por isso foi criado o Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. E também por isso Lula foi ao Congresso entregar a Carta de Brasília, assinada pelos 27 governadores. Nesta semana, Lula se reúne com 2.000 prefeitos. Mas, coisas da política, o mais difícil para o apoio majoritário às reformas é convencer a bancada do próprio PT, a maior na Câmara. No próximo fim de semana, o Diretório Nacional se reúne para tratar do assunto. O Governo já calculou que nada terá futuro no Legislativo sem o apoio de, no mínimo, 41 dos 92 deputados do PT. No topo da agenda, a emenda permitindo a regulamentação parcial do artigo 192 da Constituição, que trata do sistema financeiro e envolve a autonomia do Banco Central. (pág. 1 e A4) - O ex-presidente da Câmara dos Deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) inscreveu no jargão político a teoria em que afirma ser mais difícil alcançar a maioria do que a unanimidade. É uma expressão de efeito que inverte a lógica pela qual se movem os políticos. Significa que, em geral, os políticos não gostam de se alinhar com as minorias e tombam para o lado mais forte, como se estivessem numa gangorra, quando percebem que a balança desequilibrou. Atento a essa dinâmica, o presidente Lula está tentando buscar a unanimidade para suas reformas, costurando consensos mínimos nos colegiados que representam diversos segmentos da sociedade. (...) (pág. 4) - O Governo está preparando uma série de medidas visando a ampliar a oferta de crédito habitacional para a população de baixa renda, mobilizando, além do setor público, os bancos privados. A informação é do secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, um dos coordenadores dos estudos. Otimista em relação à economia brasileira, Levy acredita que os investimentos no País vão crescer este ano, apesar da possível guerra entre Estados Unidos e Iraque. "A guerra já está no preço", diz o secretário. (pág. 1 e A12) - O plenário do Senado deve realizar esta semana uma eleição para recompor o Conselho de Ética, que foi praticamente desmantelado pelos infortúnios eleitorais de seus integrantes. Dos 31 cargos de conselheiro, 19 estão vagos. Apenas 12 teriam condições de comparecer a uma reunião - sete titulares e cinco suplentes. Mesmo assim, haveria distorção na proporcionalidade partidária, tornando inviável qualquer deliberação. (...) (pág. 3) - No último dia 25, mais um flagrante levou para a cadeia uma senhora de 62 anos que, portando uma identidade falsa, tentava sacar R$ 37 mil de uma conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) da agência da Caixa Econômica Federal na Praça da Bandeira, zona norte do Rio. A mulher apresentou-sena ocasião com um nome de origem alemã e levantou a suspeita do funcionário da Caixa por não corresponder ao tipo físico correspondente. Ela já havia sacado R$ 19 mil dias antes. (...) (pág. 4) - O presidente Lula anuncia esta semana um pacote de medidas para combater o trabalho escravo no País. O Governo federal quer que o problema seja tratado como prioridade, assim como o combate à fome e à prostituição infantil. Uma das principais medidas do Plano Nacional de erradicação do Trabalho Escravo é a inclusão da população de 200 municípios do Maranhão, Piauí, Pará e Tocantins na lista de beneficiários do Fome Zero. Segundo o Governo, esses estados fornecem a maior parte dos 'escravos". (...) (pág. 4) EDITORIAL "4 X 4,25% do PIB" - Alguns políticos do PT insistem em torcer o nariz para as decisões do ministro da Fazenda, Antônio Palocci. Sentem-se traídos pelo uso de instrumentos clássicos de política econômica, como taxas de juros, depósito compulsório e austeridade fiscal. Fazem críticas abertas e sugerem a adoção de um plano B para a economia. Na verdade, estão cegos diante da realidade nacional e internacional. E, por isso, merecem dura reprimenda de Palocci: "Não há plano A nem plano B. O plano é do presidente Lula, divulgado e escolhido pelo País". (...) Apesar das pressões da militância esquerdista, não é hora de recuos. Grupos como a Democracia Socialista advertem que vão cobrar de Palocci fidelidade às antigas bandeiras do PT. O ministro, porém, mantém a serenidade. A DS marcha na contramão da história. Deveria exigir que a meta de superávit fiscal de 4,25% do PIB não fosse praticada apenas em 2003, mas estendida aos quatro anos de Governo Lula. Este é o melhor plano B contra a inflação e abre a perspectiva de um futuro mais risonho. Só assim o Governo Lula ganhará fôlego para projetos de cunho social. Esta é a bandeira mais radical do PT. (pág. 16) COLUNAS (Coisas da Política - Dora Kramer) - A Ulysses Guimarães costuma-se atribuir frases de definições perfeitas às mais diversas situações. Uma delas reza que ao Congresso não interessam as provas do crime, mas o cheiro do crime. E é exatamente a respeito desse aroma que o Conselho de Ética do Senado tratará assim que se reunir para decidir se abre ou não investigações para apurar a participação do senador Antônio Carlos Magalhães na instalação de uma central de escutas telefônicas ilegais no governo da Bahia. (...) (pág. 2) (Informe JB - Doca de Oliveira) - O presidente Lula vai aproveitar sua passagem por São Paulo, esta semana, para visitar a Central de Trabalho e Renda, programa de geração de emprego custeado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Santo André. Sugestão do ministro do Trabalho, Jacques Wagner, que vai acompanhá-lo. (pág. 16) (Boechat) - Está pronto no Governo um anteprojeto de lei mudando as regras para a liquidação de instituições financeiras e consórcios. Um de seus artigos de maior impacto transfere para a Justiça comum a condução de quase todas as etapas do processo, hoje integralmente na esfera do Banco Central. Outro, estabelece que os liquidantes passarão a ser eleitos pelo colégio de credores, em vez de indicados pelas autoridades econômicas. (pág. C2) FOLHA DE SÃO PAULO - Governo decide cortar verba de centrais - A reforma sindical do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva vai começar com corte dinheiro para as centrais. O Ministério do Trabalho decidiu reduzir em 40% o repasse de recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) às entidades e aos estados. O total vai baixar de R$ 252 milhões para R$ 150 milhões neste ano. A queda na verba para as centrais, que é utilizada para qualificar e recolocar trabalhadores no mercado, vai chegar a até 80% em alguns casos. Apesar de o corte de verbas no Orçamento ter pesado na decisão, o principal motivo para a redução é a suspeita de desvio de dinheiro público. O Governo planeja impor uma fiscalização mais rígida e integrar centrais sindicais e secretarias estaduais do Trabalho. As centrais ainda não foram informadas oficialmente do corte, mas dizem que haverá demissões e piora no atendimento ao trabalhador. (pág. 1 e cad. Dinheiro) - A adoção pelo Governo Luiz Inácio Lula da Silva de um plano B (uma nova política econômica) é inexorável, mas ninguém, no próprio Planalto, aposta no prazo da mudança. Lula não perdeu um único grama da enorme confiança que deposita em Antonio Palocci Filho. Não se duvida de que haverá uma guinada. O que não há são definições mais concretas sobre os contornos de qualquer guinada, embora se suponha que ela não vá ser radical. (Clóvis Rossi, colunista da "Folha") (pág. 1 e A4) - A governadora do Rio, Rosinha Matheus (PSB), rejeitou "uma intervenção" do Governo federal na segurança pública do estado e defendeu o que chamou de parceria durante seu programa de rádio, gravado ontem, antes da reunião com os ministros da Justiça e da Defesa. O Governo federal pretende propor uma "intervenção branca". (pág. 1 e C3) - Na última semana, a comunidade artística dos EUA se mobilizou contra o que a entidade que reúne atores no país chamou de "neomacarthismo". Ultraconservadores apresentadores de rádio incentivam os ouvintes a mandar e-mails a emissoras e estúdios pedindo a demissão de atores que forem contra a intervenção militar no Iraque. O conflito exprime o clima do país às vésperas de uma provável guerra. (pág. 1 e A18) - Diretor do Conselho de Segurança Nacional no governo Bill Clinton e analista da CIA na guerra Irã-Iraque, Kenneth M. Pollack afirma que um ataque ao governo de Saddam Hussein tem objetivos econômicos, mas defende a ofensiva. "A economia do mundo inteiro depende de uma coisa: óleo barato", diz Pollack, autor de um livro que dá argumentos a favor da guerra e compara Saddam a Hitler. (pág. 1 e A21) - O ditador iraquiano, Saddam Hussein, pediu o fim das sanções impostas há 12 anos contra o seu país pelo Conselho de Segurança da ONU, afirmando estar cumprindo o desarmamento exigido pelo órgão. "O embargo deve ser suspenso", afirma nota, que chama americanos e britânicos de "mentirosos". Ontem, o Iraque destruiu mais seis mísseis. (pág. 1 e A17) - "O ataque vindouro ao Iraque de Saddam certamente será a Primeira Guerra da Era da Proliferação - a proliferação das armas de destruição em massa. Uma vez que um país tenha realizado o trabalho arriscado e nauseabundo da aquisição dessas armas, ele se torna inatacável". (Martin Amis é escritor britânico) (pág. 1 e A20) - Enquanto o Fome Zero cai na boca do povo, o Analfabetismo Zero cai discretamente nas graças do empresariado, do capital. No Governo, já há quem aposte que, até junho, esse segundo programa petista já tenha mais investimentos e esteja mais bem estruturado do que o Fome Zero - que, lembre-se, seria a menina dos olhos de Lula. Apesar da essência assistencialista, continuo na contramão, defendendo o Fome Zero pela sua simbologia num país como o Brasil e num governo como o de Lula. Mas a gestão do programa é indefensável. (...) (Eliane Cantanhêde) (pág. A2) EDITORIAL "Vôo de galinha" - A recente melhora nos indicadores de risco, em especial o novo humor nos mercados financeiros em relação ao Brasil, é mais uma bolha especulativa. O Governo Lula também nisso repete a coreografia do governo FHC. Apressa-se a comemorar uma suposta melhoria estrutural na economia, apresentando-a como resultado de acerto da política econômica. Esses períodos de alívio conjuntural foram certa vez batizados pelo economista Luiz Carlos Mendonça de Barros de "vôos de galinha". A economia parece que vai decolar, mas não tem como sustentar-se. (...) (pág. A2) COLUNA (Painel) - O Planalto prepara um pacote de linhas de crédito de pelo menos R$ 2 bi, a serem liberados pelos bancos oficiais (Banco do Brasil, BNDES e Caixa) a pequenas e médias empresas. É mais uma tentativa do Governo de gerar boas notícias em meio à crise econômica a fim de tentar preservar a popularidade de Lula. * O pacote está sendo finalizado pela equipe econômica e deverá ser divulgado até o início de abril. Além de créditos para pequenas empresas, o Governo pretende anunciar investimentos em saneamento, melhorias urbanas e habitação popular. (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO - Chirac vai pessoalmente à ONU vetar ultimato - O presidente francês, Jacques Chirac, disse ontem que está pronto para embarcar para Nova York, no início da semana, para opor pessoalmente o veto da França à resolução anglo-americana que fixa o próximo dia 17 como data final para o Iraque se desarmar. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha poderão submeter esse ultimato a voto já na próxima terça-feira. A França defende um prazo de três a quatro meses para que os inspetores possam completar o desarmamento pacífico do país. Fontes diplomáticas francesas afirmam que também o presidente russo, Wladimir Putin, estuda a possibilidade de viajar para Nova York. * Já o presidente George Bush, em seu programa radiofônico dos sábados, repetiu ontem: "Como derradeiro recurso, nós vamos usar a força". (pág. 1 e A15) - O ministro da Defesa, José Viegas Filho, disse que o Brasil não modificará a Constituição nem a Política de Defesa Nacional para atender os EUA, que propõem ingresso das Forças Armadas no combate ao narcotráfico. "O texto que será levado ao Presidente não propõe alteração na missão das Forças." (pág. 1 e A10) - A governadora do Rio, Rosinha Matheus, rejeitou as propostas para que o Governo federal assuma o comando das polícias Civil e Militar e de parte do presídio Bangu 1. Ela fez a declaração antes da reunião com os ministros da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e da Defesa, José Viegas, que apresentariam a proposta. (pág. 1 e C1) - A economia do País enfrenta apuros, mas as finanças do PT, não. O partido do Governo tem previsão orçamentária de R$ 104 milhões, um aumento de 78% em relação a 2002. A verba supera a soma de alguns ministérios e secretarias. A bancada do PT aumentou - e os eleitos doam ao partido de 2% a 20% de seus salários. (pág. 1 e A4) - Para professor de Geografia Agrária Ariovaldo Umbelino de Oliveira, da USP, são "inocentes" as pessoas que acreditaram na possibilidade de o Movimento dos Sem Terra (MST) cessar as invasões no novo Governo. A cúpula da organização, explica, não tem controle sobre as bases. (pág. 1 e A8) EDITORIAL "Transgênicos e surrealismo" - Os partidários do atraso têm todo o interesse em manter a questão da soja transgênica no limbo, enquanto o Governo invoca uma inexistente "lei atual" e os agricultores criam fatos consumados. (pág. 1 e A3) O GLOBO - Rosinha rejeita controle federal sobre polícia do Rio - Horas antes de se reunir com os ministros Márcio Thomaz Bastos (Justiça) e José Viegas (Defesa) para discutir a ajuda federal no combate ao crime organizado no Rio, a governadora Rosinha Matheus anunciou ontem que não aceita abrir mão do controle das polícias Civil e Militar. Ela disse que espera um espírito de parceria, e não uma intervenção no Rio. "A responsabilidade das polícias é somente do governo do estado, mas compete ao Governo federal combater o narcotráfico", disse ela. * A confissão de um preso permitiu que a polícia do Rio desmontasse um plano de fuga em massa de Bangu III, onde cumprem pena chefes do tráfico de drogas. Ameaçado de morte pelos cúmplices, o preso revelou que os bandidos gastaram R$ 4 milhões para comprar explosivos, fuzis e granadas que seriam usados na fuga. Todas as armas foram vendidas por um guarda penitenciário. (pág. 1, 13 e 14) - Quatro diretores do Itaú e quatro da Esso foram condenados a três anos de prisão por sonegação de CPMF. Eles montaram esquema de compensação paralela que durou de 97 a 99 e fez a Receita perder R$ 6,1 milhões. Os executivos recorreram e aguardam novo julgamento em liberdade. O prejuízo para os cofres públicos chega a R$ 17 milhões. (pág. 1 e 29) - A guerra contra o Iraque está fazendo crescer o medo de atentados e poderá criar uma nova safra de terroristas moldada pelo ódio aos Estados Unidos, relata a jornalista Dorrit Harazim. (pág. 1 e 36) - Os planos dos EUA para invadir o Iraque prevêem bombardeios intensos e avanço rápido para ocupar 40% do território iraquiano logo nos três primeiros dias de ataque. O Pentágono teme enfrentar resistência sangrenta nas grandes cidades. (pág. 1 e 33) - De volta do Iraque, onde passou duas semanas como escudo humano, o sociólogo Ignácio Cano revela que o regime de Saddam tenta controlar ações de pacifistas. Há restrições até ao uso de correio eletrônico por estrangeiros, diz. (pág. 1 e 37) - A proposta de reforma da Previdência que o PT vai mandar ao Congresso prevê o fim da aposentadoria especial para professores do ensino fundamental. O prazo para se aposentar passaria de 25 para 35 anos. A mudança, que foi tentada no governo Fernando Henrique, aliviaria o caixa de prefeituras e estados, já que a União paga apenas as pensões dos professores universitários. (pág. 2 e 11) - A Controladoria Geral da União vai implementar este ano um sistema de fiscalização de repartições públicas federais que deve resultar na realização de cem auditorias por mês a partir de junho, segundo o controlador-geral Waldir Pires. Os órgãos que sofrerão auditoria serão escolhidos por sorteio, para deixar as repartições em alerta e tentar evitar irregularidades. (pág. 2 e 12) - A UFRJ, a maior universidade federal do País, começa nesta quinta-feira a organizar mais uma consulta para escolher seu novo reitor, depois de quase cinco anos de polêmica, iniciada com a gestão do criticado José Henrique Vilhena, e da passagem meteórica de Carlos Lessa, hoje na presidência do BNDES. Os principais candidatos são o reitor em exercício, Sérgio Fracalanzza, e Aloízio Teixeira. (pág. 2 e 25) - Aos 40 anos, a Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi), a primeira na área de design da América Latina, corre o risco de ser despejada do terreno que ocupa na Lapa. A área de seis mil metros quadrados foi cedida à Academia Brasileira de Ciências, que planeja construir no lugar um prédio para abrigar sua nova sede e também salas e lojas a serem exploradas comercialmente. (pág. 2 e 25) EDITORIAL "Saída vitoriosa" - Suponha-se, num acesso de otimismo, que o presidente George Bush seja, no fundo, o pacifista que diz ser. E que, tendo acuado Saddam Hussein, esteja à procura de um pretexto para não invadir o Iraque - sem perder a pose. Nesse caso, não precisa mais procurar. O chefe dos inspetores da ONU, Hans Blix, acaba de lhe dar o pretexto perfeito. Em seu novo relatório, Blix informa que o ditador iraquiano, finalmente, mostra-se disposto a colaborar e a destruir as armas que a ONU considera impróprias. Mas, sabemos todos, é altamente improvável que Bush aproveite essa oportunidade de ouro. (...) (pág. 6) COLUNAS (Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Segundo pesquisa Brasmarket divulgada sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva entra no terceiro mês de mandato com a popularidade intocada (85,4% de aprovação), escapando à saga dos últimos presidentes eleitos, que perderam metade da popularidade inicial nos três primeiros meses. (...) (pág. 2) (Ancelmo Góis) - Tem aliado de ACM tentando fazer o senador partir para o ataque, pedindo, por exemplo, ao Conselho de Ética a abertura de um processo contra Saturnino Braga. O senador fluminense fez em 1998, como se sabe, escondido do eleitorado, um acordo escrito com Carlos Lupi, prometendo ceder metade do mandato. Mas, hoje, o poder de fogo de ACM é, aparentemente, pequeno. (pág. 18) CORREIO BRAZILIENSE - Por que o custo de vida não pára de crescer - Dólar cai, os juros sobem, mas os preços continuam em alta. Novos vilões são a guerra, as mensalidades escolares e os combustíveis. (pág. 1, 12 e 13) - Prefeitos vêm a Brasília preocupados com os rumos da reforma tributária. (pág. 1, 6 e 7) - Carlos Heitor Cony joga água fria no Fome Zero e critica "frouxidão" de Lula. (pág. 1 e 8) EDITORIAL - "Não à guerra" - O mundo diz não à guerra. Os milhões de pessoas que lotaram ruas e praças de mais de 600 cidades do planeta no dia 15 deram a maior demonstração de pacifismo da história da humanidade. (...) (pág. 1) - O Brasil não quer a guerra mas, se ela vier, o País está preparado. O Ministério da Defesa já tem pronto esquema para retirada de brasileiros do Iraque e áreas vizinhas ao conflito. A operação montada a partir de levantamento feito pelo Itamaraty junto a embaixadas da região. (...) (pág. 22) - O ataque contra Saddam Hussein começará de madrugada. Caças e bombardeiros invisíveis F-117 Nighthawk e B-2 Spirit vão destruir a rede de radares da defesa aérea iraquiana e os principais centros de comunicação do país, incluindo a rede de televisão. Eles serão seguidos por um enxame de caças e bombardeiros convencionais, que irão concentrar seus esforços nos quartéis da Guarda Republicana, nos sistemas de fornecimento de água e na rede elétrica. (...) (pág. 23) - Agora é guerra! A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, nesta semana, uma convenção endossada por 171 países, com um arsenal de medidas para frear o consumo de cigarro no mundo. A iniciativa inclui: o aumento dos impostos sobre a produção e comercialização do tabaco, maior restrição às áreas destinadas a fumantes, proibição total de publicidade e patrocínio a eventos esportivos e culturais, além da criação de um fundo mundial para financiar ações de combate ao tabagismo nos países em desenvolvimento. (...) (pág. 25) ZERO HORA - Diante da iminência de um conflito na região do Golfo Pérsico, o Itamaraty vem monitorando as comunidades brasileiras que vivem na área, preparando uma eventual retirada de emergência. Dos 17 mil brasileiros que vivem no Golfo e no Oriente Médio, a maioria está concentrada em Israel e nos territórios palestinos, com 8 mil pessoas. A segunda maior comunidade, com 6,5 mil, está no Líbano. Alvo dos EUA, o Iraque abriga hoje apenas quatro brasileiros. (pág. 24 e 25) - Está superado a fase de constrangimento silencioso com os primeiros movimentos da política econômica do Governo Lula. O desconforto com os juros altos e o arrocho que cortou investimentos públicos aciona agora uma convocação. Economistas ligados ao PT - ou inspiradores de suas posições - aliam-se a políticos que defendem a abertura do debate dentro do partido. Incomodados, querem alternativas aos rumos da economia sob o comando do ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Constrangidos radicais, como o cientista político Emir Sader, ganham a companhia da moderação de um fundador do PT e referência venerada do partido, o economista Paul Singer. Economistas sem filiação, mas que municiaram o discurso econômico petista, também defendem o debate, como Paulo Nogueira Batista Júnior, da Fundação Getúlio Vargas, e Márcio Pochmann, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade da prefeitura de São Paulo. (pág. 6 e 8) - O histórico empreendedorismo que consolidou a indústria de transformação gaúcha como uma das mais pujantes do País vem recuperando o destaque em desenvolvimento tecnológico. Um dos principais pólos de produção de bens de informática e equipamentos eletroeletrônicos do final dos anos 70 até o começo dos 90, o Rio Grande do Sul se articula para reverter a década perdida e volta a disputar com consagrados centros nacionais investimentos na produção de hardware e software. (pág. 16 e 18) - O namoro entre o Governo Lula e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está por um fio. A irritação com a série de oito invasões e depredações de prédios públicos promovida pelos sem-terra na semana de carnaval dividiu o partido do Governo. O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, diz que não está mais nos planos governamentais rever a Medida Provisória 283/01, que impede desapropriações de áreas invadidas. Editada para conter uma onda de invasões durante o governo Fernando Henrique Cardoso, ela reduziu em dois terços o número de invasões nos últimos anos. (pág. 27) MANCHETES O DIA (RJ) - Bancos deram R$ 25 milhões para políticos ZERO HORA (RS) - 17 mil brasileiros na região do conflito REVISTAS VEJA TÍTULOS DE CAPA - O bem-amado - Com 3 milhões de livros vendidos nos últimos três anos, Luis Fernando Veríssimo é hoje o escritor mais lido no País - Michael Jackson - A demência do astro Saiu a 1ª reforma: o aumento dos deputados - No momento em que a renda do brasileiro cai e os servidores não recebem reajuste, os congressistas elevam o salário e a verba de gabinete. (pág. 52 a 54) Solidão entre amigos - ACM evita o carnaval e, refugiado com nova amiga, aguarda quieto o desfecho do grampo. (pág. 54 e 55) A lua-de-mel acabou - O MST suspendeu trégua com o Governo, promove onda de invasões e ameaça endurecer. (pág. 56 e 57) Tropas na rua - Governo federal mantém Exército no Rio, mas avisa que permanência será por pouco tempo. (pág. 58 e 59) Problema artificial - Governo proíbe cultivo de transgênicos, que hoje já são 8% da safra nacional de soja. (pág. 59) Bush atacará com ou sem a ONU - Isolamento dos EUA se amplia, mas a diplomacia não parecer capaz de evitar a guerra. (pág. 62 a 64) Brasília faz que não vê - Apesar dos atentados sangrentos e do apelo do presidente da Colômbia, o Governo não aceita condenar a guerrilha comunista. (pág. 66 e 67) Lula tem a força para mudar - Com a popularidade em alta e indicadores positivos, o PT cacifa a aprovação das reformas. (pág. 84 e 85) ISTOÉ TÍTULO DE CAPA - Guerra - As conseqüências para o Brasil e para o Mundo Como enfrentar o caos - Luiz Eduardo Soares, secretário nacional de Segurança Pública, diz que o combate à corrupção policial é a principal ação para diminuir a violência. (pág. 7, 10 e 11) Tem que rebolar - Homenageado no carnaval e angustiado com o ritmo lento da máquina estatal, Lula tenta acelerar as mudanças. (pág. 26 a 30) A vez do corregedor - Investigação do Ministério Público, da PF e do FBI revela o esquema de remessa ilegal do ex-governador Fleury. (pág. 32 a 34) Grampo com recibo - Documentos levantados por "IstoÉ" mostram que as denúncias feitas por ACM contra seus inimigos têm origem nos grampos ilegais da Bahia. (pág. 38 a 41) Bloco verde-oliva - Com Exército nas ruas, Rio de Janeiro tem carnaval tranqüilo, mas roubos e homicídios aumentam. (pág. 44 e 45) Depois de Saddam - Analistas prevêem vários cenários depois da guerra: do mais apocalíptico, que agravaria a crise econômica mundial, até o mais favorável a George W. Bush, que garantiria sua reeleição. (pág. 68 a 72) ÉPOCA TÍTULO DE CAPA - Exclusivo - A morte da primeira mulher de Lula - Maria de Lourdes morreu em 1971, antes de completar 23 anos, vítima da falta de assistência à maternidade, que até hoje mata milhares de brasileiras humildes. O atestado de óbito foi assinado por um médico acusado de fazer laudos falsos para a ditadura militar. Os responsáveis dizem que não se lembram de nada. - Chirac na guerra - Por que a França se opõe a Bush Condomínio de amigos - Sarney ignora evidências, socorre o velho compadre e arquiva pedido de investigar a participação de ACM no grampo-monstro. (pág. 32 e 33) A trégua acabou - Mesmo tendo indicado cargos no Governo, o MST promove onda de invasões e deixa claro que para os sem-terra a luta continua. (pág. 34 a 36) Lula e o efeito Beira-Mar - Sem lugar para colocar o traficante, o Governo quer federalizar prisões e intervir no Rio. (pág. 36 e 37) Ninguém é bonzinho - Os europeus, que eram a esperança da diplomacia petista, se mostram tão duros quanto os americanos na negociação comercial. (pág. 50 e 51) A batalha da fusão - Começa a disputa pelo poder na companhia que deverá unir as duas maiores linhas aéreas do Brasil. Quem sai na frente é a TAM. (pág. 52 e 53) Pátria do pneu velho - O Governo libera recauchutados do Mercosul, assustando fabricantes e ambientalistas. (pág. 54) A guerra divide o Mundo - Os EUA se isolam às vésperas da operação militar contra o Iraque. (pág. 56 a 59) Bodas de Chumbo - Há três décadas morria a tecelã Maria de Lourdes, primeira mulher do futuro presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Maria de Lourdes foi vítima da mortalidade materna, que mata milhares de mulheres, todos os anos. Seu óbito foi assinado por um médico acusado de falsificar laudos de presos políticos assassinados pelo regime de 64. (pág. 62 a 67) DINHEIRO TÍTULO DE CAPA - Jovens, poderosos e ricos - Os negócios, os brinquedos e o estilo de vida de uma geração de empreendedores que está fazendo fortuna no Brasil Depois do caos - Como vivem os argentinos um ano após a maior crise de sua história, que deixou como legado um desemprego de 25%. A boa notícia: parou de piorar. (pág. 26 a 28) Paradoxo de exportar - Forte demanda externa e capacidade industrial no limite provocam escassez e alimentam inflação. (pág. 30 e 31) O vale-tudo da Vale - Mineradora faz aquisições caras, gasta milhões no carnaval, vende parte do controle, compromete seu lucro e já é vista com reserva por investidores. (pág. 32 a 34) MST: O fim da trégua - Movimento lança onda de invasões para intimidar o Governo e coloca em alerta empresários rurais. (pág. 34 e 35)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
Fazenda.
Consulte a homepage
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet
é http://www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação
de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria
de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br
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