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27/01/2004
JORNAL DO BRASIL - É preciso primeiro crescer, depois distribuir a riqueza - Uma das frases mais famosas do deputado Delfim Netto nos tempos de czar da economia do regime militar foi reeditada ontem, na Índia, pelo ministro do Planejamento do governo Lula, Guido Mantega. Depois de citar o crescimento médio de 6% ao ano da economia indiana numa década, com redução da pobreza absoluta de 46% para 26%, Mantega concluiu: "Precisamos, primeiro, conseguir estas taxas de crescimento e, segundo, adotar um estilo de crescimento que distribua essa riqueza." Delfim defendia quando ministro dos governos Costa e Silva, Médici e João Figueiredo, tempos do chamado milagre econômico, ser preciso "fazer crescer o bolo para depois dividi-lo". O ministro do Planejamento disse ainda que os juros reais no Brasil, descontada a inflação, podem chegar a um patamar de 4% "em dois ou três anos". (pág. 1 e A18) - No programa semanal de rádio que deixou gravado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exortou os ministros a viajarem mais para mostrar uma nova imagem do Brasil, além do carnaval e do futebol. "Queremos ocupar um lugar de destaque no mundo com ousadia", disse o presidente. Em Nova Déli, Lula assistiu ao desfile que marcou o 55º aniversário da República de honra de uma recepção no palácio presidencial. (pág. 1 e A3) - Os ministros Aldo Rebelo (Coordenação Política), Eduardo Campos (Ciência e Tecnologia), Eunício Oliveira (Comunicações) e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) receberam, como deputados, R$ 12.720 referentes à primeira parte do pagamento de despesas pela convocação extraordinária do Congresso. Seus suplentes, que tomam posse agora, também receberão a primeira parcela, embora só venham a atuar parte do tempo. No Senado, o suplente de Amir Lando não terá direito ao valor equivalente a 50% do salário. A diferença de tratamento decorre da interpretação do artigo que regulamenta o pagamento pela direção geral das Casas parlamentares. (pág. 1 e A3) - Os novos administradores da Parmalat anunciaram ontem que pagarão aos fornecedores de leite em "diversas partes do mundo", exceto nos Estados Unidos e no Brasil. Será criada na matriz italiana uma "unidade de crise" para tentar "frear as necessidades financeiras" na filial brasileira. Desde o dia 16, cinco cooperativas fluminenses deixaram de receber R$ 1,8 milhão. Produtores de leite de Pernambuco e do Rio Grande do Sul estão na mesma situação. Parte do montante foi depositado no Banco do Brasil, que reteve o dinheiro para cobrir a dívida para cobrir a dívida da empresa com o próprio banco. (pág. 1 e A17) - O presidente paraguaio, Nicanor Duarte, deixou ontem a Praia de Guarujá, em São Paulo, onde passava férias, e voltou a Assunção sob forte esquema de segurança. Serviços de Inteligência do Brasil alertaram Duarte sobre a descoberta de um plano de atentado contra ele e sua família. O secretário do presidente do Paraguai, José Abáñez, atribui a ameaça a grupos ligados ao narcotráfico. "Este governo está tomando medidas que prejudicam os interesses destas organizações mafiosas cujos interesses transcendem as fronteiras do país", sustenta Ibáñez. Há brasileiros entre os suspeitos. (pág. 1 e A6) - Deputados irão a Lula contra o oleoduto. (pág. 1 e A16) FOLHA DE SÃO PAULO - Plano de saúde encarece após Estatuto do Idoso - O veto aos reajustes em planos de saúde a partir de 60 anos, determinado pelo Estatuto do Idoso, levou as empresas a antecipar os aumentos. Agora, eles começam aos 39 anos e se concentram na faixa 44-48, não mais acima dos 60. Uma pessoa de 44 anos que ingressar num plano agora pagará 41% a mais do que o valor médio das mensalidades em 2003. A simulação se refere ao preço do plano individual, não controlado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Pouco mais de 30% do mercado é de planos individuais. Arlindo de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, classifica a mudança de "desastre": "Foi um prejuízo para o idoso. Ele passa a pagar mais antes". O diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, diz que a forma de reajuste adotado é a "melhor possível no momento". Segundo ele, o limite nos aumentos impostos pelo Estatuto do Idoso obriga um pacto entre as gerações. (pág. 1 e B1) - O ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) disse em Nova Déli, na Índia, que a economia brasileira "precisa entrar numa nova fase" e começar a crescer. Ele atacou a taxa básica de juros, mantida pelo BC em 16,5%, e disse que espera que o país adote taxas "de Primeiro Mundo". Furlan disse que não está criticando a política econômica, apenas questiona se já não está na hora de avançar para permitir o crescimento. "Afinal de contas, o Brasil está fazendo 'by the book' [como manda o figurino]." (pág. 1 e B5) - O ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) disse ser contra a inclusão do planejamento familiar como contrapartida para o recebimento do Bolsa-Família. Ele afirmou defender o acesso a informações sobre métodos contraceptivos. "Como disse a papa Paulo 6º, a questão não é diminuir o número dos participantes no banquete, e sim aumentar a oferta de alimentos". O novo ministro disse que levará, a pedido de Lula, programas de combate à fome aos grandes centros urbanos. (pág. 1 e A6) - Começou ontem, em Recife, o fichamento de brasileiros que pedem visto dos EUA. Até maio, o processo será implantado em todos os consulados americanos no Brasil. Com isso, haverá duas identificações, e as digitais coletadas no Brasil serão confrontadas com as obtidas na chegada aos Estados Unidos. (pág. 1 e C4) - O senador Mário Calixto Filho (PMDB-RO), 57, que assumiu ontem a vaga do ministro da Previdência, Amir Lando, responde a pelo menos 46 processos em seu estado. Calixto Filho, que já chegou a ser preso, afirmou que é processado porque é dono de um jornal e por causa de "discordâncias políticas". (pág. 1 e A7) O ESTADO DE SÃO PAULO - Indústria usa mudança da Cofins para aumentar preço - Fabricantes de matérias-primas e de bens de consumo devem aproveitar a elevação da alíquota da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que sobe de 3% para 7,6% em fevereiro, para reajustar preços. Os reajustes superarão o crescimento da Cofins, com a justificativa de que aumentos de custo ocorridos nos últimos meses ainda não foram incorporados aos preços. A tendência é esses aumentos serem repassados para o consumidor, porque tanto a indústria de bens duráveis como o varejo alegam não ter condições de absorvê-los. DuPont, Bayer, São Marco e outros produtores de matéria-prima já anunciaram reajustes que chegam a 7% a partir do dia 1º. Representantes das transportadoras de carga vão se queixar hoje ao governo do peso maior da Cofins em seus custos. (pág. 1 e B1) - Com Lula fora do país, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, começou a desempenhar ontem seu novo papel de "gerentão do governo", cumprindo uma agenda de presidente da República. Recebeu novos e antigos ministros, líderes partidários e ainda tentou conter crises internas criadas pela reforma ministerial. Entre outros visitantes, ele recebeu os novos ministros da Educação, da Previdência, da Coordenação Política e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. (pág. 1 e A4) - Após a decisão da Argentina de restringir a importação de têxteis do Brasil, os empresários argentinos querem agora a mesma medida protecionista contra outros produtos brasileiros que supostamente também estariam "invadindo" o país. Entre eles, eletrodomésticos, brinquedos, calçados e máquinas agrícolas. A barreira, aceita pelo Brasil, pode ser precedente para que os estatutos de livre comércio no Mercosul sejam atropelados, analisa Celso Ming. (pág. 1, B2 e B4) - Nova auditoria nas contas da Parmalat, na Itália, revelou que o endividamento líquido da empresa somava 14,3 bilhões de euros no final de setembro, oito vezes o valor declarado, de 1,8 bilhão de euros. A auditoria foi feita a pedido de Enrido Bondi, adminstrador indicado pela Justiça para descobrir o valor exato do rombo. Os novos números confirmam estimativas de diversos analistas logo após a revelação da crise na companhia, em dezembro. (pág. 1 e B6) - A Vale do Rio Doce ultrapassou a Embraer e terminou 2003 na segunda posição do ranking das empresas brasileiras que mais exportam. A mineradora aumentou as exportações de US$ 1,790 bilhão em 2002 para US$ 2,033 bilhões no ano passado, atrás apenas da Petrobras. * Superávit - A balança comercial teve superávit de US$ 609 milhões na 4ª semana de janeiro. O saldo do mês é de US$ 1,266 bilhão. (pág. 1 e B 4) - Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostra que as empresas que atuam no Brasil pretendem investir nos próximos anos US$ 76,780 bilhões no país. O valor foi divulgado pelas empresas em 2003 e representa crescimento de 71,2% sobre os anúncios feitos em 2002. Os números serão apresentados pelo ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, a grandes grupos empresariais, quinta-feira, em Genebra. (pág. 1 e B3) O GLOBO - Câmeras reduzem a criminalidade na orla - Balanço inédito feito pela Secretaria de Segurança revela que está surtindo efeito o uso das nove câmeras de vídeo nas avenidas Atlântica e Nossa Senhora de Copacabana. Desde que o equipamento de vigilância foi instalado há seis meses, caiu 34% o número de assaltos a pedestres no segundo semestre do ano passado em relação aos primeiros seis meses de 2003. De janeiro a junho foram 196 casos, contra 130, de julho a dezembro. (....) (pág. 1 e 14) - O ex-ministro da Educação Cristovam Buarque disse ontem que seus projetos não andaram porque ficaram emperrados na Casa Civil. Cristovam foi irônico ao saber que, enquanto o presidente Lula estava na Índia, Dirceu reunia-se com ministros. "Ninguém duvida que o presidente é Lula. Digamos que Dirceu é no máximo um primeiro-ministro." (pág. 1 e 3) - Após dizer que as cotas deveriam servir aos pobres e não para promover igualdade racial, o ministro da Educação, Tarso Genro, anunciou ontem que apóia a reserva de vagas para negros nas universidades. Mas afirmou que políticas de ação afirmativa são insuficientes porque têm "alcance curto". (pág. 1 e 4) - O senador Mário Calixto Filho (PMDB-RO), que assumiu ontem a vaga de Amir Lando, novo ministro da Previdência, é alvo de investigação na CPI do Banestado por remeter de forma suspeita US$ 582 mil para os EUA. Calixto foi condenado pela Justiça de Rondônia pelo desvio de R$ 1,3 milhão dos cofres públicos, em 1996. (pág. 1 e 8) - O presidente Lula assistiu ontem ao desfile em homenagem ao Dia da República na Índia em um palanque protegido por vidro blindado, por causa da ameaça de ações terroristas. Em seu programa de radio, ele disse que o Brasil ainda não ousou 30% do que poderia na política externa. (pág. 1 e 11) - Os novos administradores da Parmalat anunciaram ontem que a dívida da empresa é de US$ 17,59 bilhões, quase oito vezes mais que inicialmente divulgado. A Parmalat disse que não tem como pagar a todos os credores do grupo no Brasil e nos EUA. Em resposta a uma ação movida pelo Banco do Brasil, a Justiça de São Paulo determinou a apreensão e venda de bens da fábrica em Jundiaí, além do bloqueio de R$ 13 milhões depositados no BB. (pág. 1 e 25) CORREIO BRAZILIENSE - Prédios irregulares invadem quadras 900 - Salas que deveriam ser usadas para fins comerciais são vendidas como quitinetes em condomínios com muros e guaritas. (pág. 1 e 23) - O chefe da Casa Civil, José Dirceu, telefonou para o distrital Chico Vigilante (PT-DF) na tentativa de amenizar a revolta dos petistas locais que protestaram contra a demissão de Cristovam Buarque. Irônico, ex-ministro da Educação criticou a Casa Civil e chamou Dirceu de "primeiro-ministro". (pág. 1 e 4 a 6) - A Casa Civil e os ministérios da Fazenda e do Planejamento estudam aumentar o salário do presidente da República para unificar os tetos salariais dos três poderes. Mas um eventual aumento para Lula, que ganha menos que os presidentes do STF e do Congresso, provocará reajuste em milhares de contracheques. (pág. 1 e 2) - Gasolina mais cara em Brasília - Postos do Distrito Federal já estão cobrando R$ 2,08 pelo litro. O sindicato dos revendedores atribui os novos valores ao reajuste promovido pelas distribuidoras e à mudança na base de cálculo do ICMS sobre o preço da gasolina. (pág. 1 e 9) - Analistas prevêem inflação maior em janeiro e fevereiro. (pág. 1 e 8) - Indefinição nas regras de mudança no ensino superior assusta universitários brasileiros. (pág. 1 e 4 a 6) ZERO HORA - Multas de trânsito no estado retornam à marca de 1 milhão - Depois de dois anos em queda, 2003 voltou a apresentar crescimento no número de infrações de trânsito no Rio Grande do Sul. Segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), as multas no ano passado ultrapassaram a marca de 1 milhão (1.005.365), apesar de o órgão não ter concluído as estatísticas de dezembro. (pág. 4 e 5) - Um dia antes de transmitir o cargo a Tarso Genro, o ex-ministro da Educação Cristovam Buarque criticou o primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e reclamou que muitos dos seus projetos não tiveram andamento porque pararam na Casa Civil, comandada pelo poderoso ministro José Dirceu. (pág. 6) - Com a meta ambiciosa de atender a 100 mil famílias por ano até o final do mandato, o governador Germano Rigotto lança hoje o Programa de Inclusão Social Total. A intenção do Piratini é unificar gerencialmente a aplicação de 26 programas sociais. Em 2004, serão beneficiadas as 3.459 famílias já cadastradas no Família Cidadã. (pág. 14) - A agência do Banco do Brasil (BB) de Santana do Livramento se transformou ontem em palco de confrontos entre policiais militares e assentados ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
O que deveria ser um protesto pacífico para reivindicar a liberação de recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) acabou em agressões generalizadas com um saldo de 10 policiais e 20 assentados feridos. (pág. 18) MANCHETES ESTADO DE MINAS - Deportados podem ser presos JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Chuva desabriga 2,8 mil pessoas O DIA (RJ) - Quem quer dinheiro? ETES

ATENÇÃO
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Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação
mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de
preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc),
está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br,
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inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas,
em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da
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da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
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