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04/01/2006
JORNAL DO BRASIL - Corrida pré-eleitoral - Lula acelera obras para atrair votos a simpatia - Inspirado por JK, chefe da nação libera recursos para recuperar estradas e apressa licitação de seis hidrelétricas, além da privatização da Fernão Dias e da Régis Bittencourt. (pág. 1 e A2) - Relator da CPI dos Correios, o deputado Osmar Serraglio alertou para o perigo de os partidos se unirem e fecharem acordo para livrar 11 parlamentares da cassação do mandato. (pág. 1 e A3) - Embora registre o menor índice em 16 anos - o que embala a perspectiva d reajustes menores em 2006 - o Índice Geral de Preços foi atacado pela Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda. Em desencontro com diretrizes do governo, o relatório propõe a troca do IGP, como indexador de tarifas de energia elétrica e telefonia, pelo índice Geral de Preços ao Consumidor Amplo, supostamente menos vulnerável a instabilidades internas e externas. "A proposta é boa. Mas saiu na hora em que o consumidor vai ganhar com os baixos IGPs de 2005", observa o economista Carlos Thadeu de Freitas, da Confederação Nacional do Comércio. (pág. 1 e A15) - Mercado em festa - Risco Brasil atinge menor índice da história. (pág. 1 e A15) - Planos Collor e Verão - Caixa paga mais 2 parcelas de correção do FGTS. (pág. 1 e A16) - Funcionários da Agência de Imigração da Grã-Bretanha assinavam vistos de permanência em troca de sexo. Turistas consideradas feias eram reprovadas. Mulheres do Brasil recebiam tratamento especial. A denúncia foi feita por um ex-servidor ao tablóide "The Sun" e será investigada pelo governo britânico. (pág. 1 e A6) - O presidente venezuelano Hugo Chávez aproveitou a rápida passagem do colega boliviano Evo Morales por Caracas para afinar o discurso contra os EUA. A bordo de um avião, propuseram a formação de um "Eixo do Bem" contra as "forças imperialistas". (pág. 1 e A8) - Combatida por associações de moradores em campanhas recentes, a população de rua revelou-se o maior incômodo dos turistas durante o reveillon, assinala pesquisa da UniverCidade. No ranking dos pontos negativos, superou a sinalização precária - deficiência que tirou o Rio da disputa para sediar a Olimpíada de 2012. (pág. 1 e A9) FOLHA DE SÃO PAULO - TCU acusa Caixa de favorecer BMG - Auditoria do Tribunal de Contas da União concluiu que a Caixa Econômica Federal beneficiou o BMG em operações que renderam ao banco mineiro lucro imediato de R$ 119 milhões, relata Rubens Valente. As seis operações consistiram na compra da carteira de crédito consignado (empréstimo pessoal com desconto em folha) do BMG de dezembro de 2004 a setembro de 2005, no valor total de R$ 1,09 bilhão. Os diretores e o presidente da CEF, Jorge Mattoso, são acusados de improbidade por fecharem o negócio em apenas 18 dias úteis, sem lei própria e com resultado final contrário ao alegado para justificá-lo. O BMG é uma das instituições que participaram do esquema do "mensalão". Emprestou ao PT e às empresas do publicitário Marcos Valério R$ 44,69 milhões entre 2003 e 2004, dívida não quitada. O TCU diz que, embora sem prejuízo à Caixa, "os ótimos resultados" do BMG denotam "claro favorecimento". O relatório ainda será analisado pelo plenário do tribunal e deve chegar à CPI dos Correios. A CEF afirmou que o negócio com o BMG" ocorreu dentro da mais absoluta normalidade". O banco mineiro disse que "não foi informado pelo TCU de nenhuma irregularidade", nas negociações. (pág. 1 e A4) - Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator da CPI dos Correios, criticou suposto acordo na Câmara para poupar da cassação acusados de se envolver com o "mensalão": "Ai dos partidos que são investigados se assim se comportarem. Quem não for depurado agora vai ser depurado nas eleições". A suspeita de acordo surgiu após o deputado Romeu Queiroz (PTB-MG), que recebeu dinheiro das contas do publicitário Marcos Valério e teve sua cassação recomendada pelo Conselho de Ética, ser poupado pelo plenário. (pág. 1 e A5) - A Agência Brasileira de Inteligência imprimiu uma revista em quadrinhos e um "Jogo dos dez erros". A revista visa "estimula vocações" nas crianças e desfazer mitos, afirma o diretor da Abin, Márcio Buzanelli. O jogo lista os erros que o agente da Abin não deve cometer, como deixar papéis confidenciais sobre a mesa. As medidas de Buzanelli foram criticadas no Congresso, e cientista político vê militarização na agência. (pág. 1 e A8) - Leia "Saldo de 2005", sobre balança comercial; "Pouca novidade na Abin", analisando papel da agência; e "Desperdício municipal", sobre proliferação de prefeituras. (pág. 1 e A2) - A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 3,08%, com novo recorde de pontuação, após o Federal Reserve (banco central norte-americano) ter sinalizado que o ciclo de aumento dos juros nos EUA pode estar perto do fim. A notícia também derrubou o risco-país brasileiro, que, às 20h30, caía quase 4% e era o menor da história. O movimento dos ADRs (recibos de ações brasileiras negociados nos EUA) quase dobrou em 2005, atingindo US$ 1274 bilhões, ou 90,8% do total transacionado no mercado à visa da Bovespa. (pág. 1, B1, B5 e B7) - Com os reajustes do salário mínimo por índices acima da inflação, mais aposentados e pensionistas da Previdência Social passaram a receber o piso previdenciário, correspondente a um mínimo por mês. Nos últimos cinco anos, o mínimo subiu 98,68%, de R$ 151 para os atuais R$ 300. Benefícios acima dele foram reajustados em 56,46%. (pág. 1 e B3) - O governo britânico investiga denúncias de que funcionários do principal centro imigratório do Reino Unido mantinham relações sexuais com imigrantes em troca de vistos. Segundo Anthony Pamnani, ex-funcionário do centro, as mulheres brasileiras eram as "mais bem tratadas" e obtinham vistos de permanência mais longa que os dois homens. Pamnani também acusou o centro de descuidar da segurança e discriminar imigrantes. Segundo o ministro do Interior, Tony McNulty, as acusações são "sérias". (pág. 1 e A9) - O número de acidentes nas rodovias federais cresceu durante a operação Ano Novo, mas os mortos e feridos diminuíram em relação ao ano anterior. O total de acidentes foi de 1.519, 7,96% a mais que no mesmo período de 2004/2005. As mortes foram 66, com redução de 40,54%. A operação começou no dia 30 de dezembro e terminou à meia-noite de segunda-feira (dia 2). (pág. 1 e C2) - Pelo menos quatro pessoas morreram em São Paulo devido à forte chuva no estado durante a madrugada de ontem. Em Francisco Morato (Grande São Paulo), Bianca Sodré, 19, e sua filha Beatriz, de sete meses, tiveram a casa soterrada enquanto dormiam. Em Várzea Paulista, a 63 km da capital, Maria Almeida, 38, e sua filha Marília, 13, também morreram soterradas. Em Sorocaba (SP), uma pessoa arrastada pelas águas está desaparecida. Segundo a meteorologia, as chuvas fortes devem prosseguir até sexta-feira. (pág. 1 e C1) - Documentos da história paulista e brasileira foram furtados do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, incluindo escritos de dom Pedro 1°, a Constituição original de 1824 e relíquias da Revolução de 1932. Os ladrões entraram em cinco dos oito andares do prédio. A polícia não tem pistas deles nem dos mais de 30 itens furtados. A presidente do instituto, Nelly Candeias, diz que a segurança é deficiente porque não recebe verbas públicas. (pág. 1 e C3) O ESTADO DE SÃO PAULO - Governo anuncia para 2006 as obras que não fez em 3 anos - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja neste ano eleitoral fazer as obras de infra-estrutura nas áreas de energia e transporte que não executou nos seus três primeiros anos de governo, com dinheiro de bancos estatais e fundos de pensão. O processo começa em março, com a licitação para o ramal norte da Ferrovia Norte-Sul, eu vai de Palmas (TO) a Açailândia (MA), com 720 quilômetros. Em maio será a vez de seis hidrelétricas, que vão gerar cerca de 5 mil megawatts, ou quase meia Itaipu. O anúncio foi feito ontem pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, logo depois de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com ministros e técnicos da área de infra-estrutura. Os fundos podem entrar como sócios das empresas que adquirirem as concessões. Eles já têm investimentos na área de infra-estrutura. Somente as hidrelétricas Jirau e Santo Antonio, planejadas para o Rio Madeira, em Rondônia, vão custar cerca de R$ 20 bilhões. (pág. 1 e A4) Frase: "Recebemos do governo anterior 36 mil quilômetros de estradas sucateadas". (Dilma Rousseff, Ministra da Casa Civil) - O risco Brasil fechou ontem abaixo de 300 pontos pela primeira vez, por causa do otimismo do mercado internacional com os países emergentes. A queda foi de 3,86%, para 299 pontos. A Bolsa subiu 3,08% e o dólar caiu 0,38%, para R$ 2,331, apesar da atuação do Banco Central. Os mercados também se animaram com a sinalização do Fed (banco central dos EUA) de que o aperto monetário está perto do fim e com a expectativa de crescimento mundial. (pág. 1 e B1) - O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), condenou a possibilidade de haver um "acordão" na Câmara entre PT e partidos aliados para inocentar os deputados eu receberam recursos do mensalão. Em discurso contundente, ele disse que os acusados que conseguirem escapar da punição agora serão cassados pelo voto popular em outubro. "Quem não for deputado agora será deputado com o voto em outubro". (pág. 1 e A7) - Com gastos de R$ 100 milhões e plenários vazios, a convocação extraordinária do Congresso é a mais cara da história e a que menos resultados deve produzir. No ano passado, a convocação saiu por R$ 65 milhões. O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), pôs na pauta do 1° dia de votação, 16 de janeiro, o projeto que acaba com pagamento de ajuda de custo aos parlamentares e a emenda constitucional que reduz o recesso de 90 para 45 dias. (pág. 1 e A6) - Um pacote do bem - A tradição, há décadas, tem sido a passagem de ano com um pacote fiscal destinado a levar mais dinheiro para os cofres da União. Mas a tradição foi rompida com alguma hesitação. (pág. 1 e A3) - O desempenho abaixo do previsto das vendas de Natal indica que o ritmo da indústria será fraco este mês. O comércio, para se livrar dos estoques altos, antecipou promoções. Sondagem inicial do comércio indica que os lojistas faturaram 1% a mais que no Natal de 2004. (pág. 1 e B3) - O álcool hidratado fechou dezembro com preço médio de R$ 1,549 e alta de 8,7% ante janeiro. O álcool anidro também aumentou, levando junto o preço da gasolina. Os postos estão recebendo das distribuidoras gasolina com valores entre R$ 0,03 e R$ 0,04 mais caros. (pág. 1 e B4) - Inscrição no ProUni é recorde - 797 mil estudantes carentes concorrem a 91 mil bolsas em universidades privadas. (pág. 1 e A13) - A dengue matou pelo menos 43 pessoas, de janeiro a novembro de 2005. O número é cinco vezes maior que o registrado em 2004, quando houve 8 mortes. A quantidade de doentes no ano passado foi 60% maior que no ano anterior, segundo números oficiais. (pág. 1 e A12) - Equipes de resgate estão pessimistas quanto ao salvamento de 13 trabalhadores presos desde segunda-feira em uma mina de carvão na Virgínia Ocidental. O nível de monóxido de carbono no local está muito alto e sensores não mostraram sinal de vida dos mineiros. (pág. 1 e A10) O GLOBO - O presidente Lula anunciou o primeiro pacote de obras para o ano eleitoral, incluindo a construção de seis novas hidrelétricas, recursos adicionais para as ferrovias Norte-Sul e Transnordestina, além dos já prometidos R$ 440 milhões para tapar buracos nas rodovias. Em reunião com seis ministros e o presidente do BNDES, Lula determinou prioridade absoluta para grandes obras nas áreas de transporte e energia. No ano passado, a Norte-Sul, que agora será prioritária, recebeu apenas R$ 63 milhões. Para a Transnordestina, saíram apenas R$ 808 mil. As obras lançadas ou inauguradas em 2006 servirão de palanque para o presidente se ele decidir disputar a reeleição. O governo fará ainda leilão para a exploração de oito trechos de rodovias federais. (pág. 1 e 3) As promessas para este ano Ferrovias: Norte-Sul - Obra: trecho Aguiarnópolis (TO) a Araguaína (TO), num total 150 quilômetros, custo: R$ 350 milhões. Transnordestina - Obra: Construção da ferrovia, que liga Eliseu Martins (PI) e os portos de Pecém (CE) e Suape (PE), custo: R$ 2,5 bilhões no total (R$ 500 milhões neste ano). Hidrelétricas: Realização de licitação para construção das hidrelétricas: Jirau e Santo Antônio (RO), custo: R$ 20 bilhões no total. Mauá (PR), custo: R$ 1,066 bilhão. Dardanelos (MT), custo: R$ 745 milhões. Barra do Pomba (RJ), custo: R$ 374 milhões. Cambuci (RJ), custo: R$ 256 milhões. Operação tapa-buracos nas rodovias federais * Obra: recuperação de 26,441 quilômetros de estradas * Custo: R$ 440 milhões, durante seis meses. (pág. 1) - Mais acidentes, menos mortes - Embora os acidentes nas estradas federais tenham aumentado 79% no Ano-Novo, o número de mortos caiu 40,5% e o de feridos, 9,7%. Já o feriado de Natal teve mais 8,7% de mortos e mais 20,3% de acidentes. (pág. 1 e 11) - Impasse com governadores - Para superar o impasse com governadores que não aceitam pagar 30% dos custos de obras em rodovias federais que foram estadualizadas, o governo Lula decidiu que vai iniciar sozinho a operação tapa-buracos. (pág. 1 e 3) - O que fez de Juscelino o Kubitschek o JK de 2006 foi sua capacidade de ser um pouco de cada brasileiro. Não falava bem de seu governo, muito menos de si. (Elio Gaspari, pág. 1 e 7) - O risco-Brasil, que mede a confiança do investidor estrangeiro, caiu ontem para 299 pontos centesimais, o menor índice de sua história, após os EUA indicarem que a alta de juros está perto do fim. O risco do país está mais baixo, mas, com a falta de apoio do Congresso ao longo de 2005, o governo avançou pouco na agenda que pode atrair mais investimentos para o Brasil. (pág. 1, 19, 21 e editorial "Alavanca externa") - Sai na sexta-feira lista dos pré-selecionados para o Prouni. (pág. 1 e 9) - O governo britânico iniciou uma investigação sobre denúncias de que funcionários de imigração estariam trocando vistos por favores sexuais. Segundo o jornal "The Sun", por serem bonitas, as brasileiras são beneficiadas. Mulheres feias são despachadas de volta para seus pa´sies. (pág. 1 e 24) - A população de rua é a principal queixa dos turistas que visitam o Rio seguida da falta de sinalização bilíngüe, segundo pesquisa da Universidade. Só ontem cerca de 50 mendigos dormiam na orla de Copacabana e Ipanema. A receptividade do carioca é o ponto mais positivo. (pág. 1 e 12) - Prezado prefeito: dizem as más línguas que o réveillon foi tão bom só porque o senhor estava em NY e a governadora em Bonito. Maldade. (Zuenir Ventura, pág. 1 e 7) CORREIO BRAZILIENSE - Combustíveis até 24% mais caros - Durou pouco, muito pouco, a promessa do ministro Silas Rondeau de que não haveria aumento em 2006. A partir de hoje, em Brasília, o litro de gasolina chegará a R$ 2,64. O de álcool, a R$ 1,95. (pág. 1 e 12) - Os buracos da discórdia - Pelo menos 60 km de buraqueira das BRs-040, 060 e 070 que cruzam o DF estão entre os trechos que começarão a ser recuperados pelo governo federal a partir de sexta-fe9ira. Depois de concluída a operação tapa-buraco, a ministra Dilma Rousseff disse que a União não irá mais se responsabilizar pelas rodovias que haviam sido estadualizadas em 2002 por FHC. Governadores não gostaram da notícia. (pág. 1, 2 e 19) - UnB volta às aulas em ritmo de férias - Pelos corredores do campus, a grande quantidade de alunos indicava o reinício do semestre letivo. Mas a recepção na sala de aula era pouco animadora. A maior parte dos professores dedicou-se à revisão do conteúdo passado antes da paralisação de 190 dias. Estudantes terão três semestres letivos em um ano. (pág. 1 e 23) - PAS - Sai hoje a lista de aprovados. (pág. 1 e 23) - Visto sexual na Inglaterra - Governo britânico investiga agentes da imigração acusados de estender permanência de estrangeiras no país em troca de sexo. (pág. 1 e 16) MANCHETES ESTADO DE MINAS - Gasolina e álcool mais caros A TARDE (BA) - Álcool aumenta e puxa o preço da gasolina VALOR ECONÔMICO (SP) - Bovespa, em euforia, tem 12 lançamentos previstos GAZETA MERCANTIL (SP) - Comércio pela internet chega a R$ 10 bi no País JORNAL DO COMMERCIO (PE)- Erro da UPE prejudica feras - Recife lidera inflação do país

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