 |
| |
|

03/01/2006
JORNAL DO BRASIL - Obstáculo eleitoral - Estradas distanciam Planalto dos estados - O anúncio da liberação de dinheiro para obras em rodovias ameaça tornar-se uma crise para o presidente Lula. Nos próximos dias ele vai encontrar-se com governadores para atenuar as queixas. (pág. 1 e A3) - Os pequenos partidos e as legendas de aluguel entram em 2006 com um desafio: conquistar no país 5% de votos para a Câmara. Como as regras eleitorais não mudaram, a cláusula entra em vigor. (pág. 1 e A5) - Incêndio no INSS - Previdência vai gastar R$ 1 milhão para medir prejuízo. (pág. 1 e A4) - Enquanto no Brasil a abertura dos arquivos da ditadura sofre restrições, a Argentina acelera o acerto de contas com o passado militar. O presidente Néstor Kirchner libertou US$ 1,3 milhão para apressar os mais de mil processos por abusos contra direitos humanos, pelos quais respondem 503 torturadores. As audiências começarão em março. (pág. 1 e A6) - Brasileiro de currículo duvidoso e efeito a esbanjar dinheiro público pode ocupar cargo em Washington. (Augusto Nunes, Coisas da Política, pág. 1 e A2) - Balança positiva - Exportações batem recorde, mas mercado interno reage. (pág. 1 e A15) - Ainda comemorando a taxa de ocupação de 98% da virada do ano, os hotéis do Rio esperam repetir o desempenho no carnaval. Se a hospitalidade atrai visitantes, a sinalização precária e a população de rua lideram as queixas. (pág. 1 e A9) FOLHA DE SÃO PAULO - Lula terá R$ 28 bi para gastar no ano eleitoral - O Planalto terá, neste ano eleitoral, cerca de R$ 28 bilhões para gastar em projetos: R$ 14,7 bilhões previstos no Orçamento de 2006 e pelo menos R$ 13 bilhões de restos e pagar, despesas assumidas em anos anteriores cujo pagamento o governo não chegou a fazer. O governo pode não usar todo o dinheiro disponível, retendo parte dos R$ 28 bilhões para cumprir metas fiscais. Mas o limite de gastos elevado dá ao Planalto mais liberdade para investir no ano em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve tentar a reeleição. Números semelhantes foram verificados em 2002, também ano eleitoral. Na reta final do seu mandato, o então presidente Fernando Henrique Cardoso tinha R$ 29,6 bilhões para investir - R$ 12 bilhões de restos a pagar e R$ 17,6 bilhões previstos no Orçamento. Neste ano, a preocupação com os restos a pagar é maior porque o Congresso ainda não aprovou o Orçamento de 2006. Sem isso, o governo só tem autorização para despesas obrigatórias, como o pagamento dos servidores. (pág. 1 e A4) - O ministro Marco Aurélio de Melo, do STF, afirmou que a atual crise política é "muito pior" do que a que gerou, em 1992, a abertura do processo de impeachment contra seu primo Fernando Collor de Mello. "Tudo que surgiu é assustador. Nem a mente mais criativa poderia imaginar um décimo do que acabou vindo à tona." Marco Aurélio, que deverá presidir o Tribunal Superior Eleitoral nas eleições deste ano, defendeu que a verticalização, adotada em 2002, seja derrubada pelo TSE e já não valha em 2006. A verticalização obriga os partidos a não contrariarem, nos estados, a aliança da eleição presidencial. (pág. 1 e A7) - A balança comercial teve o maior superávit da história em 2005: US$ 44,8 bilhões, ou 33% a mais que no ano anterior. O valor das exportações também foi recorde, com US$ 118,3 bilhões, alta de 23% sobre 2004. O superávit final contrariou as previsões de retração vinculadas à valorização do real. O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, disse esperar exportações de US$ 132 bilhões neste ano. Ele lamentou o crescimento das importações em 2005, de apenas 18% devido à desaceleração da economia, e previu 20% neste ano, considerando alta de 3,5% a 4% no PIB. (pág. 1 e B1) - Leia "Temores do BC", sobre aumento de gastos públicos; "Educação paulistana", acerca de gestão tucana; e "Guerra do Gás"', sobre disputa entre Rússia e Ucrânia. (Editoriais, pág. 1 e A2) - A Anatel promoveu um megatarifaço nas ligações de telefone fixo ao mudar a forma de cobrança, substituindo pulsos por minutos. O aumento pode ser superior a 100%, dependendo da duração da ligação. Dizer que quem pagará mais serão os ricos é estultice: empresas costumam repassar aumentos de custo. Não se deve falar ao telefone mais do que o indispensável. Em boca fechada, não há tarifaço. (pág. 1 e C2) - O novo diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, Márcio Paulo Buzanelli, substituiu a araponga pelo carcará como símbolo do órgão. Para ele, o termo araponga é "depreciativo", e o carcará tem "nacionalismo, visão aguda e controle do território". Buzanelli instituiu um hino, com letra sua, dizendo que "a Abin é a luz forte que dissipa a escuridão". Segundo ele, as mudanças visam desmistificar a Abin como herdeira do SNI e fortalecer "a lealdade e as relações afetivas", no órgão. (pág. 1 e A8) - O total de acidentes e de mortes nas rodovias estaduais de São Paulo caiu no Reveillon de 2005 em relação ao do ano anterior. Nos três dias da operação Ano Novo, de 30 de dezembro a 1° de janeiro, houve 797 acidentes e 24 motes - queda de 0,75% e 17,2%, respectivamente, sobre 2004. No período do Natal, os acidentes tiveram alta de 22,71%, ma a quantidade de mortes também diminuiu, de 27 para 23. A Polícia Rodoviária ainda deve concluir o balanço das estradas federais. (pág. 1 e C1) - Aparecida cobrará "taxa de romaria" - Ônibus e vans que forem ao santuário terão de pagar até 48,33 à prefeitura; direção da basílica critica medida. (pág. 1 e C4) O ESTADO DE SÃO PAULO - Furlan prevê exportações de US$ 132 bilhões em 2006-01-03 - Nunca o País exportou tanto como em 2005, apesar do real valorizado em relação ao dólar, da crise provocada pela febre aftosa no setor de carnes e da quebra da safra agrícola. A perspectiva é bater novo recorde de vendas externas este ano, embora em ritmo menos acelerado. Em 2005 as exportações brasileiras somaram US$ 118,309 bilhões, 23,1% a mais do que em 2004, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A taxa de crescimento superou a média mundial prevista pelo Fundo Monetário Internacional, de 14%. Para este ano, a projeção do governo é vender no exterior US$ 132 bilhões, o que representaria crescimento de 11%. "É uma projeção que o mercado pode considerar otimista, mas a nossa equipe consultou todos os setores e temos a convicção de que é uma meta perfeitamente atingível", afirmou ontem o ministro Luiz Fernando Furlan, que também disse acreditar na valorização do dólar. Além das exportações recordes, as importações, o saldo comercial e o fluxo de comércio exterior atingiram níveis históricos em 2005. O saldo foi de US$ 44,764 bilhões, 33% maior do que em 2004. "Não temos a preocupação de manter o superávit, o Brasil não precisa disso." (pág. 1 e B1) - O dólar comercial iniciou o ano em alta, pressionado pelas intervenções do Banco Central. Com isso, a moeda americana subiu 0,65%, para R$ 2,34. (pág. 1 e B8) - Lula e a sangria do PT - O presidente Lula responde com evasivas às perguntas que o embaraçam. Diz que cometeu um erro, que o PT "sangrará muito"; só não revela os nomes de quem o traiu. (pág. 1 e A3) - Apesar de ter dito ao "Fantástico que não sabe se é candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir na segunda quinzena deste mês com dirigentes de partidos aliados para começar a preparar sua candidatura. 'Todo mundo considera certa a decisão do presidente Lula de disputar a reeleição", diz o ministro Jaques Wagner. A oposição criticou o fato de o presidente continuar não revelando o nome de quem o teria traído. "O presidente inventou um traidor secreto", disse o governador Geraldo Alckmin. (pág. 1, A4 e A5) - O presidente Lula deverá se reunir com governadores de 14 estados envolvidos na recuperação de estradas ainda na primeira quinzena deste mês. A ofensiva se deve à reação de alguns governadores que alegam problemas de caixa. Os investimentos de R$ 1,8 bilhão viriam na maior parte da União, cabendo aos Estados uma "pequena contrapartida". Minas e Rio Grande do Sul já anunciaram que não pretendem participar. (pág. 1 e A6) - Saiu do Banco Rural e do BMG R$ 1,149 milhão depositado pelo valerioduto na conta do procurador da Fazenda Glênio Guedes, membro do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional - que julga recursos de empresas e bancos autuados pelo BC ou pela Comissão de Valores Mobiliários. O esquema foi descoberto pela CPI dos Correios. O dinheiro era depositado na conta da empresa de Rogério Tolentino, sócio de Marcos Valério, e repassado para a conta de Guedes. (pág. 1 e A8) - Feliz ano rural - O agricultor precisa aprender a se organizar e mobilizar a política. (Xico Graziano, pág. 1 e A2) - O número de motes nas rodovias estaduais diminuiu 17,24% em comparação ao réveillon passado. Do dia 30 até domingo, foram registrados 24 óbitos nas estradas paulistas, contra 29 na virada para 2005. Segundo a Secretaria dos Transportes do Estado, também houve redução , de 0,75% nos acidentes: 797 ocorrências ante 803 no reveillon anterior. No Natal, embora tenham ocorrido mais acidentes, também houve menos mortes. (pág. 1 e C4) O GLOBO - Exportação cresce 23% e é recorde - Mesmo com a queda do dólar ao longo do ano, que provocou críticas de quem temia o efeito no comércio exterior, o volume de exportações em 2005 foi o maior da história do país e chegou a US$ 118,309 bilhões, acima da previsão de US$ 117 bilhões do Ministério do Desenvolvimento. Na comparação com 2004, as vendas externas cresceram 22,6%. A balança comercial fechou o ano com recorde de superávit, que ficou em US$ 44,764 bilhões, 33% a mais do que em 2004 (US$ 33,6 bilhões). O ministro Luiz Fernando Furlan previu ontem novo recorde das exportações em 2006, que pelas contas do governo devem chegar a US$ 132 bilhões. (pág. 1 e 17) - Segundo item na pauta de exportações, a soja é uma das maiores ameaças ao futuro do Pantanal. Estudo divulgado pela ONG Conservação Internacional revela que se o ritmo de desmatamento da área for mantido a vegetação original da região desaparecerá em 45 anos. (pág. 1 e 22) - Com mais R$ 2 bilhões empenhados em emendas parlamentares nos últimos dois dias de 2005, o governo Lula atingiu a marca de R$ 7,8 bilhões em dezembro, superando o valor de 2001, igualmente em período pré-eleitoral, do governo Fernando Henrique Cardoso, que empenhou R$ 7,2 bilhões (sem correção dos valores pela inflação). Apesar disso, a base e a oposição continuam insatisfeitas. (pág. 1 e 3) - O governo Lula imitou o Congresso e praticamente entrou em recesso branco. Ontem, primeiro dia útil de 2006, quinze dos 31 ministros estavam gozando férias e dois ainda aproveitavam o recesso de fim de ano. O presidente Lula também vai tirar alguns dias de descanso, em local guardado a sete chaves. (pág. 1 e 8) - Gasolina começa ano com alta devido a reajuste no álcool. (pág. 1 e 18) - Uma liminar impôs ontem uma trégua na guerra do lixo entre as prefeituras do Rio e de Caxias, reiniciada na virada do ano quando os caminhões da Comlurb foram barrados no aterro sanitário de Gramacho. O prefeito de Caxias, Washington Reis, quer cobrar pelo uso do aterro e vai recorrer da decisão. Enquanto os municípios brigam, Gramacho agoniza: a montanha de lixo acumulada em 30 anos pode fazer o terreno ceder. A solução - o aterro de Paciência - justifica o nome: desde 2003, o governo do estado emperra a licença da nova unidade municipal. A sujeira também marca um dos principais cartões-postais da cidade: uma língua negra em frente à Rua Santa Clara, na Praia de Copacabana, ocupa a areia. (pág. 1, 11 e 16) CORREIO BRAZILIENSE - Torneiras abertas para a reeleição - A ordem do presidente Lula é iniciar o ano mostrando serviço. A começar pela recuperação das estradas federais. Dinheiro para tocar todo tipo de projeto não vai faltar. São cerca de R$ 28 bilhões para transformar o país em um imenso canteiro de obras. Parte dos recursos, R$ 13,5 bilhões, são sobras de 2005 e 2004. O restante, R$ 14,4 bilhões, está previsto no Orçamento de 2006, ainda não aprovado pelo Congresso. Para facilitar a votação, o governo já decidiu: uma fatia dessa fortuna irá beneficiar emendas de deputados e senadores aliados. Com a gastança, em pleno ano eleitoral, a estratégia é resgatar a popularidade perdida pelo presidente e reabilitar a imagem do governo, debilitada pelo escândalo do mensalão. (pág. 1, 2 e 3) - No Congresso nada de trabalho. Só turistas - Pois é: depois de brigar para que houvesse convocação extraordinária, deputados e senadores embolsaram parte dos R$ 25,6 mil pelos dias que ainda não trabalharam e sumiram. Apenas quatro parlamentares deram o ar da graça ontem. No mais, somente turistas apareceram para conhecer o Congresso Nacional, um dos mais belos cartões-postais de Brasília. (pág. 1 e 4) - A balança comercial encerou 2005 com o melhor desempenho da história - saldo de US$ 44,7 bilhões - resultado de exportações de US$ 118,3 bilhões e importações de US$ 73,5 bilhões. As empresas brasileiras beneficiaram-se do aumento na procura por minérios, automóveis, celulares, soja e carne. (pág. 1 e A9) - UnB volta a 2005 - Aulas interrompidas pela greve dos professore,s que durou mais de 100 dias, recomeçam hoje e vão até 5 de abri. Com isso, o primeiro semestre de 2006 só se inicia oficialmente em 17 de abril. (pág. 1 e 21) - Ao Itamaraty - Instituto Rio Branco abre 105 vagas para diplomata. Salário é de R$ 4,6 mil. (pág. 1 e 13) ZERO HORA - Piratini tenta forçar queda no preço da gasolina - Com um duplo movimento tributário, o governador Germano Rigotto anunciou a possibilidade de o preço da gasolina cair R$ 0,06 no Rio Grande do Sul nos próximos dias. O Piratini assinou ontem o decreto que reduz a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o álcool e a gasolina de 29% para 28%. A queda foi decidida no final de 2004 para começar a valer em 2006. (pág. 23) - As companhias aéreas devem estar estranhando a ausência de políticos nos vôos Porto Alegre-Brasília. Dos 31 deputados federais e três senadores gaúchos, apenas 11 devem passar pela Capital Federal nesta semana. Mesmo com a convocação extraordinária, a maioria vai aproveitar para fazer agrados às bases em roteiros pelo Interior ou para tirar férias. Quatro deputados estão "descansando": Kelly Moraes (PTB), Nelson Proença (PPS), Onyx Lorenzoni (PFL) e Tarcísio Zimmermann (PT). (pág. 6) - Nas fazendas da Fronteira Oeste e Campanha, as primeiras semanas do ano serão de muito trabalho nas mangueiras. Os produtores rurais terão de vacinar rebanhos de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa até o dia 27. Para o vice-presidente do Sindicato Rural de Uruguaiana, Júlio Silveira, a vacinação, além de proteger o rebanho, mantém abertas as portas do mercado externo para a carne gaúcha. O Ministério da Agricultura estima que mais de 13 milhões de animais devam ser vacinados durante este mês. (pág. 22) - Apesar das dificuldades que a última estiagem trouxe para a agropecuária gaúcha, foi no Estado que o Banco do Brasil (BB) teve o menor índice de inadimplência da instituição. No último balanço do ano de 2005, com dados até o dia 23 de dezembro, a inadimplência no segmento rural ficou em apenas 0,89% no Rio Grande do Sul. Entre todas as carteiras e produtos, o índice foi 1,97% para um total de R$ 8,05 bilhões emprestados ao longo do ano. (pág. 22) MANCHETES ESTADO DE MINAS - Brasil obtém exportação e saldo recordes GAZETA MERCANTIL (SP) - Governo diz que exportação vai crescer 12% VALOR ECONÔMICO (SP) - Consumo fraco limita avanço de importações

|
|