26/01/2004

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
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JORNAL DO BRASIL

- Lula aproxima a Índia do Mercosul

- No primeiro dia de visita oficial à Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou acordos de cooperação nas áreas espacial, de cultura e do turismo. O país patrocinou ainda a aproximação entre a Índia e o Mercosul. Foram fixadas diretrizes para a redução de impostos de importação de produtos do bloco sul-americano e a contrapartida para a indústria indiana. "Nossa cooperação deve ser um modelo para as relações Sul-Sul", destacou o presidente. O ministro Celso Amorim reafirmou a "mudança na geografia do comércio mundial". A Índia concentra, hoje, apenas 1% do comércio externo brasileiro. O ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, ofereceu o Brasil como cenário para filmes indianos e incentivos ao turismo, hoje com fluxo de 10 mil visitantes por ano. (págs. 1 e A3)

- O ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, se reúne hoje com o ministro José Dirceu, chefe da Casa Civil, para debater a venda da Embratel, maior operadora de longa distância do país. A Associação Brasileira das Prestadoras de Serviço de Telecomunicações Competitivas entra esta semana com um pedido no Conselho Administrativo de Defesa Econômica e na Secretaria de Direito Econômico, para tentar impedir a divulgação de dados estratégicos da empresa aos interessados na compra. (págs. 1 e A18)

- O deputado federal Jorge Bittar, do PT, depois de dois meses mergulhado no Orçamento da União, do qual foi relator, está em campanha para a prefeitura do Rio. Aos 55 anos, o rubro-negro quer um escritório próximo à Central do Brasil ou à Praça Tiradentes. Ali será a base para criar alternativas para os jovens cariocas. "O poder público tem a obrigação de oferecer caminhos", sustenta. Bittar valoriza sua relação com o Governo federal e tem como alvo principal o prefeito César Maia. (págs. 1 e A4)

- A inauguração ou a revitalização de estaleiros no estado do rio e a encomenda de 22 petroleiros e 19 embarcações de apoio à exploração de petróleo, pela Transpetro, são sinais que justificam o atual clima de otimismo na recuperação do setor naval no país. A prova de uma retomada definitiva será a edição de uma medida provisória, em discussão no Ministério dos Transportes e na Casa Civil. Se aprovada, irá garantir o aumento do volume de financiamentos e incentivo à construção de embarcações. Tais medidas ajudarão a criar 70 mil novos empregos no setor. (págs. 1 e A17)

- José Dirceu afirma que taxa de juros pode cair 3 ou 4 pontos este ano. (págs. 1 e A17)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Cristovam reclamou de isolamento antes de sair

- No dia 1º de janeiro, 22 dias antes de ser demitido, o então ministro da Educação Cristovam Buarque enviou uma carta ao colega Luiz Gushiken em que critica a falta de diálogo, o descompasso entre as áreas econômica e social, os entraves burocráticos e aponta a necessidade de mudança em 2004.

"Os passos históricos de 2002 e 2003 não se sustentarão se não formos capazes de avançar além deles", escreveu. Ele reclamava de isolamento. (págs. 1 e A4)

- O volume das dívidas em dólar das empresas brasileiras bateu recorde no ano passado.

Levantamento com base em dados dos balanços financeiros de 105 empresas com ações em Bolsa mostra que, de janeiro a setembro do ano passado, o volume de dívida líquida atingiu US$ 37,3 bilhões.

O total é maior que a média dos cinco anos anteriores. O aumento se deve aos juros menores e ao aumento do prazo para pagamento. (págs. 1 e B1)

- A diplomacia brasileira terá que fazer muito esforço para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja convidado por George W. Bush para a Cúpula do G8 nos EUA, informa Clóvis Rossi, de Davos.

Stefano Sannino, representante do presidente da Comissão Européia para as cúpulas dos países ricos, diz que Bush é contra reuniões amplas. (págs. 1 e A7)

- Editoriais - "Explicações do BC", analisando decisão do Copom; "Ciência da política", acerca de reforma ministerial; ' "Depois do véu", sobre polêmica na França. (págs. 1 e A2)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Acordo entre Brasil e Argentina limita exportação de têxteis

- Empresários argentinos e brasileiros fecharam um acordo que limita a exportação de denim (jeans) do Brasil para a Argentina em 25% em relação às vendas de 2003. Cinco representantes da indústria têxtil Argentina aceitaram, após oito horas de negociação em São Paulo, a proposta da Associação Brasileira da Indústria Têxtil de limitar as exportações brasileiras de 19 milhões para 15 milhões de metros lineares. O "acordo de cavalheiros" pode ser a solução para uma crise comercial que se estava agravando desde o início do ano. Os argentinos alegavam que vinham sofrendo uma "invasão" de têxteis brasileiros. (págs. 1 e B1)

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ontem a Nova Délhi para uma visita oficial de quatro dias. Disposto a construir uma força política capaz de mudar a "geografia comercial" do mundo, disse que de nada adianta o Brasil e a Índia ficarem esperando as nações ricas resolverem seus problemas. Para ele, o G-20, grupo de países em desenvolvimento, deve fincar as estacas de um novo sistema de preferências comerciais. (págs. 1 e A4)

- Nem o som ruim nem a chuva afastaram os paulistanos das ruas na comemoração dos 450 anos de São Paulo. Na Avenida 23 de Maio, foi registrado "um congestionamento de gente". Só nesse evento, a PM estima que cerca de 2,5 milhões pessoas estiveram presentes. A prefeita Marta Suplicy tomou posse do Banespinha e as relíquias do padre Anchieta voltaram ontem ao Pátio do Colégio. (pág. 1 e Caderno Cidades)

- O novo ministro da Educação, Tarso Genro, quer abrir "uma espécie de processo constituinte da reforma universitária", ouvindo vários segmentos. Ele também tentará amenizar a polêmica da saída de Cristovam Buarque: "A minha equipe não vai ser contra a do Cristovam". (págs. 1 e A6)

- O presidente Lula disse ontem, durante seu vôo para a Índia, que está "aliviado" com a primeira reforma ministerial de seu Governo. A demissão que mais o preocupou foi a de José Graziano, mas ele acredita que o antigo colaborador aceitará ser seu assessor especial no Planalto. (págs. 1 e A5)

- A retomada das negociações globais e os desequilíbrios das grandes economias foram os temas do Fórum Econômico Mundial, encerrado ontem em Davos. Apesar da presença do vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, o debate sobre segurança e terrorismo não predominou. (págs. 1 e B3)

- Favoritos nas pesquisas, o senador americano John Kerry parte agora para a campanha nacional a fim de garantir sua indicação pelo Partido Democrata para disputar a Casa Branca com o presidente Bush. Para isso, ele precisa da maioria dos delegados nas 27 primárias restantes. (págs. 1 e A10)

- Notas e informações - O Governo mostra-se a favor do projeto de José Sarney que estende ao Amapá e à Amazônia Ocidental os benefícios da Zona Franca de Manaus, mas libera seus líderes para rejeitá-lo. A solução é arriscada. ("A Super-zona Franca", págs. 1 e A3)

O GLOBO

- Lula defende tarifa especial para o G-20

- Ao assinar ontem um acordo de tarifas preferenciais entre o Mercosul e a Índia, o presidente Lula disse que vai propor em junho a extensão da medida aos países do G-20. Em Davos, foi discutida a criação do G-11, que integraria Brasil, China e Índia ao G-8. (págs. 1, 3 e 19)

- A taxa básica de juros será reduzida em até quatro pontos percentuais este ano, disse ontem o chefe da Casa Civil, José Dirceu, em resposta às críticas recebidas na semana passada, quando o Comitê de Política Monetária manteve a Selic em 16,5%: "Temos três ou quatro pontos para baixar durante o ano e não devemos nem podemos ficar ansiosos porque os juros não baixaram na primeira reunião do Copom".

Segundo economistas, se a Selic chegar a 12,5% este ano, o juro real ficará em torno de 6%, o que ainda representará o dobro da média dos emergentes, hoje de 3%. (págs. 1 e 17)

CORREIO BRAZILIENSE

- Cristovam chega e critica reforma ministerial

- O ex-ministro da Educação Cristovam Buarque chegou às 22h30 de Portugal e foi recebido com festa por 100 dirigentes e militantes petistas. Ainda no Aeroporto, subiu num banco e disse que a reforma ministerial foi uma vitória do governador Joaquim Roriz e prometeu priorizar a política local. Hoje, a bancada do PT na Câmara Legislativa se reúne para elaborar e divulgar uma nota sobre a crise provocada pela demissão de Cristovam e para exigir sinais do Governo Lula de que não estão "desprestigiados". (págs. 1, 3 e 4)

- Em 1998, funcionários do Executivo federal que ganhavam acima de R$ 8,3 mil, teto salarial em vigor na época, tiveram os salários reduzidos até esse limite. Com o novo aumento do teto, determinado em R$ 17 mil pela reforma da Previdência, grande parte desses servidores volta a ter os vencimentos integrais. Governo vai desembolsar R$ 91,9 milhões por ano para adequar a folha de pagamento. (pág. 1 e Tema do Dia, pág. 2)

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em Nova Délhi que Brasil e Índia não podem ficar esperando que os problemas de ambos sejam resolvidos pelos países ricos. Ele pediu que nações em desenvolvimento negociem uma nova geografia comercial. No fim do dia, assinou seis acordos com o primeiro-ministro indiano. (págs. 1 e 11)

- As operadoras perderam 11% dos usuários nos últimos cinco anos. Por isso, os seguros-saúde serão vendidos para um público cada vez mais seleto, o que resultará em aumentos de preço. (págs. 1 e 4)

ZERO HORA

- Lula propõe na Índia uma nova geografia comercial do mundo

- Depois de desembarcar em Nova Délhi, capital da Índia, às 3h30 de ontem ( noite de sábado no horário de Brasília), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que brasileiros e indianos podem construir uma força política capaz de mudar a "geografia comercial" do mundo. O objetivo da visita é firmar acordos comerciais e fortalecer os laços com a Índia, integrante do G-3 (bloco de países em desenvolvimento que reúne também o Brasil e a África do Sul).

Lula surpreendeu a comitiva indiana que o esperava no aeroporto com a saudação em hindi "Namastê".

O Presidente reuniu-se com o colega indiano, Abdul Kalam, e com o primeiro-ministro Atal Behari Vajpayee e assinou acordo entre a Índia e o Mercosul. (págs. 1 e 6)

MANCHETES

CORREIO DA BAHIA

- Futebol brasileiro está fora das Olimpíadas

A TARDE (BA)

- Lula defende novo comércio mundial

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Lula quer mudar a geografia comercial

O DIA (RJ)

- Lula diz que Brasil e Índia não podem esperar pelos ricos

DIÁRIO DE S. PAULO

- Preço de verduras e legumes cai 59%

GAZETA MERCANTIL (SP)

- Brasil e Índia acertam uma nova aliança

VALOR ECONÔMICO (SP)

- Prazo longo reduz risco do endividamento externo

ETES

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O endereço na Internet é http://www.brasil.gov.br

O telefone para solicitação de publicações é:061-411.4892.

O email da Secretaria de Comunicação Social é:secom@planalto.gov.br