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12/01/2003
JORNAL DO BRASIL - Light perde R$ 900 milhões por ano com os 'gatos' - As ligações clandestinas de energia no município do Rio representam, por ano, cerca de R$ 900 milhões de prejuízo para a Light. A empresa, porém, não é a única a perder com os "gatos". De acordo com levantamento obtido pelo "Jornal do Brasil", o estado perdeu, no ano passado, cerca de R$ 300 milhões em repasses de ICMS, devido ao furto de energia. O consumidor também sente no bolso os efeitos do "gato": cada cliente paga, por ano, o equivalente a duas contas de luz a mais para sustentar o consumo irregular que, em 65% dos casos, ocorre fora das áreas de baixa renda. (pág. 1 e C1) - A Caixa Econômica Federal injetará na economia brasileira cerca de R$ 1 bilhão até o fim do mês, com o pagamento de mais uma parcela da correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Amanhã, será depositada a primeira parcela para quem tem a receber de R$ 2 mil a R$ 5 mil. São mais de 2 milhões de contas, mas só quem aderiu ao acordo com o Governo terá direito à correção. (pág. 1 e A13) - As dezenas de milhares de recursos em ações de natureza cível que tramitam no Superior Tribunal de Justiça (STJ) não vão sofrer alteração de curso por conta do novo Código Civil - que não tem efeito retroativo. Juízes, advogados e as partes interessadas ficarão ainda por alguns anos cotejando dispositivos dos dois códigos nos processos em que estão envolvidos. Só daqui a dois ou três anos é que o STJ e o Supremo Tribunal Federal (STF), na apreciação de casos concretos, começarão a firmar novas jurisprudências, sobretudo nas áreas dos direitos de Família e Obrigações. (...) (pág. 2) - Os líderes do Governo e do PT no Congresso foram à Casa Civil, no Palácio do Planalto, esta semana, com um pedido específico ao ministro José Dirceu. Queriam traçar uma estratégia para evitar a enxurrada de declarações polêmicas dadas pelos ministros e que desaguam no Congresso. A preocupação dos parlamentares procede. A maioria dos projetos precisa passar pela Casa para sair do papel. O PT não tem margem de manobra para as negociações. Parlamentares de partidos que não fazem parte de base precisam ser seduzidos para aprovar os assuntos mais delicados. Quanto menos confusão entre os governistas, portanto, melhor para encaminhar o processo. (...) (pág. 3) - O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, ouviu todos os movimentos sociais - a quem trata como parceiros - antes de nomear o secretariado. Rossetto disse ao "Jornal do Brasil", que quer imprimir o modelo mais social de reforma agrária. Ele não acredita em choques com o Congresso. A reforma agrária vai passar por mudanças profundas, a começar pela revisão da legislação. Uma das primeiras metas é mudar índices de produtividade para efeito de desapropriação de latifúndios. Vai ficar mais difícil ser dono de extensas terras ociosas. (...) (pág. 3) EDITORIAL - "Risco de isolamento" - Os Estados Unidos acabam de abrir rodada de negociações com cinco países da América Central dentro do objetivo de criar uma zona de livre comércio no máximo em um ano. O acordo - que envolve Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua - não traz, aparentemente, implicações graves para a estratégia de comércio exterior do Brasil. Mas as aparências enganam. A iniciativa na América Central, na verdade, é a mais nova manobra no movimento de pinça que os EUA vêm executando no continente a fim de fragilizar a posição brasileira. (...) (pág. 18) COLUNAS - (Coisas da Política - Dora Kramer) - Não deixa de ser interessante a idéia de construir consensos, senão totais, pelos menos razoáveis, numa instância de representação social antes de encaminhar propostas de reformas constitucionais ao Congresso. Esta não é a única, mas será uma das tarefas do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, cuja primeira missão seria o debate da reforma da Previdência. O Governo pretende, com isso, não só ampliar a discussão, de forma a que a sociedade entenda perfeitamente bem do que se trata, mas também apressar a tramitação dessa e de outras propostas no Parlamento. (...) (pág. 2) - (Informe JB - Gustavo Krieger) - Embora negue publicamente, Lula trabalha para fazer José Sarney presidente do Senado. Acha que ele foi um aliado fiel no primeiro turno das eleições. Essa foi a orientação passada aos líderes petistas no Congresso. O problema é que o PT não pode apoiar Sarney como candidato avulso, depois de ter fechado acordo com o PMDB para apoiar o nome indicado pelo partido. Por isso, o ziguezague dos últimos dias no Congresso. O PT tenta duas opções. De um lado, fortalecer Sarney dentro da bancada do PMDB, hoje dominada por Renan Calheiros. De outro, quer fazer o comando peemedebista perder a calma e romper o acordo. Isso liberaria o PT para votar em quem quiser. (pág. 6) - (Boechat) - A aposentadoria de Lula como anistiado político lhe rende R$ 3.326 mensais. O depósito de dezembro, aliás, entra amanhã em sua conta pessoal do Banco Mercantil de São Paulo. Agora que passou a receber salário de R$ 8 mil como Presidente, ele cogita abrir mão do cheque do INSS. O gesto reforçaria a pregação do Governo em favor do teto de R$ 1.561 para as aposentadorias pagas pelo setor público. (pág. 2) FOLHA DE SÃO PAULO - Governo quer mudar planos de saúde - O ministro da Saúde, Humberto Costa, quer mudar ainda neste ano a lei que regulamenta os planos de saúde. A idéia é criar mecanismos mais eficazes de regulação do setor. Um dos objetivos é obrigar as empresas que comercializavam os planos a ressarcirem o SUS (Sistema Único de Saúde) quando seus clientes forem atendidos na rede pública. A lei atual já ordena o ressarcimento, mas abre brechas para que as empresas recorram das multas pelo não-ressarcimento. Costa planeja criar um fórum para debater o tema. Segundo ele, o Governo subsidiará remédios. Para ampliar a oferta no SUS e criar uma "cesta básica" de medicamentos subsidiados, pretende-se usar laboratórios oficiais. No caso dos clientes dos planos de saúde, o ministro da Saúde estuda negociar com as empresas para que elas possam incluir no serviço um plano de assistência farmacêutica. Arlindo de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, diz que isso provocaria aumento de custos, que "seria repassado para o consumidor". (pág. 1 e C1) - O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica, Luiz Gushiken, é o homem-forte da gestão Lula em publicidade, relata Plínio Fraga. O petista responde por R$ 113,2 milhões dos R$ 230 milhões da verba da propaganda do Governo para o ano. Sua pasta é mais forte do que a antiga Secretaria de Comunicação, que teve orçamento de R$ 7 milhões em 2002. (pág. 1 e A4) - O Governo petista cogita propor, na reforma da Previdência, a fixação de uma idade mínima para aposentadorias pelo INSS no setor privado. Hoje, a idade mínima só é exigida para a aposentadoria dos servidores públicos: 60 anos para homens e 55 anos para mulheres. A alteração ajudaria a viabilizar um regime único de aposentadoria para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos. A exigência de idade mínima, incluída na reforma proposta pelo governo FHC, foi rejeitada no Congresso com o apoio do PT. (pág. 1 e A7) - (Washington) - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, tem direito a aposentadoria anual de US$ 750 mil (R$ 2,4 milhões, ou R$ 200 mil por mês) do conglomerado financeiro FleetBoston e vai continuar a receber o benefício enquanto estiver à frente do órgão. Ele recebe em dólares, nos EUA. Como presidente do BC, ganhará R$ 8.000 mensais. "Tenho direito (à aposentadoria), trabalhei para ganhá-la", afirmou Meirelles. (pág. 1 e B1) - O desembargador Paulo Theotonio Costa é acusado pelo Ministério Público de obter R$ 1 milhão por decisão que proferiu, em 96, a favor do Bamerindus. Costa teria usado um "laranja" em ação em que o banco obteve R$ 150 milhões. O advogado Ismael Medeiros recebeu R$ 1,5 milhão do banco e fez "empréstimos" de R$ 1 milhão a empresas de Costa. Costa não comentou o caso. Medeiros não foi achado. Por "princípio do sigilo", o Bamerindus não opinou. (pág. 1 e A11) - Pelo menos 14 pessoas morreram, sete ficaram feridas e dezenas desabrigadas por causa de um temporal que atingiu a cidade serrana de Petrópolis, a 66km do Rio de Janeiro. O rio Piabanha, que corta a cidade, transbordou e 70% da população ficou sem energia elétrica. A BR 040, que liga Petrópolis ao Rio, foi interditada. Houve vários deslizamentos de terra e desabamentos de casas. A força das enxurradas também arrastou carros e causou afogamentos. (pág. 1 e A6) - (...) A prioridade social é um dos eixos do Governo Lula, o outro é a honestidade. Ele está indo muito bem no convencimento do primeiro, mas pode começar a derrapar no segundo. Por culpa do PL. (...) (Eliane Cantanhêde) (pág. A2) EDITORIAL "Depois da bolha" - Durante a campanha eleitoral, um grupo de analistas alertava para o caráter transitório na alta dos preços. A hipótese da "bolha inflacionária" vem sendo demonstrada. Havia de fato uma grande incerteza política, motivada tanto pela suspeita de que uma vitória oposicionista traria rupturas na ordem econômica quanto pela realidade objetiva de uma economia em graves dificuldades para honrar compromissos externos. O medo do desconhecido levou os agentes econômicos a se refugiar no dólar, contribuindo para uma crise cambial no País. (...) (pág. A2) COLUNAS (Painel) -A equipe econômica e o PT já avaliam que dificilmente conseguirão aprovar a reforma tributária em 2003. O tema desperta muitos interesses contraditórios e o Governo quer, antes de enviar uma proposta ao Congresso, tentar buscar um consenso, o que deve levar muito tempo. (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO - Estados são obstáculo à reforma da Previdência - O Governo Lula não vai enfrentar obstáculos apenas no funcionalismo para aprovar a reforma da Previdência, que prevê estender para o setor público as regras do INSS. A situação da maioria dos estados e municípios impedirá que eles recolham 20% da folha salarial, como fazem as empresas privadas. Para contornar isso, o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, imagina um período de dez anos em que estados e municípios acumulariam dívidas com o INSS, reembolsando-o a partir daí. A solução é arriscada, porque os futuros governadores e prefeitos podem não aceitar débitos que não contraíram - nesse caso, o custo da reforma iria para o contribuinte. Otimista, Berzoini acha que em dois anos a reforma começará a trazer alívio financeiro aos estados. (pág. 1 A4 e A6) - Na última etapa das visitas a regiões carentes do País, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu diálogo e lealdade entre os partidos para garantir a governabilidade. Ao lado de ministros e do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, Lula afirmou que o respeito aos governadores será essencial neste processo. "O povo de Minas é mais importante do que qualquer divergência." Ele discursou em Araçuari, no Vale do Jequitinhonha. *Ministros e secretários que acompanharam o Presidente tiveram de pagar as despesas do frigobar com dinheiro do próprio bolso. (pág. 1 e A11) - Embora em lua-de-mel com o Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o mercado financeiro quer mais demonstrações de afinidade. Para que a boa vontade perdure, ele pede aumento do superávit primário, autonomia do BC, reforma da Previdência e manutenção a ferro e fogo da disciplina fiscal de estados e municípios. (pág. 1 e B1) - O novo Código Civil traz como um de seus princípios básicos a igualdade de direitos entre homem e mulher. Uma de suas funções foi reunir leis dispersas e decisões que já estavam consolidadas, como a possibilidade de o homem pedir pensão. Mas o código muda ainda de direitos civis a relações comerciais e empresariais. (pág. 1 e A15 a A18) - Ao deixar de visitar a cidade piauiense de Guaribas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus auxiliares perderam a oportunidade de constatar algumas coisas que se aplicam a todo o País, mas ganham peso simbólico nesse município, onde o Governo pretende lançar o Projeto Fome Zero: pobreza não é sinônimo de fome, e o interior do Brasil, assim como a cidade grande, pode ter prioridades que não comida. Se a pessoa deixa de comprar carne ou leite, não é necessariamente porque não tem dinheiro, mas porque lhe parece mais urgente comprar um remédio, uma passagem de ônibus ou telhas. O problema não é falta de alimentos: é pobreza. (Lourival Sant'Anna) (pág. 1 e A12 e A13) - O embaixador norte-coreano em Pequim, Choe Jin-su, anunciou ontem que a Coréia do Norte encerrou a moratória de testes de mísseis de longo alcance e deve retomá-los em breve. Jin-su ressaltou ainda que o país poderá desenvolver armas nucleares no futuro, com o objetivo de se defender das ameaças dos Estados Unidos. (pág. 1 e A20) - Livro de David Frum, ex-redator de discursos do governo americano, revela George W. Bush como um homem irritadiço e mal informado. A obra também mostra um Bush obcecado por economia de energia elétrica e ávido por elogios de um dos seus conselheiros mais próximos porque raramente os obtém de sua mãe. (pág. 1 e A22) EDITORIAL "Está faltando articulação" - A compulsão para reinventar a roda e a descoberta do mundo são fenômenos típicos da infância e da adolescência, mas se manifestam, também em governos que se iniciam. As trapalhadas de alguns ministros do Governo Lula são preocupantes. (pág. A3) O GLOBO - Regularização de favelas no Rio começa em dois meses - A secretária-geral do Ministério das Cidades, Hermínia Maricatto, anunciou que o Governo começará em dois meses o programa de regularização de lotes, barracos e casas nas favelas de Rio e São Paulo. Responsável pelo desenho do novo ministério, a secretária disse que já tem R$ 120 milhões e vai remanejar mais R$ 300 milhões do orçamento para iniciar o projeto, prioridade número um da nova equipe. "Existe muita pobreza no Brasil todo mas no Rio e em São Paulo temos uma metrópole de favelados em cada uma das cidades", diz. Para acelerar o processo, a prefeitura do Rio vai propor uma parceria com o Governo. Já tem uma lista de 54 favelas e oito loteamentos onde foram feitas obras de urbanização e cadastrados 65.958 imóveis, nos quais vivem 247.896 pessoas. Da lista constam as favelas de Vidigal, Borel, Mangueira e Cerro-Corá. "Um convênio com a prefeitura do Rio é viável", diz a secretária. (pág. 1 e 21) - O temporal de anteontem, com ventos de até 80km/h, causou nova tragédia em Petrópolis. Onze pessoas, entre as quais sete crianças, correram com o desabamento de uma encosta e outras quatro foram levadas pela enxurrada. Em apenas 45 minutos, o temporal fez o rio Piabanha subir quase cinco metros, transbordar, arrastar veículos e destruir o calçamento de pelo menos cem ruas, principalmente no centro da cidade serrana. Uma queda de barreira bloqueou de madrugada a pista de descida da Rodovia Washington Luís. No Rio a chuva também causou estragos, como quedas de árvores e cortes de energia em diversos bairros. (pág. 1 e 33) - A declaração do ministro das Comunicações, Miro Teixeira, de que o Brasil poderia desenvolver um padrão próprio de TV digital criou polêmica entre especialistas. Os críticos acham que o País gastaria muito tempo e dinheiro, perdendo espaço num mercado de R$ 100 bilhões. Miro rebate dizendo que o Brasil poderia tornar-se o padrão latino americano dessa tecnologia. (pág. 1 e 40) - O ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, defende o fim da paridade dos reajustes salariais de funcionários públicos aposentados e da ativa. Os inativos teriam direito apenas à reposição da inflação, segundo a proposta, que ainda será submetida a discussão. A extensão do reajuste salarial aos aposentados é sempre citada como impedimento para uma política salarial mais generosa com os servidores. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Ney Lopes, diz que a paridade é direito adquirido. (pág. 1 e 12) - Em torno de Gilberto Gil, um grupo de baianos chega ao Ministério da Cultura tentando transformar em realidade o sonho da Fazenda Guariroba, projeto alternativo dos anos 70 que pretendia ser o laboratório de um Brasil que, segundo eles, agora se mostra possível. (...) (pág. 1) - A liberação de R$ 86 milhões de receitas do ICMS do estado do Rio que garantiam o pagamento da dívida com a União pode abrir um precedente perigoso que ameaça a meta de superávit fiscal com o Fundo Monetário Internacional (FMI), dizem especialistas. Os estados e municípios respondem por R$ 10 bilhões no superávit de 3,75% do PIB acertado com o Fundo. (pág. 2 e 35) - Os preços dos alimentos já estão começando a cair por causa do recuo nas cotações do dólar nos últimos dias. As reduções variam de 5% a 10%. As maiores baixas são de frango, óleo de soja, açúcar e arroz. Já no mercado de eletroeletrônicos, as tabelas que chegam ao varejo para reposição de estoques ainda estão com preços altos por causa dos reajustes no valor dos insumos importados em 2002. (pág. 2 e 39) - A cada 53 minutos uma pessoa é atingida por disparo de arma de fogo no estado do Rio de Janeiro e 75% dos baleados acabam morrendo. De janeiro a novembro do ano passado, tiros feriram 8.988 pessoas e mataram 6.784. A estimativa da polícia é de que o número de mortes aumentou 11% em relação a 2001. Dobrou o índice de armas pesadas apreendidas. (pág. 2 e 31) EDITORIAL 'Rombo crescente" - O Governo Lula escolheu a reforma da Previdência para dar início a mais um imprescindível ciclo de alterações constitucionais. Apesar da persistente e virulenta oposição movida pelo próprio PT contra essa reforma, durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, o partido - ou pelo menos a parcela hegemônica dele - parece ter-se convencido de que sem estancar o déficit da Previdência, principalmente a dos servidores públicos, não haverá Governo Lula. E tem razão. (...) Os R$ 27,8 bilhões do rombo no sistema de seguridade dos servidores da União, por exemplo, significam quase tanto quanto no ano passado foi transferido para todos os programas sociais. Ou equivalem a quatro vezes os gastos federais com educação. O Governo deve ter concluído que, sem conter esse rombo, não haverá dinheiro para executar políticas públicas. Acertou. (pág. 6) COLUNAS (Panorama Político - Ilimar Franco) - A reforma política será um foco de tensão entre os partidos que participam do Governo Lula. Ocorre que a congregação de partidos médios e pequenos que integram a coalizão vê nessa reforma uma ameaça à sua sobrevivência. O drama todo é que o PT está afinado com o PFL e o PSDB sobre a necessidade de mudar as regras eleitorais com o objetivo de reduzir a pulverização partidária. (...) (pág. 2) (Ancelmo Gois) - Jacques Diouf, diretor da FAO, combinou com o ministro Gilberto Gil de convocar artistas do mundo inteiro para gravar um disco em solidariedade às vítimas da fome no Brasil. A idéia é inspirada no "Concert for Bangladesh", organizado por George Harrison para ajudar os famélicos daquele país. (pág. 22) CORREIO BRAZILIENSE - 20% dos carros de Brasília estão irregulares - Motoristas não pagam IPVA, seguro obrigatório e multas. Prejuízo para o governo chega a R$ 9 milhões por ano. (pág. 1 e 16) - Durante visita do presidente Lula ao Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, garantiu que o Governo excluirá o programa contra a fome dos cortes de gastos. (pág. 1, 6 e 7) - Lula já andou de mobilete, visitou pobres e vive abraçando eleitores. É coisa de presidente popular ou populista? (pág. 1 e 8) - Nos últimos cinco anos, 29 mil brasileiros passaram por hospitais para se recuperar de agressões físicas. O tratamento dos pacientes da violência responde pelos maiores gastos dos serviços de saúde pública. (pág. 1 e 20) ZERO HORA - Amigo de Lula, a quem defendeu e orientou nos tempos da repressão aos metalúrgicos no ABC, o advogado Márcio Thomaz Bastos chega ao Ministério da Justiça disposto a "fazer da batalha da segurança pública uma prioridade". Em entrevista a "Zero Hora", o ministro revela a agenda de sua gestão: combater o crime organizado, trabalhar pela reforma do Judiciário, reestruturar a Polícia Federal, usar o Exército para vigiar regiões fronteiriças e acabar com a prostituição infantil. "Não é admissível que num país civilizado as pessoas tenham que se trancar em casa por ordem dos traficantes. Como se combate isso? Com repressão", avisou. (pág. 26) - Desde o apagar das luzes do regime militar no Brasil (1964-1985), as Forças Armadas nunca foram tão requisitadas por ministérios ou secretarias como nos primeiros dias do Governo Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo menos cinco pastas federais, além de um governo estadual, pediram ao Ministério da Defesa a liberação de efetivo e equipamentos militares para apoio em campanhas sociais - as chamadas atividades subsidiárias, no jargão militar. A parceria com o Ministério dos Transportes para uso do Exército na construção e fiscalização de estradas federais é apenas um indicativo da política de tirar os militares dos quartéis e aumentar sua participação nas comunidades. O crescimento da demanda social, no entanto, contrasta com a escassez de recursos, que em 2002 levou à traumática dispensa antecipada de 44 mil recrutas do Exército. (pág. 8 e 9) - O embaixador Luiz Felipe Lampreia, ministro das Relações Exteriores entre 1994 e 2000, comandou as primeiras negociações para a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), afinado com a orientação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Antes defensor da participação do Brasil no processo, Lampreia vem calibrando sua posição. Hoje presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) - instituição formada para debater as relações externas -, afirma em entrevista por telefone a "Zero Hora": "Ao longo do tempo, tenho ficado mais cético em relação à Alca". (pág. 12) - A violência que envergonhou o município de Miraguaí não se limita à barbárie ocorrida contra o índio Leopoldo Crespo, morto aos 77 anos a chutes e pedrada desferidos por três jovens na última segunda-feira. O assassinato do idoso caingangue, indefeso enquanto dormia em uma calçada no noroeste gaúcho, é o primeiro episódio a indignar o novo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Mas não é o primeiro a preocupar a comunidade indígena da Reserva da Guarita. Pelo menos mais dois casos de agressão cometidos por não-índios ocorreram na região no ano passado. (pág. 32 e 33) MANCHETES O DIA (RJ) - Casa própria mais barata ZERO HORA (RS) - "Crime se combate com repressão" REVISTAS VEJA TÍTULO DE CAPA - Trapalhadas na decolagem - O show de factóides no começo do Governo Lula. O que é isso, companheiros? - Com anúncios mirabolantes, críticas aéreas e trombadas entre ministros, o Governo de Lula começa em clima de factóides. (pág. 28 a 35) O cérebro do roubo ao cofre - Com passado pouco conhecido, a ministra (Dilma Rousseff) envolveu-se em ações espetaculares da guerrilha. (pág. 36 e 37) Licença para gastar - Supremo permite ao Rio descumprir acordo da dívida com a União e abre impasse entre Lula e os estados. (pág. 38 e 39) Um emprego para Itamar - O ex-governador ia para a Itália, mas mudou de idéia. Agora quer ir para Buenos Aires. (pág. 40) A agenda encontrada - Menos de duas semanas depois da posse, o Governo Lula mostra que sabe o rumo certo da economia. (pág. 74 a 77) ISTOÉ TÍTULOS DE CAPA - Exclusivo: Corrupção - Milhões de dólares do Rio de Janeiro para contas secretas na Suíça - Os estranhos negócios do ministro dos Transportes em Minas Gerais Quadrilha fiscal - Frutos de propina e extorsão, US$ 33,4 milhões foram enviados para a Suíça por funcionários do alto escalão da Secretaria de Fazenda do Rio. (pág. 34 a 29) Dossiê Iturama - O ministro dos Transportes, Anderson Adauto, e o senador Aelton José de Freitas são acusados de provocar um rombo de mais de R$ 4 milhões numa pequena prefeitura de Minas, utilizando empresas fantasmas, falsificações e laranjas. (pág. 30 a 34) Meu ombro direito - A síndrome do impacto, mal que incomoda Lula, é comum e deve ser levada a sério. (pág. 54) O dólar companheiro - A moeda americana desce ao patamar dos R$ 3,30 e facilita a missão de manter a inflação sob rígido controle. (pág. 56 e 57) ÉPOCA TÍTULO DE CAPA - Viver bem, para viver mais e melhor - Como é possível programar o bem-estar pro toda a existência Sem racionamento - Ex-guerrilheira, a ministra das Minas e Energia descarta falta de energia no Governo Lula e promete mudanças. (pág. 13 a 17) Silveirinha, o cyborg - A incrível história do assessor de Rosinha Matheus que confessou ter conta de US$ 8,9 milhões na Suíça. (pág. 24 a 26) Cena para fotógrafos - Lula leva ministros para conhecer a pobreza, mas fica devendo a solução. O Fome Zero, que seria lançado agora, ainda está indefinido. (pág. 28 e 29) Companheiro milico - O Governo fala em usar as Forças Armadas em projetos sociais. Será uma boa idéia? (pág. 29) Ele tem a força - Com José Dirceu, a Casa Civil volta a acumular poderes como não se via desde o regime militar. (pág. 31 e 32) Lula para exportação - Às voltas com uma safra magra de bons líderes, a esquerda de diversos países faz de Lula uma estrela da política internacional. (pág. 32 e 33) A boca no trombone - Uma semana depois da posse, governadores promovem um vale-tudo para tentar repassar as dívidas dos estados para o Governo federal. (pág. 34 e 35) Assanhos na cultura - O PT sonhava com o partido dominando o ministério. Gilberto Gil acabou sendo indicado para manter a autoridade do Presidente. (pág. 36 e 37) Corrida pelas estatais - Todos estão de olho nos cargos e nas novas linhas de atuação das maiores empresas brasileiras. (pág. 56 a 58) DINHEIRO TÍTULO DE CAPA - Onde investir em 2003: Como aplicar na era Lula - Um guia completo para suas finanças pessoais: * Fundos, Ações, Previdência, Imóveis, Mercados Globais, As Estrelas do Pregão, BM&F, Check-Up Financeiro, Dicas de especialistas E mais: A relação das 152 empresas mais negociadas na Bolsa "Somos a mistura do tigre com a baleia" - Chanceler (Celso Amorim) diz que a nova diplomacia irá combinar promoção de exportações, seguindo o exemplo asiático, com defesa do mercado interno, como fazem os países continentais. (pág. 20 a 22) O efeito Palocci - Ministro assume, derruba o dólar, reduz as expectativas de inflação e abre caminho para queda dos juros. (pág. 26 a 28) Brasília ao avesso - Novos ministros e secretários disputam espaço nos prédios da Esplanada de Lula. (pág. 29) Queda-de-braço - Se Lula não definir quem manda no Banco, a disputa entre Carlos Lessa e o ministro Furlan, do Desenvolvimento, pode causar a primeira rachadura no Governo. (pág. 30 e 31) A nova cara da Petrobras - José Eduardo Dutra assume a maior empresa do País, cancela licitação de plataformas e promete usar o poder da estatal para incentivar a indústria nacional. (pág. 34 a 37)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
Fazenda.
Consulte a homepage
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet
é http://www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação
de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria
de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br
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