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16/03/2003
JORNAL DO BRASIL - Economia no Brasil será pouco afetada em caso de guerra - Uma possível guerra entre Estados Unidos e Iraque não deve ter forte impacto sobre os indicadores da economia brasileira. É o que acredita a maioria dos economistas ouvidos pelo "Jornal do Brasil". Uma das razões para o otimismo é a expectativa de que o conflito seja curto, dure no máximo dois meses. Outra é o efeito guerra já ter sido "precificado pelo mercado". Isso quer dizer que as conseqüências negativas foram produzidas antes mesmo do lançamento da primeira bomba. A inflação é um dos pontos mais vulneráveis, porque o conflito atingiria em cheio os preços do petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar, com efeito cascata sobre os preços no País. Muitos economistas consideram que o que é potencialmente mais grave para o Brasil também o é para muitos outros países: a possibilidade de uma recessão da economia mundial, que reduziria investimentos e prejudicaria as exportações. (pág. 1 e A13) - O Tribunal de Contas da União encaminhou à Casa Civil da Presidência da República documento demonstrando que o ambicioso projeto está sendo subutilizado, não justificando, até agora, o seu custo, que chega a R$ 1 bilhão. (pág. C2) - Os empresários estão assumindo um papel mais ativo para combater a desigualdade. Eles querem acompanhar o resultado daquilo que bancam, para não ficar apenas com o rótulo de mecenas. Iniciativas neste sentido estão surgindo em vários estados. No Rio de Janeiro, a Firjan abraçou um programa de integração com a comunidade que se propõe a melhorar a qualidade de vida de um dos bairros com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDC) do estado, o Caju. O projeto parte de um estudo, especialmente encomendado, sobre o perfil socioeconômico da área e prevê o monitoramento dos resultados obtidos. (pág. 1 e A4) - Ser morador da Cidade de Deus foi transformado pelo cinema em um cartão de visita indesejável, que tornou ainda mais difícil conseguir emprego. A conclusão, de uma pesquisa da Associação Brasileira dos Analistas de Mercado, é contestada pelo diretor de "Cidade de Deus', Fernando Meireles. (pág. 1 e C1) - Advogados de traficantes são sempre os suspeitos número 1 sobre o leva-e-traz de informações entre bandidos presos e soltos, e até pela entrada de aparelhos celulares nos presídios. Onde termina o profissionalismo e começa o crime? Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da seccional Rio, Octávio Gomes, não é difícil flagrar advogados servindo de pombo-correio para criminosos. Segundo ele, nos últimos dois anos, 16 profissionais perderam a carteira da OAB e tiveram o registro cassado. (...) (pág. 2) - Em meio a eternos opositores com dificuldade para ser governo e eternos governistas com dificuldades para ser oposição, o líder do PFL na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), afinou o discurso: ao falar do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) às reformas, seu tom é tão duro quanto foi o dos adversários do PT quando na oposição. (...) (pág. 6) EDITORIAL "Colômbia Aqui" - O assassinato de um juiz-corregedor de presídios na noite de sexta-feira, no interior de São Paulo, aproxima o Brasil do assombroso nível de violência urbana que envolve a Colômbia de nossos dias. (...) A Colômbia, de tão notáveis tradições, convive, há mais de duas décadas, com desmedido avanço da criminalidade impulsionada pelos cartéis da cocaína. A isto veio acrescentar-se, nos últimos anos, a ação de grupos terroristas fortemente armados e que, em ostensiva associação com o narcotráfico, controlam, hoje, vasta área do território colombiano. (pág. 10) COLUNAS (Coisas da Política - Dora Kramer) - Dê-se ao novo conjunto de medidas para a área de segurança pública o nome que se quiser dar, mas o significado é um só: o Governo federal avocou para si o controle do combate ao crime. Se vai dar certo, veremos. Mas, no momento, o fundamental - e sem sombra de dúvida essa é a ação mais consistente do governo Luiz Inácio Lula da Silva - é que finalmente a União parou de correr do problema. O risco é grande, porque a situação é gravíssima e de difícil solução. Mas, para começar, só o fato de as autoridades federais resolverem enfrentar resistências, abandonarem a cantilena dos impeditivos constitucionais e assumirem a responsabilidade já é uma boa perspectiva. (...) (pág. 2) (Informe JB - Doca de Oliveira) - O PFL vem digerindo, aos poucos, o impacto do escândalo do grampo baiano. O comando do partido está convencido de que a decadência de Antonio Carlos Magalhães (BA) não ajuda em nada, nem mesmo dará sobrevida a projetos políticos de outras lideranças que poderiam ser neutralizadas por sua ascendência. A derrocada do cacique baiano esvazia a determinação pefelista de fazer oposição aberta ao governo Lula. Guardado nas mãos da Polícia Federal e do Conselho de Ética, o destino de ACM é o freio tácito com que ninguém contava. * O partido trabalha em silêncio no projeto de poder com que pretende se recolocar no cenário político nacional. O partido esquadrinha a renovação em seu quadro de lideranças e quer unificar o discurso. O primeiro passo foi dado na Câmara, com a indicação, de José Carlos Aleluia (BA) para a liderança da bancada. Outro será dado em maio, com a indicação da deputada Kátia Abreu para a presidência nacional do PFL Mulher, seção que mobiliza a militância feminina. (pág. 6) (Boechat) - Será lançado em Brasília, quarta-feira, projeto de educação ambiental e musical que beneficiará 400 mil alunos de 800 escolas públicas em sete estados do Brasil. Os estudantes ganharão um kit educativo elaborado pelos ministérios das Minas e Energia e do Meio Ambiente, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Furnas, Instituto Tom Jobim e Ibama. O programa foi batizado de Tom do Pantanal. * A Petrobras investirá R$ 750 mil, este ano, em roteiros de curtas-metragens. Terça-feira, no Cine Odeon, no Rio, serão conhecidos os 18 projetos que receberão o incentivo. Além da divulgação dos nomes, haverá um debate coordenado por Nelson Pereira dos Santos, sobre o futuro do cinema nacional. (pág. C-2) FOLHA DE SÃO PAULO - Máquina patina no início do Governo - Sem conseguir preencher os principais cargos do Governo em razão de disputas e concessões políticas, a máquina administrativa de Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta problemas. Dos cerca de 800 postos de primeiro e segundo escalões, somente 30% já estão ocupados. Ao todo, a mudança de poder provocou um rearranjo em 5.000 cargos federais. As vagas estão sendo loteadas nos estados para abrigar petistas e afilhados de aliados políticos. O PT tem o predomínio absoluto das indicações, com cerca de 60% dos postos. As dificuldades ficaram expostas na semana passada, quando o Fome Zero acumulou críticas e a oposição paralisou votações no Congresso, expondo a fragilidade da base. Para o presidente do PT, José Genoino, a falta de conhecimento da máquina administrativa prejudicou o Governo Lula nos primeiros meses. Ele diz que o partido vai se ajustar. Lula deixou de lado o tom efusivo das primeiras semanas. Após discursar numa fábrica no ABC, desabafou: "Se todo dia fosse como hoje, seria ótimo ser presidente". (pág. 1 e Cad. Brasil) - Após o assassinato do juiz-corregedor Antonio José Machado Dias, 47, anteontem em Presidente Prudente (SP), o Tribunal de Justiça decidiu reformar por tempo integral a segurança de 250 juízes de execução criminal de São Paulo. A responsabilidade pela corregedoria de Presidente Bernardes, que era de Dias, foi transferida para a capital. No presídio está o traficante Fernandinho Beira-Mar. O secretário de Estado da Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, destacou duas equipes para apurar o caso. Para ele, seria "especulação" comentar se o crime tem ou não relação com o traficante. O velório do corpo do juiz reuniu cerca de 3.000 pessoas em Prudente. (pág. 1 e Cad. Cotidiano) - Vejo um paralelo entre a busca de supremacia dos EUA conduzida pelo governo Bush e o processo de bolha no mercado acionário. Essas bolhas têm uma base sólida na realidade, mas a realidade é distorcida por conceitos equivocados. A posição dominante dos EUA é a realidade, e a busca da supremacia é o conceito equivocado. (George Soros - pág. 1 e A21) - Madeleine Albright, ex-secretária de Estado americano, diz que os presidentes George W. Bush (EUA) e Jacques Chirac (França) não agem como "adultos" na discussão da guerra ao Iraque. "Os dois colocam a questão como se fosse preto ou branco". Para ela, há hoje uma "tempestade diplomática perfeita". (Fernando Canzian) - (pág. 1 e A23) - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que o assassinato do juiz-corregedor Antonio José Machado Dias não vai antecipar a transferência de Fernandinho Beira-Mar para outro estado. "Não podemos afirmar se (o crime) teve ou não relação com o tráfico, porém isso vai ser esclarecido", disse. Para o secretário de Segurança Pública de SP, o crime não foi cometido por "amadores". (pág. 1 e C1) - As companhias petrolíferas mais bem posicionadas para entrar no Iraque são na maioria de países contrários ao conflito. Seis empresas têm contratos com Bagdá. Após a guerra, as gigantes dos EUA vão querer uma fatia do bolo. (pág. 1 e B7) - O risco está na reconstrução do Iraque. O cenário em que os EUA terão de manter 200 mil soldados pode ser alarmante para o seu déficit orçamentário. (pág. 1 e B5) - O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, admitiu que o Governo pretende revogar a proibição de vistorias em áreas invadidas. Medida provisória de FHC vetou inspeções por dois anos. Admirador do MST, Rossetto considera aceitáveis possíveis invasões de terras ociosas. O ministro afirma que as críticas feitas à nomeação para o Incra de pessoas ligadas a movimentos sociais representam um "preconceito inaceitável". Dizendo-se desamparados pelo Governo, fazendeiros se armam e formam milícias, como o Primeiro Comando Rural, no Paraná. (pág. 1, A4 e A11) - (...) O índice de "ótimo" e "bom" caiu de 56,6% para 45%. É mais uma tendência de que realmente um dado pronto e acabado, mas a coisa anda ruim. Ou seja, é um sinal amarelo piscando. Se não há muito como mudar a economia, Lula deveria dar prioridade mil aos programas sociais. Até agora, há ministério e programa de mais para senso prático de menos. Para bloquear a tendência de queda das pesquisas, é justamente por aí que Lula deve começar. Aliás, já deveria ter começado há muito tempo. (Eliane Cantanhêde - pág. A2) EDITORIAL - "Voluntarismo" - O marcante voluntarismo da administração George W. Bush no campo diplomático e militar é amplamente reconhecido. Nas últimas semanas, essa impetuosidade contribuiu decisivamente para que, a partir da resistência às pretensões belicosas de Bush no Iraque, liderada por França, Alemanha e Rússia, se esboçasse uma séria crise do sistema internacional. A sensação de alarme foi generalizada nos meios políticos e econômicos internacionais. O "Financial Times", por exemplo, explicitou uma preocupação corrente ao indagar se a Otan (a aliança militar ocidental) estaria a ponto de dissolver-se. O diário inglês, como muitos outros órgãos de imprensa, acadêmicos e analistas, questiona mesmo se a ordem global pós-1945 como um todo - e em particular as Nações Unidas - não estaria em pleno processo de dissolução. (pág. A2) COLUNA - (Painel) - Dirigentes do MST procuraram os ministros Miguel Rossetto (Reforma Agrária) e Luiz Dulci (Secretaria Geral) e pediram uma audiência com Lula. Os sem-terra dizem que, de agora em diante, querem negociar diretamente com o Presidente. * Lula não autorizou seus ministros a marcar um encontro com o MST. Na avaliação do Planalto, o Presidente poderia se desgastar caso empenhasse sua palavra num acordo com a entidade e, dias depois, algum setor do MST voltasse a invadir fazendas. (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO - Guerra agora é 'muito mais provável' - A ação militar contra o Iraque agora "é muito mais provável, embora não seja inevitável", reconheceu ontem o chanceler britânico, Jack Straw, numa entrevista em que também sustentou a legalidade do uso da força sem a necessidade de aprovação de resolução específica no Conselho de Segurança da ONU. A declaração foi feita na véspera da reunião de cúpula que Grã-Bretanha, EUA e Espanha fazem hoje nos Açores. Em outro indício de que a guerra se aproxima, Bush disse ontem em seu pronunciamento semanal às rádios dos EUA que "dias cruciais se avizinham para as nações livres do mundo". Ontem foi dia de protestos contra a guerra em todo o mundo. (pág. 1 e A17) - Solidários com os iraquianos, embora nem todos apóiem Saddam Hussein, os muçulmanos de São Paulo rezam pela paz nas mesquitas, onde os xeques imploram a proteção divina de Alá. Mas não deixam de fazer sérias críticas ao presidente George W. Bush. Os iraquianos da capital, pouco mais de cem imigrantes, passam os dias preocupados com seus parentes em Bagdá. Durante o dia buscam notícias. À noite, madrugada no Iraque, a apreensão aumenta. (pág. 1 e A20) - Ainda não me convenceram de que uma guerra com o Iraque será tão justa como a da libertação do Kuwait. Não me parece comprovado que o regime de Saddam Hussein disponha de um arsenal de armas biológicas e químicas. Tony Blair põe em jogo sua vida política ao apoiar os Estados Unidos em seus planos bélicos. Por outro lado, se dependesse de Chirac e de Schroeder, o Kuwait continuaria sendo uma província iraquiana. (Mario Vargas Llosa) - (pág. 1 e A22) - A agricultura brasileira festeja não apenas uma colheita recorde, mas também a maior receita de todos os tempos. A estimativa é de produção entre 108,5 milhões e 115 milhões de toneladas. Levando-se em conta a projeção mais conservadora, em arroz, feijão, milho, algodão, soja e trigo o campo deverá receber este ano R$ 56,5 bilhões, quase 50% mais do que em 2002. (pág. 1 e B1) - O Fome Zero também está recebendo críticas dentro do PT: resolução que começou a ser discutida ontem pelo diretório nacional diz que é preciso definir melhor o foco, os métodos e os critérios de avaliação do programa. Também sugere ao Governo mais coordenação, para evitar concorrência entre os projetos sociais. (pág. 1 e A4) - Estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que a Previdência dos servidores públicos brasileiros compromete 4,7% do PIB, enquanto o custo médio nos países europeus não ultrapassa 1,7%. Isso apesar de as pessoas acima de 60 anos representarem 20% da população desses países e apenas 8,4% da população do Brasil. (pág. 1 e A7) - Para a polícia, o PCC é o mais provável responsável pela morte do juiz de Presidente Prudente, José Antônio Machado Dias, e não Fernandinho Beira-Mar. Ontem, dia do enterro do juiz, era 15/03/03, números que representam a ordem das letras PCC e identificam a organização criminosa (1533). (pág. 1, C1, C3 e C4) EDITORIAL "EUA rejeitam a ONU" - O 11 de setembro deu à nova direita dos EUA o que lhe faltava para legitimar o projeto de afirmação da hegemonia americana no mundo e a adequação do mundo aos seus desígnios. (pág. A3) O GLOBO - OAB acusa Beira-Mar por execução de juiz - O presidente da OAB-SP, Carlos Miguel Aidar, disse que foi a quadrilha de Fernandinho Beira-Mar que assassinou, na noite de anteontem, o juiz da Vara de Execuções Penais e diretor do Fórum de Presidente Prudente, Antônio José Machado Dias. O clima de comoção, revolta e medo tomou conta da cidade. A população fez manifestações exigindo a transferência do traficante. Na reunião do diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), em São Paulo, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de vários ministros, o presidente nacional do partido, José Genoino, disse que a morte do juiz provocou indignação e revolta. Ele reafirmou o compromisso do Governo Lula com o combate ao crime organizado. O juiz foi enterrado na tarde de ontem no cemitério São Paulo. * Bens de traficantes, confiscados pela Justiça há mais de dez anos, foram parar nas mãos de policiais em vez de serem leiloados. (pág. 1, 13, 14, 15 e 20) - Ao ameaçar atacar o Iraque contra a vontade do Conselho de Segurança, o presidente Bush poderá dar o maior golpe nos 58 anos de vida da ONU, segundo analistas. O conflito pode iniciar um processo de reformulação da ordem internacional, atropelando conceitos e instituições consolidados após a Segunda Guerra. (pág. 1 e 37 a 43) - O castelo no Estaleiro Mauá, em Niterói, guarda parte da história da industrialização brasileira, na época em que o Rio disputava com São Paulo a liderança nacional. Hoje, sujeira e abandono escondem dos cariocas os marcos da pré-história da indústria do Rio, quando o Barão de Mauá, associado ao capital estrangeiro, investia fortunas para promover a incipiente indústria nacional. (pág. 1 e 34) - Depois de dois meses e meio de penosas negociações e de reuniões sem fim entre os partidos aliados, o Governo Luiz Inácio Lula da Silva ainda não preencheu a maioria dos 22 mil cargos federais nos estados. Dos 289 postos de segundo escalão nos órgãos federais mais importantes, só 31% foram ocupados até agora. A demora no preenchimento dos cargos, apesar de haver indicações para esses postos, irrita petistas e aliados. "Não podemos demorar oito meses, como no governo Fernando Henrique, para preencher esses cargos", critica o deputado Carlito Mers (PT-SC). "Há irritação nos estados porque os órgãos estão parados e os problemas se acumulam à espera de solução", reforça o deputado João Fontes (PT-SE). (...) (pág. 2) - O modo petista de governar chegou ao método de escolha da chefia das delegacias regionais do Trabalho: os funcionários estão fazendo eleições para escolher entre eles nomes que serão indicados para o cargo de delegado. Os sindicatos dos agentes de inspeção do trabalho elaboraram listas tríplices com os mais votados para submeter às direções regionais e a parlamentares do PT. (...) (pág. 4) - O diretório nacional do Partido dos Trabalhadores, reunido ontem pela primeira vez desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encontrou uma fórmula de conciliação para tentar garantir a paz com os radicais do partido. O Campo Majoritário, tendência moderada que domina o partido, apresentou resolução que determina apoio total à política econômica que vem sendo implantada pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci, mas aceitou a proposta dos radicais de promover um grande debate sobre os rumos da economia no Governo Lula. (...) (pág. 5) - Estudo do MEC mostra que o Rio tem as taxas mais altas de repetência no ensino fundamental (18%) e no médio (21%) das regiões Sul e Sudeste. A evasão é outro problema: 16% dos alunos abandonam o ensino médio, superando a média do Sudeste. Mas o estado tem bons índices de alfabetização, quase todas as crianças na escola e o terceiro maior número de pessoas com nível superior do País. (pág. 2 e 25) - A provável eclosão do conflito entre EUA e Iraque está levando as empresas brasileiras a traçarem estratégias para atravessar, sem sobressaltos, uma guerra. As que dependem do petróleo já aumentaram os estoques de matéria-prima. É o caso dos produtos químicos de uso industrial, cujas vendas em janeiro cresceram nada menos que 9,26% em relação a dezembro de 2002. (pág. 2 e 31) - Pelo menos R$ 35 milhões de empresas públicas de Brasília teriam sido desviados para a campanha do governador Joaquim Roriz (PMDB), num esquema descoberto pelo Ministério Público após o rastreamento de cheques e de depoimentos de gerentes do Banco de Brasília. O dinheiro era sacado de cheques descontados por um doleiro, segundo reportagem da revista "Época". (pág. 2 e 12) - Oito anos depois do início da privatização no Brasil, a concorrência não impediu que as tarifas de energia e telefonia fixa pesam cada vez mais: a conta de luz subiu 278% e a de telefone 454% desde o início do Plano Real. Os principais atores do Governo no processo de privatização admitem que, na época, optaram por um indexador que servisse de atrativo para os investidores estrangeiros. (pág. 2, 35 e 36) - Um pesquisador americano propôs uma nova teoria para explicar o surgimento da arte e da fala. Baseado na descoberta de um gene do cérebro, o antropólogo Richard Klein, da Universidade de Stanford, defende que foram mudanças genéticas que levaram os primeiros seres humanos a desenvolver uma cultura e a migrar da África para o resto do mundo, há 50 mil anos. (pág. 2 e 44) EDITORIAL - "Tudo por fazer" - (...) Para onde correr? Não há milagres. E nem a questão é tanto de dinheiro bruto: o Brasil está gastando mais de 5% do PIB em educação - taxa comparável à de países desenvolvidos. Mas o destino desse dinheiro é duvidoso. As universidades públicas, por exemplo, continuam a amealhar uma parcela enorme - 25% - do total, num país onde a educação básica está falhando clamorosamente. É toda uma discussão sobre o nosso sistema de ensino que precisa ser aprofundada - e desviada de pressões corporativas que distorcem os dados do problema. (pág. 6) COLUNAS - (Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Apesar do discurso sobre a transitoriedade, em breve o governo Lula dará sinais objetivos sobre a duração da continuidade na política econômica. Manda a Constituição que o Executivo envie anualmente ao Congresso, até o dia 15 de abril, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano seguinte. Por ela saberemos, no mínimo, se o ministro Palocci manterá o arrocho fiscal. Destinada a orientar a elaboração do Orçamento, a LDO estabelece preliminarmente algumas metas, como o percentual do superávit primário, que Palocci elevou de 3,75% para 4,25%. (...) (pág. 2) - (Ancelmo Gois) - Cresce a idéia de padronizar o uniforme dos 37 milhões de alunos de escolas públicas do País. Sexta-feira, houve uma exposição do projeto à diretoria do BNDES. Para a produção dos uniformes, haverá incentivos à instalação de confecções em áreas onde o desemprego é mais grave. (pág. 18) CORREIO BRAZILIENSE - Crime atrai mais mulheres e menores - O crime no Distrito Federal é cada vez menos uma atividade restrita aos homens. Levantamento da Polícia Civil brasiliense revela que mulheres e adolescentes estão cada vez mais envolvidos em delitos. Entre 2001 e 2002, a população carcerária feminina aumentou 42%. E o número de meninos e meninas recolhidos no mesmo período aumentou 16% no DF. (pág. 1 e 18 e 19) - Secretário de Segurança Pública de Goiás pediu apoio da Polícia Federal para investigar suposta participação de PMs da Bahia no roubo de três bancos em Posse. Segundo ele, duas viaturas da PM baiana foram usadas no assalto. (pág. 1 e 16) - As primeiras pistas colhidas sobre o assassinato do juiz-corregedor José Machado Dias revelam que a autoria do crime está mais para a organização criminosa Primeiro Comando da Capital do que para Fernandinho Beira-Mar. A segurança dos juízes paulistas será reforçada. (pág. 1, 6 e 7) - Acampamentos em áreas invadidas de Minas Gerais apresentam melhor qualidade de vida que os assentamentos oficiais assistidos pelo Governo federal no estado. (pág. 1, 8 e 9) - Novos indícios de uso irregular de dinheiro público colocam em suspeita a campanha eleitoral do governador Joaquim Roriz em 2002. Segundo reportagem da revista "Época", os supostos R$ 35 milhões desviados dos cofres públicos foram sacados de agências do Banco Regional de Brasília pelo doleiro Fayed Antoine Trabously. Documentos reunidos pela missão especial que investiga as eleições no Distrito Federal serão anexados ao processo a ser julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Para o porta-voz de Roriz, Paulo Fona, as novas suspeitas levantadas pelo Ministério Público eleitoral são uma "ilação criativa". (pág. 3) ZERO HORA - As atenções do mundo estarão voltadas neste domingo para um território de 396,75 quilômetros quadrados - a Ilha Terceira, no arquipélago português dos Açores, no Oceano Atlântico. É neste cenário, pouco menor do que a Ilha de Santa Catarina, onde fica Florianópolis (SC), que o presidente dos EUA, George W. Bush, e os primeiros-ministros da Grã-Bretanha, Tony Blair, e da Espanha, José Maria Aznar, jogarão as peças decisivas do xadrez da guerra contra o Iraque. O resultado mais provável do encontro será a confirmação da decisão de ir à guerra - mesmo que sem o aval do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). (pág. 4 e 5) - Se o caminho para o Oriente Médio continuar tão livre como o trajeto percorrido por um carregamento da Randon Implementos, que cruzou na última quinta-feira a fronteira da Síria rumo ao Iraque, as indústrias gaúchas que apostam na região não sofrerão ataque significativo no desempenho das exportações. O conflito no Golfo Pérsico preocupa os exportadores, que já enfrentam custos mais altos de transporte devido ao risco da guerra, e prevêem atrasos nas entregas e perda de cargas. Mas o temor não abala as expectativas de crescimento em 2003. Os números da Câmara de Comércio Árabe Brasileira (CCAB) confirmam a tendência de alta. (pág. 14) - A instalação de um dos maiores acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Santana do Livramento aumentou a tensão na Fronteira. Ruralistas se dizem preparados para impedir eventuais invasões. Desde o último domingo, quando o MST alojou dezenas de famílias de novos sem-terra no assentamento Nossa Senhora da Conceição, pecuaristas dos municípios da região promovem encontros e trocas diárias de informações. A época é de preparação para a colheita de grãos e, na noite de sexta-feira, os produtores desviaram a atenção das lavouras e se reuniram no Sindicato Rural de Livramento para discutir ações de proteção das propriedades. (pág. 42 e 43) MANCHETES O DIA (RJ) - PT fica rico no poder ZERO HORA (RS) - Polícia procura elo entre Beira-Mar e morte de juiz em SP REVISTAS VEJA TÍTULOS DE CAPA - O erro de Bush - Tratar essa guerra como uma cruzada do bem contra o mal - A superbomba e as outras armas para aniquilar o Iraque - Terror - A história da passagem de Bin Laden pelo Brasil Potência isolada - Bush contra todos - A cruzada do presidente americano: visão fundamentalista do mundo e prova da esmagadora supremacia dos Estados Unidos. (pág. 46 a 50) As armas dos EUA para fritar Saddam - Operação Tempestade no Deserto, desferida pelos Estados Unidos contra o Iraque em 1991, ficou conhecida como uma guerra tecnológica. Alguns ataques eram acompanhados ao vivo pela CNN, os aviões enviavam imagens dos alvos sendo destruídos e pela primeira vez se viu a ação das bombas inteligentes. No calendário militar, os doze anos que separam aquela operação militar da atual foram suficientes para produzir uma mudança significativa. Naquela guerra, de cada 100 bombas lançadas em solo iraquiano, oito eram inteligentes. A taxa atual é de 98 bombas inteligentes em cada 100. (pág. 52 a 57) Ele esteve no Brasil - Quem diria: Osama bin Laden, o terrorista mais procurado do mundo, andou perambulando pelo Brasil no ano de 1995. Vindo da Argentina, entrou clandestinamente no País, passou três dias agradáveis em Foz do Iguaçu e reuniu-se com alguns membros da comunidade árabe na mesquita sunita da cidade, um imponente prédio erguido há vinte anos. Na mesquita, Bin Laden contou a seus companheiros de fé as agruras que enfrentou no Afeganistão quando lutava contra a ocupação soviética, conflito que durou dez anos e se encerrou no fim da década de 80. Na época de sua passagem pelo Brasil. (pág. 58 a 61) O nome da encrenca é Chávez - Desemprego, inflação e pobreza atingem recordes históricos na Venezuela. Em lugar de governar, o presidente só quer briga. (pág. 64 a 68) Resultado zero - O programa de combate à fome fez o Senado chamar o ministro para dar explicações, já teve conta secreta, mas resultado que é bom... (pág. 70 a 71) Dilma: com saudade do Brasil estatal? - Ministra critica agências criadas para fiscalizar as prestadoras de serviços públicos. (pág. 72 a 74) ISTOÉ TÍTULO DE CAPA - Made in Brazil - Cirurgia plástica - Nossos especialistas têm fama internacional. Competentes e criativos, eles são, também, mais atenciosos com os pacientes. O resultado é o interesse cada vez maior de estrangeiros em adquirir contornos à moda brasileira. Leia entrevista com Ivo Pitanguy, o grande mestre. Entrevista - Tem tudo para dar certo - O presidente da Nestlé, primeiro grande aliado do principal projeto do governo Lula, o Fome Zero, só teme a guerra de Bush contra o Iraque. (pág. 7 a 11) Governo - Canal direto - Num reencontro emotivo com a base operária, Lula volta ao ABC e diz que vai aonde o povo está. (pág. 26 a 29) Política - Grampo em família - Novos documentos mostram que ACM usou o filho para 'lavar" os grampos. (pág. 30 a 31) Justiça - Mais um rombo à vista - Governo Lula corre o risco de pagar R$ 20 bi por ferrovia feita nos anos 60 no Paraná. (pág. 33) Direitos Humanos - A guerra sem trégua - Invasões, assassinatos e destruição continuam nas áreas indígenas de Roraima. (pág. 36 a 38) Ensino - Quadro negro - estudo revela que quase metade os alunos deixa a escola antes de terminar o primeiro grau. (pág. 39) Polícia - A volta do esquadrão? Centenas de jovens foram executados nos últimos anos. (pág. 42) Violência - Confusão no front - Governo do Rio e União tentam se entender no combate ao crime, mas a violência continua. (pág. 43) Saúde - O Aedes perde força - Números mostram redução da epidemia de dengue no País. (pág. 54) Indústria - A era do plástico - Da escova de dentes ao motor do carro, da cirurgia no coração ao novo filme de James Bond, só dá ele. (pág. 68 a 69) EUA - A nova bomba - O governo americano testa a "mãe de todas as bombas", arma guiada por satélite com alto poder destrutivo. (pág. 76 a 77) ÉPOCA TÍTULOS DE CAPA - O romance de US$ 3 bi - A jovem mais rica do mundo e seu namorado brasileiro vivem um conto de fadas entre fofocas da elite endinheirada, lipoaspiração e um forte esquema de segurança. - Provas contra Roriz - A investigação chegou ao doleiro - Dor e prazer - Uma onda entre jovens - Tanque cheio - O mundo espera a guerra, mas o petróleo já é nosso A turma do PlanoTB - Ele não existe, mas o Governo teme que a mera especulação sobre uma guinada à esquerda perturbe a estabilidade. (pág. 32 a 34) Cada vez mais enrolado - Surgem novas evidências de que grampear é quase um modo de vida para ACM. (pág. 36 a 37) Como é difícil doar - Não é só o emprego de Graziano que ficou em risco por causa das confusões no Fome Zero. (pág. 38) Bolinha é quem manda - Em crise financeira, política e de segurança, Rosinha entrega a parte mais importante de seu governo ao marido, Anthony Garotinho. (pág. 39 a 40) Apareceu o doleiro - Descoberto o operador do caixa secreto que, segundo o Ministério Público, financiou a campanha de Roriz. (pág. 40 a 42) A um passo da guerra - México e Chile dizem não aos EUA, que podem desistir de buscar o apoio da ONU. (pág. 44 a 46) De tanque cheio - A saga que deixou o Brasil perto da auto-suficiência em petróleo e sem medo destes tempos de guerra e escassez. (pág. 48 a 54) Educação - Uma geração desperdiçada - Mais brasileiros vão à escola, mas a sofrível qualidade do ensino põe essa conquista a perder, diz pesquisa do MEC. (pág. 62) DINHEIRO TÍTULO DE CAPA - Entrevista exclusiva com a lenda Rockefeller - O maior banqueiro do século, que ergueu o Chase Manhattan, fala da economia brasileira, do seu novo livro e do peso de carregar um os nomes mais marcantes do capitalismo mundial. "O Mercosul vai voltar a decolar" - Embaixador brasileiro na Argentina diz que, sem câmbio fixo o bloco comercial voltará a crescer e ocupará o centro da estratégia de exportações. (pág. 16 a 18) De volta ao chão de fábrica - No reencontro com o ABC, Presidente pede paciência aos trabalhadores e promete aos empresários acelerar as reformas. (pág. 22 a 23) Personagem - O fator Conceição - Com idéias próprias, personalidade forte e acesso direto ao Presidente, a economista da UFRJ tornou-se o oráculo do Palácio. (pág. 24 a 26) A sabatina - Palocci e Mantega refutam provocações, apresentam indicadores favoráveis e viram o jogo no Senado. (pág. 28 a 29) Telefonia - Lobby do celular - Governo tira poder da Anatel e reacende guerra entre fabricantes de equipamentos. (pág. 36 a 37) O tempo o fechou... - ... entre o Governo e a indústria paulista. Motivo? Multas ambientais de R$ 250 milhões. (pág. 50 a 51) Como se constrói uma lenda - David Rockefeller, maior banqueiro do século, falta sobre sua vida, negócios, amizades e até caçadas no Brasil. (pág. 70 a 73) Lula e os banqueiros - Em almoço reservado no Palácio do Planalto, o Presidente cobra a redução do spread, o ganho dos bancos com os juros cobrados dos clientes. (pág. 75) CARTA CAPITAL TÍTULOS DE CAPA - Gula e guerra - Como os conflitos influenciaram a gastronomia. Às mesas em Paris, Nova York, Cracóvia e São Paulo, as ameaças de Bush Júnior. - Os Argentinos dão as costas às eleições presidenciais - Economia: há mesmo um plano B? Especial/tangos & tragédias - Argentina: só falta a guerra - A eleição presidencial é ignorada. Os argentinos voltam às ruas para brigar pelos dólares e a dignidade roubados. (pág. 8 a 15) Seu país/ortodoxia - E cadê o plano A? - O Governo aposta nas mudanças paulatinas da economia, ameniza a crise, mas enfrenta os mesmos dilemas de FHC. (pág. 24 a 26) Seu país/tempos modernos - Trabalho escravo, ainda - Passados 115 anos da Lei Áurea, o País tem 20 mil confinados por dívida. (pág. 28 a 31) Nosso mundo/pré-guerra - É o febeamundo - está na hora de globalizar Stanislaw Ponte Preta: a partir da Casa Branca, um festival de besteira assola o mundo. (pág. 32 a 33) Nosso mundo/The Observer - Jacques Chirac em busca da história - O presidente está com pressa. Agora, quer se firmar como grande líder. (pág. 34 a 35) Plural/pão e bomba - O sabor da guerra - Investigações históricas mostram que a gastronomia moderna tem raízes na cultura, na política e nas batalhas. (pág. 44 a 47)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
Fazenda.
Consulte a homepage
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet
é http://www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação
de publicações é:061-411.4892.
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de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br
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