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17/03/2004
JORNAL DO BRASIL - Mais um ministro ataca juros altos - Dois dias depois de o presidente Lula recomendar aos ministros que evitem críticas à política econômica, o titular do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, somou-se ao novo colega dos Transportes, Alfredo Nascimento, e condenou os juros altos. Furlan alega que as atuais taxas não solucionam problemas inflacionários. "Se o país quer uma política desenvolvimentista é preciso analisar o poder aquisitivo do consumidor, a capacidade de produzir para competir e financiar o crescimento e o consumo", defendeu o ministro. Na última semana, cresceram as pressões pela mudança da economia e pelo abrandamento da política do Banco Central no governo e no Congresso. O presidente do PL, deputado Valdemar Costa Neto, chegou a pedir a saída do ministro Antonio Palocci. Hoje, o Conselho Monetário Nacional, reunido desde ontem, anuncia qual será a taxa de juros no próximo mês. O mercado aposta na manutenção do percentual em 16,5% ao ano. (pág. 1 e A17) - Para blindar o Planalto das críticas de governistas, especialmente em relação à política econômica, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, propôs uma espécie de lei da mordaça: a criação de um código de conduta para enquadrar parlamentares e evitar o "fogo amigo". A idéia foi encampada pelo ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, e pelo líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante. "A vida estabelece limites e separa quem é governo de quem é oposição", filosofou o ministro. Mercadante seguiu o embalo: "Defendo um pacto de convivência. O Brasil precisa de responsabilidade e, se não a encontrarmos na oposição, temos de exigir da base do governo.". (pág. 1 e A3) - Pelo menos 20 falhas levaram ao incêndio que destruiu o foguete VLS-1, em agosto do ano passado, no Centro de Lançamento de Alcântara. É o que constata relatório do Ministério da Defesa divulgado ontem. A passagem de corrente elétrica pelo propulsor teria provocado a explosão que matou 21 técnicos. Falta de gerenciamento de situações de risco e escassez de recursos são incluídas entre os fatores que contribuíram para o acidente. (pág. 1 e A5) - Nos últimos 15 dias aumentou em mais de 350% o atendimento de pacientes com conjuntivite nos postos de saúde do município. O número acendeu o sinal amarelo para possível surto da infecção nos olhos. Na semana passada, registraram-se 417 casos na cidade. Na anterior, foram 131. A variação de temperatura no fim do verão, estação que se despede no sábado, auxilia a disseminação da doença, alerta o secretário municipal de saúde, Ronaldo Cezar Coelho. Com o início do outono, clínicas e hospitais particulares já receberam doses de vacinas contra a gripe. Os idosos serão imunizados a partir de abril na rede pública. (pág. 1 e A13) - Em resposta à decisão do primeiro-ministro eleito da Espanha, José Luis Rodrigues Zapatero, de retirar as tropas do Iraque, o presidente dos Estados Unidos, George Bush, considerou essencial que "todos permaneçam com o povo iraquiano". Segundo a Casa Branca, Madri enviaria uma "mensagem terrível" ao mundo se ligasse a derrota de Aznar aos ataques terroristas de 11 de março. Em Paris, o presidente Jacques Chirac, e o chanceler alemão, Gehard Schröder, também recomendaram às nações a união contra o terrorismo, para pôr fim ao "caldo de cultura da violência". (pág. 1 e A6) - A diretora-gerente em exercício do Fundo Monetário Internacional, Anne Krueger, acusou o governo argentino de "tentativa de chantagem" ao ameaçar o calote na véspera de pagar dívida de US$ 3,1 bilhões. No Rio, os presidentes do Brasil e Argentina, Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner, divulgaram documento em que cobram prioridade para o crescimento nas negociações com organismos multinacionais, como o FMI. (pág. 1 e A18) - O Senado parou ontem por alguns minutos quando o desempregado Edivaldo de Lima Araújo subiu no parapeito da galeria e, aos gritos, pediu um emprego. Contido, ganhou a promessa de uma vaga nas empresas terceirizadas responsáveis pela limpeza da Casa e alguns trocados amealhados entre os atônitos senadores. (pág. 1 e A4) FOLHA DE SÃO PAULO - Atentado em Madri faz crescer oposição entre EUA e Europa - Os atentados terroristas em Madri aprofundaram as divergências entre Europa e EUA sobre o combate ao terror. Um dia após o futuro premiê da Espanha, José Luis Zapatero, ter prometido a saída das tropas espanholas do Iraque, França e Alemanha deixaram claro que discordam dos EUA. Para o premiê alemão, Gerhard Schröder, o combate não deve ser feito só com meios militares, mas atacando as "raízes do terrorismo". Ele e o presidente francês, Jacques Chirac, que se reuniram ontem, tentam liderar a resposta européia, que começa a ser definida em encontro na sexta. Os EUA também tentam influenciar os europeus. O presidente George W. Bush encontrou o premiê holandês, Jan Peter Balkenende, e lhe pediu que a Holanda mantenha seus 1.300 homens no Iraque. Bush exortou a comunidade internacional a continuar "lado a lado" com os EUA. (pág. 1 e A9) - As indústrias paulistas criaram 7.442 postos de trabalho em fevereiro. Segundo a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), foi o melhor fevereiro desde 1995. Exportações e a proximidade da Páscoa, quando ocorrem contratações nas indústrias de alimentação, foram as razões para a melhora no emprego. Outro levantamento mostra crescimento no total dos que conseguem limpar o nome ao pagar dívidas. (pág. 1, B1 e B5) - Sob pressão do Planalto, a bancada do PL na Câmara desautorizou em nota o ataque à política econômica feito por seu presidente, Valdemar Costa Neto, que pediu a demissão do ministro da Fazenda e do presidente do Banco Central. O ministro Luiz Furlan (Desenvolvimento) disse, referindo-se ao impacto da crise política, que o país pode perder a oportunidade de crescer devido ao desânimo de setores da sociedade. (pág. 1, A6 e B4) - O Ministério da Defesa anunciou que uma comissão independente vai fiscalizar as mudanças a serem implementadas no programa do VLS (Veículo Lançador de Satélites). Essa é a primeira recomendação do relatório sobre o acidente que, em agosto, matou 21 em Alcântara. (pág. 1 e A12) - Para instalação, tecle 1. Para reagendamento, 2. Para verificação, 3. Para falar com um de nossos atendentes... A peregrinação que temos de fazer de tecla em tecla é a mesma que, antigamente, nos levava a passar horas nas filas de uma repartição burocrática. (pág. 1 e E6) - Questões de fundo - Os presidentes Néstor Kirchner (Argentina) e Lula anunciaram no Rio ação conjunta para que regras do FMI não limitem investimentos e crescimento. (pág. 1 e B6) O ESTADO DE SÃO PAULO - Brasil e Argentina fecham pacto em defesa de mudanças no FMI - Um pacto em defesa de mudanças nos acordos do FMI e organismos financeiros internacionais, com ênfase na necessidade de que o ajuste das economias não impeça o crescimento, foi fechado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Argentina, Néstor Kirchner. Os governos dos dois países divulgaram dois documentos nos quais defendem a exclusão dos gastos com infra-estrutura dos cálculos do superávit primário (receitas menos despesas, excluídos juros). O pacto não significa que os dois países farão negociações conjuntas. (pág. 1 e A16) - As razões apontadas são o bom desempenho nas exportações e a proximidade da Pasço. Mas nos últimos 9 anos a indústria paulista nunca contratou tanto em fevereiro como agora: levantamento divulgado pela Fundação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) revela que as empresas recuperaram 7.442 postos de trabalho no mês passado, alta de 0,49% no nível de emprego em relação a janeiro. Segundo o IBGE, em janeiro aumentou a renda dos trabalhadores da indústria. (pág. 1, B1 e B4) - O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, reconhece que o governo está paralisado por uma crise política e que a saída depende apenas do próprio governo. "Houve um atropelamento circunstancial que criou uma paralisia", afirmou. Quem paga a conta, diz, é o empresariado nacional. No entanto, sustenta, essa é uma crise puramente interna, cujo gerenciamento é só do governo. (pág. 1 e A4) - O BNDES decidiu elevar o custo do dinheiro para empresas estrangeiras, que pagarão entre 4% e 5,5% anuais, mais a taxa de juros de longo prazo, hoje em 10%. A diretoria do banco diz que a medida não significa discriminação. Para mostrar que "não existe preconceito", vai liberar empréstimo de R$ 700 milhões à Volskwagen para o desenvolvimento da linha Fox, o carro mundial da montadora. (pág. 1 e B8) - O ministro da Educação, Tarso Genro, pediu à Controladoria Geral da União auditoria nos contratos de prestação de serviços terceirizados no MEC. A investigação, por suspeita de superfaturamento , atinge a gestão do ex-ministro e agora senador Cristovam Buarque (PT-DF). Genro ficou surpreso com o orçamento de R$ 120 mil para uma reforma em seu gabinete. (...) (pág. 1) - O presidente do PT, José Genoino, cobrou do deputado Valdemar Costa Neto (PL-SP) as críticas feitas contra o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. "Eu disse ao presidente do PL que ele extrapolou, porque o debate sobre os rumos da economia tem de ser feito em outro nível". Integrantes do governo dizem que haverá represálias. Genoino negou. (pág. 1 e A5) - Waldomiro alterou edital, diz procurador. (pág. 1 e A6) - Cada vez que o presidente deixa de reagir ao 'fogo amigo', ele incentiva novos e mais virulentos ataques. Sob pena de o governo acabar antes de mostrar a que veio, é preciso romper esse círculo vicioso. (pág. 1 e "Para que o governo continue, pág. A3) O GLOBO - Brasil e Argentina se unem para mudar regras do FMI - Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Néstor Kirchner, assinaram ontem no Rio um documento com propostas para promover o crescimento na América Latina. O pacto, que será apresentado aos demais países da região, prevê gestões junto ao Fundo Monetário Internacional para convencê-lo a levar em consideração o crescimento econômico na hora de fixar a meta de superávit primário, excluindo os investimentos em infra-estrutura. Lula e Kirchner também selaram a Ata de Copacabana, documento mais abrangente, que inclui negociações comerciais bilaterais ao intercâmbio cultural. Satisfeito com o encontro, o presidente argentino aproveitou a sua primeira visita ao Rio para experimentar o churrasco carioca. (pág. 1 e 19) - O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, descartou ontem a possibilidade de construir em São Paulo a nova refinaria da empresa. Em audiência na Câmara dos Deputados, Dutra disse que 12 estados disputam o projeto, entre os quais o Rio de Janeiro, e descartou que a instalação da refinaria esteja condicionada às negociações com o governo do Rio para construção de um oleoduto. (pág. 1 e 23) - Sob ameaça de demissão do recém-nomeado ministro dos Transportes, o PL, cumpriu exigência do presidente Lula e retirou as críticas feitas por seu presidente, Valdemar Costa Neto. Em nota entregue a Lula, o partido declarou apoio incondicional ao governo e desautorizou declarações de Valdemar pela saída do ministro Palocci. (pág. 1 e 3) - O coordenador do comitê gestor do Fome Zero em Caetés (PE), cidade natal do presidente Lula, foi acusado de sacar em proveito próprio o dinheiro de pelo menos 80 beneficiados. * O ex-ministro José Graziano aceitou convite para voltar ao governo. (pág. 1 e 11) - Senado: Desespero e tensão - Dizendo-se faminto, o desempregado Edivaldo Araújo ameaça pular da galeria do Senado. Controlado por seguranças, ganhou R$ 500 dos parlamentares e a promessa de emprego. (pág. 1 e 10) - Mais cinco marroquinos foram identificados pela polícia espanhola como autores dos atentados do dia 11 em Madri. Eles seriam ligados a Jamal Zugan, um dos três marroquinos presos desde sábado. O governo espanhol afirmou ontem que a opinião pública não deve esperar uma rápida solução do caso. O número de vítimas subiu para 201. O corpo de Sérgio dos Santos Silva chega hoje ao Brasil. O jornal "El Periódico" acusou o presidente do governo espanhol, José María Aznar, de tê-lo pressionado para que jogasse sobre o ETA a culpa pelos atentados. (pág. 1 e 28 a 31) CORREIO BRAZILIENSE - Waldomiro favoreceu Cachoeira - Relatório da comissão que investiga a gestão de ex-assessor do Planalto na presidência da Loterj conclui que ele alterou edital de licitação para beneficiar empresário do jogo. (pág. 1 e 7) - Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Néstor Kirchner, vão defender que o crescimento econômico e a sustentabilidade das dívidas sejam incluídos nas metas de superávit primário em futuros acordos com o FMI. Em documento elaborado ontem, os dois países defendem ainda que investimentos em infra-estrutura não sejam contabilizados no superávit. O FMI qualificou como "retórica" a posição de Brasil e Argentina e alertou que o nível de endividamento dos dois é muito alto para que haja mudanças nos acordos vigentes. (pág. 1 e 14) - Susto - Edivaldo Araújo subiu no parapeito da galeria do Senado para protestar contra o desemprego. Senadores fizeram vaquinha para ajudá-lo. (pág. 1 e 4) - Muy amigo - Governador do Paraná, aliado de Lula, diz a jornal argentino que ministro da Agricultura é pago pela Monsanto para defender transgênicos. (pág. 1 e 2) - Usineiros perdem - TRF julga medida apresentada pela AGU e suspende indenização de R$ 5 bilhões pedida por cooperativa de usinas de açúcar e álcool. (pág. 1 e 9) - Falta de verba causou acidente em Alcântara - Relatório apresentado pelo Ministério da Defesa diz que insuficiência de dinheiro resultou nas falhas que provocaram a explosão na base de Alcântara. (pág. 1 e 16) ZERO HORA - Ministério Público identifica novo golpe na Justiça do Trabalho - Esquema montado no estado para beneficiar empresas que descumprem a legislação trabalhista e fraudam a Receita e a Previdência envolve grupos privados, escritórios de advocacia e os chamados "laranjas", segundo constatou o Ministério Público do Trabalho. Por meio de processos trabalhistas arranjados, empresas conseguem proteger seus bens da execução judicial. O MP não sabe precisar o número de golpes no total de ações em juízo. Mas 49 casos estão sob investigação e há 83 ações já instauradas para tentar reverter as fraudes. (pág. 1, 4 e 5) - Greve da Polícia Federal - Como será a Operação padrão nos aeroportos - Vôos domésticos passam a ser atingidos pela demora na fiscalização por parte dos agentes federais. (pág. 1 e 29) - Relatório confirma que Diniz alterou contrato da Loterj. (pág. 1 e 12) MANCHETES CORREIO DA BAHIA - Justiça prorroga a prisão de Ravengar por mais 30 dias ESTADO DE MINAS - Lula enquadra governistas JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Aliados recebem Lula com protesto O DIA (RJ) - Cada um por si na briga de servidor por aumento GAZETA MERCANTIL - AGU suspende saque bilionário da Copersucar VALOR ECONÔMICO - Demanda por crédito perde fôlego e enfraquece vendas ETES

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