14/03/2003

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JORNAL DO BRASIL

- Propostas para segurança no Rio causam mal-estar entre militares

- A governadora Rosinha Matheus e o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, voltam a se reunir, na tarde de hoje, no Palácio Guanabara, para tentar, enfim, acertar o acordo de cooperação entre os governos estadual e federal.

Mesmo sem terem sido colocadas em prática, as discussões, que já duram mais de uma semana, criaram novo mal-estar. Desta vez dentro da própria administração federal.

O motivo seria um dos prováveis pontos do plano de segurança que previa a investigação por corrupção de integrantes das Forças Armadas no Rio. (pág. 1 e C1)

- A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu 11%, segundo pesquisa da CNT/Sensus. O brasileiro está menos otimista com o novo Governo, mas ainda acredita que Lula promoverá mudanças prometidas na campanha eleitoral.

A avaliação positiva, que soma os índices ótimo e bom, caiu de 56,6% em janeiro para 45% em março. A negativa - soma dos índices ruim e péssimo - passou de 2,3% para 7,9%. O índice regular subiu de 17,7% para 32,7%.

O Ministério de Segurança Alimentar desmentiu que o titular da pasta, José Graziano, esteja demissionário. O ministro, que cometeu gafe ao dizer que era preciso alimentar os nordestinos para evitar a migração para o Sudeste, onde agravariam a questão da segurança, ficou em situação delicada com as recentes críticas que Frei Betto, assessor especial de Lula, fez à burocracia do Programa Fome Zero. (pág. 1 e A3)

- Gasolina e álcool ficarão cerca de 1% mais caros no Rio, em mais seis estados e no DF a partir de domingo por mudanças no ICMS. (pág. 1 e C2)

- O general Colin Powell, secretário de Estado, afirmou que os EUA podem atacar o Iraque sem nova resolução na ONU. Ao mesmo tempo, o presidente George Bush insinuou que podem concordar com um pequeno adiamento na votação da resolução que autorizaria o ataque.

O recuo significaria prazo maior, e não mais dia 17, segunda feira, para o ditador Saddam Hussein se desarmar. Alemanha, França e Rússia criticaram a proposta para Saddam dizer na TV que escondeu armas. (pág. 1 e A7)

- O Ministério da Justiça, através de um comissão especial, está finalizando projeto de lei que deve pôr fim à chamada farra dos grampos. A escuta telefônica com ordem judicial deve se tornar mais ampla, mas sob regras rígidas para evitar os transtornos de divulgação indevida. Pelo projeto, as gravações devem ser feitas pela polícia e imediatamente entregues a juízes.

Também deve ser regulamentada a autorização de escuta ambiental. A polícia tem interesse nessa possibilidade. Hoje, com microfones direcionais, pode-se registrar conversa a muitos metros de distância.

Antônio Carlos de Almeida Castro, integrante da comissão, conversou ontem com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. O projeto deve ser concluído no fim do mês. Na próxima semana, haverá audiência pública para discussão de sugestões. (pág. 1 e A2)

EDITORIAL

"Hora de Agir" - É boa a idéia de se criar um anel de proteção em torno do Rio, com utilização de inteligência e força de órgãos do estado e do Governo federal. Merece o aplauso e o apoio da opinião pública. Melhor ainda se conseguir passar pela barreira da morosidade e dos ciúmes institucionais que até agora têm impedido que o enfretamento da crise de segurança no estado saia dos gabinetes para a rua. (...)

A soma da eficiência dos órgãos federais com a vontade de acertar do governo estadual deve ser o princípio do fim do império do crime. (pág. 14)

COLUNAS

- (Coisas da Política - Dora Kramer) - Pela primeira vez, nesta semana, se ouviu, pelas vozes do senador Aloizio Mercadante e do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, aquilo que o PT relutava em dizer e já estava mais do que na hora de ser dito.

Com outras palavras, ambos deixaram claro que, assumido o Governo, o partido manteve os pressupostos da política econômica anterior e abraçou a tese das reformas constitucionais como preliminar para a construção de qualquer novo projeto do País, porque estava equivocada na concepção de que seria capaz de queimar etapas e alterar o modelo sem dor.

"A oposição (na época) não ajudou a aprovar as reformas e errou. Se nosso discurso fosse bom, não teríamos perdido duas eleições", disse Mercadante, apoiado pelo ministro da Fazenda, numa versão mais amena: "Tenho tranqüilidade em assumir meus erros. Não fico ressaltando isso para não tirar assunto da oposição", acrescentou Palocci.

Sendo assim, em princípio, os adversários que tanto cobram coerência ao PT devem encerrar o assunto o quanto antes, sob pena de se tornarem repetitivos e contaminarem seus discursos com o vírus do ressentimento. E, obviamente, incorrer no mesmo erro cometido pelo PT. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Doca de Oliveira) - O ministro da Saúde, Humberto Costa, vai antecipar a 12ª Conferência Nacional de Saúde e, com ela, o debate em torno da reformulação do Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro, que deveria acontecer apenas em 2004, ficou marcado para novembro, em Brasília.

O Conselho Nacional de Saúde vai mobilizar estados e municípios para preparar a conferência nacional. (pág. 6)

(Boechat) - A cada duas semanas, Gilberto Gil despachará um dia no Rio e outro em São Paulo.

Segunda-feira, na sede carioca do MEC, o ministro receberá um grupo contrário à instalação do Museu Gugenheim no Rio, capitaneado por Gilberto Chateaubriand. (pág. C2)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Inflação desacelera e faz dólar e risco-país caírem

- A divulgação de quedas nos índices de inflação, acompanhada da avaliação de que o Banco Central não voltará a aumentar os juros na próxima semana, melhorou o humor do mercado, fazendo o dólar cair 1,67% e o risco-país, 4,3%.

Segundo a Fipe, os preços da primeira semana do mês em São Paulo subiram 0,1% em relação ao início de fevereiro. Já os preços nos 30 dias encerrados em 7 de março cresceram 1,2% sobre o período anterior, na menor taxa desde outubro.

O IGP-DI ficou em 1,59% em fevereiro, contra 2,17% em janeiro - o BC tem atribuído a subida dos juros à inflação.

O dólar caiu a R$ 3,41, menor nível desde 20 de janeiro. A baixa de ontem foi a maior num só dia desde 6 de janeiro.

A expressiva alta nas bolsas do exterior, como a de Londres (6,1%), também influiu, e o Ibovespa se valorizou 1,89%. Os C-Bonds, principais títulos da dívida brasileira, subiram 1,37%, para o maior valor em quase um ano. (pág. 1 e B1 e B3)

- O governo dos EUA recuou, disse que pode votar a resolução contra o Iraque só na próxima semana e já admite até nem submeter o texto ao Conselho de Segurança da ONU, após constatar que a oposição à ofensiva segue consistente.

O presidente George W. Bush havia se comprometido a votar a proposta, e a CNN havia divulgado que faltava só um voto para obter o apoio de 9 dos 15 países do conselho.

No entanto o maior aliado de Bush, o premiê britânico, Tony Blair, ainda persegue a maioria na ONU, que, mesmo com o veto da França e da Rússia, poderia acalmar a opinião pública - contrária à guerra.

Especialistas em política externa dizem que, com ou sem a ONU, os EUA vão lançar o ataque até o final do mês, com a participação britânica. (pág. 1 e A10)

- Kofi Annan avalia proposta de cúpula sugerida por Lula. (pág. 1 e A10)

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende manter no comando do Fome Zero o ministro José Graziano, apesar da pressão de membros do Governo para que ele seja demitido.

Lula está insatisfeito com falhas na execução do programa e com os atritos provocados por Graziano desde que assumiu, mas avalia que o assessor está ao seu lado há 22 anos e quatro derrotas eleitorais, o que torna dois meses muito pouco tempo para condenar o seu desempenho. (pág. 1 e A4)

- O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social defendeu que a CPMF se torne um imposto permanente, mas com uma diminuição gradual da alíquota. Pelas regras atuais, a CPMF tem alíquota de 0,38% em 2003, que cairia para 0,08% em 2004, quando seria extinta.

Fórum formado por 82 representantes da sociedade nomeados pelo Governo para debater as reformas, o conselho discutirá apenas princípios gerais da proposta tributária, como quer o Planalto. (pág. 1 e A6)

- Ao menos 2 dos 22 policiais federais presos pela operação da PF em Foz do Iguaçu já haviam sido demitidos em razão de corrupção, mesma acusação pela qual foram detidos anteontem, no Paraná.

Os policiais federais Jorge Luiz Travassos e Julio César Vieira Pereira foram reconduzidos às suas funções por decisões judiciais. (pág. 1 e C3)

- A Polícia Federal apreendeu sete toneladas de maconha no Rio, num caminhão frigorífico na via Dutra. Segundo a PF, a droga iria para a favela Beira-Mar (Duque de Caxias), reduto do traficante Fernandinho Beira-Mar, preso em Presidente Bernardes (SP).

Para a PF, o fato sugere que, mesmo transferido do Rio, Beira-Mar continua liderando o tráfico. (pág. 1 e C1)

- Todas as instituições podem sofrer suspeitas, ser criticadas e investigadas. Mas, aparentemente, esse não é o caso do Exército brasileiro, acima do bem e do mal.

Pelo menos é o que se deduz de uma confusão danada, ontem em Brasília, por causa de uma reportagem de TV em que o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares, falava do combate ao crime organizado.

Terminada a sonora dele, os locutores acrescentaram, "off" (sem atribuir a informação diretamente a ninguém), que as investigações de corrupção seriam, por exemplo, nas polícias Civil, Militar e Rodoviária, assim como nas Forças Armadas.

Pronto. Deus-nos-acuda. A reportagem foi ao ar na noite de quarta e virou um escândalo na manhã de ontem, quando um general derramou indignação e mobilizou o Alto Comando do Exército. O espírito é este: "Como? Como alguém pode ter a ousadia de dizer que, eventualmente, quem sabe, talvez, haja corrupção nas Forças Armadas?" (...) (Eliane Cantanhêde) (pág. A2)

EDITORIAL

"Alívio e cautela" - Depois de esboçar-se no início do mês, ganhou força ontem uma nova onda de melhora de humor do mercado financeiro, tanto doméstico como internacional, em relação ao Brasil. Nenhum dos segmentos do mercado financeiro deixou de participar.

Em um único dia, a cotação do dólar cedeu perto de 2%, chegando às proximidades de R$ 3,40, o que não ocorria desde 20 de janeiro. A Bolsa de São Paulo e a cotação dos títulos da dívida externa brasileira tiveram altas relevantes; e o risco Brasil recuou para o nível mais baixo desde junho do ano passado.

Em parte o alívio adveio de fatores externos: as bolsas da Europa e dos EUA tiveram altas muito vigorosas, que alguns analistas atribuíram à avaliação de que sua brusca queda nas semanas anteriores havia sido exagerada, e outros imputaram à impressão de que a guerra no Iraque será breve ou nem chegará a eclodir. (...) (pág. A-2)

COLUNA

(Painel) - Os realistas do Planalto interpretaram a queda na expectativa do brasileiro sobre a gestão Lula, diagnosticada em pesquisa da Sensus, como um sinal de que é preciso melhorar com urgência a condução gerencial do Governo. O Fome Zero, bandeira social do PT, é o exemplo maior.

* Francisco Graziano (Segurança Alimentar) e o assessor especial Oded Grajew, linha de frente da condução do Fome Zero, são chamados por petistas de "amadores". Sobre o segundo, que é empresário, recaia a expectativa de que saberia como gerenciar um programa desse porte.

* Lula sofreu muita pressão para demitir José Graziano, inclusive do PMDB, que queria o cargo para entrar no Governo. Mas, devido à antiga amizade com o ministro e ao desgaste que traria uma mudança ministerial agora, o Presidente resolveu dar uma sobrevida a ele. (pág. A-4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Países rejeitam exigências e os EUA admitem adiar ou dispensar resolução

- França, Alemanha e Rússia rejeitaram terminantemente a idéia britânica de o Conselho de Segurança (CS) da ONU impor ao governo iraquiano o cumprimento de seis exigências em curto prazo para evitar a guerra. Os três países defendem a continuidade do programa de inspeções e dois deles - França e Rússia - têm poder para vetar a iniciativa. Diante do impasse, os Estados Unidos indicaram que podem adiar para a semana que vem a proposta ao CS de uma nova resolução sobre o Iraque.

O secretário de Estado, Colin Powell, admitiu que ela pode nem ser apresentada. Nesse caso, os EUA podem atacar com base na resolução aprovada em novembro. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que estuda convocar uma reunião de cúpula com chefes de governo, sugerida pelo presidente Lula. (pág. 1, A13 a A15)

- O secretário especial de Desenvolvimento Econômico e Social, Tarso Genro, disse que a idéia de transformar a CPMF em imposto permanente, com redução progressiva da alíquota, é apoiada no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. O presidente da Fiesp, Horácio Piva, critica algumas propostas. (pág. 1 e A7)

- O Governo quer oficializar em novembro um acordo para a troca dos planos de saúde de funcionários de empresas pelo SUS. Até lá, o plano será debatido com empresários e sindicalistas, diz o secretário de Gestão Participativa do Ministério da Saúde, Sérgio Arouca. Para ele, o SUS tem condições de absorver os empregados, mas precisará de dinheiro. (pág. 1 e A12)

- O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse ontem a prefeitos reunidos em Brasília que o Governo já colhe os frutos das medidas amargas que adotou na economia, como a alta dos juros e o corte de R$ 14 bilhões nas verbas orçamentárias para investimentos. "O dólar, a inflação e o risco Brasil estão em queda", afirmou. (pág. 1 e A4)

- O dólar e o risco-país recuaram com força ontem, sob influência da queda da inflação, apontada pelos três mais recentes indicadores. O dólar caiu 1,79%, fechando em R$ 3,408, e o risco-país cedeu 2,26%, para 1.082 pontos, o mais baixo desde 4 de junho. Os três índices de inflação - IGP-M, IPC da Fipe e IGP-DI - ficaram abaixo da previsão. (pág. 1 e B1)

- O Governo adiou para a próxima semana a reunião sobre limitação do poder das agências reguladoras, tentando esfriar a polêmica sobre o assunto. Já o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse ontem que não haverá antecipação na troca da direção da ANP. "Esse Governo é de paz e amor". (pág. 1 e B6)

- O plano de combate ao crime organizado no Rio será discutido hoje pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e pela governadora Rosinha Matheus. Embora mantido em segredo, especula-se que teria cerca de cem itens e incluiria criação de grupo de elite das polícias Federal e Rodoviária Federal para combater o tráfico e o contrabando de armas. (pág. 1 e C3)

- A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu de 83,6%, em 28 de janeiro, para 78,9%, segundo pesquisa Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

A avaliação positiva do Governo - soma de "ótimo" e "bom" - sofreu queda de 56,6% para 45%. Agora, 20,3% esperam um Governo regular. Os que não acreditam no cumprimento das promessas de campanha passaram de 18,5% para 27,5%. (pág. 1 e A4)

- Os 15 titulares do Conselho de Ética do Senado foram eleitos ontem e já na terça-feira deverão aprovar o pedido de sindicância para apurar o suposto envolvimento do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) no caso da escuta telefônica ilegal feita pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia.

O relator do conselho poderá ser do PT ou do PFL: os dois partidos ainda não chegaram a um entendimento sobre isso. (pág. 1 e A8)

- Nova suspeita de consumo de maconha envolve a unidade da Febem em Franco da Rocha: por volta das 13 horas de ontem, cinco menores da ala B separaram fumo tirado de algumas trouxinhas, montaram um cigarro com papel branco e se revezaram em fumá-lo. A diretoria da unidade disse que pode ser fumo de corda.

A cena foi presenciada pelo "Estado", após denúncia de funcionários de que havia internos armados e prontos para promover uma rebelião. Por causa disso, 51 funcionários negaram-se a trabalhar. Não havia indícios de motim iminente. (pág. 1 e C1)

EDITORIAL

"O imbróglio que virou pretexto" - O imbróglio (artificial) causado pela divulgação, pela ANP, da descoberta de grande reserva de petróleo se tornou grande pretexto para lançar torpedo ainda mais demolidor contra as agências reguladoras. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Governo acalma mercado mas perde popularidade

- Embalado pela indicação de que a inflação está cedendo, pelo bom desempenho da balança comercial e por captações no exterior, o mercado financeiro teve ontem um novo dia de otimismo. O dólar caiu 1,45%, cotado a R$ 3,41, enquanto o risco Brasil recuou para 1.077, o menor índice desde junho de 2002.

O Palácio do Planalto comemorou e analistas já prevêem a manutenção dos juros na próxima reunião do Copom. Apesar disso, a popularidade do Governo caiu, pela primeira vez desde a posse de Lula.

Pesquisa Sensus mostra que a aprovação da administração petista recuou de 56,6% em fevereiro para 45% em março, uma queda de mais de 11 pontos. O Presidente foi pouco afetado: sua popularidade oscilou de 83,6% para 78,9%. (pág. 1, 3 e 21)

- O Governo já discute alternativas ao nome do ministro José Graziano por causa dos problemas no Fome Zero. Por assessores, ele disse que não renuncia. (pág. 1 e 9)

- O ativista José Bové, que já destruiu plantações de transgênicos com o MST, pediu a punição do movimento por plantar soja geneticamente modificada. (pág. 1 e 10)

- A diplomacia sofreu um duro golpe ontem e a guerra ficou mais próxima depois que o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, disse que o país poderá não submeter ao Conselho de Segurança uma resolução que autorize o uso da força contra o Iraque, se achar que ela não será aprovada.

A tentativa britânica de superar o impasse na ONU com novas exigências para que o Iraque se desarme foi rejeitada ontem por França, Alemanha e Rússia. (pág. 1, 26 e 27)

- Uma gangue da Rocinha especializada em roubo de motos é apontada como a responsável pelo assassinato anteontem no Túnel do Joá do analista de sistemas Alexandre Ribeiro. O Exército deixou de patrulhar as ruas da cidade. O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, entrega hoje à governadora Rosinha o Plano B contra violência. (pág. 1, 17 e 18)

- Três favelas do Rio - Parque Royal, no Complexo da Maré, Ladeira dos Funcionários e Parque São Sebastião, no Caju - serão as primeiras do País cujos moradores vão receber, dentro de um mês, títulos de posse do Ministério das Cidades.

Mas apenas as famílias que moram em 1.646 domicílios localizados em terrenos de propriedade da Marinha nessas três favelas serão beneficiadas agora pelo Programa Nacional de Apoio à Regularização Fundiária, lançado mês passado pelo Governo Federal.

Com a titulação, a União perderá o direito de recebe a taxa de aforamento devida à Marinha pelos ocupantes da área - valor que, na prática, nunca foi pago pelos moradores. A dívida, cujo cálculo nem sequer existe, será definitivamente perdoada.

O Rio será a primeira cidade a ser beneficiada pelo programa porque, assim que foi anunciado, o prefeito Cesar Maia procurou o ministério interessado em colaborar. Existem hoje 704 favelas na cidade, onde moram quase um milhão de pessoas. (pág. 1 e 12)

- Dois e-mails falsos levaram a Receita Federal a advertir ontem os contribuintes de que o programa para declaração do Imposto de Renda pela Internet só está disponível em seu site. Uma das mensagens dizia que a Receita iria enviar o programa do IR por e-mail e pedia o preenchimento de um cadastro pessoal. (pág. 1 e 23)

- A atividade humana ameaça deflagrar uma onda de extinção sem precedentes entre as aves de todo o mundo. O estudo "Mensageiros alados: o declínio das aves", divulgado ontem, em Washington, pelo Instituto WorldWatch, mostra que 12% das 9.800 espécies catalogadas podem desaparecer ao longo deste século. O Brasil é o terceiro País do mundo em diversidade de aves. (pág. 2 e 28)

- Os juros em alta e a inflação derrubaram as vendas do comércio e paralisaram a indústria no mês de janeiro. As vendas no varejo caíram 4,86% na comparação com o mesmo mês de 2002, na terceira queda seguida.

Os dois setores mais atingidos foram o de supermercados e o de móveis e eletrodomésticos. Na indústria foi registrada uma queda de 0,1% nas vendas reais. (pág. 2 e 22)

- A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já se mobiliza para evitar uma pane no serviço de telefonia celular a partir de 1º de junho, quando entra em vigor novo sistema que permite ao usuário escolher a empresa pela qual fará suas ligações interurbanas e internacionais.

Para evitar o 'caladão', a Anatel deverá permitir o uso concomitante dos dois serviços durante três meses. (pág. 2 e 23)

- A CPI da Alerj, que investiga as fraudes no Fisco estadual, deve enviar ainda este mês uma comissão à Suíça para buscar documentos das contas milionárias em nome de fiscais da Secretaria de Fazenda.

A decisão foi tomada porque até agora o Ministério Público suíço não enviou a documentação sobre o caso. Também foi aprovada, para este mês, a acareação entre os envolvidos no Caso Light. (pág. 2 e 16)

- Os governistas sofreram nova derrota ontem no Senado, com a rejeição da emenda constitucional que acabava com o voto secreto em sessões do Congresso, de autoria do líder do PT, Tião Viana (PT-AC).

Mas o PT conseguiu aprovar medida provisória para renegociar as dívidas do setor rural, que estava obstruindo a pauta do Senado. Na véspera, o PMDB e o PFL tinham adiado a votação. (pág. 2 e 8)

- A polícia da Sérvia já prendeu 56 pessoas na investigação do assassinato do primeiro-ministro Zoran Djindjic, ocorrido na quarta-feira, mas os três principais suspeitos continuam foragidos.

Eles pertencem ao grupo criminoso Gangue de Zemun, e entre eles está o ex-chefe da polícia especial do ex-presidente Slobodan Milosevic durante a Guerra dos Bálcãs, nos anos 90. (pág. 2 e 28)

EDITORIAL

"Farra municipal" - A comitiva de cerca de 2 mil prefeitos que passou os últimos dias em Brasília teve uma recepção à altura da sua importância. Foi recebida pelo presidente da República e manteve contatos com ministros e autoridades parlamentares. O protocolo apenas refletiu a importância de quem, na federação, está mais próximo da população.

Afinal, as pessoas não moram na União, e para elas o governo do estado é uma entidade etérea - a não ser quando há problemas na área de segurança. O cidadão vive numa rua, num bairro do município. Por isso, é afetado de forma muito direta pela administração do prefeito. (...)

Numa próxima marcha sobre Brasília, os prefeitos, além de reivindicar, poderiam divulgar exemplos de políticas destinadas a valorizar o dinheiro do contribuinte. Seriam maratonas bem mais produtivas para todos. (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Política - Tereza Cruvinel) - Dizíamos aqui, domingo, que a popularidade do presidente Lula também será volátil como o éter, ainda que ele tenda a perdê-la em velocidade menor do que seus antecessores. Que por isso mesmo deveria tentar aprovar as reformas na aurora de seu mandato.

A pesquisa CNT-Sensus apontou a primeira inflexão descendente e também a elevada consistência de sua popularidade. (...) (pág. 2)

(Ancelmo Gois) - Lula vai à reunião das Assembléias de Deus, dia 27, no Rio.

É um carinho no pastor Manoel Ferreira, ex-PPB que agora está de chamego com o PT. (pág. 14)

GAZETA MERCANTIL

- A China agora é o quarto maior cliente do Brasil

- (Rio e Belo Horizonte) - Em dois anos, a China saltou de 15º para quarta posição entre os principais parceiros comerciais do Brasil. No ano passado, o total das exportações brasileiras para o país asiático somou US$ 2,5 bilhões e, somente em janeiro deste ano, as vendas cresceram a taxas de 100% em relação ao mesmo mês de 2002, o que indica um novo ciclo de expansão. As exportações de carros, por exemplo, cresceram 121% no primeiro mês de 2003, totalizando US$ 3,4 milhões. (...) (pág. 1 e A6)

- (São Paulo) - O governo cubano propôs à Petrobras parceria para a exploração de uma área no Golfo do México, segundo o embaixador de Cuba no Brasil, Jorge Lezcano Pérez. Segundo ele, a empresa ainda não respondeu à proposta.

Pérez disse que a empresa hispano-argentina Repsol YPF já fez prospecções na área oferecida à Petrobras, e constatou indícios de grandes reservas de petróleo. (pág. 1 e A7)

- (São Paulo) - O mercado financeiro tem errado nas previsões para a inflação. Bom para uns, ruim para outros. As taxas estão bem abaixo do esperado e já começam a surgir apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) irá manter os juros básicos da economia em 26,5% ao ano.

Os diretores do BC se reúnem na semana que vem para definir os juros. Se depender do comportamento da inflação, eles podem ser mantidos. (...) (pág. 1 e B-1)

CORREIO BRAZILIENSE

- Lula menos popular

- 56,6% dos brasileiros avaliaram como "ótimo" ou "bom" o novo Governo em janeiro, segundo pesquisa CNT/Sensus

* 45,0% consideram positiva a administração do Presidente, dois meses depois de sua posse. A queda é de 11 pontos. (pág. 1 e 8)

- ... E Graziano menos ministro

- Situação do coordenador do Fome Zero se complica com a falta de resultados do programa. (pág. 1, 6, 7 e 8)

- Custo de vida em Brasília é o menor do ano no País, de acordo com pesquisa da FGV. (pág. 1 e 13)

- Empresas reduzem vôos para o interior do País. (pág. 1 e 12)

- Os líderes da bancada aliada ao Governo na Câmara dos Deputados venceram o embate em torno do PL-9, que trata da previdência complementar para servidores públicos. O projeto perderá o tratamento de matéria de urgência e será discutido por mais tempo entre os deputados. O pedido foi feito ontem pelos líderes em reunião com o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini. (...) (pág. 10)

- No Palácio do Planalto, a corrida contra a guerra já começou. Às 8h da manhã da última quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para José Eduardo Santos, presidente de Angola. O país africano, juntamente com Guiné, Camarões, México, Chile e Paquistão, integra o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e pode influenciar no aval ou não de uma guerra contra o Iraque. (...) (pág. 14)

ZERO HORA

- O mercado financeiro viveu mais um dia de forte otimismo, puxado pela queda dos índices de inflação e pelas fortes altas nas bolsas internacionais, causada pela informação de que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adiou uma nova decisão sobre o Iraque.

O dólar caiu ontem mais 1,7%, fechando o dia a R$ 3,41 na venda, a cotação mais baixa desde 20 de janeiro. Só em março, a moeda já recuou mais de 4%. (pág. 26)

- Os prejuízos com o corte de 93% nos recursos para emendas da bancada federal do estado no Orçamento da União foram a maior preocupação manifestada ontem pelo governador Germano Rigotto, em reunião com os parlamentares gaúchos.

Durante o encontro, Rigotto também fez um apelo aos deputados e senadores para que não seja aprovada a medida provisória que transfere cerca de 2 mil quilômetros da malha rodoviária federal para o estado. (pág. 10)

- A expectativa de recuperação da economia está provocando movimentação na petroquímica. Depois da confirmação da expansão da unidade da Braskem, ontem foi a vez da Innova, indústria de segunda geração, anunciar que planeja um investimento de US$ 150 milhões no pólo de Triunfo.

O objetivo, conforme o diretor-superintendente da empresa, Flávio Barbosa, é duplicar a planta de monômero de estireno. (pág. 20)

- Uma comitiva de cerca de 40 empresários chineses - entre eles Li Sharoen, um dos diretores da Tianjin Machinery, empresa com projeto de investimentos no Rio Grande do Sul - aguarda a chegada de uma carta-convite do governo do estado para acertar o desembarque em território gaúcho. (pág. 20)

MANCHETES

CORREIO DA BAHIA

- Dólar despenca e fecha cotado a R$ 3,40

ESTADO DE MINAS

Cai a popularidade do Governo

ZERO HORA

- Risco Brasil é o mais baixo em 9 meses

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é http://www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br