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23/02/2003
JORNAL DO BRASIL - Degradação ambiental de Angra a Sepetiba é alarmante - Derramamento de esgoto nos rios que desembocam na baía, processos de favelização avançando sobre manguezais, pesca predatória e lixões. O "JB" acompanhou o sobrevôo do procurador André Coutinho, do Ministério Público Federal, sobre as baías de Sepetiba e Ilha Grande, no Sul Fluminense. Em quatro horas, o veredicto: a degradação é alarmante e ameaça transformar a região numa nova Baía de Guanabara. (pág. 1 e C1) - Especialistas em segurança e parlamentares estão alarmados com a possibilidade de que três gigantescos navios cargueiros estejam transportando poderosas armas iraquianas. Fontes da indústria naval garantem que os três navios, há três meses no mar, passam grande parte do tempo no Oceano Índico. Em dezembro, informes de Washington indicavam que cerca de 25 navios eram operados pela rede terrorista Al Queda. Na próxima semana, os ministros britânicos serão questionados sobre a possibilidade de que o ditador Saddam Hussein use o artifício dos barcos para escapar das inspeções da ONU. (pág. 1 e A8) - Para sair definitivamente do papel, a reforma tributária vai precisar da boa vontade dos envolvidos na negociação, que terão de ceder em alguns pontos. Economistas ouvidos pelo Balanço Mensal do "Jornal do Brasil" divergiram sobre a urgência da questão, alertaram que ela envolverá perdas e destacaram o fato de estar ligada à reforma da Previdência. (pág. 1 e A17) EDITORIAL "Desastre à Vista" - Os principias indicadores da economia dos Estados Unidos revelam espantosa fragilidade. A inflação é a maior dos últimos 13 anos, o déficit comercial no ano passado cresceu 21,5% em relação a 2001 atingindo recorde histórico, e a taxa de desemprego não pára de subir. O presidente George W. Bush restringe-se a aguardar que o Congresso aprove a redução de impostos como condição para relançar os investimentos. O que está acontecendo nos EUA é aposta de alto risco em termos de política econômica. (...) A guerra contra o Iraque traz alto risco para a comunidade internacional, mas a crise econômica dos EUA é capaz de gerar efeitos muito mais perversos. Há alguns anos, afirmava-se que a economia americana iria enfrentar uma aterrissagem forçada. Os dias de "crash landing" já chegaram. Mas o fim da pista se aproxima e o avião continua em movimento. (pág. 12) COLUNAS (Coisas da Política - Dora Kramer) - Luiz Inácio Lula da Silva ainda não completou dois meses de Governo, mas o PT já tem delineados seus planos de expansão política, onde se inclui a conquista de pelo menos 400 prefeituras e cinco mil cadeiras de vereador em todo o País, na eleição municipal de 2004. (...) (pág. 2) (Informe JB - Doca de Oliveira) - Um dos principais projetos do Ministério das Cidades, o programa de regularização fundiária em terras da União deverá alcançar cerca de 130 municípios. Essas regiões receberão investimentos do Programa Habitar Brasil/BID - de urbanização. São capitais e cidades de regiões metropolitanas espalhadas pelo País. A regularização fundiária das terras públicas será feita em parceria com os ministérios da Justiça, do Meio Ambiente e a Secretaria de Patrimônio. (pág. 6) (Boechat) - Desde que Lula assumiu o Governo, há 54 dias, a Presidência da República não comprou nenhum alimento. Só fez duas licitações: uma para confecção de cartões de visita e outra para escolha de hotéis destinados a hospedar servidores públicos. Das duas, uma: ou FH deixou a despensa lotada ou o projeto Fome Zero terá de chegar ao Planalto. (pág. C2) FOLHA DE SÃO PAULO - Bancos têm ganho maior no Brasil - Pelo segundo ano seguido, os bancos brasileiros foram os mais rentáveis em relação aos de países como México, EUA, Canadá, Itália, Espanha e Inglaterra. Em 2002, segundo um estudo da ABM Consulting, a rentabilidade média dos seis maiores bancos do País foi de 23%, contra 17% no México. Para analistas, a situação é explicada pelas altas taxas de juros no Brasil - os bancos preferem elevar seus ganhos aplicando em títulos públicos. Além disso, o "spread" (diferença entre a taxa de captação dos bancos e a taxa cobrada para empréstimos a clientes) no País é mais elevado. Segundo Alan Marinovic, da ABM Consulting, a principal forma de os bancos internacionais ganharem dinheiro em uma situação de juros baixos é com o volume de crédito concedido, e não com o "spread". "Com a diminuição dos juros, os bancos brasileiros teriam de passar por grandes ajustes". Uma das principais justificativas dos bancos para não diminuírem o "spread" é o elevado grau de inadimplência nos empréstimos concedidos. A Febraban (federação dos bancos) disse considerar "discutível" definir a rentabilidade do setor pelos resultados de seis bancos. (pág. 1 e B1) - Uma investigação da Polícia Federal, apelidada de "Operação Dilúvio", chegou a um possível esquema de "negociação de decisões" no STJ (Superior Tribunal de Justiça). A partir de escuta telefônica monitorada pela Justiça, a PF investiga a ligação do advogado Erick José Travassos Vidigal, filho do ministro do STJ Edson Vidigal, com a quadrilha do ex-policial João Arcanjo Ribeiro. Nas gravações, os valores vão de US$ 100 mil (preço de um habeas corpus) a R$ 2 milhões (um "assessoramento" nos tribunais superiores de Brasília). Erick admitiu encontro com o grupo de Ribeiro, mas disse que recusou as ofertas e que o serviço não envolvia negociação de decisões. O ministro Edson Vidigal afirmou não ter responsabilidade sobre as ações do filho, muito menos saber das negociações. Em nota, pediu "instauração de inquérito policial específico para apurar o caso". (pág. 1, A16 e A17) - O Mapa da Vulnerabilidade Social mostra que em São Paulo vivem 400 mil pessoas em regiões com altíssima privação social e, longe dos centros, sem quase nenhuma assistência pública. No total, existem 3 milhões em alta privação. O trabalho, do Centro de Estudos da Metrópole do Cebrap, cruza indicadores para identificar as zonas críticas. (pág. 1, C1 e C3) - O economista Luiz Carlos Mendonça de Barros receita a reestatização das empresas que não estiverem bem para resolver o nó do setor elétrico do País. O ex-presidente do BNDES elogia a rendição do PT à ortodoxia, mas avalia que o partido não tem propostas para enfrentar a vulnerabilidade externa. (pág. 1 e A14) - O Ministério do Desenvolvimento Agrário prepara um pacote de medidas que vai alterar os conceitos de "assentado" e de "assentamento" e promover auditorias na situação do campo e no Incra. O Governo também deve editar um novo Plano Nacional de Reforma Agrária e alterar a lei que criminaliza invasões. (pág. 1 e A4) - A falta de adaptação e de expectativa faz jovens brasileiros que vivem no Japão freqüentarem páginas policiais dos jornais, informa Clóvis Rossi. Prefeito de Oizumi afirma que brasileiros têm gerado problemas como criminalidade, não-pagamento de impostos e desrespeito a regras de convívio social. (pág. 1 e C4) - Um dos criadores da expressão "eixo do mal", David Frum, ex-redator de discursos do presidente George W. Bush, disse a Marcio Aith que os EUA não são a Roma moderna. Para ele, apesar da supremacia militar, a segurança do país depende dos seus aliados. Frum afirmou que Bush "não é bom com palavras", embora tenha "convicções fortes" e "virtude moral sólida". Admirador da cultura brasileira, o ex-assessor disse ter "devorado" as obras de Gilberto Freyre. (pág. 1 e A24) - Tem razão o presidente do PPS, Roberto Freire: antes de o Congresso e os próprios aliados do Planalto começarem a discutir seriamente as reformas, é preciso que o Governo ponha sua proposta inteira na mesa, não fragmentada e nas páginas dos jornais. (...) Se alguém esperava grandes mudanças com o Governo PT, taí uma: vai pingando propostas, reunindo os contrários, produzindo a controvérsia para só então aprovar seu pacote. Um pacote "do consenso". Parece lindo, apesar do risco de o desgaste aumentar, e as idéias originais desidratarem e acabarem secas na selva do Congresso. Em vez de aproveitar o calor da lua-de-mel, Lula aparentemente prefere votar as reformas quando o casamento entrar na rotina. Em vez do "ideal", rapidamente, o "possível", quando der. É uma tática arriscada. Se der certo, certamente inovadora. (Eliana Cantanhêde - pág. A2) EDITORIAL - "Gigante frágil" - Os indicadores econômicos mais recentes confirmam um cenário de fragilidade na principal economia do mundo. Os impasses fiscais, financeiros e produtivos acumulam-se com intensidade e velocidade proporcionais ao tamanho do gigante econômico global, que, sem previsão de retomada, patina em uma das mais graves crises econômicas de sua história. (...) (pág. A2) COLUNA - (Painel) - O Planalto já definiu os pontos principais da reforma tributária. Vai propor a criação de novas alíquotas do Imposto de Renda, a maior delas de 30%. A classe média deverá pagar menos IR, com redução da cobrança de 27,5% para menos de 25%. Oficialmente, o Governo nega mexer nesses percentuais. * A reforma tributária regulamentará o Imposto sobre Grandes Fortunas e aumentará significativamente o ITR, hoje considerado irrisório. As medidas impopulares não constarão do projeto enviado pelo Executivo para evitar desgastar Lula, mas serão incluídas pelo Congresso. (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO - União e estados chegam a acordo por reformas - Depois de dois dias de reunião na Granja do Torto, os 27 governadores e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgaram um documento, batizado de "Carta de Brasília", no qual se comprometem a tratar como prioritárias as reformas da Previdência e tributária, encaminhando propostas ao Congresso ainda no primeiro semestre. Na questão da Previdência concordaram que é necessária a aprovação da cobrança da contribuição dos servidores inativos. No caso da reforma tributária, a principal decisão foi unificar a legislação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que será substituído pelo Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Para evitar nova derrota na votação da proposta de taxação dos inativos, o Governo federal vai procurar uma solução jurídica. (pág. 1 e A4) - A complexa máquina da administração pública federal ainda incomoda o Governo Lula, quase dois meses depois da posse. Alguns ministros e secretários continuam com poucos funcionários, enquanto outros não encontram nomes para assumir setores estratégicos. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, por exemplo, retarda a indicação dos titulares de duas importantes secretarias, Comércio Exterior e Desenvolvimento da Produção. Já na área de Antônio Palocci, da Fazenda, falta escolher o secretário de Acompanhamento Econômico. (pág. 1 e A8) - O presidente do PT, José Genoino, diz que não vê contradição nas primeiras medidas econômicas do Governo Lula. Para ele, será possível o País voltar a crescer e gerar empregos. Quando? "Nosso programa é para quatro anos". (pág. 1 e A10) - A central de escutas clandestinas montada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia, que grampeou deputados e cidadãos anônimos, não é a única. Investigadores que trabalham no caso admitem a existência de outras. (pág. 1 e A11) - A difícil situação das distribuidoras e geradoras de energia pode evoluir esta semana, quando o BNDES deverá tomar uma decisão em relação à dívida de R$ 85 milhões da Eletropaulo, vencida em janeiro. Estão entre as soluções possíveis o alongamento da dívida e a tomada do controle da distribuidora ou de alguns ativos de sua controladora, a norte-americana AES. Apesar da crise, o presidente da AES, Paul Hanrahan, diz que a empresa não pretende sair do País e fará tudo para pagar o que deve. Grande preocupação do Governo é evitar a reedição da "ciranda do calote", encerrada em 1992 e que afetou o setor e deu prejuízo de bilhões de dólares aos cofres públicos. (pág. 1, e B1 a B4) - Os hábitos consumistas de crianças e adolescentes movimentam anualmente bilhões de reais. Brinquedos, biscoitos, roupas, videogames e até celulares. Há os que exigem grifes. Marcas disputam a preferência desse mercado. (pág. 1 e B10) - O governo iraquiano não respondeu claramente ontem à exigência da ONU para que destrua os mísseis Al-Samoud-2. O chanceler iraquiano Naji Sabri evitou comentar o ultimato. Se os mísseis não forem destruídos, EUA e Grã-Bretanha poderão pedir autorização para usar a força. (pág. 1 e A20) - Há 50 anos, em 28 de fevereiro de 1953, era desvendada a estrutura da molécula mais importante da vida, o DNA. Apesar dos avanços já proporcionados pela descoberta, especialistas garantem que a verdadeira "revolução do DNA" ainda está por vir, com aplicação em novas tecnologias. (pág. 1, A16 e A17) EDITORIAL - "Um circo para os transgênicos" - Pode custar muito para o Brasil a indecisão quanto ao plantio de produtos geneticamente modificados. Outros grandes produtores agrícolas, como EUA e Argentina, já têm rumo definido. (pág. 1 e A3) O GLOBO - Tráfico desviou de quartéis dez mil armas em sete anos - Uma pesquisa feita pela Polícia Civil revela que só nos últimos sete anos dez mil armas foram desviadas de quartéis das Forças Armadas e da Polícia Militar e tiveram como destino o arsenal do tráfico, nas favelas do Rio. São lotes inteiros de fuzis, submetralhadoras e pistolas automáticas que pertenciam às Forças Armadas e acabaram nas mãos de traficantes. Granadas e munições também foram desviadas. Documentos confidenciais da inteligência militar comprovam que o tráfico é o principal destinatário do armamento desviado. A Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (Dfae) da Polícia Civil descobriu que, entre 1950 e 2001, cerca de 35 mil armas de guerra foram parar com os bandidos. (pág. 1) - Eleito deputado federal pelo PSB, partido da governadora Rosinha, o secretário de Segurança, Josias Quintal, teve como uma das financiadoras de sua campanha a CBC, fornecedora de munição do estado. (pág. 1) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou ontem que tenha declarado aos governadores que estaria disposto, se preciso, a botar a sociedade contra os servidores. A informação foi apurada junto a dois governadores. (pág. 1 e 15) - Até na Bahia há sinais de enfraquecimento do senador Antonio Carlos Magalhães, acusado de mandar grampear 232 telefones. Ele já não controla o Judiciário, perdeu o monopólio dos cargos federais e vê a oposição crescer. (pág. 1 e 8) - Trinta e cinco coletes e jaquetas à prova de balas foram vendidos no Rio, em dois meses de funcionamento da filial de uma empresa paulista especializada em roupas que aliam a segurança pessoal à elegância. (pág. 1, 18 e 19) - O sonho de consumo de muitos brasileiros ficou ameaçado com a alta na taxa básica de juros (de 25,5% para 26,5% ao ano) e o aumento no recolhimento compulsório sobre os bancos, anunciados pelo Banco Central. De acordo com a Partner, consultoria especializada em crédito no varejo, o número médio de prestações no crediário deve cair dos atuais 9,3 meses para 6,6 meses, o menor em três anos. E um estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças mostra que as taxas mensais ao consumidor vão subir até 2,91%. (pág. 1 e 37) - O presidente do BNDES, Carlos Lessa, criou uma área que cuidará da segurança e das informações confidenciais do banco, que administra um orçamento de R$ 34 bilhões. Lessa contratou dois coronéis da reserva do Exército para fazer uma varredura em todo o sistema de telecomunicações do prédio da Avenida Chile, atrás de grampos ou falhas na segurança de informações trocadas pelo banco. (pág. 2 e 37) - O Governo federal gastou nos últimos oito anos R$ 3,7 bilhões com passagens e diárias para servidores públicos, ministros e colaboradores. Relatório do Ministério do Planejamento revela que na maioria dos ministérios funcionam esquemas em que as agências de turismo vendem passagem pelo preço de tarifa cheia. As promoções oferecidas pelas empresas áreas nem passam perto da Esplanada. (pág. 2 e 15) - A reitora da Uerj, Nilcéa Freire, pede mudanças urgentes no sistema de cotas implantados na universidade. Ela propõe unificar as duas leis que reservam 40% das vagas para afro-descendentes e 50% para alunos da rede pública: "Precisamos de uma única lei que possa incluir os segmentos tradicionalmente excluídos". Para Nilcéa, a forma como as cotas foram implantadas feriu a autonomia universitária. (pág. 2 e 33) - A tensão internacional provocada pela disposição dos Estados Unidos de atacar o Iraque trouxe de volta um medo do tempo da Guerra Fria. Suscitado por declarações dos EUA, da Coréia do Norte e do Irã, o fantasma nuclear levou especialistas a alertar para o risco de uma nova corrida atômica e uma desestabilização internacional que poderia afetar até mesmo o Brasil. (pág. 2 e 41) - Considerados um dos povos indígenas culturalmente mais ricos do País, os xavantes são vítimas de um fenômeno de saúde pública que os faz sofrer tanto de altas taxas de doenças crônicas, como diabetes, quanto de infecciosas. A revelação está no livro "Xavante em transição. Saúde, ecologia e bioantropologia no Brasil Central", resultado da pesquisa de três brasileiros e uma americana. (pág. 2 e 46) EDITORIAL "Mão dupla" - Os números em torno da crise da Previdência são grandes e preocupantes o bastante para justificarem a urgência da reforma do sistema. (...) O sistema previdenciário converteu-se numa espécie de buraco negro fiscal a tragar parcelas crescentes do que é pago pela sociedade em impostos. (...) A modernização da Previdência pode beneficiar o País por revitalizar o coração do sistema econômico: a capacidade de poupar. Pois depende da taxa de poupança o fôlego do crescimento econômico. (...) (pág. 6) COLUNAS (Panorama Político - Tereza Cruvinel) - A verdade é que o Governo Lula não teria, hoje, uma base sólida no Congresso para aprovar suas reformas, caso já as tivesse apresentado. Tem a maioria absoluta mas está longe do quorum qualificado de 3/5 dos votos para alterar a Constituição. Tal situação se agravará se o apoio popular cair por causa do atraso nas mudanças prometidas.E a única saída, gostando ou não o PT, passa agora por um acordo com o PMDB. (...) (pág. 2) (Ancelmo Gois) - Lula vai propor a seu colega Gonzalo Sánchez de Lozada uma nova revisão do acordo do gás entre Brasil e Bolívia. Pelo tratado atual, a Bolívia entrega este ano cerca de 30 milhões de metros cúbicos diários do combustível. Só que a Petrobras, que no ano passado teve um prejuízo de R$ 610 milhões nesta área, não sabe o que fazer com tanto gás. Há dois anos se dizia que ia faltar gás. Não foi o que ocorreu. * Donna Hrinak, embaixadora dos EUA, está preocupada com os curtos-circuitos nas relações entre o alto escalão do Governo Lula e a empresa americana AES, dona de enferma Eletropaulo, que deu um calote de US$ 85 milhões no BNDES. (pág. 22) CORREIO BRAZILIENSE - Lula pretende taxar servidor aposentado. (pág. 1, 12 e 13) - Erros nas privatizações fazem consumidor pagar mais por telefone e energia elétrica. (pág. 1 e 6 a 8) - Especialistas temem que uma nova guerra no Golfo destrua mais de cinco mil anos de história. O país de Saddam Hussein, onde estão importantes sítios arqueológicos, é considerado o berço da civilização ocidental. Ontem, EUA e Turquia fecharam um acordo de US$ 15 bilhões para lançar um ataque ao país. (pág. 1 e 25 a 27) - Márcio Thomaz Bastos conta que foi grampeado e cobra maior responsabilidade dos juízes ao autorizar interceptações telefônicas. (pág. 1 e 10) - Nada é capaz de conter a selvageria de jovens brasilienses de classe média, responsáveis por uma agressão a cada 32 horas. Gangues continuam a assustar. (pág. 1, 18 e 19) - Quando reclama do trabalho das agências reguladoras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esquece de fazer uma ressalva. A de que seu partido, o PT, é o grande responsável pela desestruturação desses órgãos, cuja missão é regular e fiscalizar setores estratégicos como energia elétrica, telecomunicações, combustíveis e vigilância sanitária (remédios e alimentos). (...) (pág. 7) ZERO HORA - Na primeira semana de trabalho longe do Rio Grande do Sul, da família e de uma de suas maiores paixões, a Rádio Farroupilha, o senador Sérgio Zambiasi (PTB) faz uma confissão: "Estou com um aperto danado no peito". Agora, dividido entre Brasília e a vida na rádio, esse gaúcho de 53 anos, natural de Encantado, vai virar uma espécie de correspondente e intérprete do intrincado mundo das negociações e dos acordos políticos da capital federal para o dia-a-dia de seus fiéis ouvintes. (...) (pág. 6) - O continente gelado será mais uma vez roteiro de pesquisadores da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Especialistas do Laboratório de Ornitologia e Animais Marinhos embarcam à Antártica na manhã de terça-feira, em Pelotas, para rever os mapas e complementar os levantamentos feitos em novembro e dezembro. A previsão de retorno é dia 19 de março. (pág. 42) REVISTAS VEJA TÍTULOS DE CAPA - Por que Bush enfurece o mundo - Manifestações globais igualam o presidente americano ao ditador Saddam Hussein e ressurge nas ruas o antiamericanismo que faz dos EUA o vilão do planeta - ACM: Poder, carisma e truculência de um fenômeno político Por que eles odeiam Bush? - Sentimento em geral inconseqüente, o antiamericanismo ressurgiu na semana passada como uma força política global. (...) (pág. 36 a 40) Quem é o inimigo? - Para não haver dúvidas, esclareça-se desde o início: George W. Bush não é maluco, nem energúmeno, nem um monstro sedento de sangue. (...) (pág. 42 a 44) O que vem depois de Saddam - O plano de batalha do presidente George W. Bush é bem conhecido. Exceto por um milagre que leve Saddam Hussein a entregar pacificamente o poder, em breve o Exército dos Estados Unidos vai invadir o Iraque e depor o ditador. (...) (pág. 46 a 49) O rei da cocada preta - Como ACM, acusado de maquinar a grampolândia baiana, criou, mantém e exerce seu estupendo poder imperial. (pág. 58 a 63) Não deu certo - Sistema de cotas para negros, pardos e alunos de escolas públicas desmoraliza o vestibular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. (pág. 70 e 71) Será que não tem outro jeito? - Os brasileiros se questionam se aumentar juros é a única arma para manter a estabilidade. (pág. 80) ISTOÉ TÍTULOS DE CAPA - Doação de órgãos - Opção pela vida: O Brasil é o segundo maior em doações no mundo. Mesmo assim, a fila de espera é de 50 mil pessoas. A boa notícia é que cresce o transplante entre vivos. Campanha de incentivos é tema de escola de samba no Rio. Conheça também as alternativas do futuro para coração e diabete - Exclusivo: A verdadeira história do grampo baiano Confissões de ACM - Em conversa com repórter de Istoé, senador admite: "Gravei quase 200 horas de conversas vergonhosas dele (Geddel Vieira Lima), inclusive com o presidente da República". (pág. 24 a 28) Alerta americano - Órgão fiscalizador dos bancos nos EUA montou fluxograma que mostrava esquema de lavagem via Banestado. Demora do BC em fechar agência deixou escapar mais de US$ 10 bi. (pág. 30 e 31) Imagens da esperança - A revista registra o olhar de 17 fotógrafos brasileiros na festa da posse de Lula. (pág. 38 e 39) Dê uma vida à outra - Para estimular a doação de órgãos no Brasil, o transplante vira até tema de samba-enredo. (pág. 44 a 50) Amargo 2003 - Segunda alta dos juros no ano sufoca ainda mais o País, que deverá viver outro ciclo de crescimento medíocre. (pág. 70 e 71) A festa chega ao fim - Bateram o martelo com pressa para se livrar das estatais e o resultado é o pior possível. A bola da vez é a Sanepar, onde os minoritários estrangeiros mandam e desmandam. (pág. 72 e 73) Gugu e Faustão juntos - É na campanha milionária da Nestlé, que vai sortear 248 casas e gerar doações ao Fome Zero. (pág. 74) ÉPOCA TÍTULOS DE CAPA - Acusação com prova - Adversários e aliados envolvem o senador com a máquina de grampos da Bahia. A ex-namorada Adriana Barreto disse ao Ministério Público que ACM grampeava suas conversas e ligava para fazer comentários. "Você reagiu muito bem", disse ele certa vez - Prestes: Cartas secretas para Olga Benario - Atol das Rocas: Aventuras de um fotógrafo no paraíso ecológico - A estranha: Vilma Martins fugiu de casa aos 13 anos e é acusada de dirigir bordéis. Culpada por seqüestrar dois bebês, é investigada pelo roubo de outros três ACM: "Fiz o grampo" - Ex-namorada oferece evidências que apontam o senador como o dono das escutas. (pág. 32 a 37) Quando o Leão miou - Processo revela como a Embaixada dos Estados Unidos fez pressão para dobrar a Receita brasileira. (pág. 38 e 39) Um rolo chamado Eletropaulo - Tem tudo para terminar em prejuízo bilionário para o País e o Governo já chama os investidores de aventureiros. (pág. 46 e 47) Aperto em dobro - Acossado pela inflação, o BC se mostra conservador e eleva as taxas de juro pela segunda vez seguida. (pág. 49) A paz virou uma causa - Seis milhões saem às ruas para dizer aos Estados Unidos que não aprovam os planos de guerra contra o Iraque. (pág. 50 a 52) A estranha Vilma - Acusada de ter sido dona de bordel e até por tentativa de homicídio, ela é suspeita de seqüestrar os cinco filhos. (pág. 56 a 62) A vida no ritmo das marés - Desafiando o sobe-e-desce do oceano no Atol das Rocas, fotógrafo lança livro com a maior coleção de imagens da reserva biológica mais isolada do Brasil. (pág. 64 a 67) "Karli, meu querido ..." - Cartas de Prestes e Olga revelam lado desconhecido do líder comunista rodeado de mulheres. (pág. 78 a 81) DINHEIRO TÍTULOS DE CAPA - A nova cara da Volks - Conheça Paul Fleming, o inglês que está assumindo a montadora no Brasil. Ele tem um plano ousado de lançamentos e uma dura missão: recolocar a empresa no topo - Herdeira do Pão de Açúcar fala de sua saída do grupo "As promessas de crescimento serão cumpridas" - O ministro do Planejamento, Guido Mantega, diz que Governo está arrumando a casa para em seguida acelerar a economia. (pág. 16 a 18) Plano de Governo: O Estado da Nação - Lula revive tradição do Império e leva ao Congresso propostas para 2003. (pág. 22 e 23) Adivinhe quem o FMI encarou em Brasília? - O PT recebe o Grande Satã pela primeira vez, faz pacto de silêncio, mas terá de abrir os números. (pág. 32 e 33) Eis a nova Volks - Conheça Paul Fleming, o homem que promete levar a Volks de volta à liderança com uma avalanche de lançamentos. (pág. 52 a 55) Revelações de Ana Maria - Como a herdeira do Pão de Açúcar perdeu o trono do grupo por decisão do pai, lançou-se em um novo negócio, mas não abandonou a esperança de assumir o posto para o qual se preparou por 11 anos. (pág. 56 a 58)

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
Fazenda.
Consulte a homepage
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet
é http://www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação
de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria
de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br
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