11/01/2004

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
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JORNAL DO BRASIL

- Governo muda cálculo da inflação

- O IPCA, principal índice de inflação em vigor no país, por interferir diretamente nas taxas de juros, vai acabar em 2006. Será substituído por outro menos restrito, ainda em estudo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística há um ano. Diferentemente do IPCA, que acompanha a evolução dos custos em apenas 11 regiões metropolitanas, o novo indicador levantará dados em todo país, incluindo zonas rurais. Antes de promovida a mudança, a composição da cesta de consumo, base de ponderação do índice, terá de sofrer alterações. O IBGE também examina, em parceria com entidades do Chile e de países do Mercosul, a possibilidade de um índice de inflação comum, a ser adotado ainda neste ano. (pág. 1 e A25)

- Embora seja crescente a proporção de idosos - são 14 milhões de brasileiros com mais de 60 anos, ou 9% do total de habitantes -, o país continua a virtualmente ignorar seus problemas. A omissão não é exclusividade do poder público. Entre mais de 300 organizações não-governamentais filiadas à associação brasileira do setor, apenas seis se dedicam à terceira idade. Em contrapartida, 84 trabalham com crianças e adolescentes. "A sociedade ainda acredita que o idoso é um problema apenas familiar", lastima Serafim Fortes Paes, presidente da Associação Nacional de Gerontologia. (pág. 1 e A3)

- As chances de o Brasil integrar permanentemente o Conselho de Segurança da ONU aumentam a cada dia, acredita o embaixador Ronaldo Sardemberg, representante do país na entidade. "Temos conquistado mais respeito e representatividade na política internacional", avalia o ex-ministro de Ciência e Tecnologia. Sardenberg lamenta análise que qualifica de "apressadas e fora de contexto", entre as quais o artigo publicado no jornal The New York Times. O texto acusa o Brasil de liderar o bloco latino de oposição ao governo americano. "Cada país tem sua especificidade", observa Sardenberg. Diplomata tarimbado, acha que o governo Lula entrará neste ano na fase do crescimento. (pág. 1 e A13)

- Desde os anos 60, o senador Eduardo Suplicy briga pela criação de uma renda que garanta ao brasileiro viver com um mínimo de dignidade. O presidente Lula deu forma à sua persistência e valor a seu sonho. R$ 40 por pessoa. (pág. 1 e A4)

- Produtores americanos de camarão estão revoltados com os brasileiros. É compreensível. Neste setor, o país é líder mundial em produtividade, movimentando US$ 385 milhões por ano. Cresce a taxas em torno de 50%, planeja dobrar as exportações e atingir o marco de meio bilhão de dólares em 2005. Para defender-se da ira dos concorrentes, criadores nacionais contrataram advogados nos EUA por US$ 1,5 milhão. (pág. 1 e A29)

FOLHA DE SÃO PAULO

- EUA monitoram plano nuclear do Brasil

- Os EUA monitoraram o programa nuclear brasileiro nos anos 90, usando fontes não identificadas na Eletrobrás, e em Furnas Centrais Elétricas e encontros com ambientalistas e autoridades brasileiras, informa Rubens Valente.

O acompanhamento era feito pelo Consulado Geral dos EUA no Rio, segundo quatro documentos tornados públicos parcialmente pelo Departamento de Estado norte-americano.

Os relatórios, de 1993 a 1995, expõem estudos oficiais, notícias divulgadas na mídia e entrevistas feitas pelo consulado e apontam cenários possíveis na política nuclear do Brasil.

Para Edson Kuramoto, da Associação Brasileira de Energia Nuclear, eles revelam "como os americanos estão atentos a cada passo" do programa.

A Embaixada dos EUA informou que os relatórios sobre o setor são parte do "trabalho rotineiro de diplomatas no exterior". Para o físico nuclear José Goldemberg, os documentos não trazem informações confidenciais. (pág. 1 e A8)

- A foto no estilo "álbum de família" que os 34 governadores das Américas tirarão amanhã, na Cúpula de Monterrey (México), terá 14 rostos novos na comparação com a Cúpula das Américas anterior, em 2001.

O governo brasileiro vê o encontro como "termômetro da temperatura no continente" após essas mudanças e os atritos dos EUA com a Argentina e a Venezuela. (pág. 1 e A12)

- O governo Lula deve indicar substitutos de cinco diretores que renunciaram ou cujos mandatos vencem até fevereiro em duas das principais agências reguladoras, ANTT (Transportes) e ANP (Petróleo). Com isso, os indicados pelo governo passam a formar maioria nos dois conselhos, cujas decisões afetam investimentos nos setores. (pág. 1 e B3)

- A Parmalat do Brasil esvaziou R$ 198 milhões de seu caixa entre janeiro e setembro do ano passado, pouco antes da crise de sua matriz, na Itália. Os recursos foram para sua controladora no Brasil, que mantém contabilidade separada, e para empresas coligadas na América do Sul, revela Sandra Balbi.

Com isso, a Parmalat brasileira ficou sem disponibilidade de caixa para pagar dívidas com fornecedores locais, com os quais está em atraso desde o final de 2003. (pág. 1 e cad. Dinheiro)

O GLOBO

- Número de indigentes cresceu 14% no Grande Rio na década

- A Região Metropolitana do Rio viu o seu número de indigentes aumentar em 108 mil (14% a mais) entre 1991 e 2000, de acordo com um levantamento do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (Iets). Hoje, o grande Rio tem mais de 830 mil pessoas vivendo com menos de R$ 37,75 por mês. No estado, há 1,1 milhão de indigentes, mas no mesmo período a situação até melhorou: houve uma queda de 13,5% desse contingente de miseráveis em relação à população total. "Há um combate generalizado à pobreza (renda inferior a R$ 75,50), porém ele é mais lento na redução da indigência", afirma Valeria Pero, uma das autoras do estudo. No Estado do Rio, o avanço maior da indigência foi em Duque de Caxias, com crescimento de 36,8%. No outro extremo, está Nova Friburgo. A pesquisa mostra ainda que a indigência se concentra em torno das grandes metrópoles e cresceu, sobretudo, no Sudeste. (pág. 1, 36 e 37)

- O presidente Lula não vai, mas mandará um recado aos participantes do Fórum Social, na Índia: seu governo é de esquerda. "Temos as mesmas inquietações", diz Marco Aurélio Garcia, que representará Lula. (pág. 1 e 35)

- Em vigor desde o dia 1°, o Estatuto do Idoso ainda não funcionou no Rio, a cidade com mais idosos do país (12,83% têm acima de 60 anos). Os problemas vão da falta de políticas públicas específicas até o número insuficiente de geriatras. (pág. 1 e 17)

- Com a reforma da Previdência, o governo do Rio vai fazer o que tenta desde 1999, mas sempre perde na Justiça: fixar em R$ 12,765 o teto para o funcionalismo e gerar uma economia anual de R$ 130 milhões. Em todo o Brasil, estados estabelecem seus limites e, juntos economizam R$ 330 milhões. (pág. 1 e 3)

CORREIO BRAZILIENSE

- Sem-Terra ameaçam retomar invasões

- Se o governo não colocar a reforma agrária em prática, o MST promete retomar as invasões de terra em março. Correio mostra que, ao completar 20 anos de existência, o MST está mais radical. (pág. 1, 12, 13 e 14)

- Lula baixará portaria mantendo a identificação dos turistas norte-americanos que chegam ao Brasil. Presidente conversará sobre o assunto, amanhã, com o colega norte-americano George W. Bush, em reunião paralela à Cúpula Extraordinária das Américas, no México. (pág. 1 e 19)

- Preparado por 54 representantes de 12 ministérios, o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Brasileira condena investimentos em infra-estrutura na região Norte do país para evitar desmatamento, grilagem de terras e mineração desordenada. Medida poderá gerar tensão política com governadores. (pág. 1 e 6)

- Reforma ministerial pode auxiliar o PT a vencer a disputa municipal. Eleger prefeitos é fundamental para reeleição de Lula. (pág. 1, 2 e 3)

MANCHETES

CORREIO DA BAHIA - Lula apóia fichamento de americanos

JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Velhos dramas urbanos estragam férias na praia

O DIA (RJ) - Telefone fixo vira pré-pago

REVISTAS

VEJA

TÍTULOS DE CAPA

- Decida antes que decidam por você * Como fazer escolhas num mundo com excesso de informação, pressão por desempenho e pouco tempo para pensar * Por que 20% das pessoas evitam tomar decisões * O peso da intuição * Teste: como você decide?

- Wall-Mart - A reinvenção do capitalismo

Aos políticos, pão e circo ...Aos técnicos, ferro e fogo - Com a reforma, o PMDB vira palco de ministeriáveis, e os atuais ministros fazem contorcionismo para ficar. (pág. 42 a 45)

Corte na carne - Arrecadação em queda força governadores a apertar ainda mais o cinto para cumprir a lei. (pág. 48 e 49)

O salto das exportações - O Brasil exporta como nunca, conquista mercados e tem tudo para repetir o resultado neste ano. (pág. 78 a 80)

À espera de Justiça - No Brasil, um processo já demora em média doze anos para terminar. (pág. 86 a 88)

ISTOÉ

TÍTULOS DE CAPA

- Dono do seu nariz - Ficar sem emprego não é o fim do mundo. É possível recomeçar com um negócio próprio ou mesmo mudar de carreira. Há muitas áreas carentes de profissionais experientes. Dicas para fazer uma boa opção

- Reforma ministerial - Lula amplia o núcleo de poder

- Nordeste - A revolução das cisternas

Entrevista: Roberto Saturnino Braga - Desvio literário - Senador, que trocará política por literatura, adverte: equipe econômica tem que abrir espaço para o crescimento sob risco de transformar Lula em Walessa. (pág. 5 a 7)

Mexe pouco, muda muito - Reforma ministerial de Lula dará novo rumo ao governo e ampliará seu núcleo de poder. (pág. 18 a 20)

Santa cisterna - Entidades civis, governo e comunidade se mobilizam para minimizar o sofrimento de quem vive sem água no Nordeste. (pág. 26 a 29)

Apoio Internacional: Euro no Fome Zero - Frei Betto atrai parcerias européias para financiar principal projeto social do governo. (pág. 30)

Volta por cima - Ser demitido é um grande trauma, mas também pode ser o momento de se reinventar, mudar de carreira ou abrir um negócio próprio. (pág. 58 a 63)

Sorria, você está fichado - Enquanto turistas são registrados nos aeroportos e portos americanos, presidente Bush lança plano para agradar a imigrantes. (pág. 64 e 65)

ÉPOCA

TÍTULOS DE CAPA

- Economia - Onda boa para o Brasil agita os mercados. Agora, só falta baixar os juros

Entrevista: Pedro de Felício - Euforia? Ainda não - Especialista diz que o mal da vaca louca diagnosticado nos EUA deve servir de alerta para que o Brasil melhore o controle da carne. (pág. 23 a 25)

Frutos da viagem à pobreza - Um ano depois do périplo de Lula a Teresina, Recife e Itinga, seus anfitriões melhoraram de vida. (pág. 28 a 31)

As ligações de sombra - Trechos de grampos feitos pela PF em Santo André, que deveriam ter sido destruídos por ordem do juiz Rocha Mattos, não incriminam PT. (pág. 32 e 33)

Mais uma chance - Onda de otimismo leva títulos da dívida brasileira a cotação recorde e oferece ao governo Lula uma brecha para atacar vulnerabilidades históricas. (pág. 36 a 38)

Respingou por aqui - Fornecedores de leite da Parmalat estão sem receber e não têm como escoar o produto. (pág. 40 e 41)

Caminho livre - Governo derruba o presidente da Anatel para não atrapalhar as negociações de venda da Embratel. (pág. 42)

Dedos sujos - Fichamento de americanos provoca filas e cria nova crise diplomática com os EUA. (pág. 68 e 69)

DINHEIRO

TÍTULOS DE CAPA

- Malan S/A - Depois de 37 anos de serviço público, ex-ministro da Fazenda lança-se à iniciativa privada e leva sua experiência a grandes empresas como Unibanco, Alcoa, Portugal Telecom e Ponto Frio

- Escândalo Parmalat: o calote chega ao Brasil

Entrevista: Horácio Lafer Piva - "É hora de cobrar" - Presidente da Fiesp diz que a economia está domada e que o governo tem de passar das palavras à ação, pondo o crescimento no topo da agenda. (pág. 16 a 18)

Malan para consumo privado - Depois de 37 anos de governo, o ex-ministro da Fazenda inicia nova carreira e leva sua experiência para grupos como Unibanco, Ponto Frio, Alcoa e Portugal Telecom. (pág. 22 a 27)

100% Brasil - Títulos da dívida externa atingem valor histórico e, com o vento a favor, Lula cobra medidas para crescer e gerar empregos. (pág. 28 e 29)

Ligação cortada - Governo força renúncia do presidente da Anatel e desperta crítica de investidores. (pág. 30 e 31)

Dedo da ferida - Fichamento de americanos na imigração brasileira abre uma nova crise entre os dois governos. (pág. 32 e 33)

Azedou - Parmalat do Brasil sente os efeitos do escândalo financeiro na matriz, fica sem crédito e atrasa pagamento de produtores e fornecedores. Calote já chega a R$ 49 milhões. (pág. 54 a 57)

A Volks que dá certo - Em automóveis, a montadora só perde dinheiro e mercado. Mas na área de caminhões ela desbancou a conterrânea Mercedes e conquistou a liderança. (pág. 60 a 62)

CARTACAPITAL

TÍTULOS DE CAPA

- Em busca do Brasil ideal - Fernando Xavier (Telefônica), Giorgio Della Seta (Pirelli e Tim), José Carlos Pinheiro Neto (GM), Alain Touraine e Jeffrey Rubin falam do futuro do país. De fora para dentro

- Na Argentina o terror de Estado não foi esquecido

- Ficção científica: o jeito brasileiro de imaginar o amanhã

Encontro com os desaparecidos - Aos 27 anos, Horacio Corti desvendou a sua verdadeira identidade, a tragédia que atingiu a sua família e uma parte do período mais negro da história de seu país. (pág. 8 a 14)

Agências reguladoras: Na Anatel, um crítico do modelo - A administração de Ziller logo lidará com a venda da Embratel e as disputas na Brasil Telecom. (pág. 16)

Reforma ministerial: Um lugarzinho ao sol para o PMDB - Otimismo com perspectivas econômicas reduz as pressões sobre o alcance das mudanças. (pág. 17)

Golpe - Parmalat: a vaca foi para o brejo - O escândalo financeiro inclui auditorias, bancos e executivos. No Brasil, o calote ameaça produtores de leite. (pág. 18)

Comércio exterior: Três pesos e três medidas - Barreiras sanitárias? Contra o Brasil, sim. Contra o Canadá? Talvez. Contra os EUA. Jamais. (pág. 22)

O futuro do país - CartaCapital, em sua última edição, ouviu empresários e economistas brasileiros para captar, de dentro para fora, a visão do país ideal. Nesta edição, temos o contrário. A revista publica as opiniões de empresários de companhias estrangeiras no Brasil e de estudiosos no exterior. (...) (pág. 31 a 51)

Epidemia: A ameaça da vaca louca - O Reino Unido tem travado uma guerra para erradicar a doença que agora atinge os EUA. Estaria o Brasil preparado para o pior? (pág. 67)

ETES

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é http://www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br