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19/01/2003
JORNAL DO BRASIL - Marco Aurélio: Previdência deve ficar no meio-termo - O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Marco Aurélio Mello, em entrevista ao "Jornal do Brasil", considera possível chegar-se a uma "mesclagem de sistemas" para a reforma da Previdência. Marco Aurélio elogia a preocupação demonstrada neste sentido pelo presidente Lula e pelo ministro da Previdência Social, Ricardo Berzoini, e lembra duas coisas que aprendeu no primeiro ano da faculdade: "Não se pode maltratar o direito adquirido nem tampouco ignorar as situações jurídicas em curso." (pág. 1 e A3) - Cerca de 160 mil mutuários de classe média poderão usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para abater o saldo devedor da casa própria com a Caixa Econômica Federal. Para ser beneficiado, é preciso migrar para o Sistema Financeiro de Habitação e cumprir uma série de exigências, mas vale a pena: só na mudança de contrato, o mutuário poderá ganhar 8% ao ano. (pág. 1 e A13) - Esta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai tentar repetir a façanha de transformar o improvável em realidade: conciliar os opostos nas reuniões de Porto Alegre e Davos, na Suíça. Para isso, vai apresentar idéias semelhantes aos dois públicos tão distintos - afinal, o Fórum Social nasceu há três anos exatamente para ser um contraponto ao Fórum Econômico. Sua participação nos dois encontros deve ter um tom parecido com o que apresentou na cerimônia de posse, no Congresso Nacional, quando disse que a capacitação de tecnologias avançadas, a busca de investimentos produtivos e o relacionamento externo deve contribuir para a melhoria das condições de vida da mulher e do homem. Ou ainda, literalmente, que "não perderemos de vista que o ser humano é o destinatário último do resultado das negociações. (...) (pág. 2) - (Belém) - A chilena Marta Hanecker, uma das mais importantes pensadores marxistas da atualidade, considera que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi extremamente feliz ao considerar o programa Fome Zero a prioridade de seu Governo. "Acho que ele teve enorme habilidade ao priorizar o combate à fome. E, quando digo habilidade, não quero ser mal entendida. Não é que considere isso uma esperteza de Lula. Ele, naturalmente, acha essencial acabar com a fome no Brasil. Mas o fato é que, ao definir este objetivo, neutralizou os opositores. Afinal, quem pode ser contra o combate à fome?" (pág. - Um dos maiores especialistas em pesquisas do País, Homero Icaza Sanchez acredita que o presidente Lula vai se transformar num líder continental. Conhecido por "Bruxo", pelo acerto de suas previsões, Sanchez diz que a América Latina sempre procurou um contraponto para a liderança dos EUA e pode tê-lo encontrado agora, no Presidente brasileiro. O pesquisador afirma também que os executivos e empresários, tanto brasileiros quanto estrangeiros, já sabem que não é mais o Governo que leva o povo a reboque. (pág. 1 e A4) - O Sambódromo virou a mina de ouro das grandes empresas, que aproveitam o desfile na Sapucaí para vender suas marcas e fechar contratos milionários. (pág. 1 e A14) EDITORIAL "Governo eletrônico" - No caso da corrupção que vem abalando a Secretaria de Fazenda do Rio não se pode desviar o foco das investigações. Deslocá-lo dos fiscais sob suspeita para cima dos empresários fiscalizados seria erro gravíssimo. E inaceitável para a opinião pública. É a partir dos fiscais fiscalizados investigados - e de suas contas na Suíça - que se pode chegar a algum lugar. Isto é, saber exatamente quem, acima ou ao lado deles tem poder para influenciar na geografia do achaque a empresários devedores de impostos. (...) Há meios de a Secretaria de Fazenda inibir a ação delituosa de fiscais. Uma delas é a transparência. O governo eletrônico, por meio de site na Internet, onde o cidadão-fiscal pudesse acompanhar a agenda de trabalho do fiscal-cidadão. (pág. 16) COLUNAS (Coisas da Política - Dora Kramer) - As manifestações de discordância com o esboço de reforma da Previdência já delineado pelo Governo, não assustam, intimidam muito menos desanimam Tarso Genro, titular da Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e coordenador do Conselho que debaterá e formulará a proposta a ser enviada ao Congresso pelo presidente da República. "É bom que as corporações se manifestem, que venham a público expor suas posições porque assim mesmo é que fica mais fácil pactuar as demandas." (...) (pág. 2) (Informe JB - Gustavo Krieger) - O ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, está trabalhando no roteiro de visitas que fará aos estados, a partir de meados de fevereiro, para articular a reforma da Previdência. Vai conversar com governadores e chefes de Judiciário estaduais para colher diagnósticos e idéias para o projeto. Berzoini não vai percorrer todo o País: o périplo deve restringir-se aos estados em que a Previdência pública esteja mais gravemente desarranjada. * Ricardo Berzoini também vai deflagrar a articulação política em torno da reforma da Previdência, buscando o apoio dos governadores com mais peso no Congresso. Vai pedir aos chefes de Governo que mobilizem suas bancadas e reafirmar que equacionar a Previdência é prioridade inarredável do Governo Lula. O ministro deve passar por São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco e Minas Gerais, entre outros estados. (pág. 6) (Boechat) - A ANP adiou as exportações que faria esta semana, na Inglaterra e nos EUA, para promover sua próxima licitação de áreas. Serão oferecidas nove bacias para exploração de petróleo e gás, em junho. Os estrategistas da Agência torcem para que, até lá, o Planalto declare apoio ao leilão, serenando receios que ainda persistem no mercado internacional em relação aos planos do Governo Lula para o setor. (pág. C-2) FOLHA DE SÃO PAULO - Fraudes nos EUA têm elo com Brasil - Alguns escândalos corporativos que abalaram a economia norte-americana em 2002 envolveram o uso de atividades no Brasil, relata Marcio Aith. De acordo com a SEC (Securities Exchange Commission, fiscal dos mercados nos EUA), estão nesse caso empresas como Xerox, Enron e Adelphia. Para a SEC, a Xerox contabilizou de 1997 a 2000 um custo de financiamento no Brasil menor do que o real e cometeu outras irregularidades que somam US$ 757 milhões. A Adelphia Communications inventou por dois anos a existência de 15 mil assinantes de TV a cabo no Brasil, utilizando contratos de parceria que nunca saíram do papel. Já a Enron vendeu e recomprou, de forma fictícia, o controle de uma usina termelétrica no Brasil. O negócio permitiu à Enron contabilizar receitas de US$ 85 milhões. (pág. 1 e B1) - Estudo do Ministério da Defesa, com dados de 19 países, mostra que só os que passaram por regime militar pagam para as Forças Armadas uma aposentadoria equivalente ao último salário da ativa. Nos países com longa tradição democrática, os militares entram para a reserva ganhando menos. Na maioria dos países, os militares têm aposentadoria especial. A exceção é a Noruega, cuja Previdência unificada é considerada eficaz. (pág. 1 e A5) - Uma reforma séria da Previdência não se fará sem alguma noção do que é serviço público e o estado, analisa Jânio de Freitas. A iniciativa privada não faz um país. Só o serviço público pode fazê-lo. (pág. 1 e A5) - O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita, Paulo Gil, diz que o debate sobre a reforma da Previdência segue a lógica do capital financeiro. Para ele, o PT no Governo repete FHC. (pág. 1 e A6) - Alteração da fala do Presidente e de membros do Governo é conhecida como língua solta, não presa. (pág. 1 e C6) - A má fiscalização do cultivo ilegal de soja transgênica no Brasil pode levar à perda de um negócio de US$ 500 milhões com a China. O Brasil relatou àquele país que é possível haver soja transgênica nos embarques para lá devido à grande fronteira brasileira com países que permitem esse cultivo. O Governo admite, porém, que o plantio da soja modificada é feito ilegalmente no País, sobretudo no Sul. O Brasil diz à China que um parecer oficial mostra que a soja transgênica da empresa Monsanto é segura para consumo e não degrada o ambiente - esse parecer já foi anulado pela Justiça. (pág. 1 e B4) - O presidente Hugo Chávez criticou ao chegar em Brasília o que considera ser a "pré-configuração" do Grupo dos Amigos da Venezuela, criado com apoio do Brasil para tentar uma saída para os impasses entre governo e oposição naquele país. "Esse é o primeiro grupo, não é o grupo. É só um embrião", afirmou. Antes de encontrar-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Chávez defendeu a incorporação de mais países ao grupo. Citou, Rússia, Cuba, França e Jamaica. (pág. 1 e A13) - A indústria do cigarro atacou a proibição do fumo em locais fechados no Brasil usando pesquisas suspeitas que ela própria custeara, informam Fabiane Leite e Mario Cesar Carvalho. Segundo acadêmicos, a estratégia era usar dados científicos para minar a idéia de que fumo passivo faz mal. Esses pesquisadores reuniram papéis que mostram o debate entre fabricantes sobre como cooptar cientistas para evitar o banimento. A Organização Mundial da Saúde considera nocivo o fumo passivo. A indústria nega ter usado as pesquisas para manipular a opinião pública. (pág. 1 e C1) - Na era da globalização, a paz universal se mostra impossível. Ela é como o desejo da imortalidade, tão difícil de satisfazer que as religiões a prometem para após a morte. A paz local é como o médico que sara a ferida. Não traz a imortalidade, mas retarda a morte. Uma série contínua dessas "pequenas pazes" pode diminuir a tensão geradas pela guerra permanente. * Umberto Farias é escritor e ensaísta italiano, autor de "O Nome da Rosa". (pág. 1 e A17) - Em junho de 94, o petista Lula beirava os 40% das intenções de voto para a Presidência e recebeu sinais explícitos de simpatia do senador José Sarney (do PMDB) e de seus filhos (do PFL). Na época, os adversários maranhenses da família levaram na galhofa, justificando que, nas eleições, cada Sarney pula num barco até que as pesquisas empurrem todos juntos para o vitorioso. Bem, no final, foram mesmo para FHC. Mas, pelo sim (dos Sarney) e pelo não (dos adversários), Lula gostou da, digamos, gentileza de 94. Mais adiante, em 13 de junho de 97, quando andaram questionando o apartamento onde Lula morava no ABC paulista, Sarney publicou na pág. A2 da "Folha" um artigo quase apaixonado de defesa ética e moral do adversário petista. Era ano pré-eleitoral, e Lula novamente concorreria contra FHC em 98. Ficou emocionado com a nova gentileza do ex-presidente. (Eliane Cantanhêde) (pág. A2) EDITORIAL "Estado da Previdência" - Entre as atribuições de um Estado de Bem-Estar Social estão a necessidade de prestar condignamente os seus serviços universais típicos - como saúde, educação e acesso à Justiça - e o dever de garantir, idealmente à totalidade dos trabalhadores, uma renda vitalícia durante a aposentadoria. O Brasil, que aspira a tornar-se uma sociedade mais justa, ainda está longe das duas conquistas. Reformar a Previdência brasileira é uma maneira de abrir uma perspectiva concreta para a melhoria do serviço público compatível com a desejada universalização do sistema de contribuições e pensões. Emaranhados nas forças que convergem para a reforma certamente estão interesses que enxergam o Estado e o serviço público como um estorvo a ser minimizado. Quando os servidores manifestam o temor de que a mudança na Previdência refunde num sucateamento ainda maior dos serviços públicos, portanto, merecem atenção. Uma das formas de liberar capacidade financeira do Estado para que ele melhore sua prestação de serviços é acabar com o regime de aposentadorias integrais dos servidores, respeitando o direito adquirido em sua proporcionalidade. (...) (pág. A2) COLUNA (Painel) - Lula ordenou a seus ministros que apurem todas as suspeitas de irregularidades herdadas da gestão FHC. Mas, caso encontrem algum problema de fato, não devem divulgar o caso, apenas comunicá-lo ao Planalto. * O Planalto considera que a divulgação, nesse momento, de eventuais escândalos nos ministérios pode atrapalhar as eleições de João Paulo (Câmara) e José Sarney (Senado). Teme sofrer retaliações de partidos e parlamentares no Congresso. * Ciro (Integração Nacional) descobriu que seu antecessor, Luciano Barbosa, empenhou cerca de R$ 90 mi em emendas de senadores, supostamente para tentar ajudar a eleger Renan Calheiros (PMDB) na presidência do Senado. O ministro, que nega o fato, bloqueou a verba, mas não divulgou o caso. (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO - Chávez se queixa a Lula do Grupo de Amigos - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deixou clara, ao chegar ontem de manhã à Granja do Torto, sua insatisfação com a composição do Grupo de Amigos. "Agradecemos muitíssimo o gesto de boa-fé desses países em querer ajudar a Venezuela, mas queremos que o grupo se amplie", declarou Chávez, antes de se reunir com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Instituído na quinta-feira, em Quito, o grupo inclui os Estados Unidos e a Espanha, dois países que já defenderam a antecipação das eleições na Venezuela. Chávez queria a inclusão de países simpáticos a sua posição, mas Lula descartou a possibilidade de ampliação do grupo. (pág. 1 e A16) - O PT quer diferenciar direito adquirido de privilégio acumulado, argumentando em favor da reforma da Previdência. "Se o direito adquirido fosse absoluto, a escravidão não teria acabado", compara o presidente do partido, José Genoino, condenando aposentadorias integrais. (pág. 1 e A12) - O mercado estima para este ano safra recorde de grãos no País de até 108 milhões de toneladas. Mesmo se confirmado, isso não deve derrubar a inflação ao longo de 2003, mas será suficiente para garantir mais um ano de grande rentabilidade aos agricultores. A expectativa é de preços firmes para arroz, feijão, milho e soja. (pág. 1 e B1) - O novo secretário de Direito Econômico, Daniel Goldberg, pretende formar uma força-tarefa envolvendo a Advocacia-Geral da União e a Polícia Federal para combater os cartéis. A PF vai ajudar a secretaria a recolher provas até com escutas telefônicas. (pág. 1 e B3) - O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá sua popularidade testada à esquerda e à direita esta semana, ao participar da 3ª edição do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, e do 33º Fórum Econômico Mundial, em Davos. Na capital gaúcha, ele pode enfrentar constrangimento com a oposição à sua ida à Suíça. (pág. 1, A10 e A11) - O País terá de investir até 2007 de US$ 10 bilhões a US$ 13 bilhões no reequipamento do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, apenas para manter o seu potencial. Os dados foram entregues em novembro pelo então presidente FHC ao seu sucessor eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. (pág. 1 e A9) - A guerra civil na Costa do Marfim, iniciada após o fracassado golpe de setembro, está deixando o país em pedaços. E ameaça a recém-restaurada estabilidade de Serra Leoa. Indicação de que o barril de pólvora da África Ocidental pode explodir, como alertou o secretário-geral da ONU, Kofi Annan. (pág. 1 e A20) - A Aeronáutica tem um plano de contingência para o caso de colapso da Varig ou de qualquer companhia aérea. A informação é do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno. Mas o Governo fará de tudo para evitar a quebra da empresa - menos dar dinheiro. (pág. 1, B6 e B7) - As propostas da Agenda Perdida, um documento lançado na campanha eleitoral, voltam a ser debatidas. Seu mentor, o economista José Alexandre Scheinkman, destaca, em entrevista ao "Estado", a importância da adoção de medidas que tragam equilíbrio fiscal e social para o País, como as reformas tributária e da Previdência. (pág. 1 e B4) EDITORIAL "Na prática (de governo) a teoria (ética) é outra" - Por que os métodos políticos têm de ser sempre os do fisiologismo, que não dependem de afinidades partidárias, nem de maneiras e métodos de conduzir a administração pública? (pág. A3) O GLOBO - Lula pedirá em Davos que ricos se engajem na luta contra fome - O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedirá à comunidade internacional que se engaje na luta contra a fome, as desigualdades e a pobreza. O apelo fará parte do seu discurso no Fórum Econômico Mundial, na Suíça, onde chegará sábado respaldado pela aprovação que espera ter na sexta-feira no Fórum Social em Porto Alegre. Lula pretende falar para cem mil representantes de movimentos sociais e ONGs à margem do Guaíba e repetir a mesma mensagem em Davos para os poderosos do mundo. "Lula deve se apresentar em Davos como credor do modelo neoliberal", diz o sociólogo Boaventura de Souza Santos. Os ministros brasileiros se dividirão entre os dois fóruns mas Antônio Palocci, da Fazenda, e Celso Amorim, das Relações Exteriores, participarão dos dois eventos. Na Suíça, as discussões devem girar em torno das incertezas para a economia diante da perspectiva de um ataque americano ao Iraque. Em Porto Alegre, críticas à guerra e à Alca dominarão os debates. (pág. 1, 28 e 29) - A temporada de infidelidade partidária e adesão aos partidos da base do Governo Lula atingirá o auge nas próximas duas semanas. Até 1º de fevereiro, quando toma posse o novo Congresso, 51 deputados - um em cada dez - devem ter trocado o partido pelo qual foram eleitos por outro, mais próximo do Governo. "Não temos promessas a fazer, temos expectativa de poder", diz o líder do PTB, Roberto Jefferson. (pág. 2 e 4) - O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, decidiu inverter as prioridades do governo anterior, dando preferência à construção de prisões-albergue. Os presídios de segurança máxima ficarão em segundo plano. O Governo também quer forçar os estados a acabar com o alojamento de presos em delegacias. Só serão liberados recursos para a construção de delegacias sem celas. (pág. 2 e 14) - Levantamento da UFRJ, feito a pedido do ministro Cristovam Buarque, mostra que 3.239 ou 10,6% dos alunos trancaram a matrícula em 2002, deixando as vagas ociosas. Dados do MEC indicam que o problema nas faculdades do Rio começa no vestibular: 8,5% das 13.905 vagas não foram preenchidas em 2001. Reitores dizem que os alunos desistem de estudar por falta de dinheiro. (pág. 2 e 20) - Coloridos e cheirosos, os sabonetes artesanais, vendidos a peso, viraram moda no Rio mas estão na mira da Vigilância Sanitária. Em quase todas as lojas, eles são expostos sem etiquetas com as informações obrigatórias como procedência, ingredientes e prazo de validade. "A dosagem errada de alguma substância pode causar graves problemas alérgicos", alerta o especialista Fernando Amaral. (pág. 2 e 22) - A arqueóloga brasileira Fernanda de Camargo-Moro segue o rastro de antigos aromas e sabores para desvendar culturas e reconstituir as principais rotas comerciais do passado. Uma parte das histórias reunidas por ela em mais de quatro décadas de estudo de arqueologia culinária está no livro "Veneza: o encontro do Oriente com o Ocidente", que será lançado em fevereiro. (pág. 2 e 35) - Os consumidores deram entrada em 202.164 ações nos juizados especiais cíveis do Estado do Rio em 2002. Concessionárias de serviços públicos, administradoras de cartões e bancos receberam o maior número de reclamações. A Telemar foi a empresa que enfrentou mais processos. Segundo o desembargador Thiago Ribas Filho, o descumprimento às leis é recorrente no serviço público. (pág. 2 e 30) - Até março, o Governo Lula mandará à Câmara projeto transformando a CPMF em imposto permanente. Com isto, garantirá a arrecadação e deixará a reforma tributária para 2004. As prioridades deste ano são a reforma da Previdência, que enfrenta resistências corporativas, e o projeto que dá autonomia ao Banco Central. (pág. 1 e 3) - O Governo considera precipitado que o Banco Central reduza os juros nos próximos meses. A estratégia já delineada é dar um choque de superávit primário a curto prazo, recuperar o crédito e diminuir pressões sobre o câmbio para só então cortar os juros. (pág. 1 e 26) - Apelidada de dama de ferro do Governo Lula, a ministra de Minas e Energia acha que sua experiência na prisão tem sido útil no cargo. A ex-guerrilheira virou a maior surpresa do Ministério petista. (pág. 1 e 27) - Apesar das áreas de proteção do ambiente cultural (Apacs), a demolição de casas continua na cidade. O Leblon, por exemplo, perdeu 50 residências e pequenos prédios no último ano e meio. A prefeitura alega que quatro Apacs salvaram 1.452 imóveis na Zona Sul. (pág. 1 e 22) - A CPI da Alerj vai investigar denúncias de que 13 dos 34 inspetores da Secretaria de Fazenda do Rio foram indicados por Rodrigo Silveirinha e Lúcio Manoel Picanço, dois dos acusados de enviar ilegalmente US$ 33,4 milhões para contas bancárias na Suíça. (pág.1, 15 e 18) - O chefe do Comando Central dos EUA, general Tommy Franks, só dá entrevistas ao lado da mulher, Kathy. Também não viaja sem ela. Ele já derrotou os talibãs. Sua próxima missão é invadir o Iraque. (pág. 1 e 31) EDITORIAL "Jogo duplo" - O Grupo de Amigos da Venezuela está formado e agora é torcer para que os primeiro esforço diplomático do Governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva na América Latina acabe bem. Em sua primeira etapa, a missão de ajuda à Venezuela foi mal inspirada, mal conduzida e por isso mesmo mal interpretada. Provocou atritos desnecessários com os Estados Unidos, e cometeu - ou pareceu cometer, o que no caso dá no mesmo - o pecado da parcialidade, inaceitável numa mediação. (...) (pág. 6) COLUNAS (Panorama Político - Ilimar Franco) - A principal marca das primeiras duas semanas do atual Governo é o contato físico que o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz questão de manter com a população. Um contato que ele quer que seus ministros cultivem. O Presidente Lula já declarou que gosta da relação direta com as pessoas e integrantes do Governo vão além, dizendo que essa atitude também é uma construção política. (...) (pág. 2) (Ancelmo Gois) - O ministro de Segurança Alimentar, José Graziano, esteve esta semana acampado na sede do Ministério da Saúde. Foi estudar a experiência da versão tucana do Fome Zero: o Bolsa Alimentos, criado em 2001 por José Serra, que hoje beneficia 1,4 milhão de pessoas. (pág. 18) CORREIO BRAZILIENSE - Usineiros denunciam cartel do álcool no DF - Os maiores produtores de álcool de São Paulo pediram ao Governo federal que investigue a existência de combinação de preços, prática conhecida como cartel, no Distrito Federal. "O Governo precisa mostrar à população se o cartel está sendo praticado pelas distribuidoras ou pelos donos de postos", afirma Eduardo Pereira de Carvalho, presidente da União da Agroindústria Canavieira (Unica). A primeira denúncia foi apresentada em novembro, mas nada foi feito. O consumidor, que paga o valor final, é o maior prejudicado. Os preços do álcool subiram quatro vezes em 45 dias. (pág. 1 e 14) - Uma horda de largadas no mundo, desterrados das famílias, desprovidos de nome completo, carteira de identidade, vagueia pelos asilos, albergue, clínicas e hospitais do Distrito Federal. Muitos têm graves distúrbios mentais, outros perderam a visão, não mais conseguem andar, carregam seqüelas de doenças. Há entre elas os que ainda conseguem rir, criam fantasias para facilitar a dolorosa tarefa de viver, inventam futuros para dar conta do presente. Personagens de quem todos se esquecem. (pág. 1, 24 e 25) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, veio pedir ao colega Luiz Inácio Lula da Silva que o Grupo de Amigos para a Venezuela fosse ampliado com países politicamente mais simpáticos, como Rússia, Cuba e França. Ouviu um não e voltou insatisfeito. (pág. 1, 18 e 19) - O Brasil dependerá muito do desempenho das exportações neste primeiro semestre para cumprir a meta estabelecida pelo ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, de aumentar em 10% as vendas externas este ano, em relação a 2002. Em termos absolutos significa passar dos US$ 60,141 bilhões (recorde histórico registrado ano passado) para US$ 66 bilhões este ano. (...) (pág. 17) ZERO HORA - Os autores envolvidos na questão fundiária do Rio Grande do Sul estão na expectativa diante das guinadas políticas dos governos estadual e federal. Os sem-terra temem confronto com a Brigada Militar, que usará sua política secreta para impedir invasões. Os produtores receiam a volta das vistorias. E os prefeitos se preocupam com o destino do Banco da Terra. A meta do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, é assentar as 80 mil famílias acampadas no País em dois anos. (pág. 32 e 33) - O combate ao crime no interior do Rio Grande do Sul está cercado pela precariedade. A dificuldade acompanha o cotidiano dos funcionários, que convivem com quadros preocupantes como uma delegacia em um prédio queimado e condenado pelo risco de desabamento, em Pelotas. Em Caxias do Sul e em Rio Grande, o risco iminente de penitenciárias superlotadas assusta a população. Nesta reportagem, "Zero Hora" mobilizou oito repórteres no interior para mostrar alguns dos desafios que o novo Governo terá de enfrentar se quiser devolver à população gaúcha a sensação de segurança. (...) (pág. 38 e 39) MANCHETES O DIA (RJ) - Como fica o trabalhador na Era Lula ZERO HORA (RS) - Mudanças na reforma agrária provocam apreensão no campo REVISTAS VEJA TÍTULOS DE CAPA - Ninguém quer largar o osso - Os militares e juízes fazem pressão para manter aposentadorias privilegiadas. Mas, sem a reforma, o Brasil quebra. - EUA x Iraque - Tudo pronto para a guerra Começou mal a reforma da Previdência - Militares e juízes reagem à proposta do Governo de cortar privilégios nas aposentadorias públicas e o Palácio do Planalto já fala em abrir exceção. (pág. 30 a 36) Perto do Garotinho - O ex-governador do Rio era muito mais próximo do fiscal milionário do que se imagina. (pág. 38 a 40) Brazilians, go home? - Iniciativa de política externa irrita oposição da Venezuela e provoca os EUA, mas muda na última hora. (pág. 68 a 70) Tudo pronto para a guerra - Se o presidente George W. Bush decidisse desfechar hoje a nova tempestade no deserto que se abaterá sobre o Iraque, já teria tudo na mão. São 110 000 militares no teatro de operações (um número que deverá chegar a 150 000 em breve), uma incomparável máquina de guerra já instalada no Oriente Médio e um centro de comando em funcionamento no emirado de Catar - completo, inclusive com os comandantes de campanha. (pág. 72 a 77) A China no centro do mundo - a economia chinesa atraiu em 2002 mais investimentos diretos que os Estados Unidos. (pág. 823 a 85) ÉPOCA TÍTULOS DE CAPA - Morte aos 10 anos - Felipe salvou-se duas vezes mas não adiantou: a falta de amparo aos brasileiros mais humildes fez uma nova vítima. - Corrupção - Documentos desmentem o fiscal Silveirinha - Comida - O delicioso sucesso das ostras - Crianças e TV - A babá eletrônica melhorou Palavra de Silveirinha - Homem de duas versões, ex-assessor de Rosinha nega o que já admitiu: conta na Suíça. (pág. 24 a 27) Você já foi achacado? - Ação irregular de fiscais de tributos atinge metade das empresas e emagrece a arrecadação de impostos. (pá. 28 a 30) Problema na partida - Militares e juízes mostram ao Governo o tamanho do desafio de reformar a Previdência. (pág. 31 e 32) Caixinha na Assembléia - O Ministério Público denuncia 18 deputados estaduais capixabas por venda de votos e pede a prisão de José Carlos Gratz. (pág. 32 e 33) Amizades e trombadas - Interferência brasileira na crise da Venezuela incomoda os Estados Unidos, irrita opositores de Chávez e abre resistências no Itamaraty. (pág. 34 e 35) Feias e gostosas - Ostras são toque de classe dos cardápios de verão, em que aparecem em diversas versões. (pág. 44 a 46) A nova cara da babá eletrônica - As atrações da televisão a cabo estimulam uma melhoria geral nos programas infantis. (pág. 48 a 55) E a esperança se foi - Para Felipe, era uma noite qualquer, com brincadeiras, TV e ovo frito. Então veio o temporal. E a tragédia. (pá.g 64 a 69)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
Fazenda.
Consulte a homepage
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet
é http://www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação
de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria
de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br
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