08/02/2004

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
Manchetes
Revistas

JORNAL DO BRASIL

- Partido de oposição chega ao berço

- Será consumado amanhã mais um passo rumo à concretização do sonho de um grupo de intelectuais e políticos: a criação de novo partido de esquerda. Heloísa Helena, expulsa do PT , anuncia a realização da primeira reunião aberta ao público, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Entusiasta do projeto, revela o cronograma do nascimento da nova legenda até junho, quando se inicia a coleta de assinaturas. São necessárias quase 500 mil adesões para cumprir as exigências da Justiça Eleitoral. (pág. 1 e A4)

- A constatação de que, um ano depois de assumir, o governo do PT pouco avançou na área social e a preocupação de como distribuir melhor a renda foram os temas do Balanço Mensal do "JB". Especialistas sugerem a montagem de um sistema de avaliação dos projetos. (pág. 1 e A26)

- Cinco anos depois do desabamento do Palace 2, a maioria das vítimas ainda enfrenta os traumas decorrentes da perda de familiares, moradas e memórias. Hipertenso desde a tragédia, Silvio Barbosa, num hotel com o filho e a neta, briga na Justiça por sus direitos. (pág. A19 e A20)

- Em férias no Rio, o conservador Esward Luttwak, renomado analista militar dos EUA, acha que Bush mandou tropas de menos ao Iraque. E que é inútil lutar por democracia na região. (pág. 1 e A10)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Número de subocupados cresce 42,5%

- Subocupados são os que têm jornada menor do que gostariam. Trabalham menos de 40 horas por semana, mas estão disponíveis e querem trabalhar mais. Só não o fazem porque o mercado está ruim.

Outro contingente de pessoas ligadas precariamente ao mercado teve alta ainda maior em 2003: o dos sub-remunerados, que ganham menos de um salário mínimo por mês, cresceu 51,7% sobre 2002.

O IBGE pesquisou as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador. Havia 865.537 subocupados em dezembro de 2003, quase 5% do total de pessoas ocupadas.

A subocupação está ligada à queda da renda do trabalhador, que obriga outros membros da família a buscar vagas. Do total de subocupados, 59,4% são mulheres - 30% delas em serviços domésticos.

Em dezembro de 2003, os sub-remunerados somavam 2.281 milhões de trabalhadores. É pouco menos do que a metade de pessoas ocupadas no Rio, segunda maior região metropolitana do país. (pág. 1 e B1)

- Alegando que o prazo legal para cobrança havia expirado, a AGF Brasil Seguros, uma das seis maiores empresas do país no setor, obteve do Ministério da Fazenda em julho de 2003 o cancelamento de uma dívida tributária de R$ 46,4 milhões.

Relatório da Controladoria Geral da União, órgão de auditoria ligado à Presidência, condena a ação da Fazenda e sugere que o Ministério Público se manifeste sobre ela. (pág. 1 e A14)

- Dados do Banco Central mostram que o governo dos EUA bancou entre 1996 e 2002 R$ 11 milhões em gastos da Polícia Federal brasileira, incluindo combustível e compra de equipamentos. O treinamento de PMs recebeu R$ 378 mil. Depósitos foram feitos até em conta de pessoa física.

Outros R$ 18 milhões foram enviados a projetos formulados por ONGs. (pág. 1 e A4)

- Nas prévias para a escolha do candidato democrata à Presidência dos EUA, ter caixa é o principal. Mas, hoje, só o líder, John Kerry, tem boa situação. Sem verba, diz Anthony Corrado, especialista em financiamento de campanha, não há como vencer nos estados. E, sem triunfo, caem as doações.

O pouco tempo entre as votações nos estados torna a propaganda na televisão, que é paga, essencial. (pág. 1 e A22)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Renda agrícola sobe 10% com supersafra

- O país se prepara para nova safra recorde e a maior renda de todos os temos. Este ano, a atividade agrícola via resultar em ganhos de US$ 37,6 bilhões, 10,6% mais que os US$ 34 bilhões de 2003. Os dados são de estudo da consultoria MB Associados, que cruzou as projeções de safra do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e da Companhia Nacional do Abastecimento com informações de preços dos produtos. Nessa operação de guerra serão mobilizados, direta ou indiretamente, 25 milhões de pessoa e 1,3 milhão conseguirá emprego graças ao agronegócio. (pág. 1 e B6)

- O presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), disse em entrevista ao "Estado" "não ser admissível" um corte de R$ 6 bilhões no Orçamento deste ano, conforme anunciado pelo governo. Para ele, o bloqueio dos recursos está na contramão do discurso otimista do Palácio do Planalto e vai abater e provocar desânimo nos parlamentares. (pág. 1 e A8)

- Apesar da política do governo de obtenção de superávits fiscais nos últimos cinco anos, a relação entre a dívida pública líquida e o PIB continua crescendo e atingiu 58,2% em 2003, praticamente dobrando em nove anos. Para muitos analistas, porém, abandonar o objetivo de grandes superávits agora seria um erro trágico. (pág. 1 e B1)

- Pedro Malan: "Passados 400 dias parece que tanto o governo como a oposição e a opinião pública estão depositando menos fé na vaga, generosa e ineficaz grande retórica sobre a necessidade de estratégias abrangentes, novos modelos, projetos nacionais e novas agendas, todas expressões em maiúsculas e defendidas com eloqüência". (pág. 1 e A2)

O GLOBO

 

- Mulheres são oferecidas em catálogos nas praias do Rio

- Agenciadores abordam turistas estrangeiros ainda no calçadão. (pág. 1, 18 e 19)

- Alvo de críticas e vítimas de rumores de sua demissão, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, chegou ao fim da semana com o prestígio assegurado pelo presidente Lula. Garantindo que dispõe de autonomia para trabalhar, Meirelles não tem dúvidas: o Brasil já entrou num processo de crescimento econômico e o desafio agora é crescer mais do que 3,5% nos próximos anos, diz, em entrevista a Sergio Fadul e Enio Vieira. "Seria um erro extraordinário achar que inflação alta levaria ao crescimento", afirma Henrique Meirelles, acrescentando que o papel do Banco Central, de garantir a moeda estável, está sendo cumprido. (pág. 1, 41 e 43 e editorial "Perda de tempo")

- Na primeira entrevista desde a eleição de 2002, José Serra diz que o governo Lula está fazendo "o relógio andar para trás" e que o PT "tudo esquece e nada aprende". Lula não sabe o que fazer, acrescenta. (pág. 1 e 3)

- Ex-dirigente da CUT, Jair Meneghelli usufrui de mordomias no Sesi. Tem salário de R$ 21 mil e, por conta do órgão, usa um Omega australiano e mora num apartamento de 300 metros quadrados. (pág. 1 e 5)

CORREIO BRAZILIENSE

- Processo de regularização de condomínios está suspenso

- GDF decide esperar decisão judicial para continuar a venda de loteamentos em área pública. (pág. 1 e 23)

- Críticas de Aloizio Mercadante e José Dirceu, políticos da confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, facilitaram propagação de boatos sobre a queda de três integrantes da equipe econômica. Na Bolsa paulista houve perda de R$ 46,9 bilhões, o risco Brasil subiu 30% e as empresas nacionais pararam de captar dinheiro no exterior. (pág. 1 e 8)

- O anúncio do corte de R$ 3 bilhões das emendas parlamentares ao Orçamento da União causou surpresa e perplexidade até dentro da base aliada no Congresso. O líder do PT na Câmara, Arlindo Chinaglia, admite que o governo federal sofrerá pressão para rever a decisão e vai acabar negociando. (pág. 1 e 3)

- Grupo de artistas prepara painéis que denunciam o trabalho escravo. (pág. 1 e Caderno C, capa)

MANCHETES

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Mais quatro mortes no rastro da chuva

O DIA (RJ)

- Golpistas escolhem idosos em fila de banco e do INSS

REVISTAS

VEJA

TÍTULOS DE CAPA

- Stress

* Por que estamos todos à beira de um ataque de nervos

* Como é possível se defender desse mal moderno

- Nestlé x Cade: "Vai ter segundo round"

Entrevista: Robert Meeropol - o nome do pai - Filho do casal Rosenberg, morto na cadeira elétrica por espionagem nos EUA, conta por que escondeu o sobrenome por décadas. (pág. 11 a 15)

Assim não se vai a lugar algum - A linguagem inadequada de um embaixador brasileiro é apenas um dos sinais de que a diplomacia pode estar ficando obsoleta para negociar acordos comerciais. (pág. 38 a 40)

"Por que você não enche a boca de castanha?" - Lula enfrenta boatos sobre demissão de Meirelles mandando repórter comer castanha em vez de fazer perguntas. (pág. 42 e 43)

Emperrada há mais de 40 anos - Medida que poderia dobrar a velocidade de tramitação dos processos aguarda votação desde a década de 60. E ainda assim os políticos continuam falando que querem modernizar a Justiça. (pág. 44 a 46)

Perto do dinheiro, longe do eleitor - PMDB e PTB negociam com o Planalto a ocupação de cargos de alto valor. (pág. 48 e 49)

Deputados cangurus - O governo incentiva os adversários a trocar de partido e, com isso, debilita a oposição. (pág. 54 e 55)

Aprendendo a dar o bote - Operação Zaqueu: Bíblia batiza ação que resulta na prisão de dez fiscais do trabalho. (pág. 76 a 78)

A Garoto caiu do ninho - A estratégia mundial de aquisições da Nestlé empaca no Brasil com decisão do Cade de desfazer a compra da Garoto. (Capa, pág. 82 a 85)

ISTOÉ

TÍTULOS DE CAPA

- A musa do Carnaval

* Juliana Paes substitui Lula de Oliveira na Viradouro e promete ser a rainha da avenida

* Em Salvador, a folia resgata as raízes afro-brasileiras

* Festa no mar: mais de dez navios atracarão aqui, inclusive o Queen Mary II, o maior do mundo

- A ata maldita - Taxa de juros, boataria e bate-boca entre ortodoxos e a turma do desenvolvimento: uma crise para Lula resolver

Entrevista - Roberto Jefferson - O bom de briga - O presidente peso pesado do PTB diz que Dirceu é primeiro-ministro, Lula conversa pouco e Palocci precisa abrir os cofres para garantir vitória do PT. (pág. 7 a 11)

Nervo exposto - Dúvidas sobre a economia abalam mercado, mostram divisão no governo e podem render baixas na equipe de Palocci. (Capa, pág. 24 a 28)

Crise à vista no PMDB - Chegada ao Planalto ameaça reabrir a eterna ferida no maior partido da base governista. (pág. 34 a 36)

Defesa vulnerável - Pilotos da Força Aérea Brasileira fazem milagre voando com caças de 30 anos de idade e já bem perto da aposentadoria. (pág. 38 a 41)

Tragédia anunciada - Enxurrada põe em xeque políticas municipal, estadual e federal para amenizar a fúria das águas que matou 98 e deixou 120 mil sem teto. (pág. 42 e 43)

Sejam os chatos - Principal especialista brasileira em defesa do consumidor diz que vale a pena ser briguento na hora de se defender de abusos. (pág. 60 e 61)

ÉPOCA

TÍTULOS DE CAPA

- Alergia - Acredite. Já existe tratamento para a doença que inferniza a vida de 60 milhões de brasileiros

- Chuvas - Gafes, atraso e desorganização no combate às enchentes

Entrevista - João Grandino Rodas - Defensor do capital - Para o presidente do Cade, a decisão de cancelar a compra da Garoto foi uma intervenção drástica que vai prejudicar a economia do País.

Banho no governo - Lula viaja para ver chuvas, mas gafes e falta de verbas marcam combate às enchentes. (Capa, pág. 28 e 29)

Tucanos sem rumo - Sem candidatos fortes até nas capitais dos Estados que governa, o PSDB passa por sua fase mais delicada em 15 anos de vida. (pág. 30 e 31)

Negócio barrado - Decisão inédita do Cade veta compra da Garoto pela Nestlé e provoca racha no órgão. (pág. 36 e 37)

Pesquisas emperradas - Entraves legais ameaçam estudos promissores desenvolvidos por laboratórios nacionais com plantas transgênicas. (pág. 52 e 53)

Entrevista - Helder Martins de Moraes - "Pasto para militares" - Ex-embaixador do Brasil na Ucrânia diz que crise de autoridade entre os cientistas e os militares levou à tragédia da Base de Alcântara. (pág. 62 a 64)

Macumba americana - Planos da Casa Branca com previsão da morte de Fidel Castro levantam suspeitas e irritam líder cubano. (pág. 70 e 71)

CARTACAPITAL

TÍTULOS DE CAPA

- Marcados para morrer - A lista de juízes, promotores, religiosos, sindicalistas, sem-terra e militantes de direitos humanos na mira de pistoleiros profissionais

- Embraer: ERJ 190, um avião para o mundo

- Caderno especial - MBA: como escolher o seu

As próximas vítimas - Ao contrário da oficial, a justiça paralela dos pistoleiros é rápida, eficiente e implacável. (Capa, pág. 22 a 28)

A petroquímica na encruzilhada - O setor corre o risco de perder o bonde, se não iniciar um novo ciclo de investimentos. (pág. 29 a 31)

A índia dos indianos - O desempenho econômico surpreende, mas nada tem a ver com abertura econômica e muito pouco com a educação. (pág. 32 a 34)

Embraer na guerra - O clima de apresentação do ERJ 190 será de festa. Em jogo, um mercado estimado em 2.500 aeronaves em dez anos ou mais de US$ 50 bilhões. (Capa, pág. 64 a 66)

Costura no ar - O Cade receberá, na terça-feira 10, proposta com metas e prazos para o acordo entre TAM e Varig. (pág. 67 e 68)

DINHEIRO

TÍTULOS DE CAPA

- A fusão que o Cade não engoliu - Os bastidores e as conseqüências da mais surpreendente decisão do xerife de mercado, que vetou a união da Nestlé com a Chocolates Garoto, mudando de vez o panorama dos negócios no País

- A agonia da Parmalat do Brasil

- Caso Dolly - Quem é o polêmico lobista da Coca-Cola

- Revelações sobre a vida de empresário do ex-presidente JK

Entrevista - David Zylbersztajn - "Vem aí o apagão da incerteza" - O ex-presidente da ANP diz que a regulamentação do setor elétrico é frágil, afugenta os investidores e mantém o risco de racionamento. (pág. 16 a 18)

O ovo da serpente - Os juros altos não param de alimentar a dívida-monstro do Brasil, enquanto o orçamento de investimentos públicos sofre novos cortes. Onde o País vai parar? (pág. 22 a 25)

O extermínio de empresas brasileiras - Aumento da Cofins pode varrer do mapa quase meio milhão de empresas e levar outras tantas à informalidade. (pág. 27 a 29)

E agora, Garoto? - Vetado - Na mais surpreendente decisão da sua história, Cade barra a compra da Garoto pela Nestlé e muda o ambiente de negócios no Brasil. (Capa, pág. 44 a 48)

Entrevista - Carlos Lessa - Á procura de clientes - O presidente do BNDES, Carlos Lessa, enfrenta um problema típico destes tempos de insegurança entre investidores. Ele reforçou o orçamento do banco e tem R$ 47 bilhões para fomentar projetos mas, até agora, a quase totalidade deste dinheiro continua no caixa do banco, à espera de confirmações dos pedidos de empréstimos feitos no ano passado. Trata-se de um claro sinal sobre o receio do empresariado diante dos juros altos e da retração do mercado interno. Para incentivar a captação de recursos, Lessa está viajando pelo País pregando otimismo. "Dou sinal verde a quem quer crescer", diz ele. "O BNDES é um protagonista da expansão da economia". (pág. 49)

Parmalat afogada no escândalo - O crédito acabou, não há mais matéria-prima e as oito fábricas estão parando. A empresa agoniza no Brasil. (Capa, pág. 50 a 53)

O polêmico lobista da Coca - Por que o consultor Alexandre Paes dos Santos, suspeito de subornos no passado, foi contratado pela multinacional. (Capa, pág. 56 e 57)

O lucro dos frangos Sadia - A maior fabricante de alimentos do Brasil tem lucro recorde de quase meio bilhão de reais e planeja novos vôos aos 60 anos. (pág. 58 e 59)

O novo homem TAM - Marco Bologna assume o manche da empresa para tirar do papel a união com a Varig. (pág. 60 e 61)

ETES