 |
| |
|

15/06/2005
JORNAL DO BRASIL - Jefferson acusa Dirceu... Mas prova, que é bom, nada - O futuro político do governo Lula está nas mãos, agora, da CPI dos Correios. Caberá aos 32 integrantes da comissão a tarefa de ouvir os citados pelo presidente do PTB e levantar eventuais provas sobre a existência do mensalão. (pág. 1 e A2 a A8) * Em reunião com a cúpula do Planalto, presidente decide preservar o chefe da Casa Civil. * Publicitário vai processar secretária que confirmou o envio de malas de dinheiro a integrantes do governo. * Parlamentares adiam para hoje a votação que decidirá o comando da CPI dos Correios. * Ausência de comprovações tranqüiliza o mercado financeiro. Bolsa se recupera e dólar cai. (pág. 1 e A19) - A defesa de Lula - Deputado assegura que a mesada só estancou depois da intervenção do presidente. - Os distribuidores - Seis deputados do PP e do PL são apontados como responsáveis pela entrega da caixinha. - Os recursos - O dinheiro vinha das agências de publicidade encarregadas de contas das empresas estatais. (pág. 1) - Foram quase seis horas de uma peça bem encenada. Presidente do PTB, Roberto Jefferson foi teatral, irônico, enfático. Reproduziu acusações anteriores sobre o pagamento do mensalão, meada distribuída entre alguns parlamentares do PP e do PL para votar a favor do governo. Relacionou como mentores do esquema o ministro José Dirceu, o secretário-geral do PT, Silvio Pereira, e o tesoureiro do partido, Delúbio Soares. Assegurou a inocência do presidente Lula e soltou farpas sobre o comandante petista José Genoino. Confessou um crime eleitoral, apontou como distribuidores do dinheiro na Câmara os colegas Pedro Corrêa, Valdemar Costa neto, José Janene, Sandro Mabel, Pedro Henry e Bispo Rodrigues. Sem provas, qualificou-se como testemunha e abriu as comportas da investigação que provocará mudanças no sistema político brasileiro. (pág. 1) - "Até os banheiros da Câmara sabiam que Delúbio Soares distribuía o mensalão com o consentimento de José Genoino." - "Ministros conheciam o esquema e não contaram ao presidente Lula. Se o José Dirceu não sair do governo vai transformar em réu um homem inocente." - "Ao ser avisado, em janeiro deste ano, Lula mandou parar com o mensalão. Deixou um monte de passarinhos de bico aberto." (pág. 1) - O atual Congresso carece de legitimidade para reformar o Estado. (Mauro Santayana, Coisas da Política, pág. 1 e A2) - Governo é como feijão: só funciona na panela de pressão. (Frei Betto, Outras Opiniões, pág. 1 e A13) - Editorial - Dos tumores expostos, nasce a oportunidade para se constituir um novo pacto no modo de fazer política no Brasil. (pág. 1 e A12) FOLHA DE SÃO PAULO - Jefferson poupa Lula e culpa Dirceu - O presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ), reafirmou na Comissão de Ética da Câmara o teor das entrevistas à Folha em que denunciou pagamento de mesada pelo PT a aliados. Disse ainda que o ministro José Dirceu (Casa Civil) pode transformar o presidente Luiz Inácio Lula Silva em réu. "Dirceu, se você não sair daí rápido, vai fazer réu um homem inocente, que é o presidente Lula." O petebista fez questão de inocentar Lula, "um homem honrado e correto". Mas acusou o governo de estar por trás das denúncias contra ele na imprensa. Numa confissão de irregularidade, detalhou como o PT teria dado R$ 4 milhões para a campanha do PTB em 2004, com anuência do presidente petista, José Genoino, que teria prometido recibos. Disse depois que o PT deixou de fazer repasses prometidos. Que procurou Dirceu e ouviu que a situação estava difícil, que a PF "era tucana" e prendera 62 doleiros, levando "a turma que ajuda" a não "internar dinheiro no Brasil". Ante o boato de que Dirceu se demitira, o Planalto negou. No depoimento, Jefferson repetiu não ter provas. Mas citou supostos integrantes do esquema do "mensalão": Valdemar Costa Neto (presidente do PL), José Janene (PP-PR), Pedro Corrêa (PP-PE), Sandro Mabel (PL-GO), Bispo Rodrigues (PL-RJ) e Pedro Henry (PP-MT). Todos negaram. Antes do depoimento, o dólar subia e a Bolsa caía. Depois, o dólar fechou em baixa. A Bovespa subiu 3,4%. Analistas do mercado dizem não ter ouvido novidades. (pág. 1 e cad. Brasil) - Frases de Roberto Jefferson - Rasputin - "Viu um inocente desabar ante essa realidade, vi um homem de bem, honrado, simples e correto se sentir traído por um cordão de isolamento que havia em torno dele. Aí eu compreendi [...] porque a gente barrava sempre no Zé Dirceu, no Rasputin, e eu entendia a sua reação [de Lula], eu feri um inocente" (sobre o dia em que teria contado a Lula sobre o "mensalão") José Dirceu - "Zé Dirceu, se você não sair daí rápido, você vai fazer réu um homem inocente, o presidente Lula" Vergonha - "Deputado Valdemar Costa Neto (PL), deputado José Janene (PP), deputado Pedro Corrêa (PP), deputado Sandro Mabel (PL), Bispo Rodrigues (PL), Pedro Henry (PP), me perdoem de coração, mas eu não gosto de ser cúmplice de vocês nessa história que envergonha a grande parte da Câmara dos Deputados" (ao afirmar quais deputados receberiam o "mensalão") - Sobre Jefferson - Oscar da mentira - "O nobre deputado faz teatro. Não vou aceitar. Vossa Excelência deveria ganhar o Oscar da mentira" (deputado Sandro Mabel, do PL-GO) Sem saída - "Ele [Jefferson] não tem saída, quer arrancar alguma coisa de alguém, pois sabe que vai perder o mandato" (Valdemar Costa Neto, presidente do PL) Franco-atirador - "Ele foi um franco-atirador. A única coisa que confirmou foi que cometeu um crime" (deputado José Janene, do PP-PR) Mentiras e calúnias - "Ele [Jefferson] está fazendo um rol de mentiras e calúnias. Estou tranqüilo, indignado de ver um acusado fazer um teatro para acusar as pessoas do PT sem limite de responsabilidade" (José Genoino, presidente do PT) - O que começou como uma tarde de gala em Roberto Jefferson terminou com cenas de inacreditável imundície. Quem viu aquilo pela TV só pode esperar uma cassação generalizada por falta de decoro. O bate-boca entre Jefferson e Valdemar Costa Neto foi o primeiro episódio da série de obscenidades e desmoralizações mútuas, em um dos dias mais deprimentes da história política republicana. (pág. 1 e A4) - O genro do deputado Roberto Jefferson (PTB), Marcus Vinicius Vasconcelos Ferreira, possui empresa fantasma em Petrópolis (RJ), informa Elvira Lobato. É a Acqua Viti Comércio e Indústria Ltda., em cujo endereço vive um aposentado que diz ignorar a empresa. Outra firma, a Acqua Safe Representações, foi aberta em 2001 por Marcus Vinicius e Roberto Francisco Neto, filho de Jefferson. Depois, passou para nomes de dois "laranjas". O genro e o filho de Jefferson não foram localizados. (pág. 1 e A12) - Leia "Denúncias de Jefferson", sobre depoimento do deputado; "Consumo mais fraco", a cerca de vendas do varejo (...) (pág. 1 e A2) - Rebelião na Penitenciária 1 de Presidente Venceslau (620 km a oeste de São Paulo), majoritariamente ocupada por integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), deixou pelo menos cinco mortos. Os presos rebelados exibiram as cinco cabeças cortadas de detentos rivais. Até o início da noite, 12 pessoas eram mantidas como reféns. Especula-se que o motivo da revolta seja disputa interna do PCC ou protesto pela permanência de seu líder, conhecido como Marcola, no Presídio de Segurança Máxima de Presidente Bernardes, o mais rígido do país. No Rio, investigadores federais anunciaram a descoberta de plano para resgatar Marcola, o traficante Fernandinho Beira-Mar e o seqüestrador chileno Maurício Norambuena, todos presos em Presidente Bernardes. A ação de resgate envolveria 80 homens do Comando Vermelho e do PCC. Em Santos, o delegado João Jorge Cortez foi encontrado morto com dois tiros em seu apartamento. Ele foi um dos responsáveis pela prisão de 52 acusados de ligação com o tráfico, entre eles o empresário Naldinho e Edinho, filho de Pelé. A polícia trabalha com a hipótese de suicídio. (pág. 1 e cad. Cotidiano) - Venda do comércio cai 0,23% em abril - Fraco desempenho de supermercados puxou índice para baixo. Retração da renda é a causa, diz o IBGE. (pág. 1 e B6) O ESTADO DE SÃO PAULO - Jefferson pede a Dirceu: saia antes de transformar Lula em réu - O presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson, cumpriu ontem a promessa de causar um terremoto político, em depoimento no Conselho de Ética da Câmara: acusou a de comandarem um esquema de corrupção eu vai do chamado mensalão à formação de caixa 2 para campanhas eleitorais de aliados. Segundo Jefferson, o dinheiro saía de empresas que têm contratos com estatais. Ele recomendou que Dirceu renuncie, sob pena de arrastar consigo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Zé Dirceu, se você não sair rápido, você vai fazer réu um homem inocente, que é o presidente Lula." E disse ter falado sobre o mensalão com seis ministros. Só depois de tocar no assunto com Lula o pagamento teria sido cortado. O PTB participava do esquema: segundo Jefferson, a negociação com o partido foi feita pelo presidente do PT, José Genoino, e a entrega do dinheiro, pelo tesoureiro petista, Delúbio Soares. De R$ 20 milhões prometidos, só R$ 4 milhões teriam sido repassados; Jefferson diz que cobrou o restante de Dirceu e ouviu que a prisão de doleiros tinha atrapalhado a remessa. Ele não apresentou provas das acusações. (pág. 1 e A4 a A14) - O depoimento: Acusações - Quatro parlamentares são citados nominalmente pelo deputado Roberto Jefferson como participantes do esquema do mensalão: Valdemar Costa Neto, presidente do PL; Pedro Corrêa (PP-PE); José Janene (PP-PR) e Pedro Henry (PP-MT). Eles distribuiriam o dinheiro que seria providenciado pelo tesoureiro do PT, Delúbio Soares. *Sandro Soares (PL-GO) foi acusado de oferecer R$ 1 milhão de luvas e R$ 30 mil de mesada para deputados pela troca de partido. *De acordo com o presidente do PTB, a empresa Skymaster, por indicação de Silvio Pereira, secretário-geral do PT, teria sido indicada para prestar serviços aos Correios, superfaturando contratos em até 300%. *Seis ministros, segundo Jefferson, foram avisados por ele sobre o esquema de mensalão: José Dirceu (em seis ocasiões diferentes), Walfrido Mares Guia, Ciro Gomes, Antonio Palocci, Aldo Rebelo e Miro Teixeira (na época ministro das Comunicações). *A pedido do presidente Lula, segundo Jefferson, ele e o ministro Walfrido Mares Guia indicaram Francisco Spirandel para o cargo de diretor de Furnas, no lugar de doutor Dimas. A substituição não se consumou porque os deputados Severino Cavalcanti e José Janene ameaçaram assinar o pedido de CPI. Confissões: *Roberto Jefferson confessou que o PT doou R$ 4 milhões ao PTB na campanha municipal de 2004, após prometer R$ 20 milhões. Segundo Jefferson, o restante não foi pago; o ministro José Dirceu teria alegado que a prisão de doleiros dificultou a vinda de dinheiro do exterior. Os R$ 4 milhões entraram, sem registro, em duas parcelas - uma de R$ 2,2 milhões, outra de R$ 1,8 milhão, em notas de R$ 50, carimbadas do Banco do Brasil e do Banco Rural. *Jefferson reconheceu que o ex-presidente do IRB, Lídio Duarte, ofereceu uma mesada ao PTB, colhendo doações de brokers e dealers do setor de seguros. "Eu cobrava dele e ele jamais pagou." (pág. 1) - "O marasmo que vive o plenário da Câmara está ligado à ausência do mensalão, essa síndrome de abstinência" " Provas não tenho a exibir, sou testemunha. É o meu mandato, tenho 23 anos consecutivos, é meu sexto mandato" "Não vamos ser hipócritas. O dinheiro (das campanhas) vem dos empresários que mantêm relações com empresas públicas" (Roberto Jefferson) (pág. 1) - O secretário-geral e ex-tesoureiro do PP Benedito Domingos (DF) confirmou que o mensalão existiu e circulava pelo caixa 2 como "apoio financeiro". Segundo ele, o distribuição era feita no apartamento do deputado José Janene (PP-PR), chamado de "pensão" pelos deputados. Fernanda Karina Ramos Somaggio, ex-secretária do publicitário Marcos Valério, disse à revista IstoÉ Dinheiro que viu "saírem malas de dinheiro. Às vezes, mandavam tirar R$ 1 milhão. (pág. 1 e A8 a A12) - Chamado de Rasputin do Planalto, o ministro José Dirceu se disse "indignado" com as acusações de Roberto Jefferson. Também negou estar demissionário. E Lula, em conversa reservada, afirmou que sua gestão não ficará refém do deputado nem aceitará que ele mande recados. (pág. 1 e A9) - Jefferson deu o mapa das investigações. Não tem recibos nem notas fiscais do dinheiro que diz, viu transitar de lá para cá, mas chega a detalhes como nominar os bancos de onde saiu para compor parte do pagamento dos R$ 20 milhões acertados como a contrapartida do PT ao apoio do PTB em 2004. (Dora Kramer) (pág. 1 e A6) - Após dizer que não hesitará em "cortar na própria carne", o presidente Lula apelou a outro clichê: não deixará "pedra sobre pedra" para apurar denúncias. Faltou combinar com os fatos. (pág. 1 e A3) - Está aberta a temporada de caça ao bode Jefferson. (José Nêumanne) (pág. 1 e A2) - Cinco presos foram decapitados em rebelião iniciada na manhã de ontem na Penitenciária 1 de Presidente Venceslau, no interior do estado. Cabeças foram fixadas em hastes de bambu e na torre do pára-raio. Um agente penitenciário e três presos foram feridos. O conflito teria sido motivado por briga entre facções. As negociações para o fim da rebelião, a maior em 19 anos no presídio, foram suspensas no final da tarde de ontem e serão retomadas hoje. (pág. 1 e C1) - Educação - Alunos limpavam banheiros no Rio - Pais de alunos denunciaram abuso no Ministério Público. (pág. 1 e A19) hh
O GLOBO - Jefferson dá nomes do mensalão e amplia as denúncias de corrupção - Num dos momentos mais baixos da história do Congresso Nacional, que jamais vira um deputado, ao vivo na TV, revelando com riqueza de detalhes casos de corrupção envolvendo outros deputados, ministros, partidos políticos, empresas estatais e ministérios, o deputado Roberto Jéferson (RJ), presidente nacional do PTB, aprofundou ontem as suas denúncias. No dia de seu aniversário, com a frieza de advogado criminalista e gestos estudados de apresentador de programas populares na TV, ele deu os nomes dos deputados que recebiam o mensalão por seus partidos e faizam a sua redistribuição a colegas parlamentares. Os nomes apontados por Jefferson como líderes do esquema são os dos deputados do PL Valdemar Costa Neto (SP), presidente do partido; Sandro Mabel (GO), líder da bancada; e Bispo Rodrigues (PL-RJ); no PP, ele citou o presidente do partido, Pedro Corrêa (PE); o líder José Janene (PR), e Pedro Henry (MT). Jefferson confessou abertamente dois crimes - o recebimento de R$ 4 milhões na campanha eleitoral, repassados segundo ele pelo PT, sem declaração à Justiça Eleitoral, e também o uso de cargos públicos em estatais para angariar recursos para seu partido. O principal alvo dos ataques do petebista foi o ministro José Dirceu (Casa Civil), além dos dirigentes petistas José Genoino, Delúbio Soares e Silvio Pereira. Sobre Dirceu, chegou a dizer: "Zé, saia rápido, senão vai fazer réu um homem bom, inocente," Jefferson isentou o presidente Lula de responsabilidade sobre o suposto pagamento de mesada a deputados. Os detalhes revelados por Jefferson só poderão ser confirmados por uma CPI, pois o deputado voltou a dizer que não tem provas para sustentar as acusações. (pág. 1, 3 a 16 e editorial "Um roteiro") - Roberto Jefferson reclamou que não denunciou antes o mensalão ao presidente Lula por não ter conseguido furar o bloqueio palaciano para falar com ele. Mas entre agosto de 2003, quando soube do esquema, e janeiro de 2005, quando disse ter finalmente contado, Jefferson esteve diversas vezes com o presidente. Chegou até a dar, em sua casa, um jantar para Lula. Também não explicou por que ao discursar na Câmara e retirar a assinatura da CPI dos Correios não denunciou o mensalão. - A ex-secretária do publicitário Marcos Valério de Souza disse em entrevista à revista "Istoé Dinheiro" ter testemunhado saques de até R$ 1 milhão do Banco Rural e que seu ex-chefe era quem carregava a mala da propina. Fernanda Karina Ramos Somaggio citou negociatas que envolveriam o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, o secretário-geral, Silvio Pereira, o ministro José Dirceu e os ex-ministros Anderson Adauto e Pimenta da Veiga, este último do governo FH. * 'Zé (José Dirceu) saia rápido, se não vai fazer réu um homem bom (o presidente Lula). * 'O presidente é inocente e a reação (ao ouvir falar do mensalão) é do traído'. * 'Ele (Delúbio) disse que gostaria de ajudar a desencravar uma unha que pudesse haver e faria uns repasses ao PTB'. * 'Vossa Excelência não nomeia diretorias de estatais sem uma contrapartida para o seu partido'. * '(Eram) duas malas enormes com notas de R$ 50 e R$ 100 etiquetadas Banco Rural e Banco do Brasil'. * 'Dirceu disse: a PF é meio tucana, meteu na cadeia 62 doleiros e o nosso pessoal não está conseguindo internar dinheiro'. * 'Ajustamos que no final sairia documento de contribuição da contabilidade do PT para o PTB, o que não houve'. * 'Não fiz essa denúncia na tribuna porque em política a gente deve tentar ajudar as coisas até o momento de ruptura'. * 'V. Excia (Sandro Mabel) ofertou a ela R$ 1 milhão de luvas e R$ 30 mil mensais para entrar no partido'. (pág. 1) - Em seu depoimento de ontem, o deputado Roberto Jefferson acusou os principais órgãos de comunicação do país, como "O Globo", as revistas "Veja" e "Época" e o jornal "Estado de S. Paulo", de fazerem campanha para destruí-lo. Jefferson explicou que por isso decidiu escolher o jornal "Folha de S. Paulo' para fazer suas primeiras denúncias. Ele também reclamou do ministro José Dirceu, que teria prometido "segurar o "Globo", mas não o fez. (pág. 1) - Cinco presos foram degolados por colegas durante uma rebelião na penitenciária de Presidente Venceslau, no oeste de São Paulo. No telhado, os amotinados expuseram as cabeças, uma delas espetada numa vara. À noite, 12 funcionários ainda eram mantidos reféns. O sindicato de servidores disse que o motim foi motivado por acerto de contas com presos expulsos de facção criminosa. (pág. 1 e 17) - IR: Medida vai isentar ganho com compra e venda de imóvel. (pág. 1 e 27) CORREIO BRAZILIENSE - Jefferson detona Dirceu, Genoino, Delúbio, Marcos Valério, o PP, o PL e até ele próprio - No depoimento de mais de seis horas no Conselho de Ética da Câmara, o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) foi contundente. Provas matérias, não apresentou. Mas reforçou as acusações de que o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, pagava mensalão de R$ 30 mil a parlamentares do PP e do PL em troca de apoio ao governo no Congresso. Afirmou que o pagamento era feito com ajuda do publicitário mineiro Marcos Valério, com o conhecimento do presidente do PT, José Genoino, e do ministro José Dirceu. Disse que denunciou o escândalo diversas vezes para os dois. Insinuou que Dirceu operava com doleiros para financiar campanhas. E sugeriu ao ministro que se afaste do governo: "Zé, saia daí rápido. Senão vai fazer réu um homem inocente, que é o presidente Lula". Jefferson chegou até a confessar que cometeu crime eleitoral ao não declarar o recebimento de R$ 4 milhões de suposta doação petista para campanhas eleitorais do PTB no ano passado. Isso porque o PT não teria passado recibo. Genoino negou o repasse. *Só Lula escapa - Jefferson fez questão de poupar o presidente, "um inocente traído". Atitude acalmou o mercado: a bolsa fechou em alta de 3,38%. O dólar caiu 0,57%. (pág. 1, 2 a 11, 12 e 16) - Benedito Domingos confirma "ajuda financeira" a deputados e diz que recebeu oferta para ceder a presidência regional do PP. (pág. 1 e 7) - Máfia dos concursos - Escutas feitas pela polícia mostram a intenção de parte do bando em agir só. (pág. 1 e 25) ZERO HORA - O arsenal de Jefferson - Brasília parou, mas não se sobressaltou com o depoimento de ontem do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Sem apresentar provas, Jefferson estrelou ontem um espetáculo de acusações que pouco avançou sobre o que já havia sido divulgado a respeito do suposto pagamento de mesadas aos partidos aliados do Planalto. (pág. 4 a 13) - Mesmo sem ter apresentado uma única prova em seu depoimento à Comissão de Ética da Câmara, o deputado Roberto Jefferson conseguiu estragar o dia do governo. Porque amplificou as denúncias que fizera nas duas entrevistas à Folha de S.Paulo, deixou ameaças no ar e insinuou que a guerra está recém-começando. É na CPI que a cobra vai fumar. (pág. 10) - Convocado pelo deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), o advogado gaúcho Luiz Francisco Corrêa Barbosa desembarcou em Brasília com a tarefa de ajudar a construir o discurso pronunciado na tarde de ontem pelo pivô da maior crise do governo Lula. Barbosa teve duas longas conversas com Jefferson desde que chegou - na noite de segunda-feira e na manhã de ontem. Nos encontros, foram traçadas as estratégias para o depoimento. O grande desafio será evitar a cassação do mandato do petebista. (pág. 11) - Há uma nova tentativa de ampliar o acesso à educação gratuita e de valorizar os profissionais em curso no Congresso desde ontem à tarde.
Após dois anos de discussão, o Ministério da Educação (MEC) anunciou o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que cria o Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). (pág. 40) - Com a adesão do Incra, chegou ontem a 11 o número de órgãos federais que paralisaram suas atividades desde o começo do mês. Aumentam também os transtornos para quem depende do serviço público. Cientes da greve, algumas pessoas desistiram de procurar as repartições.
Na Capital, no Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas, onde 30% dos funcionários são federais, a greve atrapalha o deslocamento dos pacientes pelo prédio. Com a porta principal, na Avenida Independência, interditada pelos grevistas, os pacientes têm de dar uma volta no prédio, com subidas e descidas entre andares, até ser atendido. (pág. 41) - Esperada com expectativa para hoje, uma assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será comemorada com brindes pelo setor vitivinícola gaúcho. O presidente pode assinar um decreto reduzindo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos espumantes de 30% para 10%, oferecendo novo fôlego à produção da bebida e um preço final ao consumidor até 15% menor. (pág. 19) - O programa Técnico Cidadão, lançado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego, beneficiará 500 jovens pobres de quatro capitais brasileiras, entre elas Porto Alegre.
- O programa ajudará a quebrar monopólios de softwares e será voltado para o primeiro emprego, ajudando jovens pobres de 16 a 24 anos a terem uma renda - explicou o secretário-executivo do ministério, Alencar Ferreira. (pág. 38) - A primeira visita nesta sexta-feira de um presidente a Santa Rosa, no noroeste do Estado, pegou de surpresa até quem esperava ver Luiz Inácio Lula da Silva na cidade desde 2003. Há dois anos é cogitada a vinda do presidente, numa das regiões agrícolas do Estado que mais sofre ou por falta de chuva ou pelo excesso dela. (pág. 26) - O projeto de lei que determina aos estabelecimentos comerciais e de serviços a discriminação da carga de Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) foi aprovado ontem à tarde na Assembléia Legislativa. (pág. 15) - Dois assessores e um ex-funcionário do gabinete do deputado estadual Vilson Covatti (PP) estão entre os 12 denunciados por suposto esquema de venda de cirurgias pelo Sistema Único de Saúde, que funcionaria nos hospitais do Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, e no Nossa Senhora das Graças, em Canoas. Ontem, o deputado abriu mão da imunidade parlamentar para ser investigado. (pág. 32) - Em menos de meia hora de funcionamento da agência do Sistema Nacional de Emprego (Sine) em Rio Grande, ontem, as 180 fichas de atendimento já estavam esgotadas. O movimento marcou o primeiro dia de entrega de currículos para o preenchimento das 760 vagas abertas com a construção da plataforma de extração de petróleo P-53. As filas devem se tornar rotina nos próximos dias no local. (pág. 20) - Porto Príncipe, 27ºC. A chuva fina não é suficiente para amenizar o abafamento na capital do Haiti. Antes de desembarcar em Porto Príncipe, as regras são repetidas à exaustão aos jornalistas: no Haiti é proibido se deslocar sem o acompanhamento dos militares brasileiros; sair à noite para caminhar pela cidade, nem pensar; e, durante as patrulhas, colete e capacete são obrigatórios. (pág. 31) - A forte chuva provocou deslizamentos de terra e deixou duas famílias desabrigadas em Jacutinga, no Alto Uruguai. Na madrugada de ontem, uma casa desabou. Outras construções correm o mesmo risco no bairro Nossa Senhora Aparecida. (pág. 41) MANCHETES A TARDE (BA) - Jefferson confirma tudo, mas não apresenta prova ESTADO DE MINAS - Jefferson acusa Dirceu - Lula prepara reforma GAZETA MERCANTIL - Tendência do varejo é de crescer menos VALOR ECONÔMICO - Empresários temem que crise reforce a ortodoxia HORA

|
|