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07/03/2004
JORNAL DO BRASIL - Planalto e Congresso afinam sintonia - A crise política deflagrada com a denúncia de corrupção contra Waldomiro Diniz, ex-assessor parlamentar da Presidência, alimenta intrigas, espalha boatos e gera desconfianças entre petistas e partidos governistas. Surpreendidos pelo episódio, Planalto e Congresso bateram cabeça e tentam agora entrar em sintonia. O primeiro aposta na agenda positiva. O segundo une-se para aprovar a medida provisória que proíbe os bingos e tocar projetos, como a reforma política, para dar a volta por cima. (págs. 1, A3, A6, A11 e A12) - Escândalo Waldomiro, economia paralisada e mau gerenciamento na área social devem causar estragos ao PT nas eleições municipais. "No sucesso, todos se agrupam em torno do poder. Caso contrário, cada um vai para seu lado", observa o cientista político Geraldo Tadeu, da Uerj. (págs. 1 e A8) - São 50 as empresas brasileiras com escritórios de negócios em Dubai, zona franca dos Emirados Árabes Unidos. Todas planejam se expandir pelo Oriente Médio com unidades produtivas. Vale do Rio Doce, Petrobrás e a fabricante de ônibus Marcopolo figuram na relação. (págs. 1 e A23) - Depois de se livrar do rótulo de reduto das ditaduras, a América Latina enfrenta a ameaça de confronto entre o Executivo e o Legislativo. O alerta consta no livro "Democracias em Desenvolvimento", um documento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) sobre as relações políticas entre os poderes em 18 países da região. "Mesmo as nações que fizeram reformas econômicas e sociais recentemente deixaram de lado as políticas", observa Fernando Carrilo-Flórez, um dos autores. A constatação, contudo, é rebatida por estudiosos. "Nos EUA e na Europa parlamentarista, o poder do Executivo é impressionante, mas só na América Latina é visto como ameaça", afirma Argelina Figueiredo, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento. (págs. 1 e A13) FOLHA DE SÃO PAULO - Repasse do bingo não chega ao esporte - Dos R$ 93 milhões que os bingos declararam ter repassado ao esporte em 2002, ao menos R$ 75 milhões (80%) não chegaram oficialmente às entidades esportivas. Elas informaram à Receita ter recebido R$ 18 milhões naquele ano. Pela lei que regulava o setor até o governo revogá-la, em fevereiro, os bingos deveriam repassar 7% do faturamento a entidades esportivas. Mas, segundo relatório da Caixa Econômica Federal, como as associações esportivas passam dificuldades financeiras, acabam aceitando menos. "(os bingos) recorrem a contratos de gaveta, nos quais acordam repasses não previstos nas normas, em prejuízo das entidades", diz o relatório, de 11 de março de 2003. "Por contrato, eu teria de receber R$ 10 mil fixos. Nunca me deram 7%. Até porque era impossível fiscalizar", afirma Newton Campos, presidente da Federação Paulista de Boxe. A Associação Brasileira de Bingos se isentou de responsabilidade pela discrepância dos dados e disse que os cálculos são feitos pelas casas. (págs. 1 e D1) - O número de trabalhadores que faziam hora extra era de 31,1 milhões em 2002, quase o dobro dos 16,1 milhões nessa situação em 1988, quando a jornada no país foi reduzida de 48 para 44 horas semanais. O índice dos que faziam hora extra subiu de 27,4% para 40%. Os cálculos são da Secretaria do Trabalho da Prefeitura de São Paulo, com base em dados do IBGE. Para especialistas, a prática cresceu tanto que tende a inibir contratações ainda que a economia melhore. (págs. 1 e B1) - O primeiro-ministro de Portugal, José Manuel Durão Barroso, 47, que vem ao Brasil para reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diz que as elites latino-americanas precisam superar seu "complexo de inferioridade" e usar as estruturas democráticas para desenvolver seus países. Ele elogiou Lula e disse que o presidente dos EUA tem "simpatia" pelo brasileiro. (págs. 1 e A8) O ESTADO DE SÃO PAULO - Casa Civil favorece entidade com monopólio em planos de saúde - A Casa Civil da Presidência da República negociou com a Geap - Fundação de Seguridade Social, entidade privada de previdência complementar, a redação de um decreto presidencial que lhe garante o monopólio dos serviços de saúde para os servidores públicos federais em Brasília e nos Estados. Ministérios, empresas públicas e autarquias que têm contratos com outras operadoras de planos de saúde terão de aderir. A Geap já atende, hoje, 740 mil usuários, o que envolve repasses anuais da ordem de R$ 1 bilhão. A negociação foi feita com a diretora-executiva da entidade, médica Regina Ribeiro Parizi Carvalho, antiga militante petista. Ela foi indicada pelo ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Para o TCU, a Geap já operava em situação irregular havia sete anos por ter sido contratada sem licitação. O governo nega que, cedendo o monopólio, tenha tentado regularizar essa situação. (págs. 1 e A4) - Menos discurso e mais ação. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva procura novo formato político e administrativo, com a extinção do "núcleo duro" de quatro ministros que ditam as regras em todas as áreas. Menos petista e de mais coalizão com os partidos aliados, esse novo governo abrirá espaço para auxiliares até agora sem contato direto com o chefe. (págs. 1 e A6) - A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Donna Hrinak, aconselhou o governo a começar "a calibrar cuidadosamente sua oposição" às posições americanas para preservar a boa relação que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush estabeleceram. A advertência na Universidade Internacional da Flórida, é significativa. Em maio, Hrinak se despede de Brasília. (págs. 1 e A7) - Pesquisa exclusiva da Fundação Getúlio Vargas revela que a indústria brasileira planeja elevar em 18% sua capacidade média de produção até o fim de 2006, quando termina o mandato do atual governo. É o melhor índice de intenção de investimento produtivo nos últimos sete anos, segundo o estudo, feito com 1.255 empresas do setor. (pág. 1 e B1) - O nível de investimento na economia brasileira em 2003 foi o pior desde o Plano Real. Comparado com o maior patamar recente, de 1997, a queda real vai a 13%. As principais causas são os gastos públicos travados e a cautela da iniciativa privada. Ainda assim, analistas acreditam em alguma recuperação este ano. (págs. 1 e B3) - O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, aposta em novos postos de trabalho. Mas acha difícil baixar o desemprego a menos de 10% em 2004. Mesmo com crescimento econômico, setores de alto grau de automação têm pouca capacidade de gerar empregos. Há ainda empresas que preferem aumentar horas extras. (págs. 1 e B4) O GLOBO - Governo desmonta área de segurança do trabalho - No governo de um presidente que foi vítima de acidente de trabalho, vem sendo desmontado o Departamento de Segurança e Saúde do Trabalho. Isso ocorre justamente quando cresce o número de casos no país: 387 mil, em 2002, com 2.898 mortes. O volume vinha caindo desde 97. O Ministério do Trabalho extinguiu a carreira de auditor especializado em saúde e segurança, o que compromete a fiscalização nas empresas. Além disso, pela primeira vez em dez anos, não foi feita a campanha de prevenção, que teve sua verba cortada de R$ 6 milhões para R$ 1 milhão. Especialistas temem a privatização do seguro de acidentes, que arrecada R$ 4,5 bilhões por ano. O ministro Ricardo Berzoini nega: "Estamos revendo a fiscalização mas sem espaço para a privatização." (págs. 1, 39 e 40) - O ministro José Dirceu disse que cometeu um erro, não um ato ilícito no escândalo Waldomiro Diniz, e que não sai do governo. "Não tenho relação com esse caso. Não participei, não apoiei", disse à "Veja". (págs. 1 e 3) - Depois de o PT pedir mudanças na economia, o ministro Luiz Gushiken defende a manutenção da política comandada pelo colega da Fazenda. "Sou Palocci", disse a Jorge Bastos Moreno, negando divergências com José Dirceu. (págs. 1 e 3) - Levantamento do Globo mostra que a ameaça do senador Almeida Lima (PDT) de fazer denúncias contra o ministro José Dirceu deu prejuízo de R$ 4,4 milhões ao Tesouro, obrigado a vender títulos a preços mais baixos. (págs. 1 e 8) CORREIO BRAZILIENSE - Plano piloto tem 51% dos seqüestros relâmpagos - Em 37 casos registrados no Distrito Federal de 6 de janeiro a 8 de fevereiro, 19 ocorreram no plano piloto. Região também lidera casos de furtos e roubos. Medo da violência muda hábitos da população. (págs. 1, 25 e 26) - Os governistas levaram mais de 20 dias para agir com eficácia no primeiro grande incêndio da administração petista. Trapalhadas do partido na tentativa de apagar o fogo agravaram o caso Waldomiro e abriram mais espaço para o PMDB na Esplanada. (págs. 1, 2 e 3) - Retração de 0,2% no PIB em 2003, crise política e manutenção dos juros fazem analistas reverem projeções para 2004. (págs. 1 e 10) MANCHETES JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Classe média esconde a violência contra mulher O DIA (RJ) - Militares negociam 30% de aumento para 2005 REVISTAS VEJA TÍTULO DE CAPA - Exclusivo: José Dirceu fala a Veja - "Não vou sair do governo" Entrevista: Martin Seligman - O Doutor Felicidade. Um dos expoentes da psicologia positiva, o autor americano diz quais são os caminhos para alcançar o extraordinário mundo das pessoas felizes. (págs. 11 a 15) A crise rouba a cena - Depois de um longo sumiço, Waldomiro Diniz, o ex-assessor flagrado pedindo propina, depôs na semana passada mas não disse nada aos investigadores. (pág. 43 a 45) Entrevista: José Dirceu - "Cometi um erro, não um crime". (Capa e págs. 46 a 49) Está doendo no bolso - As pesquisas agora mostram o que muita gente já sabia: a renda dos brasileiros está em queda livre. De todos os brasileiros. (págs. 50 a 52) Economia & Negócios: Um novo sabor global - A AmBev une-se à belga Interbrew e forma a maior cervejaria do mundo. (págs. 76 a 78) ISTOÉ TÍTULOS DE CAPA - Elas mandam - Formadoras de opinião, as mulheres decidem desde a comida até os investimentos da família. Na profissão também crescem. Vê-las em postos de comando e em carreiras tidas como masculinas já não causa espanto - Caso Waldomiro - os escândalos da Gtech Entrevista: Leila Macedo Oda - Sim aos transgênicos - Cientista diz que boa parte dos alimentos é criação humana e que a biotecnologia pode trazer independência na agricultura e na medicina. (págs. 7 a 11) Lula aperta Palocci - Em meio ao furacão Waldomiro, presidente advertiu equipe econômica que a maior crise é a idéia de que o País está parado. Dirceu seguiu a linha e pediu medidas pró-crescimento. (págs. 28 a 31) O jogo do jogo - Planalto endurece o tom contra os bingos, mas Congresso se mobiliza para regularizar apostas. (págs. 32 a 36) Caixa-preta da Gtech - A maior operadora de loterias do mundo acumula escândalos dentro e fora do Brasil. (Capa e págs. 42 a 45) O poder de salto alto - As mulheres se transformam em importantes formadoras de opinião e cada vez mais assumem posições de comando. (Capa e págs. 56 a 63) E nasce a InterBev - A AmBev, principal cervejaria brasileira, se alia à belga Interbrew para atingir a liderança mundial. (págs. 70 a 72) Economia & Negócios: Pesadelo e sonho - Medidas do governo de incentivo à construção precisam da queda dos juros para sair do papel. (págs. 74 e 75) ÉPOCA TÍTULOS DE CAPA - Pesquisa exclusiva da Unesco: Sexo para menores. Como os adolescentes ficam, namoram e transam. * 14% das meninas engravidam antes dos 15 anos * Um terço dos jovens não usa camisinha * 55% não ligam para virgindade - Caso Waldomiro: * Ministério Público abre inquérito contra Caixa por omissão de documentos * O Paulinho da Força e seus Bingueiros Entrevista: Tariq Ramadan - Um Islã moderno - Filósofo islâmico suíço ataca a proibição do véu aprovada na França e se diz contra a formação de um Estado palestino. (págs. 24 a 27) Papéis escondidos - Acusações de omissão de documentos pela Caixa movimentam o caso Waldomiro Diniz, enquanto dois figurões do PT pedem para sair do partido. (Capa e págs. 28 a 31) No palanque dos bingos - Sob o argumento de evitar demissões, Paulinho se associa aos empresários na campanha pela reabertura das casas de jogos. (Capa e págs. 32 e 33) Economia e Negócios: Governo ajusta o leme - Para fazer o país voltar a crescer, Lula anuncia pacotes, negocia com o FMI e até liga para Bush. (págs. 36 a 38) Economia e Negócios: Segredo de gigantes - Como a brasileira AmBev e a belga Interbrew negociaram ações para criar a maior fabricante de cerveja do mundo. (págs. 40 a 42) Televisão: A cor do sucesso - Boa audiência de novela, séries e filmes estrelados por negros reflete mudança no país. (págs. 84 a 86) DINHEIRO TÍTULO DE CAPA - AmBev: o brinde de bilhões - Os bastidores, os efeitos e as dúvidas que cercam o maior negócio de cervejas já feito no mundo, que uniu a brasileira Ambev e a belga Interbrew, numa transação de US$ 11 bilhões Entrevista - José Lopez Feijó: "As mudanças estão atrasadas" - O homem que chefia o sindicato que já foi de Lula e é amigo pessoal do presidente agora passa a criticar o governo e diz que está faltando ousadia. (págs. 22 a 24) Economia: Palocci no paredão - Lula e senadores querem que Palocci abra as torneiras da produção. (págs. 28 a 31) Economia: O popstar do FMI - Horst Köhler veio ao Brasil, fez um carnaval de encontros sociais e renunciou ao cargo de diretor-gerente do FMI. Afinal, o que esse senhor queria aqui? Estaria temendo um novo calote ao estilo argentino? (págs. 32 a 35) AmBev: a dona do mundo? - Foi feito o maior negócio de cervejas do mundo. Por US$ 11 bilhões a AmBev e a belga Interbrew se uniram. A questão é: a cervejaria ainda é brasileira? Como fica o varejo - O aumento do poder de fogo da AmBev e o desembarque de marcas estrangeiras podem ser uma combinação letal para a concorrência. Primeira briga é no segmento premium. (Págs. 42 a 44) CARTACAPITAL TÍTULOS DE CAPA - Aonde chegam as múltis brasileiras - A associação entre a AmBev e a InterBrew coloca em questão o alcance das empresas nacionais no processo de internacionalização - Exclusivo: Um grande repórter, Greg Palast, conta como Robert Rubin, secretário do tesouro americano, se tornou presidente do Brasil, com a bênção de FHC Profissão: repórter de investigação - Sai no Brasil "A Melhor Democracia que o Dinheiro Pode Comprar", o bombástico livro do jornalista Greg Palast sobre as eleições americanas de 2000, o governo Blair, a Monsanto, a Gtech, a Wal-Mart... e o Brasil. (Capa e págs. 8 a 10) Sua excelência, o presidente - O dia em que Robert Rubin, secretário do Tesouro americano, conquistou o Brasil. (Capa e págs. 11 a 15) Entrevista: Greg Palast - A batalha pela informação - Palast explica por que suas reportagens não saem nos EUA e como vê o jornalismo hoje. (Capa e págs. 16 e 17)_ O limite das múltis - Um seleto grupo de empresas brasileiras testa os entraves que a economia local impõe a quem sonha em conquistar o mundo. (Capa e págs. 22 a 27) O vento ainda sopra - Os aspectos conjunturais que explicam o recorde das exportações em 2003 continuam a favorecer a balança comercial. (págs. 28 e 29) Nosso mundo/Espanha: Um país com medo de mudar - Apoiar Bush prejudicou Aznar, mas não a ponto de dar a vitória aos socialistas. (págs. 40 e 41) Entrevista: Adriana Rossi - O vício da violência - Estudiosa dos problemas do tráfico e consumo de drogas, critica a política dos EUA e avalia a situação da América Latina. (págs. 42 e 43) ETES

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