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25/01/2003
JORNAL DO BRASIL - Diretora do FMI cita Brasil como exemplo para o mundo - A vice-diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Anne Kruger, elogiou ontem a forma como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está conduzindo o País neste início de Governo, fazendo desta transição um exemplo para o mundo. Em declaração durante o Fórum Econômico Mundial, que acontece na localidade suíça de Davos, Krueger afirmou que o "Governo brasileiro está se saindo muito bem até agora". Segundo a número 2 do FMI, Lula "administra muito bem as expectativas e tem abordagem responsável dos problemas" do País. (pág. 1 e A7) - O senador José Sarney tornou-se oficialmente o candidato do PMDB à presidência do Senado, pondo fim à disputa que ameaçava rachar o partido. Pelo acordo costurado ontem, Michel Temer vai continuar exercendo a presidência do partido até setembro e o senador Renan Calheiros permanece na liderança do PMDB no Congresso. O partido suspende ainda sua intervenção no diretório de São Paulo, o que garantiu o apoio do senador Orestes Quércia às medidas. (pág. 1 e A2) - Apanhado em uma emboscada ao chegar ao escritório do PSL, em Benfica, Zona Norte do Rio, o deputado federal e estadual eleito Valdeci Paiva de Jesus, 49 anos, foi assassinado com 19 tiros na manhã de ontem. Testemunhas afirmaram que dois homens que estavam em um Gol cinza cercaram o Passat de Valdeci, que também era pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, e dispararam dezenas de tiros. Presidente regional do PL e amigo do pasto, Bispo Rodrigues ofereceu recompensa de R$ 30 mil a quem der informações sobre o crime. O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, afirmou que o vereador de Rio Bonito, Marcos Abraão, suplente da vaga de Valdeci na Alerj, é um dos suspeitos. (pág. 1 e C1) - Entidades de defesa dos direitos humanos protestaram junto ao Governo federal e conseguiram suspender, por tempo indeterminado, a indicação do coronel Severo Augusto da Silva Neto para secretário-adjunto de Segurança Pública do Ministério da Justiça. Sete entidades, entre elas o grupo Tortura Nunca Mais e o Movimento Nacional dos Direitos Humanos, enviaram ao Governo federal cópias de processos em que o coronel Severo aparece indiciado pelos crimes de tortura e prevaricação (quando um funcionário público deixa de agir por algum interesse), supostamente praticados quando estava na Polícia Militar de Minas Gerais. De acordo com a documentação e uma carta enviada pelas entidades de direitos humanos, "quem tem um prontuário como o dele não pode permanecer onde está". (...) (pág. 2) EDITORIAL - "Guerra e Marketing" - É bom que ninguém se iluda: a decisão americana de fazer a guerra não deve ter volta. E o Brasil tem que se preparar para as conseqüências de um conflito cujo andamento e desfecho são inteiramente imprevisíveis, ao contrário do que estrategistas americanos tentam mostrar. (...) (pág. 10) COLUNAS - (Coisas da Política - Dora Kramer) - As coisas começam a voltar ao curso normal no Congresso. Estava mesmo esquisita aquela rebeldia inicial dos partidos que se opuseram a Luiz Inácio da Silva na eleição. Em geral, Governo quando assume conta com a subserviência do Parlamento. O tempo de validade dela depende da popularidade do Presidente e das conveniências eleitorais de cada legenda. Como Lula é hoje o mais bem-amado dos brasileiros e não há eleições à vista, o recuo geral do PSDB, PFL, PPB e dos peemedebistas que se pretendiam de oposição, é auto-explicativo. (...) (pág. 2) - (Informe JB - Gustavo Krieger) - Presidente do Senado, José Sarney será também o presidente do Congresso. Caberá a ele indicar o presidente da poderosa Comissão Mista de Orçamento, no início do segundo semestre. Pelo regimento interno do Legislativo, este ano o cargo será da maior bancada do Senado, no caso, o PMDB. Mas, como conseqüência direta dos acordos fechados ontem, o posto deve ir para o PFL. Em troca, os liberais vão ceder ao PT o comando da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. É um posto estratégico. Por essa comissão vão passar todos os projetos de reforma do Governo Lula. (pág. 6) - (Boechat) - Furnas adiou por tempo indeterminado o concurso que realizaria, dia 9 de fevereiro, para selecionar novos funcionários. Nove mil aprovados seriam cadastrados para preencher atuais e futuras vagas na empresa. A Eletrobrás fará o mesmo. (pág. 2) FOLHA DE SÃO PAULO - BC consultou Lula para elevar juros - A elevação da taxa de juros, de 25% para 25,5%, só foi definida pelo Banco Central após consulta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A "Folha" apurou que Lula resistiu, mas aceitou após ser convencido de que havia o risco de disparada da inflação. Segundo critérios de independência e autonomia operacional defendidos até pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, as decisões do BC deveriam ser tomadas sem interferência da Presidência. Henrique Meirelles, presidente do BC, disse em Davos (Suíça) que a decisão do BC foi tomada por temor que a inflação chegasse a dois dígitos. Nessa situação, pelo histórico brasileiro, costuma haver descontrole e disparada de preços. Em Davos para o Fórum Econômico Mundial, Meirelles afirmou que o objetivo agora é fazer a inflação convergir para a nova meta do Governo, de 8,5%. "É factível, mas demanda muita atenção, porque não há folga alguma". (pág. 1 e A5) - O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse em Porto Alegre que o Governo só terá condições de reduzir os juros quando o Congresso começar a discutir as reformas da Previdência e Tributária, o que ele prevê para março ou abril. Dirceu afirmou também que planeja um acordo institucional com o PMDB, para contar com a maioria parlamentar em projetos difíceis. Em uma pressão indireta, disse que o Congresso "sabe que a sociedade quer essas reformas". (pág. 1 e A5) - As contas previdenciárias do País tiveram em 2002, déficit recorde de R$ 56,8 bilhões - aumento de 14% em relação a 2001. A maior parte do rombo, R$ 39,8 bilhões, se deve ao pagamento de aposentadorias e pensões do serviço público federal, estadual e municipal. O déficit do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) - regime de aposentadoria da iniciativa privada - ficou em R$ 17 bilhões e também é o maior da história. (pág. 1 e A4) - O PMDB fechou um acordo entre as diversas alas do partido que assegura a eleição do senador José Sarney para a presidência do Senado e dá o primeiro passo para apoiar e mais adiante integrar o Governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Com o acordo, que recebeu o aval do PT, Lula passará a ter aliados-chave no comando das duas Casas do Congresso. Na Câmara, já estava acertada a eleição do deputado petista João Paulo Cunha. (pág. 1 e A6) - O governo dos EUA estuda permitir a continuação das inspeções de armas da ONU no Iraque, como forma de minimizar as críticas de países como França, Alemanha, China e Rússia, que se opõem a uma ofensiva militar contra Bagdá. Segundo um membro do alto escalão em Washington, a decisão dos EUA considerará a eficácia das inspeções. Na segunda será apresentado pela ONU balanço dos primeiros 60 dias de atividade. (pág. 1 e A13) - O Brasil aceitou coordenar as ações do Grupo de Amigos da Venezuela, instituído formalmente ontem em Washington. O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) disse que o secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, sugeriu que o Brasil assumisse a liderança. Composto ainda por México, Chile, Espanha e Portugal, o grupo usará como base as propostas para a Venezuela elaboradas pelo ex-presidente dos EUA Jimmy Carter. (pág. 1 e A14) - (Davos) - Os elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, não ajudaram a pretensão brasileira de discutir o protecionismo agrícola dos desenvolvidos. Em debate, a França confirmou a disposição de manter barreiras agrícolas. O apoio de Lula a Hugo Chávez foi criticado. "Para acalmar os mercados, precisa parar de dar apoio a Chávez", disse Ricardo Hausmann, de Harvard e ex-ministro venezuelano. (pág. 1 e A10) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva explicou a 70 mil pessoas no Fórum Social Mundial o motivo de sua ida ao outro fórum, o Econômico, em Davos. "Vou dizer que não é possível que poucos possam comer cinco vezes ao dia e que muitos passem cinco dias sem comer." Depois, atribuiu sua ida à Suíça aos manifestantes. "Se não fossem vocês, não seria convidado". Em um discurso de improviso, de tom emocional e de esquerda, o Presidente criticou a provável guerra dos EUA contra o Iraque e o embargo norte-americano a Cuba. (pág. 1 e A11) - O dólar caiu mais ante o euro, petróleo voltou a subir e Bolsas recuaram. No Brasil, o dólar foi a R$ 3,63%. (pág. 1, B1 a B5) - Morre Giovanni Agnelli, da Fiat - Aos 81 anos, italiano que fez da Fiat potência global sofria de câncer de próstata. (pág. 1 e B11) - O rapper Sabotage, como era conhecido Mauro Mateus dos Santos, 29, foi assassinado na zona sul de São Paulo. O músico, famoso pelo filme "O Invasor", havia acompanhado a mulher ao trabalho e iria para casa na hora do crime, às 5h50. No Rio, o deputado federal Valdeci de Paiva (PSL), 49, foi morto pela manhã na zona norte, com 19 tiros. Radialista e pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, integrava a bancada evangélica. (pág. 1 e A6) EDITORIAL "Rumo aos 450 anos" - A cidade de São Paulo adentra hoje o seu 450° ano de existência. Esse número tem ensejado iniciativas voltadas ao resgate de marcos urbanos que decaíram com o tempo. Trata-se de um movimento que se inspira em eventos ocorridos há meio século, quando uma grande mobilização política e cultural preparou a cidade para a comemoração de seu quarto centenário. A revalorização do centro da cidade é um desses movimentos. O fenômeno, que vem de tempos, agora progride a olhos vistos a fim de transformar o núcleo urbano da paulicéia num local mais atrativo, do ponto de vista cultural, administrativo e, também, habitacional. (...) (pág. A2) COLUNA (Painel) - As críticas ao aumento dos juros e à ida de Lula a Davos foram apenas a prévia do que o Planalto avalia ser, potencialmente, a primeira crise séria entre Lula e o PT no Congresso: o projeto sobre a autonomia do BC, que deve ser enviado para a análise parlamentar até o fim de março. * Boa parte da bancada do PT é contra o projeto de autonomia do BC. O tema é polêmico porque tem a ver com a visão sobre o papel do Estado. Para tentar convencer a bancada, o Governo fará um seminário com Henrique Meirelles e Palocci Filho nos dias 25 e 26 de fevereiro. (pág. A4) O ESTADO DE SÃO PAULO - Medo de guerra abala os mercados mundiais - A guerra com o Iraque é uma questão de semanas, informam altos funcionários americanos e ingleses, com ou sem aval da Organização das Nações Unidas. Coincidindo com essas previsões, ontem os EUA reforçaram a advertência aos cidadãos americanos no exterior para que estejam prontos para possíveis retiradas de emergência. Contrariando isso, uma fonte de Washington disse que o governo estuda a possibilidade de dar mais tempo para os inspetores de armas da ONU terminarem seu trabalho no Iraque. O mercado financeiro mundial, porém, atuou em pânico: as bolsas americanas despencaram, o euro fechou em nível recorde pelo nono dia consecutivo, o ouro atingiu o nível mais alta dos últimos seis anos e o preço do petróleo disparou. No Brasil, o dólar subiu 2,69% e fechou em R$ 3,625, apesar da intervenção do Banco Central. A Bolsa caiu 3,39%. (pág. 1, A16 e B1) - Em seu discurso no Fórum Social Mundial, ontem, em Porto Alegre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pregou a paz e condenou a guerra diante de multidão que superlotou o teatro ao ar livre Pôr-do-Sol. "O mundo não está precisando de guerra; o mundo está precisando de paz. O mundo está precisando de compreensão", disse, em referência indireta à intenção do presidente dos EUA, George W. Bush, de atacar o Iraque. Lula deverá repetir essa parte do discurso amanhã, no Fórum Econômico Mundial, em Davos. (pág. 1 e H2) - O principal dirigente do Movimento dos Sem Terra, João Pedro Stédile, anunciou ontem no Fórum Social Mundial que a organização continuará arregimentando pobres em todo País para que ocupem latifúndios. (pág. 1 e H5) - A vice-diretora gerente do FMI, Anne Krueger, disse em Davos que é um bom sinal de decisão do Brasil de aumentar o superávit primário. "É mais uma indicação de responsabilidade nas políticas monetária e fiscal." (pág. 1 e H7) - O Brasil estará preparado para a instabilidade internacional, se houver guerra contra o Iraque, disse ontem em Davos o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Os fundamentos da economia estão bem, alegou. (pág. 1 e H6) - O Brasil vai liderar o grupo Amigos para a Venezuela, por decisão tomada ontem, na primeira reunião dos integrantes, realizada na sede da OEA, em Washington. A sugestão foi do secretário de Estado americano, Colin Powell. Além de Brasil e EUA, participam também Chile, México, Espanha e Portugal. Os seis governos apoiarão missão de mediação liderada pelo secretário-geral da OEA, César Gaviria. (pág. 1 e A21) - O ministro da Previdência Social, Ricardo Berzoini, disse ontem que a reforma da Previdência precisa se concentrar no setor público e que o Governo não prevê mudanças profundas para os trabalhadores da iniciativa privada. Ele também descartou a possibilidade de criação do regime de capitalização pura, pelos altos custos. (pág. 1 e A4) - Com a "unidade possível", como diz a nota oficial do partido, o PMDB fechou o acordo que garante a eleição do senador José Sarney (AP) para a presidência do Senado, sob interferência do Governo. Para o PT, é uma questão de tempo a participação do PMDB na administração Lula. (pág. 1 e A6) EDITORIAL "Oportunidades para o Brasil, em Davos" - Até agora o Governo tem mostrado disposição de manter austeridade nas políticas fiscal e monetária. Esse é um ponto que o Presidente e sua comitiva deverão explorar, cuidadosamente, em Davos. (pág. 1 e A3) O GLOBO - Lula condena guerra de Bush e pede paciência a brasileiros - Com um discurso de improviso para mais de 50 mil pessoas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou ontem a guerra planejada por George W. Bush contra o Iraque e pregou uma distribuição mais justa da riqueza mundial. Durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, anunciou o que dirá amanhã em Davos, no Fórum Econômico. "Vou dizer que o mundo não precisa de guerra", afirmou, interrompido por uma eufórica platéia. Em recado aos que cobram mudança imediata, disse que ainda tem quatro anos para mudar o Brasil, o que lhe permite trabalhar com cautela e serenidade. (pág. 1 e Cad. Especial) - A vice-diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Anne Krueger, está muito bem impressionada com o Governo Lula. Ela prevê que o Brasil pode crescer de 4,5% a 5% nos próximos três anos. "Se houve erros, não os vi", disse ela em Davos, na Suíça. (pág. 1 e 5) - A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País chegou a 11,7% da população economicamente ativa em 2002, atingindo 2,118 milhões de pessoas. Os dados fazem parte da pesquisa mensal de emprego do IBGE, divulgada ontem. Quem estava empregado teve, em novembro, perda de renda de 2,32%. (pág. 1 e 23) - O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, suspendeu a nomeação do coronel da PM Severo Augusto da Silva Neto para o cargo de secretário-adjunto de Segurança. Severo, conforme revelou ontem "O Globo", é acusado de tortura. * O ministro dos Transportes, Anderson Adauto, foi sócio de acusados de desvio de recursos em Minas Gerais. (pág. 1, 3 e 4) - Depois de receber ameaças de morte, o deputado federal e pastor da Igreja Universal do Reino de Deus Antônio Valdeci de Paiva (PSL), 49 anos, foi morto ontem com 19 tiros, numa emboscada em Benfica. Foi oferecida recompensa de R$ 30 mil por informações que levem aos criminosos. Os índices de violência mostram que em dezembro houve aumento em 14 dos 20 crimes pesquisados no estado. Assalto a ônibus ficou em primeiro lugar com 57,9%. (pág. 1, 20 e 21) - O Ministério Público de Mato Grosso pediu o bloqueio dos bens, a quebra do sigilo fiscal e bancário e o afastamento dos deputados Humberto Bosaipo (PL) e José Riva (PSDB) dos cargos de presidente da Assembléia Legislativa e o primeiro-secretário da Casa. Eles são acusados de desviar verbas e de cumplicidade com João Arcanjo Ribeiro, suspeito de comandar o crime organizado. (pág. 2 e 8) - Por indicação do secretário de Estado americano, Colin Powell, o Brasil se tornou ontem o coordenador do Grupo de Países Amigos para a Venezuela. A proposta foi aprovada na primeira reunião de seus representantes, em Washington. Caberá ao grupo tentar facilitar um acordo entre o governo e a oposição para pôr fim à crise no país. A liderança do Brasil foi endossada pelos dois lados. (pág. 2 e 34) - Embora o ministro da Saúde, Humberto Costa, tenha afirmado ontem que a dengue está sob controle no estado do Rio, o Governo federal autorizou os municípios do estado a contratarem mais 2.635 agentes de saúde para o combate à doença. O Rio vai receber este ano do Governo federal um adicional de R$ 4 milhões na verba destinada ao combate à dengue, totalizando quase R$ 7 milhões. (pág. 2 e 19) EDITORIAL "Pela diversidade" - A decisão da Justiça paulista, em primeira instância, decretando o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício dac profissão, não é solução definitiva, mas reabriu o debate sobre o tema. O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo anunciou recurso, e certamente está longe o fim da batalha judicial a respeito. O assunto interessa a toda a sociedade, já que da boa ou má formação dos jornalistas depende a qualidade da informação que ajudará cada cidadão a tomar decisões e assumir atitudes importantes para sua vida e para toda a coletividade. (...) (pág. 6) COLUNAS (Panorama Político Tereza Cruvinel) - A eleição de Lula e os primeiros dias de seu Governo já produziram a comparação com o bug do milênio, o colapso universal dos computadores que não houve na virada do ano de 1999. Sua posse não trouxe maremoto. Em compensação, poucos governantes já se defrontaram com tão grande desafio de acertar, que maior será depois da projeção internacional propiciada pela presença nos fóruns antagônicos de Porto Alegre e Davos. (...) (pág. 2) (Nhenhenhém - Jorge Bastos Moreno) - O jogador Ronaldinho foi surpreendido anteontem por um telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. - Ronaldinho, aqui é o Lula. Você pode falar? - Claro, Presidente. Como vai? - Melhor, se você puder aceitar meu convite para vir participar do lançamento do programa Fome Zero, na quinta-feira da próxima semana. - Se puder, irei com o maior prazer. - Venha. Eu vou convidar também a Gisele Bündchen. Será um acontecimento muito importante para o País. Entusiasmado com o convite, Ronaldinho deverá reunir-se hoje com a direção do seu time, o Real Madrid, para pedir uma liberação especial. (pág. 3) (Ancelmo Gois) - O discurso que Lula faz amanhã em Davos reúne no mesmo texto pimenta e açúcar. A pimenta é da lavra de Luiz Dulci, secretário-geral, guardião do ideário petista. O doce é do chanceler Celso Amorim, que contribuiu com algumas pitadas que agradam aos neoliberais. (pág. 14) CORREIO BRAZILIENSE - "Eu não vou errar" - Diante de 60 mil pessoas em Porto Alegre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva explicou por que participará amanhã do Fórum Econômico, em Davos. "Vou dizer a eles que é preciso uma nova ordem econômica mundial", defendeu o Presidente. Elogiado no exterior por dirigentes do FMI, Lula renovou as promessas de campanha, como a de um Governo voltado para os pobres: "Nunca vi tanta gente pedindo a Deus para a gente acertar". O discurso no Fórum Social Mundial foi o último compromisso de Lula antes de embarcar para Suíça. (pág. 1 e 6 a 9) - No discurso em Porto Alegre, Lula falou que o mundo precisa de paz. Enquanto isso, no Iraque, a ONU desapontou Bush ao não encontrar armas de destruição em massa, e o filho de Saddam avisou que os Estados Unidos vão pagar caro se atacarem. (pág. 1 e 6 a 9) - Venezuela - Brasil lidera o Grupo de Amigos - Em Washington, o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, pediu ao chanceler Celso Amorim que o Brasil coordene os trabalhos por uma solução pacífica à crise no país vizinho. (pág. 1 e 3) - O ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, mandou um recado aos segmentos da sociedade que estão discutindo a reforma previdenciária. Não aceitará radicalismos durante o debate que vai acontecer nos próximos meses. "Não vamos permitir sectarismo, maniqueísmo ou qualquer tipo de manipulação. Vamos ter um debate livre, afirmou Berzoini, que participou ontem da reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS). (...) (pág. 10) - Ainda sob pressão das denúncias de desvio de verbas que pesam contra ex-assessores e ex-sócios, o ministro dos Transportes, Anderson Adauto, voltou a tomar medidas de impacto na sua área. Depois de suspender todas as licitações para obras em rodovias no País, Adauto decidiu atacar a possibilidade de formação de cartel das empreiteiras. Na manhã de ontem, o ministro determinou que todas as licitações, a partir de agora, terão o edital publicado na íntegra na Internet. (...) (pág. 11) - A primeira etapa para tentar unir o PMDB foi finalizada ontem. A cúpula e a ala dissidente do partido apertaram as mãos e sacramentaram um acordo que definiu a indicação de José Sarney (AP) para presidir o Senado, com o devido aval do PT e do Governo federal. (...) (pág. 12) - O susto de epidemia de dengue em 2002 conseguiu fortalecer a prevenção e reduzir o número de infectados neste início de ano. O Ministério da Saúde contabilizou os casos da doença em janeiro: foram notificados 1.934 casos, até a última quarta-feira. Em janeiro do ano passado, foram 94.231 notificações. (...) (pág. 17) ZERO HORA - O testemunho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no primeiro dia de debates e conferências do 3º Fórum Social Mundial foi uma coletânea aplaudida de condenações à miséria global, de apelos à paz mundial e de mensagens de otimismo. No único contato com a multidão que tomou Porto Alegre para participar das discussões do principal evento da esquerda planetária, Lula reivindicou a condição de líder internacional. (pág. 4 e 5) - O grupo alemão Steag confirmou ontem, em visita ao governador Germano Rigotto, no Palácio Piratini, o investimento de US$ 800 milhões na implantação da usina termelétrica a carvão no município de Candiota a partir do próximo ano. Conhecido como projeto Seival, o investimento deverá criar 3 mil empregos temporários no período de construção da usina, estimado em três anos. Em funcionamento, serão 500 empregos fixos. (pág. 14) MANCHETES CORREIO DA BAHIA - Postos ignoram redução do ICMS da gasolina ZERO HORA (RS) - Lula diz ao Fórum por que vai a Davos

ATENÇÃO
O Boletim de Acompanhamento
Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br,
na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas,
inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
Fazenda.
Consulte a homepage
da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
O endereço na Internet
é http://www.brasil.gov.br
O telefone para solicitação
de publicações é:061-411.4892.
O email da Secretaria
de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br
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