28/01/2004

Jornal do Brasil
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JORNAL DO BRASIL

- Cesar Maia lidera disputa com folga

- Com média constante, acima dos 40 pontos percentuais de intenção de voto na disputa pela administração municipal do Rio em outubro, o prefeito Cesar Maia seria eleito em primeiro turno se as eleições fossem realizadas hoje. A pesquisa "Opinião no Rio", realizada pelo Instituto Gerp e publicada com exclusividade pelo "Jornal do Brasil", revela que a possibilidade de um segundo turno dependerá de os adversários concorrerem em faixa própria, sem alianças, para dispersar os votos e evitar que o prefeito feche a disputa na rodada inicial.

Entre os demais pretendentes, o senador Marcelo Crivella registra os melhores índices. (pág. 1 e A2)

- O ministro do Planejamento, Guido Mantega, negou ontem pregar o crescimento antes da distribuição de renda. Mantega atribuiu esta compreensão a um equívoco de interpretação de suas declarações. "O crescimento sustentado permitirá a redução da pobreza de forma concomitante", reforçou. (pág. 1 e A17)

- Movimento armado de luta contra a ditadura militar nos anos 60 e 70, o MR-8 negociou petróleo em nome do governo de Saddam Hussein. A revelação foi publicada no jornal "Al Mada", do Iraque.

Secretário de Relações Internacionais do grupo Nelson Chaves confirmou que "representava o governo iraquiano na revenda de petróleo a empresas e governos de países com os quais tinha contato". (pág. 1 e A5)

- A taxa média de juros cobrada pelos bancos nos empréstimos recuou, em 2003, menos do que a taxa básica do país. Relatório do Banco Central divulgado ontem mostra que, em dezembro, as instituições financeiras cobravam 45,8% ao ano de seus clientes. O índice é apenas 5,1% inferior aos praticados em dezembro de 2002.

No mesmo período, a taxa de juros oficial baixou 8,5 pontos percentuais. Para o correntista comum, as taxas médias foram mais altas, na casa dos 66,6%, chegando a 144,6% no cheque especial. (pág. 1 e A17)

- O presidente Lula, que ontem se divertiu tirando sons ao soprar um caramujo, desafiou os empresários brasileiros a exportarem mais e reclamarem menos. Para Lula, o setor privado precisa ser mais ousado. No Brasil, houve reação à provocação. (pág. 1, A4 e A20)

- Fome Zero - Ministro Gil une amigos e grava hino do programa. (pág. 1 e A3)

- Senado - Suplente de Amir Lando sob risco de perder vaga. (pág. 1 e A4)

- Imposto de Renda - Receita muda as regras da declaração anual. (pág. 1 e A17)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Lula pede menos choro a empresários

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em discurso na Índia, que os empresários brasileiros precisam parar de chorar e começar a agir com ousadia. "O momento em que estamos vivendo não é para nenhum empresário ficar dentro do seu país chorando pelo que não está acontecendo."

Cerca de 30 representantes de empresas nacionais estavam na platéia. Ouviram ainda que os indianos são "mais ousados", pois "já estão montando escritório no Brasil para tratar dos seus interesses".

Ao final de sua fala, Lula disse: "Aprendam a vender mais do que a reclamar".

O discurso gerou críticas. "Lula não foi justo com os esforços de exportação feitos pelas empresas brasileiras", disse Robson Andrade, vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio, que está na Índia. Segundo ele, os altos juros deixam empresas brasileiras em situação desfavorável.

"Nós vamos continuar chorando", disse Armando Monteiro, presidente da CNI. "Essa manifestação não nos inibe e vamos continuar a exercer nosso direito de crítica."

A Fiesp não comentou a fala. Seu presidente, Horacio Lafer Piva, se encontra com Lula amanhã em Genebra. (pág. 1 e B1)

- O ministro Antônio Palocci (Fazenda) admitiu que o Orçamento de 2004 pode ter cortes nos próximos dias, na forma de programação de despesas.

O Congresso elevou as previsões de receitas de R$ 11 bilhões. Mas a Fazenda contesta suas projeções de arrecadação.

Palocci negou divergências com o ministro José Dirceu (Casa Civil) sobre os cortes. "Não brigo com otimistas. Prefiro brigar com quem acha que nada vai dar certo." (pág. 1 e B4)

- O aumento da taxa de inadimplência do consumidor sofreu uma desaceleração em 2003; já as empresas apresentaram a tendência contrária.

Em 2003, a inadimplência de pessoas físicas cresceu 5,2% em relação a 2002, contra uma variação de 23,9% no ano precedente, enquanto a inadimplência de pessoas jurídicas, que crescera 5,2% em 2002, teve alta de 10,9% em 2003 - por causa dos juros altos e da estagnação da economia. (pág. 1 e B4)

- Desde dezembro, as chuvas já provocaram a morte de 23 pessoas em todo o estado de São Paulo. No mesmo período do verão passado, dez pessoas morreram em enchentes, deslizamentos ou queda de raios.

Nos 76 municípios atingidos, há mil desabrigados e outros 1.500 que deixaram casas em áreas de risco. Existem ainda 21 feridos. As regiões do Valo do Ribeira e de Sorocaba são as mais castigadas. (pág. 1 e C1)

- De 215 cursos de direito analisados pela Ordem dos Advogados do Brasil, só 60 (28%) foram aprovados. (pág. 1 e C3)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Exportadores esperam vender mais de US$ 80 bilhões este ano

- A Associação de Comércio Exterior (AEB) calcula que este ano o Brasil romperá a barreira dos US$ 80 bilhões em exportadores, graças a fatores que ajudarão os produtores nacionais, como a gripe das aves na Ásia, a doença da vaca louca nos Estados Unidos e o aumento de cotação da soja e do minério de ferro.

A Embraer também terá participação expressiva, com a venda externa 60% superior às de 2003, em número de aviões. Pelas contas da AEB, as exportações poderão chegar a US$ 82 bilhões - US$ 5,5 bilhões mais que no ano passado. Há chance de aumentar mais ainda o total das vendas, se a produção de café for ampliada. (pág. 1 e B1)

- O governo do presidente Néstor Kirchner atropelou ontem o acordo entre empresários argentinos e do Brasil de limitação de importações de têxteis brasileiros. Colocou em vigor medida que amplia entraves burocráticos e provocará queda substancial nas exportações brasileiras. Os empresários argentinos ainda não informaram oficialmente seu governo sobre o acordo. (pág. 1 e B3)

- Banco pede falência da Parmalat no Brasil. (pág. 1 e B6)

- O presidente Lula deu ontem, na Índia, um duro recado a uma platéia de 150 empresários brasileiros. "O momento que estamos vivendo não é para nenhum empresário ficar dentro do seu país chorando o que não está acontecendo", disse. Ele os desafiou a "vender mais do que reclamar". O discurso provocou mal-estar. O vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson de Andrade, disse que Lula "não foi justo" em relação ao empresariado. (pág. 1 e A4)

- O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, prometeu ontem "apoio integral" ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, que pretende levar o programa Fome Zero às grandes cidades. Antes de assumir formalmente o cargo, ontem, Patrus foi buscar o apoio de Palocci para uma integração maior da área social com a equipe econômica. (pág. 1 e A6)

- As universidades públicas terão este ano mais de 7 mil alunos negros, graças ao sistema de cotas. Cerca de 3.500 deles são calouros e os demais entraram em 2003. O número de instituições que reservam vagas para candidatos negros subiu de três para cinco este ano.

O bom desempenho dos cotistas ajudou a melhorar a imagem dos programas. Balanços preliminares mostram que eles tiveram rendimento semelhante ao dos não cotistas em 2003, ou melhor. (pág. 1 e A10)

O GLOBO

- Lula desafia empresários a vender mais e chorar menos

- Em seu terceiro dia de viagem à Índia, o presidente Lula desafiou os empresários brasileiros a exportarem mais e reclamar menos. "Vou fazer um desafio para que vocês aprendam a vender mais do que reclamar", disse o presidente, diante de uma platéia de 150 empresários brasileiros e indianos.

Lula teria ficado irritado ao saber que só os indianos estão montando escritórios no Brasil para fazer negócios. A bronca foi mal recebida pelos brasileiros, que reivindicaram condições semelhantes às da Índia, onde os juros médios são de 6% ao ano, a mão-de-obra é mais barata e há menos impostos.

Em São Paulo, o presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior, Roberto Segatto, reagiu: "O presidente diz isso porque parece que quer ser vedete." (pág. 1 e 3)

- O governo vai editar uma medida provisória para que os produtos importados paguem PIS e Cofins como as empresas nacionais. A intenção é garantir a competitividade dos produtos brasileiros. (pág. 1 e 23)

- Em resposta às críticas pela manutenção dos juros, o diretor do Banco Central Afonso Bevilaqua disse ontem no Senado que a condução da política macroeconômica não requer ousadia, mas responsabilidade. (pág. 1 e 25)

- Os contribuintes que não incluírem na declaração do Imposto de Renda o CPF ou CNPJ prestadores de serviços médicos ou de ensino receberão aviso de que podem ficar na malha fina. A medida tem como objetivo apertar o cerco aos sonegadores, conforme antecipou "O Globo". (pág. 1 e 25)

- O novo líder do PMDB na Câmara, José Borba, já respondeu a processo na Casa por ter votado por outro deputado ausente do plenário. O Senado deve cassar o suplente do ministro da Previdência, Amir Lando, Mário Calixto Filho (PMDB-RO), condenado por crime eleitoral. (pág. 1, 10 e 11)

- Avaliação feita pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reprovou sete em cada dez cursos de direito do país. De 215 cursos avaliados, apenas 60 (28%) receberam o selo de qualidade do programa OAB Recomenda, que aponta as melhores faculdades de ensino jurídico do Brasil. No Rio de Janeiro, dos 34 cursos avaliados, 28 não passaram no teste.

Para a OAB, o baixo índice de aprovação revela a facilidade com que novos cursos têm sido autorizados pelo Ministério da Educação. "É ensino que não ensina, que corrompe, que engana. Isso é estelionato", disse o presidente da entidade, Rubens Approbato Machado. (pág. 1 e 12)

CORREIO BRAZILIENSE

- Bancos ignoram esforço do BC para derrubar juros

- Em um ano, governo reduz taxa básica em 38%, quase o dobro da queda de 20% nas instituições financeiras. (pág. 1 e 8)

- Na posse dos novos ministros, ontem, o PMDB oficializou a entrada no governo. O partido assumiu Previdência e Comunicações, com Eunício Oliveira recebendo o cargo de Miro. Entre as demais mudanças, Patrus Ananias foi empossado por José Alencar, e Cristovam, ao deixar a pasta da Educação para Tarso Genro, voltou a criticar a falta de ações sociais. (pág. 1 e 3 a 5)

- Suplente de Amir Lando pode ser cassado. (pág. 1 e 6)

- Programa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que lista os melhores cursos de Direito do país avalia 215 universidades e só aprova 28% delas. "É a indústria do diploma", lamenta o presidente da OAB, Rubens Aprobatto. No Distrito Federal, onde há 15 cursos, apenas dois foram considerados de boa qualidade: os da UnB e UniCeub. (pág. 1 e 13)

- O Vaticano divulga hoje quem irá comandar a Arquidiocese de Brasília em substituição a dom José Freire Falcão. Uma das apostas é dom Alberto Taveira, de Palmas (TO). Também terão novos arcebispos Aparecida do Norte e Belo Horizonte. (pág. 1 e 25)

- Agências reguladoras como Aneel, Anatel e Anvisa irão contratar 3,1 mil servidores. Os salários variam de R$ 1.399 a R$ 2.555 para os cargos de nível médio e R$ 2.573 a R$ 5.151 para nível superior. Não há data definida da seleção. (pág. 1 e 12)

ZERO HORA

- Produtores fecham acordo sobre royalties de soja transgênica

- Depois de muitas idas e vindas, os produtores gaúchos fecharam acordo com a Monsanto, detentora dos direitos de patente da soja transgênica plantada no Rio Grande do Sul. O valor dos royalties cobrados pela empresa será de R$ 0,60 por saca de 60 quilos, confirmou Ezídio Pinheiro, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag). Outro líder do setor presente à reunião de ontem garantiu que o acordo está fechado. (pág. 20)

- O Piratini lançou ontem o Programa Inclusão Total, por meio do qual pretende unificar a gestão de 21 programas sociais de quatro secretarias de estado.Inicialmente, a medida atingirá as 3.459 famílias já cadastradas pelo Família Cidadã em 85 municípios gaúchos. A meta é envolver 100 mil famílias até 2006. (pág. 6)

- Se depender do PMDB gaúcho, não haverá mudanças em cargos do terceiro escalão do governo federal no estado. O presidente do partido, senador Pedro Simon, descarta qualquer possibilidade de a executiva estadual indicar nomes para a superintendência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e para a direção regional da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) no Estado. Tanto a pasta da Previdência quanto a das Comunicações passaram ao comando do PMDB com a reforma ministerial promovida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (pág. 12)

- O presidente mundial da General Motors (GM), Richard Wagoner, desembarca na manhã do dia 5 de fevereiro em Porto Alegre para anunciar oficialmente a ampliação da unidade de Gravataí., na Região Metropolitana. A expansão da fábrica gaúcha já estaria definida há mais tempo pela direção mundial, em Detroit (EUA), mas os dirigentes da montadora no Brasil tiveram de acomodar os compromissos de Wagoner, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Germano Rigotto, para anunciá-la na próxima semana. (pág. 22)

- Com previsão de expansão do crédito para a pessoa física e jurídica, o Banco do Brasil aumentará a rede de atendimento no estado este ano. No total, incluindo gastos em segurança, construção e reforma de imóveis, a instituição deverá investir R$ 35 milhões, 49,7% a mais que no ano passado, nominalmente. (pág. 26)

MANCHETES

ESTADO DE MINAS

- Justiça suspende subteto em MG

O DIA (RJ)

- PM abre mais 500 vagas

GAZETA MERCANTIL

- BNDES concentra os repasses nos maiores bancos

VALOR ECONÔMICO

- Empréstimo cai e bancos resistem a reduzir "spread"

ETES

ATENÇÃO

O Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica, que traz avaliação mensal da conjuntura econômica brasileira (análise e tendência de preços, salários, juros, balança comercial, contas externas, etc), está disponível via FTP através do endereço na INTERNET http://www.fazenda.gov.br, na área específica de "Publicações". Outras informações atualizadas, inclusive sobre os resultados do Plano Real, podem ser também obtidas, em português e em inglês, na página eletrônica do Ministério da Fazenda.

Consulte a homepage da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

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