27/03/2005

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
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JORNAL DO BRASIL

- Crediário aprisiona consumidor

- Para aproveitar a escalada dos juros, o comércio encolhe a oferta de desconto à vista e conduz o consumidor ao beco do financiamento. Como isca, extingue o valor mínimo do crediário e iguala as parcelas. Justifica a estratégica como essencial ao aquecimento das vendas assombradas pela perda de renda. Mas o pagamento a prazo, responsável já por 90% do faturamento das lojas, embute uma manobra financeira, esclarecem os especialistas. Comerciantes negociam, com financeiras ou administradoras de cartão, taxas mais atraentes e extraem lucro da mensalidade. (pág. 1, A21 e A22)

- De olho no encontro de Lula com o presidente Álvaro Uribe, neste mês, o porta-voz internacional das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, Raúl Reyes, diz ao JB que as Farc querem o brasileiro como mediador de um acordo entre a guerrilha e Bogotá para troca de presos. A solução para o conflito, alerta especialistas, depende da mobilização regional. (pág. 1, A8 e A9)

- Terceiro na hierarquia da República, Severino Cavalcanti impôs-se a líderes na Câmara e enfrentou até o presidente Lula. Mas balança à voz moderada de Ana. Graças às "cutucadas" da filha, deputada estadual e fisioterapeuta, despiu-se de preconceito, recebeu homossexuais e pôs o estudo das células-tronco no trilho. Agora, o lobby familiar volta-separa a permissão do aborto em caso de feto sem cérebro. (pág. 1 e A2)

FOLHA DE S.PAULO

- Casamento dá emprego na Câmara

- Cônjuges de 96 deputados federais foram contratados sem concurso público para a Câmara. Isso representa 25% dos 391 deputados que declararam ser casados no início da atual legislatura. A maioria dos contratados ganha salários entre R$ 3.622 e R$ 5.175.

As 94 mulheres e os 2 maridos dos parlamentares estão empregados nos gabinetes dos cônjuges, nas lideranças partidárias, nos órgãos da Mesa Diretora ou nos gabinetes de outros parlamentares. Neste caso, trata-se de um modo de escamotear a contratação e evitar desgaste para o deputado pelo fato de empregar familiares.

A manobra é realizada da seguinte maneira: dois deputados entram em acordo e um contrata o parente do outro.

O levantamento da Folha foi feito por meio do cruzamento dos boletins administrativos da Câmara, que registram os atos de nomeação e exoneração. Somente os cônjuges foram levados em conta, mas o nepotismo vai além. O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), por exemplo, não emprega a mulher, mas teve pelo menos oito parentes contratados pela Casa.

Apenas 13 dos 96 deputados se manifestaram sobre contratações de cônjuges. (pág. 1, A10 e A11)

- O Ministério do Desenvolvimento vai pedir à Camex (Câmara de Comércio Exterior) que regulamente a possibilidade de adotar salvaguardas contra produtos da China, informa a coluna Mercado Aberto.

Só nos dois primeiros meses de 2005, as importações vindas daquele país aumentaram 54,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Se a Camex atender ao pedido e regulamentar as salvaguardas, será necessário ainda um decreto presidencial. Têxteis, calçados, óculos, móveis e químicos estão entre os setores mais afetados. (pág. 1 e B2)

- Com a implantação em maio de 2004 do bilhete único, que permitiu transferências gratuitas entre ônibus em São Paulo no intervalo de até duas horas, as médias de passageiros por veículo ou por quilômetro se tornara as maiores em dez anos. O número de usuários em janeiro de 2005 foi 50% maior que no mesmo mês de 2002. Em alguns casos, a superlotação tem provocado empurra-empurra e brigas.

A gestão José Serra (PSDB) estuda alterar trajetos no prazo de um a dois meses, reduzindo as linhas que têm percursos parecidos. (pág. 1, C1 e C3)

O ESTADO DE S.PAULO

- Financiamento de veículos é recorde

- O recorde do total de crédito para financiamento de veículos no País foi batido em fevereiro último: R$ 39,5 bilhões. A alta dos juros nos últimos meses não afetou o segmento. Desde setembro de 2004, quando as taxas do Banco Central começaram a subir, o valor oferecido pelas instituições financeiras para a aquisição de carros novos e usados aumentou 11,6%. A disputa pelo consumidor é cada vez mais acirrada entre os bancos. Este ano, a carteira nacional deve aumentar 20%. O presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito (Acrefi), Erico Sodré Ferreira, diz que o financiamento de veículos é mais rentável e menos arriscado do que emprestar dinheiro para pessoas jurídicas. "Não há concentração de riscos, pois o empréstimo é diluído entre vários consumidores e ainda há a possibilidade de retomada do bem em caso de inadimplência". Dados recentes da Acrefi mostram que a carteira de todos os bancos e financeiras que operam no segmento de carros novos e usados cresce mensalmente desde dezembro de 2003. Naquele mês, estava em R$ 26,9 bilhões. Dois anos depois, fechou em R$ 38 bilhões. O Bradesco, líder do setor, tem hoje 27% desse bolo. (pág. 1 e B1)

- A massa salarial cresceu a uma média mensal de R$1,1 bilhão no primeiro bimestre, comparado com o mesmo período de 2004. Com o aumento da ocupação e a recuperação da renda, o valor passou de R$ 17 bilhões em 2004 para perto de R$ 18,1 bilhões este ano. Os dados são das 6 principais regiões metropolitanas. (pág. 1 e B3)

- Ao tornar obrigatória a atualização profissional dos médicos, o Conselho Federal de Medicina atirou num problema sério e acertou em outro maior. O desafio, dizem os bons médicos, é cuidar da decadência do ensino, dos jovens mal orientados, do subemprego, da residência médica que visa à mão-de-obra barata. Enfim, acabar com o desperdício de dinheiro que desemboca num serviço de saúde ruim. (pág. 1 e A24)

O GLOBO

- Cesar tem R$ 1,5 bi em caixa mas não paga R$ 200 milhões

- A prefeitura registrou em janeiro recorde de arrecadação de ISS, com R$ 143 milhões. Com isso, o prefeito Cesar Maia alega ter em caixa R$ 1,5 bilhão. Mesmo assim, contas de até R$ 200 milhões de sua primeira gestão, que acabou há três meses, não foram pagas, informam Luiz Ernesto Magalhães e Paulo Marqueiro. Há meses sem receber, empresas e cooperativas estão paralisando obras e ameaçando interromper serviços essenciais como o fornecimento de refeições para toda a rede de hospitais municipais. Há diversas obras paradas, inclusive a de recuperação do Elevado do Joá. A conservação de projetos como o Rio Cidade é precária. A prefeitura desistiu também de patrocinar competições esportivas e atrasou salários de músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira. (pág. 1 e 14)

- Investimentos reduzidos ao longo dos últimos anos levaram a uma situação de calamidade nas estradas, onde 12 mil pessoas morreram em 2003e 2004. Crateras atraem assaltantes que se aproveitam da lentidão de veículos. No Nordeste, crianças se oferecem para tapar buracos, arriscando sua vida por uns trocados. (pág. 1, 3, 4 e 10)

- Grandes multinacionais estão construindo fábricas em vários estados do país com uma característica peculiar: toda a produção será voltada para o mercado externo. É o caso da Nestlé, da ABB - que produz máquinas - e do grupo sueco-finlandês Stora Enso, de celulose, relata Aguinaldo Novo. Para decidir investimentos, as companhias levam em conta a estabilidade econômica, a oferta de matéria-prima e o custo da mão-de-obra de cada local. (pág. 1, 27 e 28)

- Sobrevivente da reforma ministerial, o ministro Aldo Rebelo (Coordenação Política), do PCdoB, disse em entrevista a Ilimar Franco que os aliados deve participar da administração: "Um partido não pode votar com o governo e não ser governo". E ironizou a fritura comandada pelo PT que sofreu. "Sou nordestino, estou habituado a temperaturas elevadas". (pág. 1 e 12)

CORREIO BRAZILIENSE

- Os rumos de Lula para 2006

- Depois de recuar na reforma ministerial, presidente agora tenta unir a base política e, principalmente, atrair os peemedebistas. Negociações poderão ser facilitadas com o ritmo de crescimento da economia e, por conseqüência, com o aumento da popularidade. (pág. 1, 2 e 3)

MANCHETE

O DIA (RJ)

- Previdência apressa correção de 233 mil aposentadorias

REVISTAS

VEJA

TÍTULO DE CAPA

- DEMOCRACIA NO MUNDO ÁRABE - A sede de liberdade no Oriente Médio pode mudar o planeta tanto quanto a queda do Muro de Berlim. Veja foi ao Líbano e mostra como a esperança venceu o medo

Entrevista/Stephen Covey- "Não peça aumento"- Há táticas mais eficientes do que essa para quem quer ganhar mais, diz o guru que assessora os executivos mais poderosos do mundo. (pág. 13 a 15)

Por enquanto, silêncio - Governo faz de conta que o caso Farc-PT está terminado, mas, na surdina, manda apurar quem vazou. (pág. 49)

O lixo que assustou Lula - Severino dá ultimatos, pede cargos e chantageia o presidente. O que era só pitoresco virou risco institucional. (pág. 42 a 46)

O peso do poder - É assim em toda reforma ministerial: com dificuldades para decidir, Lula se angustia - e engorda. (pág. 50 e 51)

Idéias que paralisam - Governos, empresas e pessoas tornam-se reféns de pensamentos que impedem a ação. Cuidado com eles! (pág. 52 a 56)

Um milhão de amigos - O empresário Mario Garneiro volta à cena orbitando do Palácio do Planalto à Casa Branca. (pág. 75 e 76)

Uma máquina de fazer lucros - A Vale do Rio Doce supera gargalos incríveis e bate pela terceira vez o recorde de ganhos no Brasil. (pág. 84 a 88)

Com trinta anos de atraso - Finalmente a ONU decide encarar o terrorismo pelo que ele é: um crime contra a humanidade. (pág. 94 e 95)

O despertar árabe - Parece incrível, mas há boas notícias chegando do Oriente Médio: do Líbano, o mais avançado, à Arábia Saudita, a mais modesta, brotam ensaios de democracia. (pág. 102 a 105)

A maré da democracia - O Líbano está na vanguarda das manifestações de vontade popular no mundo árabe e é o exemplo mais promissor das mudanças que se delineiam no horizonte. Pressão internacional e protestos nas ruas já conseguiram que a Síria começasse a retirar tropas que ocupavam o país havia quase trinta anos. (pág. 106 a 115)

ÉPOCA

TÍTULO DE CAPA

- MINISTÉRIO - Irritado com Severino, Lula aborta reforma e desagrada a seus aliados

Naufrágio em Brasília - Irritado com a pressão de Severino Cavalcanti, Lula frustra o PT e aliados e desiste de fazer uma mudança ampla no ministério. (pág. 30 a 32)

Ele não tem pudor - Severino diz o que quer, deixa muitos chocados e provoca reflexão sobre nível do político brasileiro. (pág. 31)

Bom exemplo para quem?- Nova campanha do governo quer incentivar o brasileiro a ser uma pessoa melhor. Deveria ser difundida mesmo é entre as autoridades. (pág. 34)

Caçadores de dinheiro sujo - Grupo de elite do Ministério da Justiça, que trabalha fora dos padrões das repartições públicas, já bloqueou mais de US$ 250 milhões no exterior. (pág. 36 e 37)

Prevenção extra - Vacinas que protegem contra várias doenças, mas não estão no calendário de imunização. (pág. 43)

O PC popular - Como será o programa de computador mais barato, para incluir as classes C, D e E no mundo digital. (Negócios, pág. 8)

No anzol dos outros - Pesquisadores descobrem espécies cobiçadas em águas brasileiras. Elas eram capturadas por barcos pesqueiros estrangeiros sem que ninguém soubesse. (pág. 54 e 55)

Entrevista/César Koppe Grisolia - Transgênicos porém orgânicos - Geneticista da UnB diz que a liberação de sementes transgênicas não leva a um monopólio e ainda pode ajudar a reduzir o uso de pesticidas. (pág. 58 e 59)

Reforma do mundo - Secretário-geral da ONU propõe mudanças na organização, mas não acaba com poder de veto dos grandes. (pág. 72 e 73)

ISTOÉ

TÍTULO DE CAPA

- Lula demora, demora, demora e não reforma

Falcão na área - Rumsfeld visita Brasil, elogia ação no Haiti e critica compra de armas por Hugo Chávez. (pág. 75)

A reforma pariu um sapo - Ao desistir de uma ampla reforma ministerial, Lula descontenta aliados, não diminui poder do PT e cria ainda mais problemas para o governo no Congresso. (pág. 24 a 28)

Operação tequila - Polícia Federal investiga prefeito petista denunciado como um dos chefes do tráfico humano na fronteira do México com os EUA. (pág. 38 a 40)

Tudo em família - Mansão de PC vira casa de show, o irmão Rogério amplia domínio político com mulher e filhos em prefeituras. Enquanto isso, Alagoas é uma festa. (pág. 32 a 34)

DINHEIRO

Entrevista/Luís Eulálio Bueno Vidigal - "Fui mais famoso do que ator da Globo" - Um dos mais polêmicos presidentes da Fiesp e ex-dono da Cobrasma diz que, em sua época, a entidade tinha mais prestígio do que nos dias de hoje e que a megalomania provocou a quebra de sua gerção de empresários. (pág. 22 a 24)

Economia de esquerda - Radicais rompem com o Planalto e propõem novas medidas econômicas. Enquanto isso, membros do governo fazem festa de aniversário em Recife, apontam Lula como um novo Moisés e defendem casuísmos fiscais para proteger correligionários. Qual modelo vai vingar? (pág. 36 a 39)

CARTACAPITAL

TÍTULO DE CAPA

- SAÚDE: AS NOVAS DESCOBERTAS DA GENÉTICA DA LONGEVIDADE

Os invasores - Porteira escancarada - Javalis, mexilhões, abelhas, búfalos, pinheiros... Animais e plantas "imigrantes" ameaçam a biodiversidade, a saúde e a economia do País. No mundo, estima-se que essas "pragas" custem US$ 1,5 trilhão anual. (pág. 10 a 15)

Freio de arrumação - Alianças - De olho no horário eleitoral da eleição de 2006, Lula escolhe dois novos ministros e arma o segundo tempo da reforma. (pág. 24 e 25)

Com a saúde política abalada - Crise - Promotoria propõe ação de improbidade administrativa contra o prefeito Cesar Maia. (pág. 26)

Tanque cheio para investir - Petróleo - No mapa mundial, as parcerias regionais deverão ser a saída para o Brasil. (pág. 32 e 33)

Longevidade. O limite está logo ali - Em 50 anos, a expectativa de vida aumentou em uma década. Sem a ilusão de que se poderia prolongar a vida infinitamente, cientistas desvendam a genética do envelhecimento humano. (pág. 42 a 44)

EXAME

TÍTULOS DE CAPA

- VERGONHA DO LUCRO - O consumidor brasileiro acha que a missão das empresas é gerar emprego e apoiar projetos sociais. Lucro, nem pensar - Por que, no Brasil, os próprios empresários se sentem obrigados a falar do lucro como se fosse um mal necessário

- A LUZ QUE VEM DO CHILE - Exame foi entender como um dos menores países da América Latina está se transformando na primeira economia desenvolvida da região

O estigma do lucro - Para o consumidor brasileiro, a missão das empresas é gerar emprego e apoiar projetos sociais. Já ganhar dinheiro... pág. 20 a 25)

Aviação - Atende só meio expediente - Burocracia, administração militar e lentidão. O DAC é um retrato do país que parou no tempo. (pág. 32 a 34)

Energia - O desafio da ministra - O setor elétrico terá de investir 200 bilhões de reais em dez anos para evitar um novo apagão. Difícil é atrair o dinheiro. (pág. 34 e 35)

Sobre direitos e deveres - O capitalismo só floresce num ambiente em que a busca incansável do lucro seja compreendida como uma obrigação das empresas, não uma opção. (pág. 26 a 30)

O lado bom da idéia ruim - Às vezes é preciso colocar uma idéia tolinha em prática para descobrir que ela não presta. (pág. 43 e 44)

Contrato...Que contrato? - Já existem mais de 100 000 ações na Justiça pedindo a suspensão da cobrança da assinatura mensal na telefonia fixa. (pág. 38 e 39)

Se o governo gasta, o juro sobe - O desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal, como o salvamento da ex-prefeita Marta Suplicy, ameaça as contas públicas e prejudica o país. (pág. 49 e 50)

Rombo na estrada e no orçamento - Um passeio por dentro do sistema ineficiente de controle de despesas do governo. (pág. 52 e 53)

O recado do Chile para o Brasil - Livre-comércio, disciplina fiscal e ambiente favorável aos negócios deverão levar o país ao Primeiro Mundo. (pág. 117 a 123)

ETES