 |
| |
|

01/01/2006
JORNAL DO BRASIL - Rússia pós-comunista tem feições brasileiras - Benefícios sociais restringidos por medidas polêmicas. Busca da modernidade dificultada pela tarefa de superar contradições e disparidades sociais. A Rússia pós-comunista se assemelha em muito com o Brasil atual, até nas manobras aplicadas pelos dirigentes para cativar a população. (págs. 1, A2 e A3) - Bolívia - Petrobras cede parceria para evitar confisco. (págs. 1 e A22) - Augusto Nunes - Três anos e meio depois da posse, a foto oficial do ministério de Lula é o retrato da instabilidade. (Sete dias, págs. 1 e A12) FOLHA DE SÃO PAULO - Pobreza no Brasil é maior na cidade - A porcentagem de pobres em zonas rurais do Brasil caiu mais rapidamente que nas grandes metrópoles nos últimos 12 anos e, em 2004, a taxa foi pela primeira vez inferior à desses grandes centros: 35,4% contra 38,7%. O estudo inédito foi feito pela economista Sônia Rocha, que utilizou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE. A inversão começou a ocorrer em 2003, quando as taxas ficaram praticamente empatadas: 39,5% de pobres no campo e 39,8% nas metrópoles. Segundo Rocha, a melhora no campo se deve ao aumento do emprego, ao crescimento do número e do valor dos benefícios pagos pelo governo e à valorização do salário mínimo. Apesar disso, a proporção de indigentes na população rural ainda era maior em 2004: 13,3% não obtinham comida suficiente para as necessidades diárias, contra 7,9% nos grandes centros urbanos. (págs. 1 e A4) - Levantamento do Instituto de Estudo para o Desenvolvimento Industrial mostra que centenas de municípios brasileiros seriam inviáveis do ponto de vista contábil se tivessem que pagar gastos considerados políticos com receitas próprias. Em muitos casos, salários de prefeitos e vereadores, por exemplo, só são viáveis com os repasses da União. A maioria (57%) das cidades consome por ano mais de um quinto de sua receita com "custos políticos". No total, os 5.565 municípios do país gastam R$ 10 bilhões anuais com essas despesas. (págs. 1 e A6) - A ordem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de acelerar os gastos públicos e garantir recursos para investimentos no início de 2006, até que o Orçamento do ano seja votado pelo Congresso, deverá fazer o Banco Central manter o conservadorismo de 2005, acreditam economistas. Segundo eles, a incerteza sobre o impacto desses gastos na economia pode levar o BC a reduzir o ritmo de queda dos juros. (págs. 1 e B1) O ESTADO DE SÃO PAULO - Viagens de Lula no ano somam 5 voltas à Terra - O presidente Lula dedicou 50 dos 365 dias de 2005 a percorrer 206.883 quilômetros mundo afora, distância equivalente a 5,16 voltas ao planeta pela linha do Equador. Ele visitou 25 países, mas os resultados práticos foram poucos, avaliam os analistas. De todo o esforço, focou o gosto amargo da derrota em duas campanhas por altos postos em instituições internacionais e na disputa por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU - que era a meta principal da política externa do governo. Além disso, diz o embaixador José Botafogo Gonçalves, Lula "deixou de ser o líder incontestável" do Mercosul "ao afirmar muito mais sua imagem no Primeiro Mundo do que no plano sul-americano". (págs. 1 e A4) - "O ano de 2005 terminou melancolicamente. Nunca se viu tanto escândalo num só governo. Nem tanta desfaçatez. O presidente, sempre "na sala ao lado", sem nada ouvir nem ver. Apenas se beneficiando politicamente das articulações dos homens de má catadura. O Congresso absolve réus confessos: caixa 2 em campanha passa a ser pecado venial". (Fernando Henrique Cardoso) (págs. 1 e A2) - A verticalização, regra que proíbe os partidos de se aliarem nos Estados com adversários na eleição presidencial, pode acabar em fevereiro, informa o Blog do Noblat. O ministro Marco Aurélio Mello é favorável à mudança - e é candidato a assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral. A campanha presidencial desta vez terá menos dinheiro, relata João Domingos. (págs. 1, A5 a A7) O GLOBO - 2006 com o pé direito - Como para espantar o ano de 2005, iniciado com uma cortina de fumaça que escondeu os fogos do reveillon que se desenrolou sob a crise política do mensalão, 2006 começou com tudo dando certo: milhões de pessoas que foram a Copacabana e outros pontos da orla do Rio viram, em paz, um dos mais bonitos shows pirotécnicos dos últimos tempos. A chuva só caiu após encerrada a queima de fotos e a fumaça não atrapalhou o espetáculo. O prefeito Cesar Maia estava em Nova Iorque e a governadora Rosinha Mateus, em Bonito (MS). A manhã de ontem, porém, ainda teve a marca do ano que passou, com flanelinhas extorquindo dinheiro de motoristas e carros estacionados em locais proibidos. Segundo as autoridades, a volta de quem viajou para fora da cidade dever ser complicada. O novo ano traz muitas esperanças: será marcado por eleições, Copa do Mundo e pelo Rio se preparando para o Pan 2007. (págs. 1, 13 a 21) - O Tribunal Superior do Trabalho (TST) iniciou mudança para sua nova sede de 96 mil metros quadrados, que custou R$ 202,9 milhões e estava em construção desde 1998. Cada gabinete tem 240 metros. A inauguração será em 1º de fevereiro. (págs. 1 e 4) CORREIO BRAZILIENSE - Esplanada também sob risco de incêndio - Professores de engenharia apontam os sete erros que levaram à destruição do edifício-sede do INSS e alertam: o perigo ronda prédios que abrigam ministérios e padecem da mesma falta de cuidados. (págs. 1, 19 e 20) - Burocracia trava fiscalização de convênios entre União, estados e municípios. Prestação de contas está atrasada desde 1996. (págs. 1, 6 e 7) - Governo aposta no aumento da concessão de empréstimos e financiamento para impulsionar as vendas e o crescimento da economia. (págs. 1, 10 e 11) MANCHETES JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Promessa de mais empregos O DIA (RJ) - 2006 chega com esperança REVISTAS ÉPOCA TÍTULO DE CAPA - Negócios - Modestas profecias - Depois das previsões otimistas e fracassadas de 2005, economistas projetam um ano morno para o país Entrevista - Adalberto Veríssimo - O futuro da Amazônia - Pesquisador aposta que lei de concessões florestais ajudará a desfazer o nó fundiário e criar uma economia saudável na região. (págs. 16 a 18) A hora da bondade - De olho na eleição, presidenciáveis começam a distribuir benefícios. Houve até briga para ver quem vai tapar os buracos da estrada ao lado. (págs. 22 a 26) Reportagem de capa - Economia em banho-maria - O governo fala em crescimento de 5% em 2006, mas economistas jogam um balde de água fria e prevêem mais um desempenho apenas modesto. (págs. 46 a 48) O ano do mensalão - Sete meses de investigações acabam com a aura do PT, quebram o governo e fazem de Lula um presidente enfraquecido. (págs. 64 a 67) O país sitiado pelo crime - Diante da violência e da corrupção policial crescentes, o Brasil mostrou nas urnas que não confia na Justiça. (págs. 68 e 69) Oportunidade perdida - A economia mundial cresceu e o crédito pessoal deu um salto, mas o Brasil não decolou. (pág. 75) Um presidente de sonho - Em JK, Juscelino Kubitschek, vivido por Wagner Moura e José Wilker, respira a utopia em tempos tão céticos. (págs. 84 e 85) ETES

|
|