01/03/2006

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo

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JORNAL DO BRASIL

- No compasso do suspense

- Disputa acirrada - Apresentações eficientes embaralham a decisão do título de melhor escola. (pág. 1, A5 a A8)

- Despedida - No adeus ao carnaval, sete blocos arrastam multidões e Copacabana vira um grande baile. (pág. 1 e A9)

- Rebaixamento - Em São Paulo, a Gaviões da Fiel, da torcida do Corinthians, cai para a segunda divisão. (pág. 1 e A4)

- Folia globalizada - Enquanto se recupera do furacão, Nova Orleans reúne 400 mil na festa de rua. (pág. 1 e A14)

- Auditoria do Tribunal de Contas da União revela que o Instituto Nacional do Seguro Social pagou a 100 aposentados, no ano passado, benefícios acima do teto legal de R$ 21,5 mil. Alertado, o órgão suspendeu parte dos depósitos em janeiro, mas 23 continuam recebendo irregularmente. (pág. 1 e A2)

- Nota elevada - Agência põe Brasil a dois degraus do risco zero. (pág. 1 e A17)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Partidos negociam fusões para sobreviver

- À margem das articulações para a sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva, pequenos e médios partidos políticos estão mergulhados em negociação com o objetivo de escapar da possível "extinção" a que estarão sujeitos a partir de 2007. É que entra plenamente em vigor nestas eleições a regra que joga no ostracismo legendas que não obtiverem pelo menos 5% dos votos para deputado federal no país, índice só atingido, nas duas últimas eleições, por 7 dos 29 partidos existentes hoje. Embora afirmem acreditar que vão superar a meta de 5%, a chamada "cláusula de barreira" vem levando legendas como PSB, PTB, PL, PC do B, PPS, PDT e PV a negociar fusões, após as eleições, com o objetivo de atender à exigência e, assim, não ser relegadas à condição de nanicas.

"A grande reforma política será feita com a cláusula de barreira, que forçará a aglutinação dos partidos", diz Luiz Antonio Fleury Filho, secretário-geral do PTB. Prevista na Lei dos Partidos Políticos, a cláusula exige a partir destas eleições um desempenho robusto nas urnas como forma de evitar a profusão das chamadas legendas de aluguel. Partidos médios e pequenos tentaram mudar a lei, mas a falta de interesse das grandes legendas evitou que a intenção fosse adiante. Em 2002, só PT, PSDB, PFL, PMDB, PPB (hoje PP), PSB e PDT conseguiram superar o índice. Em 1998, foram quase os mesmos - trocando o PSB pelo PTB. Os que não atingirem a meta - 5% dos votos válidos para deputados federais no país, sendo 2% em pelo menos nove Estados - se igualam aos nanicos. (pág. 1)

- A CPI dos Correios deve ser cabal no relatório final e afirmar que o "mensalão" existiu. O presidente da comissão, senador Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou que os técnicos, auditores, deputados e senadores que analisam os dados em posse da CPI concluíram o cruzamento de datas dos repasses dos recursos do "valerioduto" com as votações na Câmara dos Deputados. Desta vez, de acordo com Delcídio, a análise teria corrigido imprecisões nos levantamentos feitos anteriormente, quando algumas votações eram pinçadas pelos dois lados: pelos que queriam provar a existência do esquema e pelos governistas que pretendiam desconstruir a tese. (pág. 1)

- Quem banca Lula - Os extremos das classes sociais estão unidos pela política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O banqueiro e o sertanejo pobre demonstram regozijo com os rumos do governo. E retribuem, cada qual segundo sua capacidade. A intenção de voto em Lula não seria a mesma sem o Bolsa-Família. Pior estaria o caixa petista não fossem as doações das instituições financeiras.

Os lucros dos grandes bancos no Brasil nunca foram maiores que em 2005. Ao menos para essas instituições valeu a predição lulista do início do ano passado: "Não tem por que 2005 não ser o ano mais importante da década neste país". A política econômica fez a sua parte, ao tomar dos contribuintes R$ 157 bilhões e repassá-los ao seleto clube dos credores da dívida pública. Lá estão os bancos, seja multiplicando o próprio patrimônio, seja partilhando dos ganhos de clientes, mas sempre lucrando. (Editoriais, pág. 1 e A2)

- Depois de chamar a atenção de Gilberto Gil para a questão da violência durante o Carnaval de Salvador e pedir o fim das cordas que separam os foliões pagantes da multidão, Carlinhos Brown pediu ontem desculpas ao ministro da Cultura, em frente ao camarote Expresso 2222, no Farol da Barra. (...) (pág. 1)

- Apesar dos protestos na universidade, a Arquidiocese de São Paulo manterá seu poder de decisão na PUC-SP. A avaliação é da própria reitora da instituição, Maura Bicudo Véras. A ação da igreja na PUC se intensificou no último dia 10, quando o cardeal dom Cláudio Hummes, que ocupa o principal cargo da universidade, alterou a formação da Fundação São Paulo (mantenedora da instituição), para que a igreja ficasse com a função de acabar com um déficit mensal de R$ 4,3 milhões.

A ação foi vista por representantes de professores, funcionários e alunos como uma intervenção da igreja na instituição, o que abalou sua autonomia. O Conselho Universitário (principal órgão da PUC) repudiou as demissões. A Arquidiocese nega que a medida tenha sido uma intervenção, pois a reitora permanece na secretaria-executiva da fundação - apesar de ela não possuir mais o poder de decisão. Considerando o corte feito pela reitoria, a universidade perdeu 30% dos docentes e funcionários. (...) (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Para punir usineiros, gasolina terá menos álcool até dezembro

- O governo já decidiu adotar duas medidas como punição aos produtores de álcool pelo não-cumprimento do acordo de janeiro, que estabeleceu teto de R$ 1,05 no preço cobrado nas usinas e pela falta de garantia de abastecimento na entressafra de cana-de-açúcar. Será mantida até o final deste ano a redução de 25% para 20% na mistura do álcool anidro à gasolina, que entra em vigor hoje; e não deverá ser liberada a verba entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão pedida pelos usineiros para o financiamento dos estoques do combustível.

Para evitar novas altas da gasolina, o governo pode ainda reduzir a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) sobre o combustível. Como o dinheiro para o financiamento da estocagem de álcool vem de recursos da Cide, os usineiros seriam penalizados duplamente: deixariam de vender mais álcool e pagariam a conta pela arrecadação menor. (pág. 1 e B1)

- ...O governo estuda novas medidas de corte de tributos. Entre as alternativas está a redução das alíquotas do Imposto de Importação para produtos de setores com menor grau de competição. A equipe econômica também pretende prosseguir com a desoneração de produtos da cesta básica. (pág. 1 e B3)

- O Planalto corre contra o tempo para pôr em execução, até abril deste ano eleitoral, o programa "Vai Brasil", para que os brasileiros com renda mensal de R$ 800 a R$ 1.100 conheçam o País. De preferência, por via aérea. O governo faz o marketing e as empresas da área de turismo entram com vagas em hotéis, assentos em aviões e "outras capacidades ociosas". O projeto faz parte do pacote de bondades e deverá custar R$ 12 milhões. (pág. 1 e A4)

- O chanceler Celso Amorim anunciou ontem, em Paris, o apoio brasileiro à criação de uma taxa sobre tarifas aéreas para financiar a luta contra a pobreza. Inspirada, há três anos, pelo Brasil, Chile e França, a idéia conta com a simpatia de mais de 20 paises, apesar da oposição de empresas aéreas. (pág. 1 e B4)

- Espeto de pau - Primeiro chefe da Nação egresso do sindicalismo, o presidente Lula fracassou justamente na área cujos problemas estruturais conhece em profundidade desde os anos 70. (pág. 1 e A3)

- A classificação do risco soberano de longo prazo do Brasil, em moeda estrangeira, foi elevada de BB- para BB pela agência de classificação de risco Standard & Poor's. Dessa forma, faltam dois degraus para o País ser considerado seguro para investir. O risco soberano de longo prazo em moeda local também subiu, de BB para BB+. (pág. 1 e B7)

- Calote mais uma vez? - Emenda prejudica credores de precatórios. (Aloísio de Toledo César, pág. 1 e A2)

O GLOBO

- Unidos da Tijuca é bi no Estandarte de Ouro

- Pelo segundo ano consecutivo, a Unidos da Tijuca conquistou ontem o Estandarte de Ouro de melhor escola a desfilar este ano na Marquês de Sapucaí, segundo os jurados do concurso promovido pelo "Globo". A originalidade do enredo "Ouvindo tudo o que vejo, vou vendo tudo o que ouço", com Mozart regendo a própria história da música, e a criatividade em alegorias formadas por foliões distinguiram a escola o carnavalesco Paulo Barros.

A Tijuca levou ainda outros dois estandartes: de melhor porta-bandeira, para Lucinha, e de melhor bateria, para o mestre Celinho, no ano em que o Estandarte decidiu premiar as inovações (paradinhas e mudanças de batidas). O carnavalesco Max Lopes, da Mangueira, é a personalidade do ano. O prêmio de melhor enredo foi para os carnavalescos Renato Lage e Márcia Lávia, do Salgueiro. Além da Unidos da Tijuca, são favoritas ao título de 2006 a Mangueira, a Beija-Flor - que persegue o tetra - a Imperatriz Leopoldinense e a Vila Isabel. A campeã do carnaval será conhecida na tarde de hoje. (pág. 1)

- Com menos álcool - o governo reduziu de 25% para 20% a mistura - a gasolina deve ficar mais cara a partir de hoje nos postos. A previsão do mercado varejista de combustíveis é de que o aumento seja de, pelo menos, R$ 0,02 por litro. Nas últimas semanas, o consumidor já vem enfrentando aumentos no valor cobrado pelo álcool combustível porque os empresários descumpriram o acordo feito com o governo em janeiro para segurar os preços. (pág. 1 e 19)

- Os governos do Brasil e da França anunciaram em Paris que vão criar uma taxa nas passagens aéreas para levantar fundos para a campanha contra a pobreza. No Brasil, a taxa deverá ser de US$ 2 em cada bilhete internacional. O dinheiro será usado na compra de medicamentos. (pág. 1 e 3)

- Bancos e financeiras omitem informações ao consumidor. (pág. 1 e 22)

- Por defender o fim da exigência de visto para turistas americanos no Brasil, o ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia, enviou ao Palácio do Planalto uma proposta de mudança na Lei da Reciprocidade, que hoje obriga o Brasil a adotar a regra. Para ele, a lei atrapalha o turismo. O Itamaraty é contra a alteração. (pág. 1 e 2)

- Gilberto Gil chorou mas não respondeu ao pedido de desculpas de Carlinhos Brown, que no carnaval de Salvador criticou a educação e depois se ajoelhou diante do ministro, na rua, pedindo perdão. (pág. 1 e 20)

- Política dá azar em SP - Exaltando o boi, a Império da Casa Verde venceu e é bicampeã do carnaval de São Paulo. Já a Gaviões da Fiel, a Leandro de Itaquera - que homenageou Alckmin e Serra - e mais duas escolas foram rebaixadas. (pág. 1 e 19)

- Em janeiro e fevereiro deste ano, o Rio registrou 2,5 vezes mais casos de dengue do que em todo o ano passado. A prefeitura recebeu 2.449 notificações da doença desde o início do ano. Anteontem, morreu um morador de Campo Grande com suspeita de dengue. (pág. 1 e 11)

CORREIO BRAZILIENSE

- Começa o acerto de contas

- Receita Federal libera hoje, às 14h, em seu site, o programa do IR de Pessoa Física. Com o reajuste da tabela em 10%, quem ganhou menos que R$ 13.968 está isento. Bancos oferecem empréstimo vinculado à restituição. Mas cuidado com os riscos. (pág. 1, 9 e 10)

- A redução do percentual de álcool na gasolina, de 25% para 20%, era uma maneira de punir os usineiros pela quebra do acordo de manutenção do preço. Mas quem vai pagar a conta é o consumidor. Com a medida, o litro de gasolina comum, nas distribuidoras, sobe 4,6% ainda hoje. (pág. 1 e 11)

- Candidatos já estão em campanha na internet - Embora a propaganda política para as eleições de outubro só esteja liberada a partir do dia 6 de julho, muitos pré-candidatos à Presidência mantêm páginas eletrônicas com publicidade eleitoral, geralmente disfarçadas de blogs. TSE deve definir amanhã as regras para o uso da internet. (pág. 1 e 2)

MANCHETES

GAZETA MERCANTIL (SP)

- Franquias estrangeiras desbravam o Brasil

A TARDE (BA)

- Foi assim...