16/02/2003

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JORNAL DO BRASIL

- A morte por falta de remédios

- Preparado para chegar ao gabinete do ministro da Saúde, Humberto Costa, semana que vem, um estudo do laboratório Vital Brazil promete esquentar as discussões sobre a exclusão social no País.

Com o apoio do governo do estado do Rio, o Projeto Farmácia Vital, baseado em dados da Organização Mundial de Saúde, revela que o número de mortes causadas pela pobreza absoluta no País chega, ano após ano, à casa das centenas de milhares.

A tragédia da fome se assemelha ao drama dos que morrem por falta de medicamentos relativamente simples, em endemias como hipertensão, hepatite C e diabetes, que atingem mais de 14 milhões de pessoas. No próximo dia 24, em Recife, o Governo Lula vai discutir o problema, reunindo os 17 laboratórios oficiais do País. (pág. 1 e A10)

- Cerca de 600 cidades, pelos quatro cantos do mundo, celebraram o sábado como o dia da paz. Centenas de milhares de pessoas em diversas capitais protestaram contra o cada vez mais provável ataque militar dos EUA ao Iraque, do ditador Saddam Hussein. Os protestos, que começaram nos países do Oriente, em razão de fuso horário adiantado, se espalharam até por pequenas comunidades de lugares frios como Antártida e Islândia.

Técnicos da ONU estimam que a reconstrução do Iraque, depois da guerra, custará cerca de US$ 30 bilhões em dois anos. (pág. 1 e A17)

- Antes mesmo de o primeiro tiro ser disparado no Golfo Pérsico, a economia brasileira já está sofrendo. A afirmação é do economista José Alexandre Scheinkman, para quem o risco Brasil está fora da realidade devido ao cenário de incertezas globais. (pág. 1 e A21)

- Os juros nas alturas estão atraindo cada vez mais pessoas para os consórcios. Mas, no lugar de comemorarem, os administradores estão preocupados com os altos níveis de desistência, que prejudicam os consumidores. (pág. 1 e A25)

- Sempre que as eleições acabam, surgem reclamações de que existem partidos demais, que muitos políticos não têm respeito pelo eleitor e trocam de legenda antes da posse só para ficar mais perto do poder. E mais: que o financiamento privado escraviza os governantes aos desejos dos doadores de campanha e que é preciso fortalecer os partidos. Passadas as eleições, no entanto, as críticas somem e nada se faz a respeito. (...) (pág. 2)

EDITORIAL

"A força da Lei" - O Supremo Tribunal Federal manteve intactos os alicerces da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), ao indeferir a argüição de inconstitucionalidade de vários de seus dispositivos - promovida, há mais de dois anos, pelo PT e outros partidos que formavam o bloco oposicionista do governo Fernando Henrique.

Nada como um dia depois do outro. O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, hoje é presidente de todos os brasileiros, e assumiu com naturalidade e maturidade indiscutíveis as responsabilidades inerentes à chefia do Executivo e do Estado. (...)

A LRF veio para ficar e ser respeitada. (...) (pág.12)

COLUNAS

(Coisas da Política - Dora Kramer) - Crítico contundente da proposta de reforma do Judiciário em tramitação no Congresso, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, é defensor ardoroso da criação de uma instância de controle externo do Poder.

Sem ele, Thomaz Bastos não tem dúvida: a Justiça brasileira continuará ineficiente, vagarosa, complacente, "feudal". Uma prova de que a tese do ministro está correta apareceu agora, no caso dos grampos na Bahia, quando a polícia descobriu que as escutas foram feitas com base em autorizações judiciais. (...) (pág. 2)

(Informe JB - Doca de Oliveira) - É grande a expectativa e o cuidado do Palácio do Planalto em torno da visita que o presidente Lula fará ao Congresso amanhã. Mais que uma deferência ao Legislativo, o Presidente deve dar novo passo no processo de diferenciação de seu governo perante o anterior.

Lula deve avançar um grau na exposição da herança que recebeu do tucanato e de todas as limitações que impedem a tão desejada guinada com sua eleição. (pág .6)

(Boechat) - O Governo Lula sofreu sua primeira derrota na Justiça.

A juíza Selene Marina de Almeida, do TRF da 1ª Região, não acatou o pedido do Ministério do Meio Ambiente para que fosse arquivado, por seis meses, o processo sobre a legalidade do plantio de transgênicos no Brasil.

Relatora do caso e a favor das plantas modificadas geneticamente, ela quer decidir a parada em março. (pág. C-2)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Milhões vão às ruas contra a guerra

- Protestos contra uma ação militar no Iraque reuniram ontem milhões de manifestantes em cerca de 60 países, marcando ação global inédita contra a guerra pretendida pelos EUA e apoiada pelo Reino Unido.

Até a conclusão desta edição, os maiores atos haviam ocorrido na Europa - marchas nos EUA começariam mais tarde. Em Londres, mais de 500 mil pessoas foram às ruas. Em Berlim, a polícia estimou a presença de 300 mil e 500 mil pessoas. Em Paris, 200 mil foram liderados por pacifistas americanos.

A Austrália registrou sua maior ação antiguerra desde o conflito do Vietnã - 150 mil pessoas protestaram em Melbourne . Manifestantes também portaram cartazes contra os governos americano e britânico nas capitais de Japão, China, África do Sul e Índia.

No Brasil, até o início da tarde, houve protestos em Salvador, Fortaleza, Curitiba, Belo Horizonte, Vitória e Brasília, onde o ministro Olívio Dutra (Cidades) esteve em marcha. Ainda ontem, haveria atos em São Paulo e Rio. (pág. 1 e A15)

- "A ONU disse claramente a Saddam Hussein que ele deve se desarmar. É preciso que essa vontade seja respeitada. De outro modo, ficaria muito difícil, no futuro, argumentar a favor da ONU como meio de resolver problemas dessa natureza. Na medida em que o regime de Saddam é a ditadura mais brutal e tirânica do mundo - e o povo iraquiano, a sua primeira vítima -, seria estranho ver a esquerda derramar lágrimas por sua saída." (Tony Blair) (pág. 1 e A20)

- Os bancos tiveram no ano passado a maior rentabilidade dos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso. Um levantamento mostra que a rentabilidade (lucro líquido sobre o patrimônio) média em 2002 chegou a 24,5%. No ano anterior, havia sido de 19,1%.

Já a rentabilidade média do setor não-financeiro (indústria, comércio e serviços) fica por volta de 5,6%. Sem contar as despesas financeiras, esse percentual sobe a 15%.

A pesquisa foi feita a partir de 19 balanços publicados, inclusive os de quase todos os maiores bancos. Essas instituições lucraram R$ 9,8 bilhões.

O presidente da Federação Brasileira dos Bancos, Gabriel Jorge Ferreira, afirma que esse lucro "é uma demonstração de competência" e que seria um equívoco atribuir a rentabilidade aos juros elevados. De sua receita total, os bancos ganharam 38,7% com operações de juros e câmbio. (pág. 1 e B1)

- Um dos maiores entusiastas do Governo Lula fora do Brasil, o presidente do Banco Mundial, James Wolfensohn, teme que o cenário internacional comprometa investimentos no País e reduza seu crescimento.

Ele diz em entrevista a Marcio Aith que será inevitável o fim da lua-de-mel de Lula com parte da opinião pública. Mas classifica suas primeiras ações de "extraordinárias" (pág. 1 e A9)

- A ala do sindicalismo ligada ao PT e os movimentos sociais têm exercido pressão no Ministério do Desenvolvimento Agrário para tentar obter um loteamento de cargos públicos.

A estratégia adotada combina uma prática comum da esquerda - a aprovação de candidatos em assembléia - e métodos empregados pela direita - as listas com os nomes de apadrinhados. (pág. 1 e A8)

- A primeira reforma constitucional a ser patrocinada pelo Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será para facilitar o funcionamento autônomo do Banco Central - uma reivindicação antiga do setor financeiro.

Mas a bancada do PT na Câmara está dividida quase exatamente ao meio em relação à autonomia para o BC. Entre 72 dos 92 deputados petistas, 30, disseram ser contra a proposta, 28 a apoiaram e 14 preferiram não opinar. (pág. 1, A4 e A5)

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentará neste ano a maior crise de desemprego da história do Brasil, segundo economistas que acompanharam o mercado de trabalho.

Para os analistas, o crescimento do PIB dificilmente será maior do que 2%. Esse valor é insuficiente para elevar a oferta de emprego para absorver 1,5 milhão de pessoas que entram anualmente no mercado de trabalho, além de parte dos desempregados - são cerca de 12 milhões no País. (pág. 1 e B6)

- O pesquisador americano Michael Walzer, autor de "Guerras Justas e Injustas", livro que se tornou referência, é contrário a um ataque ao Iraque, mas vê uma "mensagem ruim" nos protestos pacifistas.

"As manifestações deveriam defender um sistema permanente de contenção do Iraque", disse. Para ele, Saddam Hussein precisa ser contido por ameaçar a paz. (pág. 1 e A17)

- Ainda bem que amanhã é feriado nos Estados Unidos, justamente pelo "President's day". George W. Bush vai ter muito tempo para pensar na vida. E na ameaça de guerra contra o Iraque.

Bush pode refletir, por exemplo, sobre o relatório dos inspetores da ONU registrando que não tiveram dificuldades para investigar possíveis armas químicas no Iraque - e nem por isso encontraram algo que possa ameaçar o mundo e os EUA.

Bush também terá tempo de sobra no feriadão para se deliciar - ou se irritar - com as fotos de milhões de manifestantes, mundo afora, contrários à "sua" guerra contra o Iraque e contra o povo iraquiano.

Se queria petróleo, o presidente norte-americano está atraindo várias outras coisas: a reação negativa dos governos de França, Alemanha e Rússia, por exemplo, e a ira das populações desses e de centenas de outros países. Até do Brasil. (...) (Eliane Cantanhêde) (pág. A2)

EDITORIAL

"Terror, guerra, recessão" - Havia muito tempo que não se via o ambiente internacional tão perturbado pela insegurança e pelo pessimismo. Confluem para o mesmo ponto e se reforçam mutuamente o medo do terrorismo, o medo da guerra e o medo da recessão. A sensação é a de que as principais decisões políticas do planeta são tomadas num labirinto de irracionalidade.

Algumas das lideranças globais não apenas têm sido incapazes de romper esse círculo de escuridão. Têm contribuído decisivamente para manter as luzes apagadas.

A onda conservadora catapultada após os insanos atentados de 11 de setembro reúne elementos talvez nunca antes associados na política global e, em especial, na dos EUA. Os assessores mais radicais do presidente George W. Bush tornaram-se mais fortes no governo. Leis e decretos presidenciais que fustigaram os direitos civis - que teriam pouquíssimas chances de serem aprovados em tempos normais - foram à frente com mínima resistência. (...) (pág. A2)

COLUNA

(Painel) - Geraldo Alckmin (SP) pediu aos seus secretários que apresentem um plano de metas para as suas respectivas pastas. Detalhe: com validade para três anos. O governador tucano quer entrar em 2006, ano da eleição presidencial, com seu portfólio cheio.

* Presidente da Câmara, João Paulo (PT), deve fazer um pronunciamento em cadeia de rádio e TV na próxima terça à noite. Pedirá aos parlamentares apoio para acelerar a agenda das reformas tributária, política, trabalhista e da Previdência. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Governo loteia estatais entre PT e aliados

- Ainda há vagas em presidências, vice-presidências e diretorias das empresas estatais, com as quais o PT vai agraciar mais alguns filiados e aliados, uma prática que condenava. Os principais postos já foram preenchidos, mas mais de uma dezena deles permanece ocupada por pessoas nomeadas no governo Fernando Henrique Cardoso, aguardando substituto.

Nas próximas semanas, será trocado o comando das companhias docas dos estados e do maior entreposto de alimentos da América Latina, a Ceagesp de São Paulo.

No Governo Lula, a palavra final para a escolha do dirigente das estatais é do próprio Presidente. (pág. 1 e A8)

- O subprocurador da República José Roberto Santoro, que coordena a luta contra o crime organizado e a corrupção no Espírito Santo, já conseguiu vitórias, mas avisa: "Só estamos no começo". O deputado estadual José Carlos Gratz (PFL), temporariamente cassado, pode ir para a cadeia. (pág. 1 e A10)

- A ex-namorada do senador Antonio Carlos Magalhães, Adriana Barreto, o acusou de grampear os telefones dela e do marido, Plácido Faria. Para ela, ACM não se conformou com o fim do caso e passou a perseguir o casal. ACM foi indicado para presidir a Comissão de Constituição e Justiça. (pág. 1 e A5 a A7)

- O Congresso reabre amanhã com os mesmos desafios políticos dos últimos anos. Mas o presidente da Casa, José Sarney, acha que a alta popularidade de Lula e o clima de otimismo podem ser bom para limpar a pauta e fazer as reformas esperadas. (pág. 1 e A4 a A6)

- O Brasil surpreendeu ontem na reunião da Organização Mundial do Comércio, em Tóquio, com uma proposta para o acesso a remédios por países pobres. Já apoiada pela União Européia, ela quer diminuir o medo dos Estados Unidos de concorrência na exportação de genéricos. (pág. 1 e B1)

- Milhões de pessoas em mais de 600 cidades do mundo saíram às ruas ontem para protestar contra a guerra no Iraque e criticar os Estados Unidos e a Inglaterra, países que defendem a ação militar. Foram as maiores manifestações pacifistas desde a guerra do Vietnã, nos anos 70.

Em Roma, havia cerca de 1 milhão de pessoas, em Berlim 500 mil, em Londres 200 mil. Uma multidão também era esperada em Nova York, à noite.

No Brasil houve protestos em 20 cidades, começando por Recife e Fortaleza de manhã e terminando com uma passeata no fim da tarde em São Paulo. (pág. 1 e A17)

- "Ao contrário da Guerra do Golfo e das intervenções no Kosovo e Afeganistão, a iminente ação dos EUA no Iraque é objetivo de repúdio porque não estão claros os motivos e objetivos. As guerras são cruéis e causam vítimas inocentes." (Mario Vargas Llosa) (pág. 1 e A18)

- A aplicação da reserva de vagas para negros e pardos em universidades do Rio reacende o debate sobre a constitucionalidade do sistema de cotas raciais, que poderá ser estendido para todo o País. Há um problema: a impossibilidade de se definir quem é negro ou pardo. Outro: até estudantes negros questionam a medida, com mede de serem discriminados justamente por serem cotistas. (pág. 1, A12 a A14)

- A jornalista britânica Ruth Morris relata seu seqüestro e do fotógrafo americano Scott Dalton por guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN), da Colômbia. A ação, que não havia sido planejada pela guerrilha, resultou num cativeiro de 11 dias na selva. (pág. 1 e A21)

- O trânsito da cidade de São Paulo matou 1.370 pessoas em 2002. Caos, inferno, selva: é assim que motoristas, motociclistas e pedestres classificam a luta nas ruas. Uns culpam os outros. A maioria não se sente culpada pela situação que levou a quase 140 mil acidentes no ano passado. (pág. 1, C1, C4 e C5)

EDITORIAL

"Debate reaberto" - Não se pode cuidar da reforma tributária com preocupações de curto prazo. Nenhuma equipe de especialistas pode eliminar por antecipação todos os defeitos de um novo esquema tributário. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Governo obtém da Alemanha US$ 2 bi para reformar polícia

- Um acordo entre o Brasil e a Alemanha vai garantir financiamento de US$ 2 bilhões para um megaprojeto de modernização e reforma da polícia. Discutido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o chanceler Gerhard Schröder, na sua viagem à Alemanha, o projeto prevê a formação de um cadastro único de todas as polícias e a criação de um documento único para o cidadão brasileiro, entre outras inovações.

O assunto é uma das prioridades do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. O documento único, que substituiria a carteira de identidade, o CPF e o título de eleitor, seria uma forma de inibir fraudes.

Os US$ 2 bilhões do projeto correspondem a quase cinco vezes o orçamento da Polícia Federal, que é de R$ 1,5 bilhão (ou US$ 410 milhões) em 2003. Só serão contemplados com verbas, porém, os estados que adotarem em suas polícias uma política moderna de gestão, com controle de qualidade. (pág. 1 e 12)

- Centenas de milhares de pessoas participaram ontem em cidades de todo o planeta de manifestações contra a ameaça de guerra ao Iraque, aumentando a pressão sobre os EUA.

Forças especiais americanas que já estão no território iraquiano informaram que Saddam Hussein reforçou suas baterias antiaéreas e está concentrando tropas ao redor dos grandes centros urbanos. (pág. 1, 6, 38, 39 e 42)

- A aposentadoria integral dos servidores divide o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Governo Lula, constatou pesquisa feita pelo "Globo". De 60 conselheiros ouvidos, 26 querem limitar as pensões e 22 são contra a mudança por considerarem que se trata de um direito adquirido. (pág. 1 e 3)

- O presidente da Fundação Palmares, Ubiratan Castro, defende a cota para negros da Uerj e diz que não há como identificar raça. "Seria constrangedor conferir fotos. Não é um processo policial." (pág. 1 e 29)

- Antigo crítico do excesso de medidas provisórias, o líder do Governo na Câmara, Aldo Rebelo (PcdoB), agora defende mais liberdade para o Executivo legislar por MPs: "Temos que buscar um equilíbrio." (pág. 1 e 10)

- Em entrevista à revista "Época", a advogada Adriana Barreto, ex-amiga do Antonio Carlos Magalhães, contou que o senador a avisou sobre o grampo nos telefonemas do seu marido, o advogado Plácido Faria.

Segundo ela, o senador teria dito que queria provar que Faria "era bandido". Os telefones de Adriana e Faria estavam entre os 232 grampeados graças a uma autorização judicial adulterada na Bahia. (pág. 2 e 15)

- O consumidor poderá pagar aumentos de até 44% na energia elétrica para compensar as perdas de empresas do setor. O reajuste está previsto no novo modelo de revisão tarifária que será proposto pela Aneel a partir de amanhã e deverá beneficiar 17 companhias este ano. O Ministério de Minas e Energia é contra e, se for o caso, prefere retomar a concessão das empresas em dificuldades. (pág. 2, 33 e 35)

- A Polícia Civil do Rio descobriu que chefões do tráfico de drogas têm conseguido atendimento médico em hospitais privados como associados a planos de saúde. Os bandidos conseguem remoção depois de atendidos com nomes falsos em prontos-socorros públicos. Com isso, conseguem driblar a polícia. Os hospitais privados vão passar a comunicar à polícia todos os casos de pacientes baleados. (pág. 2 e 18)

- O especialista franco-brasileiro e com comportamento de macacos Jean Boubli, do Museu Nacional, vai liderar este mês uma expedição à Amazônia em busca de novas espécies de primatas.

Boubli, que passa boa parte de seu tempo na selva, já enfrentou o perigo da guerra civil no antigo Zaire para observar chimpanzés e uma revolta de rebeldes muçulmanos na Indonésia, quando estudava orangotangos. (pág. 2 e 43)

EDITORIAL

"Melhor opção" - A guerra que o presidente George Bush prepara contra o Iraque está cada dia mais parecida com uma guerra contra a razão. E cada argumento seu, em vez de mostrar que ele está do lado certo, revela apenas o quanto é impaciente e obcecado.

Bush ainda não apresentou uma única prova convincente de que o ditador iraquiano tenha armas proscritas pela ONU e por convenções internacionais.

Faltou substância à exposição do secretário de Estado, Colin Powell, ao Conselho de Segurança: o que ele mostrou, inequivocamente, foi uma grande vontade de ter provas para convencer o mundo de que os EUA são o bem e o Iraque é o mal. (...) (pág. A6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - A sucessão de um governo começa sempre em seu primeiro mês. Para a de Lula, são óbvios alguns movimentos da oposição, que tem no PSDB seu pólo mais forte. E no próprio PT, em que agora se diz com freqüência que quatro anos são pouco tempo para fazer o necessário. Para Marcos Coimbra, diretor do Instituto Vox Populi, quem tiver planos presidenciais deve começar a pensar em 2010. Em 2006, Lula só não se reelege se cometer erros monumentais. (...) (pág. 2)

(Ancelmo Góis) - Tem gente se queixando que só obtém acesso ao Siafi com autorização do ministro Palocci. O Sistema Integrado de Administração Financeira é a radiografia permanente dos gastos do Governo.

Foi graças ao Siafi que o senador Eduardo Suplicy baseou denúncias contra o governo FH. (pág. 20)

CORREIO BRAZILIENSE

- Governo abre crédito para 40 milhões de sem-conta

* Mesmo pessoas que estão inadimplentes serão aceitas pelos bancos oficiais

* Meta da Caixa é fechar 2003 com 500 mil novos clientes de baixa renda

* Pacote de R$ 11 bilhões financiará micro e pequenos empresários. (pág. 1, 6 e 7)

- A difícil adaptação dos novos moradores - Labirinto nas ruas, céu incomparável. Contrastes de Brasília surpreendem os recém-chegados. PM fez um cursinho de trânsito para servidores da Presidência. (pág. 1 e 18)

- (...) O PDT elegeu 21 deputados em outubro passado. Quatro meses depois, tem apenas 17. Foi o único partido de médio porte que não se beneficiou com o troca-troca de parlamentares antes da posse do novo Congresso. (...) (pág. 8)

- Parece notícia velha, mas não é. Gasolina, álcool e óleo diesel passarão por novo reajuste a partir de hoje. Os preços ficarão entre R$ 0,03 e R$ 0,05 mais caros em quase todo o País, inclusive no Distrito Federal. É o terceiro reajuste deste ano e o quarto dos últimos 50 dias. (...) (pág. 14)

ZERO HORA

- Quem chega à noite ao Armazém do Ferreira, bar da Rua 202 Norte, em Brasília, estranha o sotaque das pessoas que lotam o espaço. O estabelecimento tornou-se o ponto de encontro dos cerca de 60 gaúchos que ocupam postos distribuídos pela Esplanada dos Ministérios no Governo Lula.

Nos círculos próximos ao poder, o fenômeno deu origem a um novo termo: "gauchério". Como as contratações para o Executivo deverão se prolongar pelos próximos meses, o número de gaúchos na administração deve ultrapassar uma centena. Na estimativa não estão computadas as nomeações para postos federais nos estados. (pág. 6 e 8)

- A análise dos indicadores de desempenho industrial mostra que 2002 não deixou saudade para muitos setores da economia.

Crescimentos pífios e balanços no vermelho assombraram negócios em diferentes recantos do estado, refletindo a instabilidade e as incertezas que marcaram o ano passado.

Dentro desse cenário, porém, houve quem superasse a crise. Alguns segmentos registraram crescimento bem superior à média do estado, como os de mecânica, material elétrico e de transporte, máquinas agrícolas e fumo.

"Zero Hora" foi buscar casos de empresas e pessoas que há muito constroem a presença expressiva desses setores, espalhando prosperidade no campo e na cidade. (...) (pág. 21 e 22)

MANCHETES

CORREIO DA BAHIA

- Energia pode ter reajuste de 44% em abril

O DIA (RJ)

- Tráfico toma conta da praia em Ipanema

ZERO HORA (RS)

- O Rio Grande que deu certo

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

- Grampos na Bahia: A vingança do coronel - Como ACM infernizou a vida de sua ex-namorada e do marido dela.

* Adriana: "Tive um romance com o senador. Após o rompimento, meu atual marido e eu fomos grampeados, perseguidos e intimidados".

Bahia de todos os grampos - Entre as vítimas das 190 escutas ilegais, estão adversários de ACM e até sua ex-namorada, que narra o inferno em que vive. (pág. 36 a 43)

Com medo de ser FHC - Governo faz corte fundo e corajoso no Orçamento, mas, com medo de vaia, tenta iludir a platéia com "medidas populares". (pág. 44 a 46)

O rato que ruge - Isolada e com seu povo passando fome, a Coréia do Norte recorre à chantagem nuclear para arrancar dinheiro dos EUA. (pág. 54 a 55)

A primeira batalha: EUA x Europa - Guerra contra o Iraque provoca conflito entre antigos aliados. (pág. 50 a 53)

O Brasil imperialista - A estratégia das empresas brasileiras para liderar mercados na América Latina combina agressividade e criação de empregos. (pág. 74 a 77)

ISTOÉ

TÍTULOS DE CAPA

- Tem um Brasil que dá certo - No momento em que os juros sobem, o Governo faz cortes e a atividade econômica se desacelera, a agropecuária brasileira cresce cinco vezes mais que o PIB.

- Grampo baiano - Fecha-se o cerco a ACM (outra vez...)

Cortes na corte - Governo limita os próprios gastos para dar a volta por cima na situação "gravíssima" em que o País se encontra. (pág. 24 a 26)

"A guerra já está na conta" - Mantega, do Planejamento, diz que aperto fiscal prepara o País para o conflito. "Todo o nosso esforço é para fazer com que a taxa de juros caia o mais rápido possível, mas não vou arriscar uma previsão". (pág. 25 a 27)

Lava-jato à brasileira - Banestado ajudou empresas a sonegarem o Fisco americano através de falsas doações assistenciais. (pág. 28 a 30)

Impressões digitais - Marido da ex-namorada de ACM diz ter provas de que senador mandou grampear seus inimigos políticos na Bahia. (pág. 32 a 34)

Verde que te quero dólar - Com tecnologia e pesquisa, a agropecuária bate recordes sucessivos, cresce a ritmo chinês e cria um país à parte, moderno e rico. (pág. 389 a 44)

Mais um na rede - Ex-secretário de Obras de Niterói é investigado no esquema dos fiscais do Rio. (pág. 35 a 36)

Eixo Paris-Berlim? - Intransigência da Casa Branca leva França e Alemanha a rachar a Otan e a fortalecer a oposição européia aos EUA. (pág. 62 a 64)

ÉPOCA

TÍTULOS DE CAPA

- Grampo, ciúme e poder - Denúncia dos 200 grampos na Bahia coloca ACM na berlinda e desafia o Governo Lula a investigar um crime gravíssimo até o fim.

- Mistério na Receita - Multa de R$ 1,1 bilhão caiu para R$ 25 milhões

- A morte de Dolly - O sacrifício do primeiro clone

- Cotas no vestibular - Projeto errado produz desastre acadêmico e até cria raiva entre brancos e negros.

Falta o mandante - Surgem pistas contra ACM na investigação sobre o grampo-monstro na Bahia. (pág. 24 a 29)

Tem boi na linha - Crime de tempos tenebrosos, o grampo é essencial para apanhar grandes bandidos. Os abusos precisam ser apurados e punidos. (pág. 30 a 31)

Como R$ 1 bilhão viraram R$ 25 milhões - Aconteceu com uma multa aplicada pelo secretário da Receita na OAS. A defesa da empresa foi feita por auditores do Fisco. (pág. 32 a 33)

Começo errado - O sistema de cotas da Uerj deixa o mérito em segundo plano e cria uma inesperada tensão entre estudantes brancos e negros. (pág. 34 a 37)

A lógica de Torquemada - Protestos ignoram que, ao menos numa democracia, negro é quem opta por se declarar negro. (pág. 38)

Novo corte na esperança - O Governo aperta o cinto e a economia se arrasta em mais um ano difícil para os brasileiros. (pág. 60 a 63)

Uma volta por cima na Previ - Sindicalista afastado do fundo de pensão por FHC retorna cheio de poderes. (pág. 63)

O triste fim de Dolly - Sacrificada por causa de uma doença pulmonar, a ovelha clonada mostra ao mundo que não é hora de pensar em copiar humanos. (pág. 68 a 69)

DINHEIRO

TÍTULO DE CAPA

- Rombo na Eletropaulo - E o Brasil paga a conta: Como a AES comprou a maior empresa de energia do País sem colocar um centavo, deixou US$ 1,2 bi de dívida e forçou o Governo a reestatizá-la.

As 14 ações de Mantega - Ministro do Planejamento abre o plano do Governo Lula para equilibrar as contas públicas. (pág. 22 a 25)

Milagre externo - Exportações dão novo fôlego à região de Americana, maior pólo têxtil do País, que quase naufragou nos anos 90. (pág. 26 a 27)

AES dá adeus - Multinacional que comprou a Eletropaulo sem colocar um centavo deixa rombo bilionário. O Brasil paga a conta. (pág. 28 a 31)

Choque frontal - Licitação de R$ 12 bilhões abre disputa entre prefeitura de São Paulo e as 39 empresas de ônibus da metrópole. (pág. 32)

O ajuste de Minas - Governo elimina cinco secretarias, demite 2 mil servidores e enfrenta rombo de R$ 2 bilhões. (pág. 37)

Os EUA querem você na Alca - Proposta da Casa Branca de redução de tarifas irrita o Itamaraty e cria primeiro atrito na negociação comercial. (pág. 38)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é http://www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

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