09/01/2004

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
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JORNAL DO BRASIL

- Casa e comida mais caras limitam gastos com educação e saúde

- Mudou o perfil de consumo dos brasileiros nos últimos dois anos. A alimentação pesa mais nos gastos mensais, bem como a habitação. Em contrapartida, foram reduzidas as parcelas referentes à saúde, higiene pessoal, educação, leitura e recreação, além de transportes.

A Pesquisa de Orçamento Familiar, divulgada ontem pela Fundação Getúlio Vargas, mostra que arroz e feijão consomem R$ 1,30 de cada R$ 100 gastos, menos que os R$ 1,47 que vão para TV paga e internet. (pág. 1 e A19)

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou ontem lei que garante a todos os brasileiros uma renda mínima mensal vitalícia. O dinheiro, distribuído pelo programa Bolsa Família, cobriria despesas com alimentação, educação e saúde. A meta do governo é atender, até 2006, 44 milhões de carentes. O senador Eduardo Suplicy, autor do projeto, beijou o rosto de Lula. (pág. 1 e A5)

- Pela primeira vez na história, os principais títulos da dívida externa brasileira, chamados de C-Bond, foram cotados pelo valor de face. Investidores pagaram o quanto valem, oficialmente, papéis que já foram negociados com descontos de mais de 50%. Estes títulos costumam garantir aos portadores juros de até 9% ao ano. (pág. 1 e A20)

- A Advocacia Geral da União vai recorrer da decisão do juiz federal de Mato Grosso que determinou a identificação de cidadãos americanos que desembarcarem em território brasileiro. (pág. 1 e A2)

- A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, a ministra da Assistência Social, Benedita da Silva, e a secretária dos Direitos da Mulher, Emília Fernandes, trajam vistosos vestidos da cor oficial do PT, no lançamento do programa de Renda Mínima, ontem no Planalto. (pág. 1)

FOLHA DE SÃO PAULO

- População prevê mundo mais inseguro no futuro

- Os habitantes do planeta estão pessimistas quanto à segurança da próxima geração e críticos em relação à prosperidade de seus países revela pesquisa do Gallup International.

O levantamento entrevistou 43 mil pessoas em 51 países, o que, de acordo com o instituto, representa a opinião de 1,1 bilhão de pessoas.

Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados acreditam que o mundo vá ser menos seguro para a próxima geração, contra apenas 25% que acham que a segurança será maior.

A metade dos entrevistados considera seu país menos próspero atualmente do que há dez anos, 31% acham que ele é mais próspero hoje.

A pesquisa foi encomendada pelo Fórum Econômico Mundial, organização não-governamental que promove um encontro anual, sempre em janeiro, em Davos (Suíça).

Os europeus ocidentais são os que mais temem pela segurança do mundo. Nos EUA, só um quarto da população acha que o mundo será mais seguro.

Já em países traumatizados pela violência, como Afeganistão e Índia, o otimismo é elevado. Mesmo no Oriente Médio, palco freqüente da violência, os otimistas superam os pessimistas. Na África, eles ultrapassam a média mundial.

É na América do Sul o maior índice dos que acham seu país menos próspero hoje. (pág. 1 e A9)

- O C-Bond, principal título da dívida externa brasileira, teve cotação recorde e foi negociado a 100,125% do seu valor de face pela primeira vez desde 1994, quando foi lançado.

A valorização do papel ajudou a diminuir a taxa do risco Brasil, que ficou em 411 pontos básicos. No período pré-eleitoral de 2002, o C-Bond chegou a ser negociado a 48,9% do seu valor de face, e o risco-país escalou para 2,436 pontos.

A cotação do C-Bond serve como um indicador do nível de risco percebido e aceito pelos investidores. Com a baixa taxa de juros (1%) nos EUA, os mercados emergentes se tornaram opção para remunerações mais elevadas. (pág. 1 e B5)

- Os fundos cambiais exclusivos tiveram forte entrada de recursos poucos dias antes de o Banco Central anunciar na última terça-feira, que passaria a comprar dólares no mercado. Em 30 de dezembro, a captação líquida foi de R$ 1,125 bilhão, equivalente a 79% de todo o valor captado em 2003.

Em 2 de janeiro, a entrada líquida nesses fundos também foi grande em relação à média diária, com R$ 103,7 milhões.

A busca por fundos cambiais só é comum quando se espera uma forte valorização do dólar, o que não acontecia nos dias que antecederam o anúncio do Banco Central. (pág. 1 e B1)

- O número de invasões de terra no primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva cresceu 115% em relação ao último da gestão Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário. As invasões saltaram de 103 para 222 casos.

Também em 2003, ocorreram 42 assassinatos decorrentes de conflitos agrários, maior número desde 1998. (pág. 1 e A6)

- O governador de Roraima, Flamarion Portela, disse que a homologação da reserva indígena como área contínua, como pretende o governo federal, irá "inviabilizar o estado".

Manifestações contra e a favor da reserva, equivalente a 7,7% da área do estado, mantém Boa Vista isolada. (pág. 1 e A8)

- As famílias brasileiras já gastam mais com TV paga e provedor de internet que com arroz e feijão, revela a Pesquisa de Orçamento Familiar 2002/2003 da FGV. Somados, arroz e feijão representam 1,30% do orçamento familiar, internet e TV por assinatura, 1,49%.

Em relação a 1999/2000, o brasileiro gasta mais com comida e tarifas públicas. Despesas com alimentação subiram de 25,1% para 27,5%. Em habitação, grupo de maior peso, o gasto com tarifas públicas foi de 10,86% para 13,76%. (pág. 1 e B10)

- O setor de preços administrados ganha da inflação há quase uma década, segundo dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

A inflação acumulada desde julho de 94 foi de 138,4%.

No mesmo período, a conta do telefone fixo subiu 606%, e o gás de cozinha, 462%.

Os serviços públicos representaram mais de 50% da taxa (8,18%) de 2003. (pág. 1 e B10)

- Se ficasse no partido, de oposição, ministro das Comunicações teria de deixar o cargo na reforma ministerial. (pág. 1 e A4)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Título brasileiro atinge valor histórico

- O C-Bond, título mais negociado da dívida externa brasileira, fechou ontem, pela primeira vez desde que foi lançado, há quase dez anos, acima do seu valor de face. No início da noite, o C-Bond era cotado a 100,2% do valor. O risco-país , por sua vez, caiu para 412 pontos, nível mais baixo desde outubro de 1997, quando fechou em 405. O C-Bond é o principal título na composição do risco-país, e sempre foi negociado com deságio.

Segundo analistas e operadores do mercado de títulos externos, a queda do risco e a valorização do C-Bond são o resultado de vários fatores, entre eles os bons resultados da balança comercial brasileira, o rigor fiscal e o interesse dos investidores externos por títulos de países em desenvolvimento. (pág. 1 e B1)

- Com lojas fechadas, postos quase sem combustível e carros de som constantemente lançando mensagens à população, Boa Vista, capital de Roraima, está isolada e em clima de guerra. As estradas de acesso à cidade estão fechadas pelo gigantesco protesto de fazendeiros contrários à intenção do governo federal de homologar uma reserva indígena que englobará duas cidades e dezenas de fazendas. (pág. 1 e A10)

- O juiz federal de Dourados, Odilon de Oliveira, vai hoje à região de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai para tentar resolver pessoalmente o conflito entre os índios da tribo caiovás-guaranis e fazendeiros.

Cerca de 3.700 índios, pintados para a guerra, ocupam seis fazendas e ameaçam entrar em outras nove. Ontem, uma tentativa de acordo no Fórum de Dourados não deu certo. (pág. 1 e A10)

- O brasileiro gasta mais com internet e TV a cabo do que com arroz e feijão, conforme dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares, da Fundação Getúlio Vargas. A queda da renda, o aumento das tarifas de serviços públicos e a oferta de novos serviços alteraram a estrutura do orçamento doméstico. Diminuíram também as despesas com saúde e com a compra de veículos. (pág. 1 e B4)

- O governador do Paraná, Roberto Requião, assinou decretos declarando de "utilidade pública, para fins de desapropriação e aquisição do controle acionário, 100% das ações com direito a voto" de cinco concessionárias de estradas do estado. É o início da reestatização das estradas estaduais. As concessionárias passarão a ser empresas do estado, como a Copel. (pág. 1 e A7)

- O novo presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Pedro Jaime Ziller, reconheceu que errou em suas previsões negativas sobre o processo de privatização das telecomunicações, feitas no tempo de sindicalista. "Eu fui um futurólogo de segunda categoria", disse ontem. "A privatização sob o ponto de vista do serviço, é um absoluto sucesso". (pág. 1 e B6)

- O ministro das Comunicações, Miro Teixeira, formalizou ontem sua saída do PDT, por discordar da orientação do partido de fazer oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele anunciou que não se filiará imediatamente a outro partido. Se Miro ficar no governo, deverá ir para o Ministério da Previdência, na "cota pessoal" do presidente. (pág. 1 e A4)

- Advogados de Paulo Maluf entraram com recurso na Suprema Corte da Suíça, segundo fontes do governo de Berna, para impedir a divulgação de informações sobre contas bancárias numeradas que nega ter. Maluf teria movimentado as contas entre 1985 e 1997, quando o dinheiro teria sido transferido para bancos da Ilha de Jersey. (pág. 1 e A7)

O GLOBO

- Habitação e saneamento terão R$ 12 bi para criar empregos

- O ministro das Cidades, Olívio Dutra, anunciou ontem a liberação de R$ 12,1 bilhões para as áreas de habitação e saneamento básico em 2004. A decisão faz parte das metas setoriais para a criação de empregos, exigidas pelo presidente Lula de seus ministros na quarta-feira.

O total dos recursos para habitação e saneamento, tradicionalmente setores com maior capacidade de criação de vagas, é quase o dobro do que foi investido no ano passado e deve gerar 1,47 milhão de empregos. Para a construção de moradias serão destinados R$ 7,4 bilhões e R$ 4,6 bilhões para obras de tratamento de água e esgoto.

Para aplicar todo o dinheiro prometido em saneamento, o governo depende, entretanto, de autorização do Fundo Monetário Internacional para ampliar a sua capacidade de endividamento, hoje limitada a R$ 2,9 bilhões. (pág. 1 e 23)

- O otimismo e a perspectiva de uma nova emissão fizeram o C-Bond, o título brasileiro mais negociado no exterior, atingir ontem 100,22% do seu valor de face. Foi a maior cotação já alcançada por este papel, que ao ser lançado em 1994 chegou a ser negociado por 48% do seu valor de face. (pág. 1 e 25)

- A Pesquisa sobre Orçamentos Familiares, divulgou ontem pela Fundação Getúlio Vargas, constatou que, com a mudança de hábito e os preços cobrados, o gasto com internet e TV por assinatura nos últimos dois anos pesou mais na conta dos brasileiros do que o consumo de arroz e feijão. (pág. 1 e 23)

- Enquanto o secretário de Estado, Colin Powell, assegurava estar superado o mal-estar diplomático causado pela identificação de americanos no Brasil, o Departamento de Estado do EUA alertava ontem os seus cidadãos sobre a violência nas cidades brasileiras. Os presidentes Lula e George W. Bush deverão abordar a questão na cúpula de Monterrey na próxima semana.

Os Estados Unidos anunciaram que Bush buscará no encontro com líderes das Américas um compromisso para realizar reformas políticas, sociais e econômicas. Para os EUA, o combate à corrupção no continente é prioritário. (pág. 1 e 28)

CORREIO BRAZILIENSE

- Confiança de investidores no Brasil bater recorde

- Título da dívida externa (C-Bond) é vendido por preço acima do valor integral pela primeira vez desde a emissão, em 1994. (pág. 1 e 7)

- Orçamento familiar - Tarifas esvaziam bolso da população - Famílias reduziram despesas com saúde e lazer para arcar com o aumento nas contas de água, luz, telefone e transporte nos últimos dois anos. (pág. 1 e 11)

- Suplicy beija Lula durante lançamento do Programa Renda Básica, que garante verba mínima a todos os brasileiros. (pág. 1 e 5)

- Planos de saúde - Boicote de médicos faz usuário gastar mais - Protesto contra operadores prejudica consumidores do Distrito Federal, que são obrigados a pagar consulta e convênio para ser atendidos. (pág. 1 e 12)

- Policial Civil é preso com passaportes - Cristino Rodrigues de Arruda Neto tentava embarcar para Goiânia com 32 documentos falsos e quatro roubados. Crime é descoberto no momento em que norte-americanos renovam suspeita de atividade terrorista na Tríplice Fronteira e justificam fichamento de brasileiros nos EUA. (pág. 1 e 18)

- Bloqueio de BR provoca morte em Roraima - Os protestos contra a demarcação de reserva indígena em Roraima provocaram ontem a morte de um homem de 41 anos na BR-174. Ele precisava de atendimento médico. Passou mal e morreu ao ser barrado em um dos bloqueios montados por índios e fazendeiros nas estradas que dão acesso ao estado. (pág. 1 e 14)

- Deputados distritais aumentam verbas de gabinete em 56%. (pág. 1, 2 e 3)

ZERO HORA

- Matador de crianças foi detido e solto três vezes no estado

- O homem que confessou ter assassinado 12 crianças no norte gaúcho já havia sido detido e liberado três vezes pela Polícia Civil e pela Brigada Militar, no ano passado. No intervalo entre a primeira detenção e sua prisão, que ocorreu apenas na terça-feira passada, cinco crianças foram mortas.

Em todas as três vezes nas quais foi detido, Adriano apresentou os documentos de seu irmão, Gabriel. Com este nome, foi fichado e fotografado pela polícia. A primeira detenção, ainda em julho, resultou até em seu indiciamento por furto, ainda sob a identificação de Gabriel. (pág. 4 a 8)

- A exportação de soja pelo porto de Rio Grande poderá ser dobrada este ano. Ontem, em reunião em Brasília, o governo do Paraná reafirmou a decisão de não embarcar grãos transgênicos. Com isso, o porto gaúcho foi apontado como alternativa pelo governo federal para escoar parte da safra que saía do país pelos terminais de Paranaguá. (pág. 26)

- O começo das obras de duplicação do trecho Sul da BR-101, que liga Palhoça (SC) a Osório, está previsto para o segundo semestre deste ano. A garantia foi dada ontem pelo ministro dos Transportes, Anderson Adauto, em Brasília. Adauto aguarda apenas a conclusão do processo licitatório com a abertura das propostas das empresas candidatas a executar a obra, o que deverá ocorrer, segundo ele, até meados de fevereiro. (pág. 35)

MANCHETES

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Governo admite erro na previsão de vagas

O DIA (RJ)

- Sacoleira de Beira-Mar presa com US$ 470 mil

GAZETA MERCANTIL

- Wall Street prevê bom semestre para emergentes

ETES

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

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O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

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