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18/08/2005
JORNAL DO BRASIL - É tempo de discursos, desculpas e protestos - Lula vai à Bahia lançar programa popular e afirma: "Querem jogar erros dentro do Planalto. Tenho consciência limpa e coração de mãe. (pág. 1 e A2) Governo se recupera do susto e derruba mínimo de R$ 384 na Câmara. Senadores votam hoje mudanças na lei eleitoral. (pág. 1, A4 e A7) - Em manifesto, PT admite desvios, promete punir culpados e defende presidente da República. Ex-assessor de Antonio Palocci é preso. (pág. 1, A3 e A5) - A fantasia de Okamoto foi soterrada por extratos do Banco do Brasil. Se o presidente pagou o que não devia, é verdade o que anda berrando em palanques: ninguém é mais ético que Lula. (Augusto Nunes) (pág. 1 e A2) - Creio que a República é o regime que se define pela preocupação com a coisa pública, e o clientelismo, o nepotismo, o mensalão são corrupção da República. Eu sou otário. (José Murilo de Carvalho) (pág. 1 e A2) - Promotora da mais vasta conspiração criminosa da história do país, a máfia petista busca salvar do naufrágio os equipamentos necessários para uma nova tentativa no futuro. (Olavo de Carvalho) (pág. 1 e A11) - Pelo terceiro mês consecutivo, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros em 19,75% ao ano. A crise política e a disparada dos preços do petróleo pesaram mais do que os sinais de recuperação da economia. (pág. 1 e A19) - Os cariocas terão de aguardar mais pela normalização do atendimento da Previdência. Sem o consenso obtido em quase todo o país, os servidores estendem a greve. Metade dos postos do Instituto Nacional de Seguro Social funciona parcialmente. (pág. 1, A20 e A21) FOLHA DE SÃO PAULO - Governo derruba mínimo de R$ 384 - O governo conseguiu derrubar na Câmara a decisão que elevou o valor do salário mínimo para R$ 384,29. O aumento havia sido aprovado na semana passada pelo Senado. Valendo-se de uma manobra regimental e do apoio de partidos de oposição, os governistas conseguiram restabelecer o salário mínimo de R$ 300. A vitória governista só foi possível porque acordo dos líderes tornou viável uma votação simbólica, não nominal. Embora tivessem votado pelo reajuste maior do mínimo no Senado, os oposicionistas PFL e PSDB concordaram em aprovar na Câmara o texto original da medida provisória que fixou o valor de R$ 300, válido desde o último dia 1º de maio. Os partidos, que administram estados e prefeituras, não quiseram levar adiante o aumento. Um mínimo de R$ 384,29 causaria crescimento de R$ 16 bilhões, neste ano, só nas despesas federais. (pág. 1 e B1) - O advogado Rogério Tadeu Buratti, 42, ex-assessor do ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) na prefeitura de Ribeirão Preto, foi preso, Buratti é acusado pelo Ministério Público Estadual de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha num esquema de compra e venda de fazendas e de duas empresas de ônibus. Segundo os promotores, ele foi flagrado num grampo telefônico ordenando ao corretor Claudinet Mauad que destruísse supostas provas dos negócios. Mauad também foi preso. O advogado de Buratti disse considerar a prisão "um exagero" e que vai pedir hábeas corpus para o cliente. Palocci não falou sobre o caso. (pág. 1 e A4) - Em visita a Vitória da Conquista (BA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse estar "tranqüilo", com a "consciência limpa" e "muito mais aberto do que coração de mãe". Segundo Lula, "o povo quer um presidente que converse com ele" como um pai fala ao filho. Ele declarou não serem poucos os que querem "jogar para dentro do palácio" denúncias de corrupção e afirmou que o cargo o impede de dizer tudo que pensa. (pág. 1 e A6) - O doleiro Vivaldo Alves disse ao Ministério Público e à PF que, por ordem de Flávio Maluf, filho do ex-prefeito Paulo Maluf, transferiu US$ 5 milhões em 1998 para o publicitário Duda Mendonça em conta de Nova York. Disse que era para pagar campanha eleitoral. Maluf e o filho negam conhecer Alves e dizem que ele mentiu ao depor. Segundo o advogado de Duda, é improvável que ele tenha recebido de Maluf no exterior. (pág. 1 e A16) - Leia "as origens do dinheiro", sobre "mensalão"; "As desculpas do PT", acerca de nota do partido; e "Novas evidências", sobre morte de brasileiro em Londres. (Editoriais, pág. 1 e A2) - O presidente da CNBB, d. Geraldo Majella Agnelo, disse, no encerramento da Assembléia Geral da entidade, que o presidente Lula ainda tem "muita coisa" a explicar sobre as denúncias de corrupção. Para ele, o pronunciamento já feito é insuficiente. "Não sei se já atingimos o fundo do poço ou se estamos só na metade." (pág. 1 e A13) - O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) manteve os juros básicos da economia em 19,75% ao ano, mesmo nível em que se encontram desde maio, adiando por pelo menos um mês o início do processo de redução da taxa. A manutenção dos juros já era esperada pelo mercado. Segundo o BC, a decisão foi unânime e levou em conta as perspectivas para a trajetória da inflação, mesmo que os índices venham mostrando queda. A taxa do BC funciona apenas como referência para o mercado. Os juros cobrados pelos bancos e pelo comércio são bem maiores. (pág. 1, B3 e B4) - Uma isquemia no coração levou o vice-presidente da República e ministro da Defesa, José Alencar, a ser submetido a uma angioplastia, com colocação de stent (suporte) numa das artérias cardíacas. Segundo os médicos, ele está bem e deve deixar o hospital em 48 horas. Alencar afirmou que "é da vida". (pág. 1 e A7) - O presidente interino do PT, Tarso Genro, disse que gostaria de coordenar o novo programa para eventual segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Quer, porém, que o papel do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na elaboração do programa seja menor. Para Tarso, o governo errou ao manter política de juros altos e superávit exagerado e, com isso, perdeu oportunidades de crescer. AS críticas devem agradar à esquerda do PT e ampliar o apoio a Tarso nas disputas internas do partido. Em nota, o PT se desculpou pelo envolvimento de líderes em casos de corrupção. (pág. 1 e A14) O ESTADO DE SÃO PAULO - Oposição ajuda e governo derruba mínimo de R$ 384 - O governo conseguiu ontem, com a ajuda dos partidos de oposição, derrubar na Câmara o salário mínimo de R$ 384,29 aprovado pelo Senado. O valor volta aos R$ 300 fixados por medida provisória. "Podemos ser contra o governo, mas não podemos permitir que a sociedade pague pela fragilidade do governo", disse o líder do PFL na Câmara, José Carlos Aleluia - a alegação é de que o reajuste aumentaria principalmente o déficit da Previdência. A discussão do assunto terminou em tumulto, com deputados de diversos partidos de oposição protestando contra a manobra regimental do governo e dos líderes que garantiu votação simbólica. A votação foi acompanhada na Câmara pelo ministro de Relações Institucionais, Jaques Wagner. Ele negou qualquer relação entre a decisão e a liberação de R$ 1 bilhão, anunciada na véspera, para obras incluídas no Orçamento por meio de emendas de parlamentares. (pág. 1 e A15) - Um dia depois: 'Fora Lula' - Professores universitários, PSTU, PSOL e movimentos sociais promoveram ontem manifestação de cerca de 10 mil pessoas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Esplanada dos Ministérios. "Fora Lula" e "Lula traidor" eram refrões gritados, um dia após a manifestação da UNE a favor do presidente. O protesto terminou com a queima de um boneco de Lula. Juízes promoveram um ato contra a corrupção e a fator da ética na política. (pág. 1 e A10) - O advogado Rogério Tadeu Buratti, que foi secretário de Governo de Ribeirão Preto (SP) quando o prefeito era Antonio Palocci, foi preso ontem, acusado de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e destruição de provas. A prisão foi feita quando ele terminava depoimento em outro inquérito, por possíveis fraudes em licitações de coleta de lixo de cidades paulistas e mineiras. Ele foi indiciado nesse inquérito. Além de Buratti, o corretor de imóveis Claudinet Mauad foi preso sob as mesmas acusações. Ligações telefônicas entre os dois estavam grampeadas pelo ministério Público. (pág. 1, A4 e A5) - A Justiça investiga o contrato assinado em maio deste ano entre os Correios e o Departamento de Água e Esgoto de Bauru, para a leitura e emissão do contas de água a preços supostamente acima do mercado. O contrato beneficiaria a empresa HHP, do ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira, que fornece o software usado no serviço. Segundo a denúncia apresentada à Justiça, não houve licitação e há suspeita de superfaturamento. (pág. 1 e A8) - O PT divulgou resolução em que pede desculpas aos brasileiros, como recomendou o presidente Lula no pronunciamento de sexta-feira. O partido admite erros, mas não entra no mérito das denúncias. Em discurso na Bahia, o presidente Lula disse que novas denúncias podem surgir. (pág. 1, A9 e A11) - Louvação injustificada - Da tribuna, o senador José Sarney aconselhou serenidade, pregou reforma política, mas acima de tudo, fez uma arrebatada louvação do chefe do governo. (pág. 1 e A3) - O Banco Central manteve inalterada, pelo 3º mês seguido, a taxa básica de juros, Selic, em 19,75%. A decisão não surpreendeu a maioria dos analistas, mas os demais ficaram decepcionados, porque há deflação nos preços do atacado e os preços ao consumidor estão em queda acentuada. A decisão foi unânime, sem indicação de tendência. (pág. 1 e B1) - O chefe da Scotland Yard, Ian Blair, tentou obstruir o trabalho da comissão que apura ação policial no caso da morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, para abafar o erro da polícia, divulgou a emissora ITN. Para a imprensa inglesa, Blair pode renunciar. (pág. 1 e A18) O GLOBO - Pivô da crise confirma corrupção de Jefferson - Pivô da crise política que já dura três meses o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho mudou a versão inicial e revelou detalhes do esquema de corrupção na estatal comandado com mão-de-ferro, segundo ele, pelo deputado Roberto Jefferson (PTB). Marinho que inicialmente negara ligação com o então presidente do PTB, contou ao Ministério Público como Jefferson operava o recolhimento de dinheiro para o partido em estatais. Marinho tenta negociar a redução de pena em troca de informações. Segundo Gerson Camarotti, ele contou que participava das fraudes e que o esquema tinha aval do ex-diretor de Administração, Antônio Osório, indicado pelo PTB e do ex-presidente da ECT João Henrique, afilhado do PMDB. (pág. 1 e 3) - No dia seguinte ao inusitado protesto em defesa do governo, o vermelho, cor tradicional das campanhas petistas, tomou a Esplanada dos Ministérios, agora numa manifestação que teve o "Fora, Lula" como palavra de ordem. Cerca de 15 mil pessoas participaram. (pág. 1 e 9) - O PT pediu desculpas por atos cometidos por seus dirigentes. Mas não puniu nenhum deputado suspeito de corrupção. (pág. 1 e 8) - O TCU suspendeu o acordo que obriga os fundos de pensão a comprar do Citigroup as ações da Brasil Telecom. (pág. 1 e 26) - Rogério Buratti, ex-secretário de Palocci em Ribeirão Preto, foi preso por suspeita de eliminar provas de lavagem de dinheiro. (pág. 1 e 5) - O governo conseguiu derrubar o aumento do salário mínimo para R$ 384,29. O valor aprovado fica mesmo em R$ 300. (pág. 1 e 10) - Mesmo com a inflação em queda, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve os juros em 19,75%. (pág. 1 e 21) - O vice-presidente José Alencar foi submetido a uma cirurgia para desobstruir artéria do coração. Deve ter alta amanhã. (pág. 1 e 13) - Os deputados estaduais Alessandro Molon (PT) e Luiz Paulo Correa da Rocha (PSDB) pediram ontem ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) que investiguem as despesas do Fundo Estadual de Combate à Pobreza em 2004. Reportagem do "Globo" mostrou que houve gastos com computadores, camisetas, bonés e até um serviço de bufê. (pág. 1 e 14) - A Scotland Yard e o governo britânico se viram sob pressão cerrada após a divulgação de nova versão da morte do brasileiro Jean Charles. A família pediu a prisão perpétua dos policiais. Advogados querem a demissão do comissário de polícia, Ian Blair. (pág. 1 e 27) CORREIO BRAZILIENSE - Cerco a doleiros - O empresário Hélio Renato Leniano, preso ontem na República Tcheca, é peça-chave. Integra a lista de nove doleiros que podem levar a CPI dos Correiso a desvendar o suposto esquema de lavagem de dinheiro montado pelo PT e o publicitário Marcos Valério no exterior. A relação foi elaborada pelo Ministério Público. O elo comum entre todos os suspeitos é a Loton, subsidiária da casa bancária Beacon Hill, com sede em Nova York. No final do ano passado, operação da Polícia Federal prendeu 61 doleiros. Os nove listados estavam entre os detidos. Além de convencê-los a falar, a CPI terá de contar com ajuda internacional para esclarecer toda a trama. Somente nos EUA será preciso quebrar o sigilo bancário de oito empresas. (pág. 1, 3 e 4) - Ninguém escapa - Um dia depois da UNE, CUT e MST saírem em defesa de Lula, o PSol, o PSTU e até o Prona se uniram para malhar a corrupção e o presidente, que estava na Bahia. Cuecas de dinheiro, pizza gigante e fantasias de presidiários animaram o protesto. A palavra de ordem mais ouvida na Esplanada foi: "Fora, Lula". (pág. 1 e 8) - Ex-assessor de Palocci é preso em São Paulo. (pág. 1 e 2) - O PT, enfim, pede desculpas ao país. (pág. 1 e 6) - Em vez de check-up de rotina, em São Paulo, o vice-presidente levou um susto. Teve de se submeter à cirurgia para desobstrução de uma das artérias do coração. (pág. 1 e 10) - Deputados derrubam salário mínimo de R$ 384 para R$ 300, um dia depois de o governo anunciar a liberação de R$ 1 bilhão para obras e emendas de parlamentares. (pág. 1 e 7) - Juros - Com medo de que a crise política afete a economia, Banco Central decide manter a taxa Selic em 19,75% ao ano pelo terceiro mês consecutivo. (pág. 1 e 17) - Inferno no INSS - O que era ruim ficou ainda pior: atendimento da Previdência no primeiro dia depois da greve foi caótico. (pág. 1 e 18) MANCHETES ESTADO DE MINAS - PT pede desculpas ao país /GAZETA MERCANTIL - Copom mantém o aperto e eleva juro real VALOR ECONÔMICO - BB reage a TCU e vai sair do controle da Telemar O DIA (RJ) - Servidor: aumento muda para melhor HORA

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