26/01/2003

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Gazeta Mercantil
Correio Braziliense

Jornal de Brasília
Zero Hora
Correio do Povo
Manchetes
Revistas

JORNAL DO BRASIL

- Promotores vão reabrir escândalos da gestão Garotinho

- O desvio de US$ 33,4 milhões para contas na Suíça serviu de base para que promotores da 17ª Promotoria de Investigação Penal Fazendária decidissem reabrir casos polêmicos que foram resolvidos com "espantosa rapidez" pela Procuradoria Geral de Justiça, segundo o presidente da Associação do Ministério Público do Estado do Rio, Marfan Vieira. Entre os principais casos a serem reabertos estão as acusações de concussão praticadas por fiscais contra a Light, as circunstâncias que cercaram a posse do conselheiro do Tribunal de Contas do estado Jonas Lopes e a compra de mansões e fazendas por parlamentares fluminenses. (pág. 1 e A3)

- Entre as muitas propostas apresentadas para a reforma da Previdência - projeto prioritário do Governo - surge um raro consenso. Especialistas acreditam que as mudanças pretendidas só serão bem sucedidas se incluírem ou revisão de direitos adquiridos ou criação de impostos para financiar o rombo crescente.

Quaisquer que sejam as mudanças no sistema, no entanto, tratamento igual para todos é ponto defendido pelos especialistas reunidos pelo "JB" no "Balanço Mensal" deste mês. (pág. 1, A12 e A14)

- O presidente do PT, José Genoino, garantiu, em entrevista ao "Jornal do Brasil", que o PT aprendeu a ser situação e não tem qualquer crise de identidade. Para Genoino, o partido não será refém de políticos conservadores e nem fará pressões sobre o Executivo. As reformas tributárias e da Previdência, afirmou, continuam sendo prioritárias e serão aprovadas este ano. Sobre a disciplina no partido, Genoino foi enfático: "Se cada um fizer o que quer, nós vamos virar um aglomerado, uma grife, não um partido." (pág. 1 e A4)

- Em menos de duas semanas, o discurso otimista da equipe econômica do Governo Luiz Inácio Lula da Silva deu lugar à cautela e às dúvidas. No centro das atenções, além da iminência de nova guerra no Oriente Médio, estão os preços administrados, que prometem ser os grandes vilões da inflação em 2003. As preocupações foram expressadas de forma cristalina na carta do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao ministro da Fazenda, Antônio Palocci, divulgada esta semana juntamente com o anúncio da revisão da meta de inflação para este ano. (...) (pág. 15)

EDITORIAL

- "Desafio da Renovação" - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao substituir a estrela vermelha do PT que usava na lapela pelo mapa dourado do Brasil e, já agora, pelo broche com o brasão da República, indicou - para o público interno e para a atenta platéia internacional - estar bem cioso das enormes responsabilidades por ele assumidas, como chefe de governo e de Estado de um país cujo peso específico na comunidade das nações supera, em muito, a abalada auto-estima do povo brasileiro.

Sua aguardada presença no Fórum Econômico Mundial de Davos, como chefe de Estado, é mais um sinal relevante do crescente respeito ao País e ao seu novo presidente, por parte dos principais atores da cena internacional. (...) (pág. 18)

COLUNAS

- (Coisas da Política - Dora Kramer) - O Governo Luiz Inácio Lula da Silva supera as expectativas quando exibe discernimento entre o que pode e o que não pode fazer.

Na impossibilidade de agir um milímetro fora da receita econômica que já vinha sendo aplicada pelo governo anterior, Lula optou por manejar alguns simbolismos, a fim de não perder o discurso da mudança.

Sendo ele mesmo um símbolo, desde a época em que liderou o renascimento do movimento sindical no País, faz isso com competência.

Dá ênfase ao combate à miséria, abandona o desgastado dístico do pacto social e imprime velocidade e ousadia à tradicionalmente prudente política externa brasileira. (...)

Mas, ao abordar a questão da iminente guerra dos Estados Unidos contra o Iraque, Lula vai enveredar por um terreno onde atuam grandes potências políticas, militares e econômicas.

Se propuser uma solução negociada para o conflito, estará apenas fazendo um contraponto à posição do secretário de Estado americano, Colin Powell, de defesa explícita da guerra.

Nesse limite, o discurso de Lula não tem porque render prejuízos às relações do Brasil com os Estados Unidos. Trata-se de uma declaração de princípios, inclusive defendida por outros países cuja correlação de forças perante os EUA é bem maior que a nossa. (...) (pág. 2)

- (Informe JB - Gustavo Krieger) - O ministro Miguel Rosseto está às voltas com outro problema. Pediu uma auditoria dos números da Reforma Agrária. O resultado pode resolver a pendenga que opôs, durante oito anos, o MST e o governo Fernando Henrique. Os dois lados nunca se entenderam nem sobre o número de famílias assentadas nem sobre a quantidade de sem-terra espalhados pelo País. (pág. 6)

- (Boechat) - Dono de 18% da água doce no planeta, o Brasil ficou num modesto 61º lugar no rol dos países que preservam o produto e o oferece em boas condições à população.

No levantamento do Centro para Ecologia e Hidrologia da Inglaterra, a medalha de ouro coube à Finlândia, com o Haiti na lanterna. (pág. 2)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Lula vai cortar mais gastos que FHC

- (Davos) - O Governo de Luiz Inácio Lula da Silva vai gastar ainda menos que o de Fernando Henrique Cardoso. O superávit fiscal primário (receitas menos despesas, excluídos os juros) será neste ano superior a 4% do PIB, acima da meta de 3,75% acertada pelo governo FHC com o FMI.

O anúncio será feito na próxima semana, mas foi antecipado ontem em encontro do presidente do BC, Henrique Meirelles, e de Otaviano Canuto, assessor internacional do Ministério da Fazenda, com os dez mais renomados economista do fórum Econômico Mundial, em Davos.

Canuto acha "razoável" a meta de superávit, pois acredita que o Governo vai continuar a bater recordes de arrecadação de impostos. (pág. 1 e A8)

- A caminho de reunião com o FMI, o presidente do BC, Henrique Meirelles, escorregou na neve e fraturou o tornozelo. Meirelles foi operado, fica cinco dias no hospital e só deve voltar a andar normalmente em cinco semanas. (pág. 1 e A8)

- O ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, e uma equipe preparam ma proposta de alteração dos gastos do Governo com a área social.

Na avaliação do ministério, não será possível elevar os investimentos no setor: agora é mais importante traçar um panorama da pobreza no País e direcionar os programas sociais do Governo aos alvos certos. No final deste mês, será conhecida a primeira versão da lista de diretrizes. (pág. 1 e A4)

- O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, defendeu, durante debate no Fórum Social Mundial, a taxação do fluxo do capital financeiro internacional. "É uma taxa que seria usada para o combate à fome e à miséria no mundo."

O petista criticou as propostas, feitas por outros participantes, de suspensão do pagamento da dívida externa de países pobres. (pág. 1 e A10)

- A economia mundial ainda deve demorar para se recuperar. Desde julho do ano passado, as projeções de crescimento do PIB dos principais países só têm recuado, segundo as estimativas de importantes instituições financeiras.

Os países emergentes da América Latina devem ter um crescimento médio menor que os da África. (pág. 1 e B1 e B4)

- O representante do Centro Simon Wiesenthal na América Latina, o argentino Sergio Widder, afirma que participa do Fórum Social Mundial para evitar que o encontro se transforme no "Fórum do Anti-semitismo Mundial".

Para ele, "fica difícil o diálogo quando a gente chega a Porto Alegre e vê camisetas misturando a estrela de David e a suástica". (pág. 1 e A9)

- Jovens que moram em Porto Alegre deixaram suas casas durante o Fórum Social Mundial e armaram barracas no Acampamento Internacional da Juventude.

Além da origem diferente da maioria dos visitantes, muda também a rotina. Alguns tomam banho em casa, e outros têm dias normais de trabalho. (pág. 1 e A10)

- "O que os EUA se negam a dizer é razão de irmos à guerra. O que está em jogo não é o 'eixo do mal', mas petróleo, dinheiro e vidas humanas. O azar de Saddam é estar sobre o segundo maior campo de petróleo do mundo. O azar do Irã é ter os maiores depósitos mundiais de gás natural. Bush quer os dois, e quem ajudá-lo vai receber uma fatia do bolo." (O inglês John Le Carré é romancista, autor de "O espião que saiu do frio". (pág. 1 e A18)

- Lula joga uma petulante cartada internacional a partir de hoje, em Davos, na Suíça, quando mais uma vez vai tentar se contrapor ao presidente da maior potência mundial, George W. Bush.

Os EUA, já bem conhecidos e suspeitos no cenário internacional, vão aparecer como o senhor do universo, distribuindo, chuvas, trovoadas e promessas de bombas no Iraque. Lula, a maior novidade mundial, vai defender paz, amor e comida para todos. (...) (Eliane Cantanhêde) (pág. A2)

EDITORIAL

"Guerra insensata" - Todas as guerras têm algo de insensato, mas a provável ação militar dos EUA contra o Iraque parece ultrapassar vários outros conflitos no que diz respeito a esse quesito.

A ação contra o Iraque se inscreve no quadro mais amplo da guerra contra o terrorismo, deflagrada depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. O problema é que não existe nenhum indício ligando o regime de Bagdá à rede terrorista Al Qaeda, de Osama bin Laden. A chamada guerra contra o terrorismo pode ser qualificada como uma movimentação defensiva legítima, precisa ser dirigida contra os verdadeiros responsáveis pelo 11 de setembro, e não contra qualquer povo que fale árabe e tenha desavenças com Washington.

A questão das armas de destruição em massa, à qual a Casa Branca tem dado ênfase, também parece pouco sólida. (...) (pág. A2)

COLUNAS

(Painel) - Com um Orçamento apertado e previsão de não ter a curto prazo resultados significativos na área social, Lula quer marcar seu primeiro ano com ações de combate à corrupção. Autorizou Waldir Pires (Controladoria Geral) a levar até 150 fiscais em operações de fiscalização.

* Waldir Pires prevê realizar em fevereiro o sorteio da primeira prefeitura ou governo de estado a ser fiscalizado pela sua equipe. O controlador quer fazer devassas com apoio de fiscais de diversos órgãos federais e de entidades da sociedade civil. (pág. A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Lula apóia França e Alemanha contra o ataque

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao desembarcar ontem em Paris rumo a Davos, na Suíça, disse que o Brasil vai se alinhar a países como França e Alemanha em sua oposição aos planos dos EUA de atacar o Iraque sem o aval da ONU. Em Davos, o secretário americano de Estado, Colin Powell, disse que existem ao menos 12 aliados para o ataque, mas que todos preferem ter aprovação da ONU. O jornal "The Washington Post" confirmou que a Casa Branca estaria disposta a conceder "mais algumas semanas" para a inspeção da ONU. (pág. 1 e H3 e A14)

- O Governo brasileiro planeja para este ano um superávit fiscal melhor que o do ano passado (próximo de 4% do PIB), disse ontem no fórum suíço Otaviano Canuto, assessor do Ministério da Fazenda. A intenção foi comunicada numa reunião de Canuto e do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, com dez influentes economistas estrangeiros. Na saída, Meirelles levou um tombo, fraturou o tornozelo e foi hospitalizado. (pág. 1 e H1)

- Analistas e até mesmo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Ministério do Planejamento, põem em dúvida a previsão do Governo de crescimento de 2,8% do PIB este ano. Para eles, isso é impossível com a elevação dos juros e o risco de guerra no Oriente Médio. As apostas do mercado vão de 1% a 2,2%. (pág. 1 e B1)

- Para o ministro do Planejamento, Guido Mantega, a retomada da confiança dos investidores é que permitirá a queda da taxa de juros. (pág. 1 e B4)

- A reforma da Previdência deverá provocar um êxodo sem precedentes no funcionalismo público. Milhares de servidores prometem antecipar o pedido de aposentadoria para não perderem benefícios como salário integral e pensão para dependentes. Eles querem garantir o direito adquirido. (pág. 1 e A8)

- "Como Saddam provavelmente se renderá ou será afastado quando o Iraque for cercado por poder de fogo militar verdadeiramente avassalador, a política mais racional dos EUA é simplesmente manter a concentração de suas forças até o fim da primavera-verão, mas sem precipitar um ataque." (Anatole Kaletsky) (pág. 1 e A14)

- A agricultura familiar, aposta do Governo Lula para distribuir renda e criar emprego, divide opiniões. Para Xico Graziano, presidente do Incra no governo FHC, não adianta apostar em pequenos agricultores, porque já existiria 1 milhão deles sem condições de se tornarem economicamente viáveis. Já para o Ministério do Desenvolvimento Agrário, todos os estudos mostram que esse sistema pode criar emprego a custo quatro vezes menor que qualquer outra alternativa. (pág. 1 e B10)

- Quem ocupa ilhas de graça no Brasil terá de pagar por elas. A União vai mapear 4,5 mil dos 8 mil km de costa - no momento, não se sabe nem quantas ilhas existem - e rever os contratos de concessão de terras públicas ali. Milhões de reais deverão ser acrescidos à arrecadação federal (pág. 1 e A11 e A12)

- Primeiro ponto da reforma tributária a ser discutido, o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços será um desafio para a capacidade de negociação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Governo federal terá de enfrentar um emaranhado de interesses, ao mexer no principal tributo dos estados. (pág. 1 e A4)

EDITORIAL

"A guerra anunciada e o fator tempo" - A argumentação de que o tempo jogará a favor de Bush se ele souber aproveitá-lo é consistente e digna de reflexão, desde que se aceitem as premissas de que a saída de Saddam é tudo que os EUA querem e de que ele é suficientemente racional para pôr a salvação da pele acima de seus delírios. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Reforma reduzirá a receita da Previdência em R$ 1,7 bi

- O Governo perderá 38% das receitas obtidas com as contribuições previdenciárias de funcionários públicos se conseguir aprovar no Congresso a reforma delineada pelo ministro da Previdência, Ricardo Berzoini.

A proposta prevê um regime único de aposentadoria para funcionalismo e iniciativa privada em que o servidor pagaria 11% sobre o teto de R$ 1.561,56, e não mais sobre o salário integral.

Se já estivesse valendo, a medida faria o Governo perder R$ 1,71 bilhão da arrecadação de R$ 4,5 bilhões prevista para este ano.

As mudanças começariam a surtir efeitos positivos para as contas públicas dentro de cinco a sete anos, quando os gastos com o pagamento das aposentadorias seriam reduzidos. Para aprovar a reforma, o Governo terá de recorrer aos ex-governistas PSDB e PFL. (pág. 1, 3 e 4)

- Preparando terreno para o discurso que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará hoje, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, revelou ontem a economistas reunidos em Davos, Suíça, que o Governo trabalha com uma meta de superávit primário, para 2003, superior ao alcançado no ano passado, de cerca de 4% do PIB, o que significa austeridade ainda maior do que a acertada com o FMI. (pág. 1 e cad. Especial)

- O presidente do BC, Henrique Meirelles, escorregou na neve e fraturou o tornozelo. Ele foi operado e ficará de seis a oito meses andando com ajuda de muletas. (pág. 1 e Cad. Especial)

- A Eletricité de France (EDF), controladora da Light, adotou um plano de emergência para pôr fim à crise financeira na companhia. Se ela não se recuperar, os franceses admitem abandonar o negócio.

Mergulhada em R$ 5,7 bilhões de dívidas, a Light acumula prejuízos de R$ 1,88 bi desde 1999. (pág. 1, 31 e 33)

- A Receita Federal autuou 22 instituições financeiras no ano passado pela sonegação de R$ 275,9 milhões em CPMF. O valor corresponde ao que deveria ter sido recolhido pela própria instituição e o que deixou de ser descontado em nome dos clientes. (pág. 1 e 38)

- Os centros universitários poderão ser uma dor de cabeça para o MEC. Com a mesma autonomia das universidades, mas sem obrigações iguais, sua legalidade foi questionada no Congresso. (pág. 1 e 16)

- A decisão do Governo de não corrigir a tabela de Imposto de Renda em 12,5%, que foi a inflação ao consumidor do ano passado, prejudica mais os assalariados de renda mais baixa.

Quem ganha até R$ 2 mil por mês e tem dois dependentes, por exemplo, recolheria 28,5% a menos de IR na fonte com a correção. Já quem ganha R$ 30 mil teria redução de 0,78%. As contas são da Gorin Auditoria. (pág. 2 e 39)

- A Coplac Consultoria, Planejamento e Promoções Ltda. será um dos alvos da investigação da Polícia Federal sobre a remessa ilegal de dinheiro feita por fiscais do Rio para contas no Discount Bank and Trust Company, na Suíça. Desde 1999, quando tiveram início os depósitos na conta de Rodrigo Silveirinha Corrêa, a empresa representa o banco suíço no Brasil. (pág. 2 e 18)

EDITORIAL

"Cedo ou tarde" - Na literatura econômica são raríssimos os países que tenham promovido tamanho ajuste nas contas externas, como fez o Brasil em 2002, sem recorrer à recessão. O crescimento da economia brasileira foi de fato modesto no ano passado, mas, diante de tamanho ajuste, pode-se considerar como uma vitória os resultados alcançados. Desde 1998 o País vem reduzindo o seu déficit externo em conta corrente (transações com mercadorias e serviços). Em 2001 essa necessidade de financiamento ainda foi da ordem de US$ 23 bilhões. (...)

Não foi possível neutralizar inteiramente essa pressão sem impor sacrifícios à população. Pode-se dizer que o Banco Central aproximou-se do limite do sacrifício suportável.

E esta parece ser a política que o Governo Lula resolveu pôr em prática no seu primeiro ano de mandato. O déficit em conta corrente continuará diminuindo em 2003 - as previsões são de que se reduza para menos de US$ 5 bilhões, ou cerca de 1% do PIB. Assim, mesmo que o volume de investimentos diretos se limite a US$ 12 bilhões, sobrarão recursos para amortização de dívidas. Em algum momento, diante desses números, os credores voltarão a ter mais confiança na economia brasileira. (pág. 6)

COLUNAS

(Panorama Político - Tereza Cruvinel) - Ainda em tempo, o Governo Lula restabeleceu a prioridade para a reforma tributária, depois de ter permitido a percepção de que iria adiá-la ou deixá-la em segundo plano, dando prioridade à da Previdência. Mas já se desenha outro movimento que pode ser também danoso ao andamento da mais complexa das reformas, a disputa política pelo comando das articulações em favor dela. (...) (pág. 2)

(Ancelmo Gois) - O jornal "Le Monde", numa reportagem sobre o Fórum de Porto Alegre, disse que o Brasil tem uma coisa singular.

É o único país do mundo com um ministro que permanece trotskista (adepto das idéias do comunista russo Leon Trotsky).

Referia-se a Miguel Rossetto, da Reforma Agrária. (pág. 20)

CORREIO BRAZILIENSE

- Apartamentos em Brasília estão até 57% mais caros

- Preços disparam puxados pelo aumento das vendas no setor, valorização de terrenos e alta no custo da construção. (pág. 1 e 14)

- O presidente do BC, Henrique Meirelles, sofre cirurgia após levar um tombo e fraturar o tornozelo. Hoje, Lula fala sobre injustiça social a empresários do Fórum Econômico Mundial na Suíça. (pág. 12)

- Para entender Lula - Autora da mais completa biografia de Luiz Inácio Lula da Silva, Denise Paraná está sendo convidada por empresários para explicar a cabeça do Presidente. (pág. 1, 10 e 11)

ZERO HORA

- O mundo olhará para o Brasil, neste domingo, com o ouvido grudado em Davos, na Suíça. É lá, no 33º Fórum Econômico Mundial, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai defender a redistribuição da renda mundial. Lula repetirá o que disse na sexta-feira em Porto Alegre, mas o tom será outro. (pág. 4 e 5)

- O ecletismo, essência do Fórum Social Mundial, desafia a elaboração das médias necessárias às estatísticas. O número oficial divulgado pelo Escritório de Turismo de Porto Alegre, de uma injeção de US$ 33,42 milhões na capital, não é unânime. O otimismo dos comerciantes da cidade, porém, supera até os cálculos da prefeitura. (pág. 12)

- A parede da sala de estar de Djanira Corrêa, 82 anos, sustenta três gravuras: Jesus, Maria e, entre os dois, uma foto retocada de Leonel Brizola quando jovem, cabelos negros e olhar triunfante. Moradora do Banhado do Colégio, distrito de Camaquã, Djanira é uma das últimas representantes da geração de colonos beneficiada pelo primeiro projeto de reforma agrária implantado no Rio Grande do Sul. (pág. 42 e 43)

MANCHETES

CORREIO DA BAHIA

- Assalariado vai pagar mais Imposto de Renda

O DIA (RJ)

- Como fica o aposentado na Era Lula

ZERO HORA (RS)

- Lula faz a ponte entre dois mundos

REVISTAS

VEJA

TÍTULOS DE CAPA

- Diabetes: O inimigo oculto - Quinze milhões de brasileiros estão ameaçados pela doença que causa infarto, derrame, amputação e morte. Metade deles não sabe que está doente.

- Davos e Porto Alegre - Lula é a terceira via

O elo entre dois mundos - Ao unir as mensagens de Porto Alegre e Davos, Lula desponta como o construtor da terceira via real. (pág. 42 a 44)

A carta de Meirelles - O presidente do BC explica por que a inflação explodiu em 2002 e como vai combatê-la. (pág. 44 e 45)

O curinga de Lula - Quem é o assessor de Governo que reforça ministros, faz indicações para a equipe econômica e fala em nome do Presidente. (pág. 46 a 48)

Vai sair e pode não voltar - O ministro dos Transportes, Anderson Adauto, pode ser a primeira baixa na equipe de Lula. (pág. 50 e 51)

Aparecem as provas - Documentos de autoridades suíças comprovam depósitos dos fiscais do Rio suspeitos de corrupção. (pág. 56 e 57)

Eles estão de volta - O ex-presidente José Sarney e o ex-senador Antônio Carlos Magalhães ressuscitam com força e poder pelas mãos do PT. (pág. 58 e 59)

O mercado do poder - Os partidos da base aliada seduzem parlamentares que não "conseguem" ser oposição e aumentam de tamanho. (pág. 60 e 61)

A arma supersecreta - Prontos para ir à guerra sem o apoio da ONU, os Estados Unidos podem testar contra o Iraque a bomba de microondas. (pág. 62 a 69)

ISTOÉ

TÍTULOS DE CAPA

- Malhação e alegria - Descontração, muito divertimento e contato com a natureza são as novidades das academias neste verão.

- A ligação concreta - Novos documentos desmentem ministro dos Transportes.

Moqueca mineira - Contrato revela que Adauto foi sócio dos donos da CPA em empresa de pescado. Na corda bamba, assumirá vaga na Câmara, e volta aos Transportes não é certa. (pág. 26 a 30)

Operação Uruguai - Dólares teriam saído clandestinamente para Montevidéu e de lá par a Suíça. (pág. 31 e 32)

Azedou o acordo - Quércia barra acerto pró-Sarney que ressuscitaria Temer. (pág. 33)

Lula lá e cá - Presidente vai a Porto Alegre e a Davos e faz ponte entre ricos e pobres nos dois fóruns rivais. (pág. 36 e 37)

Muralha do tráfico - Poder paralelo desafia execução de projetos sociais de Lula, impede a ação de ONGs e proíbe até multinacional de doar alimentos nas favelas do Rio. (pág. 40 a 43)

Choque de realidade - A nova equipe econômica enfrenta sua primeira semana turbulenta com a velha e abominável alta dos juros básicos. (pág. 70 e 71)

ÉPOCA

TÍTULOS DE CAPA

- A guerra do império

* França e Alemanha se unem contra ação militar

* O que o Brasil tem a perder em caso de conflito

* Nos EUA, cresce oposição a intervenção no Iraque

- Mais provas - O tamanho do caso Silveirinha

- Diálogo de abismo - As conversas que salvam vidas no CVV

- Entrevistas exclusivas

* Scorsese, o anti-herói de Hollywood

* Aleida, a filha de Che Guevara

Na rede de Silveirinha - Denúncias contra fiscal mostram que corrupção no Rio é como se imagina: muito maior. (pág. 24 a 27)

Déficit dos quartéis - Com um imenso rombo acumulado ao longo da história, a previdência militar pesa mais do que parece. (pág. 28)

Confusões à vista - O Governo Lula é surpreendido pelo que deveria saber: o passado de seus altos funcionários. (pág. 29)

Dois sorrisos - Como Figueiredo, Lula sai rindo na foto oficial. (pág. 29)

No palco do mundo - Lula almeja virar líder internacional por uma "globalização solidária", mas a alta dos juros mostra os limites de seu vôo. (pág. 30 a 32)

Deputado-operário - Com o apoio de PMDB, PSDB e PFL, um antigo metalúrgico de Osasco deve se tornar o terceiro homem da República petista. (pág. 32 e 33)

Um azougue no BB - A escolha de um craque dos mercados para o Banco do Brasil reforça o estilo da equipe de Palocci. (pág.34 e 35)

Soja esquizofrênica - O produto mais exportado pelo País é transgênico ou não? Ninguém parece saber direito. (pág. 39)

O império quer guerra - EUA dispensam o aval da ONU e podem atacar o Iraque em poucas semanas. (pág. 58 a 63)

Bomba econômica - Com uma guerra prolongada, o preço do petróleo poderá dobrar, mergulhando o mundo numa recessão. (pág. 66 a 68)

DINHEIRO

TÍTULOS DE CAPA

- Exclusivo: Um novo Onassis no Brasil - Conheça Micky Arison, que virou o maior armador do mundo. Sua companhia já vale US$ 15,4 bilhões. E sabe o que ele vai fazer? Investir US$ 1 bilhão para trazer dois transatlânticos para o Brasil.

- Ferrari - Da era artesanal para os robôs

- Banco - O 1° Copom de Meirelles

- Ícaro - O avião de um único passageiro

O pacote Furlan - Ministro conclui lote de medidas para ampliar exportação em US$ 6 bilhões e inicia a era dos mascates comerciais. (pág. 24 a 26)

Uma Davos democrática - O encontro dos maiores financistas do planeta mudou. No palco agora estão as vozes que pregam a globalização solidária. Aqueles que protestavam do lado de fora viraram as estrelas da festa. (pág. 28 a 31)

A cruzada de Jeffrey Sachs - Depois de assessorar dezenas de governos, ele se tornou porta-voz da ajuda internacional aos pobres e diz que Lula está no caminho certo. (pág. 32 e 33)

O pacto das águas - Pressionado pelos governadores do Nordeste, Governo retoma transposição do São Francisco. (pág. 35)

O futuro do jogo no País - Hora de decisão nos bingos. Setor que gira R$ 3,5 bilhões por ano terá que dividir lucros com o Governo ou fechar. (pág. 38 e 39)

Os bancos de Lula - Vale, do Bancoob: "Nossos juros são entre um e dois pontos percentuais menores do que os dos bancos". (pág. 78)

O grito de independência do BC - Em seu primeiro teste, Henrique Meirelles aumenta os juros para 25,5%, contraria o PT, e dá sinal de que não aceitará pressões. (pág. 79)

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é http://www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br