14/03/2004

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
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JORNAL DO BRASIL

- Economia amarra agenda política

O PT não escapa da histórica contenda entre os que pregam estabilidade e os que clamam por desenvolvimento

No coando do país, o PT reprisa o confronto que marcou a economia na era Fernando Henrique Cardoso. De um lado situam-se os que clamam pela queda de juros e por percentuais menos rígidos de contenção orçamentária em defesa do desenvolvimento, grupo liderado pelo chefe da Casa Civil, José Dirceu. No campo oposto, perfilam-se os defensores da ortodoxia e da austeridade fiscal, capitaneados pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Entre os dois, a disputa eleitoral e o plano petista de ampliar a influência sobre administrações municipais. (Páginas A3 e A26)

- Caderno B: Lei muda e fortalece cultura

A reforma da Lei Rouanet sai nos próximos dias. Criada para financiar projetos culturais em troca da renúncia fiscal, deverá incluir a adoção de editais para devolver ao ministério comandado por Gilberto Gil a capacidade de distribuir recursos com bases em metas e estratégias.

FOLHA DE SÃO PAULO

- Espanha via hoje às urnas em luto

Eleições para o Parlamento, que definirá novo premiê, são marcadas por acusações e dúvida sobre autoria do ataque

Em luto pelos 200 mortos no ataque terrorista de quinta-feira, os espanhóis vão às urnas escolher o novo Parlamento, de onde sairá o premiê do país, numa disputa entre o Partido Popular de José Maria Aznar, há oito anos no governo, agora sob liderança de Mariano Rajoy, e José Luis Rodríguez Zapatero, do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol).

As eleições gerais espanholas são marcadas ainda por dúvidas: a quem atribuir o massacre de Madri, se à Al Qaeda ou ao grupo terrorista basco ETA (Euskadi Ta Askatasuna ou Pátria Basca e Liberdade), e se a certeza da autoria mudaria os resultados. O jornal "El País"acusou o governo de recomendar a seus embaixadores que culpassem sempre o ETA.

Três jovens que usavam máscaras de esqui são a única prova da polícia. (Mundo)

- BNDES faz nomeação política para empresas

O BNDES, mudou, no governo petista, a norma que o proibia de indicar pessoas de fora para representá-lo em conselhos de administração de empresas privadas. Sete desses 28 conselheiros não são do banco.

Ao menos quatro indicações foram políticas, como a do ministro Jaques Wagner (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) para a Vale do Rio Doce. O banco diz não haver impedimento estatutário nessas indicações. (Página B1)

- Gasto com avião de Lula consome 75% do investido

Uma prestação do novo avião presidencial - um Airbus personalizado que está na linha de montagem e chegará ao país no final do ano - consumiu 75% dos recursos investidos pelo governo federal no ano até quinta-feira passda.

A parcela de R$ 46,9 milhões é quase 50 vezes o valor investido em segurança, transportes e organização agrária. O avião custará US$ 56,7milhões. Sua compra é investigada pelo Ministério Público. (Página A4).

- Opinião: Editoriais

Leia "Falsa solução", criticando proposta de financiamento público de campanhas; e "O novo modelo elétrico", analisando marco regulatório para setor de energia. (Página A2)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Processos ambientais paralisam obras de infra-estrutura

Empresas nacionais e estrangeiras se mostram dispostas a investir, desde que haja regulamentação

Grandes empreendimentos de infra-estrutura, vitais para o País e que representariam bilhões de reais para a economia, não conseguem sair do papel por causa de entraves ambientais. Alguns estão praticamente abandonados, outros dependem de decisões judiciais para terem as obras retomadas ou de novos estudos que atendam às exigências dos órgãos ambientais. Empresas nacionais e estrangeiras estão dispostas a investir no setor, desde que haja certeza das regras. Elas aguardam as novas regulamentações - como o novo modelo do setor elétrico e as diretrizes das Parcerias Público-Privadas - para tomarem decisões. A perspectiva de crescimento econômico traz a preocupação de que o setor não suporte o aumento da demanda e entre em colapso (Página B4).

- Contra inércia, Lula pede pacto entre ministros

Preocupado com a paralisia do governo e irritado com o "fogo amigo" dos últimos dia, o presidente Lula cobrou de seus principais ministros um pacto de convivência. Em várias reuinóes da semana passada, disse que não admitirá mais disputas no time. Sobre as presssões por mudanças na economia, avisou: manterá a política do ministro da Fazenda, Antônio Palocci. (Página A4)

- Oferta de crédito caiu no primeiro ano do governo

A intenção do governo Lula de ampliar e baratear o crédito não se confirmou nos seus primeiros 12 meses. Os empréstimos feitos por bancos cresceram só 5,5% sobre o estoque em janeiro de 2003 - de R$ 213,046 bilhões para R$ 224,705 bilhões. Descontada a inflação de 7,1% medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o crédito caiu 1,49% no período. (Página B1)

- Prédio da Justiça Trabalhista será entregue dia 22

O símbolo de um dos maiores casos de corrupção do País vai, enfim, ser rentegue ao público dia 22: a nova sede da Justiça Trabalhista, na Barra Funda. Paralisadas em 1998 pelo escândalo envolvendo o juiz Nicolau dos Santos Neto, que acabou condenado por desvio de R$ 196,7 milhões, as obras foram retomadas em 2002 e, desde então, consumiram cerca de R$ 54 milhões. (Página C1)

O GLOBO

- Espanha vai às urnas em clima de luto e revolta

Tragédia que abalou o país pode influenciar eleições gerais deste domingo

A mistura de indignação, tristeza e horror que assolou a Espanha com os atentados de quinta-feira deverá se refletir hoje nas urnas. Antes das explosões em quatro trens lotados, que mataram 200 pessoas e feriram quase 1.500, as pesquisas indicavam a vitória do conservador Partido Popular, há oito anos no poder, com 42,5% dos votos contra 37,8% do Partido Socialista Operário Espanhol. Depois da tragédia, os partidos cancelaram a campanha eleitoral. Para as autoridades, o ETA é o principal suspeito dos ataques. Segundo o jornal espanhol "El País", o presidente José Maria Aznar instruiu as embaixadas a culparem o grupo terrorista basco. (Página 45, 48 e 50 e editorial "A guerra de todos")

- União libera verbas para rodovia no Rio

Convênio assinado entre a União e o governo do estado vai permitir a liberação de R$ 160 milhões do Ministério dos Transportes para a construção dos 145 quilômetros do anel rodoviário do estado. A rodovia cortará toda a Baixada Fluminense. (Página 17).

- PT endurece regra de contas de campanha

Candidatos a prefeito receberão recomendações para dar transparência e evitar doações ilegais

O presidente nacional do PT, José Genoíno, anuncia que o partido fixará em abril regras rígidas para a captação de doações para a campanha eleitoral deste ano. O partido se considera exposto após o caso Waldomiro Diniz e vai recomendar aos candidatos a prefeito que divulguem os nomes dos doadores na internet e recusem contribuições de setores que atuam à margem da lei. O secretário de Finanças do PT, Delúbio Soares, diz que ninguém está autorizado a captar recursos em nome do PT. Ex-professor de matemática, Delúbio hoje é um político influente no estado de Goiás, estado pelo qual pode concorrer ao Senado em 2006. (Páginas 3 e 8)

CORREIO BRAZILIENSE

- Espanha prende cinco suspeitos do atentado

Três marroquinos e dois indianos foram detidos pelo governo espanhol por envolvimento com os explosivos encontrados em uma mochila que não chegou a explodir na última quinta-feira. As primeiras prisões aconteceram na véspera das eleições gerais no país. No dia em que o numero de mortos oficialmente confirmados subiu para 200, houve protestos em frente à sede do Partido Popular para exigir explicações do primeiro-ministro José Maria Aznar. (Tema do Dia, páginas 18 e 19)

- Europa prevê estratégia contra o terror (Tema do Dia, página 20)

- O diário de uma brasileira em Madri (Tema do Dia, página 23)

- Gtech acusa Waldomiro de achaque

Dirigentes da multinacional responsável por loterias da Caixa Econômica Federal dizem à Polícia Federal que ficou claro, na renovação de contrato com o banco, que ex-assessor da Presidência queria propina para fechar o negócio. (Página 2)

MANCHETES

 

Zero Hora

- A Europa após o 11 de março

O Dia

- Governo cochila e idoso fica sem FGTS

Jornal do Commercio

- Fome Zero ainda é só esperança

REVISTAS

VEJA

- Título de capa: :Madri, 11 de março de 2004 - As vítimas somos todos nós

11 de março de 2004 - o século marcado pelo signo do terror - O século foi inaugurado pelo ataque às Torres Gêmeas de Nova York. Desde então, o mundo vive sob a ameaça de terroristas sem rosto, com bandeiras difusas, empenhados na matança de inocentes (capa, páginas 43 a 49)

- Entrevista: Boris Fausto - "Falta visão estratégica"

O historiador e analista político diz que a crise detonada pelo escândalo Waldomiro deixa evidentes as limitações do governo Lula (Páginas 11 a 15)

- Brasil: "Por favor, me deixem trabalhar"

Irritado com auxiliares e com a lentidão da burocracia, Lula enfrente a confluência da crise política com as pressões por mudanças na economia (Páginas 56 a 59)

ISTOÉ

Títulos de capa:

- Madri, 11 de março de 2004: O horror, outra vez (capa, páginas 64 a 69)

- Governo: Intriga, mais um problema para Lula

Brasil: Núcleo mole: Intrigas e desavenças no coração do poder botam o PT em rota de colisão com o Planalto

As águas de março não foram suficientes para aplacar a fúria do incêndio que atinge o coração do Planalto. As labaredas de intrigas, fofoca, boatos, conspirações são atiçadas ainda mais pelo ressentimento, raiva, revanche, sede de vingança, de competição. O fogo derreteu o núcleo do poder, que de duro hoje já não tem mais nada. Os quatro petistas que o integravam saíram feridos da primeira grande batalha interna do governo Lula travada por dois grupos que disputam a hegemonia para ditar o rumo da política econômica. (capa, páginas 24 a 28)

- Entrevista: Luiz Antônio Guimarães Marrey:

O PT mudou

Às vésperas de deixar o comando do Ministério Público paulista, procurador critica políticos que querem limitar poderes do MP e denuncia a existência de grupos de extermínio na polícia de São Paulo.

- Brasil: Estratégia: A nova missão dos militares

Ministro da Defesa quer maior participação das Forças Armadas na área social, conta como está a disputada compra de novos caças para a FAB e fala sobre o envio de tropas brasileiras a serviço da ONU no Haiti (páginas 38 a 40)

ÉPOCA

Títulos de capa:

- Entrevista exclusiva: Delúbio Soares: O tesoureiro do PT conta como influencia o governo e lida com empresários (capa, páginas 24 a 29)

- Brasil: Mais uma proposta indecente

Diretores da Gtech acusam Waldomiro Diniz de condicionar negócio com a Caixa à contratação de consultor do PT (páginas 32 a 34)

- Brasil: Lula entra em ação

Abatido desde a explosão do caso Waldomiro Diniz, o presidente volta à cena e afirma que a política econômica não vai mudar (páginas 36 e 37)

ISTOÉ DINHEIRO

- Título de capa: Exclusivo Caso Ambev: as movimentações milionárias de ações antes do mega-negócio das cervejas

Marcel Telles vendeu suas ações antes...e Sérgio Rosa comprou 3,5 bilhões de ações Perdeu quase R$ 900 milhões

Mentor da aliança Interbrew/Ambev vendeu 160 milhões de papéis prefenciais antes daquele que foi o maior negócio de cervejas do mundo. Presidente da Previ fez um dos piores negócios do fundo ao adquirir um monumental lote de ações preferenciais da Ambev, antes do acordo com belgas. (Capa, páginas 72 a 78)

- Entrevista: Luiz Roberto Pinto

"Não somos vilões". Presidente do mais antigo plano de saúde do país diz que governo deveria tratar o setor de acordo com sua importância econômica, garantindo financiamento a juros competitivos

- Política econômica: o Plano industrial de Furlan

Está desenhado o projeto de investimentos do governo Lula para a produção. A questão é: vai sair do papel? (Páginas 20 a 22)

CARTA CAPITAL

- Título de capa: Espanha, 11 de março: o mundo dá mais um passo para a loucura

Massacre em Madri: ETA? Al Qaeda? Pouco importa a autoria. O planeta afunda no abismo. Cada vez mais. (Capa, páginas 21 a 26)