01/03/2004

Jornal do Brasil
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JORNAL DO BRASIL

- Assessor de Dirceu sob investigação

- Ainda sob o impacto das acusações de corrupção que pesam sobre Waldomiro Diniz ,ex-assessor parlamentar do Planalto, o Governo pode se ver às voltas com outro problema envolvendo a equipe do chefe da Casa Civil, ministro José Dirceu. Marcelo Sereno, um dos principais colaboradores de Dirceu, será um dos principais alvos da Comissão Parlamentar de Inquérito que será aberta amanhã, na Assembléia Legislativa do Rio, para apurar irregularidades na Loterj e na Rio Previdência. Sereno era secretário de governo na gestão de Benedita da Silva. As investigações abrangerão os problemas do fundo de pensão dos funcionários do estado, desde sua criação. (págs. 1 e A3)

- O procurador da República Luiz Francisco de Souza enviou à presidência da Comissão de Valores Mobiliários pedido de informações sobre o não-descredenciamento do Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, como gestor de recursos. O banco é alvo de diversas ações judiciais. (págs. 1 e A20)

- Em meio a pressões externas e rebeliões que já dura um mês, o presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide, anunciou sua renúncia para "evitar um banho de sangue". EUA e França enviaram soldados ao país. O Panamá dará asilo temporário a Aristide. (págs. 1 e A10)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Rebeldes derrubam presidente do Haiti

- Em meio a uma rebelião contra seu governo, Jean-Bertrand Aristide renunciou à Presidência do Haiti e partiu para o exílio, após ter perdido o apoio dos EUA e da França.

A notícia levou o caos à capital, Porto Príncipe, que os rebeldes ameaçavam invadir, depois de mais de três semanas de violência no país. Apoiadores de Aristide tomaram as ruas, fizeram saques e atiraram contra a multidão reunida em frente ao Palácio Nacional.

Os EUA enviaram fuzileiros navais ao Haiti, no que deve constituir a primeira leva de uma força internacional de paz autorizada pela ONU. A França deverá mandar 300 soldados à ex-colônia, o país mais pobre do hemisfério ocidental.

O presidente da Suprema Corte, Boniface Alexandre, assumiu a Presidência, como prevê a Constituição. Líderes rebeldes disseram que suspenderiam a revolta e apoiariam as forças internacionais. (pág. 1 e cad. Mundo)

- O Governo Lula investiu menos e gastou mais dinheiro para pagar dívidas em 2003 que seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, em 2002.

Em 2003, foram investidos R$ 1,8 bilhão, ou 0,24% do Orçamento federal do ano. Em 2002, FHC investiu R$ 11,6 bilhões (1,5% do Orçamento).

Já para amortizar a dívida, o atual Governo desembolsou R$ 412,9 bilhões no ano passado, ou 54,61% de todos os gastos do País. No ano anterior, esses gastos somaram R$ 349,6 bilhões (45,16% do Orçamento).

O Ministério do Planejamento diz que investimentos foram postergados devido à crise herdada de FHC. (págs. 1 e A4)

- O Governo brasileiro e o FMI negociam mudanças no cálculo do superávit primário (receitas menos despesas, exceto juros) para que possa haver um aumento dos investimentos em infra-estrutura.

"É preocupante que esses investimentos em muitos países da América Latina tenham declinado", disse o diretor-gerente do FMI, Horst Köhler.

Köhler participou em Brasília de churrasco oferecido pelo presidente Lula. (págs. 1 e B6)

- As políticas econômica e fiscal do Governo Lula tendem a resultar em estagnação pontuada por crises financeiras, na opinião do historiador de esquerda Robert Brenner.

Para Brenner, professor e diretor do Centro de Teoria Social e História Comparativa da Universidade da Califórnia (EUA), o forte fluxo de capitais recebido por países como o Brasil é fruto de uma bolha (valorização sem base em fundamentos). (págs. 1 e A12)

- Um trabalho de localização de ossadas de militantes desaparecidos durante a guerrilha do Araguaia começa a ser feito por um grupo de especialistas na sexta-feira. Soldados que participaram da investida do Exército indicaram local onde militantes foram enterrados.

Segundo dados oficiais, 69 guerrilheiros e 17 camponeses foram mortos. (págs. 1 e A6)

- José Alencar recebe alta após operação - Vice-presidente, que retirou a vesícula, deve permanecer em São Paulo durante período de recuperação. (págs. 1 e A5)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Presidente do Haiti renuncia e país vive caos

- O presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide, renunciou ontem e partiu para o exílio sob a pressão de uma rebelião e da comunidade internacional, que começou a enviar uma força de segurança à nação caribenha. A capital, Porto Príncipe, e as principais cidades foram tomadas pelo caos. O presidente da Corte Suprema, Boniface Alexandre, assumiu o governo interino como prevê a Constituição e tropas policiais saíram às ruas para tentar conter a violência. O presidente americano, George W. Bush, reconheceu o sucessor constitucional de Aristide e anunciou o envio de 500 marines "como elemento de vanguarda de uma força internacional" que ajude a estabilizar o país. Antes de assinar a carta de renúncia e embarcar com rumo ainda desconhecido, o ex-presidente escreveu num comunicado que seu gesto "evitará um banho de sangue". (págs. 1, A8 e A9)

- O presidente Lula obteve ontem do diretor-gerente do FMI, Horst Köhler, indicação de que, ainda este ano, haverá mudanças nas regras do fundo para permitir maior liberdade em novos investimentos em infra-estrutura e estimular a economia. Köhler, que está no Brasil, disse que o FMI precisa dar "novo gesto e energia" em favor da América Latina com acordos preventivos em tempo hábil. Pelas regras atuais do FMI, investimentos são considerados despesas no cálculo do superávit primário das contas públicas. (págs. 1 e B1)

- O desemprego atingiu 185,9 milhões de pessoas no mundo em 2003 - ou 6,2% da população economicamente ativa - segundo a Organização Internacional do Trabalho. A falta de empregos atinge países ricos e pobres, mas as regiões mais problemáticas são o Oriente Médio e o Norte da África, com 12,2% de pessoas sem emprego. Na América Latina, com 8%, as economias deveriam crescer 7% ao ano para reverter o quadro. (págs. 1 e B4)

- A Polícia Federal (PF) começa a ouvir os dois principais personagens do escândalo que abalou o Governo; o bicheiro Carlinhos Cachoeira depõe hoje e o ex-subsecretário de Assuntos Parlamentares do Palácio do Planalto Waldomiro Diniz, amanhã. Os depoimentos são vitais para desvendar as suas ações, mas os investigadores temem que eles optem por falar só à Justiça. (págs. 1 e A4)

- Duas pessoas morreram ontem em Caracas em manifestações da oposição contra reavaliação de mais de 1 milhão de assinaturas pedindo referendo revogatório contra o presidente Hugo Chávez. A oposição diz ter recolhido 3,4 milhões, mas o Conselho Nacional Eleitoral pôs em dúvida a validade de cerca de 1,4 milhão delas. Para o revogatório são exigidas 2,4 milhões de assinaturas. Diante de seguidores, Chávez fez aposta para ver "quem dura mais" no governo: ele ou o presidente dos EUA, George W. Bush. (págs. 1 e A10)

O GLOBO

- FMI acena com a flexibilização de regras de acordo com Brasil

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ontem ao diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Horst Köhler, que os organismos multilaterais dêem autonomia para os países em desenvolvimento conduzirem a política econômica nos futuros programas de ajuda financeira. Lula também sugeriu que os investimentos em infra-estrutura deixem de ser contabilizados como despesas - o que pode favorecer o Brasil ainda este ano. A proposta, apresentada durante churrasco na Granja do Torto, recebeu o apoio do principal executivo do Fundo, que se comprometeu a defende-la no conselho da instituição. Köhler se disse confiante no forte crescimento do Brasil este ano. O recuo de 0,2% do PIB em 2003 deve levar o Conselho de Desenvolvimento Econômico a convocar o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, para dar explicações sobre o fraco desempenho da economia. (págs. 1, 19 e 20)

- Pelo menos dez funcionários e ex-dirigentes da CEF são suspeitos de conivência com a Gtech, empresa que opera as loterias federais, revela sindicância aberta pela Caixa para analisar os contratos firmados com a multinacional desde 1997. Eles são acusados de se omitirem diante de regras descumpridas e compactuarem com reajustes de preços desfavoráveis à CEF, entre outras irregularidades. Alguns serão submetidos a sanções disciplinares, como advertência ou suspensão, e outros poderão responder por improbidade administrativa. (págs. 1 e 3)

- O presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide, renunciou ontem, pressionado por EUA e França e pelos rebeldes que ameaçavam invadir a capital para depô-lo. Aristide deixou uma carta de renúncia e fugiu num jato, protegido por forças americanas. Os EUA enviaram fuzileiros navais para restaurar a ordem no país, onde a situação é caótica. O Brasil poderá enviar tropas. (págs. 1, 25 e 26)

CORREIO BRAZILIENSE

- Aristide foge. EUA e França mandam militares ao Haiti

- O presidente haitiano, Jean-Bertrand Aristide, não agüentou as pressões dos rebeldes e de governos estrangeiros e renunciou ao cargo. Em seguida, abandonou o país - e até as 23h não havia encontrado quem lhe desse asilo político. O Haiti, há um mês mergulhado na anarquia, com gangues armadas fazendo execuções sumárias, agora está sob toque de recolher e será presidido interinamente pelo chefe do Judiciário local, Boniface Alexandre. Os EUA e a França mandaram ontem mesmo militares para ajudar a restabelecer a ordem na capital Porto Príncipe. (págs. 1 e Tema do Dia, págs. 12 e 13)

- Depois de almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro Antônio Palocci, Horst Köhler, homem-forte do Fundo Monetário Internacional, afirmou que foi-se o tempo em que era preciso dizer ao Brasil o que é certo ou errado em economia. (págs. 1 e 5)

- Governo escala aliados no Congresso para abafar crise. Em Goiânia, Carlinhos Cachoeira consegue liminar na Justiça para explorar jogos lotéricos. (págs. 1 e 3)

MANCHETES

ESTADO DE MINAS

- FMI aponta crescimento forte para o País este ano

O DIA (RJ)

- Caixa terá megafeirão de imóveis com juros de 3%

GAZETA MERCANTIL (SP)

- Fundos de ações driblam baixa das cotações na Bolsa

VALOR ECONÔMICO (SP)

- AmBev negocia fusão bilionária com Interbrew

ETES