24/01/2004

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
Manchetes
Revistas

JORNAL DO BRASIL

- Brasil troca 9 ministros e tem 2,6 milhões de desempregados

- Coube ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomear o senador Amir Lando, do PMDB, para o Ministério da Previdência Social. O partido recusou-se a indicar um nome. A reforma ministerial, concluída ontem, promove Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Aldo Rebelo (Coordenação Política), Eunício Oliveira (Comunicações), Eduardo Campos (Ciência e Tecnologia), Tarso Genro (Educação), Nilcéia Freire (Secretaria de Políticas para as Mulheres) e Jaques Wagner (Conselho Econômico e Social).

Ricardo Berzoini abandona multidões de idosos nos postos da Previdência e assume a pasta do Trabalho, com fila de 2,6 milhões de desempregados. O número supera o último ano do presidente Fernando Henrique Cardoso. (pág. 1, A2 a A4 e A17)

- O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, nega-se a comentar a decisão do Copom de manter inalterada a taxa de juros. Ele se recusa a recorrer ao que chama de "freadas e arrancadas", como controle de capitais, congelamento de preços ou moratórias. Pretende criar uma "máquina de empregos". (pág. 1 e A17)

- O ministro da Economia argentino, Roberto Lavagna, anunciou ontem a exigência de licença prévia para que produtos têxteis entrem no país. Embora atinja vários países, o foco é o Brasil, que, nos últimos dois anos, aumentou em 60% as exportações para o vizinho do Mercosul. "Não é uma medida discriminatória, como dispõe a Organização Mundial do Comércio, mas se aplica fortemente ao Brasil", disse Lavagna.

A restrição foi adotada depois de "três meses de negociações fracassadas" entre produtores argentinos e brasileiros, que tentaram fixar um limite de negócios. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções, Paulo Skaff, propôs acordo de cavalheiros, "razoável e justo", que mantivesse os níveis atuais de vendas.

O governo argentino se comprometeu a retirar as restrições quando os empresários dos dois países chegarem a um acordo. (pág. 1 e A18)

- O secretário de Segurança, Anthony Garotinho, informou ontem sentir-se cansado por dedicar o tempo livre, inclusive as noites, a escrever três livros. Um trata do caso do ônibus 174, outro contém poesias. O título do terceiro, religioso, é "Orações de Ana". O secretário suspendeu a reintegração de 16 policiais acusados de crimes. (pág. 1 e A14)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Lula demite 6 ministros, remaneja 3 e acolhe PMDB

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu sua primeira reforma ministerial com a nomeação de seis novos ministros, a demissão de outros seis e o remanejamento de três.

O PMDB entra no governo com duas pastas, Previdência Social e Comunicações.

A acomodação do PMDB no governo acontece em troca do apoio do partido no Congresso e também tem em vista as eleições municipais deste ano e a presidencial em 2006.

O PC do B também passou a ter duas pastas, com Aldo Rebelo na coordenação política.

Apesar de ter mantido 35 ministros, Lula reduziu a presença petista no primeiro escalão. Caiu de 21 para 19. O presidente demitiu quatro petistas, mas convocou dois novos membros de seu partido: Nilcéa Freire, do Rio de Janeiro, e Patrus Ananias, de Minas.

Cristovam Buarque, que está em Portugal, foi demitido do Ministério da Educação por telefone. Ele disse que sempre se sentiu como um ministro de segundo time, sem acesso ao "núcleo duro" do poder.

Seus pedidos de mais verbas irritavam o governo. (pág. 1 e cad. Brasil)

- No primeiro ano do governo Lula, a renda do trabalhador caiu 12,5% e a taxa média de desemprego - na comparação de março a dezembro - subiu de 11,7% para 12,5%.

Segundo o IBGE, o aumento da informalidade explica a queda da renda em 2003.

O número de trabalhadores sem carteira no setor privado cresceu 17% em dezembro de 2003 sobre igual mês de 2002.

Foram criadas 812 mil vagas, a maioria de postos precários.

Em dezembro, o desemprego caiu para 10,9%, ante 12,2% em novembro. (pág. 1 e B1)

- O megainvestidor George Soros disse que o governo Lula está seguindo uma política econômica "ortodoxa demais" e deveria ser "um pouco mais agressivo no estímulo ao crescimento". Na quarta-feira, o Banco Central manteve inalterada a taxa de juros.

O economista Joseph Stiglitz firmou que o governo terá de mudar a política de juros e superávit primário elevados para fazer o país crescer. (pág. 1 e B4)

- Morreu no hospital mais um interno da Febem, de 18 anos, ferido onteontem em tentativa de fuga na unidade Vila Maria 3 (SP). Ele havia sido baleado na perna. A Polícia Civil não sabe quem disparou os tiros.

A fundação admitiu que não chamou ambulância para atender os cinco jovens feridos. Um deles, de 17 anos, chegou morto ao hospital. (pág. 1 e C3)

- Em 2003, o governo Lula investiu em políticas de prevenção de acidentes de trânsito só 5,7% dos recursos que recebeu do DPVAT (seguro obrigatório) e 30,9% da verba advinda de motoristas multados.

O dinheiro foi bloqueado para garantir a meta de superávit primário (economia para pagamento de juros) certada com o FMI. (pág. 1 e C1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Lula fecha reforma e cria 3 mil cargos

- O governo aproveitou a reforma ministerial, anunciada ontem, para criar 3 mil cargos, com despesas que poderão chegar R$ 58,3 milhões por ano. Segundo o Palácio do Planalto, eles vão resolver "gravíssimos problemas de déficit em áreas estratégicas, como segurança e fiscalização". Outra surpresa da reforma foi a nomeação do senador Amir Lando (PMDB-RO) para o Ministério da Previdência.

O PMDB também ficou com as Comunicações, para onde vai o deputado Eunício Oliveira. Eduardo Campos assume Ciências e Tecnologia; Aldo Rebelo vai para Coordenação Política e Relações Institucionais; Patrus Ananias fica com o novo Ministério de Desenvolvimento Social, que reúne as funções dos demitidos José Graziano e Benedita da Silva; Nilcéia Freire vai para o lugar de Emília Fernandes na Secretaria da Mulher. Jaques Wagner deixou o Trabalho e foi para o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no lugar de Tarso Genro, novo ministro da Educação, em substituição a Cristovam Buarque; Ricardo Berzoini vai da Previdência para o Trabalho. (pág. 1 e A4 a A7)

- Dados divulgados ontem pelo IBGE mostram que o mercado de trabalho piorou no primeiro ano do governo Lula. A taxa média de desemprego de março a dezembro de 2003 foi de 12,5%, ante 11,7% de igual período de 2002.

O rendimento médio real do trabalhador despencou 12,92% em 2003 na comparação com o ano anterior. Além disso, quase todas as novas regras ocorreram na informalidade. (pág. 1 e B1)

- A General Motors vai investir US$ 240 milhões no Brasil, ampliando a fábrica de Gravataí (RS) para produzir um novo carro, informa Sonia Racy. Na segunda-feira a empresa completa 79 anos de Brasil - os seis últimos no vermelho. A produção deve começar em 2006 e gerar 1,5 mil empregos diretos, com 90 mil carros por ano, além dos 120 mil anuais, que já saem dali. (pág. 1 e cad. Direto da Fonte, pág. B2)

- O megainvestidor George Soros, disse ontem em Davos, na Suíça, onde acompanha o Fórum Econômico Mundial, que a política econômica do governo Lula é ortodoxa demais e deveria se empenhar mais no crescimento econômico. Já o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse em Davos que, se depender dele, a política econômica não será mudada. (pág. 1 e B4)

- O ministro argentino da Economia, Roberto Lavagna, anunciou ontem a aplicação de licenças não automáticas para importação de produtos têxteis brasileiros, no primeiro grande conflito comercial entre os dois países desde fins de 2001.

Com a medida, a entrada desses produtos ficará mais lenta e burocrática, reduzindo significativamente a fatia que o setor possui hoje na Argentina. As restrições resultam de fortes pressões dos industriais argentinos. (pág. 1 e B12)

O GLOBO

- Lula demite Cristovam por telefone, fortalece Dirceu e encerra reforma

- O presidente Lula concluiu ontem sua primeira reforma ministerial demitindo por telefone o petista Cristovam Buarque, que está em Portugal, do Ministério da Educação. Na escolha dos dois ministros do PMDB, também surpreendeu ao anunciar Amir Lando na Previdência. O outro peemedebista que entra é Eunício Oliveira, nas Comunicações. Por pressão do PT, Ricardo Berzoini foi mantido, mas no Trabalho.

Em cerimônia no Planalto antes de embarcar para a Índia, Lula deu posse aos novos ministros, disse que o PT no poder tinha mesmo que mudar em relação ao que era na oposição e afirmou: "Temos que sair da fase do 'eu acho' para entrar na fase do 'eu faço'." O poderoso chefe da Casa Civil, José Dirceu, sai ainda mais forte da reforma, passando a comandar a máquina e a gestão orçamentária do governo.

Demitida, Benedita da Silva, deixou a cerimônia chorando. Cristovam não escondeu a mágoa e disse sentir o que chamou de "frustralívio", uma mistura de frustração e alívio. (pág. 1 e 3 a 12)

- O primeiro ano do governo Lula terminou com desemprego maior e rendimento menor para o trabalhador. Segundo o IBGE, em dezembro de 2003 o desemprego ficou em 10,9% e, na média do ano passado, a taxa foi de 12,3%, acima dos 11,7% registrados em 2002. A renda, que encolheu pelo sexto ano consecutivo, teve uma redução de 12,9% em relação aos ganhos do ano anterior. A maior parte dos postos de trabalho criados foi no setor informal. (pág. 1 e 25)

- O secretário Anthony Garotinho expulsou 16 PMs que haviam sido reintegrados pelo comando da corporação. Ontem, a PM matou mais três bandidos. Na zona oeste, um militar e sua família foram mortos em casa. (pág. 1, 16 e 17)

CORREIO BRAZILIENSE

- Lula demite Cristovam, abre crise no PT local e fortalece PMDB

- Visivelmente tenso e cansado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu ontem a reforma ministerial que se arrastava há cinco meses. Foram nove mudanças. Algumas surpreenderam e deixarão marcas. Cristovam Buarque, que estava em Portugal, foi demitido por telefone. O ex-governador do Distrito Federal já não agradava a Lula, mas se mostrou magoado e atribui à queda a falta de apoio dos colegas de partido no DF: "Eu senti um frustalívio, mistura de frustração e alívio", disse sobre a demissão.

Agora, o PT local fica sem nenhum representante no primeiro escalão e sente-se abandonado pelo Palácio do Planalto. A sensação de desprestígio é maior com a entrada oficial do PMDB no governo. O partido do governador Joaquim Roriz levou a Presidência, com o senador Amir Lando, e as Comunicações, com Eunício Oliveira.

* Tarso Genro assume Educação, e Ricardo Berzoini vai para o Trabalho, no lugar de Jaques Wagner.

* Nilcéia Freire, da Uerj, toma o lugar de Emília Fernandes na Secretaria de Políticas das Mulheres.

* José Dirceu divide atribuições com Aldo Rebelo e ganha mais poderes para coordenar ministérios.

* Outros afastados demonstram ressentimento. Benedita da Silva e José Graziano fogem da imprensa. (pág. 1 e 2 a 6)

- Pesquisa do IBGE retrata a estagnação econômica do país: o índice de desemprego subiu para 12,3% no ano passado, enquanto os rendimentos dos trabalhadores caíram 12,92%. Resultado de dezembro foi um pouco melhor, por causa das contratações temporárias. (pág. 1, 9 e 10)

- Garotinho aprova ação violenta da PM no Rio. (pág. 1 e 16)

MANCHETES

O DIA (RJ)

- Taxação dos inativos no estado começa em junho

CORREIO DA BAHIA

- Reforma ministerial fortalece José Dirceu

ETES

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é http://www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br